08.
I was born to tell you I love you
Não estava certo, não podiam fazer aquilo. Mas não tinha mais como resistir aos encantos do irmão, como esconder aquele sentimento enorme que o sufocava há algumas semanas. Não foi preciso palavra nenhuma, nem som ou movimento.
Quando deu por si estava nos braços de Dean, sentindo os lábios do mais velho em seu pescoço. Os beijos, as mordidas, as chupadas... Dean o desejava com tanta força, queria tanto o irmão que tinha medo de perder o controle. Há quanto tempo guardava aquilo em seu peito? 8, 9 anos? Era muita coisa para ele carregar sozinho, e agora que sabia que podia dividir com Sam era como se tudo, absolutamente tudo ficasse mais fácil.
Olhou nos olhos do maior e sorriu. Aquele sorriso dizia tudo, aquele olhar revelava o que estava guardado em seu peito há anos: amor, incondicional. – Dean, o que...
- Shhh... – encostou a testa na de Sam e sorriu mais uma vez, satisfeito, feliz. – Não tem que falar mais nada, Sammy, não precisa... – roçou a pontinha do nariz no de Sam e, aos poucos, aproximou a boca da dele, roçando de leve, sentindo o calor da respiração ofegante do mais novo em seus lábios. Não agüentava mais ficar longe do irmão. Precisava tocá-lo, senti-lo, poder ficar abraçado a Sam pelo tempo que fosse possível, tê-lo para si sem se preocupar com mais nada, esquecer que o resto do mundo existia, e somente Sam conseguiria tal façanha.
Aproveitou um pouco dos lábios macios do irmão, um beijo calmo, os movimentos lentos mas ritmados, como se um estivesse conhecendo o outro, descobrindo o que cada um gostava. Mas não demorou para que Dean avançasse em direção a Sam empurrando o mais novo em direção à mesa que ficava no centro da cozinha, arrastando-a um pouco até chocar-se com a geladeira. Via como o mais novo retribuía os toques, como a boca sedenta de Sam tomava seus lábios com vontade, travava aquela guerra de línguas e apertava seu corpo contra o dele. Parecia estar no céu. Sammy, o seu Sammy estava em seus braços.
Dean beijava o irmão de forma desesperada, afoita, cheio de desejo, intenso como qualquer coisa que fazia. Sempre foi assim, uma pessoa intensa, dessas que se entregam totalmente ao que fazem, que lutam e desejam com todas as forças. Foram anos reprimindo aquele sentimento, pensando da mesma forma que o mais novo, ser doentio, errado, e agora tudo vinha a tona de uma só vez. Ele não se importava. O cheiro de Sam o deixava maluco, o cabelo tocando em seu pescoço quando Sam puxava a gola da camiseta para o lado, revelando o ombro para beijar. Os toques do mais novo fazia todos os seus sentidos ficarem falhos; tudo o que existia eram apenas os dois. Não lembrava mais da guerra, do apocalipse, de Castiel, dos anjos revoltados, demônios, das crianças correndo e gritando do lado de fora da casa, nada. Naquele momento seu mundo girava ao redor de seu irmãozinho.
As mãos afoitas percorriam o corpo de Sam por cima da camiseta, buscavam por mais contato, queriam sentir a pele quente do moreno, poder apertá-lo, tê-lo. E quando seus dedos alcançaram a barra da camiseta a puxou para cima, deslizando a mão para baixo do tecido, finalmente podendo tocar Sam como queria. Sentia a pele macia e quente do moreno na ponta de seus dedos, os músculos bem desenhados, o abdômen se contraindo por causa da respiração ofegante. Afastou o rosto do de Sam e viu o sorriso estampado ali, um sorriso de satisfação. Sorriu também quando viu Sam abrir os olhos e segurar seu rosto com ambas as mãos e puxá-lo para mais perto, tomando para si seus lábios. Não tinha forças para resistir, não queria resistir.
