Hello, povo lindo! Chegamos a mais um dia de ADEOV cheio de amor pra dar. E hoje é um dia ixpeciaal porque é aniversário da minha Bizzy linda que eu tanto amo. Capítulo especial pra você, Jubss! *aperta a Bizzy até explodir*
Cellinha, mesmo com dor na única amigdala dela, betou o capítulo pra vocês. Mandem beijo pra ela via review HAHA
Músicas no blog. Uma novidade: fiz um tumblr pra fic, pra reblogar e postar coisinhas que tenham a ver com Dudu e Bellinha. E vai rolar post de techinhos soltos pra aguçar a curiosidade de vocês. Sigam e rebloguem: h t t p : / / adamaeovagabundofanfic . tumblr . com (retirem os espaços do link) Mas o blog continua no ar!
Show me the loveeee que hoje Kristen deu o ar da graça vestindo um Dior haute couture digno de Bellinha Princesinha ;D
9.
Sabe a música Eight Days a Week dos Beatles? "I ain't got nothing but love, girl. 8 days a week". Eu não parava de escutá-la no iPhone depois do final de semana perfeito que tive com Edward. Final de semana, isso mesmo. Porque após passar o sábado ao seu lado e sobrevivendo a minha primeira ressaca da melhor maneira, no domingo eu também o encontrei por acaso à noite, quando eu e Alice voltávamos do restaurante chinês com nosso jantar e, a julgar pela mochila nas costas, ele retornava do atelier. Nossos olhos se atraíram rapidamente no meio do campus e um sorriso cansado surgiu em seu rosto quase escondido pelo capuz preto sobre seu cabelo, e ele desviou de seu caminho para se aproximar de mim e de Alice. Antes que ela fizesse qualquer comentário, deixei a sacola de comida em sua mão e também me aproximei para que nossa distância fosse logo exterminada.
- Oi... - murmurei tendo que controlar meu sorriso querendo destruir meus músculos da face de tão largo.
- E aí? - ele retrucou colocando um braço ao redor de minha cintura para depositar um beijo em minha bochecha direita completamente corada.
- Saiu agora do atelier?
- Tive que sair porque o zelador do prédio de artes praticamente me expulsou e eu nem terminei a tela.
- Você parece tão cansado...
- E eu estou. Além de faminto.
- Alice e eu compramos comida chinesa para o jantar e acho que exageramos um pouco na quantidade. Por que você não, sei lá... Come com a gente?
- Eu não posso. Tenho que estar no pub em menos de uma hora.
- O pub é aqui perto e você não vai gastar mais de meia hora para comer. Você não pode simplesmente ir trabalhar com fome.
- Cada dia que passa eu conheço um lado seu que não imaginava. - Edward comentou rindo e me deixando confusa.
- Quais?
- Viciada em cinema, italiana, garota festeira e agora, mãe preocupada. - ele respondeu me deixando ruborizada por ser tão transparente. - Mas eu gosto de quase todos. Garota festeira não combina com você.
- Então, você vai comer nem que seja um rolinho primavera? - perguntei sentindo sua mão moldar minha cintura com facilidade e seus lábios frios em minha testa.
- Meia hora. - ele disse deslocando seu braço para meus ombros, seu local preferido para quando caminhávamos juntos.
O olhar de espanto era nítido na face de Alice quando ela viu nós dois indo em sua direção abraçados e implorei sem palavras que ela fosse um pouco mais discreta, tarefa difícil já que minha querida colega de quarto era tudo, menos discreta. Edward a cumprimentou com um aceno de mão e um sorriso - que quase fizeram Alice derrubar nosso jantar - e nós entramos no prédio conversando sobre o único assunto em comum que os três tinham: universidade. Falamos sobre a ala norte do prédio da reitoria interditada para obras, a máquina nova de café no segundo andar da biblioteca, o aumento significativo de animais de estimação clandestinos.
- Porque, na teoria, ninguém pode ter animal de estimação nos dormitórios. - ele explicou enquanto entravámos no meu dormitório, onde meu gato nos cumprimentou com um miado fraco.
- Então Vincent é ilegal aqui. - Alice concluiu o raciocínio me fazendo suar frio com a informação. - Pior de tudo: estrangeiro ilegal.
- Pois é. - Edward riu junto com ela, mas eu estava séria processando tudo em minha mente.
- Eu estou cometendo um crime. - murmurei nervosa, a mão segurando a sacola tremendo tanto que até mesmo fazia barulho. - Porte ilegal de animal. Eu posso ser presa!
- Dos crimes, esse é o menor.
- Mas eu não posso cometer nenhum crime. Não posso decepcionar tanta gente assim...
- Bella... - Edward interrompeu antes que eu tivesse uma crise nervosa e segurou meus braços para que eu parasse no lugar. - Relaxe. Ninguém vai te prender por causa de um gato clandestino no dormitório. O máximo que irá acontecer é Vincent ser expulso e ter que ir para um abrigo de animais.
