N/A: Vamos lá... Eu realmente demorei em atualizar a fic. Está difícil escrevê-la. Ando sem tempo e sem ânimo para ela. O que realmente me dá estímulo é o enorme apoio do amor da minha vida que não me deixa desistir de nada nunca. Eu provavelmente vou demorar a postar o próximo capítulo, que vai ser o último deste "Elo" da série. Não sei também quando vou começar a escrever a continuação (minha beta e amiga Pichi vai me matar por isso rs), mas vou terminar a série, não vou abandoná-la. Tenho algumas coisas da próxima fic já prontas no PC, mas são do final, então vai demorar um pouco ainda até que eu possa postá-las. Estou com o meu tempo comprometido para o meu namorado (que é a minha prioridade) e para os estudos. Então, quando tenho tempo livre para escrever acabo escrevendo "Acertando as Contas" que é algo leve e divertido de se fazer. Espero que gostem deste capítulo. Deixem reviews com a opinião de vocês. Obrigada pela atenção. Bjims da Lú.

9 – As Boas e Más Notícias

Nattie desistiu de esperar o elevador e subiu até seu apartamento pelas escadas. O que ela menos precisava após uma viagem extremamente musical era aturar Paolo cantarolando as musiquinhas instrumentais insuportáveis do elevador.

Conforme subia as escadas xingava mentalmente os pais por terem feito com que ela passasse vergonha com as manias espalhafatosas do ex-mordomo, a quem ela adorava, mas na grande parte das vezes lhe tirava toda a paciência.

Assim que ela chegou ao andar Paolo já havia ido embora. Pelo elevador ele levou rapidamente as malas da menina para cima, colocando-as em cima do sofá e já devia estar em seu carro cantarolando de volta para casa àquela altura.

Nattie empurrou a porta entreaberta do apartamento e antes que pudesse chamar pelos pais um cheiro inconfundível de molho de tomate e massa invadiu sua narina. Ela ia chamar pelos pais, mas a cena que viu ao se virar para a sala de jantar a surpreendeu tanto que ela ficou sem fala:

Draco ajudava Nicolle a colocar a mesa. Os dois segurando respectivamente uma travessa enorme de macarronada e um pote de molho a bolonhesa que saía fumaça de tão quente. Os dois riam:

- Anda com isso, Draco. Nattie vai chegar a qualquer minuto e precisamos acabar logo de colocar a mesa. Já basta o quanto você me atrapalhou para fazer o almoço... – ela disse em um tom jovial. Draco riu e colocou a travessa apoiada no descanso sobre a mesa. Então passou o dedo no molho.

- Ouch... – Isso está fervendo demais mulher... – Nicolle riu e colocou o dedo de Draco na boca.

- Pronto seu chorão. Melhorou assim? – Draco fez uma expressão de dor.

- Não. Acho que pode melhorar e...

- Aham... – Nattie pigarreou e os pais coraram, fazendo com que a menina sorrisse satisfeita.

- Querida! – Nicolle disse um bocado desconcertada. Draco limitou-se a dar um sorriso amarelo. – Há quanto tempo está aí? – a mãe perguntou ainda sem- graça. Nattie piscou o olho.

- Tempo suficiente para ficar com fome e perder o apetite mamãe... – Draco não agüentou e caiu na gargalhada.

- Sua pestinha. Vem cá e dê um abraço no seu pai e na sua mãe que se mataram na cozinha para fazer um almoço de boas-vindas... – Nicolle ergueu as sobrancelhas para Draco. – Hey! Eu supervisionei okay? – os três riram.

Nattie abraçou os pais e os três sentaram em volta da mesa para saborearem a comida caseira de Nicolle. Fazia muito tempo que ela não cozinhava e Nattie ficou surpresa por eles terem dado folga para Nell preparado a própria comida. - Então foi por isso que não foram me buscar? – Draco torceu os lábios contrariado.

- Bem, na verdade não e sim. Pretendíamos ir, mas sua mãe resolveu que deveríamos cozinhar a moda trouxa já que eu provoquei um pequeno acidente enquanto tentava cozinhar com a varinha – Nicolle quase engasgou com o vinho.

- Draco você colou massa de macarrão por todo o teto... – a filha riu.

