AMOR INOCENTE
Por: Rosana (Rô)
Revisora: Bruna (Yoru)
Capítulo 09
Sakura e Syaoran entraram na sala de aula na segunda-feira conversando animados sobre o final de semana.
- Bem que você disse que o Touya era um excelente cozinheiro.
- Quando ele se propõe a ser o melhor, ele consegue. – Sakura disse sorrindo. – Mas eu tenho que ser justa, o KinamiAwayukique ele faz, é perfeito.
- Shiefa anotou a receita e todas as dicas. Disse que o marido irá adorar.
- Ela se casa logo não? – Sakura perguntou sentando-se à sua carteira.
- Daqui um mês.
- Ela vai fazer um casamento tradicional chinês?
- Será uma mistura, já que o noivo dela é japonês.
A conversa foi interrompida quando Tomoyo sentou atrás de Sakura, soltando um profundo suspiro.
- Oi Tomoyo. Tudo bem? – Sakura perguntou à amiga.
- Tá. – ela respondeu dobrando os braços sobre a carteira e enterrando a cabeça ali.
Sakura e Syaoran trocaram um olhar preocupado, mas foram impedidos de perguntar algo com uma nova interrupção. Eriol chegou sentando-se à sua carteira, lançando um olhar demorado em Tomoyo, e ao menos cumprimentou os amigos.
Syaoran teve que se afastar com a entrada da professora Mizuki, mas não precisava ser adivinho para saber que na sexta-feira algo havia acontecido.
Sakura passou as aulas do primeiro período mais do que curiosa. Eriol de tempos em tempos fitava Tomoyo, mas quando ela olhava-o ele desviava o olhar. O inglês diferente do seu habitual, não falou muito e ao menos brincou. Tomoyo estava mais séria e calada do que nos últimos dias.
Quando o intervalo chegou, foi até engraçado, Eriol e Tomoyo levantaram-se rapidamente, juntos. Encararam-se e desviaram o olhar ao mesmo tempo, e quando se afastaram das carteiras, seguindo para a porta, ambos trombaram, um querendo sair primeiro que o outro.
- Parece que os dois estão querendo manter distância. – Syaoran falou aproximando-se de Sakura.
- Mas um estranho imã os une, você não acha? – Sakura perguntou com um sorrisinho maroto.
O casal seguiu atrás dos amigos. Syaoran foi conversar com Eriol e Sakura com Tomoyo.
- Vai falando. Eu tô ardendo de curiosidade. – Sakura disse sentando-se com Tomoyo em uma parte do gramado da escola.
Tomoyo suspirou profundamente. Ia falar e calou-se.
- Ei Tomoyo. Você está bem?
A garota encarou Sakura, o cenho franzido mostrando toda a sua confusão. Enfim começou a falar:
- Você sabia que eu nunca fui beijada?
- Imaginava. – Sakura respondeu sem surpresa.
- Aquele... – pausou, soltando um suspiro. - ...Don Juan, foi o primeiro. Fui pega desprevenida. Não estava preparada psicologicamente para isso. – disse abrindo os braços, desolada. Suspirou de novo, abaixando a cabeça. – Então... De novo.
- De novo o quê? – Sakura estava confusa.
- Me beijou.
- Quando?
- Na sexta.
- Ele foi te levar umas mudas de plantas não?
- É.
- Foi nesse momento?
Tomoyo concordou com a cabeça.
- E...? – Sakura perguntou.
- E nada. – Tomoyo levantou-se exasperada. – Ele pediu desculpas. Acredita? – lançou um olhar ardente de frustração para Sakura. – Por que raios ele se desculpou? Não queria fazer aquilo? Então porque fez? Foi ruim? Por que beijou? Quem, droga, se desculparia depois de beijar outra pessoa do nada? – Tomoyo gritou exasperada.
Sakura fitava a amiga de boca aberta e olhos arregalados. Ela estava muito diferente desde que Eriol aparecera, ele conseguira abalar seus alicerces. Levantou aproximando-se de Tomoyo e abraçando-a.
