Boa tarde pessoas! Sim, aqui estou eu, mais cedo no domingo com um capítulo novo pra vocês! Hoje o dia tá meio corrido e eu ainda tenho toneladas de coisa pra estudar :( MAS TUDO BEM, AS FÉRIAS ESTÃO CHEGANDO! UHUL. Hahahahaha.

Enfim, desculpem as pessoas que mandam reviews, eu leio TODAS e amo muito saber a opinião de vocês, podem ter certeza, mas falta-me tempo para responder todas :( Desculpem mesmo.

Enfim, boa leitura!


Capítulo 09 – Vozes.

Ino foi acordada cedo pelo seu pai naquela manhã, com o pedido que ela lhe ajudasse em alguns afazeres do clã que ele não poderia estar presente. Ino até tentou protestar, estava cansada e com um pouco de dor de cabeça, o que sempre acontecia depois que tinha sonhos com Gaara, e aquilo já vinha acontecendo a 3 dias seguidos, mas seu pai não lhe deu atenção e disse que era muito importante que ela ajudasse.

Ela percebeu que não adiantaria discutir e foi se arrumar, e depois desceu para encontrar seu pai tomando café da manhã, mas ela não estava com fome.

- Então, qual é o compromisso importante do clã? – Ela perguntou sentando-se na mesa e encarando seu pai.

- É coisa simples, preciso que você inicie o treino de meditação com as crianças do clã. Não são muitas, apenas 3, mas depois preciso começar a ensina-las o Shintenshin no Jutsu, mas seria mais rápido se elas já tivessem o controle total da mente, e sei que você é capaz de ensina-las rapidamente, afinal, você é um prodígio do clã! – Disse seu pai orgulhoso.

- Obrigada pela parte que me toca. – Disse Ino jogando a cabeça para trás.

- Pelo visto acordou bem. – Seu pai disse rindo.

- Estou com um pouco de dor de cabeça... – Ino disse massageando sua testa.

- Então é melhor comer, filha.

- Não tem problema, já tomei remédio, mas estou sem fome. Mais tarde eu como alguma coisa. Então, estou indo. – Ino beijou seu pai e saiu.

Encontrou as crianças do clã no dojo de treinamento do clã Yamanaka. Eram duas meninas e um menino, aparentemente eram amigos, pois ao avista-los Ino notou eles conversando animadamente. Sorriu com essa cena.

- Ino-sama! – Eles pararam de falar rapidamente quando a mesma se aproximou, cumprimentando-a com respeito.

- Bom dia crianças. – Ela respondeu com um sorriso. – Prontos para começar a treinar?

- S-sim! – Disseram, um pouco nervosos.

- Não precisam ficar nervosos, será um treino simples, e garanto que é bem fácil. – Ino sentou-se na frente de ambos, no meio do dojo, com as pernas cruzadas, sendo imitada pelas crianças. – Primeiramente, vocês precisam relaxar. Se ficarem nervosos, não vão conseguir. Também não podem ficar ansiosos esperando resultados rápidos. É necessário paciência e calma.

Eles concordaram com a cabeça, sério, e Ino sorriu. Lembrou-se de quando seu pai começou a treiná-la, e ela conseguiu desligar a mente do corpo no final do dia, e seu pai havia ficado muito orgulhoso.

- Muito bem. Relaxem os ombros, fechem os olhos e concentrem-se na sua respiração. Não existe um padrão certo, mas a mantenha calma e lentamente, no seu tempo, vá acalmando sua mente e relaxando o corpo. – Ino ficou em silêncio alguns minutos, concentrando-se em sua própria respiração. – Agora, apurem seus ouvidos. Tentem ouvir até o barulho da terra abaixo de nós, ainda mantendo sua respiração calma. – E assim, a mesma ficou mais um tempo em silêncio, apurando seus ouvidos. A quanto tempo ela não fazia esse processo para meditar? Por conta da prática, ela apenas se desligava rapidamente, sem relaxar o corpo antes. Ela não fazia ideia de como estava tensa ultimamente e precisando disso. – Agora, sintam cada parte do seu corpo relaxando. Lentamente. Não tenham pressa. Comecem lentamente pelo pé e vão subindo, concentrando-se em cada parte dos seus corpos, sentido-o relaxar.