Sentiu as mãos do moreno percorrendo seu corpo mas, ao contrário dele, não se deteve por causa da camiseta. A segurou e tirou de uma vez, não queria nada que o impedisse de tocar o corpo do irmão. Atirou a peça para longe e manteve o rosto longe para devorar Dean com os olhos. Já tinha visto o mais velho sem camisa, e até mesmo de cueca, mas nunca tinha parado para reparar em como ele era lindo. A pele branca com algumas cicatrizes espalhadas por ela, as marcas da mão de Castiel em seus braços, próximo aos ombros, fruto de quando arrancou Dean do inferno, os braços fortes, os músculos se contraindo enquanto tentava trazer Sam para mais perto novamente enquanto este se desvencilhava dos braços para simplesmente admirá-lo. – Sammy... – os olhos dele imploravam pela boca do irmão, pelo corpo de Sam, o toque, o calor de sua pele.
O mais novo sorriu e, antes de ceder, tirou a própria camiseta. Foi a vez de Dean parar para admirar o corpo de Sam, o abdômen definido, a pele um pouco mais bronzeada que a dele, as mãos grandes, os braços fortes, os olhos de menino brilhando enquanto o olhava. – Desistiu? – o moreno sorriu sacana. Sorriso que virou gargalhada quando viu a expressão irritada do mais velho. Ah, porque não provocá-lo? Esticou o braço e ao invés de puxá-lo pelos braços como geralmente faria, colocou dois dedos por dentro do cós da calça do loiro fazendo o corpo dele estremecer. Ele mesmo estremeceu ao perceber como Dean estava. Só então notou aquele volume tentador sob a calça do mais velho. Deslizou os dedos um pouco mais para dentro da peça e pode sentir o membro de Dean rijo sob o tecido. Seu coração disparou, mordeu o lábio inferior e encarou o mar verde que eram os olhos do mais velho. Dean parecia prestes a perder o controle e agir movido pela loucura.
E perdeu. Segurou o pulso de Sam com força e o trouxe para si, para junto de seu corpo. Parecia sentir pequenos choques quando sua pele tocou a de Sam, quando pode sentir, definitivamente, o corpo de Sam junto ao dele. E era a melhor sensação que tivera em toda sua vida. Cada pequena parte do corpo de Sam parecia encaixar no dele, como peças de um quebra cabeça, perfeitas. Seus lábios, afoitos pelo mais novo foram deixando marcas na pele do mais novo. Pescoço, ombros, o peito nu, a barriga. Beijava, chupava, deslizava sua língua fazendo certa pressão, deixando aquele caminho ligeiramente vermelho enquanto Sam gemia baixo, os olhos fechados, o volume aumentando gradativamente, atraindo a atenção do loiro.
Sacana, Dean sorriu ao olhar Sam, ao perceber que seu irmãozinho estava gostando daquilo tanto quanto ele. As mãos calejadas e ásperas deslizaram pelo corpo de Sam até alcançar o botão do jeans. Abriu o botão como pode, viu Sam jogar o corpo um pouco para trás para facilitar as coisas e aproveitou para abrir o zíper. Quando Sam levantou um pouco o quadril, puxou a calça, deixando-a pendurada no tornozelo de Sam que lutava para se livrar dela. Livrou-se dela momentos depois e sentiu o corpo ser puxado pelos fortes braços do mais velho. Ficou em pé, o corpo junto ao do irmão, os braços dele envolvendo o seu e causando a velha e boa sensação de segurança, conforto. Dean sempre esteve ali por ele, sempre o tratou da mesma forma, com os sentimentos na mesma intensidade e isso o fez pensar desde quando todas aquelas coisas estavam ali, guardadas, protegidas no coração do loiro. Não disse nada, não era hora para perguntar isso.
Simplesmente se deixou levar pelo toque da língua de Dean na sua, os lábios do mais velho tomando conta dos seus, os movimentos perfeitamente coordenados. Quando percebeu dava alguns passos para trás, na direção em que ficava a porta. Não demorou para estarem na sala, Dean derrubando o mais novo no sofá. Apenas um abajur estava aceso deixando o ambiente mais aconchegante, dando um clima diferente a tudo aquilo, algo mágico para temperar ainda mais o que acontecia.
