Aviso: Twilight não me pertence. Esta é mais uma fanfiction com os personagens. A história é completamente minha e então, por favor, não copie.
Autora: Mariana Cardoso.
Betas: Leiliane Santos e Luciana Cavalcanti.
Capítulo 8 - Cupcake da paz.
- Isabella, vamos subir e nos arrumar. - ordenou e eu fiquei meio assustada com seu tom - Ashley, peça que nossos convidados entrem e vá chamar Carlisle e Edward para fazer sala.
Esme resmungou coisas como "acham que podem me pegar de surpresa" e então latiu ordens para prepararem o melhor almoço. No quarto dela, no qual eu nunca tinha entrado, fiquei sentada na sua cama enquanto ela procurava alguma coisa em seu armário. Busquei minha bolsa de maquiagem e comecei a passar algo simples enquanto ela preparava algo para nós duas. Quando ficamos prontas - não foi nenhum pouco estranho ficar de calcinha e sutiã na frente dela, imagina! - ela me virou de frente a ela.
- Essas pessoas, Isabella… São sujas e maldosas, estão querendo brincar com a família errada. Desça como se você fosse a rainha da Inglaterra, trate-os bem, mas não dê abertura para amizades. Deixa que o resto do show eu mesma faço.
Sem entender absolutamente nada, zonza, vestindo uma calça jeans de Alice e uma blusa de seda de Esme com sapatos altos, desci atrás dela em direção ao salão principal. Carlisle estava sentado perto de Ivan Hudson. Kate e Renata estavam juntas em outro sofá. Edward em pé na extremidade da sala como se quisesse sair correndo assim que possível.
- Ora, a que devo a honra dessa visita inesperada? - Esme jorrou docemente. - Renata, não esperava vê-la tão cedo!
Sutil como um canhão.
- Ah querida, estávamos por perto e decidimos vir dizer olá de surpresa, um abraço e combinar o nosso próximo chá da tarde. - Renata levantou-se e abraçou Esme carinhosamente - Ah, oi Isadora. - disse pra mim.
- Isabella. - corrigi secamente e abri um sorriso terno - Senhora Hudson, aceita algo para beber?
Esme olhou sufocando a risada. Edward disfarçou a dele com uma tosse. Obviamente, com os peitos tão siliconados e a quantidade de plástica para parecer irmã da sua filha, ser chamada de Senhora foi como um soco no estômago.
- Ashley, por favor, chá gelado para todos. - murmurei com um sorriso e a mulher estava me olhando com puro ódio - Por favor, Senhora Hudson, sente-se.
- Renata, você está diferente. - Esme comentou casualmente mexendo em seus cabelos loiros quase platinados - Engordou? - sussurrou como se ninguém fosse ouvir. - Kate! Oh, onde está os meus modos? Desculpe, estou tão atordoada ultimamente. - abraçou Kate brevemente - Você lembra de ter conhecido minha nora?
- Oi. - Kate murmurou na minha direção e eu não me dei o trabalho de responder.
Assim que Ashley chegou com chás, sussurrou pra mim que o almoço iria demorar um pouquinho. Entendi que seria meu dever passar isso para Esme, já que ela estava entre as duas visitas e seria uma informação indelicada. Balancei a cabeça pra ela ficar despreocupada e fui ficar com Edward. Ele me abraçou apertado e me deu um beijo delicado nos lábios.
- Sua mãe é responsável por essa produção.
- Vocês duas juntas jogam pesado. - murmurou no meu ouvido e eu ri.
- Ah Esme, já que sua nora é professora infantil ela poderá nos ajudar nos preparativos de corte e cola. - Renata disse como se estivesse me fazendo um favor - Não é mesmo Isabel?
Eu ia responder, mas Esme agiu mais rápido.
- O nome dela é Isabella e ela não é professora primária, sim uma professora de ballet para meninas na George Washington University. Ela está muito além do corte e cola. - Esme disse em um tom como se fosse nada demais, mas só um idiota não iria sentir as facadas das suas palavras. - Mas eu tenho certeza que ela poderá ajudar no que puder. Ela e Edward agora que vivem juntos possuem uma agenda muito apertada. - disse com um sorriso doce e então olhou em nossa direção - Mal vejo a hora de começar a preparar o casamento!
