Disclaimer: Inuyasha não me pertence, pertence a nossa querida Rumiko Takahashi :D
Ficwriter: Bulma Buttowski.
Boa leitura a todas minhas leitoras lindas! :)
Aviso: Leiam com emoção e entonação! Hehehe (:
Sacrifices of a Lord.
Capítulo 9: Cavaleiros negros.
Os dias se passaram... Eles ainda caminhavam juntos pela floresta. Com pouco diálogo, pouca troca de olhares, sem nem ao menos pronunciarem seus nomes. Nenhum movimento involuntário, nem batimentos cardíacos acelerados, nada... Nada além de seus corpos andando sozinhos pela trilha da floresta rumo ao Oeste. Ele havia se recuperado totalmente e a ela havia comprado outro quimono. Mas não foi o suficiente e o estresse só aumentou. Ela cansada de andar e de não saber de nada. – Eu deveria ter tomado um caminho diferente. – Pensou a humana de braços cruzados quase bufando até tropeçar num outro galho de árvore e quase cair de cara no chão... De novo.
Bufou e literalmente engoliu um xingamento, apertou a própria mão em punho e respirou bem fundo para se manter a calma.
– Deveria prestar mais atenção. – ele falou.
Rin olhou para Sesshoumaru que estava com o corpo ligeiramente virado para direção dela com um olhar tão frio e vazio que arrepiava a sua espinha. – Como alguém consegue ser assim? – perguntou-se mentalmente.
Ela não respondeu a afirmação anterior. Realmente não estava com cabeça para bater boca com aquele yokai e nem queria. Se quisesse saber sobre sua vida tinha que ignorar o gelo daquele ser frio. Se bem que não tinha obtido nenhum progresso, nenhuma informaçãozinha, nada de nada e...
Rin fechou os olhos, respirou fundo e começou a colocar para fora tudo que estava sentindo naquele momento.
– Estou com fome... – disse por fim.
Ele virou o rosto olhando para trilha ignorando-a e ela percebeu. Irritada, começou a reclamar mais ainda.
– Estou cansada, com sono, meus pés doem, preciso de um banho, uma roupa nova, tomar água, não sei quem eu sou e você não me ajuda! Por que não fala comigo? Ai! Estou estressada, já disse que meus pés estão machucados por eu tanto tropeçar em galhos secos? Ei! – ela o chamou quando percebeu que estava falando sozinha. – Ei! – novamente chamou-o e começou a correr atrás do daiyokai. – Ei, me espera! – gritou. – Ai! Como você é chato! – reclamou.
Rin não sabia, mas Sesshoumaru estava começando a ficar estressado com as atitudes infantis dela! O daiyokai estava num humor horrível, afinal já tinha se desacostumado com o jeito impaciente de Rin. Porém, em alguns sórdidos momentos sua mente aliviou como um anestésico, uma droga que não consumia há décadas. Sorria internamente e inconscientemente. Ele, Sesshoumaru, Lorde das Terras do Oeste, por um momento estava feliz... Talvez essa felicidade interna pudesse modificar seu humor ligeiramente alterado pela mocinha que estava atrás de si. Sem querer o jovem yokai sorriu rapidamente...
– Pare de reclamar, pense que você está viva... – disse o Lorde sem olhá-la.
– Do que adianta estar viva e não poder fazer nada? Saber nada? Usufruir nada? – Bufou a humana.
Sesshoumaru não respondeu e somente seguiu pela floresta ignorando a menina como sempre fazia. Uma hora ela iria pára de choramingar e seguir viagem com ele calada. Todavia não foi isso que aconteceu...
Ela parou de andar e sentou-se de baixo de uma árvore. Seus pés realmente estavam doendo e também estavam machucados, por que ele não compreendia isso? Ela estava realmente com fome e queria dormir um pouco. Tentar recordar um pouco de sua vida; queria colocar os neurônios no lugar e responder as próprias perguntas, mas parecia que estava sendo uma missão terrivelmente difícil. A doce menina encolheu os ombros e abraçou o próprio corpo, depois do gelo de Sesshoumaru ela poderia ficar ali sozinha, afinal não ia adiantar nada ficar adulando ele... Pelo menos era assim que ela pensava.
