Capítulo 8
Esme terminava de por a mesa quando o filho chegou com as coisas para passar a noite. Sophia mal o viu entrar agarrou-lhe as pernas pedindo colo.
– Pai, quero colo. – Pediu olhando-o com os seus lindos olhos verdes brilhantes.
– Deixa eu pousar as coisas e já te dou colo. – Disse pousando ao coisas ao lado do sofá e pegando na sua menina que o esperava pacientemente.
– Pai lindo. – A pequena sorriu beijando a bochecha do pai e escondendo o rostinho no seu pescoço.
– Também és linda Sophia. – Brincou beijando os cabelos da menina. – A Carol?
– Está a brincar com o John. – Respondeu sem nunca deixar o ombro do pai.
– E tu não brincas mais princesa? – Questionou. Por norma andavam todos a brincar até que os obrigassem a parar para jantar.
– Estou cansada, pai. Quero miminhos. – Pediu manhosa.
– Estás a ficar doente? – Sophia só ficava toda dengosa e cansada de brincar quando ficava doente. Com cuidado sentou a menina no colo para ver a temperatura.
– Não. – Negou tentando fugir da mão gelada do pai na sua testa e peito.
– Não estás quente mas vou estar atento. – Edward odiava ver as filhas doentes, elas ficavam tão sem energia que dava dó nele.
Alice tinha ido até ao seu quarto para falar com Jasper enquanto que Carlisle tinha saído atrás da mulher para a ajudar, caso fosse necessário. Mas Bella estava atenta a pai e filha, que tinha um sorriso fofo no rosto. Quando deixou de lado o seu modo médico, Edward reparou na pequena Louise sentada no colo da irmã.
– Lu, também estás cansada?
– Sim. Estou muito cansada, quero nanar. Mas a Bella disse que tenho que jantar primeiro. - A pequena explicou deitada com a cabecinha no colo da irmã.
– Queres ir para a cama de barriga vazia e amanhã acordares com muita fome? – Bella questionou olhando a irmã.
– Não… - Negou bocejando.
– Então jantas e depois podes ir dormir á vontade. Assim amanhã não acordas com muita fome.
– O jantar está quase pronto. – Esme entrou na sala com o marido atrás a avisar.
– Ainda bem, mãe. Há alguém como muito sono. – Edward brincou apontando para Lu quase adormecida no colo da irmã.
– Já vais dormir Lu. Anda vamos comer. – Esme pegou na pequena ao colo para a levar para a cozinha. – Vou dar-lhe o jantar e depois ponha-a a dormir.
– Obrigada! – Bella agradeceu.
(…)
No final de jantar e depois de por todas as crianças a dormir os mais velhos ficaram na sala a conversar um pouco enquanto tomavam café.
– Queridos, já não tenho o pique de antigamente. Vou descansar. – Esme despediu-se seguindo para cima com o marido no encalço.
– Boa noite filhos. – Carlisle beijou a testa dos três e seguiu atrás da mulher.
– Edward, querido, não queres ir dormir também? – Alice brincou com o irmão.
– Porque Alice? Queres sequestrar a Bella?
– Não, mano querido. Apenas queremos começar a nossa noite e estrear a cama do quarto dela, sabes como é. – Alice chegou-se mais para perto de Bella, quase se sentando no colo dela, com um sorriso bem safado no rosto.
– É Edward. Agora que estou mais livre um pouquinho, quero aproveitar. – Bella pós as mãos na cintura de Alice fazendo Edward rir.
– Vocês são hilárias, mas ninguém acreditaria que sois lésbicas.
– Porque? – Perguntaram as duas ao mesmo tempo rindo em seguida.
– A Bella é meia receosa em tocar-te para começar. – Edward pontuo-o.
– Eu? – Questionou confusa, tirando as mãos de Alice.
– Sim. Quando se está á vontade com alguém agarra-se a pessoa á vontade.
Edward pegou na irmã ao colo, trazendo-a para perto de si e puder agarra-la.
– Assim Bella. – Exemplificou segurando com possessão a cintura da irmã.
– Tens pegada maninho. – Alice brincou vendo o irmão corar.
Edward quase nunca corava, conseguir fazê-lo era como um feito, e Alice tinha conseguido.
