Capitulo 9: Férias de Inverno
O castelo agora estava coberto de neve. Todos estavam ansiosos para as férias de inverno, mesmo que elas fossem curtas. Estariam livres dos professores por um tempo! Mas alguns já sentiam falta do castelo e dos amigos. Faltavam apenas alguns dias para chegar o bendito dia da ida para casa passar as férias.
Os noves alunos do primeiro ano da Grifinória recuperaram os pontos. Mas com custo. Estavam morrendo de vontade que chegassem logo as férias de Inverno. Estudaram muito, e deram tudo de si, mas felizmente logo em três dias já haviam recuperado os 100 pontos e ganho um pouco a mais…
- Escuta… quem aqui vai passar as férias de inverno aqui? – Perguntou o monitor, acompanhado por Wilma.
Sirius, James, Peter, Remus e Lily estavam sentados estudando se entreolharam, então finalmente James disse:
- Eu vou para casa.
Remus e Peter disseram o mesmo Lily também, então todos esperaram Sirius, que, incomodado, continuou a ler o livro mas disse:
- Eu vou ficar, mesmo que fosse para eu voltar.
E desde então não se tocou mais no assunto ali. Então, Bella e Anne entraram seguidas por Lucy meio distante. Anne, que parecia ter perdido o mau-humor, veio até eles pulando e perguntou sorrindo:
- E então, estão ansiosos para voltarem para casa? Eu não vejo a hora de ir para casa.
- Eu vou ficar… mas os outro vão também. – Sirius falou olhando ainda para um livro.
Lucy ergueu uma sobrancelha e falou indo até ele:
- Por quê tamanha revolta, Sirius? Por quê quer ficar enquanto poderia ficar em casa?
- Vamos dizer que por motivos pessoais. – Anne resmungou "lógico" e ele olhou ela ameaçadoramente. – Pois odeio meu pai, esses dias vi como ele não presta. Era rotina eu odiar ele mas depois adorá-lo, mas agora que eu descobri a verdade só tenho ódio. Apenas isso.
Lucy corou rapidamente, e Bella, nervosa, falou:
- Gente, vamos tomar o café?
- Claro! Claro, vamos logos! – Berthany disse oferecendo a mão a Lily para essa se levantar.
Os garotos aceitaram a proposta e foram também. Fecharam os livros e desceram junto com as meninas, iam na frente Bella, Lily, Anne e Lucy conversando, enquanto Beth conversava com Peter e os outros três garotos iram quietos andando.
- Sirius se quiser pode ir lá pra casa… – Ofereceu James.
- Não... não… meus pais me buscariam lá, certamente seus pais contariam que eu estaria lá, James.
- Observação inteligente, Sirius. – Remus disse ainda olhando para o chão.
- Ah! Claro, Remus, eu notei que você mês passado deu um sumiço, e reparei todos os meses é a mesma coisa, o que houve? Você é tão azarado assim… – James perguntou.
- Ou está nos escondendo algo, somos amigos não? – completou Sirius perguntando.
Remus congelou, fechou os punhos, não iria contar a eles, tinha seus motivos! Sorriu com cara de pobre coitado e disse:
- E a má sorte que eu tenho mesmo... infelizmente... eu tenho muitos parentes também.
- Entendemos, não é Sirius? – falou James meio contrariado.
- É… cara, qualquer coisa a gente procura um amuleto de boa sorte pra você!
James sorriu, Sirius tinha lhe dado a idéia de qual presente comprar a Remus, um amuleto da sorte. Não eram caros, e eram bonitos, e funcionavam a maioria das vezes. O problema e que você não podia deixar de usa-los um só dia! O garoto foi tirado dos pensamentos pelo barulho do salão principal já que se aproximavam deles:
- É... amanhã iremos para casa não é?
Falou meio que sorrindo. Remus apenas deu um suspiro e Sirius destorceu os lábios fazendo uma quase careta.
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- Anne, você já sabe o que vai comprar para o Remus? – Lucy perguntou a amiga chegando perto dela, e falando no pé de seu ouvido para as outras não ouvirem.
As duas estavam amigas de novo, depois de um novo pedido de desculpas de Anne. E mais uma vez eram as irmãs sorrisos.
