Abre essa porta que direito você tem de me privar desse castelo que eu construí pra te guardar de todo mal, desse universo que eu desenhei pra nós. Abre essa porta não se faz de morta diz o que é que foi, já que eu armei tudo pra ti, já que eu cerquei tudo ao redor. Abre essa porta vai por favor que eu sou teu homem... Vil.
- Merda! Merda! Me escuta... me escuta Porra – Draco segurava o braço de gina em frente ao lago
- Me solta agora Malfoy – ela falava com a voz fria cheia de amargura
- Você não pode fazer isso comigo, eu fiz tudo por você! – Ele gritava com ela, sentindo cada tom alto bater direto no seu coração
- Realmente, tudo por mim, tudo pra que eu me acabasse em lagrimas. Tudo pra que eu ficasse arrasada não é? Mas, tudo bem... Parabéns Malfoy, você conseguiu era esse o seu plano? – Ela batia palmas, com força e lentamente – E então, foi legal se divertir com a weasley? Foi? Tenho que te congratular ... sabe? Olha, você mente muito bem, eu tava até acreditando admito.
- Para de falar merda Virginia, Para de me chamar de Malfoy como se não me conhecesse...
- E é a verdade, eu não te conheço...
- Para! Não tem plano, não tem nada, só tem eu e você!
- Realmente tem, eu e você... nada de nós. E enquanto ao Malfoy... esse é os eu nome não?
Você nunca deixou de ser isso não é?
- Eu te coloquei numa cerca de vidro, e não deixei nada te arranhar...
- Nada precisou me arranhar, você fez isso.
- Volta pra mim, eu sou teu homem...
- como você é vil... isso mesmo, Vil, mesquinho, infame. Meu homem? Meu homem? Ah... eu fui sua, você não foi meu, não mesmo... você não se permitiu, se é que você quis...
- É lógico que eu quis, eu quero!
- Exclusividade, é algo muito importante pra ser de alguém Malfoy... vamos dizer que você não me dedicou essa exclusividade não acha?
- Virginia eu estava bêbado!
- Não justifica, não mesmo...
- Olha, outra chance... por favor
- Confiança é algo muito delicado, e a minha por você quebrou.
- Merda... não faz isso.
- Sinto muito, tchau – gina se soltou do braço de draco e caminhou a passos firmes pelo jardim, ainda pôde ouvir draco gritar ao longe:
- Eu não vou te deixar em paz, não vou desistir de você. Eu sou seu homem... vil
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Homem? Será que era homem de verdade? Malfoy não combinava com renegado, Malfoy não combinava com esnobado, nem com abandonado, Malfoy principalmente não combinava com remorso, nem com saudade, nem com ciúmes, nem com paixão...
Duas semanas se passaram e desde então ninguém naquele colégio viu nem sequer a sombra de Draco malfoy, uns diziam que esse tinha fugido, outros que tinha sido seqüestrado, outros que tinha se juntado ao lorde das trevas e ainda tinha os que acreditavam que ele tinha se matado. Draco estava passando seus dias em alguma parte não muito comum do castelo, aonde só Aysha ia para lhe levar comida e colo. Malfoy estava se escondendo, se escondendo de si mesmo.
Ela descia as escadas rapidamente, não olhava pros lados, seu semblante era duro, forte, mas principalmente vazio. Ela sofria por dentro e sorria por fora.
"Cala essa boca que isso é coisa pouca perto do que passei, eu que lavei os teus lençóis sujos de tantas outras paixões e ignorei as outras, muitas mais. Vai depois liga diz pra sua irmã passar que eu vou mandar tudo que é seu que tem aqui, tudo que eu não quero guardar, qué é pra esquecer de uma só vez, esse castelo só me prendeu viu? Mas o universo hoje se espandiu, e aqui de dentro a porta se abriu!".
- Bom dia Yuri.
- Bom dia Kim – mais um dia, não fazia diferença alguma, o tempo parecia estar congelado, não passaria jamais. Era só mais uma manhã na mesma mesa de sempre.
- E então, alguém pode me dizer onde anda a Aysha? Nunca mais vi nem sombra dela por aqui... – Fred falava enquanto desarrumava preguiçosamente o cabelo.
- Bem acho que ela está cuidando do ... – Tomy não quis terminar a frase.
