Eu nem tenho o que dizer. Esse ano está simplesmente impossível, mas essa semana eu estou tendo inspiração. E é com muito carinho que eu finalizo essa fanfic que retirou de mim cada gota de glicose. Eu adorei escrevê-la, assim como eu adoro todas as outras minhas fics.

E ela vai servir de prova de que eu não estou mentindo quando digo que não larguei minhas fanfics. Eu tardo, mas não falho.

OBRIGADA POR TODAS AS REVIEWS! EU AMO VOCÊS MINHAS LEITORAS *-* Vocês são muito fofas e muito mais do que eu realmente mereço. Então, ESPERO QUE GOSTEM *-*

A leitura do cap fica mais legal com a música que eu me inspirei enquanto escrevia. Não é a mesma música que me deu a idéia da fic, mas ela é uma gracinha: Mine - Taylor Swift.

Então é isso pessoinhas, agradeço a todas que adicionaram essa fic em seus favoritos e a todos que esperaram pelo seu final, que não desistiram dela. Agradeço por todo o apoio e força dada pelas reviews, agradeço também a paciência.

Espero que gostem de verdade :D

Mil beijos minhas queridas, e saibam que eu ainda vou terminar todas as minhas outras fanfics!

* Vestido da Bella: www. portalpower. com. br/ wp-content/uploads/2010/08/noiva . jpg

* Cabelo: images02 . olx . pt/ui/1/20/90/15092090_1 . jpg


A Magia do Casamento

Eu a observei em meus braços, desmaiada, com o rosto que sempre era tão bonito e alegre em notáveis sinais de cansaço. De tristeza. Meu coração doeu por entender que aquilo era culpa minha, por saber disso mais do que ninguém e assumir que eu tinha que mudar aquele quadro. O natal passado tinha sido maravilhoso e agora estava por vir nosso casamento.

Eu não falharia mais com Bella, nunca mais.

Eu vou fazê-la a mulher mais feliz do mundo ou não me chamo Edward Cullen.


Capítulo IX - Um final feliz.

Disclaimer: Todos os personagens são de autoria de Stephanie Meyer.


Eu estava feliz. Finalmente eu podia vestir um vestidinho leve com estampa floral sem me preocupar com algum frio remanescente do inverno. Usar uma tiara delicada e uma sapatilha vermelha de camurça Jimmy Choo. Isso tudo em um clima aconchegante da primavera. Além do fato de ter tudo resolvido e decidido.

E para completar, Charlie e eu estávamos sentados em uma mesinha de uma sorveteria perto do Central Park. Enquanto meu pai preferiu comprar um milkshake, eu pequei uma casquinha.

E ele ainda me olhou desconfiado por isso.

"Ainda quer emagrecer pra entrar no vestido?" Devo acrescentar o quão irritada eu fico com essa história? Eu ainda sou magra e pareço um palito, por que diabos eu faria dieta?

"Papai, pelo amor de Deus, esqueça essa história. Eu já te expliquei toda a crise." Eu respondi exasperada. Eu tinha a impressão que ele só estava brincando com a minha cara, o que torna a situação ainda mais inaceitável. Meu pai, metido a protetor e a policial, estava me zoando? Qual a justiça nisso?

"Aliás, eu não gostei de todo esse drama. Edward deveria estar decidido desde o momento que te pediu em casamento." Ele me olhou de forma repreensiva enquanto tomava o milkshake de forma infantil. "Onde estava a maturidade dele ao tratar desse assunto? Para que não a machucasse novamente?" E por incrível que pareça meu pai conseguia se sujar todo com milkshake, pense só se tivesse comprado uma casquinha.

"Papai, você não pode falar de maturidade nesse momento. Você está parecendo uma criança." Eu respondi simples.

E ele ainda ficou ofendido, tem base?

Suspirei, enquanto terminava de comer a casquinha já que o sorvete já havia evaporado há séculos. Eu estava feliz e não poderia negar isso, mas eu tinha medo. É de se esperar que eu sinta isso, não é? Sendo que já foram dois abandonos de Edward. Eu meio que não suportaria um novo, muito menos se ele incluísse minha pessoa vestida de noiva no altar de uma igreja. Mas, ao mesmo tempo em que eu guardava esse temor comigo eu sabia que não tinha o que temer. A forma como ele me procurara e como cuidou de mim depois de tudo, derreteu meu coração e cicatrizou as feridas mais antigas. Eu me senti valorizada como nunca havia me sentido.

