Capítulo 09

- Tó... É pra você. – Michael estendeu a mão diante da jovem de cabelos roxos curtos e a abriu, fazendo uma bela jóia transparente em formato de losango aparecer presa a uma corrente prateada entrelaçada com os dedos dele.

Duas pessoas sentadas frente a frente diante de uma mesa baixa e simples. O jovem ruivo e as duas crianças haviam acabado de chegar e a recepção foi, para as crianças, muitíssimo calorosa, pois a saudade não era apenas dos pequenos. Agora as crianças brincavam do lado de fora enquanto os dois jovens estavam ali conversando.

- O que... O que é isso? – Haruka olhou surpresa, sentindo certa atração por ela, não somente pela beleza e delicadeza da pedra, mas algo mais a deixava com o olhar fixo na jóia.

- Ah... É uma coisa que eu comprei hoje de manhã. – Michael se limitou a responder.

- Hmmm! O aniki tá dando presentes para a hime, é? Olha lá, hein... Eu não quero um sacerdote do fogo de meia-tigela na minha mãe, hein... – Disse um menino com um certo olhar ameaçador que olhava da janela da cabana com sua irmã ao lado.

- Mamo-kun! – Haruka se levantou apressada sentindo seu rosto corar, então as crianças saíram correndo e rindo, voltando a brincar.

Haruka apenas sorriu e parou na janela para observá-las. Michael se levantou em silêncio e se aproximou da jovem para observar o que ela olhava sempre tão apreensiva e sorridente naqueles garotos. Após um tempo tentando entender isso, ele voltou o olhar na jovem a sua frente e passou as mãos pelo seu pescoço, o que a assustou.

- Wah! Mika-chan! Que susto! Não percebi que estava aí! – A jovem ia se virar, mas Michael a impediu de fazer isso.

- Espera, vou colocar o colar. – Ele resmungou enquanto tentava prender o colar e a menina se deu conta da pedra que pendia chegando à região do tórax.

-... Eu gostei muito. – Ela sorriu enquanto observava a pedra reluzir com a luz que vinha da manhã do lado de fora. Por algum motivo se sentia muito bem com aquela jóia.

-... É uma "Pedra da Água"... Assim cê tem a "proteção" da sua irmã muito melhor, né? – Ele comentou sem prestar atenção nas palavras e terminou de fechar o colar.

- Ah! Agora entendi porque gostei tanto do colar! – A jovem se virou de modo energético e sorriu meigamente. – Obrigada por se lembrar de mim.

-... Não tem porque toda essa felicidade... – Ele se direcionou a porta da cabana, pretendia sair para tomar um ar. "Lembrar de você?... O que foi inesquecível foi sua repulsa só de me aproximar..."

- O que foi? – Haruka o seguiu até a porta.

- Nada.

- Você nunca mentiu bem, Mika-chan. – Ela riu, baixinho, e ele parou as mãos diante da porta.

- Qual o problema? Eu só to incomodado de ficar aqui dentro. Não sirvo pra isso. – Ele abriu a porta e a jovem o seguiu.


- Mestre Uriel! – Chamou uma voz feminina que tentava alcançar um homem alto de longos cabelos e pele morena.

- Doll? O que houve? – O mestre observou a jovem se aproximar toda afobada.

- Não, nada. A cidade é muito bonita, não? – Ela avistou a bela cidade abaixo do monte em que se encontravam.

- Sim... Espero que Raphael e Jibrille não tenham dificuldades. Acho que a Jibrille se responsabiliza demais, às vezes... Isso desde nossa infância. – Uriel sorriu serenamente ao se lembrar do passado e começou a caminhar junto com a moça a acompanhá-lo.

Uriel e Doll caminhavam morro abaixo. Era um morro gelado, quase que coberto por uma fina camada de gelo. O tempo, apesar da proximidade do inverno, estava quase que estável. Doll estava apreensiva, terras novas, territórios novos, há muito tempo não pisava em lugares assim, mas seu olhar apreensivo tentava se defender de outra coisa também, apesar de ser uma criação de Uriel, ela possuía sentimentos e alma...

