Capítulo 9: Antes cedo do que tarde
Para uma palavra, 'breve' sustentava muitas intenções.
Bella supôs que poderia levar a palavra de Edward no sentido mais inocente. De um jeito ou de outro, ele a veria logo na segunda, mas ela não era estúpida nem fraca o suficiente para acreditar que era o que aquela palavra significava.
Tinha uma intenção definida no jeito como ele tocava ela. E se ela queria fingir inocência, fingindo não entender o que significou pra ele deslizar os dedos tão gentilmente por sua bochecha, ela não podia interpretar mal o olhar nos olhos dele quando ele falou.
Ou os beijos que eles tinham trocado.
Quando a campainha soou no final da tarde, Bella sabia exatamente quem ela iria encontrar quando abrisse a porta. Mesmo assim, seu corpo deu um espasmo de surpresa quando ela viu Edward parado em sua varanda, o cabelo mais bagunçado que o normal, como se ele tivesse passado os dedos por ali com vontade especial.
"O-oi," ela disse, a voz fina como um sopro.
Os cantos da boca dele se repuxaram para cima, mas em vez de falar, ele deu um passo à frente, colocando as mãos no rosto dela enquanto a beijava. Foi um beijo quente, como se ele também tivesse repetido o beijo da noite anterior de novo e de novo na cabeça, até que se tornasse um desejo que só seria saciado provando.
Bella ficou sem fôlego quase instantaneamente, a mente vazia exceto pela sensação dos lábios dele nos dela e eletricidade que parecia roçar na superfície da sua pele.
Quando eles se separaram, ela percebeu que estava agarrada à ele. Seus braços enrolados ao redor do pescoço dele. As mãos dele tinham descido até as costas dela e ele a segurava firme. Os dois estavam respirando pesadamente. Com a bochecha dela contra o pescoço dele, Bella sentiu e ouviu Edward engolir com dificuldade. Ele deu um passo pra trás, seus braços hesitando em volta da cintura dela e a expressão tímida. "Isso uh... Isso não foi o que eu quis dizer."
Bella piscou para ele, seus pensamentos agradavelmente confusos, e riu porque não só a afirmativa era ridícula mas os beijos dele a haviam deixado tonta. "O que você quis dizer?"
Para a surpresa dela, ele fechou os olhos com força, as feições ficando apertadas. "Posso entrar?" ele perguntou quietamente.
Um pouco nervosa pelo balde de água fria na felicidade que ela tinha começado a sentir, Bella assentiu. "Claro," ela murmurou, andando para trás para deixa-lo entrar no apartamento.
Quando eles estavam do lado de dentro, Bella sentiu certo alívio quando Edward se aproximou, novamente pegando o rosto dela entre as mãos. Ela enrolou os dedos nos pulsos dele, acariciando a parte de cima da mão dele com os dedões, esperando enquanto ele reunia dos pensamentos.
"Parece que vai me contar algo horrível. Quão ruim isso pode ser?" ela perguntou levemente, tentando quebrar o clima sombrio.
Funcionou. Seus lábios se curvaram nos cantos e subiram. Ele a olhou com um certo divertimento no olhar. "Essa é uma pergunta pesada," ele murmurou.
Com um suspiro, ele deixou as mãos cair até a cintura dela. "Você se lembra de quando eu me mudei para Forks e eu fui um completo idiota com você?"
Bella assentiu, confusa do porquê aquilo estar sendo comentado. "Vagamente."
Ele olhou para baixo, seu sorriso torto ainda meio triste. "Eu disse que não podíamos ser amigos e você perguntou por que eu podia ser amigo de Mike e Tyler."
Deixando os dedos correrem pela parte interna do pulso dela, Edward pegou as mãos dela antes de levantar a cabeça. "Eu não sabia como explicar isso naquela época. Eu pensei que fosse por causa de Elsie, e é, mas mais do que isso. Eu nunca poderia ser apenas seu amigo." A risada dele foi irônica. "Eu tentei. Acho que até me convenci por um tempo, mas..." Ele bufou quando percebeu que estava tagarelando. "Eu quero mais."