– Alice! – Reclamou entre dentes, soltando-a enquanto Bella ria.
– Desculpe maninho mas é verdade. Com certeza percebo porque as mulheres gostam tanto de ti. Tens pegada firme. – Alice continuava a brincar enquanto Bella ria. – Queres experimentar Bella?
Quando Alice falou os dois engasgaram com a saliva e ficaram rubros.
– Não Alice, sabes que as minhas preferências são mais femininas. – Bella disse tentando se recompor.
A morena não poderia negar que Edward era um homem bonito. Com uns belos olhos verdes, um sorriso encantador e dono de um corpo de apreciar com calma e tempo. Ainda para juntar ao pacote é um homem super educado e muito fácil de conversar. Mas amigos, era o que eles eram nada mais. Ser agarrada por ele para saber se ele tinha pegada seria constrangedor demais para os dois.
Edward também não poderia negar que Bella era uma menina muito bonita. Os olhos castanhos condiziam bem com a pele branca e os longos cabelos castanhos. O corpo era muito natural com as curvas nos sítios certos e sem exageros de tirar folgo. Uma beleza simples, mas muito natural.
– Eu sei Bella. Tu amas-me. – Alice brincou atirando um beijo soprado a Bella.
– Claro que te amo.
– Eita, sem demonstração de afecto pública. – Edward pediu com uma pequena careta, fingida.
– Isto é demonstração pública de afecto. – Alice explicou tascando um beijo na boca de Bella.
– Agora acredito. – Edward riu quando Bella olhava incrédula para Alice.
– Lamento Alice, mas continuo a preferir um beijo de homem. És muito doce para mim. – Bella explicou a Alice que sorria.
– Desculpa Bella mas não resistir. Eu também continuo a preferir homem. És muito suave.
– Suave? – Edward quase caiu ao chão de tanto rir.
– Sim, a pele dela parece pêssego e os lábios são muito suaves. Um homem é mais peludo e áspero. – Alice explicou.
– Ok ok. Não quero saber mais.
– Tu é que perguntas-te.
– Vamos dormir. Ai podes atacar a Bella á vontade ou não. Já que ela é muito suave. – Edward agora iria sempre atazanar as duas com essas brincadeiras.
– Meu deus. O que fizeram ao meu carrancudo irmão? O que sorri apenas para as suas princesinhas e quase não brinca. Foste clonado? – Alice perguntou chocalhando o irmão.
– Tá quieta nanica. Sou apenas eu. – Edward pediu agarrando as mãos da irmã para ela parar.
– Nanica? Nanica é a tua… - Alice começou a resmungar.
– Sim Alice. Já percebi. Mas sou eu. Não percebo. Não era isso que querias?
– Claro que era. Fazia falta o meu irmão. – Alice abraçou o irmão com força.
– Agora, vamos dormir. Amanhã teremos quatro pequenas pestinhas hiperactivas a acordar cedo e tenho plantão no final da noite.
– Vamos, que eu a Bella vamos por a conversa em dia. – Alice sorriu ajudando a morena a levantar-se do sofá.
– Obrigada Alice. Agora já consigo.
Os três foram para cima em silêncio, para não acordar quem já dormir. Despedindo-se á porta do quarto das meninas. Alice ajudou Bella com o pijama enquanto conversavam e riam.
– Bella, tenho inveja do teu corpo. – Alice disse enquanto a ajudava a vestir o pijama.
– Inveja porque Alice? – Bella perguntou corando. Não estava muito habituada a receber este tipo de elogios. Principalmente de uma mulher como Alice que era lindíssima.
– Ora porque és linda. Tens as curvas certas nos lugares certos, peito no tamanho certo e tens uma pele muito suave. – Alice explicou, mas quando se deu conta do que disse corou absurdamente. – Ai desculpa Bella, parecia uma lésbica a falar. Mas eu juro que gosto de homem. Neste caso do Jasper.
– Na boa Alice. Eu percebi. Só não acho que tenhas razão. Também és linda. Pequena mas com tudo no sítio, como tu própria disses-te. – Bella piscou. – Se tivesse que virar lésbica seria por ti.
– Eu também Bella. – Alice riu. – Trocava o Jasper por ti. Quando cansar dele já sei a quem recorrer.
– Podes contar comigo.
