N.A: Tem recadinho no final da pagina!
Cap. IX – Pesadelos e Ressacas
Pov's Ellie.
_ Ellie! Querida o almoço está pronto!
Paralisei no lugar. Aquela era a voz da minha mãe?
Impossível!
Saltando da cama corri pelo corredor, encontrando a mulher que mais amei na vida de costas, a frigideira explodindo em pequenos barulhos devido a gordura do bacon.
Seus cabelos negros estavam presos em um coque frouxo e ela usava seu uniforme de secretária, exceto pelo terno cinza que estava no encosto da cadeira.
_Ellie! Não vou chamar de novo! Você vai se atrasar para o colégio! – exclamou sem se virar.
É ela, Ellie... é a mamãe...
_ Mãe... – chamei ainda estática na porta da cozinha.
Ela se virou, seu sorriso adquirindo um brilho maior ao nos ver.
_ Bom dia Querida. Ainda de pijama? Vá se trocar antes que você se atrase. – mandou colocando o bacon nos pratos sobre a mesa.
Era o nosso apartamento. Os moveis estavam exatamente no lugar, e o sol brilhava pela janela.
Ellie isso é um sonho?
Eu não sei.
Parece real.
_ Mãe. O que aconteceu? Onde está Charlie?
Ela franziu o cenho.
_ Do que está falando querida? Quem é Charlie? E porque você está com essa cara, até parece que você viu um fantasma.
Ellie a abrace. É o único jeito de sabermos se é real.
Se não for, não vamos vê-la de novo...
E se for, vai embora do mesmo jeito. A abrace Ellie!
Antes que pudesse agir, tudo virou fumaça. Uma fumaça densa, forte, intoxicante.
_ MÃE! – gritei correndo até onde ela deveria estar.
Mas já estava mais lá.
É um sonho Ellie.
E infelizmente nós sabíamos o que vinha em seguir.
A fumaça se dissipou, mas diferente das outras vezes, nós não estávamos de volta ao apartamento da noite do assassinato. Estávamos no céu. Precisamente de frente o relógio do parlamento. Do Big Bang.
A primeira badalada.
Mas que porra é essa? O barulho vai estourar nossos tímpanos!
Colocando a mão sobre o ouvido tentei amenizar a dor da batida do relógio. Nove batidas. E a fumaça voltou se intensificando.
Estávamos de volta a rua do antigo apartamento.
Olhe é a nossa vizinha. Harriet Bell.
O que ela está fazendo?
Harriet era uma mulher que vivia sozinha no apartamento ao lado do nosso. Fora ela quem nos encontrara em meio aos gritos e desespero. Ela vivia com cinco gatos.
Um homem todo vestido de preto estava parado do outro lado e Harriet estava olhando para ele, como se estivesse hipnotizada.
Olhe a mão dele. É uma varinha?
Eu não sei. Parece.
_ Hey! Harriet! – chamei caminhando até ela. Mas ela não olhou. Nem sequer piscou.
O homem atravessou a rua, andando diretamente até ela, elevando sua mão coberta por uma luva negra. Um anel prateado reluzindo na escuridão.
Ella se enrijeceu.
Ellie. É ele.
Não foi preciso mais do que uma lembrança compartilhada para me dizer sobre quem era. O buraco em meu peito ardendo sobre a lembrança.
Ella. Assuma o controle.
Mais rápido do que nós tínhamos imaginado, Ella já estava partindo por cima dele, os ventos ao nosso redor fazendo as roupas voarem. Harriet desmaiou no chão, enquanto o homem apenas levou as mãos sobre a capa.
Mas nada aconteceu. Diferente da ultima vez ele não voou contra a parede quando Ella lhe acertou, não se desfez em pedaços e nem se transformou em poeira.
Não aconteceu nada. Nosso braço atravessou seu corpo. Como um holograma. Como se nós fossemos um holograma.
Ellie?
Ofegante, puxei o ar com força enquanto olhava as coisas ao redor. Estávamos deitadas sobre a cama, no quarto do apartamento de Charlie. As caixas semi abertas, as roupas espalhadas pelo local.
Tinha sido um sonho.
Ella você está bem?
Estou. Pareceu tão real.
Eu sei. O que aconteceu?
Não sei. Quando meu braço o atravessou não consegui ver seu rosto, então tudo ficou negro. Até que você abriu os olhos e acordou.
Foi um pesadelo então?...
É o que parece...
