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Necessidades sombrias
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Adaptação
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Capítulo 8
Kagome como um livro aberto sobre sua sexualidade, seu corpo e suas opiniões. Mas ela teve dois pequenos segredos sujos. Um dos quais era a propensão dela por pegar um artigo estranho aqui e ali que não pertenciam a ela.
Dentro da sua câmara escondida, atrás da entrada gótica, ela colocou suas aquisições novas na mesa de exibição. Ali botava todas as quinquilharias e tesouros apanhados de inquilinos durante os anos.
A mesa estava quase cheia. Logo ela teria que utilizar a mesa de centro. Não eram objetos ruins, considerando que Elancourt só tinha estado ocupado por tempo equivalente a um terço da sua vida após a morte.
Então ela tendia a roubar muito.
Ela não necessariamente se destinava a coisas de valor, mais a artigos que a intrigavam. Entre o contrabando: uma televisão a bateria, com baterias de longa duração, um sutiã bastante moderno, um gramofone e uma caixa de preservativos pelo qual ela teria pagado milhões nos anos vinte.
Ela tinha caixas de fósforos, dobrões Mardy Gras, doces que ela nunca comeria e quase uma dúzia de latas de tinta spray confiscada dos vândalos adolescentes.
Com bater de portas, folhas voando e tempestades de folhas, ela tinha assustado esses artistas pichadores além do ponto da urinação espontânea e com o tempo eles sempre derrubavam a pintura e corriam. Este casa era de Kagome, era todo o seu mundo. Ela se recusava a ver arte pobremente grafitada pelo resto da vida.
Como um pássaro que empena o ninho, ela tinha colecionado coisas de fora e tinha as trazido para dentro de seu esconderijo. Este quarto era seu estúdio de dança com barras de balé, assoalho de madeira e espelhos de parede a parede. O estúdio propriamente dito estava intacto, entretanto tinham sido empilhados jornais em todos os lugares e os espelhos tinham sido modificados para se ajustarem à sua atual aparência. Ou em outras palavras, ela os tinha quebrado.
Nos dias depois de sua morte, quando fretadores tinham trazido caixas para recolher todos os seus pertences, ela tinha ansiado muito apaixonadamente conseguir contrabandear de volta para esse quarto e de fato o fez. Foi assim que ela começou a perceber que ela podia transportar coisas com o poder de sua mente.
Em uma explosão de fúria, ela tinha levitado todas as coisas que ela tinha de valor: as jóias, roupas, álbuns de recortes, sua proibida garrafa de licor e até mesmo sua caixa forte pesada, carregando-os para o estúdio escondido.
Ainda hoje ela não podia fazer nada mais que assistir suas posses envelhecerem bem diante dela. Como sua casa. Ela não podia sentir nenhum deles, não podia correr as pontas de seus dedos gananciosos em cima de um derramamento de seda fresca ou a gorjeta titilante de uma pena...
─E agora o que?─ ela perguntou em voz alta.
O silêncio ecoando parecia escarnecer dela. Sozinha... sozinha... sozinha...
Kagome considerou se materializar no quarto do vampiro ou riscar lá. Ela se garantiu de que era a pressão da quietude que a empurrava a voltar para lá e não o próprio louco. Mas ele parecia senti-la melhor do que qualquer um que já havia vindo para Elancourt.
Ainda que ele fosse insano e sujo, algo sobre ele a puxou. Ela teve o desejo inegável de falar mais com ele.
Mas no fim, ela estava muito exausta para voltar, a essência dela esvaziou com toda a energia que ela usou na telecinesia se concentrado. Precisando descansar, ela flutuou para a cama dela.
Há muito tempo, ela a tinha trazido para o estúdio. Embora ela não pudesse sentir a cama ou as mantas ela se esticava e dormia ali quase toda noite. Na medida do possível, ela gostava de se comportar como ela fazia quando viva, exceto por atravessar paredes e se materializar, é claro.