Kate parecia que tinha chupado limão olhando em nossa direção. Renata sorriu tão doce quanto Esme e então a conversa delas mudou de foco. Carlisle e Ivan estavam falando baixinho, provavelmente sobre política. Edward me puxou para sentar nas cadeiras duplas perto da lareira, um pouco longe deles. Kate toda hora virara e prestava atenção em nós. Toda vez que nossos olhares se encontravam, eu fazia questão de abrir um sorriso cínico em resposta.
Por algum motivo, só de pensar, que foi ela quem partiu o coração de Edward já me deixava irritada. E só de imaginar os dois juntos meu coração ardia de puro… Ciúme. Agora precisava lidar com mais isso. Eu mereço. Graças a Deus o almoço foi anunciado e fiquei com pena da pobre Ashley, que estava extremamente vermelha com alguns fios dos cabelos sempre perfeitamente lisos fora do lugar.
- Batatas gratinadas! Oh, Edward. Lembro que você sempre adorou as minhas… - Kate suspirou e gemeu baixinho quando provou um pedaço.
Edward olhou pra mim incrédulo. Ele não é tão fã de batatas assim, na verdade, ele come por comer. Se puder escolher, come outra coisa. No prato dele sequer tinha batatas. Não dei assunto e continuei comendo com meu sorriso simpático como se ela não existisse. Edward e eu ficamos conversando baixinho, trocando risadas por besteira. Ela ainda soltou mais algumas, como não teve atenção, de ninguém, parou e ficou emburrada de braços cruzados como uma criança mimada.
Quando eles foram embora, meia hora depois que o cafezinho foi servido, nós quatro nos entreolhamos e não falamos nada.
- Essa interrupção não muda nada, Isabella. Vamos voltar a nossos exercícios. - Esme disse e virou de costas, voltando para o escritório que estávamos antes.
Olhei para Edward em busca de ajuda e ele encolheu os ombros.
- Agora eu sei com quem você aprendeu a ser um pé no saco e um general. - reclamei caminhando resignada até minha morte cerebral.
Carlisle e Edward ficaram rindo atrás de mim e não me ajudaram.
Esme me sufocou. Literalmente. Depois do jantar ela ainda tinha mais coisas a me ensinar, então Edward disse que precisávamos ir embora para acordar cedo no dia seguinte. Assim que pisamos em casa, corri para o andar de cima precisando de um banho bem quente.
- Edward, como eu uso a banheira? - perguntei batendo na porta do seu quarto, depois que tentei apertar todos os botões e nada saiu.
Ele veio me ajudar usando apenas sua cueca! Eu estava atordoada e de boca aberta observando seu corpo e sua bunda naquele pedaço de pano branco.
- Você está planejando me seduzir com esse traje? - perguntei secamente, recuperando minha postura.
- Eu vim ajudar você, donzela. - respondeu com ironia e a banheira começou a encher. Enquanto ele ajustava a temperatura, tirei a minha roupa - Prontinho. De nada. - disse e virou, congelado no lugar admirando meu estado seminu.
- Obrigada, agora, por favor… - apontei para saída e ele foi que nem um trem bala.
Depois que minha risada morreu e relaxei na água quente percebi que ele saiu correndo porque quis, porque não era a hora. No momento que decidisse o que queria, eu estaria literalmente fodida. Não tenho forças pra lutar contra os joguinhos dele de sedução dirá o dia que ele quiser pegar pesado de verdade. Esse pensamento me fez afundar na banheira e ficar ali embaixo até meus ânimos ficarem calmos… Ou agitados pela falta de ar. Foco, Isabella. Foco!
Não fui para cama de Edward porque não sabia se deveria ir, então, assim que terminei de me arrumar, deitei na minha grande cama e fiquei por mais ou menos meia hora rolando de um lado ao outro completamente sem posição, afundando na cama completamente torta. Desistindo, enrolei-me no edredom e deitei no chão com meu travesseiro.
- Não acredito nisso. - murmurou e na minha sonolência mal consegui abrir os olhos - Vamos lá. - Edward me desembrulhou do edredom e me pegou no colo.
- O que você está fazendo? - perguntei tentando manter meus olhos abertos, mas estava muito difícil.
- Dorme.