- Do Malfoy, ande Tomy fale, não virou um nome proibido... – Gina girou os olhos e fingiu um sorrisinho.
- Não ia falar Malfoy, ia falar Draco, diga então se esse não é um nome proibido.
Silencio foi tudo que Virginia pronunciou, silencio, o sorriso morreu e mais uma vez ela teve que admitir, o quanto era irritante o fato de Tomy já lhe conhecer tanto.
- Mas enfim, ela deveria aparecer pelo menos no café...
- Seu interesse excessivo na minha irmã me comove profundamente Fred...- comentou Yuri com sua magnífica ironia
- er... – Fred tentou gesticular algo, tudo em vão.
- Ora, deixe o Fred em paz Yu. Todos nós já percebemos o zelo que ele tem pela Aysha.
- Eu apoio Fred e sabe do que mais... – Gina tentou falar, mas Fred nunca soube do que mais, porque naquele momento alguém que não era mais tão visto acabava de entrar pelas portas do salão, trazendo consigo o silêncio.
Draco Malfoy entrou pelas portas, e sem duvidas, não era mais o mesmo. Usava as calças negras do uniforme, com uma camisa de manga longa igualmente negra, aberta nos primeiro botões. Com o cabelo despenteado, a barba grande, descalço, com olhos profundos e mortos. Não era o mesmo, mas ainda era o malfoy e seu olhar frio estava ali, bem menos prepotente, mas estava ali. Mais gelado que nunca.
Os meninos alguns pensavam: pena, pensei que estivesse morto. As meninas: dividiam opinião se ele era mais sexy com ou sem barba. Mas no geral todas tinham só um pensamento: o que aconteceu com o menino malfoy?
Draco malfoy trajava sua camsia preta, como de costume, e suas calças bem costuradas, como de costume.
O que não era de costume, é que draco malfoy estava com enormes olheiras e os pés descalços, Draco Malfoy estava apavorado.
Silencio.
Silencio.
Silencio.
-Levaram a Aysha. – falou vencido num murmúrio deseseperado.
- O que? – os murmúrios de confusão das pessoas que nada tinham entendido.
- ELE LEVOU A AYSHA.
O silencio que abateu o salão foi logo substituído por ruídos cada vez mais altos, até que com um grito na mesa da grifinória...
-MALFOY SEU IDIOTA, COMO VOCÊ PERMITIU ISSO?- e com um Yuri em pé e com os olhos dilatados, o caos se instaurou.
Lá no fim daquele salão, Malfoy se fazia a mesma pergunta: Como ele permitiu isso?
Mas o que ele estava mesmo se perguntando era: Qual o interesse de Voldemort em Aysha?
Essas perguntas rodavam a cabeça dele, o impedindo de raciocinar direito, enquanto isso o som de talheres caindo, pessoas gritando, de medo, de raiva, de duvida, de horror...
Dumbledore levantou-se de sua cadeira na cabeça do salão, e com uma voz firme pediu calma, calma, calma.
- SENTEN-SE TODOS, AGORA.
Aos poucos todos foram obedecendo, exceto Virginia, Fred, Yuri, Tomy e Draco. Eles continuaram em pé, olhando um para o outro esperando uma resposta que não veio. Que ninguém saberia responder, continuaram se olhando exigindo um do outro explicação.
-Onde estava a Aysha deles?
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Uma ruiva se balançava sob o próprio peso no sofá da sala comum da grifinoria, pensando, pensando, tentando achar uma resposta que aparentemente não existia. Não tinha o que fazer, mas precisava fazer algo, mesmo que fosse gritar, mesmo que fosse chorar. Aquela menina de cabelos negros que foi levada tinha tornado-se sua amiga, sua ajudante, aquela a quem ela confiou seu bebê traidor. Por mais que ele tivesse feito merda, ele não podia ficar só, ele não estava suficientemente mau para isso... E a garota dos olhos azuis tinha cuidado disso pra ela. Além disso, ela era irmã de seus amigos, a paixonite de Fred... ou melhor, ela era ela. Aysha Romanov Rupprath, e isso já era o suficiente para ficar triste. O que terá acontecido com ela, pra onde? Por qual motivo?
Quem entende? Quem entenderia?
