Este é o capitulo mais doce, sou louca e apaixonada por ele, espero que gostem.
Flash Back
Jensen adormeceu no bote e quando acordou estava em alto mar. O tempo estava quente e o sol forte não tinha nem água e nem comida, como tinha dinheiro resolveu arriscar e saiu do bote e aparecendo no meio do convés.
- Gostaria de falar com o capitão. – Todos pararam o que estavam fazendo e olharam em direção a Jensen, estranharam, pois se vestia como um menino e falava e gesticulava como uma menina.
Passada a surpresa os homens começaram a rir, um empurrou-o fazendo-o cair, outro jogou água, e todos caíram na gargalhada.
- Parem com isso! Deixem-me em paz! – gritou Jensen todo encolhido no chão.
- O que esta acontecendo aqui? – Perguntou o capitão que tinha subido de sua cabine para ver o motivo de tamanha bagunça em seu navio. - Quem é o garoto? – Apontando em direção a Jensen.
- Não sabemos nem se é um garoto.
- Levante-se menino! Quem é você?
- Eu me chamo Jensen Ross sou filho do imediato do Pérola Negra, Barbossa, e ele vai matar todos vocês por mexerem comigo.
- Ai, ela esta braba! – disse uma voz ao fundo causando novas risadas na tripulação.
- Calados! – Ordenou o capitão. - O que você esta fazendo no meu navio?
- Estou indo em busca de meu pai. – Respondeu Jensen. – Pode me levar para encontrá-lo?
- Primeiro aqui não somos um navio de passageiros e segundo não tenho qualquer relação com piratas, ainda mais com os do Pérola Negra que não tem pátria.
-O senhor não pode me ajudar? -Uma sombra de desespero surgiu nos olhos verdes de Jensen, causando um sentimento de proteção no capitão.
Jensen teve sorte ao entrar no navio Vênus do Mar seu capitão Roger Ackles, capitão do navio era um homem culto, apesar de ser um pirata, estilo privado* tinha uma carta de navegação livre dada pela marinha real inglesa por isso estava aportado na província, e tinha permissão para atacar navios das nações inimigas da Inglaterra. Numa batalha era implacável, excelente com espadas, com armas de fogo e faca, comandava com segurança, inteligência e coragem que fazia seus homens o seguirem cegamente, e tinha um censo de justiça incomum para um pirata e em seu navio a regra era seguir o código de Bartolomeu com raras exceções, em seu navio nunca ouve uma rebelião e se alguém insinuasse alguma traição era abandonado em uma ilha deserta com aprovação de toda a tripulação isso se eles revoltado senão matasse antes o traidor dando exemplo quem quisesse se ariscar, resumindo era amado e respeitado por todos.
- Vem garoto até a minha cabine. Você esta com fome? – Perguntou enquanto descia a escada que dava acesso aos camarotes.
-Sim senhor.
Quando ele começou a andar os homens riram, fazendo que o capitão olhasse sério para todos, indicando que não aceitaria brincadeiras com o garoto.
- Pegue algo para comer e beber para o garoto. – Pediu o capitão para o seu imediato Jim. – Sente - Disse apontando para uma cadeira enfrente a uma mesa. – Vou te fazer algumas perguntas e quero a verdade. Ok?
- Sim senhor.
- Você é um menino ou uma menina?
- Sou um menino!- Disse com certa raiva na voz se levantado da cadeira.
- Senta e te acalma, perguntei por que era necessário você tem um jeito de menina e parece não saber se comportar como um menino apesar da aparência. Pode me explicar por que.
- Por que. Por que... Min... – Jensen não conseguia falar parecia que as palavras o sufocavam e lágrimas correram abundantes sobre o seu rosto e entre soluços tentava explicar ao capitão que não conseguia entender nada. Neste momento Jim chegou com um prato de comida, frutas e água.
- Calma. Não precisar falar disso agora quando quiser falar ouvirei. Coma.
Jensen que não se alimentava desde dia anterior. O capitão observava a delicadeza que ele comia como uma pequena dama, e se perguntava qual era a história por trás desses olhos com um verde tão intenso e raios amarelados que os tornavam diferentes e tão belos.
- Como falei esse não é um navio de passageiros, todos aqui têm de trabalhar para comer e com você não será diferente. O que você sabe fazer?
- Sei cozinhar, lavar, costurar, física, matemática, astronomia, tocar piano e violino.
- Cozinhar! Ruffus odeia qualquer um na sua cozinha. Lavar você é muito delicado. – ignorando o olhar gelado que Jensen lhe lançou continuou. – Você vai ficar responsável pela arrumação de minha cabine e também vigiará.