"Eu acho que precisarei de carona para ir embora." Meu pai comentou interrompendo minha fluência mental – o que raramente flui, na verdade – e me levou a observá-lo.

Devo dizer que a situação estava hilária e serviria para muitas brincadeiras com a cara dele! Eu ri com gosto, é claro.

"Ok, eu levo você. Só não compreendo o motivo de querer ficar naquele hotel, o meu apartamento ainda está inutilizado já que Edward e eu voltamos a morar no nosso." Eu completei divertida vendo-o se levantando sujo da gola da camiseta verde escuro até os pés. Era como se ele não tivesse tomado o milkshake, mas sim derramado ele por toda a roupa.

"Ah, já conversamos sobre isso." Ele disse com nojo do próprio estado. Eu ri para me vingar de todas as brincadeiras.

"Ok, então vamos." Eu disse me levantando também e caminhando em direção do meu carro, estacionado logo à frente. Ele ainda veio me segurar na hora de descer o ínfimo degrau que separava a entrada da sorveteria com a calçada. Ultimamente todo mundo tem me cercado de mimos, isso é incompreensivelmente estranho.

Hello - ou, eu não desenvolvi nenhuma doença mutante que me faz definhar até a morte. Eu simplesmente passei por uma crise emocional que acabei por realizar uma dieta louquinha. Tudo normal, certo?

Mas eu ignorei e assim que estávamos dentro do carro minha mente não se importava mais com aquilo. Ela sempre se perdia quando meus olhos batiam no retrovisor com uma foto pendurada, uma foto de Edward e eu, abraçados e felizes por finalmente estarmos resolvendo nossa história.

Era involuntário, meus pensamentos me levavam a momentos felizes e fazia meu coração bater ansioso para o dia que eu entrasse naquela igreja. Para sair casada e oficialmente unida a Edward Cullen.

Alguns dias depois...

"Eu não vou." Declarei.

Simplesmente declarei.

Alice me olhou aterrorizada e Rosalie me olhava nervosamente. O que eu poderia fazer se o medo era mais forte? Eu não queria entrar na igreja e ver que meu noivo não estava no altar, mas sim, fugindo para o Paraguai com uma Larissa Riquelme da vida! E o pior de tudo: levando nosso yorkshire com os dois!

Tudo bem que nós ainda não temos um yorkshire, mas deu pra entender o espírito da coisa?

"Bella, não tome decisões precipitadas. Você está tão linda!" Alice comentou me agarrando pelos braços e me fazendo encara-la. Eu sabia que ela tinha feito um esforço tão grande para que eu ficasse perfeita nesse dia, que supostamente era pra ser perfeito também; mas eu não conseguia. Meu bumbum não queria levantar daquela poltrona, minhas pernas não queriam se mexer debaixo de tanto pano e meus pés não queria ser torcidos em cima daquele salto monstruoso. Eu adorava saltos, me desequilibrava um pouco mas adorava; só aquele que me assustava horrores.

"Você está com medo?" Rosalie já foi mais fundo na ferida. Aquela loira deveria ser uma psicóloga. Ou médium. Qualquer um dos dois fariam com que ela lesse a mente das pessoas e ainda ganhasse por isso.

"Estou." Afirmei nervosamente. Coloquei as minhas mãos na minha testa, porque se eu colocasse no rosto creio que Alice cometeria homicídio.

Contra minha pessoa.

"Não fique assim Bella, você não pode nem imaginar que Edward não queira estar naquela igreja!" Ela comentou meio indignada com minha capacidade de conspiração universal. Eu respirei fundo tendo as lembranças ruins passando em fluxo pela minha mente. Toda a dor do primeiro abandono e o sofrimento pela repetição do ato recentemente. Como eu poderia superar aquilo e ir me casar?

"Eu não consigo Rosalie." Falei com custo. Só não chorava porque assim seria um homicídio triplamente qualificado. "Eu não consigo superar a única ferida que ainda permanece em meu ser e a mais profunda, ainda por cima. O fato de Edward ter me abandonado duas vezes dói demais e não impede a possibilidade que ele ainda o faça novamente."