– Baka! – falou mentalmente. – Eu sou mesmo uma idiota!
Sesshoumaru parou, sentiu o cheiro de tristeza e angustia vindo de Rin. Olhou para trás e não viu uma criança emburrada e sim uma mulher adulta confusa e perdida. Regressou e parou em frente a Rin, abaixou-se e a fitou. Durante alguns milésimos de segundos, ele a encarou intensamente buscando em sua memória informações que poderiam ser úteis a serem ditas naquela hora e ao mesmo em tempo que fazia isso ele se perguntava o que porquê de está tão empenhado em dizer aquela humana algo que nem mais lhe interessava... Bem, não adiantava mais. Se perguntar só iria lhe trazer mais dor de cabeça.
Respirou com certa tranqüilidade e olhou para os lados a fim de se livrar logo daquilo.
– Seu nome é Rin. – começou – Você vive numa aldeia de humanos onde há uma exterminadora de yokais, um meio-yokai, um monge e duas sacerdotisas e o que parece é que você trabalha para o Imperador. – inconscientemente o Lorde franziu o cenho na última parte, abominando as próprias palavras. Bem, a principio ela apenas sorriu timidamente.
Sesshoumaru também tinha suas dúvidas em relação a Rin. Ele não mais a conhecia como antes, também não tinha como, passou anos e anos longe dela, inevitável não saber nada sobre sua vida, na verdade, ele também estava um pouco curioso para saber um pouco mais que o necessário sobre a vida daquela humana. Uma curiosidade que vinha crescendo a cada dia... Aquilo já estava virando uma batalha interior muito incômoda para ele... Porém o mesmo acabou ignorando.
Rin o olhou profundamente tentando guardar cada informação que ele lhe dizia. Puxou as pernas e abraçou-as ainda mais e fitou seus pés machucados... – Não é suficiente... – Ela queria mais, saber mais, aquilo não eram informações suficientes, porém contentou-se com aquilo. Pelo menos por enquanto...
– Obrigada... – disse bem baixinho.
– Agora podemos continuar. – afirmou o Senhor Feudal – Há um vilarejo de humanos aqui perto. Lá você poderá descansar tranquilamente, repor suas energias. Temos muito que andar ainda até as Terras do Oeste.
– Tudo bem...
Rin se esforçou um pouco para se levantar. Ia tentar caminhar o mais rápido possível, pois já estava escurecendo. Logo não enxergaria os galhos e aí sim seus pés ficariam mais machucados ainda! Mesmo com dor, Rin deu uma olhada para Sesshoumaru, estava há alguns poucos passos atrás dele.
– Por que sinto um aperto no peito quando vejo esse homem? – pensou a moça fitando as costas do daiyokai. – É melhor esquecer. Afinal, nada faz sentindo!
A jovem humana estava tão distraída com seus pensamentos que nem percebeu que o yokai havia parado. Ela tomou um susto quando percebeu que estava muito próximo do jovem Lorde.
– Sinto muito. – seu coração só faltava sair pela boca pelo grande susto!
– Seus pés... – disse o daiyokai e Rin rapidamente olhou para seus próprios pés – Estão sangrando muito... – ele estava olhando os pés de Rin totalmente preocupado.
– Você está preocupado? – perguntou inocentemente.
Ele não respondeu, virou de costas e abaixou-se. – Suba! – ordenou. – Seus pés estão muito feridos, assim não conseguirá andar amanhã.
Rin ficou boquiaberta, não esperava uma atitude assim do homem e meio receosa subiu e logo voltaram a andar pela floresta.
– Obrigada novamente... – agradeceu com a cabeça encostada nas costas de Sesshoumaru.
