Chapter 9:

- Não…- concordou o slytherin ausentemente. Depois de uns segundos de silêncio, acrescentou. - Só serão seis meses mais, não deveria ser diferente a estes dois últimos anos. - com crueza, as palavras do jovem fincaram-se no castanho, aumentando seu culpabilidade; sua resignação lhe para dar-se conta da enormidade de seu erro. Pensativo, James só pôde ver como o slytherin se perdia pelos corredores, sem saber que responder a seu comentário.

Com determinação, James empezo a correr seguindo o mesmo corredor pelo que havia desaparecido Snape para vários minutos, buscando lhe desesperadamente. Havia prometido ajudar-lhe, e, ainda que soubesse quase a ciência verdadeira que não era totalmente sincero com ele, lhe devia. E, assim pudesse parar as agressões, o intentaria com todo o afinco possível. Não por nada era um Gryffindor, um valente leão.

Enquanto corria, empezo a abrir o mapa do Maroto lembrando-se do encontro essa mesma noite; não deixaria que o slytherin abandonasse, não até que fizesse seu ultimo esforço. E, se para isso devia se fazer amigo da serpente traiçoeira, ele faria. Meio os olhos, analisando o pergaminho puído em busca do vampiro das masmorras; ia de caminho a sua sala comunal, felizmente a passo lento. Seguramente, teria muito sobre o que reflexionar; sua conduta, seus atos…

Tentava não pôr cara amarga ante a lembrança: Snape havia caído muito baixo drogando a Bela. Claro, também não culpava-lhe diretamente a ele; com a senhorita Black eles usaram os bullings pessoais, isto é, seus amigos, e opor a seus desejos era mas bem uma conduta gryffindor. Apesar de tudo, dizer 'não' não era tão difícil… ou se?

Finalmente lhe encontrou; sacudindo a cabeça em uma tentativa de afastar os pensamentos fúnebres de sua mente, deu-lhe alcance. Se situo a seu lado e, sem dizer palavra alguma, seu braço direito passo sobre seu ombro, e dirigindo seu movimento, encarou a Severus em direção contrária às masmorras.

- Que faz?

- Vamos à Torre de Astronomia, temos que falar. - o slytherin deixou-se fazer, impressionado pela atitude de James. Até para poucos minutos, sua mirada havia sido de completo horror, e no entanto, aí estava, dizendo de falar como se nada tivesse ocorrido.

O percurso fez-se longo e para James, algo incomodo. O dilema em sua mente sobre tirar seu braço ou não lhe estava carcomendo por dentro: fazê-lo séria dizer-lhe que não desejava sequer lhe tocar… e não o fazer séria uma ação demasiado amistosa, algo que não desejava ter. Antes de chegar a seu destino, não obstante, algo caçou em sua mente: estava tendo em conta os sentimentos do outro. Pela primeira vez em um curto espaço de tempo, assustou-se de si mesmo, daquilo no que começava a degenerar a culpa em seu organismo.

James desejava voltar a ver ao mesmo Snape de quarto curso, sempre com um comentário afiado na ponta da língua e um feitiço o suficientemente poderoso como para lhe derrubar…. Desejava voltar a ver ao odioso Snape, a Snivellus, e não a essa vadia imitação, a esse despojo de pessoa na que se havia convertido… ou o haviam convertido. Engoliu em seco ante a nova pulsada de culpabilidade: sua própria mente revelava-se ante a possibilidade de deixar de culpar-se, com essa pequena voz que começava a cobrar força, delimitando a cada frase que dizia com comentários dirigentes.

Repentinamente, seu braço direito se tenso e, ante a mirada de temor de Snape, James retirou seu agarre do ombro do garoto. Em seguida, o escuro rapaz se relaxou, mas sua mirada voltou a cair ao solo, ante o desespero do castanho: todo mundo parecia ser fácil de contentar, mas Snape… sempre falhava em suas decisões, fossem quais fossem. Seu incomodidade aumento, e mordendo-se o lábio, falou:

- Gosta do Natal?

- É-me indiferente. - sua resposta foi cortante e seca, tentando limpar a conversa.

- Pois a mim gosto… De em outros anos costumo passar com minha família e meus melhores amigos. - o ódio começou a brotar no peito de Severus: podia entender que todos fossem felizes em ocasiões como aquelas, mas daí a lhe esfregar sua felicidade pelo rosto… - Ficamos todos a dormir na mesma casa para receber os presentes juntos…

- Alegro-me por ti. - outra vez mas, Severus tentou dar por finalizada a conversa.