O coração de Bella estava prestes a fugir do seu peito. Ela se sentiu fora de ordem. Por um lado, ela se sentiu voando. As palavras dele eram exatamente o que ela queria ouvir – um espelho do que ela sentia. Mas tinha um peso na fala dele, um mas que pairava no ar. Ela foi para mais perto dele. "Eu quero mais, também," ela disse honestamente. "Por que você faz isso soar como uma coisa ruim?"
"Porque eu sei que não sou nenhum prêmio."
"Edward-"
"Não. Eu..." Ele rolou os olhos, levando as mãos deles mais acima entre eles, roçando os lábios nos dedos dela. "O porquê é exatamente esse. Eu pareço tão melodramático." Ele balançou a cabeça, a voz suave, mas os olhos sérios. "Você tem 22 anos. Os caras que você namorasse deviam poder te oferecer um tempo bom e feliz. Você merece diversão espontânea, sair até altas horas da noite, e eu não posso te dar isso. Não posso te dar 'só por diversão' e não posso te dar facilidade."
E então foi Bella que teve que engolir com dificuldade o nó na garganta.
Ela queria desmentir suas afirmações como muito dramáticas, mas ela abruptamente percebeu o quão verdadeiro era o que ele estava dizendo.
Ele viu quando a expressão incerta cruzou a face dela porque ele assentiu. "Tem tanta coisa acontecendo pra você agora – faculdade e trabalho. Eu não tenho nenhum direito de querer algo com você. Eu só queria que você soubesse como eu me sinto. Acho que é justo."
Quando ele tentou se afastar, ela segurou suas mãos. "E como eu me sinto?"
Ele parou, estudando o rosto dela.
"Nós dois temos muita coisa acontecendo na vida," ela falou lentamente, tentando organizar os pensamentos. "Você tem faculdade, trabalho e Elsie para se preocupar. É um timing horrível."
Ele olhou para baixo de novo, mas não antes dela perceber um traço de angústia nos olhos dele. "É. Timing horrível."
Soltando as mãos das dele, ela segurou o rosto dele, levantando a cabeça dele levemente. "Mas se você está interessado no desafio, eu quero tentar."
Ele levantou as sobrancelhas. "Tentar?" ele perguntou cuidadosamente.
Bella sentiu as bochechas esquentarem, mas ela continuou. Ele deve ter criado muita coragem para ir até ela assim. O mínimo que ela poderia fazer era retornar o favor. "Estar com você," ela esclareceu. "Se é o que você quer."
A expressão dele ficou um pouco chocada. "Você quer estar comigo? Sem... namoro, ou qualquer coisa?"
De novo, Bella corou, mas ela inclinou a cabeça, os olhos provocativos. "Namorar é para as pessoas que estão tentando conhecer um ao outro," ela apontou. Ela deixou os dedos viajarem para trás e entrarem no cabelo dele atrás do pescoço. "Eu conheço você."
As mãos dele repousaram na cintura dela, levemente no começo, mas então seus dedos se apertaram contra a pele dela. Puxando-a para perto, ele abaixou a cabeça, seus lábios mal roçando pela ponta do nariz, pelas bochechas dela. A respiração dele tremeu, quente na boca dela. "Se eu te beijar, não vou conseguir parar," ele alertou, dando-a mais uma chance para repensar no que estava se metendo.
A cabeça de Bella estava rodando. Ela sabia que tinha um monte de coisa para pensar, que era mais que justo que ela pensasse nessas coisas antes de começar algo com ele. Não seria justo com ninguém se ela ficasse com medo depois de pular nisso com ambos os pés.
Havia muito o que considerar e ela deveria ser cautelosa.
Ficando na ponta dos pés, Bella fechou o milímetro de distância que os separavam. Edward não discutiu e fiel às suas palavras, não parou. Quando eles tinham se beijado até ficarem sem fôlego, ele mudou os beijos para o pescoço dela.