Anne fez uma cara pensativa e enrugou a testa, não tinha pensado nos presentes, estava tão ansiosa em comprar o disco nova de uma de suas bandas favoritas que não se lembrara dos presentes para os amigos. Mas logo se lembrou de um livro que vira uma vez no Floreios e Borrões. Seria perfeito para Remus. Sorriu e respondeu a amiga:
- Sei sim, e você? Quer ajuda? – Anne perguntou.
- Na verdade sim…
- Claro… porque não o dá... algum objeto mágico?
- Sim, mas qual?
- Ah... isso eu não sei.
- Isso não ajuda, An!
- Bem, poderia ser alguma coisa de xadrez, ele ama xadrez!
- Claro! Porque não pensei nisso? Muito obrigada, An!
- Não tem do quê!
As duas riram e começaram a discutir o que dariam a cada um. A Berthany um livro. James e Sirius algo de Quadribol. A Peter doces. Para Lily qualquer coisa bruxa que ela adoraria. E por fim para Bella, comprariam juntas um quite novo de maquiagem bruxa, pois esse era muito caro.
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Bella e Lily conversavam sobre a possibilidade das duas se encontrarem nas curtas férias. Afinal, moravam perto uma da outra:
- Não sei se poderei, mas creio que sim, são três semanas de férias, mas dá tempo de sairmos juntas.
- Claro que dá, Bella!
- É… pensamento positivo!
As duas sorriram e Berthany foi até elas reclamando.
- Não adianta, eu juro que já tentei inúmeras vezes fazer o Peter entender a matéria de poções… mas é simplesmente IMPOSSÍVEL!
- Acalme-se Beth, você já pode ser considerada uma santa! O Peter me dá nervos! - Confessou Lily.
- Ele é muito lerdo. – Bella falou com ódio.
- Meninas, agora eu peço que vocês se acalmem.
- Sim… Claro, Beth, desculpe-nos.
As três se sentaram na mesa, assim como depois Anne, Lucy e os meninos. O café ia bem, então as corujas entraram no salão. Anne viu a habitual coruja preta ir até Sirius e lhe deixar uma carta. Continuou a olhar na direção dele que agora fazia uma cara irritada ao ler o verso da carta e colocá-la no bolso. E viu Anne o observando e a encarou, mas algo invadiu Anne e ela se virou, assim como Sirius, aquele assunto estava morto. Assim como a amizade dos dois, talvez.
O resto do dia foi tranqüilo, último dia dos que iriam viajar em Hogwarts. Despedida adiantadas sendo feitas. Namorados aproveitando alguns momentos durante do intervalo das aulas... Lily não escondia sua vontade de ir para casa, embora também quisesse ficar. Remus parecia aliviado em ir para casa, Berthany dizia que seria a mesma coisa e não faria diferença ficar ou ir. Lucy e Anne contavam as horas. James e Peter agiam naturalmente assim como Sirius, que dizia que teria a torre da Grifinória só para ele; mentira, Wilma Chocohe ficaria também. Bella iria para casa, embora quisesse ficar com Ashe e sua irmã.
Já no fim da tarde Lily foi até Bella:
- Bella, desculpa a pergunta, mas porque você gosta tanto do Ashe?
- Ah! Lily… – a garota corou – não sei... você nunca gostou de alguém, não? Foi de imediato, mas ele parece não gostar mais de mim.
- Esqueça isso, amiga! Mesmo caso seja isso, você só tem 11 anos! Ainda tem uma vida enorme pela frente!
- Lily? Daonde você tirou tanta experiência?
- Oras, Bella! Eu sou uma trouxa! No mundo trouxa os jovens estão tendo uma revolução! Minhas amigas adoram olhar para os garotos e eu acabei ficando assim também. Além disso, os livros, né?
- É, você tem razão. AH! Droga, está na hora de irmos ao salão principal.
- Claro… - Lily sorriu
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Finalmente o dia chegou. Todos estavam animados, o dormitório das meninas estava cheio de coisas pra lá e pra cá. Anne, que arrumara suas coisas na noite anterior tal como Lucy, estava sentada em cima de uma das malas segurando o rosto com as mãos enquanto as outras corriam pra lá e pra cá arrumando suas coisas. Então Lucy entrou no quarto, empurrando a porta e sorrindo animada:
- Gente! Já começaram a conferir os nomes e tudo mais!