- E você? Com quem passas o natal? - James abriu a porta de madeira que dava a sala de Astronomia, enquanto no slytherin começava a se formar um sentimento de mal-estar. Não obstante, não respondeu a sua pergunta, e, entrando na sala redonda, se sentou no chão em frente à grade metálica. Carrancudo, o gryffindor cerrou a porta depois de si, molesto pela pouca atenção que lhe estava prestando o garoto. - Seus pais? - questionou finalmente, tentando adivinhar a resposta a sua própria pergunta.

- Com ninguém que te interesse.

- Que te passa, Snape? Não gosta do tema de conversa? - disse James, explodindo. Todos seus esforços por manter uma conversa normal com o slytherin eram frustrados pela serpente.

- Não. - a resposta imediata fez ver a James que uma vez mais errava em suas decisões. Não parecia ter nada em comum com Severus, e isso lhe exasperava, porque se fazer amigo de alguém com quem não coincides em gostos era extremamente difícil.

- Bem, então me irei. - Molesto, levantou-se de seu lugar com violência e caminho para a porta. Severus observou como o garoto que começava a lhe atrair se afastava dele com angústia. Era uma estupidez pensar que em algum momento James lhe pudesse querer, ainda que fosse como amigo, e suas ações lhe haviam ver que lhe desprezava, como todos os demais. No entanto, o gryffindor estava-se esforçando por ajudar-lhe e compreender lhe, algo que ninguém havia fato por ele. Seus lábios, traiçoeiros, falaram antes de que pudesse o evitar; afinal de contas, o estava melhor longe de sua companhia, mas ainda assim Severus era egoísta.

- Não te vás. - rapidamente, James deu a volta e observo-lhe estranhado, como se tivesse três cabeças. Envergonhado por sua própria reação, manteve-se cabisbaixo, mordendo-se com nervosismo o lábio inferior. Acabo de dizer o que acho que tenho dito? Deus, agora se riria de mim por soar tão desesperado… Não obstante, James suspirou audivelmente e voltou a seu lugar a sua direita sem dizer nada mais.

- Muito bem, voltaremos a começar. - Severus assentiu debilmente com a cabeça; às vezes lhe parecia que James era demasiado bom com ele. E isso gostava, por mais que lhe desagradara da ideia. - Com quem passa o natal?

-Antes passava-a com meus amigos de Slytherin. - a breve resposta de Snape deixo parcialmente satisfeito a Potter; o garoto parecia começar a abrir-se um pouco.

- E agora?

- Na biblioteca. - Severus elevou a vista para olhar a seu interlocutor; o cenho de James estava franzido em um signo de desagrado. Sentindo um pequeno calor em seu peito, a serpente sorriu levemente em um gesto que não passou desapercebido para o gryffindor. Por momentos, a voz de sua consciência respiro tranquila, a gosto com a reação de Snape. Ainda que ainda havia um interrogante em sua mente que não acabava de aclarar: Por que seus amigos já não o eram?

- Que passo com teus amigos? Enfadaste-te com eles?

- Ao contrario, eles me deram as costas quando se inteiraram de que meu pai era muggle. - Como um quebra cabeça excessivamente singelo, as peças encaixaram à perfeição. Nunca havia parado a pensar no status de sangue do jovem que tinha ao lado, mas era muito simples deduzir que não era sangue puro; seu sobrenome era muggle. E, o que os slytherin mais odeiam, deixando de lado aos gryffindor, eram os muggles. - Mas esse é outro tema do que não gosto de falar.

- Vale… - as rápidas palavras acrescentadas por Snape fizeram-lhe ver a James que aquela conversa não poderia continuar por essa saída. Reprimiu um clique de língua, e tento centrar em seus amigos. - Não tens mais amigos fora de Hogwarts?

- Lucius e Narcisa. - a velocidade de vertigem, James associo os nomes ao herdeiro Malfoy e sua noiva, a bela loira de pele alabastrina que lhe acompanhava sempre.

- Caem-te bem os futuros senhores Malfoy? - pergunto o castanho com incredulidade. Apesar de ser tremendamente arrogantes, ricos e loiros, os dois rapazes tinham uma mentalidade fechada com respeito ao sangue.

- Sim. - o cenho do moreno se franziu ao ver a mirada estranhada de seu colega. - Atualmente, são os únicos que me aceitam sem pensar em meu dinheiro, em minha família ou em minha aparência.

- E…. Bellatrix Black? - James mudo de tema, tentando indagar mais naquele lúgubre assunto da poção.

- Não a voltei a ver desde que saiu do colégio, faz quatro anos. Abraçada a Lestrange, para mais detalhes.

- Pago-te as poções ou algo?

- Não. - as sobrancelhas de James alçaram-se exageradamente; sem interesses de por médio, ninguém slytherin se arriscaria a realizar uma poção tão potente para outro .- Bela obrigo-me a fazê-la, não tênia porque me pagar.

