Nome da história: Histórias de uma Abelhinha e de um Gato
Classificação: M(de acordo com as normas estabelecidas pelo site arquivador e publicador da história na internet)
Número de Capítulos Previstos: 50
Número deste: 9
Autora: Contadora
Data de Publicação: 20 de maio de 2010
DISCLAMER: Não sou a autora de Bleach e não detenho os direitos autorais. Todos os personagens da série de anime e mangá são de autoria da empresa que os faz, da editora dos mangás no Japão( Jump Shonen) e no Brasil ( Panini)e do autor: Tite Kubo. Estas histórias são para o entretenimento de fãs que como eu AMAM a série ( de anime e mangá) e que tentam demonstrar com essas fanfics ou fanarts o quanto adoram e amam Bleach. Os personagens desse capítulo: Soifon, Yoruichi Shinhoin, Keigun, Hollows, Oomaeda, General Yamamoto são de autoria de Tite Kubo e é ele que detêm os direitos autorias, juntamente com a empresa que faz os animes e com as editoras que publica as histórias em formato de quadrinho japoneses ( mangá) no Brasil e no mundo. O mesmo se inclui o local e a menção de 'Keigun' no enredo. Porém outros personagens são de minha autoria Não pretendo obter nenhum lucro perante a publicação destas histórias. Somente é um entretenimento de fãs que como eu amam a série, como foi dito anteriormente. Outra coisa, este se não gosta desse tipo de relacionamento, NÃO LEIA!
CAPÍTULO 09
THE SECOND BIGGEST SECRET OF LITTLE BEE – PART. 5
(O Segundo maior segredo da Abelhinha - Parte 5)
ÍNICIO DA QUINTA PARTE
Quarto de Soi - antes do amanhecer – dia seguinte
Os olhos prateados da chinesa são lentamente abertos. A mulher em questão está no chão, lugar onde adormecera depois da meditação. A primeira coisa que Soifon sente é o seu corpo dolorido.
-Ai...
'Quem mandou dormir...buzzz...fora da cama?'
-Suzu agora não. Ai. - e levanta do chão.
'O que você descobriu...buzz... que ainda está de luto? '
-Hum... Ainda não pensei sobre isso Suzu, mas acho que tenho fazer aquilo que você me disse, deixar as minhas emoções saírem mais vezes.
Nesse momento Suzumebachi se materializa no quarto de Soi, bem em cima da cama da sua dona.
-É um..buzzzzz....bom começo....
-Sim. – diz indo para o banheiro.
-E você tem um ótima cama aqui...buzzz... perdeu a chance de dormir bem confortável....- implica a zampakutou.
Soifon não responde. No entanto Suzumebachi usa suas asas e vai até o banheiro de Soi a qual já está dentro da sua banheira, lavando-se. Suas roupas estão dobradas ao lado. As plantas de luz estão acesas. Perto da banheira, na direção oposta da das roupas, há uma toalha amarela e um roupão branco com um detalhe de uma abelha bem pequena nos bolsos que o vestuário tem na frente e em cada lado.
-Já vai sair?Buzzz.... É antes do seu normal... buzz... Shaolin....
A mulher joga um pouco na sua pele cremosa. Seus cabelo está solto.
-Preciso falar com uma pessoa ainda hoje.
-Quem? - diz sentado em cima das roupas de Soi.
-Mayuri Taichou.
-Não está pensando naquilo, está?
-Estou Suzu. Preciso disso pra acelerar o processo. – diz quando mergulha na água, molhando o cabelo. Quando emerge novamente, continua:
-Acho que descobri o meu desafio.
Suzumebachi faz um zunido de desaprovação.
-O que foi Suzu, não gostou?
-Não. Se você ainda....buzzzz..... não teve um....buzzzz.....teste é perigoso Shaolin.
Soi coloca um produto em seus cabelos e esfrega-o em seguida.
-Pois então antes de usar farei um teste.
-Bem... Se for assim...buzzzz.... eu aprovo.
-Ótimo!