- Calma Tomoyo.
- Ah Sakura. Eu estou tão confusa.
- Eu sei. Eu sei.
As duas amigas ficaram abraçadas por um bom tempo. Tomoyo estava mesmo precisando de um ombro amigo.
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Syaoran foi encontrar Eriol sentado na arquibancada do campo de futebol. Sentou-se ao lado dele em silêncio. Se o amigo quisesse falar ele estaria ali para ouvir. Não precisou esperar muito.
- Eu não consegui me controlar. Tinha prometido ir devagar, conquistá-la aos poucos. Mas...
- Você a beijou. – Syaoran disse entendendo na hora.
Eriol concordou.
- Ela ficou tão feliz com as mudas. Olhou-me sem rancor, sem raiva. Os olhos brilhando de felicidade. Eu simplesmente... – não completou a frase.
- Não conseguiu se controlar. – Syaoran o fez por ele.
- É isso aí. – Eriol disse suspirando olhando o campo sem vê-lo realmente. – E fiz pior ainda. – falou rindo sem humor, como se zombasse de si mesmo. – Me desculpei. – Eriol lançou um olhar derrotado a Syaoran. – Diga se eu não sou mesmo um estúpido?
- É meu amigo, você é um estúpido. - Syaoran disse batendo no ombro de Eriol.
Os dois ficaram ali em silêncio, até a hora de voltarem à sala de aula.
Tomoyo estava mais calma depois do desabafo com Sakura, mas não olhou para o lado de Eriol nenhuma vez. Este a fitava, como que querendo dizer algo, mas desistindo no último momento.
- Sakura. – Tomoyo chamou a amiga quando a última aula acabou. – Tudo bem se eu não acompanhá-la hoje no treino? Preciso comprar umas coisas.
- Tudo bem. Você vai sozinha?
- Vou.
- Não quer deixar para mais tarde? Posso ir com você.
- Não dá. Tenho aula de piano.
- Então tá.
- Tomoyo... – Eriol chamou criando coragem.
- Não quero falar com você ainda. – ela disse passando por ele, sem ao menos olhá-lo.
A Eriol bastou ficar observando-a se afastar.
- Ei, não se sinta mal. – Syaoran disse aproximando-se. – Ela disse 'ainda'. Há esperança.
Isso parece que bastou para Eriol se animar.
- A gente se encontra no final do treino? – Syaoran perguntou à Sakura.
- Você tem treino? – Sakura perguntou. - Achei que fosse hoje que o técnico iria pegar a tabela da competição inter colégios.
- É hoje sim, mas eu convoquei a equipe para um bate papo. Temos jogo no final de semana. Precisamos discutir algumas táticas.
- Mas se você terminar mais cedo não precisa me esperar. – ela falou enquanto saíam para o corredor.
- Mas é claro que vou esperar você.
- Está bem. A gente se encontra na frente do colégio.
- OK. – e deu um beijo leve na bochecha dela, antes de seguirem direções diferentes.
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O treino de vôlei foi bastante duro. O técnico Aki estava empolgado depois de pegar a tabela de jogos. O primeiro time seria um velho rival do colégio, e as meninas ficaram motivadas em darem 100 nesse jogo. Até Mayu estava menos exigente com Kori, que por conta disso estava jogando bem melhor.
- Muito bem, garotas. Aproximem-se. – o técnico chamou-as batendo palmas. – Os jogos começam em duas semanas. Eu sei que vocês estão dando duro, mas eu quero dedicação total. Está bem?
- Está. – todas concordaram.
- Por hoje chega. Vão para casa, alimentem-se muito bem, durmam cedo. Estão dispensadas. – as garotas saíram para o vestiário, menos Sakura. – Precisamos montar umas jogadas Sakura. O que você acha dessa? – e mostrou um diagrama para ela.
Os dois ficaram quase uma hora discutindo quais melhores ataques, e decidindo sobre o líbero do time.
- Já está tarde. – o técnico disse olhando o relógio. – Acompanho você até em casa.
