Mike planejava levar Eleven para um lugar especial na sexta-feira. Ele estava muito apaixonado e já que possuíam o fogo todo, por que não consumar de uma vez? Mas faria com que tudo fosse especial. Queria que El lembrasse com carinho daquele momento para sempre e que ficasse feliz por estar com ele.

Ainda tinha o fato dele estar meio nervoso. Seria sua primeira vez também e apesar de eles já terem feito algumas coisas, marcar um dia era tão definitivo e constrangedor. Sem contar que ele tinha as suas mães no seu pé.

Mike fechou seus olhos com força e se revirou na cama. Era muita pressão. Por que não podia simplesmente acontecer? Por que tinham que planejar? Bom, não precisavam, mas essa coisa de ir longe para transarem o acalmava. Era melhor que ali no seu quarto com a sua mãe enchendo o saco.

Mike bufou e enfiou sua cabeça debaixo de seu travesseiro. O que ele faria de especial para Eleven? Alguma coisa envolvendo Eggos com certeza. Bom, só de ele mesmo estar envolvido ela já iria gostar. Perguntaria para Dustin e Lucas depois. Eles não eram os melhores conselheiros, mas não poderia perguntar para Will já que Eleven era sua irmã.

De repente algo o tocou nas costas e ele pulou na cama.

— Eleven! – Mike gritou. – Como você entrou aqui? – Depois ele deu um tapa na sua testa mentalmente, porque era óbvio que Eleven conseguia passar por qualquer porta que quisesse. Ele não costumava trancar a porta de seu quarto durante a noite, mas precisava de um pouco de privacidade para pensar. Mike sorriu para que ela soubesse que ele estava feliz com a sua presença. – O que veio fazer aqui a essa hora?!

— Te ver. – Ela sorriu. Claro que ela tinha ido lá somente para vê-lo, mas por que tão cedo? Eleven percebeu o que Mike pensava pela sua expressão, então completou. – Estava com saudades!

Dito isso ela subiu em cima dele, deixando suas pernas uma de cada lado de seu quadril e tomou os seus lábios vorazmente sem se preocupar com o fato de a porta estar aberta.

Mike acabou esquecendo também que aquele não era o melhor momento e a beijou de volta, segurando atrás de suas coxas.

El passou os beijos para o pescoço dele, como ele próprio fizera algumas vezes antes. Se ela gostava tanto, talvez ele gostasse também. E Mike gostou. Ele acabou até gemendo nos ouvidos de Eleven e teve vontade de ir até o final bem ali naquele momento. Entretanto, lembrou-se de que tinha que ser especial e disse:

— El – Ela continuou beijando o pescoço do garoto sem dar muita bola –, quer sair comigo na sexta? – Qualquer coisa que envolvesse Mike a interessava, então imediatamente ela se sentou e o encarou para que ele continuasse. – Podemos ir a um lugar especial.

— Fazer o quê? – Aquilo era intrigante. Mike parecia tão misterioso sem dizer onde iriam, mas em nenhum momento malícia alguma passou pela cabeça de Eleven. Ela brincava com as suas mãos no peito de Mike.

— Cê sabe. – El piscou os olhos várias vezes tentando entender. Mike percebeu que teria que dizer, senão ela não entenderia. Ele respirou fundo. – Sexo. – Eleven ainda parecia não entender. – Sabe? O que estamos fazendo aqui!

— Mas já estamos fazendo aqui...

Mike soltou um suspiro. Seria difícil fazê-la entender, apesar de ela saber muito bem do que ele falava.

— Você confia em mim? – ele perguntou se apoiando em seu cotovelo e trazendo Eleven para perto de si com a outra mão.