Nisso a chinesa sai da água, deixando uma fina camada do líquido escorrer cobre a sua pele. Ela estende a mão e pega à toalha. Põe nas costas e num movimento rápido se abaixa e joga para cima e torce-a junto com o seu cabelo. Num outro movimento furtivo, arruma a toalha na cabeça e veste o roupão branco. Suzumebachi observa a ação da mulher de olhos de prata.
-Então vamos...buzz....logo sair.
Soi a olha furtivamente, esvazia a banheira, cata as suas roupas e sai dali.
Sereitei – Arredores do Décimo Segundo Esquadrão – início da manhã
Soifon está andando pelas ruas de Sereitei no distrito de responsabilidade do Décimo Segundo Esquadrão. Ela está vestindo seu traje habitual de Taichou e os eu rosto expressa uma feição de seriedade. No céu os raios solares ainda são muito fracos para iluminar completamente Sereitei. Há poucas pessoas andando por ali. Os que estão, cumprimentam com respeito a chinesa.
-Bom dia Soifon-Taichou. – diz um integrante do Décimo Esquadrão que passa.
'Devo ser gentil com ele?', pensa a mulher de tranças ao ouvir o cumprimento.
'Só se você quiser cumprimentar...buzzz.... de volta. Mas seria uma boa prova para você. ', diz Suzu.
'Affs... Está bem.', responde Soi mentalmente para a sua Zampakutou. 'Eu não vou arruinar minha reputação se der um cumprimento só...', finaliza.
-Bom dia Shinigami. – diz sem mudar a sua expressão. O receptor fica estático com a anormal resposta da mulher. Ele até se vira para vê-la passar.
-O que aconteceu aqui... – sussurra para si. Instantes depois, ele balança a cabeça e continua a andar para o seu destino com o pensamento de que foi só uma ilusão.
'....uma coisa que não se repetirá.', responde Soi mentalmente enquanto vira numa esquina e deixava aquela rua para trás. Mais shinigamis estão por ali, fazendo seus deveres ou conversando. Um grupo de quatro shinigamis com vassouras estão encostados num dos cantos da rua conversando. Um deles cumprimenta Soi com um aceno. Ele tem cabelos castanho curto e pele morena. Seus olhos são pretos.
-Taichou! – diz para o riso dos seus colegas. Um tapa atinge suas costas. Ele foi produzido por um shinigami que estava ao seu lado. Este por sua vez é ruivo e tem sardas no rosto. Seus olhos são castanhos e pele clara.
-Hihihi... Ela nem vai te olhar Kouga! – diz um escondendo a risada
Outras risadas ecoam. Soi percebe a chacota. Ela pára de andar quando está a alguns metros deles, na diagonal. Seu pescoço de vira para encará-los e vê com clareza a risada do ruivo. Uma veia desponta da sua testa e o seu habitual mal-humor volta a imperar.
'Suzu, acho que eu não posso deixar isso passar em branco.', diz.
-Qual é o problema Shinigami? – diz secamente.
O ruivo gela de medo. Os shinigamis que estavam por ali param o que estavam fazendo para observar o ato. Murmúrios são postos para a audição de qualquer um que estivesse por ali.
-Eu falei com você Shinigami ruivo! – diz numa voz de comando e indo na direção dos engraçadinhos. Os outros que estavam em volta do ruivo saem de perto dele, conforme a chinesa avançava na direção deles.
'Calma Soi. Ele nem é ....buzzz...buzzzz....do seu esquadrão...', aconselha Suzumebachi.
O ruivo engole seco.
-Você é mudo? - diz Soifon ao ficar centímetros da face do rapaz. Este nada diz. Soifon fica irritada e segura a sua roupa, ficando olho-no-olho. – Não me parecei quando você estava com os seus companheiros. Qual é o seu nome Shinigami?
-Sa-sanuke Soifon Taichou. – respondeu numa voz fina.
-Hum.. pois bem Sanuke você poderia repetir o que você disse momentos atrás? – pergunta Soi largando a roupa do rapaz .
-...
-Anda vamos!
-Eu di-disse que você nunca responderia o que ele disse a você, Taichou. – e aponta para o colega o qual fez o cumprimento para Soi.
Nisso Soi volta seu olhar para o Moreno em questão. Ele também fica tremendo de medo.
-E qual é o seu nome Shinigami?