Eles tropeçaram, seus lábios avidamente procurando obter a pele um do outro, até que eles alcançaram o sofá e caíram desajeitadamente. Edward caiu de costas, a puxando para cima dele. Ela montou nele rapidamente, pegando o rosto dele entre as mãos e o beijando audivelmente. As mãos dele estavam espalhadas nas costas dela, as pontas dos dedos tocando alguma música desconhecida na coluna dela.
Bella estava bem ciente de que estava complicando sua vida como o inferno, mas naquele momento, ela simplesmente não se importava. Os beijos dele tinham que valer um pouco de luta.
Os dedos dele foram para o lado do corpo dela, trabalhando mais acima enquanto suas cabeças se inclinavam e o beijo ficava mais intenso. Cada toque dele enviava um arrepio pelo corpo dela.
Quando o celular dele tocou, os dois se assustaram. Edward engoliu um gemido, e Bella percebeu com toda sua movimentação, que ela estava apertada contra ele. "Sinto muito," ela murmurou sem fôlego.
Ele riu e a beijou de novo docemente, acariciando as costas dela com uma das mãos enquanto pegava o celular no bolso. "Não sinta," ele murmurou, deixando os dedos deslizarem para debaixo da blusa dela, brincando com a pele quente das costas dela.
Feliz onde estava, Bella escorregou apenas o suficiente para apoiar a cabeça no ombro dele. Ele brincou com o cabelo dela enquanto atendia ao telefone.
Bella tinha entrado no seu pequeno mundinho quando ela sentiu o corpo de Edward endurecer embaixo dela, os músculos do ombro dele ficando retesados em tensão. "Ela falou o que quer?" Edward perguntou, a voz dura.
Levantando a cabeça, preocupada, Bella acariciou a bochecha de Edward com a parte de trás dos dedos. A expressão contraída dele se suavizou, os olhos voando para os dela. Seus dedos voltaram a explorar tentativamente as costas dela.
"Tudo bem. Eu vou," ele disse brevemente. "Mas não hoje. Eu só... não posso hoje." Ele ouviu por um momento. "Sim. Quarta... obrigado. Estarei aí em alguns minutos."
Quando ele afastou o braço da orelha, colocando o telefone no chão, Bella sentiu o peito dele aumentar embaixo dela. Ele soltou a respiração lentamente, os olhos fechados.
"O que está acontecendo?" ela perguntou suavemente.
Os olhos de Edward abriram-se lentamente e ela viu receio neles. "Era a assistente social - Carmen - no telefone. Ela disse que Victoria pediu para falar comigo cara a cara."
Bella puxou uma respiração forte, ansiosa por ele. "Ela não disse sobre o que?"
"Não."
Parecia que ele não queria falar sobre aquilo porque ele pegou o rosto dela nas mãos, beijando-a ternamente. "Preciso ir buscar Elsie. A visita está quase acabando. Mas..." Ele riu, o sorriso pequeno, mas genuíno. "Eu não sei como fazer isso," ele admitiu.
"Eu não acho que tenha regras," ela provocou. "Talvez nós devêssemos continuar fazendo o que temos feito: ver um ao outro quando podemos." Ela sorriu timidamente. "Exceto com alguns beijos agora."
O sorriso dele aumentou e ele a beijou. Ela considerou aquilo como uma aceitação.
"Mas não na frente de Elsie. Não antes de acertarmos algumas coisas," ele disse, moderando.
Bella assentiu concordando. "Isso faz sentido."
Ela colocou a cabeça no ombro dele novamente, e eles ficaram deitados em silêncio, demorando por alguns minutos na áurea feliz.
~0~
Edward estava tentando manter a cabeça aberta com relação à Victoria.
Desde o princípio foi difícil. Victoria tinha entrado em contato com ele pela primeira vez há vários meses antes dele se mudar para Seattle, o deixando saber que ela estava fora da prisão e queria uma relação com a filha.
