Sentado próximo ao balcão do bar Connor esperava por Sara, não a vira o dia todo, esse era o primeiro dia em sete que estavam juntos e que ficavam tanto tempo afastados, ele tinha que admitir que estava sentido falta da presença dela.
Ansioso por vê-la, a cada minuto ele olhava para a entrada do estabelecimento e depois de quase uma hora de espera a viu, vestida de forma simples, estava com uma blusa de alças e uma saia que ia até um pouco acima do joelho, mas para ele, ela estava sempre linda, principalmente quando estava de saia.
Seus olhos passearam por todo o corpo dela, parou sustentando o olhar ao dela.
Sarah sentiu-se corar ao ver o olhar de malícia de Connor, ela ainda estava se acostumando a tê-lo admirando-a e quando ele a encarou tudo o que queria era ir até ele o mais rápido que pudesse e beija-lo, ansiava por isso o dia todo.
Quebrou o contato visual com Connor ao sentir uma mão em seu ombro, era Martin que antes que ela saísse reclamara do fato de passarem muito pouco tempo juntos e decidiu acompanha-la àquela noite.
Ao ver Martin chegar logo após Sarah, Connor percebeu que aquela noite ele teria pouca ou nenhuma chance de estar a sós com Sarah. Bebeu o último gole de seu drink e virou-se para pedir mais um enquanto Sarah e o pai se aproximavam.
- Olá Connor. - Martin o cumprimentou e deu um tapinha em suas costas enquanto sentava.
Ele girou o corpo para ficar de frente para Martin, seus olhos automaticamente pousaram em Sarah, que sentara ao lado do pai e apesar da pouca visibilidade ainda era possível vê-la.
- Boa noite Martin. - meneou a cabeça - Não esperava encontra-lo essa noite - Começou errado Connor - digo, a ilha não é tão pequena e não nos víamos há dias.
- É verdade, acho que andamos nos desencontrando, mas soube que esteve com Sarah.
- Soube? - ele não sabia o quanto Sarah tinha falado ao pai sobre eles.
- Sarah disse que se encontraram algumas vezes por aí e que estavam se dando bem.
Connor pegou o copo que o barman acabara de depositar a sua frente e tomou um gole da bebida. Então ela não havia falado sobre eles. Quando ele depositou o copo no balcão olhou para Sarah e novamente para Martin.
- Sarah tem me surpreendido, tem sido muito boa. - ele não olhou para ela dessa vez, mas podia sentir seu olhar sobre ele - Graças a ela eu tenho aproveitado de todas as coisas boas que a ilha pode proporcionar - um sorriso surgindo no canto da boca - tem sido uma ótima guia turística, não é mesmo Sarah? - a olhou, estava incrédula com a audácia dele.
Martin virou-se para ela esperando pela resposta.
- Eu procuro sempre ser boa em tudo o que faço doutor Rhodes. - ela deu um pequeno sorriso. Se quer brincar, vamos brincar.
Connor se mexeu no banco inquieto, ele seria capaz de beija-la e pedir que ela fosse dele naquele instante se Martin não estivesse com eles.
Alternando o olhar de um para outro Martin sentiu algo diferente da última vez que estiveram os três juntos. Sarah não evitava Connor e percebera um grau de intimidade maior entre os dois, até mesmo uma tensão. Estariam tendo um romance? Fingindo não perceber nada ele os convidou a irem para a mesa, decidido a deixar rolar e ver até onde eles conseguiriam levar a omissão dos fatos.
Escolheram uma mesa com quatro cadeiras, encostada na parede, suas cadeiras ficavam lado a lado. Sarah logo se sentou, Connor não querendo ficar afastado dela adiantou-se e sentou na cadeira ao lado da sua, ela ficaria presa entre a parede e ele, só restou a Martin sentar-se de frente para os dois.
- Vou pedir um curação blue e vocês? - Martin foi o primeiro a se pronunciar.
- Vou continuar com o motijo. - Connor elevou o braço pra chamar o garçom, ao abaixa-lo aproveitou e pousou-o no encosto da cadeira de Sarah - O que vai querer? - ele a olhou inocentemente.
Sarah enrijeceu o corpo com o movimento de Connor, Martin começou a brincar com o guardanapo de papel na mesa se controlando para não rir da reação de Sarah.
- O mesmo que você. - ela respondeu após endireitar-se na cadeira.
Feitos seus pedidos Martin e Connor entraram em uma discussão inicial de como estava sendo a estadia do segundo na ilha só sendo interrompidos pela chegada do garçom com as bebidas e retornando a conversa logo em seguida.
Vez ou outra Sarah interagia com os dois, porém seus pensamentos estavam em Connor ao seu lado que abaixara o braço e o enfiara em baixo da mesa. Estava ficando difícil para ela manter a razão quando ele passava a mão em sua perna, ia subindo do joelho até próximo da barra da saia de onde ela discretamente retirava a mão dele.
- Sarah sempre gostou muito daqui até cogitamos a ideia de vir morar definitivamente comigo, não é filha? - ela estava inquieta e, portanto, não prestando total atenção a conversa - Sarah? - a chamou uma segunda vez.
- Hã? - sem conseguir disfarçar ela não soube o que responder.
- Eu estava dizendo ao Connor o quanto você gosta daqui.
- É claro - ela sorriu sem graça. - Connor a olhava sereno. Filho da mãe, como ele consegue? Ela mordeu o lábio inferior - é com certeza meu lugar favorito.
- Então pensa em vir morar aqui? - ele agora estava alerta.
- Já pensei, mas... - ela ponderou as palavras - aqui eu não teria a correria de Chicago e confesso que aprendi a amar cada som de buzina, as várias pessoas falando ao mesmo tempo e até o cheiro de fritura nas ruas. - terminou com um pequeno sorriso.
