Uma Canção para a Eternidade
Música – Without you (Kiss)
Fanfic – Naru L
As I sit here and think about all that i'm missing (all that i'm missing) oh yeah
About everything that I could ever ask for, but you
All the past time we spent wondering how you've been (wondering how you've been) oh yeah
But the more that you're on mind i'm just lonely and blue (can't you see)
(Enquanto eu sento aqui e penso em tudo que estou perdendo (Tudo que estou perdendo) oh yeah
Sobre tudo que eu podia ter pedido, mas voc
Todo o tempo que passamos nos perguntando como você estava (nos perguntando como você estava) oh yeah
Mas, quanto mais você pensava eu fico sozinha e triste (você não vê))
Kagome terminou de ler a agenda da semana e levantou a cabeça olhando para as pessoas na sala. Seis meses haviam se passado desde a viagem para aquele show no litoral e embora soubesse a razão de InuYasha estar cada vez mais mal humorado, não conseguia entender o que tinha acontecido para que os outros três se afastassem cada vez mais. Sangô nem ao menos olhava para Miroku e Sesshoumaru parecia mais intratável do que nunca. Ela suspirou lançando outro olhar para a agenda a sua frente antes de falar:
– Eu tenho algo para dizer a vocês. – Kagome levantou da cadeira esperando que os outros ao menos estivessem ouvido – Jii–san acha que fiz um trabalho muito bom com vocês e já que estão razoavelmente estabilizados não precisarão tanto da minha atenção.
– O isso quer dizer, Kagome–chan?
– Quer dizer que ainda teremos encontros para discutir o que tem que ser feito, mas não ficarei ao lado de vocês o tempo todo como fiz até agora, Sangô–chan.
– Em outras palavras, servimos de cobaias para ver se você era capaz de promover algo e agora que viu que isso é possível vai nos abandonar!
– Eu não disse isso, InuYasha. – Kagome falou virando–se para olhar para o rapaz que tinha levantado da cadeira e a olhava com um misto de raiva e decepção – Ainda cuidarei de vocês, só que não do modo como fiz até agora... sinto falta do que fazia antes, e deixei isso de lado para poder agenciá–los.
– Está apenas trocando as palavras, Kagome.
– Se eu estivesse disposta a abandoná–los teria entregado vocês a meu primo como Jii–san sugeriu! – Ela falou irritada, o que chamou a atenção de Sesshoumaru e Miroku. – Ele é tão ou mais capaz do que eu, já que tem anos de experiência nesse tipo de coisa.
– Então, por que não faz isso? – InuYasha perguntou estreitando os olhos.
– Por que sou perfeitamente capaz de fazer as duas coisas ao mesmo tempo e não vou deixar Bankotsu ter o crédito por algo que me sacrifiquei tanto para ver acontecer!
– Sempre pensando apenas em si mesma, não é? – InuYasha falou sarcástico – Por que não me surpreendo com isso?
– Pelo visto minha presença não é mais necessária aqui. – Sesshoumaru levantou da cadeira e deixou a sala de reuniões sem esperar resposta, não que alguém se incomodasse em dar alguma.
– Se eu pensasse apenas em mim mesma não me importaria com você seu ingrato!
– Hum... – Sangô falou parecendo incomodada com o humor dos dois que parecia ter mudado por uma bobagem, coisa que estava acontecendo mais freqüente a cada dia que se passava – Acho que vou falar convidar Jii–san para almoçar comigo hoje... – a garota levantou e deixou a sala quase correndo.
– Quer mesmo que eu acredite que você se importa comigo?
– Eu vou... hum... – Miroku levantou da cadeira enquanto pensava em uma boa desculpa para sair dali, deu de ombros ao perceber que os dois não estavam lhe dando atenção – Ali fora conversar com os patos. – Ele falou saindo da sala antes que um dos dois percebesse o que tinha dito.
– Acredite no que quiser, seu... – Kagome parou de falar e olhou para a porta confusa – O que Miroku disse que ia fazer?
– Conversar com os patos e não mude de assunto, você... – InuYasha parou de falar quando viu a garota começar a rir e parou para pensar no que tinha acabado de dizer, baixou a cabeça escondendo um sorriso.
– Acho que espantamos todos eles. – Kagome falou voltando a sentar na cadeira ainda rindo pela desculpa de Miroku.
– Por que ele ao menos não teve a decência de arrumar uma desculpa melhor? – InuYasha falou levantando a cabeça para olhar nos brilhantes olhos azuis.
– Acredito que ele tenha pensado que não estávamos prestando atenção ao que falavam – Kagome falou esforçando–se para parar de rir, Inuyasha apenas concordou com um aceno continuando a olhar para ela.
– Sente mesmo falta de seu antigo trabalho, Kagome?
– Foi o que eu disse, não foi? – Ela respondeu sentindo o riso morrer.
– Não está apenas arrumando uma desculpa para se afastar de mim?
– E por que eu faria isso?
– Pelo que aconteceu naquela noite quando ELA—
– Já passou muito tempo desde que isso aconteceu, InuYasha... – Kagome fechou a agenda e a colocou dentro da bolsa antes de levantar – Se eu quisesse me afastar de você teria feito naquela época, não acha?
– Seu orgulho não a deixaria se afastar de nós há seis meses, Kagome – InuYasha falou levantando também – Sabe tão bem quanto eu que tinha que provar que era capaz de terminar o que começou.
Why can't you be with me to hold me tight (hold me tight)
Just being with you will make everything better and bright
(Por que você não pode estar comigo me abraçando forte (abraçando forte)
Apenas estar com você faz tudo melhor e mais brilhante)
– Você apenas PENSA que me conhece, InuYasha – Kagome falou baixando a cabeça – Não faz a mínima idéia do porque de eu ter me envolvido tanto com vocês quando nunca tinha feito isso antes.
– Você poderia me dizer e assim eu não precisaria chutar no escuro.