- Ai, deus! – Lily choramingou – Cadê meu robe?
- É esse? – perguntou Berthany que parecia estar acabando de arrumar suas coisas. – Lucy, meu irmão está me esperando?
- Que eu saiba não… – Lucy respondeu.
- Gente, vamos logo. – Resmungou Anne.
- Ah, para de resmungar An! E venha nos ajudar. – Falou Lily já irritada por estar arrumando suas coisas.
- Como quiser, [i]madame[/i].. – Anne disse, ajudando Lily contra sua própria vontade.
Enfim elas terminaram e desceram apressadas. Chegando no salão principal comeram e se dirigiram a fila de alunos que voltariam para suas casas, enorme.
- Bem que podiam dar preferência aos menores. – Bella disse.
Mal ela falou, o monitor puxou elas dizendo que era para ficarem na frente. Anne bateu palmas e Bella ficou animada, não queria ficar esperando tanto. Lily então lembrou, desanimada:
- Não precisava ter arrumado a mala, eu tenho roupas em casa e tudo mais, mas agora deixa! Vou estudar em casa mesmo, até que não foi tão ruim trazer a mala.
- Putz! É mesmo! Mas, eu tou levando porque eu tou com roupa demais aqui, exagerei. – Comentou Anne.
- Eu só estou levando essa mochila. – Lucy disse se virando.
- Eu fiz a mesma coisa que a Lily – Berthany disse e Bella concordou com ela.
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Já os meninos… Esses estavam sem muitas coisas para levar. E Sirius os acompanhara até a fila.
- Boa sorte aqui, Sirius! – Peter disse.
- Obrigada, vai ser legal – Sirius abriu um sorriso.
Se despediram e foram para uma carruagem, que os levou até o expresso, aonde encontraram as meninas e se sentaram numa cabine junto com elas. Conversavam e contavam sobre suas famílias. Até que, já com o dia anoitecendo, chegaram na estação e cada um foi se encontrar com sua família. Anne viu sua mãe, que viera buscar ela e a esperava lá fora, assim como a mãe de Lily, e as duas foram logo fazendo amizade, para a felicidade das duas garotas.
Lucy logo encontrara seu pai, sua mãe e seu irmão e fora embora com eles. Assim como Berthany, mas essa a mãe não fora. James apresentou aos pais a Peter, mas os pais de James não gostaram muito dele. Não sabiam porquê, mas alguma coisa aquele garoto escondia. Já a mãe de Peter eles adoraram, era simpática e animada, mas como sempre o pai de Peter não fora.
Remus e Bella ficaram esperando, e Bella logo puxou conversa:
- Seu pai e sua mãe virão juntos ou só seu pai ou vice-versa?
- Certamente meu pai, mas ele trabalha longe daqui. Me avisou que deveria demorar um pouco.
- Ahh... entendo. – Bella disse. – Minha vó irá me buscar. Coitada, é meio lerda, sabe? A idade!
Remus apenas sorriu, viu o pai chegando se despediu de Bella e foi com ele. Não muito tempo depois a avô de Bella chegou a levando embora.
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As férias passavam rápida para todos, apenas para Peter estava demorando. Até o dia do natal, aonde seu pai chegara de mais uma longa viagem.
- Pai!!!! – O menino berrou quando viu o pai entrando no jardim da casa. Correu até a porta e a abriu rapidamente.
O homem já com cabelos grisalhos sorriu quando o filho saiu correndo e o abraçou. Olhou para a porta da casa e viu sua esposa parada na porta sorrindo. Estava todos os três felizes, era natal e o chefe da casa estava de volta de sua viagem.
Os três ficaram na sala com o chefe da casa contando tudo o que fez em sua viagem, as maravilhas que viu e todos os perigos. O fato era que ele era um marinheiro. Um bruxo marinheiro. Procurava navios ou barcos amaldiçoados perdidos pelo oceano. Embora sra. Pettigrew não gostasse disso, aceitava. Já Peter sentia falta do pai, mas adorava quando ele contava as histórias.
Eles se sentaram na mesa e comeram animadamente, como em todos os natais. E aí, Peter achou que valeu a pena ter voltado para casa, mesmo que o irritante do Pippo ficasse grudado em sua mãe. Então, já de noite os presentes chegaram. Recebeu doces de todos exceto por Berthany, que o mandara um livro.