Ela somente sorriu e o beijou outra vez. Então fariam tudo de novo. Era o que ela tinha na cabeça. Beijou Mike calorosamente, depois passou os beijos para seu pescoço... só que dessa vez Mike levou suas mãos até o traseiro da garota e não às suas coxas, e apertou, fazendo Eleven arfar. E Mike havia tempos que já estava duro. Eleven fazia aquilo com ele tão facilmente. Já fizera várias vezes, mas claro que ele não contou para ela. Ninguém poderia saber o quanto El o enfraquecia. Jamais! Ainda estava em estado de aceitação. Por alguma razão, para ele, admitir que estava apaixonado por Eleven era difícil.

Fazia dez minutos que El tinha subido para acordar Mike e, por isso, Karen subiu para ter certeza de que estava tudo bem e viu a última cena que Mike desejava que sua mãe presenciasse.

Michael! – ela gritou e na hora Mike e Eleven pararam. Entretanto Eleven não saiu de cima de Mike, não percebendo que era o comum e mais certo a se fazer naquela hora. Karen respirou fundo e com certeza teria uma conversa com Mike mais tarde e não culparia El, porque a garota era completamente inocente em todos os sentidos. – El, o café da manhã está pronto. Venha!

Karen estendeu a mão para chamar Eleven que depois de olhar para Mike que assentiu, levantou-se e seguiu Karen até a cozinha. A mulher sabia que havia permitido, mas não naquele momento e de porta aberta. E se Holly passasse por ali?

Mike deu graças à Deus que Eleven e o cobertor estavam por cima dele, escondendo de sua mãe sua ereção. Muito ainda teria que ser explicado a El. Principalmente que era algo íntimo e que normalmente uma pessoa não ficaria calma naquela situação.

Ele se levantou e foi tomar um banho frio – se conseguisse, claro – para depois encontrar El e o resto de sua família. Só queria ver o que aconteceria quando chegasse. O olhar que teria que aguentar de sua mãe e, posteriormente, a conversa.


Karen observou El enquanto a garota fazia o seu caminho até a cozinha. Ela estava quieta por ter sido pega no ato – claro que não falava muito –, mas dessa vez era perceptível ser outro motivo. Ainda assim, ela tinha uma expressão tranquila, não entendendo muito bem a situação pela qual tinha passado. Guardara-se um pouco, porque Mike ficara completamente constrangido e ela supunha que então não deveria ter sido algo agradável.

Karen sorria com a despreocupação de El e percebia que a menina ainda era completamente ingênua e inocente. Aquilo significava que pelo menos Mike não iria tão longe tão rápido, porque a garota precisava ser muito ensinada ainda. E assim, Karen poderia controlar um pouco para que esses dois não fizessem besteira. Apesar de estar claramente difícil pela cena que ela acabara de presenciar.

Ted e Holly já estavam em seus lugares na mesa e Eleven se juntou a eles. Ela e Holly estavam se dando muito bem. El percebeu que gostava muito de crianças e seus poderes com certeza era uma boa distração para a menina. O problema era que ela não conversava muito, mas Holly em sua nova fase da infância falava por ela e por todos naquela casa.

Infelizmente Nancy não se juntaria a eles. Ela estava na faculdade e El odiava não a ter por perto. Depois que resgataram Eleven, Nancy passou a ajudá-la com coisas de mulher, tornando-se sua única amiga. Era uma pena que não estava lá. Principalmente naquele momento que El estava sendo introduzida a um novo mundo e precisa ser amparada. E Joyce dava conta da garota, mas era tão diferente criar uma menina e com Hopper por perto as coisas ficavam mais complicadas ainda.

Mike demorou um pouco para descer e a mãe dele nem quis imaginar o porquê. Principalmente quando percebeu que ele estava no chuveiro. Resolveu parar de pensar naquilo e servir o café da manhã. Imaginara que Mike por ser homem daria menos trabalho que Nancy e Holly, mas com Eleven em suas vidas, tudo tinha ficado ainda mais complicado.

Quando Mike desceu todos já estavam comendo e ele presenciou uma cena que lhe agradou muito.