Por um momento os olhos de Dean pararam para percorrer o corpo de Sam, ver toda aquela perfeição, o sonho, o desejo, a vida dele. Sorriu, Sam era mesmo sua vida, precisava tanto dele quanto precisava respirar para viver. Sua vida sem o mais novo não tinha sentido algum, e a partir daquele momento ficar longe de Sam faria ter menos sentido ainda.
À meia luz Dean era diferente, parecia mais tranqüilo, quieto, impulsionado pelo toque e o que ele causava em seu corpo, as sensações que apenas a pele de Sam conseguia proporcionar. Seus dedos traçavam um caminho pelo corpo do moreno, como quem lê um mapa, buscava pela verdade que ele sempre procurou ali, no corpo do irmão, lembrando de tocar e acariciar cada pequena parte, cada contorno. Era quase uma religião para ele: admirar Sam, amá-lo acima de todas as coisas, de todas as pessoas, até dele mesmo.
O ímpeto tinha dado lugar a um desejo diferente, como se quisesse prolongar o que tinham ali. Se fosse afobado, apressado, tudo terminaria, ele teria que ficar longe do que sempre desejou em silêncio, e não queria isso. Por ele passaria o resto da vida ali, amando Sam. Tantas histórias de perda e paixão que nunca foram ditas, segredos que nunca foram revelados e que, agora, pareciam banais demais. O que sentiam era maior do que tudo, um segredo que guardariam para sempre, apenas para eles, algo que cuidariam para que não acabasse. As cicatrizes causadas por tanto sofrimento não existiam mais, não para Dean agora que tinha sua vida nas mãos, e entregava a dele.
Apoiou uma das mãos no encosto do sofá e foi abaixando o corpo, tocando o de Sam, sentindo o coração do mais novo bater junto ao seu, o mesmo ritmo. Colou os lábios aos dele mais uma vez, sentia-se seguro ali, naqueles braços, sua fortaleza segura. Os dedos de Sam apertavam suas costas, arrancavam gemidos abafados dele, o levavam ao céu a cada toque. E as mãos do outro foram deslizando por suas costas, alcançaram o jeans, romperam a barreira e entraram em um mundo até então proibido. Viu a vontade do irmão ao encher a mão com sua carne. Afastou o rosto e respirou fundo, Sam o deixava realmente louco.
Levantou um pouco e trouxe Sam consigo, as mãos do menor percorrendo seu corpo, tocando cada parte como ele havia feito, os lábios quentes contra sua pele que já parecia queimar. Mãos trêmulas e ávidas por ele, que lutavam bravamente contra o botão e o zíper do jeans que Dean vestia. Sorriu e tocou as mãos do mais novo, ajudando-o com aquilo. Encontrou os olhos de Sam nos seus mais uma vez e seu coração disparou enquanto as mãos do irmão abaixavam sua calça. Nem sombra dos pensamentos de que aquilo era errado, doentio ou qualquer coisa que o valha. Era amor, apenas isso, e amor não se contesta.
Ficou em pé por um breve momento, tirou o jeans e viu as mãos de Sam, ainda trêmulas e ligeiramente geladas puxarem a boxer para baixo também. O membro que antes pulsava dentro da cueca se via livre, ereto, diante dos olhos de Sam. O moreno tirou a própria cueca e olho Dean como quem implora para ser tocado. Os olhos famintos, ele queria que Dean fosse o primeiro naquilo. Mesmo tendo certeza, estava inseguro quanto ao que fazer; não que Dean tivesse certeza de como agir. Ao menos o loiro teve mais experiências do tipo e deveria, ao menos, saber lidar melhor com aquilo.
Dean sorriu e curvou o corpo novamente, o colar que nunca saia de seu pescoço balançava no ar. Sam tocou o pequeno pingente preso por um cordão preto e, através dele, trouxe Dean para junto de si. Sentiu os membros roçarem e gemeu, chamou por Dean, pediu por ele. – Dean... – a voz abafada, entrecortada, o coração aos saltos ao ver o mais velho beijando seu corpo, deixando aquele caminho em sua pele, fazendo com que seu membro, antes mesmo de ser tocado, pulsasse como se pudesse explodir a qualquer momento.