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Já Sirius estava em frente a lareira do salão comunal quando Wilma apareceu com uma garota do 4° ano. Ambas chamaram ele para o banquete com os professores. Sirius não queria ir, mas foi obrigado. Viu todos eles ali, até mesmo Dumbledore. Sirius foi até Hagrid e sentou ao lado dele. Esse, animado, disse:
- Feliz Natal, jovem Black!
Sirius teve certeza que ele estava bêbado. Mas sorriu e desejou um a ele também. Passou os olhos pela mesa e viu Severus Snape ao lado de um garoto da Corvinal gigantesco. Wilma e a outra garota conversavam, pareciam tão animadas que Sirius se enjôo. Então voltou sua atenção a sua comida e começou a comer. Dumbledore se dirigiu a ele:
- Sr. Black, não quer soltar algum estalinho do demônio ou algo do tipo?
Sirius se surpreendeu com Dumbledore e apenas pegou um e soltou. O jato de água foi direto no prof° Turunen de poções, que tentou não estourar. Sirius riu assim como os outros presentes. Mas pediu um fraco "desculpas".
Subiu para a torre e foi dormir. No outro dia acordou com vários presentes a sua volta. Melanie o mandara coisas de quadribol, assim como Albert, Lucy e Anne. Seus pais o mandaram livros de adolescentes bruxos. James o mandara um livro de travessuras, e Remus uma caixa de doces. Peter mandou um pacote de feijãozinhos de todos os sabores. Bella e Lily juntas um disco. E por fim Berthany um livro de feitiços.
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Remus como sempre comemorou com os pais e a avó que viera da Espanha visitá-los. Sra. Lupin caprichara no banquete, e a vovó da família parecia muito feliz por passar o natal com eles. E ficara radiante quando soubera que o neto fora a Hogwarts, ela amava Hogwarts, estudara lá, e lá conhecera o marido. E mais feliz ainda quando soube que ele fizera amigos. O seu neto, mesmo com seu problema, estava começando a levar uma vida normal, embora estivesse ainda um pouco longe.
Se sentaram juntos na mesa e cantaram, conversaram como uma família normal. Trocaram presentes, e Remus então subiu para seu quarto. Viu alguns presentes, e notou primeiro dois em cima da sua cama. Um certamente era um livro agora o outro era um saquinho, mas não parecia um saquinho de doces. Pegou e abriu, seus olhos brilharam. Um jogo de xadrez novinho, era lindo! Rapidamente procurou o bilhete.
"[i] Caro Remus,
Num sei se você gostou, eu enquanto observava muitas das suas vitórias no xadrez, percebi que suas pesas eram demasiadas velhas, com todo respeito, então a Anne me deu a idéia de comprar novas para você. Não são nenhuma maravilha, mas acho que servem. Comprei junto com Anne, estamos nos vendo, moramos um pouco perto. Veja o presente dela que você gostará...
Beijos
Lucy[/i]"
Remus sorriu. Lucy era atenciosa, assim como Anne, senão essa não teria brigado com Sirius. Pegou o livro e olhou primeiro. Sim era o presente de Anne, tirou o embrulho e leu o título [i]Os Mestres do Xadrez e seus truques[/i]; riu e folheou o livro. Então pegou outro livro, parecia que todos deram livros a ele, exceto Lucy e Peter, que lhe dera doces.
********************
James estava sentado num sofá ao lado de vários primos. Achava a todos chatos, mas tinha que ser civilizado com eles. Nessas horas, ele preferia ficar em Hogwarts com Sirius, e no próximo natal ele faria isso. Todos certinhos, todos. Era primo pra lá e pra cá, um saco. Parente de sei lá aonde, parente pelos Manchester, ou pelos Madpott e um bando de nomes que James preferia nem saber quais eram. Isso que dava ser de família grande e importante. Olhou pela janela e viu que não nevava, então uma idéia passou por sua cabeça: iria pegar sua vassoura e voar um pouco, fugir daquela multidão.
Subiu as escadas sem perceber que uma de suas primas, Christiane o observava. Foi até seu quarto e voltou com sua vassoura. Passou por algumas pessoas e saiu pela porta dos fundos. Christiane o seguia, era treinada, estava no segundo ano de Durmstrang e era uma ótima aluna.