- Eu... Queria saber como seria se eu tivesse infância também. Será que teria sido mais feliz?... Será que teria conhecido o Mestre?... Quando penso na possibilidade de não servir o Mestre como sirvo agora... Eu prefiro ser o que sou mesmo. – Ela falou, mais para si mesma do que para seu Mestre.

- Doll... Quando penso nisso também... Quando penso que poderia ser diferente se eu não tivesse nascido com o destino de ser um sacerdote... Eu também não consigo imaginar como viveria se não fossem todas suas providências e cuidados agora. – Uriel tornou a sorrir, porém de forma mais gentil que o comum.

- Huhu... Tem razão. Se a vida é assim agora, não tem mais volta. Vamos em frente. – A jovem de longos cabelos ondulados e negros sorriu contagiante.

- Se tivesse volta, se pudesse mudar... Mudaria algo? – Uriel deu alguns passos à frente e estendeu a mão a jovem.

- Tudo. Queria ser viva, queria ter uma infância, queria ter conhecido mais coisas... Só uma coisa jamais mudaria. O fato de querer continuar a servir o Mestre Uriel. – Doll aceitou a mão do jovem Mestre.

- Haha. Doll... Você é viva. Pode não ter uma infância, mas ainda conhecerá mais coisas do que muitas pessoas. E, eu também jamais mudaria o fato de tê-la a meu lado como amiga e companheira de todos os dias. Agora, vamos em frente.


-... Está esfriando... Realmente, o inverno está chegando. – Haruka falou para si mesma, sentada na escada da pequena área da parte de frente da cabana. – É mesmo... Mika-chan! Como está? Já melhorou, né?

- Ahn?! Que pergunta. Não é óbvio? – Michael gritou de volta para ela. Ele se encontrava brincando com as crianças, com a menina pendurada em seu pescoço e o menino sobre seu corpo, sentado na grama gelada.

- Fico muito feliz por isso! – Ela gritou de volta e Michael se lembrou de alguns fatos e, deixando as crianças, foi em direção da jovem.

- Ei... Aquela noite... O que colocou... Na minha boca? – Ele perguntou ao se aproximar, tentando evitar o fato que havia ocorrido para que ela o fizesse engolir aquilo.

- Ah... Era um remédio... Com alguns efeitos colaterais, né... – Haruka olhou para baixo, evitando Michael.

- Quer dizer... Cê me drogou e me botou pra dormir? – Ele observou a atitude tímida dela e falou em tom sarcástico, não havia gostado da idéia de ter sido "dominado" por uma garota daquele modo.

-... É... Mais ou menos isso, né. – Ela falou até sem jeito e riu-se da entonação dele ao reclamar do ato.

-... Haruka... Você sabe... Sobre o fato de eu me aproximar de você... Te machuca, não é? – Michael se sentou ao lado da jovem.

- Ahn...? Como assim? É claro que não. Eu gosto muito de estar ao lado do Mika-chan. E mesmo que me machucasse por isso... Eu não deixaria de estar ao seu lado nunca. – Haruka sorriu singelamente.

Michael a observou, surpreso, era quase óbvio que ela não fazia idéia do que ele quisera dizer, mas mesmo assim, sua resposta... Soou tão dolorosa e, ao mesmo tempo, tão carinhosa. Estava começando a desejar mais tempo ao lado dela? Poder vigiá-la zelar por sua segurança de verdade... Como um guarda-costas de uma sacerdotisa.

- Hime! Conta pra gente a continuação da história antes de irmos embora! Por favor, por favor! – Mamoru e Yuuka apelaram, enquanto se sentavam ao lado dela.

- Claro... Por que não? - Haruka apenas riu gentilmente e afagou os cabelos dos dois.


