Ok, eu confesso... Eu sou uma vergonha... Mais de um mês sem dar as caras... E, por incrível que paeça, apesar disso, vocês não me abandonaram.

Estou emocionada. Não apenas por tantos pedidos de "POSTA LOGO", ameças de suicídio coletivo (¬¬' povo dramático, não?), ameaças de assassinato, etc. Mas também porque, apesar de tudo o que eu apronto com vocês, vocês me fazem a pessoa mais feliz do mundo!

O Fic Awards, prêmio anual concedido pelo site de fics brasileiro Aliança 3 Vassouras, em sua quarta edição, premiou esta louca que vos escreve com o terceiro lugar na categoria de melhor autor e o terceiro lugar na categoria de melhor fic dos marotos com "essência feminina".

E isso, graças aos votos de vocês, leitores. Então, nada mais justo que dedicar esse capítulo a todos que me fazem tão felizes.

Só que nem só de notícias felizes gira a roda da fortuna... Para quem acompanha essas N/a's, sabe que eu ando com uma série de pequenos problemas de ordem pessoal... E, para completar, começaram as provas na faculdade... Ou seja... Infelizmente, terei que anunciar um hiatus da Silver até segunda ordem...

Eu realmente, realmente sinto muito por isso. Mas eu não tenho tido muito tempo de escrever. Só vou poder me sentar de verdade para continuar a desenvolver as fics a partir da segunda quinzena de setembro. Até lá, portanto, sem notícias de vida da Silverghost.

Espero que não me abandonem... Não deixem uma pobre escritora viciada nas reviews de vocês amargurar-se sozinha na escuridão dos livros de direito... Reviews, reviews, reviews! Eles me ajudam a me inspirar! Não se esqueçam disso!

Beijos,

Silver.

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Capítulo 08: A nova detetive


O dia amanhecera radiante, como poucas vezes acontecia em Londres. Acordara cedo, com alguma dificuldade, mas os exercícios que costumava fazer tão logo pulava dos lençóis aos poucos a deixaram completamente desperta.

Aquela seria um grande dia. Podia quase sentir isso no ar. Mais algumas horas e estaria com suas malas diante da Scotland Yard, pronta para virar a agência mais tradicional do mundo de pernas para o ar.

Passando a mão pelos cachos negros, ela se dirigiu até o banheiro para tomar um banho rápido. Tão logo terminou, deixou os aposentos que ocupava na mansão Black, descendo as escadarias quase aos pulos, sentindo o estômago rugir, vazio.

- Vejo que alguém acordou animada. – uma voz doce soou quando a jovem colocou os pés no hall.

Voltando-se para a entrada da sala de jantar, Tonks deparou-se com o largo e caloroso sorriso de sua anfitriã, Susan Black.

- Espero não estar atrapalhando. – Tonks observou, pondo-se na ponta dos pés para observar a mesa logo atrás da morena – Não costumo acordar cedo, não tenho muita certeza se as pessoas agem civilizadamente a essa hora.

Susan sorriu, os olhos brilhando com divertimento.

- Geralmente, pessoas não matutinas agem quase como bárbaras pela manhã. Não têm muita noção do espaço em que se encontram ou mesmo das pessoas que as rodeiam. Por sorte, sempre fui uma pessoa da manhã, desde o convento.

- Convento? A senhora trabalhou em algum convento? – a outra perguntou, incerta entre dominar a fome ou a curiosidade.

- Na verdade, eu cresci em um convento. Sirius me conheceu como noviça. – a morena piscou o olho – Mas venha tomar café comigo, visto que seu primo é, obviamente, um dos bárbaros matinais que parecem dominar o mundo.

Nymphadora sorriu, assentindo, escondendo a surpresa que sentia pelo gracejo da mulher. Para uma respeitável senhora da alta sociedade inglesa beirando os quarenta anos, Susan estava se saindo muito diferente do que ela imaginara.

As duas sentaram-se à mesa farta e, enquanto Susan a apresentava a dezenas de potes de geléias de frutas que ela nem mesmo conhecia. Imaginava o quanto Sirius tivera sorte em encontrar aquela mulher, tão diferente das comedidas e vazias aristocratas de seu meio.

