Descobrindo os Sentimentos
À tarde todos se dispersaram. Hanna foi ao encontro de Draco. Ao entrar na sala, viu que ele ainda não tinha chegado. Não estava se sentindo muito bem por causa do tanto que havia bebido. Estava muito enjoada, pois Harry, praticamente, a obrigou a almoçar. Viu que havia em cima da mesa, um caldeirão, e foi dar uma espiada. Percebeu que o garoto já havia dado início a poção.
O loiro entrou na sala e ao avistar Hanna disse:
-Então, melhor Potter? Você, a pobretona e a sabe-tudo da sangue ruim pareciam péssimas durante o almoço. – Falou com cara de deboche.
-Gostaria que você não ofendesse meus amigos Malfoy! Ou você vai se arrepender!
Ele foi se aproximando dela, com um olhar penetrante, e disse:
-Está me ameaçando Potter?
Hanna só teve tempo de falar:
-Mas, que perfume é esse? – E saiu correndo em direção ao banheiro, onde colocou todo o almoço pra fora.
-Por Merlim! Vá para a enfermaria Potter!
-Se eu for terei de explicar o que andei fazendo ontem, Malfoy! – Falou, lavando a boca e o rosto – E acho, que beber Whisky dentro da escola não é muito aceitável!
-Mas, eu não tenho que ficar aqui aturando você nesse estado, Potter!
-A culpa é toda sua! – Ela explodiu.
-Minha?! Eu é que te obriguei a beber ontem foi?!
-Não! Você é insuportável, acabei bebendo, pra ver se esquecia das horas desagradáveis que estou passando, e que ainda terei de passar com você! E se não tivesse tomado um banho com esse perfume, eu não teria passado mal e vomitado, Malfoy!
-Mas não foi bem isso que você disse ontem à noite, Potter! – Olhou para ela maliciosamente.
-O que você quer dizer com isso?
-Ontem, deixa eu pensar..., ah, lembrei, eu tinha olhos muito bonitos azuis, frios e como era mesmo? Ah..., sim, misteriosos. Além de ser um gato!
-Eu jamais diria isso a você! – Respondeu gaguejando e ficando corada.
-Tem certeza Potter? Não era eu quem estava completamente, bêbado ontem à noite!
É claro que ela o achava tudo aquilo, e mais um pouco, mas não podia ter dito, jamais falaria isso ao Malfoy! Ou será que falou?
-Afinal, o que você adiantou ontem? – Pediu trocando de assunto.
Draco a encarou por alguns segundos, e pode perceber que ela não se lembrava de nada daquilo mesmo, achou melhor deixar passar.
-Eu apenas iniciei o preparo dos ingredientes, tem muito o que fazer ainda.
-Então, você pode ir picando esses daqui? – Pediu se aproximando dela e entregando uma bandeja com uns musgos esquisitos.
-Sim. – Respondeu passando a mão delicadamente sobre a testa.
-Você está morrendo de dor de cabeça, não é mesmo?
-Não!
O loiro continuou a olhando com cara de deboche, então, ela se rendeu:
-Parece que vai estourar!
Revirou a sua mochila, tirou um frasco de dentro, entregou a ela e disse:
-Beba, vai fazer você se sentir melhor.
Ela lhe lançou um olhar preocupado, e ele completou:
-Se eu quisesse te envenenar poderia ter feito isso ontem, Potter!
A morena abriu o frasquinho, e num gole só, engoliu todo o seu conteúdo. Em questão de segundos parecia que nunca tivera feito uma bebedeira na véspera.
-Obrigada.
-Não tem o porquê me agradecer. Agora, nós poderemos trabalhar direito.
Depois de um tempo em silêncio, em que os dois estavam picando alguns ingredientes, o Sonserino falou:
-Potter nunca havia mencionado que tinha uma irmã, todos pensavam que ele só tivesse os tios trouxas. Por que você não veio estudar aqui com ele desde o primeiro ano?
-Porque nem ele, nem eu sabíamos um do outro. Nos conhecemos no começo das férias.
Hanna contou a Draco, enquanto preparavam os ingredientes, toda a história sobre como havia sido procurada por Dumbledore, como recebera a notícia, como ela e Harry se conheceram, como havia ficado feliz por ter uma família, já que morava em um orfanato trouxa na Escócia. Falou como desde o primeiro encontro com Harry eles se entenderam super bem...