Obedeci imediatamente, apesar de ouvir mais alguns barulhos e sussurros minha mente não estava muito conectada a nada. Senti-me acolhida e aquecida e então logo mergulhei nas profundezas da minha mente e descansei. Quando acordei, estava claro lá fora, a luz do sol batia exatamente no meu rosto, mas estava sozinha na cama de Edward. Meu cabelo estava todo em pé e colado no meu rosto.
Ouvi vozes desconhecidas assim que abri a porta do quarto e então Edward apareceu no fim do corredor.
- Entra no quarto! - disse de forma urgente e recuei.
- Por quê?
- Os montadores estão tirando sua cama.
- Por quê?
- Seu colchão é horrível. - disse simplesmente e revirei os olhos voltando para dentro do quarto dele, com ele me seguindo - Até lá você é mais que bem vinda em dividir esta comigo. - pontuou com um sorriso travesso.
- Você me pegou lá ontem?
- Sim. - respondeu coçando a cabeça - Olha, eu não peguei roupa nenhuma sua então vamos esperar que eles terminem para você descer e tomar café da manhã.
Assenti voltando a me enrolar nas cobertas e me escondi debaixo do travesseiro e ele saiu para verficar os montadores, melhor, desmontadores. Quarenta minutos mais tarde estava terminando de me preparar para o trabalho quando ouvi a campainha tocar. Edward estava no andar debaixo preparando o café da manhã e ouvi a voz de uma mulher, melhor duas. Desci a escada assim que fiquei pronta me roendo de curiosidade para me deparar com Elizabeth e Bree sentadas no sofá da sala.
- Olá. Bom dia. Bom revê-las.
- Ah, Isabella, perdão aparecermos assim, mas hoje eu fiz a torta de maçã que Félix gosta e então lembrei que Edward a adora também, então, vim trazer antes de levar Bree para seu treino na autoescola. - Elizabeth disparou antes de me dar um abraço - Como você está?
Eu gostava dela, apesar de partilhar metade do DNA de Esme, ela era adorável e gentil comigo.
- Muito bem. Descansada. - respondi honestamente - E você? Como vai Bree?
- Bem também.
- Tia, fique para tomar café conosco, faz muito tempo que você não vem me visitar. - Edward pediu solenemente. Quando ele fazia questão de ser doce e educado, era muito difícil recusar. Com a tia dele foi a mesma coisa. - Félix me contou que você está pensando em vender seu apartamento. O que houve?
- Estou me programando para ficar sozinha. Logo Bree estará na faculdade em Nova Iorque e eu ficarei sozinha naquela torre gigante. Uma casa com jardim, um cachorro e um quintal agradável para brincar com meus netos será tudo que precisarei. - respondeu com um sorriso materno.
- Perto da mamãe tem casas agradáveis. Andei olhando algumas coisas por lá recentemente.
- Você pensa em sair daqui? Esse bairro é a cara de vocês, meus meninos boêmios. Sempre soube que o trio parada dura iriam ser vizinhos e aqui.
- Hoje não penso mais, porém, esse pensamento me ocorreu mais de uma vez nos últimos anos.
- Você gosta de viver aqui, Isabella?
Fiquei surpresa de ser puxada para conversa e engasguei com pedaço do meu pão.
- Sinto muito. - murmurei dando um gole do meu suco - Eu gosto daqui, é acolhedor, os vizinhos são simpáticos e carinhosos. Tem um mercadinho perto, uma confeitaria dos sonhos e é muito próximo do clube que frequentamos as sextas-feiras. Só é longe do trabalho, mas aí seria querer demais.
- Bella se adaptou muito bem ao bairro. Sr. e Sra. Greene vivem enchendo-a de mimos, sem contar o Sr. Carter que sempre que faz bolo de mirtilho na confeitaria e nos avisa só porque ela gosta. - Edward comentou casualmente e eu sorri.
Segunda-feira era um dia lento pra mim, porque depois da aula de matar da Sra. Irina, eu tinha basicamente três horas livres até a minha primeira turma. Estava com preguiça de ir em casa, então, peguei minha maçã na bolsa, meu livro e sentei em cima do meu casaco na sombra, no grande gramado em frente ao Instituto. Já estava quase terminando Emma, Edward já tinha sugerido outra leitura que ele queria trabalhar comigo.
