Me desculpem pela demora. Exames escolares são realmente uma coisa terrível. Tomam todo o nosso tempo, energia e pensamentos. Mas agora eu estou trabalhando em uma forma de recompensar a paciência que vocês tiveram comigo. Mais um capítulo está publicado e em breve mais um sairá do forno, prontinho para ser lido. Muito obrigada pela paciência.


No mês que se seguiu, Gwyneth não dirigiu a palavra a Voldemort a menos que fosse absolutamente necessário. Passava seu tempo livre na biblioteca, dedicando-se à busca por suas origens.

Voldemort percebeu o afastamento de Gwyneth e fingiu não se importar. Quanto maior a distância entre eles, menor era o risco dele arrastá-la de volta pra sua cama.

Distraído com seus pensamentos, Voldemort se viu entrando na biblioteca. Assim que viu Gwyneth, lembrou que era na biblioteca que ela passara a maior parte do tempo no último mês, ou seja, era o único lugar da casa em que ele não devia estar.

- O que você quer, Voldemort?—perguntou Gwyneth, sem desviar os olhos do livro que ela fingia ler.

Voldemort sempre se surpreendia com a capacidade dela de perceber sua presença sem precisar vê-lo.

- Nada.

Gwyneth olhou pra ele, sem conter a irritação:

- Desista. Dar boas desculpas pra mim não é o seu forte.

Ele não disse nada. Sua atenção estava fixa naqueles óculos ridículos atrás dos quais Gwyneth voltara a se esconder.

Gwyneth percebeu que a raiva dele ressurgiu no instante em que ele notou os óculos dela. Voldemort não admitia que ela escondesse seus poderes. Ela quase sorriu ao pensar que a mesma pessoa que não admitia que ela se diminuísse diante de ninguém a magoara mais do que qualquer um.

- Tire já esses malditos óculos! — sibilou Voldemort.

Gwyneth sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Não podia permitir que Voldemort visse seus olhos. Não se quisesse manter a pose de rainha do gelo que não se importava com nada que se forçara a representar na frente de Voldemort desde que fora dispensada por ele.

- Não. Se você os quer tanto, venha pegá-los. — ela voltou sua atenção pro livro.

Voldemort disparou até ela.

- Não se atreva! — Gwyneth exclamou, nervosa com a proximidade dele.

Voldemort sorriu, travesso.

- Você sabe o quanto eu posso ser atrevido, querida. — ele sussurrou, enquanto tirava os óculos dela.

Gwyneth fechou os olhos. Ele era tão covarde! Sabia que ela não ia conseguir resistir a ele.

Satisfeito, Voldemort se afastou, com os óculos na mão.

- Você não vai mais usar isso. — afirmou ele, determinado.

Ela se enfureceu. Voldemort não tinha o direito de dizer o que ela podia ou não podia usar. Como ele fez questão de esclarecer, eles eram apenas mestre e pupila. Ela levantou, encarando-o.

Voldemort recuou ao ver os olhos dela, vermelhos e irritados. Ela devia ter passado muito tempo chorando pra eles ficarem daquele jeito. Inferno, ele sabia que a magoara, mas estranhamente não sentia nenhum prazer em ver a prova da mágoa que ele causara.

Ao ver a cara de espanto de Voldemort, Gwyneth se irritou ainda mais. O que ele pensava, que ela tinha sangue de barata, como ele? Ela o amava, droga, e não podia deixar de sofrer, ele a usou e depois ainda veio com aquela conversa ridícula de mestre e aluna!

Eles ficaram se encarando, Gwyneth com raiva de Voldemort e ele com raiva de si mesmo. A tensão ali era quase palpável, mas ela não se importou. Só queria seus óculos de volta.

- Quer me devolver meus óculos, Voldemort?

Voldemort levantou o braço, mantendo os óculos fora do alcance dela. Era uma infantilidade, mas valeria a pena.

- Venha pegar.

Gwyneth disse um palavrão que faria seu pai ter um infarto se ouvisse e pulou nos braços de Voldemort, tentando alcançar os óculos.