Holly fizera questão de sentar-se ao lado de Eleven agora que ela não usava mais o cadeirão e podia escolher seu lugar. E quando Mike chegou, Eleven ajudou Holly a limpar a sujeira de leite com chocolate da sua bochecha, rindo juntas depois, o que despertou um sorriso no garoto.

Nunca passara pela sua cabeça, mas El realmente se dava bem com a sua família. Seu pai adorava explicar para ela sobre golfe. Ele era vidrado naquele esporte. Até levantara-se da sua poltrona para ensinar a garota e agora os dois sempre jogavam juntos.

Karen gostava de ensinar El a cozinhar. Ela até esquentava seus próprios Eggos. Mike não sabia, mas sua namorada queria impressioná-lo cozinhando tão bem quanto sua mãe um dia. Principalmente quando percebera que Karen cozinhava, porque era a mulher e, se um dia Eleven morasse com Mike, ela cozinharia e queria que ele gostasse. Mal ela sabia que não necessariamente era sua obrigação cozinhar, mas Mike agradeceria porque nunca chegara perto do fogão.

Infelizmente o único lugar livre era ao lado de sua mãe, onde normalmente seria o lugar de Holly, e depois de bufar, Mike sentou-se sem conseguir olhar nos olhos da mulher.

— Por que você demorou tanto no chuveiro, Mikey? – Holly perguntou percebendo a inquietação de El até que ele chegasse.

Karen começou a encarar o menino curiosa para saber qual desculpa ele acharia. Não só para não se entregar, mas também porque Holly não sabia ainda dessas coisas. Apesar de ela jurar que Nancy e Steve testavam os colchões como seus pais.

— Ahh – Ele começou sem saber como continuar. – Eu demorei? Nem percebi.

El simplesmente sorriu enquanto Holly imitava sua mãe que balançava a cabeça negativamente com o comportamento de Mike.

Eleven e Holly voltaram rapidamente ao que estavam fazendo. Por alguma razão toda vez que elas davam uma garfada nos waffles tinham que fazer juntas. Mike até começou a esquecer o constrangimento com aquela cena até que sua mãe sussurrou:

— Ainda vamos conversar sobre isso, mocinho.

E Mike só conseguiu pensar: "Aff...".


Will, Joyce e Jonathan estavam tendo seu café da manhã como se fosse aquele tempo antes que o Demogorgan levasse o Will. Isso porque nem El e nem Hopper estavam presentes.

Hopper depois de muitos protestos aceitou levar El até a casa de Mike e depois seguiu para a delegacia. Joyce adorava tê-los por perto, mas relembrar os velhos tempos realmente lhe agrava muito. Só ela e seus dois meninos que agora estavam muito crescidos. Principalmente Jonathan, que se recusara a ir para a faculdade com medo de deixar sua mãe e Will sozinhos. Claro que agora eles tinham El e Hop, mas Jonathan ainda precisava entrar em uma faculdade específica para se ausentar.

Ele levantou-se da mesa pedindo licença, foi até seu quarto, pegou sua mala e voltou para a cozinha para dar um beijo na sua mãe e um tapinha na nuca de Will.

— Jonathan, toma cuidado, meu filho! – Joyce disse preocupada, levantando-se para retirar a mesa do café.

Por alguma razão Jonathan decidira que quando estava muito estressado tinha que acampar em lugares que conseguiria tirar belas fotos. Joyce tendo que cuidar de tantas coisas: Will que ainda sofria com o Mundo Invertido, Eleven que se adaptava ao nosso mundo e Hopper que como todo marido dava trabalho, que não percebeu a verdade por trás daquilo. Mas Will, observador como sempre, fez questão de deixar claro que sabia depois da centésima vez que Jonathan decidira acampar.

— Jonathan! – Will gritou da porta enquanto Jonathan colocava a bagagem no porta malas. Ele correu até o irmão antes que o outro fugisse de carro. – Quando você vai contar para mamãe que não está indo no mato coisa nenhuma? – ele perguntou desafiador.