– Não quero. – Ela falou caminhando para a porta, parou quando ele se colocou a sua frente – Quer fazer o favor de me deixar passar?
– Fale a razão de ter resolvido ser nossa agente.
– Eu não tenho que falar nada. – Tentando passar por ele – Provei ser capaz, não é mesmo?
– Quero a razão!
–E eu quero sair da sala!
– Responda minha pergunta e eu a deixo sair.
– Eu posso apenas gritar SOCORRO e sairei sem ter que responder suas perguntas idiotas. – Ela falou irritada enquanto dava um passo para o lado e o viu fazer o mesmo – Saia da minha frente, InuYasha!
– Responda–minha–pergunta–primeiro.
– Nunca teve essa curiosidade antes, por que está fazendo um escândalo agora?
– Não estou fazendo escândalo, Kagome – InuYasha falou colando as mãos nos ombros dela – Eu fiz uma pergunta e estou esperando uma resposta.
– Eu... – Kagome começou nervosa com a proximidade dele – eu... queria mudar um pouco o que fazia e––
– Essa é a versão que nos disse naquela época. – InuYasha a interrompeu, colocou a mão em seu rosto quando a garota fez menção de baixar a cabeça e a forçou a olhar em seu olhos – Agora, estou interessado na verdade.
– E se eu não quiser falar?
– Não deixarei você sair daqui.
– Eu vou gritar se voc
– Quem está querendo fazer um escândalo agora, Kagome?
– Está me deixando com dor de cabeça... tire as mãos de mim e me deixe sair da maldita sala!
– Sempre tão teimosa... – InuYasha falou com um pequeno sorriso – Toma todas as decisões sem nem mesmo pensar no que pode acontecer a seguir...
– Está me chamando de irresponsável? – Kagome falou levantando uma sobrancelha – Não sou eu quem tem um caso com Miroku!
– Eu pensei que tínhamos concordado em nunca mais tocar nesse assunto! – InuYasha falou dando um passo para trás.
– Eu apenas tinha me esquecido desse "pequeno" detalhe até agora, mas já que você está disposto a me irritar com perguntas insignificantes por que não aproveita e me explica o que você e Miroku—
– Pela última vez, Kagome... – InuYasha falou estreitando os olhos – Eu não tenha nada com aquele idiota, pare de duvidar da minha masculinidade ou vai se arrepender...
– Vamos partir para as ameaças agora? – Kagome falou sarcástica – Interessante... – Ela sorriu jogando a bolsa no pequeno sofá ao lado da porta – Bem, você tem agido de modo mais estranho que o normal nos últimos seis meses, não arrumou nem ao menos uma garota para disfarçar—
– Estou avisando, Kagome... Parecomisso.
– Ao menos Miroku dá em cima de todas as garotas que aparecem... – Ela se virou de costas para ele continuando a falar – A fama de mulherengo dele é algo mais fácil de—
– Yamete! – Ele falou colocando a mão no ombro dela e forçando–a a se virar para encará–lo.
– Não é muito agradável ser pressionado, não é mesmo?
– Ao contrário de você, não inventei uma mentira, que sabe que me irrita, apenas para fugir do assunto. – Ele falou se aproximando dela – Eu fiz uma pergunta sobre algo que realmente queria saber.
– Você acha que suas preferências sexuais não são da minha conta? – Ela falou dando um sorriso, ignorando seu coração que batia cada vez mais rápido com a proximidade do corpo dele.
– Se eu responder sua pergunta... – InuYasha falou aproximando o rosto do dela – Você responderá a minha?
– Se for sincero comigo eu—
– Ótimo! – Ele deu mais um passo colocando os braços em torno da cintura dela e baixando a cabeça, não pode evitar um sorriso quando viu os olhos dela se arregalarem – É tudo o que eu precisava saber.
– O que você ACHA que está fazendo? – Ela perguntou assustada tentando se libertar dos braços dele que apenas se apertaram sua cintura diminuindo ainda mais a distancia entre seus corpos.
– Respondendo a sua pergunta, ora. – Ele falou inclinando a cabeça e tomando–lhe os lábios em um beijo ardente.
Um a pequena parte de Kagome lhe dizia que aquilo era errado e que deveria se afastar dele, mas assim que sentiu os lábios dele contra os seus todos os pensamentos racionais sumiram dando lugar ao desejo de senti–lo novamente. Mesmo se envergonhando do fato a verdade é que se naquela noite ele não a tivesse chamado pelo nome da ex–namorada ela não teria tido forças para impedi–lo e pelo visto ele não cometeria o mesmo engano dessa vez.
InuYasha continuou a beijá–la até que ela sentiu seu coração batendo como um tambor em seu peito, enlaçou o pescoço dele em busca de apoio quando sentiu os joelhos fraquejarem. Um gemido escapou de seus lábios quando sentiu as mãos dele deslizarem por suas costas trazendo–a para mais perto de seu corpo, o que o fez levantar a cabeça e olhar para o rosto dela, os olhos ainda fechados e a respiração ofegante.
– Bem... – InuYasha falou em voz baixa enquanto a via abrir os olhos lentamente – Acho que respondi a sua pergunta, não é?
– Você... hum... – Kagome parou de falar por um momento não reconhecendo a própria voz. Respirou fundo tentando acalmar seu coração que continuava a bater descontrolado em seu peito – Você apenas me provou que beija muito bem.
– Então... – Ele sorriu aproximando o rosto do dela novamente – Devo continuar até que você tenha certeza?
– Iie. – Ela sorriu – Já me convenceu... – Viu o sorriso aumentar no rosto dele e não pode evitar a provocação enquanto tentava colocar alguma distancia entre os dois – ... por enquanto.
– Por enquanto? – InuYasha levantou uma sobrancelha – Acho que vou ter que me contentar com isso... por enquanto. – Ele a soltou antes de completar – Agora, responda a MINHA pergunta.