-Kouga, Taichou. – responde rápidamente com medo da repressão da chinesa.
A mulher estuda o homem. ' O que eu faço Suzu? Acho que o único jeito, pelo que você me disse é ser eu mesma.'
'Sim....buzz...É a melhor forma.', responde a abelha.
'Pois então eu quero mostrar para esses paspalhos que não se deve tomar conclusões precipitadas'.
'Então o faça...buzz...buzz... '
-Pois então eu te digo Kouga, Olá.' – e nisso recomeça a andar pelo corredor, deixando-os atônicos, Sanuke ainda estático por causa do medo e um Kouga atordoado, esfregando os olhos, como se não acreditasse no que acontecera.
Soi ao recomeçar a nadar percebe as pessoas estão fitando-a incrédulas. Um leve blush toma conta da sua feição, mas ela se controla e mantém uma expressão séria e fria.
'Um passo de cada vez Soi... um... dois.... mantém seu foco....você consegue.', pensa para si.
'Um passo....buzzzzzzzzz..........buzzzzz..... de cada vez mesmo Soi. Você...buzzzz....buzzzz agiu bem.' – diz orgulhosa da sua dona.
'Obrigada Suzu'. – responde ainda séria e com um shunpo, ela ainda anda por alguns metros quando vira novamente e avista o Departamento de Pesquisas.
'Tem certeza que ele...buzzzz... vai te ajudar?'
-Ele me deve favores Suzumebachi.
Nisso Soi observa a enorme construção a sua frente. Nele, há dois guardas para a segurança. Um de cada lado do enorme portão de entrada. Um deles está segurando um bastão. Este é o mais alto e musculoso. Ambos vestem a roupa básica dos shinigamis. O outro guarda é baixo e franzino e está encostado na parede roncando.
O primeiro deles ao ver a aproximação de Soi, vai até o seu companheiro e cutuca-o.
-Que foi Yahiko? – com raiva por ter sido acordado. – Me deixe dormir um pouco. – e volta a ficar encostado.
Yahiko bate no ombro do shinigami preguiçoso.
Este pára de ficar encostado e vai encarar o outro.
-Porque você fez isso seu...
-Um Taichou vem vindo idiota.
-QUÊ! - ficando alerta no seu postos.
-Ali ó. – e aponta para a pessoa que estava chegando cada vez mais perto dali.
-Nossa...
-Aja como um homem idiota.
Nisso Soifon atingi o portão do Departamento de Pesquisa. O sol já consegue iluminar aquela região de Sereitei e uma longa e fraca sombra já se projeta para o lado esquerdo da chinesa. Ela então abre a boca para falar.
-E-eu...
-Eu estou agindo como um homem. – diz o shinigami franzino interrompendo Soifon que por sua vez deixa transparecer um olhar mortal.
-Não parece.
'Se eu fosse vocês...buzzz....pobres shinigamis...buzzz.....não faria mais isso....', aconselha Suzumebachi na mente de Soi.
-Ora seu!
-Como é que é paspalho?
-PAREM COM ISSO JÁ! – fala Soi irritada.
'Eu avisei....'
Ambos os homens olham paralizados para a mulher com o haori de capitão.
-Desejo falar com o Taichou de vocês. – diz Soifon sem preâmbulos.
Os guardas trocam olhares.
-Hã...
-Vocês são retardados? – pergunta rispidamente a mulher.
'Calma....buzzzz... Soifon...'
'Deixa isso comigo Suzumebachi.', pensa Soi.
-N-n-n-n-nnão senhora. – responde o mais alto.
-Pois então?
-Pois então o quê Taichou? – pergunta o mais baixo. No instante seguinte, seu nariz está sangrando e Soi está com o seu punho esquerdo fechado.
Yahiko está observando atônico enquanto o seu colega tenta estancar o sangue.
-Não me façam repetir de novo. – irritada. – Quero falar o Taichou de vocês.
-S-sim. – nisso o mais alto empurra o portão logo atrás. Um som de rangido é produzido pelo ato. É exposto um longo corredor com altas paredes e pequenas janelas no alto pelas quais a luz do exterior ilumina o recinto. Ele tem diversas portas dos lados. Nele, algumas pessoas estão entrando e saindo de salas com papéis ou de mãos vazias. A luz do dia faz uma longa sombra para dentro dele.