- Mas eu limpei não foi? E de forma não mágica – ele disse desanimado. – Uma bela punição – sussurrou para a filha que riu ainda mais.

- Aí não é difícil você concluir que nos atrasamos e...

- Acabamos tendo que pedir para a lacraia do Paolo ir buscar você... – Draco completou a frase da esposa.

Os três conversaram bastante, e continuaram a conversar no sofá, enquanto comiam a sobremesa. Nattie contou sobre a escola e os dois contaram as boas notícias, e sobre como estavam felizes de novo juntos, embora sentissem falta da filha. Nicolle foi buscar mais pudim na cozinha, deixando Nattie sozinha com o pai. A menina então fez uma expressão de tristeza.

- O que foi coelhinha? – ela deu de ombros.

- Eu não sinto falta dele aqui papai... – Draco suspirou.

- Eu sei que não filha.

- Eu me sinto mal por isso, entende? Ele está lá em Hogwarts e eu só consigo ficar feliz por ele não estar mais perto de mim, de vocês... – Draco ficou sério.

- Então você sabe exatamente como eu me sinto... – a menina ia falar mais alguma coisa, mas a mãe voltou com a travessa de pudim.

- Eu trouxe logo a travessa. Preparem as colheres... – pai e filha sorriram e os três limparam o resto da deliciosa sobremesa.

O final de semana foi o mais feliz possível para os três. Passearam e se divertiram como não faziam há muito tempo. Nattalie se sentiu como se fosse filha única, e, como tudo que é bom dura pouco, logo chegou o momento de se despedirem.

Draco e Nicolle levaram a menina até a escola. Dessa vez sem caronas esdrúxulas, mas pessoalmente. A menina já estava quase entrando quando Draco se adiantou e foi até a filha, deixando Nicolle para trás.

- Pegue isso – ele entregou um saquinho de feltro verde e cinza nas mãos da menina. – Use com cuidado. Você vai se divertir a valer às custas da sua colega panaca. Aí dentro explica como se faz. Não deixe ninguém descobrir isso, ouviu? Pode colocar o mundo mágico em risco. E não conte nada para a sua mãe. Isso poria em risco a minha pele... – Nattalie sorriu e apertou o minúsculo saquinho dentro do bolso do casaco. Então deu um abraço de agradecimento no pai, que voltou para junto da esposa. A menina acenou sorridente e então entrou pelos portais da escola.

- Se ela for pega com aquilo você está frito Draco Malfoy! – Nicolle disse ainda sorrindo. Draco se fez de desentendido. – Eu acho bom que você tenha dito que estará em tremendos apuros se ela for pega... – não restou nada a Draco senão rir.

Na manhã de segunda-feira Gina não pôde ir para o Hospital. Sentia-se indisposta demais para isso. A gravidez, de quase seis meses, dessa vez estava fazendo com que ela se sentisse fraca e doente. Harry, que não tinha aulas para dar ficou com a esposa, atendendo cada pedido dela e de Victória, que parecia estar muito animada de ter os pais em casa só para ela.

De tarde, depois de finalmente conseguir que a filha pequena deitasse para um cochilo Harry pôde se sentar ao lado da esposa na cama. Gina estava abatida e pálida. Harry estava começando a ficar preocupado.

- Eu ainda acho que devíamos ver um outro medi-bruxo. Ou mesmo um médico trouxa... – Gina se esforçou para sorrir.

- Eu estou bem meu amor... Eu só estou tão cansada... – ela tentou se recostar, mas não conseguiu. Harry conseguiu segurá-la antes que ela pendesse para trás.

- Gina? Por Merlin, Gina? – ele chamou, mas não teve resposta. Ela estava desmaiada. Então, desesperado chamou por Dobby enquanto pegava a mulher no colo.

O elfo chegou em segundos ao quarto do casal, e arregalou ainda mais os enormes olhos ao ver a cena.

- Harry Potter, Senhor... – ele não sabia o que fazer.