Podia sentir o fogo, o desejo queimando em Sam, queimando seu próprio corpo, pedindo por mais, e tinha a certeza que depois daquilo não teriam como voltar atrás. Para que? Ele não queria parar, não queria voltar atrás nem mudar nada, apenas queria Sam ao seu lado para sempre, seu Sam. O olhar de Sam implorava para Dean tocá-lo, chupá-lo, para ter o irmão dentro dele. E não demorou para que os lábios do mais velho alcançassem o baixo ventre de Sam. Gemeu, mais alto, chamou por Dean, pediu por ele, mas o loiro não deu o que queria de imediato. Queria ouvir a voz rouca de Sam pedindo por ele, implorando, gemendo seu nome de qualquer forma. Queria Sam mais do que tudo.
Como em um jogo de tortura foi passando a língua pela virilha do moreno, alternando com mordidas e chupadas, arrancando gritos desesperados de Sam. Nunca pensou que seu irmãozinho pudesse agir daquela maneira na cama. A cada movimento dele, percebeu que Sam movia o quadril, como quem tenta conseguir o que quer a força. Mas não, Dean não faria isso assim, não queria que acabasse tão cedo. Ainda brincava com o irmão quando uma de suas mãos seguraram o membro rijo de Sam. Ele arfou, Sam , mais uma vez, gemeu. Era como se pudesse sentir o membro de Sam pulsando em sua mão, como se com aquilo pudesse saber a hora certa de dar a Sam o que queria. Mexeu-se entre as pernas do irmão e levantou um pouco a cabeça. O mais novo estava quase em alfa, os olhos fitando o teto como se visse ali algo extasiante. – Ah, Sammy... – ele já não agüentava mais.
Sem esperar mais nada, parando aquele jogo de tortura, deslizou a língua pelo membro de Sam, deixando aquele rastro de saliva e brincou com a língua na ponta. O mais novo urrava, gritava seu nome e isso o deixava ainda mais excitado. Encostou os lábios ali, sentiu o calor de Sam, mas queria sentir mesmo era seu sabor. Lentamente foi abrindo os lábios, deixando que o membro de Sam preenchesse sua boca. Foi estranho no começo, mas ao mesmo tempo era o que ele queria, seu sonho realizado, seu desejo concretizado. Estranhamente prazeroso. O moreno mexeu-se no sofá, levantando um pouco o quadril, fazendo com que seu membro entrasse quase todo na boca de Dean, e este não hesitou, deu ao irmão o que ele queria. Pouco a pouco, conforme se acostumava com aquilo, foi acelerando os movimentos, seus lábios pressionando o membro do mais novo, sugando com vontade. Os gemidos abafados pela boca ocupada, os olhos fechados como quem tem medo de acordar de um sonho e, de repente, as mãos em seus cabelos, acariciando, puxando.
Os olhos de Sam pareciam não acreditar no que viam. Era como um quadro perfeito em uma parede, aquele que sempre admiramos e quisemos que fosse nosso, e agora Dean era dele, aquele sonho era real, a imagem deixou de estar estampada em uma tela e veio para o mundo deles. Uma das mãos de Dean apertava a coxa do mais novo enquanto a outra manipulava o próprio membro. Ainda assim ele sabia que nada no mundo seria parecido como quando estivesse dentro de Sam. Queria acelerar mais os movimentos, mas de alguma forma queria que aquilo se prolongasse mais, tempo suficiente para que o gosto de Sam ficasse gravado em sua boca para sempre. Ficaria, ele sabia disso. Nada nunca foi tão bom quanto aquilo. As mãos do mais novo puxava, seus cabelos com mais força agora e ele arfava, o corpo estendido novamente sobre o sofá, o quadril mexendo em sincronia com os lábios de Dean que fez o que queria. Acelerou os movimentos, sentia o membro do irmão entrar todo em sua boca, gostava daquilo. – Dean... aaahhh... – e Dean simplesmente olhou para cima, vendo a expressão extasiada de Sam, o prazer estampado em seu rosto, no corpo que começava a transpirar. – Eu.. Dean... – não agüentaria muito mais tempo.