-Então, você também sobreviveu à maldição da morte lançada pelo Lorde das Trevas?
-Sim. – Ela respondeu, afastando a franja da testa para deixar a vista sua cicatriz em forma de raio.
O Sonserino foi se aproximando de Hanna, afim de, analisar de perto a sua cicatriz. Já estava bem próximo a olhando, quando seus olhos azuis encontraram com os verdes da morena. Ficaram se encarando por alguns segundos. Draco não conseguia desviar o olhar. Parecia que a garota havia lhe jogado um feitiço, estava completamente perdido dentro de um oceano verde. Hanna estava zonza, aquele olhar era lindo, e ao mesmo tempo, misterioso. O loiro estava se aproximando cada vez mais, iria beijá-la. Ela conseguiu recuperar os sentidos e se desvencilhar do olhar de Draco, falando a primeira coisa que veio a sua cabeça, cortando o clima:
-Me fale um pouco de você, sobre a sua família.
O garoto caiu em si, percebeu que se ela deixasse, ele a teria beijado. Não entendia porque sentia essa maldita atração por ela. Estava confuso. Não conseguia tirar ela da cabeça, e agora há pouco, quase a beijou. Não deixou transparecer pra ela essa confusão, que se passava em sua cabeça. Respondeu com sua voz fria, como se não tivesse acontecido nada:
-Não quero falar sobre isso.
-Sabe, achei que seria impossível mantermos mais de três frases em uma conversa sem nos insultarmos. – Comentou Hanna.
-Não é tão difícil assim, não é mesmo, Potter?
-É, não é não.
Durante a tarde, conversaram sobre muitas outras coisas: sobre as aulas, professores, colegas, quadribol, onde discordavam totalmente, sobre qual era o melhor time.
Hanna se surpreendia cada vez mais, por perceber que Malfoy não era aquela pessoa insuportável que ela havia achado.
-Então, porque você e meu irmão não se fecham?
-Acho que foi uma coisa mútua, não gostamos um do outro desde a primeira vez que nos encontramos.
-Nossa olha a hora, tenho que ir. Volto aqui amanhã à tarde para nós continuarmos. – Foi se retirando da sala.
Hanna saiu muito feliz pelos corredores. Não imaginou que passaria uma tarde agradável ao lado de Malfoy, afinal, ele não era tão ruim assim. Mas, o que ela estava pensando? Estava dizendo que tinha passado uma tarde agradável ao lado do Sonserino metido e arrogante? E, ainda por cima, lembrou que havia rolado um clima entre eles, ela quase deixou que ele a beijasse. Não sabia explicar o que sentiu naquela hora, mas com certeza, se ela não tivesse desviado o olhar na hora certa, ela teria deixado ele continuar. O que estava acontecendo com ela? Não poderia estar... Não, não era isso. O caso foi que Draco era muito bonito, atraente, e simplesmente, rolou um clima. Nada de mais e, isso não voltaria acontecer. Ela não deixaria. Não poderia beijar o garoto que era declarado inimigo do seu irmão e que sempre que podia, insultava os seus amigos!
Quando chegou ao salão comunal viu um tumulto de gente olhando o quadro de avisos. Ao avistar Harry pediu o que estava acontecendo.
-Vai haver um baile Sexta–feira que vem, em comemoração ao dia das bruxas. E então, está conseguindo preparar a poção? O Malfoy está se comportando?
-Aham! Está tudo indo bem.
À noite, antes do jantar, Hanna, Gina e Mione resolveram ir dar uma volta pelos jardins. Estavam sentadas embaixo da faia quando um garoto muito bonito loiro de olhos amendoados se aproximou delas perguntando:
-Posso me sentar aqui ao seu lado Hanna?
-É claro que pode. – Respondeu Gina com um olhar embasbacado para o garoto.
-Meu nome é Jonas Hummer, estou no sexto ano da Corvinal.
-Você não é um dos batedores do time? – Perguntou Mione admirada.
-Sou sim. – Respondeu ele, com um sorriso encantador, que fez as meninas suspirarem.