- Não precisa se preocupar. Syaoran deve estar me esperando no portão.
- Hum, sei. – o técnico disse dando um sorriso. – Vê se não namora demais.
- Que é isso treinador. – ela riu e acenou despedindo-se.
Sakura seguiu rapidamente até o portão do colégio. Já era final de tarde e Syaoran já deveria estar enjoado de esperar.
O ginásio do colégio era separado por uma rua, em que, normalmente, não havia tráfego, por isto Sakura ao menos se preocupou em ficar atenta. Não percebeu um automóvel que estava parado, mais afastado, vir lentamente em sua direção. Quando já estava no meio da rua, o carro acelerou, ela virou-se rapidamente, arregalando os olhos de susto. O carro era totalmente negro, sem placa, exatamente igual ao do bandido que invadira sua casa. Percebeu num átimo que algo estava errado e não precisou de incentivo para sair correndo.
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Syaoran e os jogadores do time de futebol ficaram um bom tempo conversando sobre estratégias de jogo nas arquibancadas do campo. Eriol, bem mais animado, comentava sobre os times ingleses e seus ataques, dando uma excelente contribuição. Ficaram tão animados que acabaram colocando em prática a teoria, e foram todos para o campo de futebol treinar as jogadas, para usá-las no jogo treino que fariam no sábado.
- Acredito que essa jogada de ataque com a velocidade de Raiden será uma surpresa para o adversário. – Syaoran comentou, no que Raiden concordou.
- Podem contar comigo. – o garoto falou. Raiden, não era muito alto, mas era corpulento e um excelente atacante, além de muito veloz.
- Muito bem pessoal. Acho melhor pararmos por aqui. – Syaoran despediu-se dos companheiros, e olhou para o relógio ansioso.
- Sakura já deve estar vindo ver o que aconteceu com você. – Eriol brincou com o amigo.
- É verdade. O treino dela já deve ter acabado. – os dois amigos caminhavam em direção à entrada do colégio.
- Acho que ela também se atrasou. – Eriol comentou, não vendo a menina ao portão.
Mas quando chegaram à calçada, o som de um grito chamou a atenção dos dois, antes que pudessem ver o que de fato acontecia.
Sakura, que corria em direção ao colégio, não foi rápida o suficiente, o carro cortou sua frente e a porta do lado do carona se abriu, um homem enorme foi em sua direção, segurando-a pelo braço, que nesse momento gritou de susto.
- Anda logo garota. Diga onde está? – ele grunhiu, tentando chegar ao pescoço dela. Sakura achou que ele fosse enforcá-la e tentou acertá-lo na barriga com a mão livre, mas era como bater em um muro de pedra. Lembrando-se do golpe que Syaoran lhe ensinou, ergueu a perna tentando acertar um chute nas partes sensíveis dele, mas foi segura pelo tornozelo, e derrubada no chão. Ficou sem fôlego até mesmo para gritar, e foi quando alguém chegou. Para Sakura, que estava no chão, o que surgiu foi um par pernas, que acertaram o rosto do atacante em cheio.
Syaoran ficou na frente da garota, ainda caída no chão, em posição de ataque. O homem lançou-se para cima do garoto com uma das mãos fechada em punho conseguindo acertar de raspão a face de Syaoran, que se desviando, girou sobre os pés, e ante o impulso que conseguiu na manobra, juntou ambas as mãos acertando o pescoço do homem com um forte golpe, que o fez cambalear.
Sakura gritou quando viu o motorista saindo do carro de arma em punho, mirando em Syaoran. Nisso um projétil voou veloz, acertando a mão do motorista que deixou a arma cair dando um grito de dor.
- Vamos embora. – ele gritou entrando no carro.
O atacante olhou Syaoran, que pensou que ele fosse continuar a briga.
- Ainda nos encontraremos. – disse antes de sair correndo em direção ao carro que arrancou, cantando pneus e desaparecendo ao dobrar a esquina.
Sakura e Syaoran ainda ficaram alguns segundos paralisados, antes que Syaoran se abaixasse próximo a ela.
