Pimpolhos, desculpem a demora...

Mas ando meio desmotivada com as coisas, não só as fics, mas em geral. Crise existencial, espero que passe logo...

Aí está o capítulo com as respostas que vocês queriam, espero reviews para me dizer que ficou ruim por que do jeito que estou quase não postei achando que tinha ficado uma merda kkk

Bem, beijos e até o próximo!

Agradeço super a: maylovely, Ana Krol, FeePattinson e Bmoraes. Muuuuuito obtigada pelas reviews, elas que me seguraram pra escrever esse capítulo ^^


As vozes ainda estavam longe demais para eu saber quem ou o que estavam falando. Sentia leves afagos gelados no meu rosto e isso era bom. Enquanto a consciência voltava a dor se tornava mais presente.

-Edward! – consegui reconhecer a voz de Bella. Abri meus olhos, os sentindo reclamar por isso, mas eu precisava ver o rosto de Bella. – Você acordou... Quase me matou quando apareceu desse jeito!

-Eu que apanho e você que quase morre? – ela riu entre as lágrimas. Afaguei seu rosto.

-Você ta bem,cara?

-Pareço bem Emmet? – tentei sentar, mas senti uma pontada aguda nas costas voltando a deitar onde quer que estivesse.

-Não. – o olhei. – Vou indo. Rosalie está muito nervosa...

-Eu cuido dele Emmet... – Emmet assentiu, provavelmente sabendo que, essa noite, eu não tentaria nada com Bella. – O que houve Edward?

-São que horas? – perguntei sem conseguir pensar em nenhum outro assunto pra fazê-la esquecer dessa pergunta, pelo menos por agora.

-Quase três. O que aconteceu?

-Você tem seus segredos, não posso ter os meus? – ela abaixou o olhar.

-O problema é que acho que você está assim por minha culpa... – ela deitou a cabeça no meu peito, mas isso não me causou dor – Foi ele não foi? James.

-Bella...

-Só me fala.

-Foi. – ela respirou fundo – Pela primeira vez eu realmente não fiz nada pra isso, juro. – disse tentando amenizar, mas pelo jeito que ela tremia eu só tinha conseguido piorar a situação.

-Desculpe... – sua voz chorosa chegou aos meus ouvidos de um jeito que me deixou mau – Me desculpe...

-Não foi você que me bateu.

-Mas foi por minha causa! – peguei seu rosto e a fiz olhar pra mim. Ela estava corada pelo choro.

-Não acha que tem que me contar? Acho que já faço parte dessa história.

-Eu fui uma idiota achando que poderia ficar com você sem problemas... – apenas continuei a olhando – Eu continuei indo pros rachas depois que Emmet voltou pra cá. Conheci muita gente e fiquei amiga de Alice e Rosalie. E também conheci Tyler...

-Tyler? – ela assentiu.

-James vivia vindo falar comigo, mas eu nunca gostei muito dele... Sabia que jogava sujo quando corria. E depois ele começou a falar algo sobre eu estar afim dele e só estar fazendo doce... Mas eu comecei a namorar Tyler... E James não gostou, nós achávamos que ele era louco. Não tinha nada a ver comigo, por que ficava se metendo?

-E?

-Ele não aceitou muito bem o fato de eu ter dado o fora nele. Muito menos por ter ficado com Tyler depois disso. E... Ficava me infernizando. Ligava pra delegacia onde meu pai trabalhava e dizia os locais do racha. Tyler foi preso uma vez e meu pai não queria mais que eu ficasse perto dele. Mais eu continuei o encontrando escondido... E os rachas pararam.

'Por vezes eu acordava e o carro dele estava parado na frente da minha casa. Aí eu já tinha medo até de sair... Um dia Alice veio me avisar que Tyler estava no hospital, tinha sido espancado.

-Ah, então é mania dele? – Bella me olhou feio – Só estava tentando descontrair... – disse me defendendo.

-Ele disse que foi James, falei com meu pai, mas... Ele não tinha como provar, era a palavra dele contra a de James... A de alguém que já tinha ido pra cadeia e de alguém limpo.

-Aí você fugiu? – ela negou – Tem mais? – assentiu.

-Tyler saiu do hospital e eu falei pra ele que era melhor a gente parar de se ver. Ele não aceitou e foi falar com James... Resolveram decidir numa corrida.

-E Tyler perdeu?

-A corrida não terminou... O carro de Tyler estava rápido e... Virou na estrada.

-Ele morreu? – perguntei assustado. Ela assentiu, eu podia ver a dor que ela sentia apenas naquele gesto.