- Se antes ela já estava decidida a ficar em Chicago imagino que agora não mudará de ideia tão cedo. - a insinuação de Martin os pegou de surpresa fazendo ambos os encarar - Sarah optou pela residência na emergência e o Chicago Med seria o melhor hospital para tal.
Sarah relaxou ao perceber que ele falava da sua escolha para residência ao mesmo tempo em que Connor ficou satisfeito ao saber da sua desta, meses antes ele tinha lhe falado que ele mesmo havia pensado na Patologia como uma opção, porém se decidira pela emergência e não se arrependera por sua escolha, estava contente que ela fizera o mesmo, não conseguia imagina-la em outro lugar.
- Fez a escolha certa, não vai se arrepender, eu garanto. - por baixo da mesa ele pegou a mão dela e fazendo carinho na palma ele levou o copo de bebida à boca com a outra.
- É uma pena que nos veremos ainda menos, sei o quanto é corrida a vida de médico emergencista.
- Com certeza Martin, mas será um grande aprendizado para Sarah - ele soltou a mão dela e levou-a a perna nua dela novamente, nunca desviando o olhar de Martin - e eu me encarregarei de ensina-la tudo o que for preciso - se insinuou por dentro da saia, chegando perto de sua curva - estarei sempre por perto. - fez carinho com o indicado por cima da renda.
Sarah estava sentindo-se aquecer, não prestava mais atenção a conversa, uma sensação de que todos a olhavam e saberiam o que estava acontecendo ali, debaixo da mesa. A respiração começava a ficar irregular e ela tentava controlar abrindo a boca momentaneamente.
Connor sabia que a estava deixando excitada, ele próprio estava. Mas a sensação do proibido o transformava e ele não conseguia se controlar. Insinuando ainda mais os dedos por sobre a renda, ele levou o polegar à barra da mesma subindo-a levemente. Assustou-se quando Sarah desajeitada levantou arrumando a saia rapidamente.
- Preciso ir ao toalete. - ela disse num fôlego só.
Sem querer ela pôs Connor numa situação difícil, excitado ele não sabia como esconder a evidencia abaixo de sua cintura. Tendo uma ideia repentina, sem se levantar ele arrastou a cadeira para mais próximo da ponta e assim dar espaço para que ela saísse por entre as duas.
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No banheiro Sarah tentava se recompor passando água no rosto e pescoço. Quando estava mais calma pegou o papel toalha e começou a secar-se. Pensava na ousadia de Connor, O que ele estava pensando ao incitá-la na frente de seu pai? Um louco! Era a única resposta plausível. Apoiou-se na pia com as duas mãos e pôs-se a pensar, estava de cabeça baixa quando ouviu o som da porta se abrindo, instintivamente olhou pelo espelho e encontrou um par de olhos azuis escuros.
Connor a olhava desejoso, trancou a porta, se aproximou e a abraçou, ela permanecia de costas para a entrada. Beijando-a no pescoço ele levou a mão esquerda a cintura dela, enquanto com a outra ele acariciava a perna, levava a mão a parte interna e voltava apertando levemente. Seus lábios alternavam entre a nuca e a orelha.
Sarah fechou os olhos, a sensação de prazer e medo de que fossem pegos, misturada aos toques dele deixando-a novamente excitada.
Subindo a mão por baixo da saia ele a instigava encostando-a na pia. Sua ereção evidente contra as nádegas dela, ambos ofegantes, ele sussurrou.
- Eu te quero agora Sarah. - a virou de frente pra ele e se esfregou nela.
Sarah o beijou com urgência, sentira a necessidade de toca-lo o dia todo e agora não queria mais parar. Um clique em sua mente a fez recobrar a consciência, estavam no banheiro de um bar, seu pai a poucos metros dali, não era assim que ela queria que fosse sua primeira vez.
- Meu pai. - ela conseguiu dizer quando Connor abandonou sua boca e passou a beijar seu tórax, uma mão a apertando contra ele e a outra abaixando a alça da blusa.
Descendo mais os beijos ele chegou a cavidade da blusa, parte de seu seio já a mostra. Sarah levou as mãos aos cabelos de Connor bagunçando-os.
- Ele está bem ocupado agora.
- Hã? - ela levantou a cabeça dele o fazendo olhar para ela.
- Está com uma amiga. - a contragosto ele a respondeu, não queria parar, seu membro latejava dentro da calça - Não se preocupe - beijou-a na nuca - concentre-se em nós agora, sim. - lambeu a parte sensível atrás da orelha enquanto que com a mão que ainda estava por baixo da blusa ele apertou levemente o seio dela.
Sarah fê-lo olhar para ela e o beijou, suas mãos foram até o quadril dele e o puxou mais para si, na tentativa de diminuir um espaço que já não existia. Connor entendeu como um sinal positivo e imediatamente subiu a blusa dela retirando-a totalmente. Jogou a blusa na pia e voltou-se para seus seios a mostra, beijava um enquanto acariciava o outro. Sarah levou as mãos ao sinto dele e o desfivelou, quando estava abrindo o botão da calça bateram à porta. Ambos retesaram-se. Uma nova batida e Connor soltou um palavrão seguido de um "está ocupado", mas a pessoa parecia estar com urgência, pois ouviram uma nova batida.
- Já vai, estou saindo. - Connor disse enquanto Sarah vestia a blusa e ele afivelava o cinto.
Abriu a porta e sem olhar para a pessoa que esperava do outro lado ele saiu pisando fundo e puxando Sarah que pensava estar multicolor de tanta vergonha por ser vista saindo do banheiro com ele, ao mesmo tempo em que estava aliviada por terem sido interrompidos, ela já estava cedendo e acabaria estragando tudo.
