Capítulo 8

I Feel Good

Eram quase duas horas da manhã. Alam estava em frente ao computador, absorto em uma pesquisa, quando recebeu um e-mail. Seus olhos fitaram o título da mensagem.

Aislim avança em sua meta!

Ele clicou na mensagem e começou a lê-la, com o coração aos pulos.

Meu caro Alam, como tem passado? Eu vou bem, obrigado. Fiquei muito feliz em receber seu e-mail. Faz um bom tempo que não nos vemos, heim?! Precisamos marcar um encontro. Encher a cara até cair, e na manhã seguinte não nos lembrarmos de nada do que fizemos. O que acha? Parece tão tentador para você quanto é para mim?

Bom, quanto à sua dúvida, tenho más notícias.

Como você bem sabe, eu estou infiltrado no Centro Anti-Humanos, trabalhando diretamente com nosso grande amigo Aislim. E andei coletando muitas informações, algumas delas interessantes para você.

Já ouviu falar das Pedras do Poder? Imagino que sim, tendo a vó que tem. Pois bem... nosso amigo está atrás delas. Parece que ele ainda não sabe a localização das pedras, mas tudo indica que ele está bem próximo. E eu soube, por fontes seguras, que ele está nesta busca há vários anos. Acho que nem a sua vó teria a mesma quantidade de informações sobre as pedras do que ele. Isso virou uma obsessão, entende? O cara meio que pirou, só pensa nessas pedras. E ele tá contando com a ajuda de um monte de gente bacana, se é que me entende.

Acho que seria bom vocês se apressarem, se quiserem detê-lo a tempo. Não sei o quanto a sua vó confia na deusa dela, mas as coisas estão começando a ficarem difíceis para o nosso lado. Não ia ser muito agradável se nosso maior inimigo ganhasse essa arma extra.

Não posso passar mais informações por um e-mail, pois este pode ser interceptado... Espero que não seja, pois só estas informações aqui já colocaria a minha cabeça a prêmio. Mas... tenho que ajudar um velho amigo.

Se cuida rapaz, e mantenha o coração das garotas inteiros!

Um grande abraço,

Rion.

Não era exatamente as notícias que esperava receber, mas pelo menos Aislim ainda não tinha colocado as mãos nas pedras.

"Preciso ligar para a vovó!" Pensou Alam, enquanto imprimia a mensagem e desligava o computador. "Ela precisa agir rápido".

Com um plano sendo elaborado em sua mente, ele foi dormir, e sonhou com uma bela garota de olhos azuis.

xxXxx

Na manhã seguinte, Alam acordou super atrasado, o que o obrigou a sair de casa sem tomar banho e nem lanchar.

- Bom dia, Alam - cumprimentou-o Sue, assim que o rapaz chegou à escola.

- B-b-bom dia - ele respondeu bocejando e esfregando os olhos.

- Passou a noite em claro foi?

- Mais ou menos.

Eles foram caminhando em direção à sala.

- O que você sempre fica fazendo de madrugada que não dorme?

- Nada de mais. Só na internet à toa. Mas às vezes eu fico fazendo algum trabalho para o meu pai.

- Hum. Você devia parar com isso. Faz mal ficar sem dormir.

- No sábado e domingo eu durmo tudo o que ficou atrasado.

Sue balançou a cabeça discordado da atitude dele, mas sabia que não adiantaria discutir.

Eles entraram na sala e encontraram Mel, Bryan, Kevin e Isabella entretidos num papo animado.

- Bom dia pessoal - cumprimentou Sue, sentando-se em uma cadeira vazia ao lado de Isabella.

- Bom dia - responderam todos.

Alam se jogou na cadeira atrás de Sue e deitou a cabeça na mesa, fechando os olhos.

- O que você tem? - Perguntou Mel.

- Sono - ele respondeu sem abrir os olhos. - Fui dormir meio tarde.

- Você fez o trabalho de português? - Perguntou Bryan esperançoso.

- Trabalho? - Ele abriu os olhos confuso. - Droga. Esqueci completamente.

- Que tal a gente faltar a aula de história pra fazer o trabalho - sugeriu Isabella.

- Você também não fez? - Perguntou Alam.

- Não. Nem o Bryan, nem a Mel.

- Bando de irresponsáveis - falou Sue, fingindo estar decepcionada com os amigos.

- Cala a boca loura aguada. - disse Isabella. - Então, o que vocês acham de matarmos esta aula?