-Depois descobriram que o freio estava com problemas... Mas não quiseram saber muito do caso, ele já tinha sido preso por racha, então ninguém estranhou ele morrer daquele jeito.

-Mas você sabia que tinha algo mais... Por que não falou? Poderia abrir uma investigação.

-Eu era filha do delegado! Meu pai morreria se soubesse que eu também estava nos rachas... E mataria Emmet se soubesse que foi ele que me levou. – respirou – Eu sei que tinha que ter falado... Mas eu não podia imaginar como meu pai reagiria se soubesse que eu era culpada por tudo!

-Mas você não tem culpa! James é o assassino!

-Mas ele fez por minha causa! Você não entende? Ele não vai me deixar em paz! Alice e Rosalie vieram comigo quando eu disse que ia embora de Forks... Mas ele voltou e Rosalie está grávida, Alice tem Jasper... Eu...

-Você tem a mim. – disse torcendo para isso ser o suficiente. Ela sorriu e passou a mão pelo meu rosto.

-Não posso perder você. E se eu ficar com você, ele...

-Ele vai me matar, é isso? – ela assentiu – Não vai Bella! – ela voltou a deitar no meu peito e eu lutei com a dor para passar meus braços pelo seu corpo.

-Eu queria ser forte pra te proteger... Mas não sou. E se você... Você eu não agüento, Edward!

-Eu disse que não vou te deixar! E isso inclui não morrer! – ela deu uma pequena risada.

-Você faz piada de tudo, não é?

-A vida é uma grande piada... Nesse momento, quem quer que seja que está vendo isso, deve estar rindo...

-Por que?

-Passei a vida descartando mulheres... A única que eu realmente quero, tinha que vir muito complicada. – ela voltou a dar uma risada – Mas eu não vou desistir dela por isso.

-Edward...

-Espero que ela não desista de mim também. – ela sorriu e uma lágrima caiu, sequei e ela me beijou.

Apenas um selinho já que cada movimento facial que eu fazia era um gemido de dor. Mas só aquilo me revigorou para mais uma surra...

-Ai...

-Desculpa.

Ou não.

...

-Só assim pra você passar mais tempo em casa...

-Sério mãe, se for pra ouvir sermão aos 23 anos eu vou pro apartamento!

-Então se comporte como um homem de 23 anos! Parece criança, arranjando briga na rua!

-Foi ele que começou! – ela girou os olhos ajeitando meu travesseiro.

-Falou o homem de 23 anos... – ri – Edward, por que fez isso?

-Eles quebraram meu carro! Quer motivo maior?

-Pra brigar com cinco? Quero!

-Papai disse que bateu no seu ex namorado da faculdade, por que eu também não posso?

-Primeiro: ele não devia ter falado isso... Segundo: era um contra um... E terceiro... O Richard merecia. – disse me fazendo rir – Espero que esses dois dias tenham colocado algum juízo nessa sua cabeça. Fiquei muito preocupada quando Emmet ligou pra cá...

-Eu sei... Mas estou vivo... Estou bem.

-Mas se acontecesse alguma coisa grave... Eu juro que na primeira oportunidade eu, mesma, te colocava num hospital!

-Certo, Bella já me deu um sermão de duas horas falando sobre ser sem responsabilidade e sem noção do perigo... Não preciso de mais duas horas.

-Sempre soube que Bella é sensata. Segure ela, meu filho, não vai encontrar uma igual.

-Não sabe o problema que está me dando segurar ela...

-Nossa... Você com problemas?

-Pra você ver... – minha mãe sabia como o filho era irresistível.

-Vou falar com ela... Ela também não pode deixar você passar. – fiz careta, primeiro pelo que ela falava, depois de dor.

-Olha o mico, mãe. – ela sorriu. – O que?

-Pareceu que tinha voltado aos 15 agora... – suspirei.

-Eu sempre vou ser o seu bebê, certo? – ela assentiu – Tenho que me acostumar com isso ainda. – ela deu um beijo na minha testa e saiu.

Meu pai tinha me receitado uns vinte remédios para dor, gritado comigo e se ele tivesse me dado o Volvo também teria me tirado o carro. Mais por Bella valia o sacrifício... Depois de uma surra, umas horas escutando do pai era fichinha.

Depois de quinze minutos eu já pensava em me jogar pela janela. Não tinha nada para fazer, assistir, ler, jogar ou qualquer outra coisa, quando ouvi baterem na porta. Bella entrou e eu sorri aliviado.

