A história não me pertence, e nem os personagens de Inuyasha
Sesshomaru observava o homem morto. Os guardas de Browan haviam removido o capuz que escondia seu rosto ao examinarem o corpo.
As feições do homem o surpreenderam momentanea mente. O homem se parecia com Rin. Os mesmos cabe los negros, o mesmo nariz, a mesma boca.
Quando Edgar se aproximou silenciosamente, Sesshomaru perguntou:
— Não notou nada de estranho nesse homem? Edgar olhou para o homem no chão.
— A dama tem um irmão?
— Não que eu saiba. O rei Bankotsu disse que era filha única.
— Um bastardo, talvez?
— É uma possibilidade. Mas por que tentaria matar Rin? — Sesshomaru foi até a tina. — Ele queria o pendente. Mas se era apenas isso, não haveria razão para matá-la.
Ele colocou a mão na água fria e encontrou a jóia perdida, ainda presa à fita.
Quando o capitão se aproximou, Sesshomaru lhe entregou o pendente.
— Não vejo nada de especial nessa peça. E você?
Edgar ergueu o pendente contra a luz para melhor exa miná-lo e meneou a cabeça. Sesshomaru caminhou até o corpo.
— Este homem confirmou que há outros. Talvez estejam escondidos em algum lugar dentro da fortaleza.
— Não! — Hector empalideceu visivelmente. — Já vas culhamos tudo. Onde poderiam estar escondidos? Sesshomaru cutucou o corpo com o pé.
— Não sei, mas é óbvio que um deles conseguiu escapar das buscas de ontem à noite.
— Ou alguém o manteve escondido — Edgar sugeriu. O rosto de Sir Hector ficou vermelho de ultraje.
— Ninguém em Browan ousaria isso. — Dirigiu um olhar especulativo a Edgar. — Talvez um de seus homens tenha se descuidado nas buscas.
Edgar jogou o pendente para Sesshomaru antes de encarar o outro homem.
— Os guardas de Falcon jamais são descuidados.
— E o que me diz do rapazinho que deixou a dama fu gir? — Sir Hector deu um bufo sarcástico. — Aquilo não foi descuido?
Antes que Hector pudesse continuar, Sesshomaru o ergueu do chão pela túnica. Empurrou o homem contra a parede e o manteve suspenso.
— Você era o responsável por esta fortaleza, mas tam bém se descuidou gravemente de seus deveres. Se eu tives se cravado sua cabeça em uma estaca, ninguém me recrimi naria. — Ele o largou no chão.
Sesshomaru saiu do quarto, acompanhado por Edgar.
Já fora da fortaleza, Sesshomaru avaliou rapidamente a segu rança do lugar. Como sempre, o pátio interno fervilhava de pessoas cuidando de seus afazeres.
Ele observou as muralhas antes de perguntar:
— Mandou a mensagem para Inuyasha?
— Sim, os soldados devem chegar em um dia ou dois.
— Quando chegarem, coloque-os nas muralhas. Os ho mens daqui não seriam suficientes nem para deter um pe queno exército.
A entrada de uma carroça chamou a atenção de Sesshomaru. Os guardas de Browan apenas acenaram quando o condutor ultrapassou os portões.
Sesshomaru se dirigiu à carroça, gritando para que o condutor parasse.
Quando a carroça carregando oito barris de madeira pa rou, o condutor voltou os olhos vermelhos para Sesshomaru.
— Algum problema, senhor?
— Isso depende. O que está levando?
— Apenas vinho, milorde — o homem gaguejou. Edgar sacou a espada.
— Vinho? Temos vinho armazenado para uma vida in teira aqui.
O homem riu nervosamente.
— Sir Hector gosta muito da bebida.
Sesshomaru se sentou ao lado do condutor. Colocou o braço ao redor dos ombros do homem e sugeriu:
— Já que temos vinho sobrando, por que não abrimos alguns desses barris para examinar o produto?
— Desculpe, milorde, mas não bebo.
Sesshomaru apertou o ombro do homem com mais força.
— Não? — O cheiro de vinho chegou às suas narinas. — Então usa o vinho para tomar banho?