Fred adentrou a sala, com o rosto em sombras, nas mesmas dúvidas que Gina, os mesmo medos até. Sentou-se ao seu lado, segurou forte suas mãos e ficou assim, por um tempo, sabendo que ela entendia bem o que ele tava sentindo... E por enquanto aquilo era o suficiente.
-Onde estão os meninos?- Gina perguntou com uma voz sussurrada
-Dumbledore os chamou pra conversarem - Fred respondeu com o olhar perdido
-Entendo...
-Eu não - respondeu Fred firme.
- O que você quer dizer com isso?
- Que eles entendem o motivo, que eles sabem o porquê...
- Não te entendo Fred.
- Tenho o sentimento que eles sabiam exatamente que isso podia acontecer, sabia o que ela corria, sabem o motivo, sabem tudo.
- Você não quer dizer que eles plan...- a voz de Gina morreu antes de acabar a sentença.
- Não, claro que não. – Fred respirou cansado – como se ela tivesse marcada por isso, como se eles conhecessem o destino, este destino. E é ainda mais desesperador...
- Talvez eles nos contem depois – a angustia tomando conta do peito de Gina, será que era verdade aquilo?
- Talvez você tenha mais a ver com isso do que pensa...- e antes que gina pudesse transformar em palavras sua expressão de dúvida, Fred beijou sua testa e subiu para o seu dormitório.
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O vento batendo nos seus cabelos, a fazia lembrar de vassouras e campos de quadribol, de liberdade, de frio bom na barriga, de tempos bons e infantis, outros tempos. O tempo à beira do lago era sempre o mais agradável, o melhor de todos, por esse motivo deixou-se ficar ali, sem pensar, com a cabeça tomada em branco. Até que sentiu mão forte segurar seus ombros, olhou pra cima, e encontrou o ultimo par de olhos que esperava encontrar...
Aquele par de olhos verdes.
-Gina... - Potter sentou-se ao seu lado olhando pra frente como ela.
-Oi Harry – sussurrou igualmente pra frente, pro nada.
- Você, era amiga da Aysha não era?
- É, sou... – não sabia aonde aquela conversa ia levar, não sabia o motivo dele estar ali, mas não era hora pra cenas e chiliques.
- É horrível...- a voz de harry morreu.
- O quê? – não tinha realmente interesse na resposta, perguntou por perguntar.
- Saber que foi tudo em vão...
- Tudo o quê? – agora a duvida começava a aparecer nos olhos dela, o que ele estava dizendo?
- Tudo o que eu fiz pra te proteger, de tudo que eu abri mão em nome disso... E agora foi tudo em vão? – ele não olhava pra ela, era um desabafo, para si mesmo.
- Olha harry eu não sei do que você está falando, eu realmente não sei... – ela ia se levantando, não estava a fim daquela conversa, não mesmo. Porém a mão dele segurou a sua, pedindo pra que ela ficasse, e ela ficou.
- Você não vê? Passei todos os anos ignorando você, me ignorando, ignorando o que você sentia por mim... e o que eu sentia por você também. Como? Como eu poderia envolver você nisso tudo? Botar você a prova, aos olhos dele, aos olhos do meu inimigo, como te expor como a pessoa numero um da minha vida? Sem que ele tentasse te levar pra me atingir? E eu nunca me perdoaria...
- Harry eu...
- Não sabia...,eu sei que você não sabia – Falou antes que ela terminasse.- não era pra você saber mesmo, se você soubesse, nada teria tido efeito.
- É...
- Já faz tempo, e bom que você superou, mas pra mim, foi em vão. Pois eles chegaram e te envolveram nisso, você é quase uma deles, eles chegaram e você ta na mira... eu lutei tanto contra isso e foi em vão.
- Eu tô com medo gina, medo como eu nunca senti...- respirou fundo – e se você for a próxima?
- Harry não sei o porquê disso, eu não... – ela tentou, mas ela nem entendia também.
- Eu não sei o que está acontecendo realmente, mas eu não sou burro... e sei que existe uma ligação entre isso tudo, entre eles, você e o Fred e o Malfoy... – parecia que ele tinha medo de dizer aquelas palavras, ele realmente tinha.
- você está certo...
- Estou?