Edward ficou mais do que furioso. Ele não tinha ouvido uma palavra da mulher desde o julgamento de James - ele tinha feito o seu melhor para nem olhar pra ela - e ela, de repende, queria ser mãe?
Mas Victoria tinha sido espantosamente paciente quando ele protestou com ela. "Você tem direito de estar com raiva. Eu não sabia o que falar, se você quer saber a verdade. O que? Você iria querer levar Leona à prisão para me visitar?"
Edward não respondeu. O pessoal do Serviço de Proteção à Criança o tinha alertado que isso era algo que Victoria poderia pedir; um juiz poderia obrigá-lo a levar sua bebê para visitar a mãe na prisão. Mas Victoria não tinha pedido e ele estava grato por aquilo.
"Claramente eu estraguei tudo. Muito. Mas eu fiz todas as coisas certas desde então. Vou estar fora da condicional logo." Quando ele continuou resistindo, ela acrescentou sabiamente. "Eu sei meus direitos. Você não tem muito o que fazer. Por que não tentamos fazer isso o mais civil possível? Por Leona."
E ela estava certa. Meses depois, quando Carmen Ortega com o serviço social tinha entrado em contato com ele, ela comprovou que ele teria que obedecer a decisão do juiz.
Ele a tinha visto apenas uma vez, quando eles estiveram de frente para o juiz e eles não tinham se falado diretamente. Então, Victoria deixou claro que seu objetivo final era a custódia conjunta. O juiz a tinha alertado de que ela ainda tinha que percorrer uma longa, longa estrada para isso, o que deu a Edward uma pequena parcela de alívio. Ainda assim, a ideia o deixou totalmente furioso.
Desde então, qualquer pequena conversa que eles tiveram tinha sido através de Carmen, a assistente social que supervisionava as visitas de Victoria com Elsie.
Sem querer que a filha estivesse presente na conversa, Edward tinha conseguido que a creche ficasse com ela por um pouco mais de tempo para que ele pudesse encontrar Victoria depois da sua aula de quarta.
Ele escolheu um pequeno restaurante perto do campus e estava sentado em uma das cabines, a perna balançando nervosamente, quando ela entrou.
Irracionalmente, ele sentiu uma onda de fúria ao vê-la. Como ela se atrevia a parecer tanto com a garotinha que ele amava mais do que a própria vida?
Ela era notavelmente uma mulher linda.
"Edward," ela cumprimentou calmamente, escorregando na cabine de frente para ele.
"Victoria," ele retribuiu friamente.
Os olhos dela percorreram ele. "Preciso dizer, você era insanamente atraente quando jovem, mas agora..." ela balançou a cabeça como se não soubesse o que dizer.
Os olhos de Edward se apertaram.
Não que ele pensasse que Victoria era uma pessoa horrível. Como todo mundo, ela trabalhava com o que tinha.
Victoria tinha artimanhas, pode-se dizer, e ela sabia como usá-las. Ele sabia por experiência como sua atenção poderia ser inebriante quando ela queria. Ele estaria condenado se a deixasse seduzi-lo de novo. "O que você quer?"
O sorriso dela se tornou manhoso e ela riu. "Tão sério. Vamos lá, Edward, eu sou tão ruim assim?" ela aproximou-se, acariciando o braço dele com a ponta dos dedos.
Edward puxou as mãos de volta. "Eu não quero ser seu amigo," ele disse abruptamente. "Então pare com essa merda e me diga o que estou fazendo aqui."
Ela balançou a cabeça. "Você não acha que seria o melhor para Leona se nós tentássemos-"
"Você não tem que decidir o que é melhor para Leona. Eu decido o que é melhor para ela. Você pode brincar com ela uma hora duas vezes por semana," ele estourou, um pouco mais alto do que pretendia.
O sorriso sexy de Victoria tornou-se uma carranca, e ela o fuzilou com o olhar. "Você está agindo como uma criança."