– Vai se zangar se eu disser que não me lembro qual era? – Kagome falou sentando–se na beirada do sofá.
– Na verdade não. – ele sorriu pretensioso o que fez a garota revirar os olhos.
– Acho que essa não foi a coisa certa a dizer.
– Agora é tarde demais, não pode retirar o que disse.
– Bem, acho que vou ter que viver com isso... – Kagome suspirou voltando a pegar a bolsa e levantando do sofá – Vejo você depois.
– Não tão depressa, espertinha. – Kagome parou com a mão na maçaneta ao ouvir a voz dele – Me diga a razão de ter abandonado o trabalho que tanto gosta para cuidar apenas de nós.
– Quer mesmo saber? – Ela perguntou sem se virar e antes que ele respondesse continuou – Você, InuYasha... – Kagome abriu a porta sem ver a expressão dele – Sempre foi você.
– Kagome...
– Vejo você depois. – Ela falou saindo da sala.
oOoOoOoOoOoOo
I wanna have you by my side
You always make it right
And without you my heart starts to cry
How will I ever go on
How will I stay strong
Do you see without you my soul dies
(Eu quero ter você ao meu lado
Você sempre faz tudo ficar certo
E sem você meu coração começa a chorar
Como eu vou continuar?
Como vou permanecer forte?
Entenda que sem você minha alma morre)
Kagome parou na porta de sua sala e olhou para Miroku sentado no sofá da pequena recepção em frente à porta da sala de seu avô.
– Esperando que algum pato saia daí para conversar com você, Miroku?
– Nani? – O rapaz moreno olhou para ela confuso enquanto a velha secretária de seu avô lhe lançava um olhar estranho como se estivesse pensando que ela tinha enlouquecido.
– Esqueça – Kagome sorriu – Está esperando por Sangô, não está?
– Talvez. – Ele baixou a cabeça, desanimado – Ela não quer me dar uma chance de explicar as coisas...
– Não acho que você vá querer falar com ela com Jii–san presente... – A garota riu com a expressão chocada dele e fez um sinal para que ele se aproximasse – Venha, fale comigo e eu pensarei no que pode ser feito.
– Mas... – Miroku olhou para a porta fechada do velho Higurashi como se pudesse forçá–la a se abrir com isso.
– Está tentando falar com ela há quanto tempo e não consegue, Miroku? – Kagome falou olhando para ele – Acha que ficar parado e olhando enquanto ela se afasta vai resolver seu problema? – Ela deu um pequeno sorriso quando o viu levantar do sofá parecendo completamente sem esperança – Venha aqui e me conte o que aconteceu e se eu realmente achar que você é inocente dessa vez, prometo que vou ajudá–lo.
– Vai mesmo me ajudar? – Ele levantou os olhos azuis em sua direção.
– Apenas se eu achar que você merece. – Ela sorriu e abriu mais a porta esperando que ele passasse – Não acha que vou convencer Sangô–chan a lhe dar uma chance apenas para vê–la magoada logo em seguida, acha?
– Acho que não. – Miroku falou entrando na sala e se virando para ela – Mas, dessa vez eu realmente não tive culpa.
– Você nunca tem, Miroku. – Kagome sorriu enquanto fechava a porta – Você nunca tem.
oOoOoOoOoOoOo
I stayed up all night remembering what we had (remembering what we had) oh yeah
And I can't sleep a wink cuz thinking of you makes me sad (yes you do)
I can't seem to shake you off my mind
Just wanna go back in time to just press rewind
(Fiquei acordada a noite toda pensando no que tivemos (lembrando o que tivemos) oh yeah
E eu não posso dormir porque pensar em você me deixa triste (sim, você faz)
Eu não consigo tirar você de minha cabeça
Quero voltar no tempo, apenas apertar rewind)
InuYasha ficou olhando para o lugar que Kagome tinha estado ouvindo as palavras dela se repetirem "Você, InuYasha ... Sempre foi voc enquanto tentava entender o que ela tinha dito. 'Não pode ser o mais óbvio... Ela não quis dizer o que eu estou pensando... É impossível se apaixonar por alguém que não se conhece e…' O rapaz olhou para a porta vazia mais uma vez e se batendo mentalmente por sua estupidez . 'Por que diabos eu fico aqui parado falando comigo mesmo quando devia tê–la impedido de sair?'
O rapaz saiu correndo da sala, mas parou quando ouviu Miroku.
– Vai mesmo me ajudar?
– Apenas se eu achar que você merece. – Kagome respondeu entrando e abrindo mais a porta para que Miroku passasse.
InuYasha estreitou os olhos ao ver aquilo, sem perceber fechou as mãos em punhos, enquanto pensava nas várias maneiras de matar o outro rapaz por atrapalhar seus planos. Baixou a cabeça ao sentir algo quente escorrer em sua mão direita e arregalou os olhos chocado por ver que era sangue, deu meia volta ao ouvir a porta sendo fechada enquanto pegava um lenço do bolso para colocar sobre os pequenos cortes antes que sujasse o tapete claro que cobria todo o corredor.
– Posso saber o que está fazendo, InuYasha? – Sangô sorriu quando viu o rapaz se virar assustado – Ora, vamos... o que pensou que eu fosse?
– Nada. – Ele falou irritado enquanto enrolava o lenço branco na mão – Acho que vou dar uma volta... e trate de fazer as pazes com Miroku, pelo menos assim ele se afastará de Kagome.
– Ele deu em cima dela? – Sangô perguntou estreitando os olhos – Maldito hentai, eu vou—
– Acalme–se, não foi isso o que eu disse. – InuYasha falou olhando para a garota desconfiado – E da onde diabos você surgiu? – Sangô deu um sorriso sem graça ao ver o rapaz estreitar os olhos – Não estava aqui até que a porta se fechou.