- Você está bem? – ele perguntou, segurando-a pelos ombros.
Sakura lembrou-se de respirar e abraçou Syaoran pelo pescoço.
- O que foi aquilo? – perguntou assustada.
- Eu não sei. – ele retribuiu o abraço, ajudando-a se levantar. - Está machucada Sakura?
- Acho que não. Só arranhões.
- Vocês estão bem? – Eriol chegou correndo. – Liguei para a polícia.
- Obrigado. – Syaoran agradeceu. – Excelente arremesso Eriol. – Syaoran parabenizou o amigo que se abaixava para pegar a bola de beisebol que lançara no motorista que havia sacado a arma.
- Foi um golpe de sorte. – Eriol comentou modestamente. - Ele conseguiu roubar alguma coisa? – perguntou, o que causou uma troca de olhares entre Sakura e Syaoran. – O que foi?
- Nada. – responderam ao mesmo tempo.
Eriol não pode perguntar mais nada porque nesse momento a polícia chegava. Para surpresa de Sakura era a mesma oficial que atendera à invasão em sua casa.
- Vocês estão bem? – ela perguntou aproximando-se deles.
- Sim. – Syaoran respondeu.
- O que houve?
- Uma tentativa de roubo. – Eriol respondeu. - Nossa, vocês chegaram bem rápido hem?
- Estávamos na área. – a oficial Naomi Sakamoto não tirava os olhos de Sakura. – Senhorita Kinomoto foi mesmo uma tentativa de roubo?
- Eu não sei. Acho que sim.
- O atacante disse alguma coisa?
- Ele queria alguma coisa.
- O quê?
- Eu não sei. – a menina exasperou-se.
- Calma. – Syaoran disse abraçando-a pelos ombros. – Policial, podemos fazer isso na casa da Sakura? Estamos atraindo atenção. – Syaoran disse olhando dos lados, onde os carros que iam passando na outra rua paravam para ver o que acontecia, e transeuntes curiosos apontavam os três adolescentes e a policial.
- Muito bem. – ela concordou. – Acompanhem-me.
- Acho que a senhorita oficial pode querer ficar com isso. – Eriol disse estendendo a arma que o bandido havia derrubado, envolvida num lenço.
A policial levantou uma sobrancelha esperando uma explicação que não veio, já que Sakura e Syaoran seguiam em direção à viatura, seguidos de um Eriol preocupado, que nem pensou em não ir junto. Algo estava errado. A policial chamara Sakura pelo sobrenome, o que indicava que já a conhecia. Isso era muito interessante.
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Quando Touya abriu a porta da casa não poderia ter ficado mais surpreso ao ver Sakura acompanhada de Syaoran, um garoto estranho e a Oficial Sakamoto.
- O que aconteceu? – perguntou abraçando a irmã. Já sabia que não gostaria da resposta.
Sakura e Syaoran explicaram o que havia ocorrido, deixando Touya cada vez mais apreensivo.
- O que eles podem querer? – Eriol, esquecido, perguntou a ninguém em particular.
- E você é? – Touya virou-se para ele.
- Ah, sinto muito. Sou um amigo de Sakura e Syaoran. Eriol Hiragiizawa.
- Foi o Eriol que derrubou a arma do bandido. – Sakura disse ao irmão.
- Arma? – Touya ergueu-se assustado.
- Não contamos da arma? – Sakura disse inocente.
Touya afastou-se passando as mãos na cabeça. Dirigiu-se ao telefone, causando estranheza aos presentes.
- Preciso de você. – falou, depois de alguns segundos. – Agora mesmo se possível. Obrigado. – desligou soltando um profundo suspiro.
- Para quem você ligou? – Sakura perguntou.
- Um amigo. – disse sem dar explicações. - Oficial Sakamoto, podemos conversar?
A policial seguiu Touya para fora da casa.
Os três adolescentes trocaram rápidos olhares. Sakura levantou-se indo postar-se atrás da porta de entrada tentando ouvir a conversa de Touya.