"Bella, não pense assim." Alice interveio, agora com um rosto entristecido. "A história de vocês não foi nenhum mar de rosas, mas agora ela está se endireitando. É como se vocês estivessem prestes a encontrar o esperado final feliz, que não representa nada mais do que um novo começo de uma vida conjugal e plena. Não consegue imaginar vocês dois velhinhos e rodeados de netos?"

Eu seria assassinada, porque depois de todo aquele discurso eu não poderia impedir que algumas lágrimas saíssem. Pelo amor de Deus, alguém cale essa baixinha!

"Alice não me faça chorar, porque vai borrar a maquiagem!" Reclamei já sentindo uma vontade enorme de berrar e soluçar. Como toda criança faz quando chora forte.

Tirando o fato de que eu não era uma criança.

"Oh meu Deus, vamos ajeitar isso!" Ela respondeu rindo. Para o mundo, porque algo estranho acabou de acontecer: Quem é você e o que fizeram com a Alice verdadeira?

Pensei que no mínimo um beliscão eu ia levar, mas agora que não a reconheço consigo pensar em castigo pior (sabe, abdução).

Depois de uns instantes silenciosos Alice já havia retocado minha maquiagem e Rosalie sorria emocionada me encarando, parecendo uma mãe observando a filha ao estilo 'como minha menininha cresceu!'. Eu suspirei e me levantei, virando meu corpo para o enorme espelho que havia naquela pequena sala. Pude ficar vislumbrada com toda a produção que haviam feito em mim da cabeça aos pés.

O vestido era feito exatamente pra mim por um estilista amigo de Rosalie. Por mais que eu tenha tentado faze-lo mais minha cara do que da Alice, ele ainda ficou um pouco chamativo para minha pessoinha. Mas era muito bonito, não havia de negar isso. Era ao estilo tomara que caia e bem justo no tronco, feito com um corpete delicado de cetim que atrás fechava trançado. Havia detalhes pequenos e bonitos no corpete, deixando-o único. E a saia que seguia era vantajosa e de cetim também, formando uma enorme cauda com sobreposições. Ele não era exatamente branco, mas sim em um tom claro de bege. Eu estava usando luvas que iam até meu cotovelo, do mesmo tecido e tom do vestido. E para completar havia uma correntinha singela de ouro branco, que caía bem no meu colo, e um par de brincos pequenos de strass. Eu admitia que elas haviam caprichado.

Meu cabelo estava arrumado em um penteado elegante e moderno. Aproveitando que ele havia crescido de uns tempos pra cá, colocaram minha franja de lado e prenderam totalmente o resto do cabelo para trás formando um pequeno 'afofamento' em cima. E preso somente por ume delicada presilha, ele cascateava por minhas costas que estavam nuas.

A maquiagem não era pesada e evidenciava meus pontos fortes, que incluíam os olhos e a boca.

Eu posso dizer que gostei do resultado. Gostei muito mesmo que fosse um pouco chamativo. Até porque, como se casar sem chamar atenção? Mesmo com vestidos simples as noivas são chamativas, pelo simples fato de estarem caminhando para uma vida a dois - completamente oficial.

Eu sorri para as duas através do espelho. Eu me lembrei de como eu havia me imaginado no meu casamento com Edward a partir das fotos de Esme. Lembrei-me como eu havia me sentido naquele momento e percebi que não chegava nem perto de realmente estar ali. Respirei fundo e peguei meu buquê de rosas vermelhas. Eu estava atrasada com toda aquela crise e Edward estaria pensando que eu o abandonaria.

Ri com a idéia. Não sei se realmente conseguiria fugir.

Alice abriu a porta da salinha, que nada mais era do que um cômodo da igreja, e meu pai se prontificou para que eu passasse meu braço pelo seu. Ele me encarou deslumbrado e emocionado, me deixando desarmada ao vê-lo com lágrimas nos olhos.

Meu pai, que sempre tentara mostrar força e determinação para sempre seguir em frente, estava chorando na minha frente.

"Você está linda minha querida. E me dá um aperto no coração por estar te perdendo." Ele me disse enquanto oferecia seu braço.

Devo comentar que estava quase chorando novamente?