- Susan, antes que eu fique tonta o suficiente para me tornar uma "bárbara matinal", acho que vou me contentar com a geléia de uva. – ela observou, sorrindo, interrompendo a outra no meio do doce de jabutibaca ou fosse lá como se chamasse aquele potinho nas mãos da morena.

- Como quiser então. – ela respondeu, servindo-se de uma generosa quantidade de mel nas panquecas quentes que Irma acabara de trazer para o salão – Se ficasse conosco, poderia experimentar uma por dia, sabia?

- Isso é chantagem emocional... – com um sorriso, Nymphadora enrolou um dos cachinhos cor-de-rosa que balançavam diante de seus olhos – Mas eu acho que vou me contentar com qualquer gororoba que servirem lá na agência mesmo. Mas agora, você pode contar essa história de noviça?

- É uma história longa... E estranha em algumas partes. Basicamente, tudo começou por causa do bisavô da Lils. Nós duas éramos noviças...

- Lily Potter queria ser freira? Uau! Nessa eu mal posso acreditar.

Susan sorriu, assentindo.

- Na verdade, ela não estava no convento tanto por vocação... Mas sim para cuidar de Dumbledore. Por assim dizer, os dois se perderam durante uma caçada e foram parar no convento.

Embora com um pequeno peso na consciência, Susan continuou a contar a história omitindo tudo o que dissesse respeito ao real papel dos Valetes de Copas e de Tom Riddle. À época, fora mantida na ignorância de tudo o que estava acontecendo, até Sirius aparecer no convento e tornar-se "o eremita".

Não gostava de mentir, mesmo que, obviamente, fosse por uma boa causa. Falar sobre os negócios de Sirius e James junto de uma detetive recém-chegada a Scotland Yard, mesmo sendo ela da família, não lhe parecia uma boa idéia.

Estava quase chegando na volta de James ao convento quando sentiu alguém lhe beijar suavemente os cabelos, antes de segurar sua mão, sentando-se ao lado dela.

- Bom dia, minhas senhoras.

- Está de excepcional bom humor, querido. – Susan observou, oferecendo os lábios para ele.

Sirius roubou um beijo rápido, antes de começar a se servir.

- Bem, eu considero que seja uma pena nossa caríssima prima decidir ficar no alojamento da Scotland Yard, mas considerando que terei novamente a casa só para mim e minha querida esposa durante dias e semanas e meses...

Tonks riu, escondendo o rosto num guardanapo enquanto Susan ruborizava de leve, embora um sorriso divertido continuasse em seus lábios.

- E, como sempre, eu estava certa com a minha teoria dos "bárbaros matinais". Sirius, querido, eu agradeceria se você mantivesse certos pensamentos restritos a sua mente a esta hora da manhã.

- Eu posso me tornar um homem civilizado se condicionado a tanto. – ele respondeu, colocando café em sua xícara – Gostaria de tentar, querida?

- Hei! Vocês podem esperar eu ir embora para continuarem este diálogo? – Nymphadora levantou-se, terminando de mastigar uma torrada – Eu vou lá pra cima acabar de fechar minhas malas. Por favor, mantenham-se compostos até eu chegar.

Dessa vez, Susan corou completamente, enquanto os dois primos trocavam um piscar de olhos. Sirius sorriu internamente enquanto a moça deixava o salão, antes de voltar-se mais uma vez para a esposa.

- Então, Su...

Ela arqueou a sobrancelha.

- Não pergunte. A menos que queira ser condicionado por métodos completamente opostos aos que você está pretendendo com sua mente extremamente maliciosa, querido. – ela meneou a cabeça, voltando a atenção para o café – Você vai levar Tonks à Scotland Yard?

Sirius suspirou, assentindo.

- Sim. Vou ver se consigo pelo menos colocá-la por perto de alguém que possa cuidar dela. Acho que Fabian seria uma boa escolha. Especialmente porque, qualquer coisa, ele sempre está com aquele Adib por perto. E Adib me parece o tipo de pessoa que cuida para que tudo esteja perfeito e impecável. Como o Remus.

- Exatamente. Como o Remus. – Susan repetiu, observando Sirius com curiosidade – E, como o Remus, ele provavelmente não vai gostar muito da aparência da sua prima.