Já o Lorde admirou-se pela atitude que teve, não esperava de si mesmo uma preocupação tão grande com ela. Estava ele agindo por impulso?
– Não interessa! – pensou o Senhor Feudal. – Não é bom pensar nessas coisas. Perguntas só geram mais perguntas.
Não demorou muito para que eles chegassem ao vilarejo, Sesshoumaru disse que ficaria dentro da floresta esperando que ela descansasse e Rin seguiu até a vila alojando-se rapidamente. Tomou um banho bem demorado, vestiu um novo quimono, fez um curativo nos pés e dormiu como anjo. Finalmente estaria descansando depois de uma longa viagem.
Yuuki já estava impaciente de estar com Dalila que falava por demais sobre Hime-san. Em alguns momentos planejou até como mataria sua própria irmã. – Cobra chata! – pensou já com os neurônios a flor da pele. Por sorte, a viagem de volta ao Paraíso de Dalila já estava acabando, só restava um pouco mais que duas milhas para terminar. E finalmente se livraria de sua irmã chata.
– Só mais um pouquinho. – disse bem baixinho o jovem Yuuki.
Dalila tinha uma grande missão. Cuidar de Hime-san até o dia planejado que seria no final do inverno e se falhasse em sua missão seria queimada viva. E a última coisa que queria era morrer queimada por seu chefe.
– Hime-san... Onde estás?
Dalila era uma yokai um pouco diferente. Poucos notavam que ela era de fato uma yokai, pois sempre permanecia na sua forma de monstro. Uma serpente. Raramente ficava na forma humana por lhe custar muito esforço, mas só na forma humana que podia recuperar-se de qualquer ferimento ou ataque. A criatura em sua forma humana era muito bonita. Cabelos loiros e olhos vermelhos, uma pele branca como a neve e uma voz de anjo. Era alta e tinha um corpo esbelto. Tinha um dom impressionante de ler mentes e rapidamente se apegava as pessoas. Era muito fiel aos seus chefes, mas ultimamente, não estava agindo como deveria...
– Dalila, seja bem-vinda ao seu paraíso. – disse Yuuki mostrando o caminho até os limites do Paraíso de Dalila. – Daqui não posso mais avançar. Recupere-se e volte para sua missão, Dalila.
Ela nada falou e apenas seguiu até seu lar.
– Acinzentado, cheio de galhos secos, certamente meu paraíso.
Yuuki virou-se e fechou os olhos. Ele também tinha sua missão. E iria atrás de seu alvo, afinal, no final tinha sua recompensa. Grande era sua recompensa!
– Humpf! Dane-se os planos desses loucos, quero somente minha recompensa. – e como uma faísca Yuuki correu pela floresta adentro, desaparecendo entre os arbustos.
Dalila viu seu irmão indo embora e se pergunta o por quê dele não querer entrar em seu paraíso. Enfim, ela não queria saber agora, pois nesse momento apenas queria se recuperar de seus ferimentos. Atravessou o jardim sem vida e sentou-se na única árvore que não perdia suas folhas no outono.
A árvore da vida.
Lá recuperaria seus poderes e ficaria mais poderosa e resistente. Conseguira até ficar mais tempo na forma humana. Sentou-se numa das grandes raízes da grande árvore e com seu poder psíquico fez com que uma maçã desgrudasse do galho e fosse diretamente a sua mão.
– Nyah! Eu falei para Hime-san comer a maçã, mas que menina teimosa! Não me ouviu! E agora está perdida no bosque... – A criatura mordeu um pedaço da fruta e fechou os olhos.
Os raios de sol já não conseguiam mais penetrar nas Terras do Leste. Nuvens pesadas e negras rondavam o feudo como um grande capuz negro. Yuri havia matado muita gente na curta batalha que houve ali, agora a alma de todos estavam presas naquele lugar servindo como escravos para construção de algo totalmente maligno. Um grande campo de holocausto estava sendo preparado. Um grande buraco em direção ao centro de Terra, assim como uma grande mesa para sacrifício.