James montou na vassoura e subiu, mas Christiane berrou:
- James, desça!
James tomou um susto, sentiu um calafrio percorrer por todo o corpo. Virou-se e desceu até ela:
- Porque você me seguiu?
- Porque pelo que sei você é a copia do tio avô. Vovô me contou.
- Você é sempre metida assim? – James perguntou com raiva já de pés no chão.
- Sim, agora volte, antes que eu seja uma dedo-dura.
James resmungou algo, mas entrou junto com a prima na mansão. Dois gêmeos passaram, primos dos dois, uns capetas. Logo anunciaram o banquete. James e os primos foram a uma gigantesca mesa que se alongava. James deu um suspiro, sempre era assim a grande mesa. Enfeitiçada, obviamente. Pelo menos ficava longe dos primos, embora perto de alguns outros parentes chatos, como Christiane. Odiava a prima, nunca falara direito com ela. Mas sabia que o avô dela, seu tio-avô não se dava muito bem como o avô dele (James). Ele não sabia porque, e sinceramente no momento nem queria saber. O resto do natal foi bom para James até, pode ir para seu quarto aonde os presentes dos amigos, a maioria o dera coisas de quadribol, menos Lily que o dera doces.
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Lily desceu as escadas com seu novo vestido, e viu sua irmã Petúnia vendo Tv e seus pais na cozinha, certamente arrumando as coisas para a ceia de natal. Já recebera o presente de Bella, Anne e Lucy. Adorara todos. Bella a dera um colarzinho, e Anne e Lucy um artigo mágico.
- Lily, querida, você está linda!
- Obrigada, mamãe! É o vestido que vovó me deu!
- Linda, sem dúvida linda, minha princesa! Uma foto! Petúnia, não quer tirar também?
- Não... não quero pai. – A garota disse tediosa, vidrada na Tv.
Sr. Evans voltou a atenção a filha mais nova e pegou a câmera. Sra. Evans foi até Lily e a abraçou:
- Minhas duas lindas! Digam xis!
E tirou a foto. Lily sorriu, estava morrendo de saudades dos pais. Até mesmo de Petunia, mas essa parecia que não. Petúnia andava mesmo muito chata! E agora arranjara um "amigo", Dursley o nome. Não! Valter! Valter Dursley! Ele era um porre! Muito chato mesmo! Talvez até mais chato do que a melhor amiga de Petúnia, Danielle. As duas irmãs sempre tiveram um relacionamento ruim, mas agora estava insuportável. Petúnia não falava mais com ela, pelo menos parecia, e seus pais tentavam lidar com isso. Mas hoje era Natal e Lily queria esquecer isso. Se sentou na mesa ao lado de sua mãe e cantou alegremente como ela. No fim Lily bocejou estava com sono, mais ainda não eram 24:00 e portanto nada de abrir seus tão queridos presentes. Se sentou exausta numa poltrona na sala. Seus avós haviam chegado agora. Já falara com eles, que agora ouviam Petúnia tentando convencê-los a darem a ela um vestido. Lily fechou a cara, sua irmã era o cúmulo mesmo. Deu os ombros e subiu novamente para seu quarto, agora o presente de Beth chegara.
Abriu o pacote e viu um livro. Bem, com certeza Beth a daria algo do gênero, mas, era o livro que ela vira certa vez no Beco Diagonal e ela havia comentando com a amiga. Mas isso fora à muito tempo, no começo do ano letivo! Mas Beth guardara, Lily sorriu e abriu logo do lado da primeira página, na capa ainda do livro, tinha algo escrito.
[i] "Querida Lily,
Certa vez eu ouvi você comentando que não gosta mais de sua irmã e ela de você, vi esse livro no Beco quando fazia compras e me lembrei de nossas conversas. Eu ia comprar o de pragas mas achei esse mais interessante! Boa leitura!
De sua amiga
Beth"[/i]
Lily sorriu, Beth era uma "coisa" mesmo. Realmente era uma ótima amiga! Lily mordeu os lábios, a correntinha que mandara para a amiga não era nada em comparação ao que essa mandara para ela! Mas Beth entenderia na certa. Lily ouviu a mãe a chamar, olhou para o relógio esperançosa, meia-noite!