- Na verdade, acho até que eles se dariam bem. Considerando-se que ele não é bem visto pelos colegas e que, pela reação de Remus, Tonks também não vá agradar logo de cara, os dois terão mais em comum do que se imagina. E Lyncis conhece tanto Fabian quanto Adib e sempre defendeu o último dizendo que ele é um modelo de gentileza e simpatia e que essa questão de religião é besteira e...

- Acho que já peguei o ponto. Antes que você diga que nossa filha pretende se converter, eu vou procurar Tiersen para me levar na casa da Lils.

Ele cruzou os braços enquanto ela se levantava.

- Vocês passaram o final de semana juntas e não colocaram os "assuntos" em dia? Aposto que vai sair agora e só chega de noite. Ou pior, vai me telefonar de tarde e dizer que sairá com a ruivinha esquentada para...

- Vamos pôr nesses termos, Sirius... – Susan sorriu – Se você e James não fossem quem são, não teríamos tanto que conversar ou tanto com que se preocupar.

- Está querendo dizer que deveríamos mudar? Nos tornarmos respeitáveis e tolos nobres de barriga emproada e cabeça enfiada em títulos e mesquinharias corteses?

Susan suspirou, sentando no braço da cadeira dele, segurando a face do moreno com uma das mãos, enquanto tirava uma mecha de cabelo de sobre os olhos dele com a outra.

- Não, Sirius. Eu nunca pedi que você mudasse por mim. Sempre aceitei você como você é, mesmo quando estava do lado contrário ao da lei. – ela fechou os olhos por alguns instantes, observando-o com atenção – Não entendo o que está levando vocês a negociarem com a minha família. São meus parentes, eu sei, são pessoas doces, maravilhosas... Mas que sabem ser extremamente cruéis, Sirius. Eu não gostaria que você se transformasse em um mafioso.

Ele beijou de leve as mãos dela.

- Su... Eu prometo... Eu prometo que...

- Não me prometa nada. – ela respondeu num murmúrio, pondo-se novamente em pé – Se fizer alguma coisa, faça-a pela sua consciência. – voltando a sorrir, Susan beijou de leve a fronte dele – Tenha um bom dia, querido.


Fabian Prewett sempre quisera ser detetive da Scotland Yard, desde muito criança, graças à influência do irmão mais velho, Gideon. Estudara com afinco, formara-se com louvor e agora, ali estava ele.

Caminhando pelos corredores do alojamento dos detetives com a recém-chegada em seus calcanhares, ele se perguntava que tipo de desejo maluco teria levado Nymphadora Tonks a escolher fazer carreira na CIA.

Talvez tivesse sido um simples capricho. Ela parecia ser o tipo de pessoa que levava a vida como um desafio pessoal. Por capricho, talvez porque duvidassem dela, tornara-se detetive.

Essas conjecturas, entretanto, de nada valiam. Para saber a verdade, teria que perguntar a ela. Mas a educação e a natural discrição o impediam. Estava curioso – a bem da verdade, não se lembrava de ter se sentido tão curioso em... muitos anos.

Curiosidade era apenas um dos muitos sentimentos que a chegada de Nymphadora à agência de inteligência inglesa tinha despertado. Desde que Sirius tinha atravessado com ela as portas do prédio, no coração de Londres, todas as atenções pareciam focadas na moça de olhos azuis brilhantes e longos cachos cor-de-rosa.

Um sorriso travesso brincava com lábios bem desenhados da moça. Estava acostumada com aquilo. Enquanto nos Estados Unidos ela era vista com natural condescendência e até certa aprovação – não era especialista em infiltrações por nada – ali ela podia sentir o horror que causava nas cabeças mais conservadoras.

- Bem... Aqui é o seu alojamento. – o rapaz parou, estendendo uma chave para ela.

- Espero me lembrar do número de corredores que tivemos que virar para chegar até aqui. – ela observou, sorrindo.

- Esse anexo é realmente grande. – Fabian respondeu, assentindo – Geralmente os quartos são ocupados por aqueles que estão de plantão no prédio principal. Menos de 30 da capacidade total está ocupada por detetives que realmente moram aqui.

- Eu percebi enquanto estávamos vindo. Arriscaria dizer que apenas os mais jovens e solteiros preferem permanecer aqui.

Mais uma vez, ele assentiu.