- Pode ser - concordou Bryan. - Vamos pra biblioteca.

Os quatro se levantaram e saíram da sala, antes que o professor de história entrasse.

- Alguém leu o livro? - Perguntou Bryan, assim que eles se acomodaram em uma mesa na biblioteca.

- Ninguém precisa ler Romeu e Julieta para fazer esse trabalho - falou Mel. - Qualquer um sabe a história de cor.

- Eu não sei - protestou Bryan. - Só sei que eles eram de famílias rivais e se apaixonaram perdidamente e depois os dois morrem.

- Justamente. Só precisa de mais alguns detalhes.

- Parem de discutir e vamos começar logo isso - falou Isabella pegando o caderno e começando a escrever.

Alam olhou para Isabella. Uma memória surgindo em sua mente. Um sonho que tivera com ela, um sonho nenhum pouco casto. Ele sacudiu a cabeça e voltou sua atenção para seu trabalho, que consistia num questionário sobre o livro de Shakespeare, mas a toda hora imagens ardente dos dois tomavam conta de sua mente.

"Mas que droga. Por que toda vez que eu estou perto dela tenho que lembrar desse sonho?" Ele agarrou os cabelos e puxou, irritado.

- Ei, tá tudo bem? - Perguntou Isabella, vendo o gesto do rapaz.

- Não. Eu não dormi nada a noite, não tomei café da manhã e estou fazendo um trabalho chato de português...

- Ok, desculpa por me intrometer - a garota se sentiu ofendida com a resposta grossa dele.

- Bella, foi mal. Não queria ser grosso. Mas é que hoje eu não estou nos meus melhores dias. Me perdoa? - Ele fez cara de cachorro sem dono.

- Tudo bem - Isabella o olhou desconfiada, mas não resistiu a cara que ele estava fazendo e sorriu.

- Hem-hem - Mel pigarreou, como que para mostrar que os dois não estavam sozinhos, chamando a atenção dele para si. - Vocês sabem a resposta da pergunta quatro?

- Nem li a um ainda – respondeu Bryan, dando de ombros.

xxXxx

O resto do dia passou rápido para Alam. Ele almoçou na escola, pois tinha treino de basquete, no qual, ele ficou contente em notar, Michael não estava. Depois do treino ele voltou para casa, exausto.

A vontade que ele tinha era de ir direto para sua cama e dormir. Entretanto ele precisava ligar para sua vó, só então poderia descansar em paz.

Ele pegou o telefone sem fio e subiu para seu quarto, meio trôpego de sono. Se jogou na cama e discou o número da casa de sua avó. O telefone mau chamou uma vez e alguém atendeu.

- Alo?

- Lucy?

- É.

- Oi meu anjo. E o Alam.

- Oi Alam! To com saudade de você.

- Também estou com saudade de você, pequena. Tá tudo bem por aí?

- Não. Estou sentindo muita saudade de você e da Lice. Quando vocês vêm me ver.

- Não sei, pequena. Assim que eu puder eu vou, ok?

- Promete?

- Prometo. Mas agora você chama a vó pra mim?

- Tá bom. 'Pera aí. VOVÓ, O ALAM QUER FALAR COM VOCÊ!

Alam tirou o fone do ouvido com o grito da prima. Lucia era a caçulinha da família, tinha apenas cinco anos, e era super apegada com o rapaz, que também tinha um enorme carinho por ela.

- Ela já vem - disse Lucia, voltando ao tom normal.

- Certo. então um beijão pra você. E se cuida aí, ta bom?

- Pode deixar. E não demore a vir me ver.

- Ok!

Ele ouviu um barulho que indicava que a garotinha tinha colocado o fone sobre a mesa.

- Pronto.

- Vó?

- Oi meu menino! Como você está? Seu pai não tem sido muito duro com você não né? Está se alimentando bem? E a Alice, já arrumou emprego? E sua mãe já se adaptou na nova casa?

- Estou bem, vó. Meu pai está se comportando. A Alice não arrumou emprego, está trabalhando com meu pai. E minha mãe está adorando a casa - ele respondeu revirando os olhos. Sua vó sempre fazia esse monte de perguntas ao atender o telefone.

- Então a que eu devo a honra de sua ligação?

- Sabe, eu andei falando com o Rion...

- Ah, mas que coisa boa! Eu adoro aquele rapaz. Como ele está? Espero que tenha tomado algum jeito na vida. Sempre tão boêmio.

