Capítulo 9 - Sou escravo apenas do meu coração
No Sengoku Jidai as coisas não estavam mais animadas do que estava na era atual. Um tristeza se apoderou de todos os habitantes do vilarejo de Kaede ao saberem que o hanyou se encontrava aprisionado pois apesar dele ser sempre mau educado, todos sabiam que ele tinha um coração muito bom e por isso todos ficaram tristes.
No calabouço de Inuyasha a única coisa que se ouvia era o som do chicote acoitando as costas do jovem hanyou que nada falava, apenas permanecia de olhos fechados e desejando no fundo de alma que aquilo terminasse logo, depois de um certo tempo os soldados soltaram os braços do jovem das correntes que o mantinham em pé para receber o castigo. Inuyasha tombou o corpo no chão frio e úmido.
-Será que ele morreu? Perguntou um dos soldados par ao colega
-Não sei, joga um balde de água nele para ver se ele reage. Disse o outro preocupado, pois sabia que sua rainha não os perdoaria se o jovem morresse nas mãos deles, o hanyou que apenas se limitou a gemer de dor.
-Não o imprestável está apenas desmaiado. Disse o primeiro soldado e saíram dando risada de dentro do calabouço.
Inuyasha respirava profundamente como quem estava lutando para não chorar, pois ele considerava vergonhoso chorar mesmo que não houvesse ninguém ali para presenciar, passada meia hora ele lutava para manter acordado, mas a dor o fez adormecer.
Como meio youkai a regeneração do seu corpo era rápida, por isso Inuyasha despertou com seus ferimentos curados as garras e presas também estavam crescidas novamente, ele levantou-se devagar pois apesar de curado seu corpo estava dolorido.
-Maldição, como é que eu vou conseguir sair desse lugar? Se ao menos eu tivesse a Tessaiga comigo... Hari eu juro que eu vou acabar com a sua raça. Acabou de dizer isso batendo seu punho fechado no chão.
No mesmo instante surgiram os guardas na porta do calabouço. Inuyasha de um sorriso maligno e se agachou em posição de luta. Ao abrirem a porta ele saltou sobre um dos guardas desferindo um soco neste, que caiu desmaiado, no mesmo instante foi dado o alarme de para todos os soldados e entram no cela, uns vinte soldados armados, um deles num rápido movimento acertou uma lança no ombro direito de Inuyasha que ao receber o golpe desequilibrou-se e caiu no chão os soldados aproveitando do passo em falso de Inuyasha rapidamente se lançaram sobre o hanyou. Um soldado consegui colocar o estrangulador no pescoço dele e começou a sufucá-lo enquanto os outros batiam nele para domina-lo, depois de quase quarenta minutos de luta conseguiram dominar o jovem que ofegava, agora com as suas garras e caninos arrancados, levaram-no acorrentado para a frente de Hari e os soldados relataram o incidente para a rainha.
-Hunf, eu não sabia que você ficou assim tão valente, nem parece aquele pequeno hanyou que ficava quietinho enquanto eu batia... E nisso Hari segurou o rosto do hanyou pelo pelo queixo com a mão esquerda, e ficou observar o profundo olhar de ódio que aqueles olhos dourados lhe dedicavam, Inuyasha não contendo mais seu ódio cuspiu na cara dela e disse:
-Tire suas patas fétidas de cima de mim sua imunda.
Dando uma risada sinistra ela limpou o rosto e disse:
-Acho que você ainda não entendeu que é MEU ESCRAVO, e eu eu faço o que bem entender e quiser com você seu inútil. E nisso ela tirou de dentro do kimono um punhal e o enterrou no ombro esquerdo do meio yokai e começou a mexer o punhal fazendo o sangue dele verter ao chão, puxou a lâmina e a limpou com a língua.
-Maldita ... eu juro que eu vou matá-la. Disse com dificuldade Inuyasha.
-Nossa que medo!! Desdenhou Hari. Você é um baka, poderia ter tudo se fizesse o que quero mas você as coisas do jeito mais difícil? Só não se esqueça que eu vencerei no final.
-Feh, Sua bruxa maldita, eu não sou escravo de ninguém, eu sou escravo apenas do meu coração. Vociferou Inuyasha.