-Pode seguir em frente Taichou. – E abre espaço para que a mulher passe. – É a última sala do corredor que o Taichou costuma ficar. – fala quando a chinesa passa por ele.
Soifon apenas entra no corredor sem responder. Quando está numa distância considerável do portão, a chinesa escuta-o sendo fechado.
-BAM!
A sombra desaparece.
'Que barulheira para...buzzz....fechar um portão...'
Soi observa as pessoas transitando por ali enquanto continua a andar pelo corredor.
'Não estamos aqui para isso Suzumebachi.'
As pessoas que ali trabalham olham para ela e a mesma sente-se desconfortável com os olhares. Contudo, mantêm-se firmemente na sua meta: chegar até o final do corredor. Na primeira porta que ela passa, os cientistas que ali estão conversando, param de falar para ver a Capitã do Segundo Esquadrão por ali. A segunda porta é fechada quando Soi está perto de alcançá-la. Já terceira já estava trancada. A quarta porta fica um pouco mais distante e quando a chinesa a alcança percebe o movimento dentro dela: computadores com seus operadores analisando os dados frenéticamente. Nessa altura, um dos cientistas esbarra numa Soi desatenta, deixando cair tudo que carregava.
-Ai! – ao esbarrar. Sons de papéis indo ao chão ecoam.
-Veja por and... – começa Soi ao virar o rosto para quem esbarrou nela, mas leva um choque ao ver quem foi. – Nemu Fuku-Taichou!
A filha do taichou do décimo segundo esquadrão sem emoção alguma, diz:
-Soifon Taichou me desculpe! – diz fazendo uma reverência.
-Não peça desculpas. Apenas melhore.
-...
Nemu começa a catar seus papéis.
-O que te trás aqui Taichou?
-Preciso ver seu pai.
Nemu assente.
-Certo. Espera um instante que eu lhe apresento para ele. – diz ao terminar de catar e ir para a sala de computadores. Soi a segue e vê que Nemu deixou as pastas numa das mesas e sussura algo para um dos operadores. Ao ver que Nemu está indo para a porta, para sair, Soi desvia o olhar para o corredor.
-Vamos.
-Certo. – responde a chinesa.
Elas passam por mais portas e por alguns cruzamentos de corredores. Até que alcançam a última porta do corredor. É uma porta automática de metal. Ao seu lado um painel de botões de baixo e alto relevo.
-É aqui Soifon Taichou. Deixe-me entrar primeiro.
-...
Nemu leva o silêncio da outra mulher como 'sim' e a aperta uns botões. Aporta abre e mostra um grande laboratório com enormes galões, fios, tubos, e coisas típicas de um laboratório e no final, um Taichou do décimo Segundo Esquadrão está absorto no seu trabalho, digitando e olhando para a tela de seu computador. Sons de teclas sendo batidas e um cheiro de formol chega aos sentidos de Soi. A porta se fecha, deixando Soi sozinha do lado de fora.
-... – séria.
Enquanto isso, Nemu entra no laboratório e vai se aproximando do homem.
-O que você quer Nemu? Já não te mandei entregar os relatórios para a Sala 1256 para serem refeitos?
-Soifon Taichou quer vê-lo. – diz sem preâmbulos.
-Quê?
O homem continua a escrever.
-O que aquela mulher quer?
-Não sei Taichou.
-Como não sabe sua inútil? Por acaso não te dei um cérebro que prestasse? – nisso pára para falar com rispidez essa última frase.
-Claro que o senhor me deu um.
-Pois então fale o que essa mulher quer.
-Ela não me disse Taichou.
-Não disse?
-Não. Ela simplesmente falou que 'Preciso ver seu pai.'
-E ainda tem a audácia de me dirigir o nome sem o meu título... – cerrando os olhos de raiva ainda olhando para a tela do computador.
-...
-Mande uma borboleta infernal para ele dizendo que quando puder a verei. Vá!
-Ela-
-Eu já não te mandei ir embora? Estou muito ocupado aqui. Vá!
-Soifon Taichou está do lado de fora do escritório espera-
-Ainda tem essa? – e levanta da cadeira ficando de frente para Nemu. Ele levanta um dedo.