Normalmente Jonathan negaria como fizera tantas outras vezes, mas Will já havia sacado e não tinha mais como negar.

— Me deixa, Will! – ele disse simplesmente rumando ao banco da frente, mas seu irmão o barrou.

— Eu não me importaria, mas a mamãe fica muito preocupada achando que você tá se aventurando no meio do mato enquanto na verdade está confortável na cama da Nancy Wheeler!

— Ok, Will! – Jonathan abriu a porta do carro nervoso fazendo Will cambalear para trás para que não fosse atingido. – Eu sei que a mamãe tá com medo de algum monstro me levar, mas logo eu começarei a estudar na Ancilla e você poderá parar de me encher o saco!

Jonathan entrou no carro, mas Will conseguiu revidar antes que o irmão fechasse a porta.

— É ridículo o que você está fazendo com a mamãe! É melhor você se mudar logo para lá então!

Dito isso, Jonathan ligou o carro e sumiu da vista de Will.

Will sabia que Jonathan amava Nancy, mas mentir para sua mãe para encontrá-la não era bom. Joyce pensava que ele ficava correndo perigo no meio do mato, podendo passar para o Mundo Invertido a qualquer momento, quando na verdade, estava dividindo a cama com Nancy... e Steve! Sim, Steve!

Will não sabia direito o que acontecia, mas Nancy mudara-se para Ancilla junto de Steve porque namoravam, então o que Jonathan iria fazer lá? Ele pensou que Nancy poderia estar traindo Steve, mas quando encontrou um casaco masculino nas coisas do irmão que não era dele, ele passou a duvidar que Steve não desconhecia as visitas de Jonathan.

Como ele sabia que Jonathan ia visitar Nancy na faculdade? Simples. Um dia, duvidando por conta da falta de fotos que Jonathan havia tirado em sua viagem – isso porque seu irmão tirava foto até da sujeira de mosquito morto da parede – ele resolveu investigar suas coisas e encontrou um panfleto da Universidade de Ancilla. Primeiro pensou que Jonathan passara lá rapidamente, porque tinha vontade de fazer faculdade, mas logo se tocou que era lá que Nancy estudava. Sem contar que ele voltava bem mais feliz do que quando saia para sua viagem. Realmente ali tinha coisa. Só esperava que seu irmão não saísse machucado, uma vez que Steve estava envolvido.


— Eu não sei o que fazer! – Mike andava para lá e para cá enquanto Lucas e Dustin o escutavam inquietos. – Eu não tenho dinheiro pra pagar um motel, arrumar o quarto com velas e rosas seria clichê demais e numa barraca no meio do nada seria esquisito!

— Ué, no meio do mato foi onde você conheceu ela – Lucas lembrou. – Faria sentido.

— Ai, Mike. – Dustin bufou e segurou nos ombros do amigo. – Só pega a El, joga ela na cama e faça amor loucamente com ela! Simples!

— Isso é sério! – Mike disse tirando as mãos de Dustin de seus ombros, irritado. – O que eu faço, Senhor?

— Leva ela pra algum lugar significante. Tipo a sessão de congelados do supermercado! – Lucas brincou.

— Não! – Dustin exclamou. – Aí é capaz da El trocar o Mike pelos Eggos!

Mike ficou irritado enquanto seus dois amigos riam histericamente.

Não era má ideia levar El para algum lugar significante, mas onde? Eles ou estavam no porão dos Wheeler ou na rua. Como iriam transar na rua? Mas teria que ser especial.

— Mike! – Seus amigos gritaram quando de repente ele saiu do porão e pegou sua bicicleta.

Enquanto eles faziam piadas sobre a vida sexual de Mike e El, o garoto pensara em todos os lugares pelos quais passara junto dela até que chegou em um particular que fazia sentido.