A jovem princesa corria pelas ruas da cidade do deserto livremente, como uma criança, dava voltas e voltas, rindo e se divertindo, seria uma completa criança se não fosse por um simples fato: Seu belo corpo atraia olhares, seus movimentos e seu ar inocente apenas contribuíam para uma situação pior.

- Selphie... Não exagere. – Zell se limitou a pronunciar, não havia homem que não prendesse seu olhar ao seu belo corpo de adolescente nem que por segundos e ele não era uma exceção.

- Qual o problema, Zell? É tão, tão, tão divertido! Nunca me senti tão bem! – A jovem de longos cabelos negros ia dar mais uma volta, mas trombou com alguns rapazes.

- Ei, qual o seu problema, garota? – O primeiro reclamou.

- Ô, vai com calma... Olha só a garota. – O mais próximo sorriu malicioso.

- Perdoem-me. Têm algum assunto a tratar com minha mulher? – Zell envolveu Selphie pela cintura.

- Ih, deixa pra lá. Dessa vez, cê se livrou, garota. – Os rapazes foram embora, pelo menos, não desejavam confusão.

-... Eu falei para tomar cuidado... – Zell a libertou e suspirou.

- Nossa... Selphie Adamantis. Não soa tão ruim assim, não é, Zell? – A princesa sorriu ao se imaginar assim.

- Não diga coisas assim. Não se deve brincar com esse tipo de coisa, Selphie. – Zell passou a mão pela franja que teimava em cair sobre seus olhos.

- Qual o problema? Não é divertido? – Ela voltou a andar em passos alegres observando as pessoas e as barracas.

-... O único problema é... Até quando vai durar esse jogo de "Faz-de-conta"... – Zell falou mais para si mesmo do que para qualquer outro e se pôs a seguí-la novamente, ao menos não se sentiria entediado por um longo tempo.


- Aaaaaaaaaah, não, hime! Não pare a história! – Mamoru pediu.

- Ahahaha, Eu até acho que essa história está se tornando adulta demais para vocês. Acho melhor mudar de história. Havia me esquecido dos grandes dilemas e dramas desta história... Há muito tempo não a ouvia... – Ela sorriu singelamente ao se lembrar dos livros que sua irmã lia para ela e depois quando começou a lê-los por vontade própria.

- Tá passando do horário de pirralhos irem para a cama. – Michael disse um tom tedioso e se jogou no chão de madeira da pequena área da cabana, apoiando a cabeça nas mãos.

- Aniki chato! – Mamoru pulou na barriga de Michael que quase perdeu o fôlego.

- Mas ele tem razão. – Haruka se levantou.

As crianças reclamaram um triste "Aaah..." e Haruka apenas sorriu gentil.

- Que tal ficarem para o dia seguinte? – A jovem de cabelos roxos completou e as duas crianças se abraçaram a suas pernas. Michael se levantou e começou a dar os primeiros passos para deixar o local enquanto massageava o estômago, mas Haruka tornou: - Você também, Mika-chan. Preciso agradecer por tê-los trazidos aqui.

-... Vai me agradecer se fizer o favor de não deixá-los por aí, porque eles amam me incomodar nessas horas... – Ele apenas balançou a mão num sinal de "Até mais".

- Eu insisto... – Haruka se apressou para se aproximar e o abraçou carinhosamente pelas costas. – Por favor. Não vai ser o mesmo se não ficar. – Ela pediu em tom gentil.

Michael estava prestes a recusar novamente e se soltar da jovem, quando duas crianças o seguraram pelas mãos e pernas. Era óbvio que era quase um espontâneo, livre e por pura pressão, o "ficar para o dia seguinte".

-... E eu tenho opção agora...?


A noite já era alta, mas uma jovem de cabelos curtos se encontrava do lado de fora da casa, na mesma pequena escada do fim da tarde onde contara histórias às crianças e onde estivera conversando com Michael. Não tinha sono e a pedra que carregava lembrava algo muito estranho, além do fato de ser uma jóia que possui o elemento da água como regente.