- Não! - choraminguei me soltando dele para pegar meu gato no colo e apertá-lo em meus braços. - Eu não vou deixar que nada te aconteça, prigo. Niente.
- Boa sorte tentando tomar o lugar desse aí. - escutei Alice dizer a Edward.
- Eu posso dar a Bella coisas que Vincent não pode. - ele retrucou rindo e me lançando um olhar que fez meu rosto, pescoço e colo ficarem rosados de vergonha com meus pensamentos sobre essas coisas. - Muitas coisas, na verdade.
- Você não estava com fome? - comentei rapidamente para não criar oportunidade para os comentários de Alice. - Vamos comer então.
Vincent voltou a seu lugar no sofá para dormir e os três humanos se viraram nos outros lugares disponíveis na sala com os pratos cheios de yakissoba e as latas de refrigerante na mão. Ainda bem que nossa sala agora tinha uma televisão - que eu insisti muito para Alice deixar eu comprar - e quando eu liguei, o destino fez estar passando no canal de filme... Pulp Fiction. Eu e Edward olhamos um para o outro na mesma hora e começamos a rir alto, sem parar, deixando Alice confusa olhando para tela e para nós, para a tela e para nós. Mas eu não conseguia parar de rir e ficar vermelha, porque era coincidência demais.
- Qual é? - Alice perguntou quando conseguimos nos acalmar mais um pouco.
- Desculpe, Alice. - Edward pediu apertando os lábios para não rir mais. - É que esse filme...
- Foi o que nós assistimos juntos. - terminei de explicar olhando apenas para Edward, seu sorriso demonstrando como aquele encontro foi especial.
- Eu nunca vi esse filme... - ela comentou olhando para a tela.
- Você tem que assistir desde o começo para entender. Está na metade já.
- Shii, Bella. Quero prestar a atenção no filme, pode ser?
- 10 minutos e ela desiste de assistir, apostado? - Edward murmurou em meu ouvido e estendeu uma mão.
- Aposto que ela aguenta 15 minutos. - retruquei selando nossa aposta com um aperto de mão.
Edward jogava muito baixo em apostas, pois utilizou do método de irritar Alice para que ela desistisse de assistir o filme antes de completar 10 minutos. Dizia todas as falas que tinha decorado e fazia comentários sobre a produção, coisas que só fãs bitolados como nós dois saberiam, e com 7 minutos ela o mandou calar a boca e trocou de canal.
- Você é muito chato. - ela comentou colocando no canal de talk show.
- Eu sei. - Edward disse mordendo um rolinho primavera e sorrindo vitorioso para mim. - Eu ganhei a aposta.
- Você não sabe brincar. - falei virando meu rosto para a tela da TV e ignorando sua felicidade por ter me vencido.
- E você não sabe perder. - ele concluiu me puxando para seus braços e beijando meus lábios sujos de shoyo.
Não o deixei aprofundar nosso beijo porque estávamos na presença de Alice e assim como eu não gostava de escutá-la com Jasper, eu não queria que ela fosse espectadora do que eu e Edward tínhamos. Era melhor manter para apenas nós dois o jeito que ele colocava dois dedos em minha nuca ao segurar meu rosto e dava um sorriso discreto ao separar nossos lábios por breves segundos antes de afundar em minha boca novamente. Em poucas ocasiões que eu o beijei já consegui memorizar essas "manias" e revivê-las na mente para ficar sorrindo como boba.
- Preciso ir. - Edward anunciou alguns minutos depois, quando as embalagens de comida chinesa estavam no lixo e Vincent estava dormindo em meu colo. - Posso usar o banheiro para escovar meus dentes?
- Claro. - disse me ajeitando no sofá com mais postura já que eu praticamente deitei sobre o peito dele quando seu braço me envolveu.
Alice - que estava sentada no chão com as costas apoiadas no sofá - o assistiu entrar no banheiro com a mochila, e quando Edward fechou a porta, ela pulou no espaço ao meu lado com aquela expressão de que eu iria escutar alguma coisa relacionada a minha virgindade.
- Ele é tão fofo! - ela disse com uma voz esganiçada e eu não conseguia disfarçar minha felicidade. - E tão limpinho escovando os dentes após o jantar.
- Eu sei!
- Eu te disse que você encontraria alguém legal e gato na faculdade.
- Mas foi tão rápido... não é? - comentei ainda com uns dedinhos atrás em relação ao que estava acontecendo. - Quer dizer, semana passada eu estava achando que ele era o tipo de homem que dormia com todas as garotas dessa universidade, agora ele está jantando comigo, sabe Deus quando eu o verei de novo.
- O que Edward te disse ontem?
- Que eu era uma garota diferente das que ele costumava se envolver.