Acha que Harriet está bem?
Espero. Talvez você devesse perguntar há Charlie sobre ela.
Mas porque ela? Harriet não é uma humana?
Não sei. Estou tão confusa quanto você.
Deitei novamente na cama, sentindo meus olhos arderem e a cabeça latejar.
Ressaca.
Ella eu vou matar você. Qual parte de "é só um copo"você não entendeu?
A parte de que era uma festa e você também não entendeu.
Argh! Eu odeio você!
Bem vinda ao clube.
Uma batida na porta quebrou nossa briga.
_ Boa noite dorminhoca. Vai ficar na cama a noite inteira também? – perguntou Charlie colocando a cabeça para dentro.
Suspirei, sentando na cama e fazendo sinal para ele entrar.
_ A quanto tempo estou dormindo? – perguntei massageando a cabeça.
_ O dia todo. Você chegou depois do horário mocinha.
_ cheguei? – perguntei confusa.
Busquei na memória o instante em que chegamos em casa, mas me lembrava apenas até a parte em que estava rindo pelo segundo copo e Ella assumiu o controle.
Ella como vimos para casa?
Roxy nos trouxe.
_ certo. Acho que você estava bêbada demais para se lembrar.
_ Espera. Bêbada? Eu voltei para casa bêbada? – perguntei incrédula.
Charlie riu.
_ E pelo jeito você é o tipo de bêbada que não se lembra da noite anterior. Certo. Você Roxy, Fred e James chegaram por volta das 3hs da manhã.
Epa! Perai. Fred e James?
O que Fred e James tem haver com a história, Ella.?
Não faço ideia.
Ela estava mentindo. Não podíamos mentir uma para outra. AH. Não!
ELLA! O QUE FOI QUE VOCÊ FEZ?
Não grita merda! Também to com dor de cabeça!
_ Bem, de acordo com a Hermione, eu deveria te castigar quando você não cumpre as regras, e pelo jeito você descumpriu duas delas.
_ Desculpe, Charlie. Estou realmente confusa sobre o que aconteceu. Como cheguei em casa?
_ Rindo. E sendo carregada pelo Fred. Roxy tentava fazer você calar a boca, ou as colocaria em maus lençóis, mas tenho sono leve, então peguei vocês no instante em que abriram a porta.
_ Espera. Eu não lembro de ter chamado Fred e James para ir na festa..
_ Bom. Você bebeu demais e não queria vir embora. Roxy não sabia o que fazer. Chamou Fred. Que chamou James e eles foram buscá-las. James te encontrou e..
O que eu queria saber escapou da mente de Ella.
ELLA! VOCÊ BEIJOU O JAMES?
Não grita Ellie. Minha cabeça também está doendo!
E vai doer ainda mais? Por deus! O que você fez?
Eu estava bêbada ta legal. Só queria me divertir e bem. Não deu para segurar.
EU VOU MATAR VOCÊ, ELLA!
Você já está matando. Para de gritar Ellie. Não foi o fim do mundo.
_ Ellie, você está prestando atenção? – perguntou Charlie estalando os dedos na frente do meu olho.
Suspirei enterrando o rosto entre minhas mãos.
_ minha cabeça vai explodir. - gemi baixinho.
_ isso se chama ressaca. – disse Charlie rindo, e até seu sorriso fez minha cabeça latejar.
_ Charlie. Eu realmente. Realmente sinto muito. Quando vi já tinha bebido além do controle. Por favor, me diz que não fiz nada constrangedor? – supliquei.
Além de ter beijado James, você fez mais alguma coisa Ella?
Não que me lembre.
_ Não. Acho que não. Roxy garantiu que você apenas bebeu demais e queria ficar dançando a noite inteira ao invés de voltar para casa.
Soltei um suspiro baixo.
_ Antes que você diga, prometo que nunca mais faço isso. Meu deus que vergonha. A Roxy deve estar querendo me matar. – solucei sentindo o nó se formar na minha garganta.
_ Na verdade. Acho que ela se divertiu, apesar de tudo. E bom. Você deveria se preocupar com Fred e com James.
Ele sabia sobre o beijo?
_ .deus. O que fiz? – perguntei em pânico.
_ Nada. Que eu saiba! - garantiu - Mas eles nunca vão te deixar esquecer disso. Principalmente o Fred.
_ AH. merda. – grunhi me afundando no travesseiro.
Charlie riu, acariciando meus cabelos.
