Capítulo 9 Meus homens
Eu acordei admirando meus três homens dormindo na cama. Não tinha mais sono e não fazia a
mínina de que horas eram. Com muito cuidado eu consegui sair da cama sem acordar eles.
Pela cara eles deveriam estar exaustos, mas meu ritmo era diferente. Eu sempre acordava
cedo, mesmo depois de uma noite mal dormida.
Corri para o quarto que era meu e tomei um banho rápido e fui para o closet. Teria ali alguma
roupa de ginástica? Procurei e achei uma seção delas. Coloquei a primeira combinação que vi e
desci pelo elevador percebendo que eu não estava nem perto do Central Park. Fiquei parada
pensando no que fazer... não tinha dinheiro para um taxi, peguei apenas meus Ipod para a
ginástica. Mordi os lábios e fiquei pensando no que fazer... minha academia também ficava
longe.
– Posso ajudar? – Perguntou um gentil senhor. Que pelo uniforme era alguém que trabalhava
ali.
– Uma academia... estou no apartamento dos Cullens...
– Eles tem uma academia no final da rua. É muito freqüentada, passe lá.
Sorri e agradeci e fui para lá. Era enorme e tinha parelhos de ultima linha. O que era muito
bom. O que eu ia dizer para a menina que parecia me olhar com curiosidade na recepção?
– Veio fazer um teste? – ela disse sorridente quando me aproximei.
– Eu me mudei a pouco tempo...
– Ela é VIP Laura. – a voz de Alice atrás de mim.
– Alice! – disse e ela me deu um abraço.
– Bella é muito bom ver você aqui... o que significa que os meninos estão bem.
Ela era engraçada, falava aquilo com tanta naturalidade, sem parecer pervertido ou sujo que
me dava vontade de sempre estar com ela. Olhei para as roupas dela, ela também ia malhar ou
já tinha feito.
– Vai malhar?
– Venho todos os dias esse horários. Poderíamos combinar. – ela disse.
– Claro!
E fomos para a esteira. Correr era bom e Alice era uma ótima companhia, ela não puxou papo
comigo enquanto eu corria feito louca ouvindo uma seleção de musicas que tinha colocado
antes de ir para o campo. Eu pensava neles enquanto ouvia LaserLigth de Jessie J, eles me
incendiavam mesmo e era exatamente como a musica descrevia meus sentimentos e eu corri
sorrindo feito louca ao som da estava feliz com algo que não era natural e nem tão
tradicional. Será que isso era o que me faltava? Será que isso era o que eu queria sem mesmo
saber? Eu tinha uma amiga que depois de dois casamentos falidos descobriu-se como uma
submissa e hoje tem um casamento esquisito baseado nisso. Ela precisou se divorciar duas
vezes para achar o que queria com uma cara numa boate.
– Bella! – chamou Alice e retirei os fones. Desliguei o aparelho.
– Tomou café?
– Não.
– Está correndo a duas horas e não tomou café, acho melhor irmos para a lanchonete. Pedi um
café reforçado.
Eu nem vi que Alice tinha acabado ou que tinham se passado tanto tempo. Fui com Alice e de
repente pensei neles. O que estaria fazendo? Já eram nove horas. Hoje era terça... eles
trabalham em quê mesmo? Muitos investimentos... isso era esquisito. Sentei com Alice numa
mesa que estava pronta quando chegamos e tinha três rosas vermelhar no centro deitadas.
– Eles sabem que estou aqui?
– Eu liguei para avisar, pensei que talvez tivesse esquecido e imagina o qual foi a reação
quando liguei? – ela disse diverida.
– Apavorados.
– Edward já estava no seu apartamento. – ela falou divertida.
– São malucos. – Tomei um gole de suco e estava muito gostoso. – A quanto tempo trabalha
para eles?
– Uns dois anos. Eles são complicados... irmãos mais velhos...
– Irmãos?
– Fomos criados juntos Bella, sou filha de uma empregada da casa.
– Hum... por isso acha normal...
– Na verdade sim. Eu vi Esme ser paparicada e cheia de carinho por ambos os maridos e sabia
que eles seguiriam esse caminho.
– Você nunca foi opção... assim... – eu e minha boca jornalística. Alice ficou vermelha.
– Não é opção Bella. É amor. É o coração que escolhe entenda isso. Eu sou a irmã mais nova
que brincava com eles.
– Interessante. Eles te vêem assim mesmo. Nunca senti ciúmes de você.
– Nem precisa! – ela disse rindo. – Sabe quando fui no seu apartamento percebi que você é
muito viajada.
– Sim, viajei muito.
– Nunca pensou em sossegar?
Comi um pedaço de bolo e fiquei pensando nisso. Olhei para a rua movimentada.
– Acho que não. Não sei se isso vai dar certo quando eu precisar voar.
– Voar? – ela perguntou antes de tomar mais um gole do seu café.
– Sim... as vezes... sinto que preciso sair...
– Fugir. – ela disse muito convicta.
– Pode ser... mas voar é mais poético.
– Muito.
Tomamos o resto do café conversando sobre amenidades, Alice me afirmou que eles nunca
namoraram. Só transas ocasionais e isso para eles era algo incomum, eles queria esperar e não
correr risco de acabar encontrando alguém e aquela pessoa não entender que era só uma
transa. Mulheres, segundo ela, são muito grudentas quando se trata deles. Informação
interessante.