- E você é, Bella. Você é completamente diferente de qualquer piranha que costumava deitar na cama dele e é justamente isso que te faz especial, que fez Edward querer ficar com você o máximo de tempo possível. Relacionamentos começam assim.
- Nós temos um relacionamento?
- Claro! E aos poucos ficará mais sério culminando no que você tanto quer.
- Casamento? - retruquei confusa e ela bufou.
- Não. Sexo! Daqui a pouco você não será mais a garotinha virgem que não sabia lavar as próprias roupas. Vai ser uma mulher completa e decidida, pronta para enfrentar sua mãe mandona e comandar um país.
- Fala baixo, por favor. - implorei olhando para a porta do banheiro fechada. - Edward ainda não pode saber que eu sou... o que sou.
- Até quando, Bella? - Alice disse me reprovando com o olhar, algo que eu odiava que fizessem. - Você já imaginou qual a reação dele quando descobrir que você faz parte de um seleto grupo de indivíduos que ainda exercem o poder absolutista?
- Justamente. Não quero colocar tudo a perder quando ele descobrir isso.
- Mas ele irá descobrir da pior forma: por outra pessoa.
- Não quero falar sobre isso agora, Edward está saindo do banheiro. Vamos mudar de assunto.
Mudei de canal para que qualquer programa passando fosse o assunto de nossa conversa e Edward retornou à sala com a mochila jogada sobre o ombro, seu perfume invadindo o apartamento de um jeito que me deixou bêbada de tão gostoso que era. Levantei do sofá quase flutuando de felicidade por ter ficado alguns minutos com ele naquele domingo preguiçoso e o acompanhei até a porta depois de ele se despedir de Alice prometendo que ela conseguiria assistir Pulp Fiction inteiro na próxima vez.
- Bom expediente no pub. - desejei sorrindo discretamente para o canto direito.
- Obrigado. - ele agradeceu beijando meus lábios que ainda estavam curvados para o lado. - E obrigado por alimentar essa pobre alma cansada.
- Foi divertido, principalmente a parte que você irritou Alice.
- Estou às suas ordens para mais irritações. Até amanhã, Bella.
- Até, Edward.
"A gente se bate por aí" deixou de vez de ser utilizado e agora ele já me informava quando nós iríamos nos encontrar outra vez: amanhã. Poucas horas, nada de ficar sofrendo imaginando "quando", agora apenas o "onde" me deixaria ansiosa e olhando por cima do ombro o tempo inteiro. Mas era uma ansiedade legal, o tipo de nervosismo que me deixava com borboletinhas brincando em minha barriga e gritando "Uhuuu" em comemoração.
- Isabella! - Alice gritou de dentro do banheiro e eu levantei a cabeça do sofá para enxergá-la melhor.
- O que foi?
- Seu homem cheira bem, parabéns. - ela comentou sorrindo e voltando a se trancar no banheiro.
Eu sei que ele cheirava bem, que tinha um sotaque de derreter minhas pernas, beijava melhor ainda e me fazia feliz. E daí que tudo estivesse caminhando rápido demais, que era assustador saber que eu fui a escolhida entre tantas outras musas que ele teve? Eu fiz por merecer, não é? Com meu jeito ou simplesmente por ser a única que aguentava sua paixão por Pulp Fiction, enfim. Edward me queria tanto quanto eu o queria e no dia seguinte eu o teria, assim como no seguinte, e no outro, e no outro... O resto da vida.
Por isso "Eight Days a Week" não saia de minha mente no decorrer das semanas. Queria que a semana tivesse 8 dias e os dias tivessem 30 horas para que pudesse passar pelo menos 20 com ele, o almoço ou jantar não sendo suficiente para tudo que eu sentia quando estava com Edward. Eu poderia apenas observá-lo falar sobre seu novo quadro ou reclamar sobre algo ocorrendo na universidade que ia contra alguma ideologia que ele tinha, não precisava de nada além disso para terminar meu dia abraçada com Vincent na cama e suspirando fundo de tão envolvida que estava. Eu iria me apaixonar num estalar de dedos e não me importava nem um pouco se dentro de um mês Edward desaparecesse de minha vida. Mentira, eu iria me importar muito, mas também iria aproveitar cada segundo ao seu lado enquanto tivesse a chance, porque com ele eu cresci mais do que em vinte anos.
E a melhor parte disso tudo era que as mulheres de Oxford começaram a entender que Edward Cullen, o rebelde de Artes, tinha uma nova musa. Ele não tinha me intitulado sua "musa"... ainda, mas raras eram as oportunidades que eu vi interagir com o sexo feminino como nas outra vezes, e isso era maravilhoso. Eu não morreria de ciúmes e Edward ainda poderia ser gentil e fofo com todas sem precisar abraçá-las, beijá-las e ter qualquer tipo de contato físico que me fizesse roer as unhas. Ele tinha colegas de matérias, amigas de outros cursos, clientes habituais no pub, até mesmo a senhora que servia o café da manhã no refeitório parecia babar quando ele estava por perto, e eu lidaria com todas da melhor maneira; sendo simpática e mostrando que Edward fez uma excelente escolha de "companheira".