-Então, gostaria de saber se você gostaria de ir ao baile comigo? -Perguntou encarando a morena nos olhos.
Gina e Hermione trocaram olhares com Hanna que disse:
-Tudo bem.
-Sério? – Pediu ele abrindo um grande sorriso.
-Sim. – Hanna retribuiu o sorriso do garoto.
Eles ficaram mais um tempo ali sentados conversando, até a hora do jantar. Os quatro foram para o Salão Principal, Jonas deu um beijo na bochecha de Hanna quando se despediram.
-Uau! – Exclamou Gina. – Ele é maravilhoso.
-Tudo de bom. – Completou Mione.
-Se você não aceitasse ir ao baile com ele, eu te azararia Hanna! – Disse Gina brincando.
Hanna estava indiferente que aquele bonitão a tivesse convidado para ir ao baile. Pra falar a verdade, não estava com muita vontade de ir. Não sabia porque estava se sentindo daquela maneira. Mas, não comentou isso com as amigas.
Draco, que viu a cena do beijo, sentiu seu sangue ferver. Que cena ridícula, dar um beijo na bochecha no meio do salão principal na frente de todos. Isso era coisa de idiotas. Ficou tão perdido com o que viu que acabou sentando sem perceber ao lado de Camille. A garota não perdeu tempo em puxar conversa com ele. Acabou combinando de se encontrar com ela mais tarde naquele dia.
Os dias se passaram de forma normal. Antes do almoço e do jantar, Jonas sempre procurava Hanna para conversarem e darem uma volta pelo jardim. Ele sempre trazia para ela algum presentinho, ou uma flor, ou um bombom, ou algo do tipo. Hanna gostava de conversar com ele, mas não conseguia sentir nada mais que um sentimento de amizade, embora, ele deixasse claro, para ela, que estava querendo um pouco mais que aquilo. Por mais que ela quisesse, não conseguia se interessar de outra forma pelo garoto, pois não conseguia tirar um outro loiro da cabeça.
Os encontros com Malfoy, para o preparo da poção, estavam indo muito bem. Ele sempre a tratava com educação e respeito, coisa que era rara de ver ele praticando com os outros alunos da escola. Só agia daquela maneira quando estava sozinho com Hanna. Algumas vezes, até falou pra ela um pouco de sua mãe, mas nunca mencionou o pai. Todas as noites, quando deitada em sua cama, pensava no Sonserino, por mais que tentasse, que quisesse, não conseguia tirá-lo da cabeça. O que ela não sabia era que o mesmo acontecia com ele.
Harry iria ao baile com Bonnes. Mas ficou uma fera ao descobrir que Gina iria com Lucas. Tinha algo naquele garoto que não prestava. Ele não conseguia gostar dele. Não entendia o que Gina tinha visto de tão especial naquele garoto. Só de pensar nos dois passando todo aquele tempo juntos, para o preparo da poção, ficava com o sangue quente.
Rony e Hermione não estavam se falando desde que ele descobriu, que o par da amiga era o Sonserino Daniel. Ficou uma fera e chamou a amiga de traidora, por fazer amizade com aquele tipo de gente.
Na tarde de Sexta-Feira, Draco estava impaciente na sala esperando Hanna chegar, já haviam se passado quinze minutos do horário combinado. Quando ouviu a porta abrir disse se virando para ela:
-Até que enfim P... – Mas não terminou a frase, quando percebeu que era Camille quem havia entrado na sala e não a morena. Naquela noite em que se encontraram, ele tinha a levado para essa sala. – O que você está fazendo aqui? – Pediu com sua voz fria e arrastada.
-Já que não vou ao baile com você, vim aqui aproveitar um pouco da sua companhia. – Falou a garota o empurrando para cima da cama e se jogando sobre ele.
-Estou ocupado agora!
-Pois não estou vendo mais ninguém aqui com você! – Falou em seu ouvido e começou a beijá-lo.
Ele estava tentando se livrar dela, mas a garota já estava abrindo os botões da camisa dele, deixando o peito à amostra.
Nesse instante, a porta da sala se abriu novamente. Hanna ao se deparar com aquela cena, sentiu as pernas amolecerem. Ficou pálida. Sua reação era de pular no pescoço daquela garota, mas se controlou o máximo que pode.