- É, ele está bem sim. E está trabalhando no CAH, diretamente com o Aislim.

- Isso é muito bom. Vejo que ele arrumou um pouco mais de responsabilidade.

- É. E ele me contou umas coisas, sobre as pedras.

- Sei. Ele acha que eu não darei conta de impedir o Aislim. Fala para o Rion não subestimar os velhos.

- Não foi bem isso. Ele disse que o Aislim está muito perto de descobrir onde estão as pedras. E que nós devemos nos apressar se quisermos o impedir.

- Alam, eu sei o que estou fazendo. E sei o que o Aislim está fazendo. Ele não conseguirá chegar às pedras tão cedo, assim como eu, também não o farei. Mas agora esqueça isso. Você foi para Los Angeles encarregado de outra missão. Cuide dela.

- Mas vó...

- Meu querido, estou a anos estudando estas pedras (muitos anos, por sinal). Você acha que eu deixarei que um mal amado como o Aislim coloque as mãos nelas?

- Certo vó. Só achei que deveria te falar.

- E eu agradeço. É bom saber que os planos do Aislim estão mais abertos do que antes. Ele está começando a se envolver com muita gente para encontrar as pedras.

- E isso é bom ou ruim?

- Não sei. Mas podemos nos beneficiar disso - ele pode sentir o sorriso de sua vó do outro lado da linha. - Mas agora eu preciso desligar, querido. Foi muito bom falar com você.

- Também gostei de falar com você, vó. Quando vem aqui de novo?

- Não sei. Acho que estou muito velha para sair da minha casa.

- Larga de se fazer de idosa sofrida, eu sei que você odeia que te chamem de velha. E sei também que se for para ir para a sua terra natal você estará sempre disposta.

- Tem razão. Mas acho que tenho que começar a encarara a realidade. Meu corpo já não é mais o mesmo do que o de alguns anos atrás.

- Mas você continua sendo a mesma gata que sempre foi.

- Alam, não me mime deste jeito.

- Vó, eu te amo.

- Também te amo, seu pentelho.

O rapaz desligou o telefone com um sorriso no rosto. Era sempre bom falar com sua vó, ela tinha o dom de lhe passar segurança e confiança, mesmo que não dissesse nada.

Alam, que estava deitado em sua cama, olhou para a porta do banheiro, pensando em tomar um banho antes de dormir, mas ele estava tão cansado que não conseguiu reunir forças para levantar da cama.

"Quando eu acordar eu tomo banho" pensou antes de pegar no sono, quase que imediatamente.

xxXxx

A quarta-feira amanheceu com uma chuva fraca de verão. O que irritou Isabella, que odiava chuva. Para ela chuva era sinônimo de mau humor. Bom, não que ela não gostasse de chuva, mas ela preferia se pudesse ficar na cama dormindo tranquilamente. Mas, ao invés disso, ela tinha que ir para a escola e procurar Michael de qualquer jeito.

"De hoje não passa!" Pensou decidida, ao descer para tomar café da manhã.

Antes de sair de casa ela tentou mais uma vez ligar para o garoto. Desta vez ele atendeu.

- Oi amor! - Disse com a voz melosa.

- Resolveu me atender foi? - Isabella perguntou com raiva, sem conseguir controlar seu tom de voz.

- Que isso, amor. Não atendi ontem porque estava no banho.

- Que banho demorado, heim? Passei horas tentando te ligar.

- Me perdoe.

- E por que você não retornou quando viu as ligações?

- Já era tarde, não quis te acordar, amor.

- Para de me chamar de amor! - Ela gritou irritada. Não estava suportando ele fingir que nada tinha acontecido. - Preciso falar com você.

- Hoje?

- Não, semana que vem. Claro que é hoje!

- Bella, você parece estar de mau humor. Talvez fosse melhor esperar esfriar a cabeça. O que acha?

- Eu acho que já esperei de mais. Me encontre hoje na porta da escola.

- Bella...

- Na porta da escola, Michael - ela repetiu e logo em seguida desligou o telefone.

"O primeiro passo eu já dei. Agora é encará-lo de frente".

Isabella chegou à escola um pouco mais cedo do que de costume. A chuva já passara, mas seu mau humor não. E, para piorar, Michael não estava lá.

"Provavelmente ele vai chegar no último minuto, só para não dar tempo da gente conversar".