- Eu quero você, Sammy... eu quero você... – enquanto voltava para o sofá, distribuía beijos pelo corpo do maior, sua mão direita brincando com o membro de Sam que parecia pulsar ainda mais agora. – Sammy, olha pra mim. – com muito custo Sam abriu os olhos, e Dean se perdeu ali. Os olhos de menino, o corpo de um homem. O garoto que ele sempre desejou e protegeu; sua vida.
Os olhos de Sam refletiam o que estava estampado nos olhos de Dean: queriam mais, muito mais. O mais velho claramente implorava por isso com o olhar, e o menor sorriu como quem dá permissão. Seus lábios tocaram os de Sam mais uma vez, afoito, desesperado, urgente, mas não ficaram muito tempo ali. Dean distribuía mordidas pelo pescoço do irmãozinho, chupava de forma que sabia que deixaria marcas. Queria que todas as pessoas soubessem que aquele homem era seu. Um grito desesperado, doce, e Dean percebeu que Sam estava quase em seu ápice. Voltou a beijar o corpo do irmão até alcançar o baixo ventre e abocanhou, mais uma vez, o membro de Sam. Era doce, quente, convidativo demais para que ele não continuasse ali até o fim. Sugou com vontade, com força.
Os gemidos aumentaram, ficaram mais altos, intensos, e junto com eles Dean aumentou o ritmo fazendo com que todo o membro de Sam fosse envolvido por sua boca. Pressionava os lábios, roçava a língua, via seu irmãozinho se contorcendo, um tremor tomando conta de seu corpo, seu membro explodindo em gozo, enchendo a boca de Dean com seu esperma. Novamente o doce, o gosto, Sammy. E lá estava o mais novo, o corpo imóvel, a respiração presa, seu membro ainda pulsando na boca de Dean, derramando-se ali. Apenas um filete do líquido esbranquiçado escapou dos lábios do loiro. – Sammy... – aproximou-se do rosto do mais novo e o tocou, sorriu de prazer ao ver o corpo de Sam relaxar sobre o sofá enquanto respirava fundo, ofegante, seu peito subir e descer freneticamente.
Ainda queria ouvir Sam gritar seu nome, pedir desesperadamente por ele, queria, mais uma vez, ver o prazer estampado nos olhos do mais novo, o desejo ardendo em sua pele como momentos antes. Era doentio e imoral aos olhos dos demais, aos olhos da sociedade, mas eles não se importavam mais. Dean voltou a morder os ombros de Sam, a lambê-lo para sentir o sabor de sua pele, a textura, para deixar sua marca ali, tornar aquele momento inesquecível a ponto de ser desejado a cada momento. Segundos depois devorava a boca de Sam com paixão, ouvindo os gemidos abafados pelo beijo, e gostava daquilo. De alguma forma os gemidos de Sam o levavam para um outro estágio. Loucura. Paixão. Desejo.
Mordeu o lábio inferior do mais novo com um pouco mais de força do que deveria – já não conseguia controlar seus instintos, suas vontades – e acabou fazendo um corte pequeno. O gosto de Sam ainda mais intenso. Sam gemeu, dor e prazer, mas não reclamou. Sabia que Dean era intenso, sempre soube que seria assim quando finalmente acontecesse algo entre eles. Afastou um pouco o rosto para olhar o irmão, precisava recuperar o fôlego, respirar fundo e tentar ao menos controlar um pouco daquela loucura. Não queria machucar Sam de forma alguma, não queria que o mais novo sofresse por causa daquela necessidade absurda que tinha dele.