- Não consegue dormir, é? – Um jovem de cabelos ruivos abriu a porta e saiu para se juntar a jovem encolhida num cobertor.

- Não está com frio? – Ela ofereceu um pedaço do cobertor.

- Não. Eu sou o Sacerdote do Fogo, droga. Quantas vezes vou ter que repetir isso? Além do mais, pare com o "Mika-chan" também. – Ele resmungou e se sentou ao lado dela, estava se sentindo irritado.

- Sei. Do mesmo modo quando ficou resfriado, né? – Haruka cobriu-o. – Não diga nem um "a" sobre isso. Eu já decidi por mim mesma.

Um tempo silencioso atravessou os corpos esfriados pela temperatura da noite. O silêncio era mais congelante que qualquer outra coisa. Haruka apoiou a cabeça no tórax do jovem e este não se moveu, começara a se sentir acomodado e mais confortável.

-... Mika-chan... O seu tórax... – Haruka começou e Michael sentiu sua face corar, o que ela queria dizer com aquilo?

- Hein? O que foi? – Ele perguntou, confuso.

- Tem algo... No seu tórax.

Michael quase deu um pulo para se afastar dela quando sentiu sua mão quente, diferente do resto do corpo, se aproximar da abertura de sua roupa até alcançar o tórax.

- O que é isso...? – Ela tocou algo duro, parecia uma pedra... Um colar?

Haruka se afastou, levando o cobertor consigo e ergueu a camisa de Michael, o que o deixava mais nervoso era o fato dela realizar aquilo com a inocência estampada em sua face.

- Pare com isso, Haruka! Que exagero! – Ele tentou abaixar sua vestimenta, mas ela o impediu.

- Eu quero saber o que era aquilo. É um colar ou o que? – Ela conseguiu levantar a roupa do jovem e se deparou com um colar idêntico ao seu, ao que ganhara dele.

- Mas... Mika-chan... Não era um colar... Da água...? – A menina perguntou, sem entender, ao passar o dedo suavemente pelo colar e, ao mesmo tempo, tocar a pele dele.

-... Você tem repulsa pelo elemento do Fogo, não é? – Ele desviou o olhar, tentando se acalmar e abaixando a veste.

-... Como... Como você sabe? – Ela perguntou, surpresa.

-... Quando você desmaiou e eu te levei até a cama. Você se remexeu, incomodada... Era a minha presença, não era? – Michael tinha um olhar vazio, não escolhia suas palavras e nem sabia o real fato que o levara a fazer aquilo, para ele, simplesmente, acontecera.

-... Quer dizer que... Está carregando um colar do elemento da água, sentindo esse incômodo o tempo todo e ainda me entregou o mesmo colar para que eu me sentisse melhor... Para que não se repetisse...? – Ela tinha um olhar melancólico e belo em sua face.

Michael não pôde deixar de notar. Como os olhos dela eram belos ao lembrarem melancolia... Assim como quando brilhavam de felicidade. O jovem ruivo não pôde evitar encará-la em seus olhos tão claros e, ao mesmo tempo, lembrando ser tão profundos e encobertos de um certo mistério.

-... Mika-chan... Por que... Quando... Fazemos isso... – Ela deu um suave beijo nele. – Esse tipo de repulsa não ocorre...? Será que ainda assim... Eu estou me machucando...?

O jovem Sacerdote do Fogo não pôde mais evitar... O toque tão suave de seus lábios e carregado de inocência o fez desejar mais, ansiar por mais, muito mais... Talvez até um ato de pura loucura, mas era o que realmente sentia, momentaneamente. Ele voltou a puxar sua cabeça quando ela terminou sua pergunta e deixou que seus lábios tivessem outro toque suave, mas agora, não poderia mais esperar.

- Espero que agora não mais... – Michael puxou o rosto dela contra o seu, sem esperar por reações dela, não queria mais esperar, quando ela atiçou o desejo por seus lábios, não conseguiu mais raciocinar para pensar em algo sensato.