– Bem, eu... – Ela baixou a cabeça antes de continuar – Estava no banheiro e—
– Eu estava indo para o banheiro... você apareceu ATRÁS de mim.
– Você só é lento quando quer, não é mesmo?
– Oi!
– Está bem, eu estava me escondendo na sala de Jii–san até Miroku ir embora... – Sangô apontou para a velha secretária – Kaede–san me avisou quando ele desapareceu para que eu pudesse sair
– Ele não desapareceu, apenas entrou na sala de Kagome. – InuYasha falou olhando para a garota irritado – Pare de se esconder dele e resolva o problema de uma vez!
– Assim como você resolveu seu problema com Kagome–chan?
– Não faço idéia do que você está falando. – InuYasha se virou começando a andar para o elevador.
– Todas essas discussões com Kagome–chan não podem ser por nada...
– Kagome e eu não concordamos em alguns pontos, por isso brigamos – Ele parou em frente ao elevador e apertou o botão, depois se virou zangado para a garota – Pare de me seguir!
– Você ficou tão mal humorado... – Sangô sorriu maliciosamente – Tem certeza de que não quer nada com Kagome–chan?
– Hai! Me deixe em paz!
– Com Miroku, talvez?
– Yamete! – InuYasha quase gritou o que atraiu a atenção da velha secretária. O rapaz respirou fundo tentando se acalmar e suspirou aliviado quando ouviu as portas do elevador se abrirem. Ele mordeu os lábios lutando contra a tentação de mostrar a língua para a garota sorridente. – Já tenho coisas demais para me preocupar sem ouvir suas bobagens, Sangô!
– Como o que, por exemplo?
– Não é da sua maldita conta e—
– Konnichi wa, minna–san. – Uma alegre voz feminina saudou ao sair do elevador.
– Konnichi wa... – InuYasha e Sangô responderam em uníssono, sem conseguir esconder a surpresa ao ver a garota de longos cabelos negros parada ali.
oOoOoOoOoOoOo
I wanna have you by my side
You always make it right
And without you my heart starts to cry
How will I ever go on
How will I stay strong
Do you see without you my soul dies
(Eu quero ter você ao meu lado
Você sempre faz tudo ficar certo
E sem você meu coração começa a chorar
Como eu vou continuar?
Como vou permanecer forte?
Entenda que sem você minha alma morre)
Sesshoumaru saiu do elevador e caminhou para a saída do edifício, alheio aos olhares, parou perto da porta quando ouviu uma voz feminina chamar seu nome.
– Sesshoumaru–sama?
– Qual o problema, Sara? – O rapaz virou para a garota de longos cabelos castanhos com uma expressão fria, não estava disposto a fingir interesse enquanto ela tentava convencê–lo a sair com ela mais uma vez.
– Essa carta chegou há duas semanas aqui e está endereçada a Akuma Sesshoumaru e—
– Apenas outra carta de uma fã, Sara... – Ele se virou e abriu a porta –Coloque junto com as outras.
– Não acho que seja de uma fã, Sesshoumaru–sama – A garota deu mais um passo e colocou a mão no braço dele – Veio do escritório de Kaiyo Rin e—
– Kayou Rin? – Ele se virou novamente e puxou a carta das mãos de Sara – Por que esperou todo esse tempo para me entregar essa carta?
– Pensei que era importante e achei que era melhor entregá–la em mãos. – A garota baixou os olhos quando viu a expressão zangada dos normalmente olhos frios dele – Gomen ne, Sesshoumaru–sama... Mas, o senhor não vem aqui há mais de um mês.
– Eu venho aqui todos os dias, Sara. – Ele falou desistindo de caminhar como tinha pensado a principio e voltando a pisar em direção ao elevador – Apenas não tenho tempo de ficar perambulando pelo hall de entrada... – Ele estreitou os olhos ao se virar para a garota antes de completar – E da próxima vez que uma carta chegar aqui mande–a para o escritório de Kagome e não fique escondendo... entendeu?
– Hai, Sesshoumaru–sama.
– Ótimo! – Nesse momento as portas do elevador se abriram e o rapaz entrou apertando o botão para o segundo subsolo onde estava seu carro. Estava abrindo o envelope quando sentiu o celular vibrar no bolso da jaqueta e praguejando baixo ele o pegou. – Moshi Moshi?
– Espero que não esteja de saída, Sesshoumaru... pois como você bem sabe estamos apenas na metade do dia.
– O que você quer, InuYasha?
– Você se esqueceu da sessão de fotos para promover o novo show?
– Isso é hoje?
– Iie, Mas o velho Higurashi quer conhecer a fotografa antes e disse que seria melhor que todos nós estivéssemos presente.
– Por que ninguém me avisou isso antes?
– Foi o primeiro item da agenda que Kagome leu.
– Bem... – Sesshoumaru girou os olhos enquanto via as portas do elevador se abrirem, estendeu o braço para a apertar o botão do andar do escritório novamente – Acho que preciso começar a prestar atenção quando Kagome fala.
– Seria uma boa idéia... – InuYasha riu antes de continuar – Mas você nunca fez isso e nem por isso esqueceu de um compromisso antes.
– Eu estava ocupado com outras coisas. – Sesshoumaru olhou para o envelope em suas mãos e suspirou enquanto o dobrava colocando–o no bolso da calça.
– Resolveu sair com Sara?
– Não nesta vida. – Ele suspirou antes de completar – Estou subindo, guarde suas gracinhas para quando chegar ai.
Sesshoumaru desligou o telefone voltando a guardá–lo no bolso da jaqueta enquanto esperava o elevador chegar a seu destino.
oOoOoOoOoOoOo
InuYasha olhou para o telefone em suas mãos decepcionado.
– Baka, nem esperou eu dar as boas notícias. – O rapaz deu de ombros saindo da sala de reuniões e sorriu ao ver a garota conversando no corredor com Sangô – Ele está subindo, mas não consegui avisá–lo de que estava aqui.