- Não sei como você aguenta isso. - Alice comentava quando nós duas encontrávamos Edward conversando com alguma puttana cheia de sorriso e toques no braço dele. - Eu já teria voado no pescoço daquela magrela fumante se ela estivesse com meu homem.
- Vontade não me falta. - confessava respirando fundo quando elas o abraçavam nas despedidas. - Mas o que eu posso fazer? Edward tem amigas e eu preciso aceitar isso.
- Amigas bem safadas, né?
- Ele me escolheu, Alice. É só lembrar desse fato que a raiva de vê-lo sendo simpático com outra desaparece na hora.
- Eu ainda acho que você está demorando demais para dar pra ele, porque uma coisa que prende homem é buc...
- Alice! - a repreendia antes que ela desse nome às partes.
- Ai Bella, por que eu não posso falar "buceta"?
- Porque é feio e vulgar uma mulher dizer isso sobre sua... parte feminina.
- E você chama como?
- Eu não chamo de nada porque eu não falo sobre ela.
- Tá, aham... E quando você estiver transando com Edward vai dizer "Oh Edward, enfie bem gostoso em minha parte feminina até eu chegar ao ápice do prazer".
- Ew, não! Eu não vou falar esse tipo de coisa...
- Então ele vai morrer de tédio transando com você.
- Não irá, porque será lindo e romântico. Por isso eu estou esperando o momento ideal para transar com ele.
- E quando será? Quando seu hímen petrificar de tanto tempo de existência? Porque, sério, se você não transar logo é bem capaz de sua pelinha virar pedra... Sei lá. Calcificar.
- Como isso é anatomicamente possível?
- As pernas não atrofiam por desuso? Então! Alguma coisa deve acontecer com um hímen se ele não for rompido logo.
- Podemos, pelo amor de Deus, mudar de assunto? - implorei notando que Edward vinha em nossa direção e eu realmente não queria estar falando sobre hímen em sua presença.
- Entendi. Vou deixar vocês em paz um pouco. Até mais tarde. - ela se despediu beijando minha bochecha e indo na outra direção.
Ele fez mais que sorrir quando parou em minha frente; me beijou rapidamente e jogou o braços sobre meus ombros para que começássemos a andar pelo gramado do campus não fazendo questão de esconder que estava comigo daquela forma. Depois de uma semana cheia, nada melhor do que terminar o dia com aquele tipo de demonstração de carinho.
- Faz mais de uma semana que você não vai ao pub. - ele comentou entrelaçando seus dedos nos meus.
- Verdade, mas com tantas provas chegando fica impossível ter uma noite livre. - retruquei deixando minha cabeça levemente apoiada em seu ombro enquanto andávamos em direção ao meu dormitório. - Hoje à noite você trabalha?
- Não. Seria uma boa oportunidade para eu te ensinar a beber de verdade.
- Não, Edward. Eu já disse que não vou mais beber depois daquele dia...
- Só uma tentativa, Bella. Eu faço um drink bem fresco e doce para você beber, mas me deixe tentar pelo menos.
- Por que você quer tanto que eu beba?
- Sei lá, só acho diferente que você não beba. Não estou acostumado a conviver com pessoas que não bebem.
- Pois se acostume. Talvez eu beba na próxima encarnação.
- E eu vou estar lá para te fazer beber direito.
Quando entramos em meu dormitório, demos de cara com Alice gritando e pulando com o laptop na mão e Vincent sentado ao seus pés olhando a cena tão sem entender quanto a gente. Não era anormal ver Alice naquele estado louco de euforia, mas até você saber o motivo para tanta comemoração, várias coisas passavam por minha cabeça, inclusive tragédia.
- Bella! Bella! Você não vai acreditar. - ela disse pulando em minha direção. - Kate está grávida!
- Quem? - retruquei sem entender nada do que ela dizia.
- Kate Middleton, Bella! A Duquesa de Crambidge. Ela e Príncipe William vão ter um bebê lindo e real!
- Você acredita nesse tipo de bobagem, Alice? - Edward retrucou rindo e deixando a mochila no sofá.
- Por que não iria acreditar? Está na página principal do Daily Mirror. Meu Google Alert me informou isso agora.
- Daily Mirror? Um dos maiores tablóides nacionais, e um dos mais mentirosos também.
- Me deixa ser feliz em paz, Edward! - ela gritou fechando a tampa do laptop e entrando no quarto, a porta batendo com força nos informando que ela estava furiosa.