Meu celular vibrou no meu colo, era o aplicativo que Edward tinha baixado. E justamente uma mensagem dele me fez sorrir e olhei em direção as grandes janelas querendo vê-lo, mas o sol não permitiu.
"Você fica linda concentrada. Na verdade, você é linda sempre".
Esse homem sendo doce vai conseguir arrancar minha calcinha muito mais rápido que realmente pensa. Não estou acostumada com tanto carinho e elogios. Não respondi nada, apenas continuei lendo e sorrindo o tempo todo até terminar de comer. Uma sombra perto de mim chamou atenção e olhei pra cima para encontrar Seth.
- Ei, quanto tempo! - sorri realmente feliz em vê-lo - Como vai?
- De vez em quando é bom dar uma sumida, não deixar minha presença fixa. - sorriu ternamente e sentou-se ao meu lado - Emma? Está gostando?
- É maravilhoso.
Seth era um cara muito gentil comigo, ele sempre estava sorrindo e me tratando bem, principalmente nos dias que fiquei presa no apartamento no centro com eles. Ele era simples e direto e por isso caímos em uma conversa tranquila sobre diversas leituras. Sua inteligência para coisas tecnológicas era impressionante e ele baixou um monte de aplicativos e explicou como poderia colocar músicas. Não sou uma analfabeta digital, mas essas coisas não me atraem nenhum pouco, prefiro usar o telefone apenas para ligações, mesmo que todo mundo hoje em dia apenas troque mensagens rápidas.
- Então, quer almoçar? - perguntei observando a hora no meu relógio de pulso - Na praça de alimentação tem uma lanchonete que tem o melhor sanduíche que já experimentei. É de pastrami com pão de centeio, segundo Edward. Estou viciada.
- Vamos lá então.
Montei meu sanduíche acrescentando queijo e mostarda. Adoro qualquer coisa com mostarda. Mas queijo e bacon também possuem um grande lugar no meu coração. Seth e eu escolhemos uma das mesas do fundo.
- Você é tão natural. É vegetariano? - perguntei curiosa. O sanduíche dele só tinha salada. Sem graça. - Eu sou uma garota nada de dieta. Não consigo pensar um sanduíche só com queijo e salada.
- Não sou exatamente vegetariano, mas evito comer carne. - respondeu com um sorriso - É bom.
- Carne é vida. Eu adoro um bom churrasco. - retruquei depois de uma longa mordida - Edward faz uma carne assada recheada que tenho que me controlar para não comer tudo. A empregada de Esme, a Ashley, faz o melhor filé do mundo. Derrete na boca, sem brincadeira. Eu não sei fazer nada.
- Tenho observado vocês dois bem próximos, inclusive na sexta-feira. - Seth arqueou uma sobrancelha pra mim.
- Jacob mandou você aqui para investigar? - murmurei tentando desviar um pouco o foco.
- Não. Ele não está interessado no que acontece entre você e Edward. Na verdade, ele disse que é compreensível e natural quando dois adultos passam a viver juntos. - respondeu olhando em meus olhos - Mas Bella, eu não conheço o Edward, mas eu conheci um pouco você. Espero que tome cuidado… - disse mais baixo e olhando em meus olhos - Nada disso é real, ok? Não se machuque.
Eu pensei que ficaria irritada, mas isso não aconteceu. Fiquei feliz que tinha alguém realmente preocupado comigo.
- Obrigada Seth. Edward é apenas gentil comigo, carinhoso e até o momento um amigo… Colorido. - respondi sendo o mais aberta que pude - Mas eu sei, lembro todos os dias que nada disso é real. E prometo que vou me cuidar.
- Engraçado. Você é do Texas, mas você não tem sotaque sulista.
- Eu não sou natural de lá, pensei que soubessem disso, afinal, vocês sabem de tudo da minha vida. - brinquei e ele riu balançando a cabeça de acordo - Bom, na minha certidão de nascimento está que nasci em alguma cidade perto de Seattle, acho que o nome é Forks, algo assim. Meus pais não possuem sotaque então acredito que nenhum deles realmente é de Dallas.
- Bom… Pelo que sei, quando eles se mudaram pra lá você tinha meses de idade.