-Finalmente alguém pra me livrar do tédio! – ela chegou perto e me deu um selinho – Só isso?

-Você ta todo machucado... Posso te machucar. – girei os olhos.

-Me senti uma virgem agora... – ela ficou vermelha. E eu lembrei do lance de Alice ser virgem... Será que Bella também era?

-Seu pai me mandou pra tomar conta de você.

-Hum... Enfermeira particular? – ela assentiu – Papai quer que eu me recupere, ou quer me matar? – ela gargalhou.

-Deixa de ser bobo! – olhou em volta – Quarto legal...

-Dormi aqui até os dezoito anos... Depois fui pro apartamento.

-Eu nunca conheci seu apartamento. – sorri de lado a vendo ficar vermelha.

-Quer ir comemorar minha recuperação? – ela deu um tapa no meu braço, e dessa vez realmente doeu – Auu Bella! Você veio mesmo me matar!

-Ai, desculpa... É o costume. E você fica falando besteira!

-Só desculpo com um beijo... De verdade. – ela estreitou os olhos mais se aproximou de mim.

Peguei sua nuca, sentindo meu braço não reclamar tanto quanto ontem, e a beijei. Bella espalmou as mãos no meu peito me acompanhando no beijo. Não era furioso, nem selvagem como os que demos no meu carro. Era longo, gostoso, mas... Calmo, aproveitando tudo que um beijo poderia ter. Ouvi um pigarro. Bella se impulsionou no meu peito ficando vermelha enquanto olhava minha mãe.

-Quando não é a própria Bella, é a minha mãe... Tem certeza que vocês me amam? – elas riram.

-Eu nunca disse que te amava. – Bella falou rindo.

-Isso mesmo, chuta cachorro morto!

-Pelo beijo que vocês estavam dando, você está tudo, Edward, menos morto. – ri quando Bella atingiu um nível vermelho-tomate.

-Eu já estava indo pro hospital Esme... Só passei pra saber como ele estava.

-Não disse que era minha enfermeira particular? – Bella atingiu um vermelho púrpura e me olhou como minha mãe me olhava quando era criança e chegava em casa cheio de lama.

-Com você de cama eu tenho que ir ajudar o Carlisle. E foi você que deduziu essa de enfermeira particular.

-Não precisa ir embora por minha causa... Eu só vim ver como ele estava.

-Não. Eu realmente tenho que ir... Mas tarde eu volto ok?

-Se eu não morrer de tédio até lá...

-Você é um péssimo paciente Edward. – elas riram.

-Talvez por que eu não seja paciente? – ela balançou a cabeça.

-Os garotos disseram que vão vir aqui mais tarde... E Esme... Rosalie tem uma novidade que você vai adorar!

-Vou ligar pra eles... Talvez queiram almoçar aqui.

-Eu estou todo quebrado e vocês fazem festa? Legal saber o quanto sou querido.

-Para de drama Edward! – ri me ajeitando na cama – Vou descendo... – minha mãe saiu do quarto e Bella me olhou de novo.

-Promete voltar?

-Prometo.

-Passar a noite aqui?

-Edward... – ela disse em tom de aviso.

-Pode ser no quarto de hospedes...

-Vou pensar no seu caso... Thau. – assenti e ela saiu.

...

-Onde estão elas?

-Lá embaixo conversando com Esme... Nem se preocupe, estão falando do bebê, vai demorar.

-Então, fala cara.

-James juntou uns amiguinhos dele e me pegaram na esquina da sua casa.

-Eu sabia que tinha algo de estranho!

-Mais por que? – olhei pros lados, eu não poderia falar. Se Bella quisesse contar pro irmão, ela contaria.

-Depois que ele pegou seu carro eu fui falar com ele... Vi o quanto você tava mau. Acho que ele não gostou muito.

-Filho da puta! Eu vou quebrar cada dente da boca daquele cara!

-E acabar como o Edward? – olhei feio para Jasper – São cinco cara! Nós somos três... Dois.

-Eu já vou sair dessa cama!

-Mesmo assim, resolver na base da porrada não vai funcionar.

-E você quer fazer o que?

-Por enquanto nada. – eu e Emmet o olhamos da mesma forma – Ah, então vai lá valentão, mete a porrada neles e eu peço pra Esme colocar mais uma cama aqui pra você. – suspirei. Ele tinha razão.

-Mas eu vou deixar isso barato?

-Não, mas vamos esperar pelo menos você se recuperar totalmente pra gente decidir. – suspirei.