Ele a prendeu em seus braços, fazendo-a perceber que caíra em uma armadilha.

- Você não vale nada. — ela declarou e Voldemort a beijou.

Voldemort não admitiria, mas passara o mês inteiro desejando tê-la novamente em seus braços. Gwyneth o excitava além do normal, ela tomava conta de todos os seus pensamentos no instante em que ele a via.

- Acho que isso não é um cumprimento permitido entre mestre e aluna. — murmurou ela.

- Ao inferno com isso, Gwyneth. Eu quero você. — ele a encarou .- Agora.

Gwyneth hesitou por um minuto. E se depois ele a dispensasse novamente? Ela não sabia se agüentaria ser rejeitada de novo por ele. Estava decidida a se afastar quanto cometeu o erro de olhar nos olhos dele.

Vermelho. A cor da paixão, insensata e incandescente. Sangue pulsante, prova de vida. Foi com isso que ela se deparou. Com a loucura, a insensatez e o desespero de sua paixão por ele. Os mesmos sentimentos que a faziam esquecer o quanto Voldemort podia ser cruel.

Ela o beijou. Aquilo era uma batalha perdida, jamais conseguiria resistir a ele.

- Quarto... — ela murmurou.

Voldemort fez que não com a cabeça.

- Muito longe. — ele puxou um livro em uma das prateleiras da estante mais próxima, abrindo uma passagem escondida.

- Por aqui. — ele seguiu pela passagem, segurando a mão dela.

Gwyneth o seguiu por um corredor escuro, iluminado por velas. Aquela era uma parte da mansão que ela desconhecia e parecia que só Voldemort tinha conhecimento dela.

Voldemort abriu uma pesada porta de ferro, revelando o motivo de a sala ser secreta.

Gwyneth se deparou com dúzias de instrumentos de tortura assim que entrou na sala. Cadeiras com pontas afiadas nos encostos, sarcófagos com espetos de ferro no interior, ganchos, lanças, uma variedade absurda de instrumentos de tortura. Ela olhou pra Voldemort, assombrada.

- Vieram com a casa. — ele se justificou. - São instrumentos trouxas.

Ela assentiu, admirando a sala, que mais parecia uma masmorra. As paredes de pedra, os castiçais que a iluminavam, tudo ali exercia sobre ela o mesmo fascínio que as Artes das Trevas.

Mesmo de costas pra ele, ela percebeu que ele a olhava e voltou-se pra ele.Os olhos dele continuavam vermelhos, incendiando-a com um simples olhar. Gwyneth se apoiou na mesa atrás de si. Suas pernas tremiam tanto que ela temeu cair.

Voldemort se aproximou, o olhar predatório fixo nela. Ele a beijou suavemente, soltando os cabelos dela. Gwyneth tentou tocá-lo, mas ele afastou os braços dela, continuando a beijá-la, na boca, no rosto e no pescoço.

Ele abria os botões da blusa dela o mais devagar que conseguia.

- Mais depressa. — murmurou ela, trêmula.

Voldemort deu um meio sorriso, malicioso.

- Não. Dessa vez nós vamos bem devagar... — ele se dedicou a beijar-lhe os seios levemente.

Ela deitou na mesa enquanto ele a livrava do resto de suas roupas. Sem que ela percebesse, duas tiras de ferro prenderam seus pulsos à mesa.

Gwyneth o encarou. Isso era tão injusto! Ela adorava tocar nele. Voldemort ignorou o olhar dela. Estava começando sua tortura particular.

Ele beijava cada parte do corpo dela ao seu alcance. Suas pernas, sua barriga... Gwyneth cravou as unhas na mesa quando ele começou a mordicar seus mamilos. Voldemort a estava torturando, impedindo-a de tocar nele. Naquele instante, ela faria qualquer coisa pra tocá-lo, pra torturá-lo como ele a estava torturando.

- Por favor... me solte. — ela murmurou, rouca.

Voldemort a encarou, os olhos faiscando de raiva e desejo.