– Está tudo bem, InuYasha – A garota morena deu um sorriso triste antes de completar – Não acho que ele se importe com esse fato.
– Jii–san está ansioso para conhecê–la. – Sangô falou segurando a mão da garota e começando a puxá–la para dentro da sala de reuniões – Ele ficou impressionado com seu trabalho.
– Fico feliz com isso, Sangô.
– Vou avisar Kagome que você está aqui – InuYasha falou deixando a sala.
– Quer que eu pegue algo para você? – Sangô falou sentando em uma das cadeiras e indicando que a garota fizesse o mesmo. – Água? Café?
– Iie – A garota sentou com um pouco de dificuldade devido ao avançado estado de gravidez – Só quero sentar um pouco.
– Vai me contar quem é o pai?
– Eu devia esperar isso, não devia? – Ela riu olhando para a garota a sua frente – Afinal, todo mundo faz a mesma pergunta.
– Isso é um não?
– Hai. – Ela sorriu colocando a mão sobre a barriga – é um segredo apenas meu e dele.
oOoOoOoOoOoOo
Sesshoumaru colocou a mão no bolso voltando a pegar a carta enquanto sentia todas as lembranças daquela noite voltarem como se tivessem se passado apenas minutos. Fechou os olhos amaldiçoando a si mesmo por ser tão fraco. Afinal, não tinha dito ao irmão tantas vezes que deixar o coração decidir apenas levava a decisões inúteis?
'Ao que parece, Rin... você conseguiu fazer com que eu mudasse de idéia.'
Deixar o pequeno apartamento naquela manhã tinha sido a coisa mais difícil que já tinha feito em toda sua vida, mas sua cabeça lhe dizia que tudo o que tinham era aquela noite e tudo o que tinha restado eram as lembranças.
Tudo o que Rin havia pedido era para que ele não a procurasse, havia lhe custado toda sua vontade, mas ele cumpriu o único pedido que a garota tinha lhe feito. E todas as noites, quando voltava sozinho para seu apartamento e estava cansado demais para lutar com as lembranças, ou não estava cansado o suficiente para apenas deitar e dormir, a vontade de pegar o telefone e ligar para ao menos poder ouvir a voz dela era quase irresistível. Mas nem uma vez ele cedeu dizendo que tinha que ser forte para cumprir o pedido dela, apesar de no fundo saber que estava apenas fugindo.
Rin estava certa, se tivesse acordado antes dela naquela manhã nunca a deixaria sair do seu lado. Mesmo sabendo que aquilo não era a coisa "certa" a fazer.
Maldito coração, quando você pensa que não tem mais um para obrigá–lo a sofrer alguém aparece e lhe prova o contrário.
oOoOoOoOoOoOo
You're all that I want
You're all that I need
So why don't you come and be with me
(Você é tudo o que quero
Você é tudo o que preciso
Então por que você não vem ficar comigo?)
InuYasha parou em frente a porta da sala de Kagome sem saber se deveria bater ou não. A chegada da fotografa tinha lhe dado a desculpa perfeita para tirar Kagome de perto de Miroku. 'Então por que diabos estou hesitando agora?' talvez por que as palavras de Sangô quando tinha lhe dito para se entender com Miroku ainda estivessem fortes demais em sua memória "Assim como você resolveu seu problema com Kagome–chan?" Eu não tenho problemas com Kagome "Todas essas discussões com Kagome–chan não podem ser por nada..." 'Maldita Sangô.'
Qual o problema se os últimos três meses tinham sido apenas de discussões com Kagome? Isso não queria dizer que estava interessado nela. Quando Kikyou o tinha deixado há seis meses atrás ele tinha tomado a decisão de não se aproximar de garotas por um bom tempo. Tinha sua carreira para cuidar agora, não podia se distrair com garotas de cabelos negros como a noite e olhos tão azuis como o céu na primavera.
InuYasha fechou os olhos se batendo mentalmente por pensar em Kagome desse modo. 'Ela é apenas minha agente!' Ele suspirou enquanto seu pensamento continuou sem que pudesse controlá–lo. 'Mesmo que ela me faça sentir de um modo como nenhuma outra pessoa fez... Nem mesmo Kikyou'
O nome da ex–namorada fez com que ele saísse de suas reflexões e voltasse ao mundo real. Resolvido a esquecer Sangô e suas bobagens, o rapaz ergueu a mão e bateu na porta.
– Pode entrar. – InuYasha ouviu Kagome responder e abriu a porta forçando um sorriso.
– Kaiyo Rin está aqui. – Ele falou estreitando os olhos para Miroku que pareceu não notar esse fato e levantou calmamente da cadeira em que estivera sentado – Imagino que possa apresentá–la ao velho e acabarmos logo com isso.
– Sua total falta de respeito com os mais velhos sempre me impressiona, InuYasha. – Miroku falou enquanto passava pelo amigo a caminho da porta.
– Cuide de sua própria vida.
– InuYasha!
– Kagome!
– Engraçadinho. – Ela falou com um pequeno sorriso ao levantar da cadeira – Vou falar com Jii–san e... – Ela parou de falar fazendo um sinal para que ele esperasse enquanto atendia o telefone – Moshi Moshi... Houjo–kun, há quanto tempo!
InuYasha conteve a expressão de surpresa ao ouvir o tom caloroso com que ela falou o nome do rapaz. 'Ótimo, agora estou com ciúmes de alguém que nem ao menos sei quem é... possivelmente algum... Espere, um pouco!... Ciúmes?' O rapaz baixou a cabeça em choque com seus pensamentos. 'Eu não posso estar sentindo ciúmes. Eu nem gosto dela tanto assim...'