- Por que ela se irritou dessa forma? - Edward perguntou e eu bufei cansada demais para a explicação que daria.
- Alice é louca por Kate e William, do tipo que passa o tempo livro todo procurando coisa sobre os dois, o papel de parede do laptop dela é a foto do beijo oficial depois do casamento e a caneca dela é com a foto deles. É meio doentio às vezes, mas é um dos aspectos de Alice que eu preciso entender.
- Qual o grande interesse nesses dois? Eles são um casal como outro qualquer.
- Acho que o fascínio todo vem do fato de ele ser um príncipe e ela uma plebeia que o conquistou quando todo mundo esperava que ele fosse casar com alguma princesa, sei lá.
- Eu não suporto essa fixação que os ingleses têm pela família Real. São todos uns gananciosos que querem o poder concentrado nas mãos deles e utilizam um Primeiro Ministro para fazer a nação acreditar que a monarquia absolutista não existe mais. Como se ninguém soubesse que quem manda no país é aquela velha miserável e seu filho canalha.
- Não fale dessa forma da Rainha. - pedi me sentindo atingida com suas palavras, afinal, já escutei muitas pessoas dizerem isso sobre papai e seu governo. - Você não sabe como as coisas funcionam dentro de um governo com monarquia.
- Você sabe por acaso? - ele retrucou achando minha revolta engraçadinha.
- Não... mas não sou o tipo de pessoa que fala das coisas sem saber realmente como funciona. Porque é fácil falar quando você não está vivendo aquela realidade e sabendo exatamente como opera tudo.
- Você, Alice e qualquer pessoa estrangeira não vão entender porque alguns ingleses são revoltados com nosso tipo de governo, mas não quero te desgastar com esse assunto chato. Te encontro mais tarde no pub?
- Vou falar com Alice e te mando uma mensagem de texto informando se iremos ou não.
- Ok. Vou indo terminar os relatórios chatos para a aula amanhã. Até mais.
- Até. - murmurei recebendo um beijo na testa e o acompanhando até a porta.
Encontrei Alice sentada na cama com o laptop aberto novamente, e ela me lançou um olhar de raiva quando deitei ao seu lado com o rosto contra o colchão.
- Seu namorado é um idiota, sabia? - ela comentou irritada.
- Foi tão horrível para mim quanto para você escutá-lo falar mal da família real.
- Já era de se esperar que Edward fosse do tipo "contra o sistema" em relação a isso, então eu repito: conte logo a ele.
- Agora mesmo que eu não vou contar, Alice. - retruquei virando para sentar na cama. - Ele disse exatamente o que eu escutei minha vida toda as pessoas falarem sobre papai e sua forma de governar, como é que eu vou contar que eu sou uma princesa e a qualquer momento vou exercer esse tipo de governo?
- E se ele descobrir, Bella? Edward está a uma pesquisa no Google de descobrir quem você realmente é. Vai ser muito pior.
- Não quero pensar nisso, por favor. - implorei cansada de gastar neurônios com esse dilema. - Eu só quero sair hoje à noite e encontrá-lo no pub para conversar e beber um pint de Guinness. E ele também quer saber se você vai.
- Eu vou, né? Tentar relaxar um pouco depois de uma semana estressante na faculdade.
- Por que você não liga para o Jasper e o convida também? Podemos chamar Rose, Emmett, Jessica e Angela.
- Não posso chamar Jasper para um programa de casal assim.
- Qual o problema?
- Vai parecer que eu estou desesperada para ter algo além de sexo com ele. Ainda é cedo para esse tipo de programa com Jasper.
- Eu tenho que correr atrás de Edward para que nosso relacionamento fique logo sério, mas você não pode fazer isso com Jasper? - perguntei confusa, a assistindo levantar da cama.
- É diferente. - Alice me explicou olhando as roupas penduradas na arara que servia como guarda-roupa. - Você precisa de um relacionamento sério para transar com Edward, eu não. Posso transar com Jasper a hora que quiser, basta apenas telefoná-lo dizendo umas três frases de filme pornô que ele aparece aqui em menos de meia hora.
- Pra quê ter apenas sexo se você pode ter mais que isso? Ter alguém para conversar, sair para jantar, andar de mãos dadas...
- Bella, suas referências de relacionamento são, literalmente, de histórias de princesinhas. Eu não quero Jasper como meu namorado. Quero apenas como... amigo com benefício. Sexo na hora que eu ou ele quiser e tudo dar certo no final.
- Não vejo muito futuro nisso, mas é sua vida e você faz as escolhas. Vou mandar um sms para Edward avisando que nós vamos para o pub mais tarde, certo?
- Certo. Aceito ser a vela de vocês dois... novamente.
- Obrigada. - sorri beijando sua bochecha e sendo seguida por Vincent para fora do quarto de Alice.