- Oi Bella! - Cumprimentou-a Ashanti. - O que faz aqui sozinha?

- Estou esperando o Michael.

- Vai falar com ele hoje?

- É. Mas acho que ele vai chegar atrasado.

- Então vamos entrar. No intervalo você o procura.

- Não. Vou esperar mais um pouco.

- Tem certeza?

A garota confirmou com a cabeça.

- Então tá. Boa sorte. Qualquer coisa me procura.

- Ok.

Como ela já imaginava, o rapaz não apareceu. E quando o sinal tocou ela resolveu entrar.

"É melhor não perder aula por causa daquele traste".

No intervalo ela o procurou, mas sem sucesso. Tentou ligar no celular dele, mas estava desligado.

- Você já acordou com esse bico hoje? - Perguntou Sue, quando a amiga se juntou a ela, Bryan, Alam e Mel, na mesa da cantina.

- Não enche, Sue - Isabella falou com a voz carregada de raiva, enquanto tentava mais uma vez ligar no celular de Michael.

­O numero chamado está temporariamente indisponível ou fora da área de cobertura.

Isabella teve vontade de jogar o celular longe, mas se controlou e o bateu com força na mesa.

- A culpa não é do celular - brincou Bryan, mas se arrependeu amargamente ao receber um olhar mortífero da garota.

- Aquele não é o Michael? - Sue apontou para um rapaz que acabará de entrar na cantina.

O pescoço de Isabella quase quebrou quando ela o virou com força para olhar se era mesmo Michael. Era. Ela se levantou zangada, quase derrubando a cadeira e foi até ele.

- Tenho até dó dele - falou Sue, ao ver a amiga chamar a atenção do rapaz com um empurrão no ombro.

Alam olhou atentamente os dois saírem. Aquilo só podia dizer uma coisa: depois daquela conversa ela finalmente estaria livre.

Isabella e Michael foram para o jardim. Ela achou melhor conversar com ele em um lugar aberto e que tivesse muita gente por perto. Tinha medo que ele pudesse fazer algo contra ela, ainda mais pela natureza da conversa que teriam.

- Por que todo esse mau humor, meu amor?

- Meu amor é a p...

- Calma! O que você tanto queria falar comigo? - Ele continuava usando aquele tom meloso, que a estava irritando cada vez mais. - Eu não tenho muito tempo...

- Acabou. Michael.

- Que?

- Nosso namoro acabou. Não quero mais ter que olhar para a sua cara. Fui clara?

- Calma aí. Por que isso agora?

- Não se faça de inocente.

- Você não pode acabar com o nosso namoro assim...

- Posso. E já devia ter feito isso há muito tempo. Mas depois da noite de sábado eu percebi o quanto estava sendo burra.

- Você não pode estar falando sério. Só por que eu queria fazer amor com você?

Isabella o olhou, exasperada.

- Você tentou me forçar a transar com você. Me machucou. Tentou abusar de mim.

- Não precisa fazer tanto drama.

Ela não agüentou mais e deu um belo tapa na cara dele.

- Eu não sou essas vagabundinha que você está acostumado a levar pra cama. Dou muito valor ao meu corpo, e não é qualquer idiota que vai ter o prazer de tocar em mim. Me esquece. Finja que não existo. Me poupe do desprazer de ter que olhar para essa sua carinha de garoto mimado.

Isabella virou as costas para ele e saiu pisando duro para sua sala. Pronto. Estava feito. Até que não tinha sido tão difícil assim. Agora estava livre. Livre para Alam.

Ela chegou à sala e sentou-se em sua cadeira, escondendo o rosto entre os braços. Sentia uma enorme vontade de gritar, pular, sair correndo feito uma louca. Precisava contar a novidade para Ash e Sue.

Levantou-se de um pulo. Mas antes que chegasse à porta, o sinal tocou.

"Droga. Vou ter que esperar até o final da aula".

Ela voltou para o seu lugar e logo em seguida Sue, Alam, Bryan, Mel e Kevin entraram na sala. A loira veio correndo na direção da amiga.

- E então? - Perguntou exultante.

- O professor já está na sala, Sue - Isabella falou sem olhar para a amiga, e evitando, também, olhar para Alam.

Sue tentou protestar, mas achou melhor se sentar e ignorar sua curiosidade momentaneamente. Isabella não daria o braço a torcer, mas no final da aula a morena não lhe escaparia.