- Dobby, preciso que cuide de Victória. Brinque com ela se ela acordar. Faça com que ela fique distraída. Não deixe que ela note que saímos. Vou pedir para alguém vir para cá ajudar. Preciso levar Gina ao médico e... – o elfo sacudiu o corpo para frente e para trás, apavorado. Então Harry viu o motivo de todo o pânico no olhar do pequeno amigo: No lençol que tinha ficado embaixo de Gina havia uma enorme mancha de sangue. O quanto e por quanto tempo ela havia sangrado não dava para saber, mas na mesma hora ele desaparatou com a esposa nos braços.

Quando Gina finalmente acordou havia sete rostos preocupados à sua volta: Harry, Rony, Hermione, Molly, Arthur, Fred e Jorge olhavam atentos para a ruiva que tentava recostar.

- Nem pense nisso, mocinha... – Molly repreendeu a filha. – Você precisa de repouso absoluto agora. Precisa ficar bem para... – fez uma expressão comovida. Tinha os olhos cheios de água.

Gina não precisou olhar novamente para a mãe. Bastou observar a expressão arrasada no rosto de Harry para imaginar o que havia acontecido.

- Mãe... – ela pediu num fio de voz. Molly entendeu o que a filha queria, e então fez com que todos se retiraram do quarto, se despedindo de modo discreto.

- Se precisar de alguma coisa... – Rony disse tentando parecer forte antes de seguir os outros. Hermione deu um abraço no amigo e desaparatou com o marido. Harry então se voltou para Gina, que agora não conseguia mais segurar as lágrimas. - Você não precisa me dar as más notícias... – ela suspirou. - Eu posso imaginar. Eu perdi o nosso filho... – ela murmurou tristemente acariciando a própria barriga. – Não sinto mais ele se mexer dentro de mim. Estou vazia... – Harry engoliu em seco. Então segurou a mão da esposa.

- Nós não perdemos o bebê, Gina... – o rosto da mulher se contorceu em dúvida. – Estamos em um hospital trouxa... – ele começou a falar calmamente. – Você está aqui desde ontem. Perdeu muito sangue e recebeu um pouco do meu... – ele mostrou um pequeno esparadrapo que tinha colado na dobra de seu cotovelo. – E um pouco do de Rony... – continuou a explicar. – Os trouxas operaram você urgente. – Gina franziu a testa. – Fizeram o que eles chamam de cesariana para tirar o bebê. – ele falava calmamente, mas Gina estava ficando nervosa. – Eles colocaram a nossa filha em uma caixa transparente, chamada incubadora para ela ficar aquecida... – ele próprio começava a sentir vontade de chorar. – Puseram um pequeno tubo na sua garganta, pois ela não conseguia respirar sozinha... – Gina apertou a mão de Harry na sua.

- Tivemos uma filha? – Harry acenou com a cabeça. – Ela está morta? – Harry negou de forma não muito convincente.

- Ela é muito pequena Gina. Muito delicada e frágil... – Gina deixou as lágrimas escorrerem.

- Ela vai ficar bem? – Harry suspirou.

- Eles não sabem dizer. Pode ser que sim, mas pode ser que... – Gina deixou escapar um gemido.

- Me abraça... Por favor,... – ela chorou um pouco mais. Então algo lhe ocorreu. – Harry, eu posso vê-la? – Harry forçou um sorriso.

- É claro que pode meu amor. Mas você não acha que deve ficar um pouco mais forte? – Gina suspirou.

- Harry, ela precisa de mim. Ela precisa saber que eu estou perto dela... – Harry concordou.

- Eu vou pedir para trazerem uma cadeira de rodas e te levo até lá...

Logo Harry empurrava Gina pelo corredor branco do Hospital. Entrou com ela no elevador e apertou o botão do terceiro andar. Era muito estranho para Gina estar num Hospital trouxa, mas ela não parecia muito impressionada com o que estava vendo.

Assim que entraram na UTI infantil os dois receberam cada um roupão de tecido fino, e então Gina viu, pela primeira vez, a filha. Era um bebê minúsculo, a fralda praticamente lhe cobria até o peito. Gina segurou a mão de Harry com força enquanto via a barriga da filha subir e descer depressa enquanto a máquina respirava por ela.

- Boa tarde senhora Potter... – uma médica se aproximou dos dois. – Sua filha está se saindo muito bem... – Gina se esforçou para sorrir, mas estava sendo difícil.