Algumas horas depois, Alice e eu enfrentamos o frio para chegar ao pub meio vazio para uma sexta à noite. Talvez a proximidade das provas fizesse a maioria dos frequentadores ficarem em seus dormitórios nos próximos finais de semana, mas alguns buscavam relaxar no final da semana para conseguir aguentar toda a pressão da faculdade. O que eu achei estranho foi encontrar Edward do outro lado do balcão e usando o uniforme do bar.
- Não era sua noite de folga? - perguntei parando em sua frente e recebendo um beijo rápido nos lábios que me fez corar.
- Era, mas Tim precisou que eu cobrisse a falta do Dave que está doente. Uma das desvantagens de morar em cima do trabalho.
- Poxa, você nem irá aproveitar a noite então...
- Vou tentar te dar a devida atenção mesmo assim. Ainda bem que hoje está bem tranquilo para uma noite de sexta. E eu tenho uma surpresa para você.
- Surpresa?
- Vão sentar enquanto eles não chegam.
- Eles quem? - insisti curiosa sobre essa surpresa, mas Edward era irredutível nesse aspecto.
Sentamos em uma mesa perto do bar e Edward nos serviu as bebidas que pedimos; um pint de Fuller para Alice e Coca-cola para mim. Ele ainda brincou sobre como eu era a única pessoa que sentava em um pub para beber refrigerante, mas teve que nos deixar quando alguns clientes chegaram e seu trabalho precisava ser feito. Alice brindou com meu copo iniciando uma conversa clássica nesse tipo de momento; falar das roupas que as mulheres passando usavam. Pena que não havia muitas mulheres no pub, porque era engraçado o jeito que ela comentava sobre as combinações ou quando a roupa mostrava demais. Ela poderia pegar demais no meu pé e me deixar sem graça na maioria das situação, mas eu assumia que Alice era a pessoa mais engraçada do mundo.
Nossa mesa era realmente privilegiada porque me permitia ver Edward trabalhando e a noite com ele não estava totalmente perdida. Graças a Deus os clientes que chegaram eram apenas homens atrás de cerveja, pois eu não iria suportar ter que vê-lo sendo fofo e atencioso com alguma puttana cheia de más intenções para cima dele. Então, meus olhos estavam no peixe e no gato, prestando a atenção no que Alice falava e vendo Edward ao mesmo tempo. Estava justamente olhando para ele quando um homem mais velho entrou com uma mulher e o cumprimentou com um aperto de mão.
Edward sorriu e assentiu rapidamente, indicando em minha direção para o casal. Será que eles eram minha surpresa? Não conseguia entender como um casal de senhores poderia significar algo para mim e eu olhei confusa para Alice quando Edward se aproximava com os dois, falando algo enquanto sorria. A senhora vinha atrás do homem e prestava a atenção no que Edward dizia, mas quando seus olhos caíram sobre mim, seu espanto a fez parar bruscamente e puxar o braço do homem para chamar sua atenção. Os dois abriram a boca para falar algo, mas não conseguiam porque estavam assustados e surpresos.
- É ela que eu disse que também é de San Marino. - Edward explicou parando ao meu lado e sorrindo para mim. - Gio e Constanza são de sua cidade, Bella. Os conheci hoje...
Quis desaparecer quando entendi o que estava acontecendo. O casal era de San Marino e aquilo significava apenas uma coisa: eles me conheciam. Não pessoalmente, mas conheciam bem meu rosto já que ele sempre estava na televisão e nas fotos oficiais da família real. Gio e Constanza eram apenas um casal que Edward pensou que seria interessante me conhecer porque éramos do mesmo lugar, sem imaginar que a expressão que eles ainda tinham traduzia a surpresa de estar cara-cara com a próxima rainha de seu estado.
- Ela... - a mulher gaguejou apontando para mim e puxando novamente o braço do homem.
- Vocês já se conhecem? - Edward retrucou ficando confuso e Alice tapou a boca ao finalmente entender.
- Alteza! - homem disse tirando o gorro que usava e fazendo uma reverência, a mulher o imitando.
- É uma honra poder conhecê-la, alteza. - a mulher murmurou ainda curvada. - Perdoe-me pelos trajes inadequados para encontrar o membro da família real, mas não esperávamos.
- Está tudo bem... - murmurei tentando incorporar a princesa atenciosa que todos em San Marino conheciam, e agora Edward também.
- O que está acontecendo? - ele perguntou me encarando. - Por que eles estão te chamando de "alteza", Bella?
- Você não sabe quem ela é? - a mulher questionou incrédula e ele negou com a cabeça.
- Alguém pode me explicar o que isso tudo significa?
- Essa é Isabella II, princesa de San Marino. - ela explicou sorrindo orgulhosa para mim e fazendo outra reverência junto com o homem.
- Nossa próxima rainha. - ele completou.
- Isso é algum tipo de brincadeira? - Edward quase gritou me encarando muito sério.