Ino ficou mais tempo do que planejou em silêncio, demorando um longo tempo na região dos ombros e pescoço, os quais estavam bem tensos, e ela os sentiu relaxando, e ela não poderia descrever aquela sensação de alívio, como se o peso sob seus ombros tivesse sido tirado. Mas ela sabia que ele continuava lá, no coração.

- Certo, agora é a parte mais difícil, então levem o tempo que sentirem que é necessário. Como eu disse, não precisam ter pressa. – Ino respirou fundo, antes de voltar a falar. – Limpem sua mente aos poucos. Lembrando que não adianta vocês quererem limpar a mente com pressa, porque vão estar tentados a pensar. Então, cada assunto que está na sua cabeça, pense com calma, e vá excluindo ele da sua mente. Sempre com calma e relaxando. Ao tirar tudo da mente, concentre-se no som a volta de vocês, sem saber que som é ou de onde vem, apenas sinta, então, o corpo de vocês vai lentamente desligando-se sozinho. É bem simples. Preparados? – Ino abriu os olhos e os encarou, e eles apenas assentiram lentamente com a cabeça, com os olhos fechados. – Ótimo, boa sorte.

Ino permaneceu um tempo ainda olhando as crianças, pois eles poderiam precisar de alguma ajuda, porém, depois de um tempo os observando, notou que eles não teriam grandes dificuldades, e a ideia de se desligar um pouco e relaxar era realmente tentadora.

Recomeçou todo o processo explicado para as crianças, relaxando novamente aos poucos, e alguns minutos depois, estava com a mente longe.

- Tenho saudades de te ver meditar durante a guerra...

Ino ouviu uma voz ecoar na sua cabeça. Permaneceu em silêncio processando aquele som, sem acreditar no que ouvia. Estava começando se acostumar com a ideia de Gaara invadir seus sonhos sempre de forma tão real, e acho que esse era o único meio de contato de ambos. Aqueles sonhos sempre tão reais, que só aumentavam a suspeita de que Gaara estava vivo, e faziam com que ela cada vez mais ficasse preocupada com o que estava acontecendo, e tentasse investigar qualquer informação que seu pai pudesse soltar sobre Kabuto. Ela não sabia porque, mas sentia que Kabuto tinha alguma relação com tudo isso.

- Gaara? – Ino perguntou esperançosa.

- E quem mais seria? – Ela ouviu o som da risada tímida de Gaara, que rapidamente aqueceu seu coração. – Você anda encontrando com outra pessoa, Ino?

A loira riu. – Como se eu pudesse algum dia fazer isso, idiota. – E então o som de sua risada cessou. – Esses sonhos, esses momentos... Fazem parecer que você realmente está aqui. Minha cabeça está uma confusão com isso.

- Eu sei, eu sinto muito. – Gaara disse com uma voz pesada. – Eu não queria deixar sua cabeça confusa, mas quando eu vejo, estou aqui. E nem sei se isso é realmente verdade.

- Gaara... Se for... Você não aguentaria mais muito tempo... Eu preciso de encontrar.

- Ino, você não pode sair da sua vila atrás de uma pessoa que você não sabe onde está, não sabe se está bem ou não. E não sabe nem se está viva.

- Eu não me importo, se essa é a única esperança que eu tenho de te encontrar, eu vou arriscar tudo nisso.

Gaara soltou um riso abafado, pesado. – Você não muda... Mas eu não tenho muitas informações pra te passar além dos sonhos. Eu realmente não sei onde estou.