_ Certo. E qual vai ser seu castigo?
_ não. Faço. Ideia. No instante tudo que consigo pensar é que minha cabeça vai explodir.
_ Certo. Bem. Você deveria se levantar e comer algo, deve amenizar. E como castigo você está proibida de fazer magia durante o dia. E quanto a bebida, acho que você já está recebendo seu próprio castigo.
Consenti com a cabeça e gemi em seguida pela dor do movimento.
_ Agora vá tomar banho, vou fazer algo para você comer.
Suspirei baixo, antes de me virar na cama e olhar para o relógio.
Eram 21hs da noite.
Ele disse não fazer magia durante o dia? Mas o dia já tinha acabado.
Já falei o quanto adoro nosso pai?
Eu também.
Um sorriso brincando em nossos lábios.
Aliás, Ella, eu estou de mal de você.
Que seja. Apenas nos alimente.
Demorei no banho o suficiente para minha pele enrugar e sentir que era capaz de me manter em pé, sem sentir que tudo ia rodar. O que levou no mínimo uma hora.
Charlie não era bom para cozinhar e nós acabamos pedindo uma pizza, o que me fez rir já que ele não sabia como usar o telefone.
Nós estávamos esparramados no sofá vendo televisão quando uma coruja pairou sobre a mesa e ele foi pegar a carta. No instante em que seu semblante se fechou soube que tinha alguma coisa errada.
_ Ellie vá trocar de roupa, vamos sair em cinco minutos. – Seus olhos não saindo da carta.
_ O que aconteceu? – perguntei ficando de pé.
_ Precisam de mim no ministério. Agora vá.
Nunca tinha visto Charlie daquela maneira e corri para o quarto, vestindo uma calça jeans e um moletom, calcei meus tênis de corrida, e peguei minha bolsa sobre a cama, jogando o celular dentro dela.
Ele já estava pronto na sala.
_ Nós vamos ao ministério?
_ Não. Vou te deixar na casa de George. Agora vamos.
No instante em que seu braço se fechou sobre minhas mãos, senti o chão sumir sobre meus pés e tudo girar ao redor, com um ruído alto.
Surpresa, olhei para ver que estávamos em uma sala que não era no nosso apartamento.
_ Charlie? O que aconteceu? – perguntou tio George sonolento descendo as escadas. Tia Angelina vinha logo atrás.
_ Preciso ir ao ministério. Vocês podem ficar com Ellie? – sua expressão dura e severa.
_ Charlie, você está me assustando. O que aconteceu? – perguntei preocupada.
Ele suspirou.
_Te conto assim que tiver informações. Mas por enquanto você tem de ficar aqui e obedecer ao George. Ok? – pediu segurando meu rosto entre as mãos.
Eu não prometo nada.
_ ok. Mas tome cuidado. Por favor. – supliquei o olhando apavorada.
_ Terei. – disse beijando minha testa.
Me afastando dele, ele entregou a carta para George e sumiu da minha vista.
_ Ellie? O que faz aqui? – perguntou Roxy também descendo as escadas. Seus cabelos estavam bagunçados e ela estava de pijama.
_ Não sei. Charlie recebeu uma coruja e de repente estamos aqui. – respondi enquanto a abraçava.
_ Angelina arrume um lugar para Ellie dormir, no quarto da Roxy. Preciso sair.
A carta em suas mãos queimando e virando cinzas.
_ Tio George o que isso significa? – perguntei o olhando com medo.
Ele deu um de seus sorrisos brincalhões, mas não chegou aos olhos.
_ Que você e Roxy vão ter uma note de garotas. – disse dando uma piscadinha e subiu as escadas correndo.
Tia Angelina, Roxy e eu ficamos o olhando subir as escadas.
_ Venham meninas, vou arrumar o quarto.
Ella o que você acha?
Que deveríamos ir atrás dele.
Você o viu sumir na nossa frente e nós não fazemos ideia do que aconteceu, nem como chegar no ministério.
Deve existir um lugar que contenha um mapa, ou qualquer endereço. Revire a casa.
Você tem as ideias mais loucas Ella. Não vou revirar a casa do tio George.
Então tenha paciência até que ele volte e nos dê alguma informação.
Tia Angelina tinha acabado de arrumar o colchão para mim no quarto de Roxy, quando Fred apareceu.
_ Olha só quem temos aqui! A bêbada mais divertida da família! – exclamou Fred.
Agora entendi o que Charlie disse sobre o fato dele nunca nos deixar esquecer.