-É o jeito né, eu não teria como fazer muita coisa nessa cama...

-E a policia? – Emmet perguntou. Como dizer a ele que eu não poderia chamar a policia por que Bella sairia respingada na história?

-Nós corremos racha cara... Como vamos chamar a policia? Contar que ele me conhece da onde? Falar que eu fui falar com ele por que você tinha perdido um carro na corrida? – ele fez uma careta – Sem chance.

-Então...

-E aí, como está tigrão? – Rosalie perguntou entrando no meu quarto – Espero não ter atrapalhado nada.

-Você nunca atrapalha – eu e Jasper rimos quando Emmet disse isso pegando a mão de Rosalie e a colocando sentada em seu colo – Dá pra deixar eu ser romântico? – a gente riu mais.

-É, deixa meu noivo em paz! – agora todos rimos.

...

Acordei sentindo um peso a mais na cama, ainda demorei a focalizar o rosto de Bella sorrindo, deitada entre eu e a parede.

-To sonhando? – ela riu e passou a mão pela minha cintura.

-Não. Está bem acordado...

-Você realmente voltou. – disse chegando mais perto dela, ainda me sentindo meio sonolento, provavelmente pelos remédios.

-Achei que você tava merecendo... – passou a mão pelo meu cabelo – Vim com seu pai. – sorri a abraçando.

-Vai dormir aqui?

-Vou. – dei um selinho nela, tentando ver a hora no relógio.

-Por que chegaram tão tarde?

-Eu teria saído mais cedo, mas como seu pai tinha que ficar lá até mais tarde eu esperei pra vir com ele...

-Nunca pensei que meu pai chegava tão tarde...

-É uma da manhã, nem tão tarde assim.

-Pra mim é. A essa hora eu já estou a umas quatro horas na casa do Emmet. – ela riu.

-E seu pai trabalhando... Quando for médico vai ser assim com você também.

-Eu vou trabalhar meio período. E no meu próprio consultório... Vou fazer meu horário. – ela riu e eu a aconcheguei mais a mim, sentindo seu corpo pelo baby doll. Ela tinha que estar sem sutiã?

-Preguiçoso.

-Com orgulho...

-Acho melhor você dormir... O remédio deve ta deixando você assim. – disse avaliando meu rosto. Eu podia estar meio grogue, mas sentia meu corpo bem acordado, ciente demais do corpo de Bella perto do meu.

-Ah, fica aqui comigo...

-E pra onde eu iria? – abri definitivamente meus olhos.

-Não vai me dizer que é melhor ir pro quarto de hospedes e bla-bla-bla?

-Hoje não... – sussurrou me dando um selinho. Ela, mesmo deitada continuava abaixo do meu rosto, tendo que se impulsionar pra me beijar. Ri e peguei sua cintura a colocando mais pra cima na cama, nos beijamos mesmo.

Passei a perna pelo seu quadril e a senti rir, mas não falou nada, continuamos a nos beijar e eu a puxei pela cintura para perto de mim e nos colamos o máximo que podia. Bella colocou uma mão dentro da minha blusa acariciando minhas costas, arfei e coloquei minha mão dentro da blusa do baby doll também, sentindo a pele quente de suas costas.

Eu já estava totalmente acordado, sentindo as ondas de prazer passarem pelo meu corpo. Desci minha mão, testando até onde poderia ir aquela noite. Passei pela curva de sua cintura, a volta do quadril e as pernas, dessa vez colocando a perna dela em volta do meu quadril. Bella gemeu sentindo como eu estava excitado.

Beijei seu queixo a vendo de olhos fechados, sorri voltando com a mão pra cima, me aventurando a entrar com ela pelo short, Bella puxou meu rosto voltando a me beijar com vontade, e eu pude sentir sua calcinha com a mão por baixo do short. Tremi. Passei a beijar seu pescoço. Bella me empurrou um pouco e eu sabia que estava bom demais pra ser verdade.

Mas indo contra tudo que eu achei que ela faria, em vez de rir e me mandar dormir, me dar um tapa e falar pra parar, ela tirou a blusa. Fiquei alguns segundos estático.

-Sério? – ela riu e eu me senti uma criança que saia do castigo.

-Você mesmo disse que era uma questão de tempo. – ela puxou minha blusa percebendo minha paralisia temporária.

-Mas... Já estava pensando que... Sei lá. Já tinha passado a falar mais por piada do que por achar que fosse realmente acontecer. – a puxei pela cintura de novo, sentindo seus seios comprimirem em meu peito. Fechei os olhos apreciando a sensação.