- Não vai ser difícil. Nós sabemos onde eram os esconderijos de Orochimaru, e estou convencida que Kabuto tem algo a ver com seu desaparecimento. Eu vou em cada esconderijo.

- Vai dar certo? – A voz de Gaara tinha um pouco de esperança, o que dava a Ino mais forças para se jogar no mundo ninja atrás de alguém que ela não tinha ideia se estava vivo ou não.

- Eu não sei, mas sei que Temari não podia arriscar os ninjas os mandando para os esconderijos do Orochimaru, como você sabe, até hoje, há ninjas e experimentos perigosos guardando aquele lugar. Sei que a busca está próxima dos lugares onde houve a guerra, e estão tentando tirar alguma coisa da mente de Kabuto, ainda sem sucesso. Mas penso que a falha é não procurar nos esconderijos de Orochimaru.

- Ino... Você mesmo disse, é perigoso.

- Sim, pra quem tem pra onde e pra quem voltar. Eu não tenho medo de arriscar. – Ino disse com firmeza.

- Tsunade nunca lhe deixaria sair numa missão suicida.

- Gaara, sinceramente, foda-se. Eu não vou perder a única chance que eu tenho para lhe salvar, seja ela verdadeira ou não.

- Eu já disse que eu te amo?

Ino sorriu. – Hoje ainda não.

- Bom, eu te amo.

- Ino-sama, eu consegui! – Ino foi desperta pela voz da pequena menina do clã. Suspirou um pouco desapontada, mas sorriu de volta para a menina.

- Que bom, Mikasa! – Ino sorriu animadamente. – Vou deixá-los treinando então, creio que logo terão bons resultados. – Os três levantaram-se e cumprimentaram educadamente Ino, que saiu em seguida, indo para sua casa, ligando para Shikamaru logo em seguida.

- Shikamaru, preciso voltar para minha vida antiga – Mentiu – Amanhã, voltamos a treinar todos os dias.

- O que houve? Parece animada. Que bom que percebeu que ficar assim não ajudaria em nada.

- É verdade, não aguento mais ficar sem treinar. – Mentiu novamente, na verdade, não tinha vontade nenhuma de sair de sua casa. – Então, amanhã começamos, certo?

- Certo, e hã... Final de semana vamos treinar na floresta da morte, acho que seria bom você ir, até domingo acho que você estará bem para ir, o que acha?

Ino gelou com a mudança. Foi a primeira vez que viu Gaara na sua vida. Sorriu ao lembrar daquele menino emburrado, que explodia com facilidade. Ele poderia ser frio, maldoso e incontrolável, mas no fundo, era um menino muito bonito.

- Claro, claro! Acho que será ótimo. – Ino despediu-se e desligou o telefone.

Ela não podia negar, sentia vontade de ficar embaixo das cobertas, no escuro, em seu quarto, o dia inteiro. Sem ver a luz do dia, sem sentir a necessidade de comer, de conversar com alguém.

Mas, se depois de todos esses sonhos, de suas suspeitas, ela não podia deixar de se arriscar na única esperança que tinha. Se não desse certo, se Gaara estivesse mesmo morto, e ela não conseguisse sucesso ao voltar para vila... Ótimo, ela saberia que estaria junto de Gaara. Se ninguém quisesse acompanha-la, ótimo também, não queria arriscar ninguém nisso.

Ela iria treinar até sentir-se exausta, iria treinar como se não houvesse amanhã, para que partisse o quanto antes para encontrar Gaara. E iria esconder isso de todos, pois ela ainda sabia que caso ela falasse alguma, seria taxada como louca, e seria incapaz de ir atrás de Gaara.

Ino olhou-se determinada no espelho. Enganar todos seus amigos não seria fácil, fugir de sua vila atrás de Gaara, menos ainda. Mas ela não iria desistir, iria salvar Gaara, nem que precisasse dar a sua vida em troca da dele.