Corei intensamente, enquanto ele gargalhava e nos abraçava.
Ella, Fred e Roxy viram o beijo?
Eu não sei. Acho que não.
Você está terminantemente de castigo.
Ah cala a boca Ellie!
_ Então o que aconteceu? Porque todo mundo está de pé? – perguntou Fred mantendo o braço sobre meus ombros.
_ Alguma coisa aconteceu e tio Charlie e Papai foram chamados. – respondeu Roxy.
_ Hum... – disse pensativo.
_ Ellie, você está com fome? – perguntou Tia Angelina.
Neguei com a cabeça.
_ Charlie e eu pedimos Pizza. Estou bem, obrigada.
Ela consentiu.
_ Muito bem meninas, sei que não é o padrão, mas para cama. Amanhã vocês tem de pegar o trem. E Ellie você tem a prova do ministério. Tentem dormir.
Nós consentimos, meio relutantes, e Tia Angelina beijou nossas testas antes de sair do quarto.
Fred bufou e fechou a porta do quarto, enquanto Roxy correu para um canto do quarto e descobriu um espelho.
_ O que é isso? – perguntei ao ver que o espelho não nos refletia.
_ Um espelho comunicador. Ganhamos de natal do seu pai há algum tempo. Todos tem nos seus quartos. Se tio Charlie foi chamado e papai também, o resto da família deve saber de algo. – disse Fred.
Podemos pedir uma também? Parece divertido!
_ Quem chamamos primeiro? - perguntou Roxy ficando frente ao espelho.
_ Os gêmeos. Papai nunca faz nada sem tio Fred.
Roxy pegou uma caneta, que mais parecia um giz grosso ,e escreveu um endereço sobre o espelho.
Quando o nome sumiu, um quarto com duas camas apareceu.
_ Sean! Jordan! – chamou Fred.
Eles entraram no quarto logo depois.
_ O que aconteceu? – perguntou Sean.
_ Tio George acabou de aparatar aqui. – disse Jordan.
_ Olá Ellie. – disseram juntos.
Eu acenei.
_ Não sabemos. Charlie recebeu uma coruja, então conjurou um patrono para papai, deixou Ellie aqui e logo em seguido, saiu. Papai trocou de roupa e saiu. Vocês sabem de algo? – disse Roxy.
Eles negaram.
_ Mas acho que escutei algo sobre tia Hermione te-los chamados. – disse Jordan.
_ Sim. parece que a carta era da sessão de aurores. – disse Sean.
_ Como era a coruja? – perguntou Fred para mim.
_ Cinza. Eu acho. Quer dizer a cozinha estava escura. Não posso dizer com exatidão, mas os olhos eram verdes. – disse forçando a memória.
_ é a coruja do tio Harry. – afirmou Fred.
_ Certo, próximo endereço, casa dos Potter. – disse Roxy e como se fosse uma janela ela subiu a imagem, dividindo o espelho em dois e escrevendo na parte de baixo outro endereço.
_ James! – gritou Fred.
Alguns minutos depois, James, Albus e Lilly entraram no quarto, que estava arrumado demais para pertencer há ele. Bem, ao menos eu havia imaginado que James não fosse o tipo de cara organizado.
_ Oi Ellie! – cumprimentou Lilly ao me ver e acenei, completamente envergonhada e sem conseguir encarar James.
Até de pijama ele fica uma gatinho!
Cala Ella, você já me trouxe problema demais!
Você reclama porque não foi você.
Vai te catar.
Isso não seria o mesmo que catar a você?
Serio Ella. Calada.
O quadro piscou e a imagem foi dividia em três, mostrando Rose e Hugo em um quarto feminino.
_ isso é uma conferencia? – perguntou Hugo.
E o quadro piscou de novo e dividindo em quatro, Dominique e Louis também apareceram.
_ O que está acontecendo? – perguntou Dominique.
_ Não sabemos. – respondeu Roxy.
_ certo. Qual a ordem então? – perguntou Rose.
_ Charlie recebeu uma coruja agora a noite e ficou totalmente sério. Então de repente aparecemos na sala da casa de Tio George. – comecei.
_ Tio Charlie mandou um patrono para papai e lhe entregou uma carta, depois saiu, deixando a Ellie aqui conosco. – respondeu Roxy.
_ Então ele apareceu aqui em casa e saiu com papai. – disseram Sean e Jordan.