Ela se enrolou sobre a cama para seu devaneio. Kagome chamava seu sono fantasmagórico de devaneio porque era diferente do sono que ela conhecia quando viva. Ela não necessitava tê-lo diariamente. Se ela não usasse telecinesia para mais que mover um jornal, ela poderia passar dias sem dormir. O despertar era instantâneo, com nada alterado exceto o nível de energia dela. Ela ainda usava as mesmas roupas, o cabelo dela estava inalterado e ela nunca precisava raspar as pernas e as axilas. Normalmente, ela só perdia a consciência por aproximadamente quatro horas.
Quer dizer, isso até chegar a lua cheia de cada mês. Nessa noite, alguma força a compelia a danç uma marionete fantasmagórica, ela terminava do mesmo jeito horrível, abandonada exausta e abalada, desejando uma morte verdadeira.
Faltavam apenas três dias para a próxima performance...
Sua mãe sempre tinha dito que a lua cheia era sorte para algumas pessoas como elas, pessoas que se agarram ao céu com todo seu poder e fazia isso de novo e de novo. Não importa quantas vezes eles perdiam. Isso era o porquê de Kagome ter programado a festa dela naquela noite.
Sorte não era o primeiro termo que ela usaria para descrever aquela festa, aquela que ela pretendia usar para celebrar a realização de todos os seus sonhos. Aos vinte e seis anos Kagome havia comprado este lugar sozinha depois de muito trabalhar, para o Vieux Carré, todo o tempo, mantendo seu passado de sombras em segredo.
Seus protetores suburbanos nunca tinham descoberto que Kagome era uma imigrante francesa bastarda nascida no indigente bairro francês. Eles não tinham ligado Kagome Higurashi a Marguerite L'Are, a infame dançarina burlesca.
Eles não tinham descoberto que, durante um tempo, Kagome tinha sido uma também.
Depois que sua mãe tinha sucumbido com a gripe quando Kagome tinha mal completado dezesseis anos, ela tinha começado a fazer espetáculos. Kagome tinha sido bem desenvolvida e com a maquiagem certa e fantasias, ela tinha passado por vinte anos. Os tempos eram duros e o dinheiro era bom.
Ela não tinha nenhuma inibição, nenhuma convicção moral contra isto. Todo o mundo conseguia o que queria e ninguém saia ferido por isto. Embora ela nunca tivesse sentido vergonha do que ela tinha feito, ela tinha mantido isto em segredo porque ela entendia que outros não veriam isto do mesmo modo que ela via.
Depois de um ano economizando dinheiro, Kagome tinha parado. Ela sempre tinha sonhado em ser uma bailarina e não queria desperdiçar todas as lições que sua mãe tinha ensinado e todo o trabalho que ela tinha feito para justificar o incrível sacrifício. E, de algum jeito, ela conseguiu...
E então morreu.
Ela desejou que Inuyasha pudesse vê-la como a bailarina que ela foi um dia, no palco com uma fantasia luxuosa, corada com orgulho, inundada com aplausos vigorosos. Ele a teria achado bonita?
Ela suspirou tristemente. Ela nunca saberia...
O que o amanhã traria com Inuyasha, o vampiro assassino com o corpo poderoso e mente doente?
Enquanto ela viaja em devaneio, ela desejou saber, poderíamos nós salvá-lo quando ele não queria ser salvo?
Nós?
O fantasma não retornou a noite inteira.
E ele se ressentia por isso.
Demorou até a tarde seguinte, ele poder sentir a essência de rosas dela. O quarto estava iluminado com sol da tarde, mas ele ainda pode vê-la flutuando diretamente pela porta fechada. Ele sabia o que procurar agora, onde procurar, como uma mensagem escondida em um quebra-cabeça visual, procure.
Ela agia como se nunca tivesse o deixado, passando distraidamente pelo colchão e estirando os braços esbeltos a cima da cabeça. Os longos cabelos dela flutuavam sobre as rosas, negro brilhante, destacando no branco. Os pálidos dos seios dela apenas contidos pelo vestido.
Ela estava perdoada.
Se ele não era sangrado, então por que esta visão o cativava? Por que fazia suas presas doerem?