Michael a beijou apaixonadamente, profundamente, deixando se levar pelo instante, sem que precisassem pensar o por que daquilo. Por algum motivo, os lábios dela o deixavam louco, fazia com que não raciocinasse e apenas desejasse... Ele não entendia o por que, mas no momento, aquilo não fazia diferença alguma.

- Mika-chan... O que... O que está... Fazendo...? – Ela tentou pronunciar entre os beijos que trocavam e o constante avanço dele sobre seus lábios. Era óbvio que desejava que aquilo nunca terminasse, porém, parecia loucura imaginar que ele estivesse beijando-a daquele modo.

- Esquece, Haruka... Não quero saber... Não me interessa... – Ele a abraçou com força e se virou, ficando sobre o corpo dela, retomando os beijos e os variando, beijando sua face, seu pescoço.

Ele não estava passando de um jovem de 17 anos naquele momento. Mas não era só isso que o motivava a continuar, na verdade, ser somente aquilo era impossível. Havia algo mais nela que não o deixava parar. Toda vez que ela o tocava, toda vez que acontecia de se beijarem... Não era um simples acontecer...

- Mi... Mika-chan... Pare... Pare com isso... – Haruka tentou afastá-lo suavemente, não obtendo resultados. Na verdade, não tinha forças para fazê-lo. Não era que sua presença a enfraquecesse, mas seus beijos a entorpeciam, queria e, ao mesmo tempo, não queria que ele parasse.

O Michael habitual que ele também conhecia, não respondia mais por seus atos. Não era a consciência de sempre que habitava seu corpo naquele instante, era uma consciência que desconhecia, que nunca tinha libertado. Michael desceu seus beijos de forma ousada, até que seus lábios se encontraram com a pedra do colar em forma de losango, cuja ponta inferior era de encontro com a junção do tecido do kimono que ela usava.

- Michael...! O Mamoru e a Yuuka estão aí...! O que vão pensar de nós? Pare com isso! – Haruka afastou o rosto dele o suficiente para que ele encarasse seu rosto corado.

-... Não vou parar por ninguém... Só se for egoísta e pedi-lo por você mesma. – Ele deu um suave beijo no pescoço dela e voltou sua concentração no pingente do colar. Beijou-o suavemente em sua parte superior e desceu vagarosamente, quando beijou pela última vez a parte inferior, pôde sentir o corpo dela estremecer levemente, demorou algum tempo até que ele tocou com os lábios a pequena porção de pele entre o pingente a junção do kimono, o que fez a jovem empurrá-lo com um pouco mais de força.

-... Pare... Eu... Eu... Estou com vergonha... – Haruka desviou seu olhar constrangido, enquanto tentava não imaginar o quanto sua face deveria estar ruborizada.

Foi só, então, nesse momento em que foi interrompido que o jovem se deu conta das tamanhas loucuras que cometera... Michael se levantou e encarou a menina cabisbaixa ainda sentada. Seu corpo estava ardendo ainda, sentia-se quente, louco, porém consciente. Nunca passara por sua mente tais pensamentos como naquele exato instante.

- Vamos... Vamos entrar. – Ele estendeu a mão e ela a segurou, se cobrindo por inteira com o cobertor, sem que trocassem olhares ou qualquer outro gesto, adentraram a casa e deitaram cada um sobre sua cama para adormecer e esquecer esse sonho de loucura. Amanhã, nenhum dos dois se lembraria e, mesmo que se lembrassem, ignorariam tal fato, como sendo um fruto imaginário de momento. Coisa que jamais aconteceu... Jamais...

Continua...


E fim do 9º capítulo de Inori... Nossa... Que assédio por parte do Mika O.o... Surpreendente. Haha! xD Espero que não me chamem de pervertida e que continuem curtindo a história.

Meu muitíssimo obrigada as reviews e a quem lê... Até o próximo capítulo!