Edward bufou, mas respirou fundo, sabendo que não estava sendo totalmente maduro com a situação. "O que você quer?"
Ela puxou uma respiração pelo nariz. "Quem é Bella?" ela perguntou, cruzando os braços.
Tão chocado quanto estava, sem esperar ouvir o nome de Bella dos lábios de Victoria, Edward ficou imediatamente na defensiva. "Onde você ouviu o nome dela?"
"Quem é ela?" Victoria pediu de novo.
"Ela trabalha na creche de Leona."
Victoria arqueou uma sobrancelha, olhando pra ele com incredulidade e com o que ele pensou ser desgosto. "Sério, Edward? Você tá fodendo a babá? Isso é clássico."
"Fodendo a... Eu apenas disse que ela trabalha na creche," Edward disse entre dentes.
"Não me diga besteira." Ela cruzou os braços, fuzilando-o. "Você é um ótimo pai, deixando sua filha te ver com uma de suas vadias. Ela não para de falar disso. Bella isso, Bella aquilo e se eu sei que o papai e a Bella provavelmente vão se casar?"
"Bella é uma das pessoas preferidas dela," Edward atirou de volta. "E Leona tem uma imaginação ativa."
"Você acha que eu sou idiota? Eu perguntei de onde ela tinha tirado essa ideia e ela me disse que viu você a beijando 'como se intencionasse isso'" ela zombou. "O que você vai me contar agora? Que é um jogo que eles jogam na creche? O jogo beijando no sofá?"
Edward fez uma careta. Ele esteve esperando Elsie perguntar sobre o beijo que ela talvez tivesse visto. Claro que ela tinha que falar sobre isso com Victoria. "Eu respondi sua pergunta. Bella trabalha na creche dela. É só sobre isso que você deve se preocupar."
"Eu tenho o direito de saber-"
"Eu sei meus direitos, Victoria," ele repetiu a primeira conversa deles de propósito. "Quem eu beijo, quem eu trago para perto de Leona, não é da sua conta. Enquanto não estou trazendo criminosos para perto dela - e eu vou deixar isso para o estado-" ele falou, olhando para ela incisivamente, "- eu posso levar quem eu quiser pra dentro e fora da vida dela e eu não te devo absolutamente nenhuma explicação sobre nenhuma delas."
Por longos segundos, Victoria não disse nada. Ela apenas o encarou, os olhos brilhando de fúria e as narinas dilatadas. Ela quase parecia perigosa - como uma gata selvagem pronta para atacar. Ele estava certo de que, se ela pudesse, ela iria cortá-lo ao meio com as próprias mãos.
Mas ela respirou fundo. "Eu sou a mãe da sua filha. Não há nada que você possa fazer pra mudar esse fato. Lide com isso."
Edward apertou ainda mais os dentes, quase não conseguindo conter a vontade de gritar.
Ele respirou fundo longa e lentamente. "Você está certa," ele admitiu de má vontade.
Recostando-se, Edward fez o melhor para liberar um pouco da tensão. "Bella é minha namorada. É novo. Muito novo. Novo como eu-não-sabia-que-Leona-tinha-nos-visto-se-beijando. Considerando que eu estava criando minha-" ele engoliu com esforço, franzindo a testa, "- nossa filha sozinho desde os 17 anos, acredite, não tem nenhuma vadia sendo trazida para perto dela. Eu não tinha tempo para isso mesmo se eu quisesse - o que eu não queria."
Victoria bufou, mas não disse nada.
"Bella é boa com Leona. Ela é boa pra ela," ele adicionou. "É isso que você queria?"
Por algumas longas respirações, ela não disse nada. "Eu realmente quero o que é melhor para a minha garotinha. Eu estou realmente tentando."
Se inclinando nos braços, Edward suspirou. "É. Eu sei disso." Ele esfregou os olhos cansadamente. "Sinto muito pelo que falei. Foi desnecessário. Só fiquei irritado que você não quis falar sobre Leona, você quis falar sobre a mulher que estou saindo."