Zumbis feitos de restos de carne humana e com barro e sustentados por almas perdidas estavam trabalhando com muito fervor sobre o comando de Yuri. Grandes máquinas feitas de madeira foram feitas, também armas e armadilha para futuros inimigos.
– Soounga... O que desejas mais?
– Traga-me ela... Se ela estiver aqui... Certamente os filhos de Inu no Taisho virão também.
– Sim, eu a trarei.
Yuri baixou a cabeça e saiu de seu alojamento onde estavam os vasos de flores vermelhas e a grande bola com o olho que tudo vê.
O Lorde das Terras do Leste seguiu até a entrada de seu castelo, onde estava uma grande cavalaria de zumbis negros. Almas cobertas por quimonos negros montados em cavalos negros que eram cegos. Todos estavam prontos, era só ordenar que os escravos malditos de Yuri seguiriam fielmente sua ordem e a ordem era muito simples:
– Tragam Rin. A humana de cabelos negros e pele branca, de voz macia e de beleza divina. Tragam Hime-san. Viva... – ordenou o Lorde das Terras do Leste.
Os portões do castelo foram abertos e rapidamente os cavaleiros negros seguiram rumo a floresta a procurar Rin.
O vento havia dado a eles uma informação valiosa: A localização de sua presa. Que se encontrava numa vila próxima das Terras do Oeste.
Inuyasha estava há dias rodando pela floresta sem saber o quê fazer. Não podia voltar para o vilarejo! Todos iam perguntar sobre Rin e não o deixaria em paz.
– Feeeh! E agora o que eu faço?
O meio yokai já estava tão neurótico que rodava em círculos e coçava a cabeça pensando em mil e uma desculpas em dar a Kaede e Kagome. Sabia que ela perguntaria coisas demais e não podia dizer nada, não podia falar sobre o fato que Rin havia se encontrado com Sesshoumaru e o fato também que ele não queria vê-la mais. Raivoso, sentou-se no chão com as pernas e os braços cruzados, estreitou o cenho e bufou umas quatro vezes.
– E agora? E agora? – falou mais uma vez. – O que eu faço?
Inuyasha não teve outra opção, decidiu voltar ao vilarejo. Pulou sobre os galhos das árvores em rumo ao vilarejo, sabia que Kagome e os outros ansiavam por sua volta.
Agora não tinha mais volta, ele iria enfrentar todos de uma vez por todas... Nem que para isso ele precisasse mentir.
– Uma mentirinha na o vai fazer mal a ninguém... – concluiu sua epifania.
Dalila já estava recuperada e tinha suas forças de volta e decidiu que iria atrás de Hime-san. Saiu do Paraíso as presas e atravessou o bosque. Mas, quando chegou perto de um riacho olhou que do outro lado e viu que estava passando uma cavalaria apresada de cavalos e homens negros.
Assustou-se ao ler a mente de um. Estavam atrás de Hime-san! Sua respiração faltou-lhe por alguns segundos e deu alguns passos para trás. Yuri estava por atrás daquela comanda! Era sombrio de mais, forte de mais e totalmente maligno. Infelizmente Dalila não conseguiu ver o motivo por quais todos aqueles homens estarem atrás de Rin, por sorte conseguiu uma informação valiosa. A localização exata da humana.
Ela estava numa vila perto o Território Oeste, isso já era muito útil.
– Rin está em grande perigo! – Dalila apresou o passo e correu em direção a sua princesa.
Ficou em forma de serpente e passou por todos os cavaleiros pegando um atalho pela cachoeira.
Os Cavaleiros negros iam a toda velocidade em direção ao vilarejo onde Rin se encontrava, desceram as montanhas e logo começaram a atacar a vila. Atiçaram fogo contra as cabanas e mataram as pessoas com suas espadas, só queriam Rin e no meio de tanto sangue humano muito deles se atrapalharam e estavam com certa dificuldade de encontrar Hime-san.
