Disclaimer : Eles não me pertecem, todos os direitos são do Eric Kripke, não ganho nada escrevendo isso além de diversão.

Agradecimento : Essa fic foi escrita por mim e pelo meu amigo, ViniSaporta. Obrigada menino, me ajudou muito com a fic, inclusive com as partes mais quentes XD

Nota : Conteúdo adulto. Relação homossexual incetuosa. Não gosta, não leia. Simples.

Nota² : Sem beta, perdoem os errinhos básicos XD

Resumo : Um caso em um lugar bem diferente do que estão acostumados. E um segredo guardado a sete chaves revelado. Wincest.


Algumas horas se passaram após o incidente na cama. Dean havia saído um tempo depois para comprar o almoço e um remédio para dor de cabeça. Quando voltou, ele e seu irmão comeram em silêncio, ambos constrangidos demais para comentar qualquer coisa.

Sam estava ajudando Dean a limpar as armas, apesar de ainda estar um pouco enjoado. O celular do mais velho tocou.

- Alô. Tudo bem, espera. – O loiro pegou um papel e uma caneta e anotou alguma coisa. - Já estamos indo para aí.

- Quem era?

- A Taís. Ela encontrou a menina.

-x-

- Tem certeza que é aqui? – Perguntou o loiro, olhando para o prédio.

- Sim.

- Só por curiosidade... como você conseguiu o endereço?

- Sammy, Sammy... eu tenho os meus contatos.

- É Sam. – Respondeu o mais novo, ligeiramente mal humorado.

A morena entrou no prédio enquanto os irmãos esperavam do lado de fora. Alguns minutos depois ela saiu e se aproximou.

- Ela não tá em casa.

- Que ótimo. Já avisando, eu não vou ficar de tocaia esperando ela chegar porque esse porteiro já tá me olhando estranho e... – Dean parou de falar quando viu Taís olhar para um ponto atrás dele e sorrir. Ouviu a garota murmurar algo como "mas que sorte" e se virou a tempo de vê-la caminhando de encontro a uma ruiva, muito bonita por sinal.

- Daniela?

- Sim? – A mulher disse, desconfiada. Ela aparentava ter por volta de uns 30 anos.

- Lembra de mim? Nós estudamos juntas no ensino médio.

- Eu acho que sim... qual é seu nome?

- Taís Borges.

- Taís? Ah sim, eu me lembro de você. – Ela disse com um sorriso hesitante.

- Quanto tempo! Como você está?

- Eu to bem...

- Esses aqui são meus amigos, Sam e Dean. – Ela apontou para os irmãos, que até agora olhavam a cena em silêncio.

- Oi. – Daniela disse, e os irmãos só acenaram de volta.

- Eles são estrangeiros.

- Ah. Taís, olha...

- A gente tem tanta coisa pra conversar! Que ir a algum lugar, não sei, comer alguma coisa?

- Foi muito bom encontrar você, mas eu realmente preciso ir. O meu filho tá me esperando em casa e-

- Você tem um filho? Não acredito! – Disse a morena, fazendo cara de surpresa. – Eu preciso conhecer o seu filho! Tem algum problema eu e meus amigos subirem? Eu juro que não vai demorar nada!

- Ahn... tudo bem, eu acho.

- Ótimo! – Disse Taís, fazendo um sinal para que os irmãos fossem junto com elas.

Os quatro entraram no prédio, enquanto a ruiva pensava em como é incrível a cara de pau de certas pessoas.

-x-

- Então, Dani... posso te chamar assim? – Perguntou a morena, sentada no sofá de pernas cruzadas.

Daniela apenas assentiu e ajeitou melhor a criança adormecida em seu colo, visivelmente desconfortável com a presença deles.

- Seu filho é uma graça.

- Obrigada.

- Você sempre adorou crianças, não é?

- Sem querer ser indelicada, mas como você sabe disso? Acho que nós nunca falamos mais do que bom dia uma para a outra.

- Como não? Nós éramos super amigas, eu não acredito que você não se lembra disso! – Disse Taís, se fazendo de ofendida.

- Olha, eu preciso colocar meu filho na cama e vocês...

- Tudo bem, eu admito. Não foi por isso que eu vim aqui.

- Fale. – A ruiva disse, se sentando novamente na poltrona.

- É sobre o seu primo, Pedro.

- O Pedro? Mas ele já morreu faz quatro anos!

- Eu sei. É que eu tenho uma sobrinha que era muito amiga dele, a Débora. Acho que ele nunca a mencionou. Ela gostava muito dele, e durante esses quatro anos eu estive procurando uma forma de falar com você, mas só agora eu consegui te achar. Eu seria muito grata se você desse a ela alguma coisa que pertenceu ao menino, pra ela se lembrar dele quando ficar com saudade.

- Mas eu não sei se eu tenho alguma coisa, ele nem sequer morava comigo.

- Por favor? Significa muito pra ela.

Daniela a olhou meio hesitante, mas se levantou e foi até seu quarto. Alguns instantes depois, voltou com uma pequena caixinha nas mãos.

- Não sei se isso serve, mas... é o primeiro dente de leite que caiu dele. Eu só tenho porque foi aqui em casa.

- Serve sim! Muito obrigada, Dani.

Eles saíram do apartamento e Taís sorriu vitoriosa. Sempre tão fácil de enganar..., pensou a , chegando à portaria e saindo do prédio.

- O que vocês conversaram?

- Muitas coisas... mas o importante é que eu consegui o que vocês precisavam. Querem comer alguma coisa?