- Obrigo-te? - repetiu o castanho.

- Sim. Vinho com seus amigos os abusadores, propôs-me fazer a poção como um 'repto', me neguei, me juro me fazer a vida impossível, seus amigos me golpearam e me levaram ao laboratório a ponta de varinha. Não há mais, Potter.

- Mas… podias ter-te negado, podia ter dito ao diretor…

- Negar-me implicaria que meus próprios amigos me odiassem, e dizer ao diretor não tivesse servido para nada. Nunca me tem crido em nada do que lhe disse. - com reticencia, James teve que lhe dar a razão ao slytherin. Todas e a cada uma das vezes que Snape havia se ido queixar ao diretor sobre o comportamento de seus amigos e o seu, eles lhe desacreditavam, e, finalmente, o diretor só sorria e lhes mandava de volta às aulas. Ainda que para James ver ao moreno perder uma vez mais girava-lhe uma euforia incapaz de descrever, nesse momento se empezo a sentir decepcionado; pôr no lugar do outro lhe doía, sobretudo porque tinha razão em seus fundamentos.

- Tal e como o diz, o mais sensato séria lhe fazer a poção. - concordou James. Com um movimento de mão, o leão observou a hora em seu relógio, e levantando-se, se despediu de seu colega. - Amanhã volta aqui a meia-noite.

- Por que chorava ontem? - pergunto apressadamente o slytherin, antes de que James fechasse a porta depois de si. A mão do castanho se cerro em torno do pomo metálico da porta, recordando com viveza a noite anterior.

- A culpa. - só foi um sussurro para o pescoço de sua camisa, mas o agudo ouvido de Snape captou as palavras com dificuldade. Segundos mas tarde, a porta se fechou com um golpe seco, deixando a um slytherin pensativo atrás.

Os olhos do escuro rapaz voaram da porta ao horizonte, depois da grade. Contrário ao que havia pensado durante esses sete anos de convivência daninha, James Potter era bom com ele. Sabia a ciência verdadeira que o rapaz era completamente heterossexual, e ainda que gostasse dos homens, ele não poderia competir contra a beleza de Lily. Apesar de tudo, o sentir perto de si começava a ser uma sensação aditiva. Um sorriso espasmo as comissuras de seus finos lábios, curvando sua boca.

Ademais de ser amável, gentil, valente e muitos qualificativos mais, o jovem era guapo. Ou, para ser exato, muito guapo. Repentinamente, um pensamento curto todos os demais: Estou-me apaixonando de Potter? Sua pele empalidecia; despois de sete anos de humilhações, de dois anos de golpes e abusos e mal em uma semana de neutralidade… Não podia estar apaixonando-se de sua nêmeses. Não depois de tudo o que lhe havia feito passar, de toda a vergonha que levava às costas graças a ele.

Não obstante, o garoto parecia reformado; lhe havia salvado de uma morte segura, tentava elevar o animo e, ademais, já não desejava lhe fazer dano. Sacudiu a cabeça como um cão, tentando esquecer esses pensamentos, e se centrar em viver sua vida.

Por outro lado, James caminhava confuso para sua Sala Comunal. Sabia ele que ali lhe esperava; as caras longas de seus amigos, e sua namorada. Namorada à que começava a deixar de querer, ante sua própria incredulidade. Porque, desde o momento em que havia visto o sorriso sincero de Severus, sua mente somente havia pensado em beijar-lhe. E lhe alarmavam seus próprios sentimentos revoltos. Enquanto seu amor por Lily decaia, começava a surgir algo estranho em seu peito a cada vez que via a seu slytherin particular; algo cálido, que lhe confortava, e que, no entanto, levava da mão à confusão.

E também estavam seus amigos; lhe seguia querendo, mas Sirius… Sirius não era o que James sempre havia crido que era; e, se aquela que havia mostrado para poucas horas era sua verdadeira faceta, poria fim a sua amizade, por mais que lhe doesse. Remus, por outro lado, parecia deixar arrastar-se muito por seu amado, e Peter seguia sendo o mesmo de antes. Sempre seguindo ao primogênito dos Black, sempre louvando-se e deixando-se pisotear por ele.

Aquilo parecia ser um atira e solta, entre a influência de James e a de Sirius em seus amigos; e James sabia quem ia ganhar essa pequena batalha. Peter sempre seguiria a Black, e Remus… lhe amava, e isso podia chegar a cegar.

Continua…

Nota tradutor:

Nem sei o que dizer sobre esse capitulo, mas eu adorei de qualquer forma!

Bora para os comentários?

Ate breve…