As duas riram da brincadeira enquanto se deitavam na cama para continuarem a conversa. Eram cerca de duas da manhã quando foram vencidas pelo sono. A conversa tinha sido longa.
(…)
No domingo por volta das oito e meia da manhã, ouviu-se uns oito pezinhos descerem apressados as escadas até á cozinha onde Esme preparava o pequeno-almoço.
– Sophia. – Caroline chamou baixinho, como medo de acordar o pessoal da casa. – Estás bem?
Sophia tinha escorregado no último degrau indo de bunda ao chão.
– Dói o meu bombom. – Queixou-se massajando e com algumas lágrimas nos olhos.
– Já vai passar maninha. Se não passar pedimos ao pai para ver. – Caroline tranquilizou-a beijando a bochecha da irmã.
– Está bem. Vamos comer então.
Os quatro seguiram em silêncio para a cozinha onde se depararam com Esme a fazer panquecas.
– Vovó. – Os quatro encheram o rosto da avó de beijos que sorriu.
– Bom dia queridos. Prontos para o pequeno-almoço?
– Sim. – Assentiram sentando-se mas Sophia logo se levantou.
– Que se passa Sophia? – Esme estranhou a neta levantar-se tão rápido.
– Dói o meu bombom. – Queixou-se novamente com lágrimas nos olhos.
– Que se passou, amorzinho?
– Cai na escada vovó. Agora dói. – A pequena queixou-se á avó.
– Vamos ver isso então.
Esme seguiu com a neta até á casa de banho para ver o que se passava. Afinal estava apenas dolorido do tombo, não tinha nada.
– Está tudo bem, Sophia. É apenas de teres caído. Isto passa. – Esme tranquilizou-a.
– Mesmo vovó? – Perguntou com um biquinho fofo.
– Mesmo, netinha linda. Vamos comer panquecas com calda de chocolate?
– Vamos. Eba!
Enquanto Esme dava o pequeno-almoço aos mais novos, Carlisle desceu ainda ensonado sentando-se ao lado dos netos para comer.
– Bom dia!
– Bom dia vovô. – Cumprimentaram os quatro sorridentes e com as bocas cheias de panquecas de chocolate.
– Ainda tem panquecas para mim?
– Aqui. – Esme estendeu um prato de panquecas ao marido que a agraciou com o seu sorriso mais doce.
– Obrigada querida.
Alice e Bella acordaram com as risadas dos pequenos a irem para o quarto tomar banho e depois de muito protelarem levantaram da cama.
– São nove e meia. – Alice gemeu levantando-se da cama a muito custo.
– Já está na hora de levantar então. – Bella sentou-se com cuidado na cama para se levantar.
– Não… - Alice reclamou. – Nós adormecemos muito tarde.
– Anda lá Alice. Vamos aproveitar e ir para a piscina um pouquinho antes do almoço. – Bella animou-a.
– Está bem. Vamos tomar o pequeno-almoço.
As duas seguiram para a cozinha, onde encontraram Edward ensonado no meio do caminho.
– Bom dia mano. – Alice cumprimentou esfusiante.
– Bom dia Allie. Bom dia Bella. – Cumprimentou esfregando os olhos.
– Alguém não teve uma boa noite de sono. – Bella comentou.
– Apenas fui acordada por duas hiperactivas crianças sendo que uma se queixava da bunda dolorida de ter caído. – Resmungou enquanto Bella ria.
– Quem se queixou da bunda? – Alice perguntou entre risadas.
– A Sophia. Caiu nas escadas e dói-lhe a bunda. Palavras dela, não minhas.
– Tadita da minha sobrinha. Ela está bem?
– Apenas está dolorida. Nada demais. Ela apenas achou que tinha que me informar. Sabes como são as crianças. E os teus irmãos não invadiram o quarto?
– Não. – Bella negou entrando na cozinha onde a mesa os esperava já posta. – Eles sabiam que eu estava com a Alice.
– Sortudas. Fui acordado com gritinhos animados e pulos na cama.
– Tu adoras. – Alice pontuo-o despenteando ainda mais o cabelo do irmão.
– Adoro sim. São a minha vida.
Edward abriu um sorriso sincero ao lembrar das suas duas meninas lindas. Os seus pequenos grandes amores. Amores incondicionais mas que são a vida de um homem.