Ele continua debatendo as possibilidades de lapsos de memória, alucinação ou fantasma. Até onde um lapso de memória pode chegar, ela se encaixa neste lugar, na situação muito perfeitamente. E se ela é uma invenção da sua imaginação, por que ele imaginaria uma mulher o oposto do qual ele normalmente era atraído?
Ele achava que gostava de mulheres altas, nórdicas com cabelo curto e pele bronzeada do sol da vida ao ar livre. Mas essa mulher era minúscula e pálida, não muito mais alta que um metro e sessenta. O cabelo dela era negro como a noite.
Durante sua severa vida humana, ele não teria gasto mais do que um rápido olhar nela, predizendo uma delicada menina que não duraria o próximo inverno estando no seu país rasgado por guerras.
E ela não tinha sobrevivido muito tempo. Ela parecia não ter mais que vinte e poucos anos. Se fantasmas nasciam de violência, então como ela tinha conhecido o fim tão jovem?
Isso não teria acontecido se ela tivesse um forte protetor. Eu era forte. Ele abafou um baixo resmungo. Eu a teria mantido segura se ela fosse minha.
Talvez ele não tivesse previsto a destruição dela durante o inverno e teria se virado. Talvez ele tivesse se aproximado dela. Do seu modo áspero, ele poderia ter tentado conseguir a posição como protetor dela. Ele era um oficial qualificado. Ele tinha nascido nobre e pelo menos antes da Grande guerra isso tinha significado algo. Talvez ela pudesse o ter aceitado.
Meu Deus, ter tal mulher junto a mim... tê-la toda noite comigo.
Ele não podia imaginar como seria isso. Durante o dia, seus pesadelos foram variados, com estranhos novos sonhos de prender os braços dela acima de sua cabeça e montar seu pequeno corpo delicioso.
Há uma linha... há uma linha...
Esta mulher poderia ser possivelmente real? Isto não só significaria que ele não estava imaginando um fantasma, significaria que se passaram três dias sem uma única alucinação. Cem anos se passaram desde a última vez que isso havia acontecido.
O que significava que ele poderia estar... se curando.
Como um clarão entre seus olhos, ele finalmente se lembrou do que ele lamentava e o que ele tanto tinha desejado.
Então entraram Sesshoumaru e Kouga, suas expressões severas. Por que Sesshoumaru está segurando uma seringa? Em um tom baixo de advertência, ele diz: ─ Para que essa porcaria de dose? Eu não fiz nada.
─ Não, mas nós tememos o que você possa fazer. ─ Sesshoumaru disse. ─Nós precisamos te tirar do quarto. E isso o impedirá de se machucar.
Quando Sesshoumaru se aproximou, ele gritou: ─Bota essa porcaria longe de mim, Sesshoumaru!─ Ele não queria ser dopado, não queria isso de novo. ─ Não!
Eu não quero que ela me veja daquele jeito.
─ Maldição, eu disse não!
Capítulo 9
Kagome estava atordoada de novo em ver quão freneticamente Inuyasha lutava com os dois homens, enquanto batendo a testa dele contra Kouga e afastando as mãos de Sesshoumaru com suas presas.
No final, sua resistência o derrubou no chão. Eles injetaram nele mais uma vez. Um pouco antes de funcionar a dose, Inuyasha olhou em sua direção com as sobrancelhas puxadas e dentes apertados, ela achou muito duro ver isso agora..
Quando sua curiosidade virou preocupação?
Os irmãos dele o tinham tratado como um animal porque era como ele agiu alguns dias atrás. Ela entendeu a necessidade de mantê-lo contido, porque ele era tão inacreditavelmente forte e poderia ser perigoso quando solto.
Mas ele estava indo muito melhor. E eles nem mesmo lhe deram uma oportunidade...
Enquanto Sesshoumaru e Kouga o conduziam, dócil e cambaleando, ao enorme banheiro principal, os olhos de Inuyasha estavam pesados, e ele começou a falar com aquela baixa e enervante voz. Os pulsos dele continuavam acorrentados nas costas dele. Eles devem ter a intenção de lavá-lo. Curiosa, ela os seguiu.