– Jantar? – InuYasha levantou a cabeça quando a ouviu fazer a pergunta e rir descontraída e foi por muito pouco que ele não correu até ela e desligou o aparelho – O que você acha de amanhã a noite? – Kagome continuou sem notar a reação do rapaz – Já combinei com Jii–san de jantar com mamãe e ele hoje à noite... – Kagome sorriu novamente enquanto pegava uma caneta para fazer uma anotação na agenda – Amanhã no meu apartamento, está bom para você?.
– NANI? – InuYasha só percebeu que tinha feito a pergunta em voz alta quando a garota olhou para ele de modo reprovador.
– Então está marcado, Houjo–kun... amanhã as sete no meu apartamento – Kagome repetiu olhando para o rapaz que tinha virado de costas para ela, mas continuava parado na porta de sua sala. – Darei lembranças suas a eles, não se preocupe. – Ela respondeu querendo colocar um fim aquela conversa de uma vez. – Até amanhã, Houjo–kun. – Ela falou antes de desligar o aparelho e se aproximar de InuYasha. – Está com algum problema?
– Por que deveria? – ele respondeu com um sorriso enquanto completava em pensamento. 'Só fui obrigado a ouvir você marcando um encontro, mas me sinto ótimo!'
– Por que gritou enquanto eu falava ao telefone?
– Eu não gritei!
– Claro que não. – Ela sorriu enquanto passava por ele – Sorte sua que Houjo é distraído e não tive que explicar a ele porque tinha um louco gritando na minha sala.
– Quem é esse tal de Bozo?
– Um ex–namorado. – Kagome sorriu enquanto caminhava até a mesa de Kaede – E o nome dele é Houjo... Avise Jii–san que Kaiyo Rin está aqui e que estamos esperando por ele na sala de reuniões.
– O nome dele é Houjo, não Bozo – InuYasha resmungou baixinho enquanto via a garota caminhando em sua direção – Como se eu me importasse com o nome do maldito que—
– Por que está resmungando como um velho, InuYasha?
– Não estou resmungando. – Ele retrucou enquanto a seguia até a sala de reuniões – Por que vai se encontrar com ele se é um EX–namorado?
– Por que eu ainda gosto dele? – Kagome perguntou abrindo a porta da sala.
– VOCÊ O QUE?
– Está com algum problema de audição para ficar gritando desse modo? – Kagome riu quando viu o rapaz corar e entrou na sala – Konnichi wa, Rin... fez uma boa viagem?
– Konnichi wa, Kagome–sama... – Rin olhou para o casal que acabara de entrar na sala – Tem algo errado com InuYasha?
– Nada com que deva se preocupar – Kagome sorriu enquanto puxava uma cadeira para sentar.
– Sempre tão gentil... – InuYasha falou enquanto fechava a porta – Bom saber que ninguém se preocupa comigo.
– Pare de tentar fazer os outros ficarem com pena de você e talvez se preocupem. – Sesshoumaru falou empurrando a porta com força para poder entrar – E preste atenção no que faz, baka... quase bateu a porta na minha cara.
– Que falta de sorte a minha. – InuYasha falou sarcástico. – Errei por pouco.
– Guarde seus comentários para você, eu não—
– Sesshoumaru? – Kagome sorriu quando o rapaz olhou em sua direção – Não vai cumprimentar nossa nova contratada?
– Se for mais uma cantora eu peço demissão. – Sesshoumaru falou aproximando–se da garota morena que permanecia de costas – Já tenho problema com três bakas que apenas... – Ele foi baixando o tom de voz ao ver a garota levantando da cadeira lentamente, tinha algo familiar nela, arregalou os olhos quando ela se virou com um sorriso.
– É um prazer revê–lo também, Sesshoumaru.
– Rin... O que você...
– Muito bem, Kagome... – O velho Higurashi entrou na sala com um sorriso – Apresente–me a jovem por trás das maravilhosas fotos.
– Esta é Kaiyo Rin, Jii–san – Kagome falou sorrindo tentando não deixar que o velho notasse a expressão chocada do jovem guitarrista – Nossa nova fotografa.
Sesshoumaru conseguiu voltar à expressão indecifrável de sempre enquanto sentia sua cabeça girar pelos acontecimentos.
Ele olhou para a garota sorridente que cumprimentava Higurashi–san admitindo pela primeira vez naqueles seis meses que tinha sentido falta dela. Daqueles olhos castanhos que demonstravam tanta emoção e de sua personalidade forte, da maneira como apenas ela fazia ele sentir. Um pequeno sorriso apareceu em seus lábios enquanto seus olhos passeavam pela pequena figura dela, talvez tivessem uma outra chance agora que ela estaria tão perto. Arregalou os olhos ao finalmente perceber algo que fez seu coração pular no peito. 'Ela está... GRÁVIDA?'
E quanto você pensa que tem o controle em tudo o que acontece a sua volta, o destino vem lhe mostrar que você não controla absolutamente nada.
oOoOoOoOoOoOo
I wanna have you by my side
You always make it right
And without you my heart starts to cry
How will I ever go on
How will I stay strong
Do you see without you my soul dies
(Eu quero ter você ao meu lado
Você sempre faz tudo ficar certo
E sem você meu coração começa a chorar
Como eu vou continuar?
Como vou permanecer forte?
Entenda que sem você minha alma morre)
Sesshoumaru foi o primeiro ao deixar a sala de reuniões, ignorou o olhar chocado no rosto de Kagome ao vê–lo levantar da cadeira e se afastar. Sentia a cabeça doer com todas as informações que tinha recebido, uma parte sua queria ficar com Rin e a outra insistia em perguntar quem era o pai do bebê que ela esperava. 'Ela teria me contado se fosse meu, certo?'