- Não, a gente tem que ir. Obrigado mesmo pela ajuda.

-x-

Dean dirigiu até um galpão abandonado. Sam não havia falado nada desde quando eles encontraram Daniela, e ele estava com uma expressão ilegível no rosto, o que dificultava saber qual era o problema.

- Sammy? Você tá bem?

- Hã?

- Você tá me ouvindo?

- Estou, por quê?

- Aconteceu alguma coisa? Você não falou nada desde que aquela ruiva apareceu. Aliás, ela é linda, não acha? Pena que é mais velha. – Disse, provocando o mais novo.

- Não aconteceu nada e eu to perfeitamente bem. Afinal, por que você se importa? – Ele disse e saiu do carro, batendo a porta com força desnecessária.

- Sammy, desculpa... eu só estava brincando. – Disse o mais velho, correndo atrás de Sam.

- Tudo bem, Dean. Vamos fazer isso logo, porque eu quero ir embora daqui.

Eles entraram no lugar e prepararam uma fogueira com alguns barris de gasolina que havia ali. Sam puxou do bolso a caixinha com o dente, mas uma força invisível o empurrou para trás, o fazendo bater com as costas na parede e cair no chão.

- Dean, atrás de você! – O mais novo gritou.

Dean se virou e se deparou com o fantasma do menino. Pegou um pedaço de ferro no chão e acertou o garoto, que se desfez em fumaça. Correu até Sam e o ajudou a levantar, aproveitando o tempo que tinha até o menino reaparecer.

- Toma. – Sam deu o dente ao loiro.

Dean correu até a fogueira, mas ela havia apagado. O fantasma foi até Sam e colocou as mãos em volta do seu pescoço, fazendo com que o moreno arregalasse os olhos. Dean fez menção de largar correr até onde eles estavam, mas Sam conseguiu gritar com algum esforço.

- O dente!

O mais velho entendeu o recado e tentou reacender o fogo, mas o isqueiro estava falhando.

- Vamos, vamos... – Dean murmurava desesperado. O fogo finalmente pegou, e ele jogou na fogueira junto com o dente.

Então o aperto no pescoço de Sam se foi, e o fantasma se desfez em cinzas. Dean correu até seu irmão.

- Você tá bem?

- Sim, não precisa se preocupar.

Sam estava mancando enquanto tentava andar até o carro. Dean tentou ajudar o mais novo passando o braço por cima do ombro.

- Dean, eu consigo andar até o carro sozinho.

Então Dean o deixou ir e foi andando ao lado dele. Entraram no carro e foram para a pensão.

-x-

Assim que os dois terminaram de tomar banho, Dean foi checar os ferimentos do irmão.

- Tem certeza de que não quer ir pro hospital? – O mais velho perguntou preocupado, pois havia hematomas espalhados em seu pescoço, braços e costas, e o mais novo estava reclamando de dor na perna desde que haviam chegado.

- Não, eu só preciso de um pouco de gelo e uma boa noite de sono.

- Nem se for uma massagem?

- Ah... claro. – O mais novo disse com um sorriso.

Sam se deitou de barriga para baixo na cama e afundou a cabeça no travesseiro, enquanto Dean sentou entre as pernas do mais novo, começando a esfregar suas costas suavemente. Ficaram um bom tempo apenas assim, e Sam estava tão quieto que Dean achou que ele já estivesse dormindo. Mas foi surpreendido quando o mais novo começou a falar.

- Você queria saber por que eu estava mal mais cedo... bem, é por causa da Daniela.

Dean parou o que estava fazendo ao ouvir tais palavras, mas logo voltou a massagear o moreno, o encorajando a falar mais.

- Eu meio que a conhecia antes de vir pra cá. – Parou para ver a reação do mais velho, mas como este apenas continuou o que estava fazendo, continuou – Quando eu tinha 16 anos, eu a conheci num site de relacionamentos. Nós ficamos bastante amigos. Mas como eu não podia falar com ela quando você e o pai estavam junto comigo, o que era quase sempre, acabamos perdendo contato. Quando você disse que viríamos para cá, eu fiquei nervoso com a possibilidade de encontrar com ela. Mas era praticamente impossível, em um país desse tamanho. E então aquele delegado falou o nome dela, e minhas suspeitas se confirmaram quando eu a vi. Ela nem deve se lembrar de mim...

- E você gostava dela?

- Ahn... não.

- Qual é, Sammy, não minta para mim. Eu te conheço, e sei que você não fica nervoso assim por alguém se você não gostar da pessoa. – Ele disse e levantou uma sobrancelha sugestivamente.

- Talvez eu gostasse um pouquinho... – Dean continuou o olhando com a sobrancelha levantada – Tudo bem, eu gostava muito dela. Mas isso foi no passado, e eu era muito novo. Foi só uma paixonite adolescente.

- Então quer dizer que você não gosta mais dela?

- Não. Eu gosto é de outra pessoa, e se ela me desse uma chance, eu poderia mostrar o quanto. – Ele disse e se virou, ficando de frente para o irmão.

- Eu... acho que você já está melhor, né? Eu vou dormir, boa noite. – Disse o mais velho, visivelmente nervoso.

- Boa noite. – Sam disse e piscou para o loiro, virando-se para o lado oposto com um sorrisinho no rosto.


Então, como prometido, aí está o novo capítulo! Obrigada a Jess Winchester pelo incentivo (:

Então, se você já leu a história e chegou até aqui, não custa nada deixar uma review, né? Nem precisa escrever muita coisa. Sem contar que é uma alegria e um estímulo ao autor :D