O segundo segredo sujo de Kagome? Como um fantasma, ela se via uma voyeur.
Ela tinha assistido a homens se banharem antes, mas ela nunca tinha tido intenção de descobrir como seria o corpo de um homem em particular, como tinha agora.
Enquanto Kouga ajustava a temperatura da água e abria uma barra de sabonete, Sesshoumaru arrancou os restos da camisa esfarrapada de Inuyasha.
Do seu camarote na parte de cima da parede, Kagome suspirou enquanto admirava o forte físico de Inuyasha. Ela não havia percebido, exatamente, quão alto ele era, porque ela tinha passado muito tempo olhando para baixo. Ele seria como uma torre sobre ela, se ela parasse ao lado dele.
Ele tinha uma cintura estreita, quadris e ombros largos que pareciam terem sidos feitos para uma mulher agarrar durante o sexo. Com as mãos dele atrás das costas, os tendões musculares do ombro e do tórax estavam esticados se mostrando muito atraentes.
Ele era toda a dureza masculina, com muitas cicatrizes que marcavam sua pele, como uma estreita que cortava para cima em seu torso. Mas ela tinha começado a achar as evidências de sua formidável vida atraente, tinha começado a imaginar um enredo para cada ferida de batalha.
Ela tinha visto Inuyasha lutar com uma ferocidade que a assustou. Ela podia facilmente o ver brandindo uma espada trezentos anos atrás, um massivo destemido lorde da guerra atacando violentamente em um campo de batalha...
Uma bandagem rota no braço dele chamou sua atenção. Kouga também franziu o cenho para a gaze, tirando-a para revelar um peculiar machucado enegrecido. ─ Que inferno é isso? ─ parecia que ele tinha sido atacado por uma besta, e então a pele ao redor da marca tinha morrido.
Por que Inuyasha teria se curado dos ferimentos de seu peito, mas não de outra ferida?
Sesshoumaru franziu o cenho. ─Com a força dele, ele já deveria ter curado isso facilmente até agora. Talvez se limpar, isto fique melhor.
─Cristo, olhe para todas essas cicatrizes, Sesshoumaru.
─Eu não tinha nenhuma idéia de que ele tinha levado tantos golpes durante a guerra. ─ ele respondeu, virando Inuyasha para inspecionar as costas.
─Talvez ele já as tivesse antes da guerra. ─ Kouga arrancou o cinto de Inuyasha. ─Pense nisso ele nunca trabalhou sem suas camisas, e ele continuamente saia sozinho. Ele poderia ter sido mercenário pelo que nós sabemos...─ Ele focalizou a expressão de Sesshoumaru. ─O que?
─Venha olhar isto. ─ Sesshoumaru disse, então Kagome seguiu para perto de Kouga. Todos os três franziram o cenho para uma elaborada tatuagem preta que cobria todo seu ombro direito. Era incomum, com suas linhas cortando, mas compelindo de certo modo. ─Essa não é a marca de Kapsliga Uur?
O que é Kapsliga Uur? Por que seus rostos empalideceram com a idéia?
─Isso não pode estar certo. ─ Kouga disse, com a borda da voz. ─Nós teríamos sabido. Eles recrutam jovens. Ele não poderia ter escondido o envolvimento dele durante duas décadas.
Parecendo perdido em seu próprio mundo, Inuyasha continuava murmurando roucamente, sem saber da descoberta dos irmãos.
─Ele sempre fazia suas próprias coisas, sempre se esquivava de perguntas sobre onde ele tinha estado ou com quem ele tinha estado. ─Sesshoumaru disse. ─Meu Deus. Ele tinha estado fora caçando vampiros com a Kapsliga. Nunca imaginando que se tornaria um.
A face de Kouga era severa. ─Ele tinha sido treinado para destruir vampiros, o ódio dele por eles vem desde que era um menino.
─E então eu o transformei no que ele menosprezava. ─ Sesshoumaru libertou uma respiração pelos dentes como se ele tivesse sido chutado no estômago. ─Isso deve ter sido insuportável.