_ meu pai recebeu uma coruja da tia Hermione e ele e mamãe saíram logo que conjuraram seus patronos. – disse James.
_ mamãe recebeu um patrono alerta do ministério ela e papai saíram correndo. – disse Rose.
_ uma coruja acabou de chegar e, Victorie e papai acabaram de sair. – disse Louis.
_ Será que o Teddy também foi chamado? – perguntou Albus.
_ Teddy está de plantão no ministério. – disse James.
_ Então ele deve saber de algo. – disse Fred.
_ bem. Alguém conseguiu saber de algo? – perguntou Hugo.
Todos negaram.
_ será que a vovó e o vovô estão bem? Todos os filhos foram chamados. – disse Lilly.
Um arrepio percorreu minha pele.
_ Precisamos ir até lá. Saber se aconteceu algo. – falei. – Fred você sabe fazer essa coisa de aparecer e desaparecer?
Ele sorriu.
_ Se chama aparatar. E sim eu sei fazer.
Pede para ele ensinar!
_ Então, amos. Não podemos perder tempo! – exclamei me colocando de pé.
_ Espera. Não é assim. Se Charlie trouxe você para cá é para te manter segura. Não vou aparatar no meio de um lugar onde pode estar havendo uma guerra. – disse Fred.
_ mas...
_ Eu vou. – interrompeu James.
_ O que? Ficou maluco? – ralhou Lilly.
_ Precisamos saber o que aconteceu. Aparato perto do lago, sobre a campina e se tiver acontecendo alguma coisa vou saber. – respondeu.
_ Esquece. Eu sou mais velho. Eu vou. – disse Fred.
_ Nós vamos. – disseram Sean e Jordan. – somos dois e mais rápidos.
_ Vocês estão loucos. Vamos esperar e ver o que é. – disse Roxy. – Ninguém vai a lugar nenhum.
Todo mundo ficou em silencio, olhando para ela.
_ Vamos esperar. Enquanto isso. James tente falar com Teddy e Dominique com Victorie. Se algo realmente aconteceu. Não vamos demorar a saber. - Propôs Rose.
_ Fred o que está fazendo? – perguntou Roxy ao ver que ele se afastava.
_ Vou aparatar na colina. Se a casa estiver acesa é porque tem gente lá, se não é porque saíram ou estão dormindo. Uma olhada e volto. – disse Fred.
Roxy pensou por instantes.
_ Dois segundos. É o tempo que você tem. – concordou.
Saindo do quarto, ele fechou a porta com um pequeno baque.
Nós esperamos apreensivas.
_ E se algo aconteceu? – perguntou Lilly.
_ Fecha essa boca Lilly. Nada aconteceu. – ralhou Albus.
A porta se abriu, nos fazendo pular no lugar e Fred entrou.
_ A casa está apagada, e o lampião de entrada aceso. Eles estão dormindo.
_ Então não é com eles. – disse Rose.
Fred consentiu.
_ Victorie não atende a chamada.- disse Dominique.
_ James? – chamou Fred.
_ nada. Também. – respondeu balançando a cabeça.
Uma batida na porta.
_ meninos porque não foram dormir? – perguntou Tia Angeline entrando no quarto.
_ Mamãe, você sabe o que está acontecendo? – perguntou Roxy direto ao ponto.
Ela suspirou.
_ Não e não vamos saber sendo que eles acabaram de sair de casa. Então todos vocês para cama. Agora. Fred para o seu quarto. Sean e Jordan para cama de vocês. O mesmo para todos os outros. James e Rose deem o exemplo e coloquem seus irmãos na cama. Boa noite pessoal.
Tocando o espelho todos desapareceram e a imagem voltou a refletir o quarto vazio de Roxy.
Contrariados fomos fazer o que ela pediu, literalmente, pois no instante em que fechei os olhos, o mundo dos sonhos me tragou, fazendo com que dormíssemos instantaneamente.
Acordei sendo sacudida por Roxy.
_ O que foi? – perguntei sonolenta.
_ Eles chegaram. – afirmou.
Dando um salto do colchão corri atrás dela escada a baixo.
Charlie e Tio George estavam sentados tomando café.
_ Então. O que aconteceu? – perguntei assim Charlie colocou o olho em mim.
Ele suspirou.
_ Bom dia para você também. – disse com um pequeno sorriso.
_ certo. Desculpe. Bom dia. – desejei e me sentei ao seu lado na mesa.