— VOCÊ QUER O QUÊ? – Hopper gritou com o garoto sentado à sua frente que não conseguia olhar em seus olhos.

— Permissão para fazer sexo com a El na escola – Mike respondeu como se doesse cada palavra que saia da sua boca.

— A Joyce tá sabendo disso? A Eleven tá sabendo disso? – Jim se segurava para não estourar com o garoto. Como ele tivera coragem de pedir-lhe algo como aquilo?

— Não! – Mike disparou. – Olha, Chefe Hopper, eu quero fazer uma surpresa para a Eleven e a minha mãe e a Joyce concordam. Mas eu preciso que o senhor libere a escola!

As bochechas de Mike queimavam e ele não via a hora daquela conversa acabar. Realmente não sabia o que havia dado nele mesmo. Ele tivera aquela ideia e não pensara duas vezes. Quando percebera já estava tendo aquela conversa com o delegado. Deu um tapa na sua testa mentalmente. O que ele estava pensando?

— Você está me pedindo pra fechar a escola sexta-feira à noite para você e a Eleven transarem na cantina?!

— Foi onde demos nosso primeiro beijo – Mike concordou.

— Você está louco! – Hopper se levantou bruscamente.

— Hopper, por favor... – Mike foi agarrado pelo seu colarinho.

— Você vai ficar uma semana sem ver a Eleven por causa disso!

— Uma semana? Mas a gente ia transar na sexta! – escapuliu.

— Sai da minha frente, moleque, antes que eu acabe com você! – Ele empurrou Mike com força para trás que não pensou duas vezes antes de sair correndo.

Hopper chegou em casa naquela noite transtornado. Como o Wheeler tivera coragem de fazer aquele pedido? Pior ainda, pensar naquilo? Ele sabia mesmo que só passava besteira na cabeça daquele moleque. A Eleven não ia mais ver, falar, namorar ou fazer qualquer coisa com o Mike. Talvez fosse melhor que Will se afastasse também. Afinal, os dois eram influenciáveis.

O jeito que ele bateu a porta da casa chamou a atenção de Joyce que passara o dia inteiro sentada no sofá esperando a ligação de Jonathan.

— Que foi, Hop? – ela disse brava por quase tê-la matado de susto.

— O garoto Wheeler! – ele disse se sentando bruscamente no sofá.

— Que que tem o Mike?

— Acredita que ele foi me pedir pra fechar a escola pra que ele levasse a El lá?

— Por que na escola? – Mas de que raios ele falava? Na escola?

— Porque foi lá que eles deram o primeiro beijo.

— Ai, que romântico! – Joyce amoleceu imediatamente ao saber que Mike estava se esforçando para impressionar Eleven.

— Romântico? Joyce, ele pediu pra fazer na escola! Eu não vou tolerar isso!

— Ele está tentando ser fofo, Hop! – Ela o abraçou. – Dá um crédito!

Joyce então roubou um beijo de Hopper. Ele estava sentindo falta daquilo. E por ela ter feito aquilo na sala, ele teve certeza de que só os dois estavam em casa e não pensou duas vezes antes de retribuir. Ele precisava daquilo. Estava muito estressado cuidando de seus novos filhos. Não sabia o que faria se fosse Sarah. Protegê-la-ia com toda a vida assim como fazia com El, mas assisti-la crescer - algo que não aconteceu exatamente com Eleven – dificultaria ainda mais. Pelo menos ele tinha uma família. Algo que lhe faltava há muito tempo.

E quando caiu morto do lado de Joyce na cama depois de uma sessão intensa de amor, ele percebeu que não sabia onde estava Eleven. Se El não estava em casa, então...

— Joyce, cadê a Eleven? – De repente a raiva começou a voltar. Principalmente quando Joyce o olhou com uma cara de culpada. Então, ele não teve dúvidas de onde Eleven estava e o que ele faria.