- Você não vai a lugar algum.

Gwyneth fechou os olhos, tentando se concentrar e dizer algo que fizesse sentido. Merlin, aquele homem tinha alguma coisa de demoníaco, ele confundia seus pensamentos, a deixava completamente entregue às vontades dele.

- Por favor... eu ...quero tocar você. — pediu ela.

Voldemort afastou as pernas dela. Ao sentir que ele a possuía, Gwyneth desistiu de qualquer coisa que não fosse se entregar ao prazer que sentia.

Ele se movia lentamente, porém de forma intensa, fazendo com que cada investida sua arrancasse cada vez mais gemidos dela, agora completamente abandonada à tortura dele, uma tortura que se revelava absurdamente prazerosa.

Um prazer indescritível tomava conta de Voldemort ao ver Gwyneth, com os cabelos molhados de suor, gemendo de puro prazer em seus braços, depois de passar um mês inteiro sem satisfazer o demônio que o possuía sempre que se aproximava dela. Tê-la ali, forçada a ser submissa pelas amarras que a prendiam, o deixava a ponto de perder o controle.

Cada gemido dela ecoava em seus ouvidos, invadia sua mente e o enlouquecia, provando o poder infinito que ela tinha sobre seu corpo. Não estava agüentando mais.

Com um gemido baixo, ele a puxou mais pra si, forçando os pulsos dela contra as amarras. Ela soltou um gemido que ele não soube dizer se era de dor ou prazer. Ele se afastou um pouco e investiu uma última vez, saciando, por ora, o incrível desejo que sentia pela garota.

Minutos depois, Voldemort se afastou dela. Com os olhos semicerrados, ela o observava enquanto ele se vestia, evitando olhar para ela. Gwyneth sabia como aquilo ia acabar, só não queria que acabasse tão rápido.

Ele se voltou para ela, soltando as amarras que a prendiam com um aceno de varinha. Gwyneth fingiu despertar ao se ver livre novamente. Assim que abriu os olhos, ela se deparou com Voldemort à sua frente, segurando suas roupas.

Ela desviou os olhos, incapaz de se livrar da sensação horrível que tomara conta dela ao perceber que ia reviver a cena onde ele a dispensara.

- Gwyneth...

Ela levantou, praticamente correndo. Não ouvir nada antes de se vestir.

Voldemort respirou fundo enquanto a via se vestir. O que diria a ela? Não podia repetir o que dissera há um mês, quando a possuíra pela primeira vez. Mas também não podia deixar que ela se enganasse, pensando que existia algo mais entre eles.

Porque não existia nada entre eles, a não ser uma atração capaz de mover montanhas. Nada além disso. Ele ainda estava perdido em seus pensamentos quando a viu indo em direção à porta.

- Aonde você vai?

Ela o encarou. Nada mudara entre eles. Ela podia ver nos olhos dele que ele não voltara atrás no que dissera. Ela continuava sendo somente uma aluna.

- Vou para o meu quarto. Não preciso ouvir um repeteco da nossa última noite. A não ser que você tenha pensado em outra coisa pra dizer.

- Não pensei. -- ele admitiu.

- Foi o que eu imaginei. Até amanhã, Voldemort. — disse ela, deixando-o ali, surpreso com a atitude dela.

Enquanto corria para seu quarto, Gwyneth exibia um sorriso no rosto. Daquela vez, a vitória fora dela. Nada de humilhações.

Só não sabia se teria a mesma sorte da próxima vez. Porque de uma coisa ela tinha certeza. Haveria uma próxima vez.

Ok, eu sei que esse capítulo está microscópico, mas depois de uma nc dessas, não há muito mais a dizer, né? Será que o Voldie deixará a baboseira toda sobre mestre e aluna de lado? Ou a Gwyn está perdendo o tempo dela? Continua no próximo episódio( capítulo)...

Espero reviews, para me animar a terminar logo o próximo capítulo...( e isso não parece uma ameaça, mas leiam nas entrelinhas, please.)