Hari naquele monte estava fazendo de conta que estava escrevendo alguma coisa em sua mesa.
- Ah... eu fiquei sabendo que você machucou um dos meus guardas...Inuyasha, você será será punido por isso. Hari levantou os olhos para o hanyou e sorriu ao dizer as últimas palavras. Além 200 chicotadas, você receberá um castigo castigo especial, mas primeiro:
-Guardas!!
Passaram-se segundos e logo já haviam dois guardas na frente dela.
-O que a nossa alteza deseja?
-Levem o Inuyasha ao pátio prendam-no ao tronco do meio jardim, apliquem duzentas chicotadas com chicote de ponta tripla. Depois voltem aqui para receber novas instruções.
Os soldados sorriram e empurram o hanyou, que rosnou para eles, que logo trataram de lhe acertar um golpe no ventre e levaram-no para o pátio sob chutes e socos. A chegarem ao tronco que havia no meio pátio o acorrentaram com as mão para aos alto seu corpo ficou quase que suspenso no ar, pois as argolas propositadamente foram colocadas no alto como um meio de fazer com que o corpo da vítima ficasse totalmente esticado no tronco era uma forma de ser mais doloroso o suplício, pois normalmente durante o açoite é comum a vítima desmaiar, então as argolas costumam cortar a carne do pulso por causa do peso da vítima. Hari observava com prazer cada golpe que era desferido nas costas nuas do hanyou pois fizeram questão de desnudar-lhe o tronco para que o seu corpo não tivesse sequer a proteção de um fino tecido.
O jovem recebeu cada chibata em silêncio, apenas permanecia de olhos fechados, normalmente por volta qüinquagésima chibatada até um youkai dava demonstração de estar sentindo dor, muitos pediam clemência por causa da dor, porém o hanyou nada fazia, permanecia imóvel e isso todos os guardas admiravam, já haviam torturado muitos hanyou, humanos e youkais, mas nenhum era tão resistente como aquele, eles pensavam e até comentavam entre si, de onde ele tirava tanta força? Hari observa tudo da janela do seu quarto com um sorriso diabólico.
-Inu no Thaisho... você tem um filho bem resistente, ele pagará por sua rejeição. Agora vou mandar colocarem um pouco de mel no corpo dele e vou coloca-lo num formigueiro só para ele aprender a não bater nos meus guardas. E assim o fizeram, o jovem foi enterrado até a cintura em um formigueiro, de formigas youkais, só que as picadas de formigas youkais são venenosas , sua vítima além de ficar paralisada, tem alucinações com os piores medos da vítima.
O dia já estava quase terminado quando Hari mandou que eles tirassem o hanyou de dentro do formigueiro, assim que o lavaram e retiraram as formigas youkais do corpo dele, Hari mandou que o amarrassem no tronco de descem mais 200 chicotadas nele, ao término do castigo ao soltarem Inuyasha seu corpo tombou ao chão, respirava com dificuldade, ele não estava morto, mas ardia em febre e foi arrastado para o calabouço, ele olhou para o céu e e podia ver da pequena janela do calabouço, fechou seus olhos e viu o sorriso de Kagome, mas sua lucidez e o veneno tomou-lhe todo o corpo, naquela noite até mesmo dentro dos aposentos de Hari ouvia-se os gritos de Inuyasha.
Aquele castigo foi severo demais, por isso Hari teve de esperar quinze dias para continuar sua tortura, afinal ela não o queria morto, neste meio tempo os gritos do jovem cessaram, mas as alucinações e a febre não cediam facilmente, as únicas coisas que ele dizia eram "Kagome não me abandone" , "eu te amo", e isso deixava a Youkai enfurecida, por isso a cada dia ela elaborava como iria torturá-lo até fazê-lo implorar para ser escrevo dela: a grande rainha do Clã dos Tigres do Norte.
Era necessário destruir confiança em Inuyasha depositava em humanos e youkais, tinha que destruir a auto-estima dele, fazê-lo sentir desprezível, pois assim ele permitiria que ela pudesse usá-lo como um brinquedo, pois ele já não teria nenhuma vontade ou desejo.