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Lucy jogou um bicho de pelúcia no irmão, pivete, isso que ele era, pivete maldito! Ela não podia ficar um minuto em paz! O problema é que ela estava nervosa, qual seria a reação de Remus, ele acharia algo demais, ou veria apenas como um presente de amigos? A garota afundou a cara no travesseiro, malditos hormônios! Ouviu a mãe bater a porta. Ótimo, o irmão conseguira, agora levaria um sermão da mãe. Logo no natal! Nem no natal ela tinha paz. Se levantou e abriu a porta com um cara de sonsa:
- Feliz Natal, mãe, qual é o problema?
- Lucy, se sua avó subir e ver que você consegue ser tão sonsa assim ficaria arrasada. Tente não brigar com seu irmão e desça pra falar com seus avôs.
Lucy levantou as sobrancelhas havia algo errado ali, muito errado. Com as mãos apertou as bochechas da mãe, e perguntou:
- Sorria, o que tem de errado com você, mamãe?
- Lucy, pare, estou tentando não brigar com você. Vá lá, sim?
Lucy deu os ombros, não iria discutir com a mãe, né? Desceu as escadas e foi até o encontro dos avôs. Sua avó era uma velhinha muito divertida e doce, a dona de casa tradicional, ótima contadora de histórias e cozinheira. Seu avô era um executivo, o típico dono de casa que sustentava os filhos e amoroso. Vovô que traz brinquedos e presentes maravilhosos! Vô que quando a vó está na cozinha conta histórias loucas e aventureiras de outras mundos. Lucy e seu irmão diversas vezes ficavam com os avôs quando os pais saíam, e os irmãos gostavam.
- Vô, vó! - Lucy disse, correu e os abraçou.
- Minha garotinha continua tão bela, e cresceu! Esses dias que você estava naquela escola, sentimos saudades! – A avó disse a abraçando assim como o avô.
Lucy sorriu, amava os avós, sorriu e olhou par ao lado vendo o pai mexer na lareira.
- Lucy, querida, quando o jantar fica pronto?
- Não sei pai, quer que eu pergunte à mamãe?
- Não precisa, você não vai ver com seu irmão o...
- Festival da Tv? Não, acho que não. Esse ano não.
Lucy saiu do local, se dirigindo as escadas, subindo de volta para seu quarto. Estava muito mais afim de pensar em certas coisas.
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Berthany deixou seu livro de lado e se dirigiu contrariada até a porta, sabia o motivo das batidas, seu irmão…
- Sim, Vector? – Ela perguntou meio irritada.
- Ora, vamos, você sabe o que é, o jantar... papai ordena que você desça.
- Como quiser, lorde – Beth disse baixinho pra si mesma, fechou a porta atrás dela e desceu a contragosto para a sala de jantar.
A menina se sentou sem dizer nada na mesa da família. Era grande mas apenas quatro pessoas a ocupavam. Sua mãe, uma moça quieta com cabelos pretos, e olhos castanhos. Seu pai, com o cabelo castanho grisalho e os olhos negros, e seu irmão com cabelos pretos e olhos herdados do avô azuis. E ela… a Beth sem graça, do cabelo cheio preto e olhos tão escuros quanto o pai. Ela era a ovelha negra da família. Mesmo sempre sendo a mais inteligente dali. Mas isso não importava a eles, embora fosse a ovelha negra da família até por não ser uma sonserina ou uma corvinal, como geralmente os familiares eram, o pai não gostava de admitir que a filha era uma perdedora, como os antepassados diriam. O orgulho dele sempre fora grande, mas Beth não se importava. Ela sabia, que quando fosse maior de idade, sozinha faria o seu mundo. Se sentou ao lado do pai:
- Recebestes algum presente, minha filha?
- Sim, meu pai, de duas amigas.
- Tens amigas? – A mãe tentou manter uma conversa
- Sim, 4 amigas na verdade, são ótimas.
- É, bestas eu diria – Vector brincou.
- Não são não, Vector, você que não gosta delas. Elas são muito legais, me ajudam, conversam comigo, ótimas amigas!
- Crianças, não vamos discutir, não é? – A mãe deles disse com medo de alguma briga.
E assim os dois fizeram se mantiveram calados pelo resto do jantar. Beth não achou estranho, era sempre assim, o irmão implicava com ela.