Se mexeu devagar sobre o corpo do moreno, os lábios procurando pontos inexplorados do corpo de Sam. Lambeu e mordeu os mamilos do mais novo e isso o fez recuar um pouco por causa da dor, as mãos tentando afastar Dean momentaneamente. Em vão. Dean já não conseguia resistir àquilo, não conseguia resistir a Sam. Sorriu enquanto olhava para Sam, vendo-o morder o lábio inferior. O mais novo não imaginava o poder que exercia sobre o mais velho. – Quer que eu pare, Sammy?
- N-não. – outro sorriso cheio de malícia, Sam também não resistia a ele. – Você d-disse... ah... – o coração disparou ainda mais quando a língua de Dean voltou a passear por sua pele. – D-disse que... – a respiração quente do mais velho era sentida novamente entre suas pernas, em seu membro. – Qualquer coisa... – o mais velho sorriu. Qualquer coisa. Abocanhou o membro amolecido de Sam enquanto seus dedos brincavam com a entrada do irmão, arrancando deles gemidos abafados. Colocou um dedo e sentiu a contração dos músculos de Sam momentaneamente. Ficou maluco imaginando como seria na primeira vez, ou em tantas outras. Outro dedo e Sam gemeu mais alto mexendo o quadril enquanto Dean o sugava com vontade. Queria enlouquecer o irmão, deixá-lo como ele estava. Os lábios quentes, a língua roçando em sua pele, enlouquecendo. O terceiro dedo, e os movimentos aumentaram um pouco a velocidade. Viu as pernas de Sam relaxarem, abrirem um pouco mais e sentiu os dedos do mais novo em seus cabelos puxando-o para cima. Cedeu, queria aquilo tanto quanto o mais novo.
Atacou os lábios de Sam mais uma vez, fez sua língua invadir a boca do mais novo, procurou sedento por ele e encontrou a língua de Sam. A guerra que as línguas travavam recomeçou enquanto seus dedos preparavam o irmão para o que viria a seguir. Sam era apertado, sentia a pressão em seus dedos, e já estava maluco tentando imaginar como seria quando finalmente o penetrasse. Tirou os dedos de dentro do irmão e sorriu, já não agüentava mais esperar. Ficou de joelho entre as pernas de Sam e o segurou pelas coxas, afastando as pernas para que ele tivesse livre passagem. O membro de Sam ereto novamente, pulsando, a pele de Sam chamando por ele.
- Por favor, Dean... – não era preciso pedir aquilo.
Chegou mais perto, sentiu seu membro rijo roçando na entrada de Sam e gemeu, estava próximo de ter Sam totalmente para ele. Só para ele. Forçou a passagem, viu Sam fechar os olhos de dor, os músculos rígidos da mesma forma, pressionando seu membro, fazendo Dean enlouquecer. Apertou as coxas de Sam para se controlar. Era tão apertado! Tão convidativo! Mas ainda assim era Sam, e ele não podia simplesmente forçar aquilo. Parou por pouco tempo esperando que Sam acostumasse ao volume do o membro rijo do mais velho dentro dele e quando viu que as pernas relaxaram empurrou um pouco mais. Urrou, era muito melhor do que em qualquer sonho que já teve.
Doía, para Sam era como se o irmão estivesse rasgando-o ao meio, mas o brilho nos olhos de Dean compensava qualquer coisa, qualquer dor ou sacrifício. Dean valia qualquer coisa, daria a vida por ele. Dean foi mais fundo, arrancou um grito de Sam e gritou com ele. Um de dor, outro de prazer. A dor em sua entrada o fizeram parar de respirar por um tempo, como se fosse ajudar. Dean parou mais um momento, quando notou as lágrimas escorrendo pelo rosto do mais novo. E esperou Sam acostumar-se novamente e continuou em seguida, seu membro todo dentro de seu irmãozinho, o vai e vem lento que fazia sua cabeça girar.