_ Café? – perguntou Angelina colocando uma xícara a minha frente.
Consenti.
_ Obrigada. Então. O que aconteceu? – perguntei novamente.
_ Caso do ministério. – disse Charlie dando de ombros.
Para cima de nós? O que ele acha que somos? Idiotas?
_ certo. você recebe uma carta depois da meia noite. Toda a família é chamada as pressas, me traz para cá para me manter em segurança e quer que acredite que é um caso do ministério, sendo que você, Tio Gui, Tio George e Tio Fred, Não trabalham para o ministério? – perguntei incrédula.
Ele suspirou.
_ Sim. Eu quero que acredite.
Bate nele! Esquece que é nosso pai e bate nele!
_ Charlie isso não vai colar. Me diz o que aconteceu. Por favor. Confio em você. Quero que confie em mim.
Ele suspirou.
_ Ellie. Você tem um teste importante hoje. Quero que se concentre nisso. Ok? - pediu sem realmente nos olhar.
Isso está mais estranho do que o Kiss** sem máscara.
_ FRED DESÇA PARA O CAFÉ OU VAI SE ATRASAR! – gritou Tia Angelina da escada.
_ Não vou me concentrar em teste nenhum! Quero saber o que aconteceu e quero saber agora! – exclamei irritada.
_ Ellie. Não vou discutir com você. Sua obrigação neste momento é se sair bem naquele teste. Estamos entendidos?
Não! Não estamos!
Decide por não responder.
_ Agora suba e vá pegar suas coisas. Eles tem de sair para pegar o trem. – disse Charlie.
Irritada, sai da mesa a passos pesados direto para o quarto de Roxy.
_ Eu não acredito nisso! – exclamei irritada.
Roxy entrou logo atrás de mim.
_ Se acalme Ellie. Talvez ele te conte depois. – disse se sentando em sua cama.
Revirei os olhos.
_ porque ele não quer me contar agora? Será que é tão grave assim? – perguntei chateada.
Ela suspirou.
_ Olha. Também não sei o que aconteceu. Mas prometo para você que vou falar com os outros. Se alguém souber de algo lhe digo. Te mando uma carta com urgência de Hogwarts te dizendo todos os detalhes.
Sem me conter abracei Roxy.
_ Obrigada. Prometo fazer o mesmo. E vou sentir sua falta.
Ambas vamos.
_ Não por muito tempo. Afinal quero que sejamos colegas de quarto em Hogwarts.
Consentimos a abraçando novamente.
Depois de despedir de Fred, Tio George e Tia Angelina, Charlie aparatou em nossa sala e eu fui direto para o quarto, batendo a porta com força. Se ele ia nos tratar como crianças, então iriamos agir como uma.
È assim que se fala! Crianças Unidas jamais serão vencidas!
N.A.: OI gente, Eu sei o quanto é ruim já começar um recadinho pedindo desculpas pelo big atraso, Mas não foi possivel postar antes. Como já expliquei outras vezes eu não tenho beta e ninguém para me ajudar com as histórias e infelizmente curso Medicina, o que querendo ou não é o curso mais puxado do mundo. para melhorar ainda estudo fora do Brasil o que faz com que os feriados brasileiros não resolvam nada para mim. Mas quero deixar bem claro que não desisti da fic e nem vou parar de posta-la. Para demonstrar isso, tenho escrito até o Cap. XXII e só não posto com mais frequencia porque estão sem betagem e é necessário ler atentamente porque tenho a mania de enfeitar tanto o que escrevo que pode acabar saindo do rumo ou dando dicas demais sobre o desfexo, apesar de ser meio Obvio.
Outro pedido é que deixo aberto para quem quizer ajudar ou virar minha beta, estou a disposição. a pessoa só precisa saber português bem e não ser um ladãozinho de Fics. E Ideias também são sempre bem vindas.
Agradeço a todos que deixaram reviews, ou colocaram a fic em seus alertas e favoritos e podem ter certeza que ela irá continuar.
**Kiss (ou KISS) é uma banda de hard rock dos Estados Unidos, formada em Nova York em 1973. Conhecida mundialmente por suas maquiagens, e por seus concertos muito elaborados e até exagerados que incluem guitarras esfumaçantes, cuspir fogo e sangue, pirotecnias e muito mais. Constitui um dos maiores impactos culturais da década de 1970, valendo-se de roupas, e sobretudo, maquiagens nunca antes vistos, e que marcariam a história da música.
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