Ele parou ao chegar no corredor começando a andar em direção ao elevador. Ignorando o instinto quase incontrolável de fugir de tudo, deu meia volta e parou ao lado da porta resolvendo ser melhor esperar pela garota e perguntar. 'Perfeito Sesshoumaru... Espere ela sair da sala, arraste–a para um lugar afastado e pergunte a ela quem é o maldito que a tocou depois que estiveram juntos... Hai, isso é perfeito.' Ele suspirou desanimado pronto a desistir daquilo. 'Provavelmente, ela se casou…. Talvez estivesse noiva naquela época e…' O rapaz balançou a cabeça afastando tal pensamento. 'Rin nunca seria capaz de trair alguém...' Ouviu a porta se abrir e se virou impaciente esperando todos saírem. 'Ela nunca trairia a mim.'
– Esperando alguém, Sesshoumaru? – InuYasha sorriu ao ver o irmão olhar em sua direção irritado – Você saiu tão apressado... pensei que tinha fugido.
– Não julgue os outros por si mesmo, InuYasha. – Sesshoumaru respondeu frio, desviando os olhos do irmão antes que cedesse a tentação de jogá–lo pela janela – E se já terminou com suas bobagens... tenho coisas melhores a fazer.
– Sempre tão mal–humorado. – InuYasha resmungou antes de começar a se afastar – Não sei por que ainda me importo.
– Porque você é um intrometido. – O rapaz respondeu em voz baixa, girou os olhos ao ver Sangô sair da sala rapidamente e Miroku seguí–la. Encostou–se a porta cruzando os braços cada vez mais impaciente com o ritmo das coisas.
oOoOoOoOoOoOo
– Não está sendo justa, Sangô... – Miroku falou, seguindo a garota – Já faz seis meses e você ainda não me deu uma chance de explicar o que aconteceu.
– Eu disse que não queria mais ver você. – Sangô falou parando de andar e se virando para o rapaz de cabelos negros – Não posso me afastar mais que isso, pois temos um contrato a cumprir... – Ela respirou fundo, tentando conter as lágrimas que faziam seus olhos arderem – Mas, por favor... se você se importa comigo como diz..
– Sangô...
– Me dê um pouco de espaço. – Ela terminou de falar e se virou voltando a caminhar para o elevador.
– E não é isso o que tenho feito desde aquela maldita viagem? – Miroku falou irritado, seu tom tão diferente do usual que fez a garota parar de se afastar e se voltar para ele – Eu sinto muito mesmo pelo que aconteceu, mas não posso voltar no tempo e mudar as coisas ou eu faria isso... Acredite.
– É impossível que você mude, eu—
– Eu ainda não terminei de falar, Sangô. – Ele se aproximou da garota parando a sua frente – Eu realmente gosto de você... e sei que nunca faço as coisas de modo certo, mas eu realmente não tive culpa do que aconteceu. – Miroku deu um sorriso triste – Eu quero ficar com você, mas se não pode achar um modo de me perdoar, então talvez não goste tanto de mim como diz. – Ele terminou de falar e passou por ela a caminho da escada.
– Seu grande tolo. – Sangô falou sentindo seu coração se apertar ao vê–lo se afastar – Eu gostar tanto de você é o que torna tanto difícil esquecer o que vi.
I wanna have you by my side
You always make it right
And without you my heart starts to cry
How will I ever go on
How will I stay strong
Do you see without you my soul dies
(Eu quero ter você ao meu lado
Você sempre faz tudo ficar certo
E sem você meu coração começa a chorar
Como eu vou continuar?
Como vou permanecer forte?
Entenda que sem você minha alma morre)
oOoOoOoOoOoOo
O velho Higurashi passou por Sesshoumaru lançando–lhe um olhar desaprovador que o rapaz ignorou enquanto esperava impaciente pela saída das últimas ocupantes da sala.
– Se está esperando que Kaiyo Rin saia daí, rapaz... – O velho falou chamando a atenção de Sesshoumaru – Devo lhe informar que pode demorar um pouco. Ela e minha neta estão discutindo alguns detalhes. – Sesshoumaru estreitou os olhos engolindo a vontade de mandar o velho deixá–lo em paz como tinha feito com o irmão – E da próxima vez, espere que eu o dispense antes de deixar uma reunião.
– Eu não estava me sentindo bem, Higurashi–san – Sesshoumaru falou em tom frio e voltou os olhos para dentro da sala.
– Deve ter sido um mal passageiro, já que você parece tão bem disposto agora. – O velho falou e fez uma pausa antes de completar – Cuide bem da garota.
– Nani?
– Você parece ter um interesse em especial em Kaiyo Rin, Sesshoumaru... – O velho falou começando a se afastar – Já que ela acaba de ser contratada estou dizendo para não cometer enganos novamente.
– Não preciso de seus conselhos.
– Não parece estar se saindo muito bem sozinho, rapaz.
– Eu—
– Sesshoumaru? – Kagome chamou em um tom reprovador, esperou que ele olhasse em sua direção para continuar – Não é esperto da sua parte discutir com Jii–san.
– Ele começou.
– Poupe–me dos detalhes infantis, Sesshoumaru – Kagome revirou os olhos caminhando para a própria sala – Espero que seja mais educado ao falar com Rin.
– Por que todos pensam que preciso de conselhos sobre como me comportar?
– Talvez, por que você tenha sérios problemas de comportamento? – Rin perguntou sorrindo enquanto se aproximava do rapaz. – Mas eles já deveriam saber que isso não tem conserto, não deviam?
– A culpa disso foi sua. – Ele falou num tom acusador – Se você não tivesse voltado a aparecer na minha vida nada disso teria acontecido. – Sesshoumaru desviou os olhos da expressão magoada que substituiu o sorriso no rosto da garota.
– Bem... – Rin sentiu seu coração doer com aquelas palavras, baixou o rosto não querendo que ele visse a tristeza que o que tinha dito causara nela – Sinto muito que minha presença lhe traga tantos problemas... – Ela respirou fundo antes de tentar passar por ele. – Vou tentar me manter o mais afastada possível de você de agora em diante.