— Milorde, eu…
Sesshomaru ouviu o barulho da flecha pouco antes que esta se fincasse entre os olhos do condutor.
Ele largou o homem, pulou da carroça e parou ao lado de Edgar com a espada erguida.
O chamado do capitão quebrou o silêncio que agora rei nava no pátio.
Dez soldados de Falcon surgiram correndo de todas as direções e rodearam a carroça com as espadas em punho.
Toda a atividade no pátio havia cessado, apenas uma pessoa ou outra espreitava pelas janelas.
Sesshomaru olhou novamente para o condutor morto. Seu co ração disparou. Pelo ângulo da flecha, só poderia deduzir uma coisa.
— A flecha veio da fortaleza. Edgar concordou.
— Preciso ver Lady Rin. Quero um guarda de pronti dão em cada entrada do pátio e da fortaleza.
Os homens se dispersaram para cumprir suas ordens.
— Edgar, livre-se dessa carroça e coloque o vinho em um lugar seguro para que seja examinado depois. E fique de olhoem Hector. Nãoconfio nele.
Edgar se postou diante de Sesshomaru, empertigando o corpo.
— Milorde, não posso deixá-lo desprotegido. Sesshomaru ergueu uma sobrancelha.
— Não pode ou não quer? — Ele empurrou Edgar para o lado e rumou para a fortaleza.
— Milorde. — Edgar quase implorava. — Por favor, o conde Inuyasha me esquartejaria vivo, ou pior, se algo lhe acontecesse.
— Não sou um bebê, não preciso de uma ama. Mas se deseja tanto assumir esse cargo, tenho certeza de que minha irmã apreciará seus serviços.
— Perdoe-me, milorde.
Sesshomaru olhou para o céu.
— Senhor, dê-me paciência! Desculpas aceitas. Agora faça o que eu ordenei.
Edgar não parecia muito satisfeito, mas o atendeu.
Rin estava na janela do quarto de Sesshomaru, observando ele e o capitão lidarem com o condutor da carroça, quando ouviu uma flecha sendo disparada acima dela.
Incapaz de sustentar-se nas pernas, Rin escorregou até o chão. O que faria se Falcon estivesse morto?
O ruído de uma porta sendo fechada afastou seu torpor. Com Falcon fora do caminho, viriam à procura dela nova mente? Ela não tinha forças para um novo ataque no mes mo dia.
Procurou freneticamente por um lugar onde pudesse se esconder. Mesmo uma fortaleza tão pobre quanto Browan teria um esconderijo nos aposentos principais.
Tateando a parede dos fundos, esta se moveu ligeiramen te. Rin atravessou o painel com dificuldade e o empurrou de volta ao lugar.
Ouvindo passos descendo as escadas, suspirou aliviada quando a parede se fechou sem ruído. Segura na escuridão da câmara secreta, Rin se encolheu no chão.
A porta do quarto se abriu e duas pessoas começaram a vasculhar o cômodo, passando por seu esconderijo várias vezes.
Dois homens se falavam em uma língua estranha. As únicas palavras que conseguiu entender soavam como ai-mitis dragan.
Estariam procurando pelo dragão de ametista? O que ha via de tão importante naquela jóia?
Depois do que pareceu ser uma eternidade, os homens deixaram o quarto. Sem saber se voltariam ou não, Rin permaneceu onde estava.
Momentos depois, a porta do quarto foi aberta novamen te. Ela conteve o fôlego ao ouvir o som de uma espada sen do retirada da bainha.
Então a pessoa parou em frente à câmara.
Ela ficou pasma quando o painel deslizou para o lado. Rin sabia que não seria capaz de se defender. Ainda sentia dores por causa da luta com o homem encapuzado e por ter ficado tanto tempo encolhida naquele quartinho frio e úmido. Não sabia nem se conseguiria se levantar. Cobriu o rosto com as mãos, fechou os olhos e rezou para que seu fim fosse rápido.
Mas nada aconteceu.
Rin olhou por entre os dedos.
Um par de olhos incrivelmente verdes a fitava.
— Pensei que estivesse morta — Sesshomaru disse.
Rin respirou fundo antes de admitir:
— Pensei o mesmo de você.