-O que ela pensa que é? Eu tenho os meus trabalhos! – exaspera - Diga a ela que quando eu tiver livre eu falo com ela.
Nemu fica parada onde está. O homem na sua frente fica sem paciência.
-O que há agora? Também está surda? Eu te disse para ir embora.
-Não.
-Então VÁ!
A mulher se vira e vai em direção a porta.
-E pergunte o que as pessoas querem de mim antes de me interromper com coisinhas fúteis. – e se senta na cadeira, recomeçando a digitar com rapidez.
Nemu chega à porta e esta abre automaticamente, revelando que Soi esteve parada aonde foi deixada.
-Posso entrar? – pergunta a chinesa.
-Não.
Soi fica um pouco irritada.
-Como não?
-Um não de não.
-Como assim ele não deixou?
-' Mande uma borboleta infernal para ele dizendo que quando puder a verei', ele disse. – fala Nemu, reproduzindo o que foi dito pelo outro Taichou.
Soi fica incrédula.
'Como ele pode fazer isso? Ele me deve uma', pensa Soi.
-Diga ao Taichou que ele tem uma dívida e que precisa ser paga.
-...
-Então? Não vai dizer a ele isso?
-Não.
-Por que?
-Porque ele me proibiu de interrompê-lo com coisas fúteis.
-QUÊ! – vocifera Soi e aproveita que a porta ainda está aberta e força a passagem.
-Ele não quer ser incomodado Soifon Taichou! – diz Nemu pondo-se na frente da chinesa, impedindo sua passagem.
-Mas ele m-
-Vamos parar com essa barulheira ai fora? – grita Mayuri de sua cadeira.
Soifon o observa de costas e pensa como ficaria um homouka nas costas dele.
'Muito estiloso...'
'Concordo...buzzzz....é só me chamar Soi...' – diz um Suzumebachi numa voz de veneno.
-Mayuri Taichou! – fala Soi com um Nemu segurando-a de entrar.
-Largue-me Nemu Fukutaichou. – ordena.
Nemu prontamente a solta, mas receosa.
-Você me deve uma Mayuri!
Nisso o homem levanta da cadeira e vai até ela.
-Como assim? Hum...Pelo que me lembre não. – diz mexendo com os seus dedos no queixo.
-Então me deixe lembrá-lo. Sua experiência Azbul ficou a solta há 60 anos...
Os olhos de Mayuri se alargam ao relembrar do caso.
-Oh...
-.....e eu fui encarregada de fazer o relatório.
-Bom, se é assim... – se vira para o seu computador. – Nemu feche a porta quando sair.
-Sim.
-E Soifon-Taichou fique aqui.
Nisso Nemu se dirige até a porta que ainda estava aberta e sai do laboratório. Um pequeno barulho da porta sendo fechada ecoa. A luz do exterior que naquela altura do prédio mal iluminava o portal do recinto é cessado quando a porta fecha, deixando- mais escuro. Soi nesse momento pensa o quanto os cientistas são imundos. A lembrança de como era Kisuke vem com força a sua mente.
'É aquele homem era imundo...'
'E.....buzzz.....como.'
O som de Mayuri se sentando tiram Soi de seus pensamentos.
-E então Soifon Taichou, o que quer de mim? – pergunta o homem ao começar a digitar novamente.
-Ainda bem que se lembrou do meu favor a você. – comenta.
-Não me chame de 'você'. É TAICHOU e fiquei sabendo que agora tens a mania de dirigir aos seus colegas Taichous por qualquer nome. Nemu me disse que me dirigiu o nome por 'pai'. Como ousas?
-Não mude de assunto Taichou. Quando a sua experiência Azbul saiu de controle e eu tive de colocar o seu subordinado com a total culpa disso...
-Ele também ajudou Azbul a ficar livre.
-Mas ele estava sob sua responsabilidade. – diz Soi numa voz venenosa.
-Foi uma mais-valia para você também. Naquela época ainda não tínhamos conseguido preencher todas as vagas para capitães. Se eu saísse ficaríamos só o Comandante, Unohana, Kyoraku, Ukitaki, Kenpachi e você.