- Ela vai ficar boa?

- Bem, senhora Potter eu já tive experiências com bebês bem menores que a sua filha. E ela me parece ser uma lutadora e tanto... – a médica deu uma pausa. – Ela já tem um nome? – Harry se agachou ao lado de Gina, esperando uma resposta.

- Emily? – Harry sorriu concordando. – Emily... – Gina disse olhando novamente para a filha.

- Lindo nome... – e doutora disse verificando os botões da incubadora e do respirador. – Emily, está se saindo muito bem. Tome conta dos seus pais... – ela disse antes de deixar os três a sós.

Haly estava sentada na biblioteca quando avistou o primo. Owen estava entrando junto com Dylan e o grupinho sonserino insuportável de sempre.

- Owen, o papai enviou hoje uma coruja e... – ela disse séria. Dylan riu.

- Jura? – Dylan respondeu em tom de deboche. – Então isso significa que finalmente ele aprendeu a escrever? – Owen deu um sorriso amarelo.

- É melhor a gente falar depois Halyssa... – o menino disse sem-graça, mas a menina bufou, e o arrastou pelo braço para um dos corredores de livros.

- Será que você não pode pensar uma só vez com a própria cabeça? – Owen rolou os olhos.

- Eu só não quero que você tenha que aturar desaforos... – Haly apertou os olhos.

- Posso me defender sozinha Owen. E posso defender você também, se você deixar... – o garoto deu um muxoxo.

- Sobre o que você quer falar? Não é sobre eu andar com más companhias eu suponho...

- Óbvio que não. Disso eu já desisti. É um caso perdido... – ela parou de falar enquanto Dylan passava por eles. – Com licença? É assunto particular... – ela disse olhando dentro dos olhos cinzentos do menino.

- Tsc tsc tsc... Você está careca de saber que a biblioteca é um lugar público Weasley. Então por que não vai até os chiqueiros de Hagrid? – Haly virou sorrindo para ele.

- Não dá. Os porcos estão furiosos por você ter roubado a lavagem deles na sua última visita... – Dylan ia responder, mas Hermione chegou na hora.

- Algum problema? – ela perguntou encarando os três meninos. – Senhor Malfoy? – Dylan deu de ombros.

- Não houve nada professora Granger... – Hermione sorriu.

- Ótimo. Não precisarei assim descontar pontos da casa do meu sobrinho. Agora se me dá licença, senhor Malfoy. Preciso falar com a senhorita Granger e o senhor Potter agora mesmo e o senhor precisa fazer um metro de pergaminho de feitiços... – e assim ela retirou o sobrinho e a filha de perto de Dylan que ficou com uma cara muito amarrada.

- O que foi tia Mione? – Owen perguntou enquanto comia um biscoito. Hermione havia criado o mesmo hábito da professora Minerva, a quem sempre admirou, e em sua sala sempre tinha biscoitos para os alunos.

- Haly não te contou? – Owen deu de ombros.

- Eu tentei mamãe, mas aquele idiota do Malfoy sempre...

- Shhh! – Hermione sorriu. – Não é culpa dele, sendo filho de quem é... – voltou-se então para Owen. – Seu tio me enviou uma coruja hoje cedo avisando... - ela deu uma pausa. – Que a sua mãe teve o bebê... – Owen parou de mastigar.

- Mas o bebê era só para daqui há uns três meses não era? – Hermione acenou.

- Era sim Owen. Mas sua mãe teve uma complicação e teve que ser operada...

- Ela está bem? – Mione se aproximou do sobrinho.

- Está sim. Sua mãe está bem e sua irmã também, mas ela é muito pequena e está no hospital... – o menino fez uma expressão triste. Haly também estava penalizada.

- Eu posso vê-las? – Hermione acenou.

- Pode sim. Seu tio virá buscar você hoje antes do jantar. Você poderá passar a noite em casa e está liberado das aulas de amanhã. Seu pai irá ficar feliz em ver você Owen, ele se orgulha muito de você, querido. Não deixe que os seus amigos o façam duvidar disso... – Haly trocou um olhar significativo com ele, e o menino sentiu o estômago afundar, pois sabia que não estava sendo lá muito digno de tanto orgulho assim.