Os gritos começaram ecoar por todo local e Sesshoumaru logo se espertou, começou a correr até o vilarejo e sabia que Rin estava correndo perigo, mas com tanto sangue e fumaça Sesshoumaru encontrou dificuldades de encontrar Rin e enquanto procurava teve que matar alguns cavaleiros que o impediam de chegar até a humana.
Os zumbis não morriam facilmente já que de fato estavam mortos eram apenas criaturas infelizes que estavam sendo sustentadas por almas perdidas. Sem muita paciência Sesshoumaru sacou Tenseiga e purificou muitas almas que estavam em seu caminho e no embalo acabou ressuscitando alguns humanos. Porém, nada de Rin.
Dalila aproveitou a confusão e encontrou Rin numa cabana um pouco mais distante das outras. Ela tentava sair de baixo de um pedaço de madeira que havia caído sobre sua perna direita. Dalila rapidamente ficou em sua forma humana e a ajudou.
– Vamos Hime-san! Temos que sair daqui! – disse Dalila puxando Rin para fora da cabana que já estava em chamas.
– Espere! Eu tenho que avisar...
– Não! Depois conversamos! – Dalila a interrompeu e acelerou mais ainda o passo quando percebeu que Rin estava inalando muita fumaçae estava começando a tossir.
– Rápido! Rápido! – apressou a serpente.
Dalila correu com Hime-san rumo a floresta longe dos Cavaleiros negros que já tinha descoberto o localização de dama. Rin olhou para trás e viu Sesshoumaru lutando com um cavaleiro, tentou se soltar de Dalila, mas ela não deixou.
– Sesshoumaru... Sesshoumaru-sama! – chamou o Lorde. – Solte-me, solte-me, deixe-me ir!
– Não Hime-san! Não estás vendo que não estás em seu juízo normal! Sesshoumaru não está aqui! – Dalila continuou a puxá-la, mas Rin resistia.
– Solte-me! Solte-me! – Rin usou toda a sua força e soltou-se de Dalila e começou a correr até Sesshoumaru. Enfiou-se no meio da fumaça ignorando a dor na perna e os cavaleiros negros que começaram a seguir.
Ela olhava para um lado e olhava para outro e não conseguia mais o encontrar. Chamou-o mais de uma vez, mas parecia que ele não a ouvia. Rin fechava seus olhos com força e lágrimas desciam em seu rosto. A fumaça já estava lhe fazendo muito mal, tão mal que já não estava mais conseguindo respirar, andava que nem uma barata tonta sem saber por onde seguir e de fato estava perdida. Podre humana! Sem saber a quem pedir socorro!
Um cavaleiro negro aproximou-se de Rin e a quase raptou se não fosse por Dalila ter puxado seu braço com força e a levando dali rapidamente. Entre a fumaça Dalila conseguiu abrir um caminho até a entrada da floresta. Dois ou três cavaleiros as seguiam com muita rapidez, eles tentavam encurralar as duas atacando com flechas que tinham bolas de fogo e até mesmo com espadas, o Lorde, que já tinha percebido o alvoroço, correu em direção aos Cavaleiros e notou que duas mulheres corriam rumo à floresta. Uma tinha cabelos loiros e a outra cabelos negros e que estava ferida, forçou mais um pouco a vista e percebeu num estalo que ela era a Rin. Correu até os homens e seus cavalos e os atingiu com um único golpe de Tenseiga os fuzilando de uma só vez.
– Sesshoumaru! Sesshoumaru-sama! – Rin o chamava-o com uma mão estendida, mesmo sendo puxada por Dalila. – Solte-me! Solte-me! Estranha!
– Não posso Hime-san. – as duas entraram no bosque e saíram da vista dos cavaleiros e de Sesshoumaru.