─ E em relação aos votos dele?
Quais votos?
Se possível, Sesshoumaru empalideceu mais ainda. ─Com todos os seus erros, Inuyasha nunca quebrou um voto em sua vida. A menos que isto tenha acontecido antes que ele tivesse feito treze anos...
A menos que o que tinha acontecido?
Os dois ficaram calados por um longo momento, Kouga com a expressão grave, enquanto Sesshoumaru estava cheio de culpa.─A vida dele tinha sido determinada para uma causa maior que ele próprio. Eu deveria ter... ─ Sesshoumaru passou a mão pela testa ─ Eu deveria ter conversado com ele, ter dado a ele e a você uma escolha naquela noite.
─Eu não teria escolhido me transformar e então eu não estaria com Ayame.─ Ele falou como se ele tivesse evitado a tragédia mais medonha. Kouga estava perdido por sua Noiva. ─Além disso, Inuyasha tinha ido muito longe. Os soldados o destriparam antes de mim, horas antes de você e Miroku chegarem. Eu não acredito que ele recuperaria a consciência.
Ela flutuou em frente a Inuyasha para encará-lo. Ele tinha sido apunhalado no estômago, ela no coração. Então, contra o consentimento deles ambos foram transformados em outra coisa completamente diferente. Nenhum deles tinha pedido por essa atual existência.
Ele tinha sido um herói, tinha entregado sua vida por uma causa maior. Ela suspirou, movendo sua mão para enviar um suave toque ao longo do rosto dele. O que aconteceu a você, vampiro?
Kouga disse: ─Mas ele nunca se reconciliará com nossa existência a menos que nós possamos o convencer que não somos maus.
Balançando a cabeça fortemente, Sesshoumaru disse: ─Nós não podemos convencê-lo de coisa alguma até que a mente dele esteja mais curada. Vamos acabar com isso logo.
Eles tiraram fora as calças dele, deixando-o nu.
Ela tremeu fortemente. Se recusando a se encantar.
O olhar dela deslizou de seu umbigo, seguindo o rastro de cabelo negro. Oh, nossa, nossa, nossa. Até mesmo flácido, o tamanho dele era de franzir o cenho.
─ Inuyasha, olhe para mim. ─ Sesshoumaru acenou em frente ao seu vago olhar.
Inuyasha piscou como se não tivesse idéia de onde estava ou como ele tinha chegado lá.
─Você quer se lavar sozinho?─ Sesshoumaru perguntou. ─ Se nós amarrarmos suas mãos em frente a você?
Parecendo tremer com alguma confusão dele, Inuyasha relaxou seu murmúrio. Uma luz bruxuleante surgiu dentro de seus olhos vermelhos.
Ele estava calculando. Em resposta Inuyasha rangeu: ─Sozinho.
Os irmãos compartilharam um olhar, nenhuma dúvida de que revisavam todos os modos com que Inuyasha poderia escapar. ─Muito bem. ─Sesshoumaru disse.
Inuyasha sustentou os pulsos para cima e todos os músculos ondulando do torso dele dobraram em elevações afiadas e entalhadas que demonstravam uma força terrível.
Depois de remover os braceletes, Sesshoumaru os prendeu novamente na frente, então puxou um alfinete para soltar a corrente entre os pulsos, para que assim Inuyasha pudesse ter mais liberdade. Quando Inuyasha não fez nenhuma tentativa para escapar, eles se olharam como se o irmão estivesse fazendo um progresso ultrajante. O qual, ela supôs, ele estava.
─Eu deixei uma toalha e uma muda de roupas na prateleira. ─ Kouga disse. ─Elas devem servir. Mas se não, nós trouxemos mais.
─Sozinho!─ Inuyasha mordeu. Quando eles finalmente partiram, ele entrou no espaçoso boxe do chuveiro.