- Eu posso explicar... - murmurei ficando de pé e eles fizeram outra reverência. - Não precisam fazer isso, por favor.
- Mas alteza...
- Foi um prazer conhecê-los e eu ficaria muito grata se os senhores não comentasse com ninguém sobre esse encontro.
- Se vossa majestade deseja assim...
- Que porra é essa de "majestade" e "alteza", hein? - ele insistiu nervoso com a falta de informação.
- Podemos conversar em um lugar mais calmo? - pedi tentar não transparecer que estava tendo um ataque do coração de nervosismo.
- Por que vocês não vão para seu apartamento, Edward? - Alice sugeriu sentindo meu desespero e o nervosismo dele. - Não é aqui em cima? Lá vocês podem conversar e Bella ira te explicar tudo.
- Eu realmente espero que você tenha uma explicação para isso, senão... - Edward murmurou segurando meu pulso e me tirando dali.
Eu já sabia o que aquele "senão" significava, e quando ele me conduziu escada acima, eu temia que fosse a primeira e última vez que eu entraria em seu apartamento.
O lugar cheirava a tinta e a única janela fechada não ajudava a dissipar o cheiro forte no ar. O apartamento de Edward se resumia a apenas um quadrado sem divisão, tão pequeno que a entrada principal era pela cozinha, essa que não era nada além de uma pia, uma geladeira forrada com jornal e suja de tinta, e um fogão de duas bocas. Telas finalizadas e em branco encostadas nas paredes tomavam quase todo o lugar, uma poltrona velha, uma cama de casal praticamente no chão e um armário sem portas comportando tudo possível. De alguma forma, ele conseguia viver naquele cubículo.
Mas eu não estava ali para um tour pelo local. Edward bateu a porta atrás de mim quando entramos e andou em direção à janela, me dando a esperança de que iria abrí-la e aliviar o cheiro de tinta que estava me deixando com dor de cabeça. Ele voltou antes mesmo de chegar lá e cruzou os braços me encarando com uma expressão de quem iria explodir a qualquer segundo. Eu queria fugir dali, contudo, precisava enfrentar a situação mais difícil do mundo. Tive que arrancar a coragem de algum lugar escondido dentro de mim e começar a explicá-lo.
What If - Coldplay
- Eu não queria que você descobrisse dessa forma... - murmurei dando um passo em sua direção, mas repensando ao notar que Edward não queria muita aproximação até que eu explicasse tudo.
- Então Gio e Constanza estavam falando a verdade? Você é uma... princesa? - ele retrucou incrédulo e eu assenti. - Que merda é essa, Bella?
- Eu venho de uma tradicional família de San Marino, a família real de lá, e isso me torna uma... princesa.
- Você... uma princesa? - ele repetiu ainda não acreditando.
- Meu pai é Charles I, rei regente de San Marino. E eu sou a primeira sucessora do trono.
- Além de você ser uma... princesa, você ainda vai ser... rainha?
- Só quando papai morrer. Isso vai demorar anos, se Deus quiser. Enquanto isso, eu sou apenas uma garota na universidade tentando ser o mais normal possível.
- Você não é! - Edward gritou jogando os braços para cima e me encarando espantado. - Você é uma princesa e tem seu próprio país, estado, sei lá o quê para governar. Eu pensei que te conhecia, Bella...
- Mas você me conhece! Fui eu mesma esse tempo que nós nos conhecemos, nunca menti em relação a nada para você.
- Só o fato de você ser uma princesa, não é? - ele retrucou dando uma risada sem vida. - Por que você não me disse antes?
- Eu não tinha coragem para contar, principalmente quando você falava mal da família real inglesa. Não queria que você me visse dessa forma, apenas como uma princesa que tem tudo na hora que quer.
- Agora eu não sei mais como te ver...
- Veja como você costumava me ver. A Bella que quer ser escritora e não sabe beber. Que passou tempo demais debaixo da asa dos pais e agora está começando a viver como qualquer outra pessoa.
- Como qualquer plebeu, não é? Eu sou algum tipo de rebeldia de princesa?
- Não! Você não é uma rebeldia que estou cometendo, Edward...
- Então você simplesmente gosta de ir contra a vontade de seus pais e se diverte com caras como eu?
- Por que você está dificultando tudo? - murmurei sentindo meus olhos ardendo com as lágrimas já brotando. - Eu errei em esconder isso de você, mas agora você já sabe tudo.
- Como você não vê que isso não vai dar certo? - ele perguntou apontando para nós dois. - Nós somos de mundos totalmente diferentes, Bella. Eu sou um estudante de Artes pobre e você é... uma princesa!
- Pensei que você tivesse a mente um pouco mais aberta, que não fosse preconceituoso dessa forma.