- Não lembro de morar em outro lugar a não ser lá. Fiquei em algumas cidades por uns dias quando James foi me buscar. - murmurei com algumas lembranças ruins - Olha, você quer sobremesa? Edward diz que o mousse de chocolate daqui é divino. Ele é uma formiga para doce então tenho certeza que deve ser - disse tentando mudar de assunto. Seth pegou a dica, graças a Deus.
Seth era muito light para o meu gosto, negou a sobremesa e eu fiquei sem graça de comer sozinha, então pagamos a conta e voltamos caminhando para o Instituto. Ele estava em uma distância segura de mim, quase um braço inteiro e com as mãos dentro dos seus bolsos.
- A gente se vê depois, Bella. - disse com um sorriso e um aceno.
Voltei para o Instituto sozinha e assim que subi o primeiro degrau dei de cara com Edward parecendo furioso.
- Onde você estava? - perguntou naquele tom que me deixava a beira da histeria em segundos - Estou mandando mensagens, te ligando e perguntando a todos por você. Depois que te vi sentada com aquele idiota, você sumiu do mapa.
- O nome dele é Seth e ele não é idiota. - respondi praticamente na mesma altura - Nós fomos almoçar e me desculpe se eu não recebi o memorando que devo atualizar você sobre cada passo que dou e com quem dou.
- Seria o correto! Eu fiquei louco de preocupação. - rebateu exasperado - E ele é idiota por quantas vezes eu quiser.
- Preocupação ou ciúmes? - perguntei cruzando os braços.
- Os dois!
- Ainda assim você não tem o direito de chegar gritando e agir como homem das cavernas! Faltou me arrastar pelos cabelos através do campus inteiro! - murmurei abaixando meu tom, alguns alunos estavam parando pra assistir a cena - Agora eu vou dar aulas. Em casa espero um sincero pedido de desculpas.
- Eu não vou pedir desculpas, se você acha que está certo desaparecer e almoçar com outro homem… Tudo bem! - rosnou descendo a escada ao mesmo tempo que eu subi - Esteja aqui às 16h em ponto.
Maldito.
Como sou infantil, após terminar minha aula às 15h45, peguei um táxi direto para casa dele, não me importando com a maldita consequência disso. Entrei em casa correndo e fui direto para meu quarto pronta para tomar um banho e deitar. Olhei para o espaço vazio da cama e tirei do armário vários cobertores, incluindo um colchão de acampar e arrumei no chão. Tranquei a porta do quarto, tomei banho, fechei as cortinas e deitei com fones de ouvido. Meu orgulho estava me impedindo de dar o braço a torcer e dizer que já estava em casa, com um grande vá a merda depois, porém toda vez que lembrava a maneira que ele gritou comigo e me castigou como uma criança na frente de vários alunos me deixava quente de raiva.
Algumas horas depois tive a sensação de ouvir alguém batendo na porta e a voz dele, mas quando tirei o fone não ouvi nada e por isso fechei os olhos e me concentrei para dormir ouvindo música - uma coisa que é praticamente impossível.
Na manhã seguinte, Edward já tinha saído e não deixou o café da manhã pronto. Ele é tão irritante e orgulhoso quanto eu. Não dei confiança, porque vivi anos da minha vida sem ele e sem comer pela manhã, não seria agora que iria chorar por isso. Também não peguei nada na casa dele e simplesmente comi um pretzel com chocolate quente perto do Instituto e fui me aquecer por algum tempo para dar aulas.
No final da minha segunda turminha de pimpolhos, era a hora do almoço e então na porta da minha sala ele estava lá. Assim que as crianças saíram, ele entrou sem convite e depositou na minha mesa um cupcake de chocolate com banana - maldito, ele sabe me comprar com comida! - porém, o que chamou atenção foi a bandeirinha branca em cima escrito "Paz?". Não tinha como dizer não.
- Tudo bem, mas você sabe…
- Eu sei…
- Na próxima vez…
- Você não vai almoçar com aquele idiota na próxima vez…
- Eu estava dizendo que na próxima vez você não vai gritar comigo na frente de todo mundo. - retruquei cortando o discurso teimoso dele.
- Ok. Isso eu posso tentar, mas não haverá uma próxima vez porque você não vai…
- Ah, cala boca! - reclamei jogando meus braços ao redor do seu pescoço e bati meus lábios nos dele.
Oh droga. Eu realmente senti falta do seu beijo.