"Que Leona falou sobre umas quinze mil vezes na hora em que brinquei com ela," Victoria completou, o tom de voz um pouco amargo. "Eu só quero saber sobre a... pessoa importante na vida dela, só isso. Eu quero que nós possamos conversar como pessoas civilizadas."
"Bem, provavelmente seria melhor se você não se referisse à minha namorada como vadia, não é?" Ele apontou. Victoria abriu a boca para retrucar, mas Edward levantou a mão. "Nós dois dissemos coisas que não queríamos. Entendi. Só... tenha cuidado."
Victoria não pareceu feliz com isso, mas assentiu. "Posso conhecê-la?"
O olhar de Edward ficou afiado. "Você está brincando comigo?"
"Se ela vai ser parte da vida da minha filha-"
"Ah, pelo amor do meu caralho. Eu não estava brincando quando disse que esse relacionamento é muito novo. Você vai nos deixar acertar algumas coisas antes que eu jogue algo como isso nela?" Ele cruzou os braços no peito defensivamente. "Olha, eu não sou idiota. Eu sei que quando nós formos ver o juiz de novo mês que vem, ele irá te conceder visitas mais longas. Se Bella vai ser parte da minha vida, você irá conhecê-la eventualmente."
"Você não precisa esperar por isso acontecer, sabe," ele murmurou. "Você pode me deixar ter mais tempo com Leona agora."
"Não pressione sua sorte." Ele inclinou-se na mesa novamente. "Desde que estamos no assunto de paternidade conjunta e o que é o melhor pra Leona, talvez você possa me dizer por que ela estava apavorada que você fosse leva-la para Chicago?"
"O que você acha, que vou sequestra-la? Eu me mudei da cidade que amo para esse buraco parado de merda para ficar perto dela," Victoria cuspiu. "Sim, eu falei sobre leva-la à Chicago. Eu quero que ela conheça a cidade em que nasceu, algum dia. Isso é um crime?"
As bochechas de Edward se contraíram em irritação. Ele não queria pensar em Elsie viajando sozinha com Victoria. "Limite? Você pode ser a mãe da minha filha, mas eu não sei nada sobre você e você não esteve por perto pelos primeiros seis anos da vida dela. Eu te darei exatamente a quantidade de tempo que o juiz me ordenar e é isso."
"Você nunca irá me conhecer se você se recusa a falar comigo," ela atirou de volta.
De novo, Edward teve que engolir sua resposta inicial. Ele batucou os dedos na mesa antes de suspirar, abrindo a mão. "Me dê seu celular."
Ela pareceu duvidosa, mas colocou o celular na mão dele. Antes que ele pudesse pensar duas vezes sobre isso, Edward rapidamente salvou seu número. "Se quiser falar sobre Leona, você pode me ligar ou mandar sms. Minha vida pessoal é apenas isso: minha vida pessoal. Não espere uma reação boa se você começar a bisbilhotar." Ele lhe entregou o celular de volta. "Justo o suficiente?"
Obviamente, Victoria estava segurando a mesma quantidade de veneno que ele estava. Ela assentiu brevemente. "Por enquanto," ela concordou.
N/T: Oi gente! Espero que tenham gostado do capítulo! E viram como a Victoria pode ser (e vai ser) uma dor na bunda? Pqp, essa mulher...
Enfim, perdoem-me pela demora. Eu tive alguns problemas pessoais e, mesmo que eu não saia falando sobre eles pela internet, eles acontecem =(
Para compensar vocês, o próximo cap deve vir até o final da semana, mas pra isso, eu preciso que vocês deixem reviews ok? Eu não estipulo metas como outras autoras/tradutoras por ai e parece que por isso, vocês nem ligam de comentar... E claro, obrigada a quem comenta sempre. Vocês me fazem ficar toooooda boba hahaha. Me desculpem também por não mandar spoiler. Vou mandar no próximo cap ok? :)
Beijos e até o próximo!
Lola Prongs