Aquela aula pareceu demorar séculos para acabar. Isabella não via a hora de sair gritando aos quatro ventos que estava solteira.

"Mas por pouco tempo" pensou com um sorriso.

O sinal tocou. Isabella se levantou juntando seus materiais apressada.

- Aonde você pensa que vai? - Perguntou Sue, que percebeu que a amiga estava saindo da sala sem falar nada.

- Vou procurar a Ash.

- E não vai me contar como foi a conversa com o Michael? - A loira se sentiu rejeitada e posta de lado.

- Eu supus que você viria comigo. Prefiro contar pras duas juntas do que ter que repetir a história duas vezes.

Sue sorriu aliviada.

- Então vamos logo que eu estou curiosa.

Elas saíram da sala sem dar atenção a uma outra pessoa que também estava muito curiosa. Alam teve que se contentar com a certeza de que Isabella tinha terminado com Michael, pois tinha certeza que ela não lhe daria espaço para tocar no assunto tão cedo.

Isabella e Sue encontraram Ash saindo da sala.

- E então? - Perguntou Ash, exultante.

- Vamos conversar em um lugar mais reservado - pediu Isabella, fazendo suspense.

As duas garotas sentiram vontade de esganar a amiga e mandá-la falar no mesmo instante, mas acharam melhor não contrariá-la e a seguiram para um banco no jardim, um pouco afastado dos alunos que saiam da escola.

- Bom... Não foi tão difícil quanto eu imaginava que seria - falou Isabella. - E eu estou me sentindo muito melhor agora. Livre. Leve. Solta.

- Por todos os meus genes mutantes! - Sue falou aliviada. - Você realmente terminou com ele.

- Claro. E confesso que deveria ter feito isso antes.

- Bella, você é uma idiota.

- Ash!

- É sério. Amiga, não sei como você conseguiu ficar com ele tanto tempo. Vocês não tinham nada a ver. Ele só te fazia sofrer. Era um canalha...

- Tudo bem, eu sou uma idiota. Mas uma idiota em tratamento.

- Agora só falta você dar uma chance para o Alam.

- Sue, deixe a garota curtir um pouco a vida de solteira - falou Ash divertida. - Meninas, precisamos comemorar.

- Calma gente, não é pra tanto - falou Isabella.

- Bella, essa é a melhor noticia do ano! - Sue parecia prestes a fazer uma dancinha da vitória. - Um acontecimento desses merece uma comemoração a altura. O que acha Ash? Talvez uma noitada na ­La Dance?

- É. Acho que é uma boa. O que acha Bella?

Isabella ainda pensou em tirar essa idéia da cabeça das amigas, afinal era só o fim do seu namoro.

"Mas o que eu estou pensando? É o fim do meu namoro! Finalmente me livrei daquele idiota. Tenho mais é que comemorar mesmo".

- Eu concordo.

- ISSO! - Gritou Sue dando um pulo e um soco no ar, o que atraiu a atenção de vários alunos.

- Hoje à noite, na La Dance - falou Ash sem dar atenção aos alunos que as observavam, pois Sue finalmente tinha começado sua dancinha da vitória. - Nos vemos lá então?

- Você não quer vir se arrumar lá em casa? - Perguntou Sue, parando de dançar.

- Acho mais fácil eu ir direto.

- Então está combinado - falou Isabella. - Às onze horas está bom?

- Está ótimo - concordou Ash.

- E nem pense em levar o Will. É uma comemoração só de meninas - Isabella quis deixar isso bem claro.

- Ah, eu tava pensando em convidar o Alam - Sue falou como quem não quer nada.

- Nem pense nisso.

- Bella, qual é o problema?

- Hoje eu quero estar apenas com as minhas amigas. Não quero pensar em homens.

- Tudo bem, tudo bem.

- Então eu vou indo. O Will deve estar me esperando para almoçar.

Ash se despediu das duas e foi procurar o namorado.

- Não temos aula à tarde? - Perguntou Bella.

- Temos. De redação - ela fez uma careta.

- Que tal irmos pra casa mais cedo?

- Ótima idéia.

xxXxx

Naquele mesmo dia, no início da noite.

- Bella, por que você não veste aquele vestido vermelho? - Sugeriu Sue, que estava sentada na cama da amiga esperando ela escolher o que vestir. Isabella encontrava-se no closet, revirando suas roupas.

- Não, ele já esta muito batido. Sabe, acho que deveríamos ter saído pra compra algo para esta noite.