-Me desculpem, eu não queria atrapalhar! Já estou indo, acho que não fará mal se você cuidar da poção sozinho hoje, Malfoy! – Hanna tentou colocar todo desprezo que pode na voz, mas sentiu que ela saiu engasgada.
Draco a estava olhando espantado, a última coisa que queria era que ela o visse em uma situação daquelas. Tentou pensar em alguma explicação para aquilo, mas não consegui falar nada. Hanna já havia desaparecido de dentro da sala. Ele ficou tão furioso com Camille que disse:
-Sai já daqui e não quero mais ver você!
-Mas, Draco…
-Agora! – Olhou ela tão ameaçadoramente, que ela saiu sem falar mais nada.
Hanna saiu correndo, chorando desesperadamente, pelos corredores de Hogwarts, até a torre da Grifinória. Ao entrar no salão comunal, passou reto pelos amigos, sem deixar que vissem que estava chorando. Abriu a porta do dormitório, jogou-se na cama, derretendo-se em lágrimas. Não entendia porque parecia que alguém tinha arrancado um pedaço do seu coração para fora. Não era certo estar se sentindo assim, não por ele. Não pelo arrogante, lindo e galinha Malfoy! Por mais que quisesse, não conseguia se livrar da lembrança do que havia visto agora pouco. Tinha vontade de voltar lá e lançar uma maldição imperdoável nos dois. Só podia ser, a única explicação para o que estava sentindo era ciúmes, estava com ciúmes de Draco, porque estava apaixonada por ele. Hanna, finalmente, entendeu seus sentimentos. Como isso aconteceu? Não parava de se perguntar, como fui me apaixonar por ele? Alguns minutos depois, Gina e Hermione entraram no quarto para ver porque Hanna já havia voltado da tarefa e a encontraram se acabando em lágrimas.
-O que foi Hanna? – Pediu Gina se sentando ao lado dela.
-O que aquele imbecil do Malfoy fez com você? – Perguntou Mione exasperada.
Hanna não sabia por onde começar, como iria contar para as amigas que estava apaixonada por aquele menino que sempre as destratou e humilhou? Mas, precisava desabafar, precisava tirar esse peso de seu peito. Criou coragem e disse:
-Estou apaixonada por ele!
-Por quem? – Pediu Mione, sem entender do que a amiga estava falando.
-Pelo Malfoy! – Falou desviando o olhar das duas.
-O QUÊ? – Pediram juntas em tom de espanto.
-Mas como? – Perguntou Gina.
-Não sei, simplesmente aconteceu! – Respondeu Hanna chorosa.
-Mas Hanna, não se esqueça estamos falando do Malfoy! O grosseiro, estúpido, arrogante, e além de tudo, o inimigo declarado de seu irmão! – Completou Mione.
-É, eu sei de tudo isso. Mas, comigo ele é diferente! Vocês deviam conhecê-lo, ele é educado, gentil, encantador e...
-Tem certeza que estamos falando do mesmo Malfoy? – Interrompeu Gina.
-Hanna, você não pode levar isso adiante, terá de esquecê-lo. Harry nunca perdoaria você! – Falou Mione.
-Mas, eu não poderia levar isso adiante, ele não sente o mesmo por mim. – Falou aos prantos.
-Não me diga que você se declarou pra ele! – Pediu Gina apavorada.
-Não, só descobri que estou apaixonada por ele agora pouco, quando...
Ela contou tudo que viu de tarde na sala às amigas, que ouviram sem falar uma palavra. Também contou dos seus encontros, sobre o que conversavam, e quando quase se beijaram. Abraçou Gina e começou a chorar mais ainda.
-Hanna dê uma chance ao Jonas. – Disse Mione – Hoje no baile, se divirta, converse, dance e abra seu coração pra que ele poça entrar. É o melhor que você tem a fazer.
-Isso mesmo está na cara que ele gosta de você. – Completou Gina – O Malfoy não merece o seu amor Hanna, ele não merece o amor de ninguém!
Ela estava desolada, mas achou melhor fazer como as amigas estavam sugerindo, afinal, aquele amor era proibido.
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Mais uma vez agradecimentos a minha beta, vc está sendo maravilhosa!!
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Bjokas a todos da Cuca Malfoy!