– Rin. – A garota parou ao ouvi–lo dizer seu nome, lembranças de uma noite distante passaram diante de seus olhos e ela parou sem conseguir virar para olhar nos olhos dele.
– Quer me dizer alguma coisa ou só gosta do som do meu nome?
– Quem... – Ele fechou os olhos tentando reunir coragem para fazer aquela pergunta, respirou fundo antes de continuar em voz baixa – Quem é o pai do bebê?
– Se eu ganhasse uma moeda toda vez que ouço essa pergunta estaria rica a essa altura. – A garota riu sem humor, finalmente conseguindo se virar para olhar para ele – Eu não respondi a ninguém... – Ela fixou os olhos nos dele antes de continuar – Por que acha que seria diferente com você?
– Continua incapaz de responder a alguém de modo civilizado, não é? – Ele deu um pequeno sorriso – Você não mudou nada em seis meses, a mesma garota grossa e selvagem.
– Isso deveria me convencer a lhe dar a informação? – Ela sorriu colocando a mão sobre o ventre.
– A noite que passamos juntos deveria convencê–la a me dar essa informação. – Ele estreitou os olhos – Por que existem três opções: Ou você tinha alguém antes daquela noite e mesmo assim dormiu comigo – Rin estremeceu sentindo a raiva aumentar – Ou arrumou alguém logo depois de eu ter partido o que significa que "aquilo" não significou nada para você.
– Aquilo? – A garota repetiu a palavra sentindo como se alguém tivesse lhe dado uma bofetada – Vejo que "aquilo" significou não tanto para você quanto para mim.
– Quero saber quem é o pai, Rin.
– E eu gostaria que você fosse menos cretino ao falar sobre os acontecimentos, Sesshoumaru – Ela estreitou os olhos virando–se para sair – Mas, parece que nenhum de nós vai conseguir o que deseja.
– Pare de brincar comigo, Rin – Ele a alcançou em duas passadas e segurou seu braço – Esse bebê é meu?
– Essa não era uma de suas opções. – Ela levantou uma sobrancelha.
– Eu disse que havia três. – Ele deu de ombros irritado – Não a expliquei porque achei desnecessário.
– Vou lhe dizer o que EU achei desnecessário, então – Ela libertou o braço de seu toque antes de completar – Não é da SUA conta.
– Talvez você não saiba quem é o pai – ele falou enquanto a observava se afastar em direção ao elevador – Já que parece tão relutante em dizer um simples nome.
– Mas, eu sei o nome do pai, Sesshoumaru. – Ela apertou o botão do elevador antes de se virar para ele, os olhos brilhando com a raiva – Ele foi o único homem que eu amei... pensei que tínhamos uma chance, mas ao que parece ele é apenas mais um cretino... – As portas do elevador se abriram e ela entrou – Eu estava muito melhor sem ELE.
– Rin. – Sesshoumaru se apressou até o elevador vendo as portas de metal começarem a se fechar, ameaçando o separarem da garota que o olhava com lagrimas nos olhos.
– Eu nunca pensei que me arrependeria de algo que tivesse feito, Sesshoumaru – Ela falou em fio de voz enquanto via o rapaz se aproximar e as portas fecharem – Mas, parece que a única coisa que me restou foi uma lembrança e nosso bebê.
– Nosso bebê? – ele parou a alguns passos do elevador quando as portas se fecharam, chocado demais para pensar no que deveria fazer enquanto as palavras dela o atingiam como um bloco de concreto – Eu sou o pai...
N.A. – Oi minna ,
Well, well... para quem ficou triste por Rin e Sesshy se separarem no último capítulo eles voltaram a se encontra.
Não vou separar ninguém sem ter a intenção de fazê-los voltar depois ( Com exceção da Kikyou XDD)
Fiquem calmas, não me xinguem (muito) que todos acabarão por se acertar XD.
Vou mudar um pouquinho o modo como coloco o nome de vocês pq parece que minha nota compacta está confundindo um pouco vocês ( Eu sei que gosto de confundir todo mundo, mas... XDD)
Arigatou Minna:
Essas duas são do capítulo 7, mas chegaram depois de eu ter postado o capítulo 8 . Arigatou minna.
Mishiran (Logo, logo XD)
Ca-chan
Reviews do capítulo 8:
Kikyou Priestess (Seu teclado desconfigurou e casou um pequeno surto em você? )
Carol Nirino (Eu não tenho medo de trovões, mas tenho uma amiga que tem pavor. Então, ela me inspirou a escrever isso. E para completar eu fiz a luz acabar... Minha bondade sempre me surpreende XDD)
Ca-chan (Agora você já sabe o que acontece no próximo capítulo XD)
Juliana
Leila Wood (Logo tudo se ajeita... talvez XD)
Anna (Vou ler sua fic, fique tranqüila .)
Kagome-chan
Iza-chan (Não foi dessa vez que eu te matei ne:P)
Natsu
Stefania
Dani
Camis
Lan Ayath (Talvez XD)
Madam Spooky (Sua bondade e gentileza sempre me surpreendem :P. Arigatou por revisar o capítulo para mim)
Lily
Paixão (Eu sou só um POUQUINHO má XD. Eu li suas fics, não comentei ainda porque meu pc parece ter contra eu postar reviews ¬¬. Vou tentar fazer isso hoje novamente)
Kiki-chan (Eu NÃO sou má! ... Bem , talvez só um pouquinho XD)
Polly-chan (XDD)
Tickle-chan (Você quer saber como eu consigo colocar tantas coisas em um só capítulo? ...Well, isso é fruto da minha mente insana XD)
Sak-chan (Fico feliz que tenha gostado e é bom falar comigo, hein? .)
Prontinho, espero que desse jeito vocês entendam melhor qual resposta é para quem XD.
Arigatou minna, espero que gostem desse capítulo e me digam o que acharam.
Kissus e ja ne,
Naru