- É verdade. Aqui no anexo somos uma comunidade bem mais jovem.

- E mente aberta. – ela acrescentou, enquanto abria a porta do seu quarto – Não recebi tantos olhares tortos quanto na recepção do prédio.

Ele sorriu, embora se sentisse ligeiramente intimidado.

- Na verdade, eles também estão surpresos. Não há outras mulheres no anexo.

- Eu percebi isso também. – Nymphadora respondeu, largando as malas que trazia sobre a cama – Bem, Prewett...

- Pode me chamar de Fabian. – ele sorriu mais uma vez, parado junto ao umbral da porta.

A moça respondeu com um sorriso aberto.

- Muito bem, Fabian... Eu até pediria que você me chamasse pelo primeiro nome se ele não fosse tão... Esquece. Mas saiba que meus amigos costumam me chamar de Tonks mesmo. – ela respirou fundo – Você sabe quando poderei começar a trabalhar?

- Não até que seus documentos estejam em completa ordem. – ele respondeu – Sir Black conversou com o pessoal do departamento de imigração, ao qual, por sinal, eu pertenço. Levará até o final da semana para que tudo esteja certo. Enquanto isso, eu fui designado como sua babá.

Tonks riu.

- Sirius me disse algo do tipo. Que me "confiaria" a você e a um tal de... Hum... Acho que o nome é Adib.

Sentindo-se ligeiramente mais à vontade, ele deu uns passos para dentro do quarto.

- Como trabalhamos com o detetive Lupin, tivemos um certo contato com os Valetes. – Fabian respondeu – Você deve ter percebido que só existem outras duas portas neste corredor. Adib fica no último quarto. Eu fico no primeiro.

Ela estreitou os olhos ligeiramente. O que, exatamente, o clube de cavalheiros dirigido por James Potter poderia ter a ver com a Scotland Yard? Já ouvira falar nos Valetes de Copas antes, sempre com demonstrações de respeitável temor.

A conversa que tivera com Susan aquela manhã, entretanto, acendera um pouco de desconfiança. A mulher parecia relutante em contar alguns pontos da história, especialmente aqueles relacionados ao clube. De início, ela pensara que a morena apenas tentava manter um certo decoro a sua apaixonante história de amor com Sirius. Mas depois, percebeu que Susan estava mentindo.

Tonks fora treinada para mentir. E para reconhecer quando estavam mentindo para ela. Deixara a história passar, mesmo porque, não era ninguém para acusar sua anfitriã de mentirosa. E Susan talvez tivesse um bom motivo para tanto.

Mas, agora que Fabian também citara a instituição, sentia que alguma coisa estava errada. E ela certamente iria descobrir. Mas não naquele instante. Para começar, tinha que ganhar a confiança de seu colega.

- Eu conheci o detetive Lupin esse final de semana. – ela observou – Mas ele não parece ter simpatizado muito comigo. Especialmente porque eu estava com os cabelos lilases no dia.

- Lilases? Eles não são... – Fabian interrompeu-se, meneando a cabeça – Hum... Desculpe, eu não quis ser rude.

Voltando a rir, Tonks retirou a peruca que usava, deixando os cabelos negros caírem livres pelos ombros.

- Vocês, ingleses, têm idéias estranhas sobre o que seja grosseiro ou polido. Meu cabelo não é naturalmente rosa ou lilás ou verde ou seja lá que cor quiser imaginar. – ela sorriu – Eu geralmente tenho que trabalhar disfarçada. Costumo usar perucas marcantes porque assim, as pessoas ficam tão chocadas com o cabelo que não perdem tempo em registrar o rosto. Estão tão acostumados em me ver como uma maluca punk que não percebem quando estou em meus trabalhos de infiltração.

- Uau! – ele deixou escapar uma exclamação, os olhos ligeiramente arregalados – É realmente uma técnica engenhosa. Nós temos um laboratório de maquiagem aqui para esse tipo de coisa, eu mesmo tive que me disfarçar uma vez, e... – Fabian suspirou, controlando o próprio entusiasmo – Acho que estou sendo maçante. Você deve estar querendo descansar.