O Lorde tentou segui-las, mas foi impedido por uma barreira. Olhou para trás e viu que a vila tinha sido totalmente destruída. E ainda algumas cabanas estavam pegando fogo, havia muita fumaça e muitas pessoas mortas. Sacou novamente Tenseiga e rapidamente ressuscitou todos que estavam mortos e logo em seguida saiu da vila indo em direção ao bosque atrás de Rin.
Um cheiro de fumaça incomodou Inuyasha e aquela fumaça vinha da vila. Apresou o passo e viu tudo pegando fogo. Kagome e Sango lutavam intensamente contra vários yokais que atacaram sem motivo nenhum o vilarejo.
– Ferida do Vento! – Inuyasha sacou Tesaiga e rapidamente atacou matando todos os yokais em um só golpe.
– Inuyasha... Você voltou! – Kagome correu e abraçou
– Kagome você está bem?
– Estou, mas e você? Você está bem? Você sumiu! Por que você sumiu? Onde você esteve esse tempo todo? Você sabia que a Rin também sumiu? Você sabe onde ela está?
– Calma Kagome! – Inuyasha afastou-se de Kagome e coçou a cabeça. – Nossa! Pra quê tantas perguntas?
– Inuyasha-kun, Kagome-sama! – Sango se aproximou. – Depois vocês conversam! Temos que apagar o fogo aqui!
– Hai! – disse os dois indo ajudar a apagar o fogo.
Depois de ajudar a apagar o fogo todos se reuniram na frente da casa da Sango. Já era muito tarde da noite e alguns aldeões se ajeitavam para poder terem um pouco de noite de sono. Alguns dormiam com amigos e outros familiares cujas cabanas não tinham sido atingidas.
– He, He! Inuyasha-kun! Fala, onde é que você se meteu todo esse tempo? – disse Miroku sentando-se do lado do amigo.
– Feh! Não é da tua conta monge safado!
– Ei! Não e ofende! Sou um cara curado! Tenho uma linda esposa e uma grande família feliz! Para nossa alegria né?
– Feh! – Inuyasha virou o rosto e fechou a cara.
– Inuyasha... – Kagome chamou a atenção do meio-yokai. – Onde você esteve? Fala para mim... – Kagome estava com os olhos tristes e vazios sabia do fundo do seu coração que Inuyasha não iria falar a verdade.
– Eu... Eu... – ele estava nervoso não sabia o que inventar. – Eu fui atrás da Rin... Eu vi quando ela estava arrumando as coisas dela, mas não sabia que ela ia fugir... Desculpa, mas eu não consegui alcançá-la. Ela sumiu no meio da floresta... – ele baixou a cabeça tentando ser mais convincente, queria que todos acreditassem nessa pequena mentirinha.
– Mas, por que Rin-chan iria fugir daqui? – Perguntou Sango.
– Talvez para encontrar Sesshoumaru, vai vê ela cansou de esperar por ele e resolveu ir atrás de uma resposta! – disse Miroku.
– É... Certamente Rin-chan não iria ficar a vida inteira esperando pelo Sesshoumaru. Mas, ela devia ter avisado a gente. – comentou Kagome.
–Talvez... – começou Inuyasha olhando para os lados e chamando a atenção de todos ali. – Ela não tenha avisado nós por causa da velha Kaede... Talvez... – fitou as estrelas. – Ela queira resolver sozinha isso... Afinal ela não é mais criança...
– Você tem razão Inuyasha... Kaede abomina a idéia da Rin se reencontrar com Sesshoumaru. – Miroku cruzou os braços e ficou pensativo. – Só não entendo o motivo para isso...
– Hey! Inuyasha! – exclamou Shippou – Finalmente você resolveu aparecer.
– Ai seu peste! Pare de me encher! Vai arranjar algo para fazer, vai, vai!
– Inuyasha... Você está falando a verdade né? Você não conseguiu pára a Rin-chan... Né? – Kagome perguntava olhando intensamente para Inuyasha.