- Isso não é educado. – Syaoran disse ao ouvido dela, mas também tentando ouvir algo.
- Vocês poderiam me contar o que está acontecendo. – Eriol se enfiou entre os dois, curioso também para ouvir.
- Shhh! – Sakura e Syaoran fizeram para ele.
- ... na semana passada. Nada foi levado. – ouviram Touya dizer.
- Isso é preocupante. O que poderiam estar procurando?
- Não sei. Mas se estão atrás de Sakura, eles devem saber de algo que não sabemos.
- Você parece ter alguma idéia. – a policial percebeu algo no tom de voz de Touya.
- É, algo me passou pela cabeça. É meio maluco.
- Conte-me.
- Meu pai sempre mandava alguns objetos para Sakura. Eram pequenas pedras de formatos interessantes, ou cópias de relíquias que ele encontrava nas escavações.
- Acha que ele pode ter mandado algo importante?
- Acho que sim. Tudo se liga. O assassinato dele, a invasão aqui em casa, no Museu.
- Museu? – Sakura sussurrou para Syaoran.
- E agora o ataque à Sakura. Eles querem algo, e esse algo pode ser algum objeto da última escavação do meu pai na Grécia.
- Não podemos descartar nenhuma hipótese. Pergunte à Sakura se ela tem algum objeto que o pai tenha mandado antes de morrer.
- Vou fazer isso.
- Mantenha-me informada. Vou deixar uma patrulha na frente da casa. – ela disse a guisa de despedida.
- Não se incomode. Já providenciei ajuda.
Naomi olhou para o rapaz que tinha a expressão séria.
- Touya... – ela começou.
- Não se preocupe. Ninguém chegará perto da Sakura.
- O que ele quis dizer com isso? – Syaoran perguntou.
- Touya? Ela o chamou pelo primeiro nome? – Sakura falou ao mesmo tempo.
Os dois estavam tão concentrados em seus pensamentos que quase caíram quando a porta se abriu.
Touya olhou ambos com a expressão carregada.
- O Museu foi arrombado também? – Syaoran foi o primeiro a se recuperar.
- Ela chamou você de Touya? Quando ficaram tão amigos? – agora era Sakura, em tom desconfiado.
- Que ajuda você providenciou?
- Eu não acho que seja certo vocês ficarem tão próximos, afinal ela é policial...
- Calem-se! O que vocês dois pensam que estão fazendo?
- Sobre o quê? – Sakura perguntou sem entender.
- Voltando tarde para casa. Reagindo a um assalto. Puxando briga. Quase sendo mortos. Vocês... Vocês dois quase me matam. Por pouco não tive um infarto quando os vi com Naomi...
- Naomi? Mas desde quando vocês ficaram amigos? – Sakura, mais do que enciumada, estava curiosa. – Você não me conta mais nada mesmo, eu deixo você participar de tudo da minha vida, mas você, ah não, não conta que ficou amigo da policial, ou que o museu foi arrombado... O Museu foi arrombado? – somente agora Sakura dava-se conta do que acontecera. – Quando o Museu...?
Touya colocou a mão na boca da irmã.
- Calada. Nem mais um pio.
Sakura ergueu o polegar em sinal de positivo para Touya, que retirou a mão da sua boca.
- Os três para a sala. – ordenou lançando um olhar para os garotos também.
Quando eles sentaram-se no sofá com Sakura no meio dos meninos, Touya fitou-os. Não sabia se passava um sermão neles ou agradecia por estarem bem.
- Eriol. Por que você não telefona aos seus pais? Devem estar preocupados com sua demora.
- Estão viajando. – o garoto explicou. Sabia aquela ser a deixa para se despedir, mas se fez de desentendido.
- Syaoran? – Touya tentou o outro garoto.
- Não saio daqui até você nos contar tudo. – ele disse irredutível.
Touya balançou a cabeça. Por que adolescentes eram tão difíceis?
- O Museu foi arrombado na semana passada.