- Sim senhor, e como posso encontra o Pérola Negra?
- O único porto que o Perola ancora é em Tortuga, mas não irei agora para lá, temos "negócios" você ficará alguns meses aqui, caso não o encontremos navegando por esses mares. Tudo bem para você?
- Sim senhor capitão!
- Você vai dormir naquele canto próximo aquela mesa onde se encontram os mapas de navegação, mas tarde mandarei colocar algo que torne um pouco mais confortável seu descanso. - O capitão tomou essa atitude por que apesar de seus homens não serem tão bárbaros, o garoto era bonito, tinha jeito de menina e talvez eles não contivessem seus desejos.
Jensen tomava conta das roupas do capitão e servia sua comida, nos intervalos ficava de vigia, no alto dos mastros ou ficava andando pelo navio tentando aprender um pouco de todos os trabalhos que eram necessários para uma boa navegação, logo os homens se acostumaram com aquele menino de jeito estranho, mas muito educado e sempre pronto para ajudar.
Uma das coisas que Jensen mais gostava era quando o capitão ia limpar as armas, logo ficou encarregado de lustrar as espadas, diziam que se ele limpasse mais não poderiam lutar para não sujar ou cegariam os adversários por causa do brilho.
Uma noite Jensen acordou e viu o capitão olhando uns papeis próximo ao local em que dormia e levantou para ver o que era.
- A iluminação atrapalhou seu sono?- Perguntou o capitão.
- Não senhor. O que são esses mapas? – Perguntou Jensen visivelmente interessado.
- São cartas náuticas desenhadas de maneira coletivas, todos os grandes navegadores contribuíram com anotações de rotas, recifes, perigos de tempestades e quando passamos por mares ainda não descritos acrescentamos e escrevemos em nosso diário de bordo, é o documento mais importantes de um navio. Nós estamos navegando por aqui – disse o capitão apontando um local no mapa. - Repare não temos ilhas próximas e é uma rota de navegação comercial, e logo teremos boas emoções. Esteja preparado!
- Vamos atacar um navio?
- Claro você esta num navio pirata! Esta com medo? Se você estiver melhor esquecer seu pai e voltar para o lugar de onde veio.
- Não estou com medo e serei o melhor pirata do mundo, igual ao capitão Sparrow. – Disse Jensen sorrindo e com orgulho.
- Obrigado por não ser o melhor pirata do mundo. – falou o capitão fingindo que estava magoado.
- Desculpa! Não queria lhe ofender, licença. Irei dormir. – falou Jensen sem graça já se retirando.
- Não me ofendi, pegue um pano enrolado dentro daquele armário.
- Tem muitos livros aqui, posso ler em meus momentos de folga? – perguntou Jensen quando pegou o tecido indicado.
- Claro, por sinal será obrigatório para você duas horas por dia de leitura a partir de amanhã. Veja isso é um mapa astronômico, veja as posições das estrelas em cada estação do ano, são as estrelas que nos guia, além das bussolas, vamos ao convés vou te mostrar.
No convés sentaram-se próximo ao timão que era conduzido pelo Jim.
- Veja meu filho aquela estrela que estamos seguindo, nossa rota nessa viajem foi toda baseada por ela – Falou o capitão apontando para o céu e com o braço envolto do ombro do Jensen, que nesse momento se sentiu protegido e desejou que pudesse ter esses momentos com o seu o pai.
Aquele céu estrelado o fez lembrar um menino com olhar de cachorrinho com quem muitas vezes apreciou o céu de cima de uma casa na árvore, essa lembrança fez uma lágrima solitária escorrer por seu rosto, na escuridão o capitão não viu, mas sentiu um leve tremor e supôs que era frio e o convidou para entrar e dormir.
Desde dessa noite as conversas noturnas se tornaram comuns era o melhor horário do dia. O capitão ensinava como ler e atualizar os mapas de navegação e o diário de bordo, os símbolos usados, discutia as leituras feitas durante o dia ou simplesmente apreciavam a noite.
Na cabine principal existia um piano e um violino e Jensen pediu permissão para pode tocar, e quando tocava os marujos trabalhavam com mais alegria, às vezes ele pegava o violino e ia para o convés, principalmente nas noites em que o capitão estava no timão, seu jeito de tocar era maravilhoso, com o tempo além dos clássicos começou a acompanhar as infames músicas piratas e nesse momento era pura festa, se tornou mais uma obrigação diária, que ele realizava com prazer.
Cont. em flash back.