"Você não está me perdendo. Eu nunca vou deixar de ser sua filha, mas hoje eu passo a ser a esposa de alguém. Tão importante quanto." Eu respondi também emocionada e sorri. "Pois assim eu posso formar minha família e lhe encher de netos. Você não me perde e ainda ganha meus filhos em sua vida." Eu completei e limpei as lágrimas de seu rosto.

"Obrigada, minha filha." Ele respondeu e esperou que eu desse o primeiro passo para aquele momento tão especial.

E eu fiz questão de colocar meu pé direito na frente. Não quero mais azar nessa minha curta vidinha, já basta por tudo que passei até hoje. Daria para escrever um livro se eu fosse animada.

E caminhamos para a porta da igreja já escutando a marcha nupcial tocando. Assim que pisei no tapetinho vermelho senti o medo voltar. Encarei todos aqueles convidados e apertei o braço do meu pai. Quando estávamos no meio do caminho eu encarei Edward.

E foi naquele momento que meu medo sumiu, porque ele estava ali. Ele não me abandonara e nem parecia pensar nisso. Seu sorriso era radiante e contagiante, os olhos verdes mesmo a distância brilhavam forte e seu rosto resplandecia de amor. Simples assim.

Eu nem prestei atenção no smoking preto que ele vestia, muito menos em como ele ficava maravilhoso vestido daquele jeito. Contrastando com seu cabelo cor de cobre e seu sorriso tão branco.

Ok, talvez eu tenha prestado um pouco de atenção sim, mas não era meu foco principal.

E caminhar o resto do caminho foi simplesmente fácil. Eu fiquei ansiosa para chegar perto dele, para poder dizer 'sim' e finalmente ser dele. Oficialmente. Para sempre.

E quando percebi, ele já estava na minha frente, me recebendo de meu pai e me levando para o altar.

Eu só notei que a cerimônia passava por ter que participar da mesma, dizendo 'sim' e todo o discurso de que 'o amaria em todos os momentos. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe'. Da mesma forma para escutá-lo dizendo o mesmo.

"Se alguém tiver algo contra essa união, digam agora ou calem-se para sempre." O padre disse e houve silêncio na igreja.

Se Murphy me pusesse alguém para falar um 'a' eu simplesmente explodia o universo. SIM, EXPLODIA COM A FORÇA DO PENSAMENTO AINDA POR CIMA.

Mas ninguém apareceu. Thanksgod.

"Eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva... Mas só um beijinho viu." Ele terminou dizendo nos fazendo rir. Edward me encarou demonstrando felicidade plena, com o maior e mais bonito sorriso dedicado a mim e somente para mim. Ele se inclinou me segurando pela cintura e quando ele me beijou, uma música que eu conhecia bem começou a tocar alto em todas as caixas de som da igreja.

E eu não evitei uma única lágrima que caiu de meus olhos.

Eu estava casada com Edward.

Eu seria feliz com Edward.

"Eu te amo." Ele sussurrou contra meus lábios, enquanto todos aplaudiam a nossa união. Eu conseguia imaginar Alice, Rosalie e Esme chorando. Conseguia até mesmo imaginar meu pai, Emmett, Carlisle e Jasper abraçados daquele jeito masculino de passar só um braço pelos ombros do outro.

Eu conseguia imaginar como todos estavam e percebia que aquele momento era incrivelmente mágico.

E que estava me curando.

"Eu também te amo." Respondi com toda a sinceridade e emoção que eu nunca havia conseguido ter. Nem mesmo quando o aceitara no natal e nem mesmo quando o aceitara na porta do velho apartamento. Naquele momento meu coração o aceitava com tal intensidade que eu não conseguia acreditar que era capaz. Eu já não tinha mais medo e nem receio, porque a magia que o casamento tinha era incrível. Ela conseguiu unir duas almas que passaram por tantas coisas que Murphy explica!

"Pronta para ser a mulher mais feliz do mundo?" Ele me perguntou me causando euforia. "Porque nós vamos começar esse processo hoje à noite, na lua de mel."

Com isso nós dois rimos. Posso prever que essa união será eterna, pois sempre depois do temporal há o arco-íris...

E o nosso não teria fim.

"You are the best thing that's ever been mine…"

FIM.