– Feh Kagome! – Inuyasha se levantou e saiu em direção a uma árvore. – É claro que falei a verdade... – Inuyasha saiu andando e olhou o céu que tomava uma cor de lilás com azul. O dia já estava amanhecendo.
– Kagome-sama... Dá um tempo pra ele tá? Vamos deitar? – Chamou Sango.
– Já estou indo Sango-san... – suspirou a jovem sacerdotisa. – Essa não é a verdade... Por que você não diz a verdade... Inuyasha? Por quê?
De longe numa árvore que ainda estava coberto pela escuridão da noite Yuuki observava toda a situação. Olhava a reação de Inuyasha e de Kagome. E de todos os amigos que rodeavam eles dois.
– Hum... Então é aquela... A sacerdotisa Kagome e aquele é o meio-yokai que me falaram. Bem, acho que isso vai ser muito divertido! – sorriu o yokai.
Dalila e Rin corriam pela floresta a todo vapor, estava tão escuro que nem perceberam um tronco de árvore caído no meio da estrada e as duas acabaram tropeçando no mesmo. Rin bateu com força a cabeça em outro tronco caído e Dalila caiu sobre o gramado. Rapidamente ela levantou-se e foi acudir Hime-san.
– Hime-san, Hime-san! Você está bem? Hime-san, Hime-san!
– Ai, ai, ai minha cabeça! – Rin abriu os olhos e fitou Dalila a estranhando. – Quem é você?
– Gomen, sou eu, Dalila! Estou na minha forma humana. – sorriu timidamente.
– Dalila-san! Você é linda na forma humana, nossa! Impressionante... Bem... Onde estamos? – falou Rin com a mão na cabeça.
– Ai meu Deus... Você está bem! Graças aos céus! – A serpente abraçou a humana com todas as suas forças. Queria ter a certeza que ela estava bem.
– Eu não me recordo de nada depois que entramos no bosque. O que aconteceu?
– Gomen, gomen, mas também não sei... Uma barreira não me deixou passar e acabei me perdendo de você... Eu não faço a mínina idéia de como a senhorita chegou aqui.
– Lembro-me de ter tropeçado e caído e depois daí tem um vazio na minha mente. Não consigo me recordar de absolutamente nada...
– Creio que a senhorita tenha perdido a memória, ou algo assim, quando a encontrei na vila fala coisas sem sentido nenhum e clamava por alguém chamado Sesshoumaru-sama.
– Sesshoumaru? Sesshoumaru-sama? – Rin falou baixinho.
– Bem, agora não importa Hime-san, o importante é que você está bem. – Dalila respirou um pouco e continuou. – E agora o que faremos?
– Primeiro me explique o que está acontecendo. Por que você me tirou daquela vila?
Nesse exato momento Sesshoumaru estava atrás de uma árvore só ouvindo a conversa das duas. Depois de ter dado a volta no bosque encontrou um furo na barreira. Quem quer tenha feito a barreira ainda era amador e não sabia fazer muito bem. Chegou bem na hora em que Rin e Dalila estavam iniciando o diálogo. Agora ele tinha a prova que ela havia perdido a memória, só que depois do baque ela havia recuperado a memória.
– Lorde Yuri está atrás de você... Você tem que fugir. Hime-san, você tem que fugir daqui. Ouvi dizer que esse Lorde Yuri é um cara cruel. Ele certamente irá lhe seqüestrar para lhe fazer algum mal... E...
– Dalila! – chamou-a. – Eu não o conheço muito bem, mas sei que ele é capaz de fazer muito mal e é por isso que eu vou atrás dele. Se ele quer minha presença e então é isso que ele terá!
– Hime-san... Não podemos...
– E antes de irmos lá, vamos passar num local, preciso pegar uma coisa. – falou Rin se levantando. – Tenho umas coisinha para me acertar com esse Lorde...