Aumentou o ritmo gradativamente, sorria quando via Sam recebê-lo totalmente, ou quando o irmãozinho gemia pedindo por mais e mais. E ele dava o que Sam queria. Mais... mais forte e mais fundo. Intenso. – Te amo, Sammy... – estocava com força agora, seu membro latejando dentro do irmão. Respirou fundo, precisava se controlar, precisava mais daquilo. Apoiou as mãos no sofá, ao lado do corpo do irmão e deixou o corpo sobre o dele. Pele com pele, os cheiros se misturando, os corações batendo no mesmo ritmo. Sam relaxou, de alguma forma aquele contato parecia diminuir a dor. Os lábios de Dean nos seus eram como droga, entorpecia.
- Eu tam-bém... aaahhhh... muito. – era impossível falar mais do que aquilo, era impossível manter seus lábios longe dos de Dean, longe dele. Mas precisava respirar, precisava sentir o cheiro do irmão mais velho. Afastou os lábios dos dele e tocou os lábios no pescoço do loiro. Beijou, mordeu, chupou, ouviu Dean urrar de prazer novamente, gritar seu nome, dizer que o amava. Era masturbado involuntariamente enquanto seu membro permanecia entre os corpos. O roçar de peles, o suor misturando, facilitando os movimentos.
Os dedos apertando as costas de Dean, arranhando, os braços fechando-se em um abraço forte, impedindo Dean de se afastar. As pernas envolveram a cintura do loiro, trouxeram-no para ainda mais perto – se é que era possível – e o fez ir mais fundo, com mais força, tocando seu ponto sensível. – DEAN! DEEEEAN! – o loiro riu e mordeu o lóbulo da orelha de Sam.
- Você vai me deixar louco, Sammy... – empurrou o membro com mais força e ouviu outro grito de Sam. – Gritando assim... – mais uma vez com força, com tudo, os corpos encaixados perfeitamente. – Te amo.
- Diz isso de novo! – Sam implorava. Ouvir aquilo era música para seus ouvidos.
- Te amo. – repetiu, a voz rouca, a boca ao lado do ouvido do mais novo.
- Aaahhhh!
- Te amo. – outro beijo desesperado. Não existia mais nenhum segredo, mais nada que os impedisse daquele momento em diante. Pertenciam um ao outro, para sempre.
O ritmo aumentou, Dean não conseguia mais esperar, não conseguia mais conter a vontade crescente de se desfaze dentro de Sam. Queria marcar o irmão para sempre. Não essas marcas que todos vêem, e sim uma que apenas Sam lembraria, aquela com que sonharia todas as noites quando estivessem abraçados, na cama. Sentiu a pressão em seu membro aumentar com os movimentos, as pernas de Sam apertarem-se ainda mais em torno de sua cintura, as mãos apertando suas costas, os lábios desesperados. Sam gozou mais uma vez, entre seus corpos e ele, ao perceber, não se conteve. Sammy, seu Sammy era dele, finalmente. Mais forte, mais fundo, e se desfez dentro do irmão. Mordeu seu ombro, passou os braços em volta do corpo do mais novo e o abraçou apertado, puxando-o consigo enquanto sentava. Ainda se desfazia, o irmão em seu colo, nu, envolvendo seu membro. As bocas unidas mais uma vez.
Por fim os corpos relaxaram, e ainda assim Dean não tirou os braços em volta do corpo do mais novo. Deixou suas costas se chocarem contra o encosto do sofá, o corpo de Sam contra o seu. Seus olhos encheram-se de lágrimas, seu coração estava prestes a explodir de tanta felicidade. Beijou o pescoço de Sam sobre uma das marcas vermelhas que deixara ali e sorriu.
Sam afastou o rosto e fitou os olhos verdes do irmão. – Acho que você é meu agora.
O mais velho riu de forma engraçada e segurou o rosto do moreno com ambas as mãos, cheio de carinho. – Eu sempre fui seu, Sammy. Sempre. Foi a vez do mais novo rir, era como se sempre soubesse daquilo e só tivesse percebido todos os sinais agora.