- Eu estou bem descansada, obrigada. – ela respondeu – Bem, Lyncis disse que já saiu algumas vezes para beber com você e o Adib. Eu gostaria de conhecer algum restaurante ou coisa que valha por aqui. Poder começar a me virar sozinha.

- Eu levo você para almoçar. – ele convidou – Como fui selecionado para atuar durante essa semana como seu guia, não tenho mais o que fazer mesmo.

Ela sorriu.

- Ótimo. Então, deixa só eu pegar meu casaco que já saímos...


- Então não deve demorar muito mais, senhor.

Remus assentiu, enquanto o rapaz abria a porta do prédio, dando passagem a ele.

- Shacklebolt disse que minha aposentadoria deve sair até, no máximo, o final do ano. Temos então três meses pela frente.

- Só que você foi realocado para a seção de roubos e furtos. Então, receio que esse tenha sido o último caso em que trabalhamos juntos.

- É verdade, Adib. – o homem respondeu – Mas poderemos nos ver fora dos circuitos de crimes. Você quer almoçar comigo?

- Eu tinha acertado encontrar Fabian. Mas creio que o senhor será bem vindo a se juntar a nós.

O homem mais velho sorriu.

- É sempre um prazer, Adib. Vamos indo então, ele deve estar te esperando.

Os dois atravessaram a rua, caminhando até um pequeno restaurante bem movimentado.

A maior parte da clientela do Republic era de detetives da Scotland Yard. O próprio dono do restaurante trabalhara por um tempo com a agência, como informante. Adib foi na frente, sua figura imponente abrindo caminho entre os colegas até uma mesa mais afastada.

Logo atrás dele, Remus seguia com um pequeno sorriso. Sempre que Adib agia daquela maneira, impondo respeito com sua simples presença e estatura impressionantes, ele se lembrava das histórias dos mouros espanhóis, de onde, aliás, o colega descendia.

Avistou a cabeleira ruiva de Fabian junto a uma massa de cachos negros e, por alguns segundos, perguntou-se quem seria a nova garota por quem o rapaz estaria encantado. Riu de leve. Fabian parecia se apaixonar por uma mulher diferente a cada semana.

Queria muito bem àqueles meninos... Eram como se fossem parte de sua própria família, junto com Leda e Ariadne.

Entretanto, pouco depois, o sorriso morreu em seu rosto, quando a moça com quem Fabian conversava voltou-se para Adib, que acabara de chegar junto a mesa e, em seguida, fincou os olhos cinzentos nele. Embora ela agora parecesse normal, não tinha como não reconhecer a malcriada prima de Sirius.

Nymphadora Tonks.

- Olá, detetive Lupin. – ela cumprimentou alegremente ao perceber os olhos arregalados dele, levantando-se ligeiramente – Parece que vamos ser colegas afinal, não é verdade?

- Boa tarde, senhorita Tonks. – ele respondeu quando finalmente encontrou sua voz – Fabian.

O ruivo respondeu o cumprimento com um aceno de cabeça enquanto terminava de beber um gole de sua cerveja. Adib acabara de se sentar e Fabian agora precedia as apresentações enquanto Remus puxava uma cadeira para si.

- Então a senhorita é americana. – Adib sorriu, com sua habitual voz quase cantada – Seja bem-vinda ao nosso país.

- Sabe, esse é o segundo "bem-vinda" que eu escuto hoje. Posso acabar me acostumando. – Tonks sorriu.

- Você já sabe em que departamento vai trabalhar? – o moreno voltou a perguntar.

- Roubos e furtos. – ela respondeu alegremente.

Voltando-se para Remus, Adib sorriu.

- Parece que não será só o senhor que começará com a turma da R&F na segunda, não?

- Você é desse departamento, detetive Lupin? – Tonks perguntou, brincando com o copo vazio a sua frente.

- Fui transferido hoje. Pertencia à divisão de homicídios. – ele respondeu, um tanto contrafeito. Decididamente, não lhe agradava muito a idéia de trabalhar junto daquela menina – Mas é só até o final do ano. Depois, eu me aposento.

Tonks apenas sorriu. Então, tinha três meses para fazer o detetive Lupin mudar seus conceitos sobre ela. Muito bem...

- De qualquer maneira... – ela abriu ainda mais o sorriso – Será uma experiência bem interessante trabalhar ao lado do senhor, detetive Lupin...