– Hime-san... – Dalila tentou argumentar, mas acabou desistindo. – Se é o que deseja...
Rin olhou para o lugar onde Sesshoumaru estava e sentiu que ele estava ali, mas não conseguiu vê-lo. Seu coração apertou e apesar de tudo ela ainda estava magoada com ele. – Será que esse tempo todo que estive "apagada" eu estive com ele? Será? Bem não importa... – pensou Rin ainda fitando a árvore – Vamos Dalila, temos que seguir o nosso caminho.
– Certo Hime-san. Ah! Sim e sua perna? E ainda está ferida... Não vai fazer nenhum curativo?
– Não se preocupe, logo, logo sarará! Você vai ver. Eu sou bem forte! – sorriu a princesa.
– Eu falei para senhorita comer a maçã, por que não me escuta? Não confia ainda em mim.
– He, He, He. Não é isso querida Dalila. E é claro que confio em você. – sorriu a dama.
– Bem, não parece...
– Pare Dalila... Ta bom?
As duas saíram andando quando viram que o sol já ia aparecer. Alguns minutos depois os raios solares começaram a iluminar o bosque, raios esses que iluminavam o rosto de Sesshoumaru que aos poucos começou a se incomodar com a luz e sair dali rumo ao Oeste.
– Menos uma preocupação para mim. Ela que cuide de sua vida... – mesmo falando aquilo o Lorde se sentia culpado. Porém parou de pensar naquilo, não seria bom para ele.
Depois de alguns minutos andando pela floresta Sesshoumaru começou a escutar alguém lhe chamando. Uma voz irritante e desesperadora. E certamente Sesshoumaru já podia desconfiar de quem seria aquela vozeia tão chata.
– Sesshoumaru-sama! Sesshoumaru-sama! Sesshoumaru-sama! Sess-hou-ma-ru-sa-ma! – gritava Jaken pela floresta.
– Jaken... – Sesshoumaru virou-se e olhou o servo tonto andando de um lado para o outro atrás de seu amo.
– Ah! Sesshoumaru-sama! Finalmente lhe encontrei. – respirou um pouco o servo. – O senhor está bem?
Sesshoumaru o olhou e começou a andar.
– Espere Sesshoumaru-sama! Vamos voltar para as Terras do Oeste? É para lar que o senhor vai, estou certo?
– Sim, vamos voltar.
– Ai que bom! – suspirou o sapo. – Que bom...
– "Que bom"? Por que falas isso Jaken? Não consegue dá conta do castelo quando estou fora? Humph! Estou começando a duvidar de sua capacidade, Jaken.
– Não, não é isso senhor! É que amanhã o Imperador Imagawa irá visitar o Feudo Oeste.
Nessa hora Sesshoumaru parou de andar e olhou para o servo.
– Imagawa?
Agora tudo estava conspirando contra Sesshoumaru, mas ele ia reverter essa situação e seria naquele momento.
–Nota da autora: Eu voltei, voltei para ficar... (8) Olá! Olha quem ressuscitou do mundo dos mortos! EU! hehehehehe Pois é eu estou viva. Estou de volta, encontrei um tempo para ajeitar esse capítulo que já estava pronto há quase um mês e espero que tenham gostado. O próximo capítulo está com duas páginas feitas.\o/ Aos poucos estou a atualizando essas fics atrasadas e logo, logo estará tudo resolvido!
Obrigada pessoal pelo apoio e pelo carinho eu agradeço a atenção de todos.
Claro não posso deixar de pedir! REVIEW! Estou com saudades delas! Por favor, por favor, necessito delas tá?
Beijão,
Bulma Buttowski. (:
Agradeço as reviews anteriores a: Isis Silvermoon, Moonlight Mermaid, DINDA CULLEN, Safira Montenegro, Ma Cherie s2, Bella Taisho, SUSAN, bibbi, Coronel Mustang, Shiroi Tsuki Taisho