— Há quanto tempo está aqui? Ela estendeu uma das mãos.
— Não sei ao certo.
Quando ela se encolheu de dor ao tentar se levantar, Sesshomaru a ergueu nos braços.
Sesshomaru se sentou em uma cadeira de espaldar alto e a acomodou em seu colo. Rin não resistiu muito e logo apoiou o rosto em seu peito, suspirando.
— Pensei que a flecha o tivesse atingido. — A voz era pouco mais que um sussurro.
— Não, era destinada ao condutor da carroça.
— Ela foi disparada acima deste quarto. Eu ouvi quan do os homens desceram as escadas. Foi quando eu me escondi.
— Eles entraram aqui? Ela assentiu.
— Sim, acho que procuravam pelo dragão de ametista. Sesshomaru vasculhou a túnica.
— Veja, encontrei seu pendente.
Rin o segurou pela fita e ergueu a jóia no ar. A pedra brilhava na luz.
— Não é bonito?
— Não é exatamente o termo que eu usaria.
— Por que não?
Ele se sentiu um pouco embaraçado pelo o que iria ad mitir.
— Juro que esta coisa está amaldiçoada.
Sesshomaru sentiu cada músculo do corpo de Rin se retesar.
— Você também sente?
— Sinto o quê?
Ela o fez segurar a ametista. —Não sente o calor?
Mesmo que quisesse mentir, não poderia. Sentia o calor da pedra em sua mão.
— Sim. Rin sorriu.
— Que bom! Pensei que era só minha imaginação.
— Pois eu preferia que fosse. Ficarei com a jóia por en quanto.
Dizendo isso, passou a fita pela cabeça e escondeu o pendente dentro da túnica.
— De novo não!
Rin estava na estreita janela do quarto de Sesshomaru — que agora lhe pertencia.
Dois dias atrás um arqueiro quase atacara Sesshomaru, agora outro pretendia terminar o feito?
Não se ela pudesse evitar!
Com um guarda a segui-la, ela cruzou a fortaleza e al cançou o caminho para a muralha.
Rin andava lentamente pelo passadiço, aproximan do-se do homem vestido de preto que levava um arco ao ombro.
Sesshomaru já tinha visto o visitante. Se Sir Miroku achava que o pegaria desprevenido, ficaria bem desapontado.
Quando Edgar e David saíram do estábulo, Sesshomaru ace nou para o capitão.
Dispensando o garoto, Edgar se aproximou.
— Notícias de Falcon, milorde?
— Parece que sim. — Sesshomaru indicou a escada que Sir Miroku acabara de escalar. — O capitão de meu irmão veio nos fazer uma visita.
— O que ele está fazendo aqui?
— É o que pretendo descobrir.
Sesshomaru viu Rin na muralha e então olhou novamente para Miroku. O capitão de Falcon estava abaixado atrás de alguns tonéis e puxava uma flecha de sua aljava.
Praguejando, Sesshomaru correu na direção de Rin. Ela não sabia que Miroku não pretendia lhe ferir. E Miroku tam pouco sabia o que havia acontecido dias antes.
Rin viu que ele se aproximava e gritou:
— Falcon! É um dos assassinos. Tudo aconteceu ao mesmo tempo.
Miroku baixou o arco, ficando parado no mesmo lugar, e foi agarrado pelos guardas de Browan. Edgar tentava não rir da confusão. Os homens de Sesshomaru surgiram no pátio, ficando espantados com a cena.
Servos e aldeões de Browan começaram a aparecer exi gindo vingança, carregando qualquer ferramenta que pu desse causar ferimentos.
Sir Hector, aos pés da escada, ordenava que jogassem o homem no calabouço.
Sesshomaru abriu caminho entre a multidão, arrastando Ed gar consigo.
— Parem! — A gritaria se reduziu a uns poucos murmú rios. — Ande, Edgar, desça o homem de lá.
Então Sesshomaru subiu na ponta da escada e olhou para a multidão ali reunida.
— Este homem não é um assassino.
Rin gritou:
— Ele…
— Basta! — O berro de Sesshomaru a emudeceu imediata mente. — Este é o capitão da guarda do conde de Falcon.