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Bella sorriu mais uma vez ao ver os fogos que o tio soltará no ar. Estava passando o natal numa fazenda da família. As comidas foram postas numa enorme mesa, e cada um ia e se servia, e se sentava nas mesas postas ao ar livre.
A garota acabou de ver os fogos e subiu rapidamente para o quarto ver seus presentes. Gostara mais do vestido que a avó a dera. Ultima moda das bruxas de Paris. Faltava o presente de Ashe, a garota hesitou, mas pegou a carta primeiro:
[i] "Olá Bella!
Eu fiquei pensando muito em o que te dar… eu sei seus gostos, e tudo mais, mas eu queria te dar algo… diferente.
Sabe, eu gosto bastante de você, então acho que você merecia algo que você lembrasse para sempre, ou que você guardasse para sempre. Mas imaginação nunca foi meu forte… espero que goste disso...
Beijos e abraços,
Ashe" [/i]
Bella feliz mais do que estava abriu o presente. Vi um uma miniatura de Hogwarts aonde vários estudantes andavam para lá e pra cá e ela pode facilmente identificar ela e a Ashe, e a turma também. Ela amou o presente. Fechou-o rapidamente quando ouviu um barulho de passos.
- Bella, venha com a gente! – Sua prima Claire a chamou.
A prima de Bella era extremamente manhosa e mimada. Ela invejava tudo que Bella tinha e se soubesse que ela tinha um pré-namorado daria um show que faria Bella pegar uns castigos, já que os pais dessa faziam de tudo para agradar a afilhada (Claire). Afinal ela era mais nova, e Bella tinha que se portar como uma adulta diante dela. E ela odiava isso, por isso odiava ficar perto da prima, ou seja, ficar com seus tios. Mas Bella tentava esquecer isso, no meio de suas amigas, agora distante, mas ela agora tinha novas, ela e Lily haviam se entendido perfeitamente e agora uma compartilhava essas frustrações uma com a outra. Já que com Lily era ao contrário, a irmã mais velha a atormentava. Bella se levantou e seguiu a prima pulante, que não deixou de observar bem o quarto da prima para ver se achava algo de novo.
- Meninas, só faltam vocês! – A mãe de Bella disse animada. – Vamos, abram os presentes!
As duas meninas sorridentes começaram a pegar os presentes empilhados em montinhos.
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Anne saiu do seu quarto com um sorriso, iria para casa dos avôs passar o Natal. Mas para sua infelicidade, sua mãe rapidamente a segurou:
- Você está fraca, não deveria ir! Era melhor passarmos aqui o natal e…
- Não, esqueça, vamos, querida, venha Anne, você consegue! – O pai de Anne a segurou e arrastou para sala.
Anne pegara uma gripe e estava muito doente, mas nada a impedia de ir ao natal. Estava com uma grande dor de cabeça mas disfarçou. Pegou algumas sacolas com os presentes dos primos e tios e seguiu até o carro junto de seu irmão, que brincava com um dinossauro. Os dois entraram no carro, e logo eles e os pais já estavam na casa dos avôs.
Assim que chegaram viram a mesa arrumada e as comidas na mesa. Os presentes em volta da árvore e os avós, os tios e primos estavam sentados nos sofás conversando.
Anne passou o resto da noite conversando até que chegou a hora da troca de presente, e como sempre a prima ganhara muito mais do que Anne, mas essa apenas não prestou atenção.
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Todos os garotos e garotas acabaram tendo férias razoáveis se não foram boas, agora estavam partindo de volta para Hogwarts. Talvez o único que não estivesse tendo seria Sirius, mas ele agüentava e nem ligava muito.
(continua.....)
N/A: Esse capitulo foi horrível de fazer, fiquei sem imaginação do nada, bem, espero que gostem. Prometo tentar fazer o 10 mais rápido. É só que… ter que inventar diversos tipos de natal é cansativo porque também tive de inventar natais para a fic Gui Weasley o mais velho dos sete XD Falando na minha fic, leiam essa fic Gui Weasley o mais velho dos sete, rs e resenhem, assim como essa aqui, sim?
N/A: Agradeçam a minha beta que betou rápido ao meu pedido, para eu postar algo antes de viajar ;D Valeu Satine!