- Você não precisa caprichar tanto hoje, deixa pra se produzir no dia que formos sair com o Alam. Aí você vai ter que estar um arraso.

- Sue!

- Que?

- Para de falar nele um pouco. O que acha desta blusa? - Ela mostrou um top preto tomara que caia.

- Com aquela calça preta e a bota de cano alto?

- Hum, acho que vai ficar bom, né?

- É.

- Então pronto. Tá escolhido - ela pegou as coisas que ia precisar para se arrumar e colocou dentro de uma bolsa. - Vamos?

- Claro.

Algumas horas depois, as duas estavam prontas e dentro de um táxi, indo em direção à danceteria La Dance a favorita delas. Ashanti as esperava na entrada.

- Essa noite vai ser um arraso - disse a morena ao se aproximar das duas. - Vamos dançar até nossas pernas se negarem a nos manter em pé.

As duas concordaram e elas entraram da danceteria, já com muitos olhares cobiçosos de rapazes, mas que naquela noite elas não dariam a mínima.

Aquela noite estava tocando músicas dos anos 70 e 80, não eram tão animadas quanto as músicas atuais, mas as faziam rir enquanto dançavam e inventavam coreografias hilárias. Elas se divertiam muito, riam, pulavam, bebiam, riam, dançavam... A única coisa que queriam era se divertir. E conseguiram.

Isabella finalmente conseguiu deixar a cabeça leve, sem pensar em problemas ou complicações. Era só ela e suas amigas se divertindo ao som de músicas alegres e engraçadas.


N.A.: Primeiramente eu gostaria de explicar uma coisinha. Não sei se vocês repararam, mas eu costumava fazer sempre um capítulo com a Isabella como personagem central e outro com o Alam, mas neste não deu muito certo... Não tinha como escrever um capítulo só com apenas um dia de estória, e com um Alam tão cansado, precisando dormir, hehe... e eu não podia adiar mais o término do namoro da Isabella... Ainda assim ele ficou um pouco menor do que eu gostaria. Acho que de agora em diante eu vou fazer os caps. Assim, é bem mais fácil!!

Outra coisa, eu simplesmente inventei a discoteca que as meninas foram, estava sem paciência para procurar uma na net. Sorry!!

A música do capítulo é I Feel Good, do James Brown, acho q todos conhecem, a letra não era bem o que eu queria. . . é mais pelo significado do título mesmo: eu me sinto bem!! Sem falar no quanto é divertido dançar essas músicas!! XD

Também gostaria de me desculpar... eu tinha prometido o cap para sexta, mas não deu... sexta eu estava na chácara da minha vó, só voltei sábado e não tive tempo de postar pois tinha uma festa beneficente para ir... e no domingo meu irmão mandou formatar o pc dele... ai ficou sem word e não tinha como eu editar o cap... No fim das contas eu só pude postar hoje, depois de voltar para minha casa! Mas, se vocês deixarem suas reviews rapidinho eu posto o outro cap rapidinho tbm!!

Acho q esta n.a. já está muito grande, hehehe!! Bjus e até o próximo!!


Respostas das reviews:

Sarah-Gray: Suas reviews são sempre tão fofas!! Sempre fico emocionada com elas!! Bom... minha prima é uma chata, feia, insuportável... hehehe, to brincando, só escrevi isso por que sei que ela vai ler, hehehe!! Eu adoro ela... a gente se entende muito bem, gostamos das mesmas coisas e temos uma personalidade bem parecida!! As outras duas fics que tem no meu profile são dela. Depois dá uma lida, acho q vc vai gostar!! Bjusss e até o próximo cap!!

Lya Beachamp: Pronto... a Bella já deu o pé na bunda do Michael, hehehe!! Espero que você tenha gostado... eu queria por algo mais agressivo por parte dela, mas acabei deixando como ficou. Continue deixando reviews!! BJKSSSSS

Pandora-Potter: Agora eu fiz o seu filme com a Sarah, hehehe, e ainda de quebra fiz uma propaganda das suas fics!! Qnt à sua dupla personalidade, bom... estou acostumada a isso, hehehehhe!! Já estou com sdd viu!? Assistindo muito Wolf's Rain?? Nem vou ter tempo d assistir essa semana : ( Bjussss e até o próximo cap, da minha ou da sua fic, hehe!!


FAÇA UMA AUTORA FELIZ, DEIXE REVIEWS!!