Imediatamente todos recuaram. Ouvindo os sussurros de "demônio", Sesshomaru achou graça da fama que o irmão con quistara e não se importou com o fato.
Mas não foi fácil ignorar o praguejar de Rin, que ago ra marchava de volta para a fortaleza.
A multidão se dispersou e os guardas voltaram a seus postos sem esperar por qualquer ordem.
Miroku chegou ao chão e lhe entregou uma carta do irmão.
Inuyasha devia estar mesmo ocupado com a nova esposa para ter dispensado um destacamento de vinte homens e enviado armas e suprimentos suficientes para um mês.
Guardou a carta e observou Miroku. Por mais que os anos passassem, o capitão continuava com aquela aparên cia vil. Encaixava-se perfeitamente em seu papel como bra ço direito do demônio.
— É bom vê-lo novamente, Sir Miroku. O que faz aqui?
— Eu já estava cansado de fazer companhia aos pombinhos. — Ele estudou Browan Keep, obviamente notando tudo o que havia de errado. — Não me diga que isso lhe pertence.
Sesshomaru lhe deu um tapinha no ombro e sorriu.
— Não até eu entregar a dama à família.
— Talvez devesse desistir. Isso lhe custará uma fortuna.
— Eu sei, por isso Edgar e eu apreciaríamos qualquer conselho que possa nos oferecer. Quero começar a fortificação o mais rápido possível.
— Um incêndio seria um bom começo. — Ele olhou Sesshomaru de soslaio. — E alguns guardas que conheçam suas devidas obrigações.
Edgar se adiantou.
— Os guardas no portão são de Falcon. Sabiam que es távamos esperando reforços do conde.
— Não estou vestido como um dos homens do conde. Edgar estava visivelmente indignado. Não era uma boa idéia juntar dois capitães. Sesshomaru interveio.
— Sir Miroku, você seria reconhecido de longe mesmo disfarçado de mulher.
Miroku pareceu aceitar a observação.
— Quando pretende partir?
— Se nós três conseguirmos providenciar tudo, hoje à noite.
— Juntos somos 36 homens. Browan tem 15 bem saudá veis. Dez deles são muito bons, mas ainda preciso avaliar os outros cinco.
— Eles costumam andar sempre juntos? — Quando Ed gar assentiu, os olhos de Miroku brilharam de suspeita. — Separe-os. Dois ficam em Browan, três seguem conos co. Será mais fácil verificar a lealdade deles assim.
Sesshomaru podia imaginar que tipo de artimanhas Miroku usaria para testar aqueles homens. O capitão de Inuyasha era astucioso e não havia nada que não fosse capaz de fazer.
Sesshomaru olhou para a fortaleza.
— Vocês decidem quem vai e quem fica. Edgar perma necerá aqui. — Quando o capitão se sobressaltou, Sesshomaru acrescentou. — As pessoas em Browan precisam se acos tumar a seguir suas ordens. Será mais fácil ganhar controle se eu não estiver presente.
— E Hector?
— Ele não me serve para nada. Mas continue a vigiá-lo. Talvez você encontre alguma utilidade para ele.
— Se Sir Edgar permanecerá aqui, é melhor que mais soldados de Falcon fiquem. Esse Sir Hector é perigoso?
Edgar encarou Miroku.
— Posso cuidar dele. Porém, se algo acontecer a Lorde Sesshomaru, arrancarei sua cabeça.
Miroku riu de escárnio.
— Se algo acontecer ao seu senhor, o meu arrancará mi nha cabeça antes que você tenha a chance.
— Pois ele terá que me enfrentar primeiro.
— Isso não será um problema para o conde.
— Bom Deus, estou cercado por amas-secas de barbas.
— Sesshomaru revirou os olhos. — Cuidem dos detalhes e preparem tudo. Verificarei os planos mais tarde.
— Sim, senhor. — Os dois responderam ao mesmo tempo. E voltaram a se provocar.
Sesshomaru parou na entrada do quarto. Rin se ergueu, fazendo uma mesura.
— Lorde Falcon. — O veneno em sua voz era óbvio.
— Você nos honra com sua visita.