Deixou o colo de Dean e o puxou pela mão enquanto deitava no sofá. Não queria mais ficar longe do loiro, deixar de sentir seu corpo contra o dele, o perfume de seus cabelos misturado com o cheiro do suor. Envolveu o corpo do mais velho com os braços, viu Dean se aconchegar ali, naquele abraço e sorriu. Em alguns momentos Dean parecia tão frágil, tão indefeso! Lembrava um garoto assustado. Existia sim aquele lado dentro dele, mas estava adormecido, fora suprimido pelo amor que sentia por Sam e pela promessa de protegê-lo. Cresceu prematuramente, Sam era mais importante do que tudo, até mesmo do que ele. Acabaram adormecendo abraçados no sofá apertado, o rosto de Dean escondido na curva do pescoço de Sam.
Já era dia quando Dean abriu os olhos devagar e percebeu que os braços de Sam ainda o envolviam. Mexeu-se devagar, levantou o rosto e ficou admirando a feição tranqüila do moreno, o jeito de menino que Sam nunca perdeu, mesmo com todas as coisas que aconteciam com eles. Ainda era o menino que Dean amava e jurou proteger, mas também era, agora, o homem a quem entregou seu coração.
Sam parecia sorrir enquanto dormia, Dean parecia querer explodir de felicidade por isso. O coração disparou mais uma vez vendo o mais novo ali, indefeso, abraçado a ele. Sammy...
Levou uma das mãos ao cabelo de Sam e brincou com os fios enquanto o via sorrir antes mesmo de abrir os olhos. E o fez devagar, encontrando os de Dean, vendo o sorriso do irmão estampado no rosto, a felicidade brilhando naqueles mares verdes. Um beijo calmo, carinhoso, que selava definitivamente o amor dos dois. Nada de luxúria, de desejo, apenas o amor estampava os olhos dos dois.
- Sammy?
- Hmm...
- Você não precisa... não tem que... ahn... se você não quiser...
- Do que você está falando? – a testa de Sam franziu um pouco, meio preocupado com a forma como Dean tentava falar e não conseguia. Nunca o tinha visto assim, nem mesmo quando eram mais novos. O mais velho sempre se mostrou tão seguro, sempre fora firme nas coisas que fala que, vê-lo assim era meio... chocante. Se mexeu embaixo do irmão como se pedisse para o mesmo deixá-lo sentar, mas Dean não se mexeu, não queria sair de perto do maior, não queria perder nenhum segundo daquele toque, do calor.
- Eu te amo tanto, e eu só... preciso de você ao meu lado, só isso. Se você não me quiser eu... vou entender. – não, não ia entender. Se Sam o rejeitasse a dor seria enorme e ele sabia que não seria capaz de esconder.
Mas o mais novo riu de forma engraçada, vendo o constrangimento do outro, a falta de jeito para falar aquilo. – Se eu não quisesse você dessa maneira, Dean, eu não estaria aqui, não teria feito o que fiz. – levantou a mão mais uma vez e tocou o rosto do mais velho com cuidado, tentando mostrar a ele que o queria mais do que tudo, que o amava muito. Não tanto quando Dean mostrou amá-lo, tinha plena consciência disso, mas ainda assim amava, e muito. – Eu quero você da mesma maneira que você me quer. Agora somos você e eu apenas, nada mais. Só nos dois, como sempre deveria ter sido desde o começo, irmão burro. – o sorriso de menino no rosto de Sam, aquele sorriso que Dean amava, que fazia seu coração disparar e que sempre aparecia em seus sonhos.
Os olhos de Dean piscaram algumas vezes tentando absorver o que o mais novo acabara de dizer, e até mesmo para conter as lágrimas que vinham à tona mais uma vez. Seus olhos ardiam, mas nem assim desviou-os dos de Sam. – Você... – o sorriso voltou aos seus lábios e a felicidade a estampar seus olhos verdes. Não restavam mais dúvidas, não haveria mais dor alguma agora que Sam era, definitivamente, seu. Apoiou as mãos no sofá e se mexeu devagar, deixando o rosto na altura do de Sam, os lábios colados mais uma vez. Nada de desespero, apenas amor. Um beijo calmo, tenro, sem pressa.
Um pertencia ao outro. Para sempre.