- Não saiu na mídia. – Eriol comentou.
- Não. O diretor abafou o caso, já que nada foi roubado.
- Você desconfia de que foram os mesmos que entraram aqui. – Syaoran afirmou.
- A parte mais vasculhada foi a minha sala.
- Por que você não contou? – Sakura perguntou.
- Não queria preocupá-la.
- Então esse foi o motivo de todas as suas recomendações.
- E agora com esse ataque as coisas ficaram mais sérias.
- Você quer que eu mostre todos os badulaques que o papai me mandou?
- Por que pediram para contar tudo se ouviram atrás da porta? A Sakura eu entendo, mas você Syaoran?
- Nem adianta tentar fazer eu me sentir culpado, eu faria pior para saber de tudo que envolve a Sakura.
- Deus me livre de adolescentes apaixonados e intrometidos.
- A parte do museu a gente ainda não sabia. – Sakura falou com um sorrisinho, tentando amenizar a situação.
- Você ainda não falou da ajuda. – Syaoran disse em tom sério.
Nesse momento a campainha tocou.
- Em tempo. – Touya falou dirigindo-se para a porta. – Até que enfim. – Touya disse em tom de cumprimento.
- Não faz nem meia hora que você ligou. – uma voz masculina respondeu em tom grave.
- Venha conhecer a Sakura.
Touya entrou na sala com um homem seguindo-o. Ele era alto, mais alto que Touya e musculoso. Tinha uma expressão de homem mau, com olhos semicerrados parecendo viver para meter medo nos outros.
- Pessoal, quero apresentar-lhes Kurogane Youou. Um amigo da faculdade.
- Olá. – Eriol foi o primeiro a falar erguendo a mão em saudação.
Kurogane encarou a garota sentada no sofá e o rapaz com cara de poucos amigos ao lado dela, que levantou-se, postando-se à frente da menina.
- E o que o Kurogane é, Touya? – Syaoran perguntou.
- O novo guarda-costas da Sakura. – Touya respondeu sorridente.
- O QUÊ?? – Sakura e Syaoran perguntaram ao mesmo tempo, surpresos.
Continua...
N.A.:-
Capítulo curtinho, mas eu precisava terminar aqui... Eu sempre quis o Kurô de guarda-costas, ele tem o porte perfeito para isso, sem falar da cara de mau.
Essa parte do quase seqüestro ou tentativa de roubo, como preferirem, tive ajuda, quando Eriol lança a bola de beisebol... Bru, a idéia foi sua não?
Bru:- Foi, sim!! Você disse que queria que o Eriol fizesse alguma coisa e eu sugeri que ele atacasse os seqüestradores com a bola de beisebol... a bola causou confusão com a Tomoyo, mas também veio em auxílio da Sakurinha quando ela precisou, nee??
Eu realmente preciso anotar quando me ajudam... Mesmo assim, Obrigada!
E antes que eu me esqueça, valeu pela dica do Kinami, deu até vontade de fazer. Gente, a minha revisora é tão fofa, fez pesquisa de receitas e me mandou duas p eu escolher...abraça revisora bem forte
Voltando à fic...A Tomoyo está tão confusa... Ela é muito inocente... Deve estar completamente apaixonada...ahahahah...tadinha...
Espero estar conseguindo juntar todas as minhas idéias e que os capítulos não comecem a ficar confusos, qualquer coisa, me avisem, OK?
Quanto ao sobrenome do Kurogane, ele n deve ter, mas de acordo com Carol, Kurogane n é o verdadeiro nome dele, e sim, You-ou(não temos certeza), só a Tomoyo-hime sabe o nome dele, como eu gostei de Youou, então esse será o sobrenome dele. A Bru me deu idéias ótimas de sobrenome, mas eu já fiz algumas coisas com Youou...ehehehehehe...Valeu Carol! Valeu Bru!
Quanto à demora... Ah pessoal, eu ando recebendo tantas coisinhas para assistir, da Mar, Carol e Patty, que realmente eu acabo esquecendo das fics...ahahah...Vício bom é ótimo, vocês têm que concordar comigo. Mas eu não vou desistir, por isso não se preocupem, eu posso demorar, mas as fics continuam andando, devagar, mas andando.