Ainda olhando na direção dela, ele entrou debaixo da água e a deixou cascatear em cima de suas costas. Ele parecia exausto pelo medicamento, como se os membros dele estivessem pesados e desajeitados, mas ele parecia desfrutar o simples prazer da água caindo em cima do corpo dele.
Ela invejava cada gota!
Ele apanhou a barra de sabonete a cheirou. Achando aceitável, ele ensaboou sua face, então se apoiou contra os azulejos de forma que a água batesse na sua fronte.
E tudo o que ela podia fazer era olhar fixamente, porque, a medida que o sangue, gesso e as marcas de queimadura eram lavados da pele dele um semblante bonito apareceu.
Não, não meramente bonito, mais para extraordinário.
Ela sabia que ele tinha características agradáveis, mas não tinha podido olhar além dos olhos antinaturais e toda a sujeira, para verdadeiramente apreciar seus firmes e largos lábios, sua masculina mandíbula ou como seu nariz aristocrático e forte.
Atordoada. Era como ela se sentia vendo sua face limpa e seu corpo despido como um todo. Ela tinha escutado mulheres falarem sobre encontrar um homem tão devastadoramente deslumbrante que elas tinham ficado sem fôlego, atordoadas. Agora ela entendia.
Iluminou-se nela que apesar dela ter espiado homens antes, nunca tinha tido nenhum homem tão atraente sexualmente quanto este enfeitando o boxe do chuveiro dela.
Quando ele começou a esfregar o sabonete pelo tórax e debaixo dos braços dele, os lisos músculos no torso dele incharam em uma exibição empolgante. Ela levaria semanas para aprender cada um desses músculos. Como eles dobravam e como seu corpo podia se mexer...
O sabonete foi descendo.
Ela engoliu.
Mais baixo ainda...
Ela pensou que não poderia respirar quando ele ensaboou entre suas pernas com suas grandes mãos, cheias de cicatrizes, lavando seu longo cabo e a carne que pendia atrás dele sem interesse, enquanto ela estava abobalhada.
Estava tremendo? Durante oito décadas, ela nunca havia ansiado tocar nada como ela ansiava tocar aquele corpo. Mesmo sabendo que ela não poderia sentir, era muito esforço para ela não seguir adiante.
As mãos dele pararam abruptamente em seu sexo e sua linda face corou. O olhar dele pousou diretamente nela, antes de vagar, distante. Ele agiu do modo que um homem reservado, sem experiência agiria quando tivesse percebido que estava se lavando em frente a um público.
Ela arregalou os olhos. Que inferno, ele pode me ver. Ela franziu o cenho. Então isso significa que eu estou sendo... ignorada.
─ Vampiro, olhe para mim. Por favor, fale comigo.
Mas ele não deu nenhuma reação. O único homem na terra com quem ela poderia se comunicar não falaria com ela.
O que significava...
─ Você acha que eu sou bonita, Inuyasha? Pelo menos charmosa? Afinal de contas, você pode me ver, não pode? E eu sei que você também pode me ouvir. E Agora eu vou provar isto. Você ousa ignorar uma mulher que entretia para viver? Você não pode simplesmente me descartar.
Poucos sabiam que havia uma segunda razão pelo qual Kagome tinha escolhido seguir o sonho de ser bailarina ao invés de seguir os passos de sua mãe, tentando multidões de homens como uma mulher fatal. Derreter os homens, deixando-os olhando abestalhados tinha sido... fácil demais.
Com somente um riso gutural e uma pincelada da língua em seu lábio superior, Kagome conseguia que os homens buscassem por seus chapéus, para cobrir suas ereções.
Muito fácil. E Kagome sempre tinha almejado um desafio.
Com um sorriso mau, ela decidiu que estava na hora de usar seu passado sombrio, hora de descobrir as armas e preparar os canhões. E Kagome tinha um arsenal escondido que ela nem podia compreender.
Oiiiie meninas, desculpa o atraso, passei um stress no meu trabalho esses dias, e nossa fiquei tão mal, magoada, não tive tempo de postar, me desculpem se houver erros nesses dois caps, não tive tempo de revisar, na próxima eu respondo as reviews! Espero que compreendam!