Kaede, que fazia companhia a Rin, simplesmente vi rou o rosto.
Sesshomaru entrou no quarto e levou a mão de Rin ao peito.
— Milorde! — Kaede se levantou.
Ele ignorou a mulher. Baixou a cabeça e sussurrou:
— Peço desculpas por ter gritado com você.
As emoções se misturavam no rosto de Rin. A raiva se reverteuem espanto. Elasorriu, mas estreitou os olhos ao dizer:
— Acha que poderá me desarmar com esse falso pedido de desculpas?
Sesshomaru contraiu os lábios. Como ela era rápida!
— Não custa nada tentar, não é mesmo? — Ele lhe roubou um beijo.
Ela ainda estava zangada, mas tentava esconder o riso. Seria isso um bom sinal?
Rin se afastou dele e colocou-se atrás de Kaede.
—Acha realmente necessário me humilhar na frente de todos?
Ele meneou a cabeça.
— Não percebi o que fazia no momento. Só queria impedir que você fosse morta.
Rin cruzou os braços e inclinou a cabeça.
— E como uma coisa dessas poderia ter acontecido?
— Você estava prestes a atacar o capitão do conde de Falcon. Tenho certeza de que Miroku revidaria o ataque.
— Ele mataria uma mulher?
— Rin, ele é um homem treinado para lutar. Ele mata primeiro e faz perguntas depois.
Ela virou a cabeça.
— Seus homens recebem um treinamento bem estra nho.
Sesshomaru dispensou Kaede. Mesmo contra a vontade de Rin, a criada saiu e fechou a porta.
Rin deu as costas para Sesshomaru e foi para a janela. Lu tava consigo mesma. Deveria forçar uma discussão? Ou deveria deixar isso para outro dia?
— Não quero discutir com você.
— Então aceite minhas desculpas. Sou sincero ao dizer que não pretendia magoá-la.
Desta vez, o olhar dele não demonstrava sarcasmo, ape nas desejo. Isso a reconfortava, afastando qualquer ressen timento.
— Aceito suas desculpas. Lamento ter sido tão afoita, mas pensei que o homem iria matá-lo.
Ele sorriu suavemente.
— Imaginei que fosse isso. Edgar explicará a Miroku o que aconteceu nos últimos dias.
— Mas o que ele pretendia com aquilo?
— Só queria me pegar de surpresa. É a maneira dele de cumprimentar.
— Um "bom-dia" não seria suficiente?
— Você não conhece Miroku. — Sesshomaru a abraçou com força. — Mas no momento há coisas mais interessantes a fazer que falar sobre ele.
— Como o quê? — Ela ergueu o rosto e recebeu um beijo.
Um beijo que deixava suas pernas fracas e fazia seu san gue correr mais rápido.
Ele acariciava suas costas com uma das mãos, e usava eoutra para afagar a lateral de seu seio. Rin se pressionou contra ele, ansiando por mais do que beijos e carícias.
A porta do quarto se abriu.
— Basta! — Kaede cruzou o quarto, um tanto relutante em interromper a cena.
Sesshomaru beijou Rin na testa e se afastou.
— Eu vim para… avisar que partiremos esta noite.
— Esta noite? — Ambas o encararam.
— Sim, não quero perder mais tempo. A escuridão da noite pode nos oferecer certa proteção.
Rin imaginou que ele provavelmente tinha razão.
— Cuidarei dos últimos detalhes. Desculpe a pressa, mas precisamos estar prontos ao anoitecer.
Kaede rumou para a porta.
— Vou guardar os pertences da dama. Comportem-se enquanto eu estiver fora. — Ela deixou a porta aberta ao sair.
Sesshomaru tomou a mão de Rin.
— Talvez esta seja a última vez em que ficaremos sozinhos. Só quero que saiba que farei tudo para protegê-la durante a viagem e depois.
Ela tocou o peito de Sesshomaru, sentindo as batidas fortes de seu coração.
— Está preso a esta promessa, Falcon.
Então gente como eu disse na outra fic, meu horário anda muito corrido por causa da escola. E to chateada porque muitos leitores dessa história pararam de mandar reviews. Enfim.. postei dois caps hoje. Beijos