- O problema não é só eu, são os outros. Seus pais, por exemplo. Você realmente acha que eles vão ficar felizes em saber que você está com um plebeu? E o que seus súditos vão dizer, hein?
- Meus pais nem ninguém têm nada a ver com o que faço de minha vida a partir do momento que eu deixei aquele castelo e vim morar aqui. Se eu estou ou não com um plebeu, é um problema meu. E o fato de você ser estudante de artes ou pobre não me interessa. Eu gosto de você pelo o que você é, e principalmente pelo o que você me fez ser desde que nos conhecemos.
Já não conseguia mais controlar as lágrimas de raiva quando comecei a falar o que estava vindo a minha mente. Eu não queria perder Edward por causa de algo que eu não pedi para ser, mas sua relutância só piorava a situação. Ele tinha razão: éramos de mundos totalmente diferente, eu era rica, bem nascida e iria governar um estado enquanto ele precisava trabalhar até tarde em um bar e mostrar que seu talento era válido. Mas isso não nos impediu de ter alguns dias normais como qualquer outro casal.
- O fato de eu ser uma princesa muda tanto assim? - perguntei sentindo as lágrimas quentes descendo por minhas bochechas. - Se você não tivesse descoberto isso hoje, amanhã ainda seria o Edward que eu conhecia; atencioso, inteligente e que não está nem aí para o que as pessoas falam.
- Eu não sei... - ele murmurou apertando a nuca com uma mão e grunhindo de frustração. - Eu não sei como vou conseguir conviver com o fato de você ser uma princesa que, sei lá, pode virar rainha a qualquer momento. Isso é complicado demais, Bella...
- Complicado como? Eu não vou mudar só porque você sabe sobre minhas origens e esperava que você também não mudasse quando descobrisse isso, mas vejo que estou enganada.
- Você realmente é iludida a ponto de achar que tudo vai ficar normal entre nós dois? Não seja tão estúpida dessa forma.
- Não me chame de estúpida! - gritei o empurrando pelo peito e descarregando a raiva que eu tentei controlar até aquele momento. - Você nem ninguém tem direito de me chamar de estúpida ou iludida ou dizer que eu vivo em um mundinho perfeito. Porque eu não vivo! Porque cada maldito dia que passa eu tento provar a todos que eu sou mais que uma princesinha super protegida e eu realmente esperava que fosse entender mais.
- Bella, não é bem assim... - Edward tentou segurar meu pulso, mas eu afastei com outro empurrão.
- Vaffancullo, Edward! Porque você estava certo; eu sou iludida demais para acreditar que nós dois iríamos a algum lugar.
Eu nunca havia xingado alguém, ou saído de um ambiente batendo a porta sem dizer mais nada, mas eu não aguentava mais ficar na presença de Edward depois que ele fez exatamente como os outros; me julgou achando que me conhecia completamente só porque eu era da realeza. Ninguém conhecia a verdadeira Bella por trás de roupas caras e joias reais, e meu coração se comprimia a cada degrau que eu descia correndo na esperança de que ele estivesse correndo atrás de mim para se desculpar. Mas Edward não veio, e eu entrei no pub como um furacão.
Alice estava em nossa mesa tomando um pint de cerveja com Gio e Constanza, e os três se levantaram ao me ver apressada e com lágrimas molhando meu rosto.
- Bella, você está bem? - Alice murmurou preocupada quando agarrei minha bolsa e joguei sobre o ombro.
- Eu só... quero sair daqui. Por favor.
- Foi um prazer conhecê-la, alteza. - Gio disse fazendo uma reverência discreta e eu dei um sorriso sem vontade para ele.
- O prazer foi meu, senhor Gio. Com licença.
Fazia parte de mim o protocolo real, eu ter que interagir com meus súditos e sempre ser simpáticas como ele. Assim como eu precisava aceitar que meu futuro já estava traçado e eu tinha um dever a ser cumprido daqui a alguns anos, mas não isso me impedia de viver a vida que eu escolhi. Mesmo que eu tivesse decepções como a que acabara de ter achando que eu tinha encontrado alguém que me aceitaria independente de quem eu era. Isabella Swan, a princesa, ou Bella, uma simples estudante de Literatura.
Não preciso nem traduzir o que Bellinha mandou Dudu "fazer" né? Pois é... torta de climão entre os dois. Mas garanto que logo os nervos vão acalmar e logo teremos esses dois em paz. Então, nada de me mandar ameaça via review, tweet ou forms HAHA E se coloquem um pouco no lugar de Dudu; como vocês iriam se sentir caso descobrissem que a pessoa que você está saindo é herdeiro de um trono? Complicado...
E pra quem tiver curiosidade em conhecer o cafofo do Dudu, fotos de um apartamento que eu achei a cara dele estão postadas no tumblr. É só dar uma passadinha lá e rir ;D
Próximo post dia 14/02, alright? Bêzzo