Muito obrigada a todos que mandaram reviews e e-mails, como sempre respondi mais aqueles que deixaram endereços, tive pouco tempo para sair à cata de endereços no FF, e alguns mails voltaram. Então se quiserem que eu responda deixem endereços, adoro agradecer a vocês em separado.
Bru, muito obrigada por estar revisando a fic, sei que vc anda ocupada com a faculdade, mas sempre reserva tempinho p AI. Muito obrigada!
Beijos
Rô
E eis o espaço da Revisora...
N.R.:- Aiya, minna!!
Claro que sempre reservo um tempinho pra AI... não consigo sequer pensar em outra pessoa lendo o meu "afilhado" antes de mim... ò.ó Não mesmo!! Hahahahahaha!!
Gente... As coisas estão ficando complicadas... eu sabia que toda aquela calmaria era prenúncio de tempestade... Levei um susto tremendo quando os seqüestradores apareceram. Ainda bem que o Syao e o otou-san estavam por perto pra salvar a Sakura, mas como não podia deixar de ser, o Touya teve uma reação exagerada ao acontecido... uhm... bem, na realidade, não tenho certeza se é tão exagerada assim... mas que essa história de guarda-costas ainda vai dar pano pra manga, ah... não tenho dúvidas... não consigo imaginar a Sakura aceitando isso numa boa... não mesmo...
Outra coisa, essa história dos vilões tirarem a placa do carro está me dando nos nervos... eu já fui chamada uma "não lembro mais quantas" vezes na casa em que eles estão morando para assinar a papelada da 'rent a car' por motivos de quebra de contrato... Já vou deixando avisado que, da próxima vez, ao invés de "assinar", vou assassinar alguém... Aquela... criaturanojenta que me irrite para ver... Ela vai descobrir o significado da expressão "inferno na terra"... (olhar maligno)... Aliás (se acalmando) achei interessante o fato de a Mayu ter sossegado... Vocês deviam tê-la visto durante as gravações do capítulo... nem parecia a mesma pessoa... se bem que ela só participou do capítulo como figurante, então... sei lá... Ah, sim!! E ela finalmente resolveu o problema do perfume estragado... já não era sem tempo... ninguém mais estava suportando ficar no estúdio com ela por perto...
Vou ficando por aqui... Beijinhos.
Yoru.
Receita do Kinami Awayuki (espuma de neve)
KINAMI AWAYUKI
Ingredientes:
1/2 envelope de kanten(agar-ágar) em pó
2 xícaras de chá de água
200g de açúcar
2 gemas
2 claras em neve
5 gotas de baunilha
Modo de Preparo:
Dissolva o kanten em 2 xícaras de água fria, leve ao fogo brando e ferva por 3 minutos. Acrescente o açúcar e ferva bem por mais alguns minutos até que comece a ficar viscoso. Acrescente nas claras em neve as gemas e a baunilha e vá misturando aos poucos o kanten ainda quente, batendo sempre. Leve novamente ao fogo e cozinhe até que as gemas estejam cozidas. Retire do fogo e continue batendo até ficar bem cremoso. Despeje num pirex que esteja dentro de um tabuleiro com água gelada. Coloque na geladeira, deixe endurecer, corte em pedaços e sirva gelada.
Dicas:
O ágar-ágar endurece em temperatura ambiente e mesmo retirado da geladeira permanece consistente. Cozinhe-o bem para que não crie a separação das claras com o restante da mistura.
A receita refere-se ao kinami awayuki clarinho. O escuro contém azuki (feijão doce japonês) de preparo complexo e sabor diferente.
Rendimento: 4 porções
Obs:- eu n sei se estou certa, mas esses quadradinhos de vez em qdo aparecem nos animes, inclusive acredito q a Sakura comeu em CCS, pelo menos é muito parecido com o que vi na foto da receita.