- Claro, eu e o Fred somos os amigos dos meninos. Eles são irmãos da aysha e ela é a melhor amiga do Malfoy... – falou com desinteresse como para convencer até a si mesma.
- Vai além disso gina, não sei como, mas vai... eu sinto – e quando ele acabou de falar, lagrimas preencheram os olhos dela, que se entregou à soluços baixos.
- E agora Harry? Como vai acabar isso? Eu tenho medo...
- Eu sei, mas eu estou com você nessa, não poderia está fora.
- Hã?
- Se ele está envolvido, eu estou também Gina. Eu vou caçar ele até o fim do mundo, e trago sua amiga de volta pra você. – gina olhou o fundo daqueles olhos verdes e depois de tanto tempo, pôde ver ali, de novo, depois de tantos anos... a razão dele ser o Herói. Ele realmente era.
Deixou-se baixar a cabeça pra repousar no colo dele, e ficou ali, tendo o que precisava no momento... De colo.
Harry passava a mão no cabelo dela, enquanto suspirava cansado, o peso de uma vida inteira o arrastando pra baixo, era sempre assim... E sempre seria.
Mas havia uma pessoa, um pouco atrás de onde Harry e Gina estavam, que não estava gostando nada daquela cena, nada mesmo. Não estava nem com pena de gina, e nem achando que Harry era o herói. Ele estava com raiva, raiva apenas muita raiva mesmo,
Não podia ser, ele não tinha conseguido se livrar dela, não conseguia arranca-la do coração, como ela poderia ter o esquecido tão rápido? Como? Ele ainda a queria de volta, é claro que queria... e antes estava certo que era só dá um tempo, mas agora ver ele ali abraçando a sua garota, deixava sua garganta travada e o ar faltando, o chão sendo arrancado de seus pés, o ciúme atravessando o limite do normal.
Mas uma vez potter tinha o que queria, mas dessa vez era pior. Ele tinha o que importava. Passava as mãos nos ruivos cabelos que ele tanto gostava de cheirar, e ver aquela cena, deixava seus estomago com vontade de pôr tudo pra fora... era muito perigoso ali, ela estava no colo do grande amor da vida dela, alguém que ocupava um espaço cativo nela, no coração dela. O medo tomou conta de draco e ele ficou imóvel, horas esperando uma ação mais ousada, um beijo, talvez um abraço que não veio...
Depois de esperar muito tempo, levantou-se, queria mostrar pra ela que ele estava vendo aquela pouca vergonha dela, Potter podia ver as pernas dela, a parte que a saia não cobria por está um pouco mais levantada, e mesmo que não parecesse que o 4 olhos estava olhando, ele sabia que potter estava... era impossível não olhar.
Caminhou devagar, quando ficou por perto, andou um pouco para a esquerda para estar certo que Gina o viria, queria fazer ela sair dali, se enganou achando que ela tentaria explicar algo, e estava pensando se iria perdoa-la... porém o que ele conseguiu dela foi um nada. Ele olhou-a cortante, mas os olhos dela não tinham vida. Não tinha expressão.
E foi então que seu medo se tornou realidade, potter disse algo que ele nunca ia saber o que era, mas fez Virginia levantar, agarrar Potter pelo pescoço, e enterrar o rosto no pescoço dele, e ficou ali fungando baixo, enquanto Potter apertava forte as costas dela, dando batidinhas desajeitadas de vez em quando. E aquela cena, levou Draco ao INFERNO.
Mas ele não podia fazer nada, dizer nada. Sabia que não tinha o direito, pelo menos não agora. Pensou em aysha e em como ela se sentiria se soubesse que naquele momento em que ela tanto precisava dele, ele estava ali perdendo tempo com ciúmes de Gina. Era ingratidão da parte dele, e não poderia fazer isso... ele devia uma pra aysha, alias ele devia muitas.
Respirou fundo e decidiu que iria buscar a aysha, e depois e resolveria aquele outro problema, iria trazer virginia de volta. Pros seus braços, aos seus beijos, quem sabe leva-la pra sua cama, mas queria mesmo era traze-la pra sua vida, entrar no coração dela... mais uma vez
(mesmo que ele não tenha saído)
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Na: Depois de anos?! Alguém lembra dessa fic?!
Se lembrem, comente!