– Veio de carro? – ela perguntou e me lembrei que meu carro estava na garagem do meu
apartamento e eu precisaria dele para trabalhar.
– Não, vim andando.
– Te levo e pela sua cara está sem carro lá. – ela mexeu na bolsa de ginástica. E me entregou
uma chave de carro. – Esse deve servir.
– O que é isso Alice?
– Um Audi A3. Um dos carros deles, quer a Ferrari?
– Não!- disse
– Pára com isso. O carro é seu oras!
– Não comprei isso!
– Eles compraram e agora é seu pára de besteira.
Voltamos e entrei no apartamento. Não os vi e fui direto para o banho, relaxante e quando
fechei os olhos senti mãos percorrem meu corpo. Gemi com o toque de Jasper, não precisava
me virar para saber que era ele.
– Quero te levar para um lugar hoje pode ser? – ele falava no meu ouvido.
– Onde?
– Surpresa, mas quero aproveitar seu corpo primeiro...
E me entreguei as carícias e aos beijos ardentes dele. Ele era quente e seu olhar penetrava
minha alma, me entreguei sem pudor. Ele abriu minhas pernas e se ajoelhou tomando meu
sexo de forma lenta e sensual. Eu gemia e agarrava seus cabelos me movimentando, não
conseguia parar de me mexer. Quando ele parou quase no meu clímax eu choraminguei, mas
ele logo se posicionou e meteu.
– Ai... como você é quente... ai Bella...
– Me fode! – o membro dele cresceu em mim.
E ele acelerou e não demoramos a atingir nossos orgasmos juntos e barulhento. Porque eu
gritava feito uma descontrolada e ele me seguia falando meu nome. Recuperei as forças.
– Vem ainda tenho que te levar na redação não?
– Puta que pariu!
Ele se assustou.
– O que foi amor?
– Luka deve estar querendo notícias... não tenho nada...
– Jenks vai enviar de noite e aí você começa a fazer...
– Esqueci. Quem é Jenks? – disse enquanto em ensaboava.
– Investigador particular.
– Muita coisa se explica agora. – disse tentando ser séria.
– Você é um risco a sua saúde.
Ri com aquilo! E eles nem sabia do que aprontei no Iraque.
– Vamos amor.
Jasper me levou na redação, me esperou enquanto Luka fazia seu discurso enorme sobre
segurança do trabalho e me deu uma semana para terminar aquilo. Sorri e fui ao encontro de
Jasper que esperava pacientemente na minha cadeira.
– Sai que tem dona! – disse para um grupinho de estagiárias que fazia graça.
– Calma... Bells... Ang disse que vem em dose tripla... – Jéssica se achava engrada.
– Menina olha que coisa. – disse no melhor do meu sacarmos – Eu consigo três e você ainda no
zero. Agora sai que é meu e não divido com vadia!
Ela ia falar algo mas Jasper riu e me puxou de lá. Atirada! E Ang linguaruda.
– Vem amor, não precisa se estressar. Não gosto de loiras.
– Eu espero!
E entramos no carro dele. Jasper me levou a um clube de tiro. Acredita? Clube do tiro. Olhei
para ele e seus olhos brilhavam enquanto ele me ensinava sobre armas, suas munições e tudo
que envolvia como atirar bem. Foi divertido e até atirei num boneco como nos filmes. Ri com
ele me dizendo para tomar cuidado e tudo mais. Descobri que Jasper gostava de armas e
serviu o exército por alguns anos, mas saiu quando viu que queria ficar perto dos irmãos. Eu
falei de minha experiência do Iraque como repórter e das coisas que vi, foi uma tarde e um
inicio de noite muito bom. Jasper era muito engraçado quando queria e muito alerta em outro.
Eu poderia jurar que se dissesse as coisas erradas ele chegaria a Jacob antes de eu estar pronta
para revelar mais, ele era intuitivo e esperto demais. Jantamos num restaurante de comidas
vegetarianas, ele não era, mas segundo ele precisávamos gostar de tudo um pouco.
– Amei o dia. – eu disse enquanto estávamos no elevador.
– Quando quiser voltar é só me dizer. Eu vou lá duas vezes por semana. Praticar.
– Vou me organizar.
Entramos e encontramos Edward e Emmett sentados num grande sofá com vários DVDs nas
mãos.
– Filme? – eu disse já me sentando no colo de Edward e ele sorriu com minha aproximação.
Dei um beijo em Emmett que estava do lado dele. Jasper sentou espelhado no sofá olhando
um DVD.
– Não sabíamos o que você ia querer...
– Ação – disse para eles.
– Ação? – Perguntou Em confuso.
– Detesto romance. Comédia só as inteligentes. Drama só se for baseado na vida de algo que
existiu. Bibliografias bem feitas e documentários estrangeiros, já sei a realidade nacional.
– Bom, temos Adrenalina aqui. – disse Edward pegando o filme e me carregando para o
quarto.
Ficamos o resto da noite vendo filme e comendo pipoca na imensa cama que tínhamos
naquele quarto que eu chamei do quarto dos quatro. Era o quarto comum, eles tinham um
quarto cada um, mas aquele era nosso e eu amava cada parte dele. Dormi no segundo filme,
feliz. Tranqüila. Não houve vozes nem pesadelo. Poderia me acostumar com aquilo.