-...
-Viu?
-Isso não muda o fato de que por minha ação seu subordinado foi para expulso do Gotei Treze e agora está preso.
-E?
-E que por isso você não voltou para a prisão.
-...
-Viu?
-Diga o que quer logo.
Soi vai até perto da mesa de trabalho do Taichou e fala:
-Quero usar aquela a sua experiência.
-Soifon Taichou eu tenho várias experiências. Especifique-a.
-A sala de treinamento JV.
Mayuri tira seus olhos da tela para observar a chinesa.
-A JV? – indaga.
-Sim. Preciso dela o quanto antes.
-Vejo isso.
-Quando é que ela fica pronta?
Mayuri levanta e vai até uma mesa e olha para um papel com um projeto exposto nele.
-Ela já está pronta. A questão é: quando eu vou poder estar livre para ativar junto com você Taichou.
-Eu sei disso. Quando? – diz ficando onde está e olhando para as costas do cientista.
-Eu estou muito ocupado com os projetos para a batalha de inverno. Pra quando você precisa?
O homem enrola o papel e coloca por dentro de seu haori.
-Se possível, agora mesmo.
-Outra com problemas auditivos...
-O que disse Mayuri Taichou? – pergunta Soi rispidamente.
O homem a olha com um olhar de cansaço.
-Ai,ai... – suspira - 'Agora' é impossível. Talvez por volta de umas 2 e meia a tarde.
-Certo.
-Mas agora saia daqui! – diz indo para o seu computador. – Preciso terminar logo isso se você quer usar o dispositivo JV às duas e meia da tarde.
Nisso Soi anda para a saída.
-A porta é automática. – diz o homem do seu computador.
'Eu ainda faço um homounka nele', pensa Soi quando a porta se abre e dá um passo para fora do laboratório.'
'Digo e repito...buzzzzz....é só chamar'
Soi anda pelo corredor em direção ao grande portão. O fluxo de pessoas consegue se maior do que instantes depois e todas as portas estão fechadas no momento. Há alguns carrinhos cheios de pastas e páginas em branco do lado de certas portas.
'Pode deixar que chamo.'
As pessoas que tinham visto anteriormente à chinesa nem levantam ou direcionam seu olhar a mesma. Somente os que chegaram durante o intervalo da conversa dela com o Taichou do Esquadrão estranham a presença dela ali.
'E agora?'
Soi olha com frieza para cada um dos curiosos.
'Vamos tratar de arrumar o Esquadrão para a Yoruichi-sama. Não sei quanto tempo demorarei com o JV.'
'Mas ainda falta...buzzzz.... dois dias para ela chegar'
'Por isso mesmo. Mas que droga o portão não chega nunca. '
Nisso ela dá um shunpou e pára instante depois em frente ao seu destino. Os fuuncionários levam um susto com a súbita aparição da mulher de tranças. Várias pessoas deixam suas coisas caírem no chão por isso, e resmungam.
-Pessoas...correr...corredor...
-AFF... Catar, catar, CATAR!.
Soi vê a situação e nada faz. Ela olha firmemente para o portão depois de analisar o seu entorno e empurra o portão para si, abrindo-o. Novamente um som de rangido é produzido. A luz do sol que nesse instante já está mais forte, faz com que Soi feche um pouco as pálpebras contra a claridade que bate sem piedade na sua face. Os guardas ainda estão nos seus postos e o mais franzino está com uma gaze em cada narina. Eles olham quem está saindo dali e se deparam com Soi. Ambos gelam de medo. Contudo o com gaze no rosto, além de gelar de medo, desmaia.
-Pam... – ao cair.
Soi fica surpresa com a primeira visão que tem quando sai do Departamento de Pesquisas. Ela passa verifica quem foi desmaiado.
-É u m inútil mesmo.
E vai de shunpou até o Segundo Esquadrão.
FIM DA QUINTA PARTE
Nota: Demorei, mas eu não esqueci da história. Passou-se um ano sem atualizações mas é que ano passado tive um grande bloqueio de escritora e além disso foi o meu ano de vestibular. Bem, espero que tenham gostado. E sim, eu vou terminar essa história.
Um Sayonara da Contadora
