- Bella POV:
Aquela semana em Los Angeles foi dureza!
Trabalhei muito e fomos a muitos eventos.
Era uma espécie de convenção das Vogues, representantes de todas as filiais mundiais estavam lá.
Estava morrendo de saudade de casa, das meninas e, tenho que admitir, de Edward.
Falava com as meninas todos os dias por telefone, meus pais também me ligaram algumas vezes e eu prometi que estaria lá na sexta para o jantar, ou seja, ia embarcar no LAX direto pra Seattle.
Edward me ligava todos os dias, até mais de uma vez, mas eu não o atendia. Era melhor assim, eu achava que uma hora ele ia desistir.
Na sexta de manhã liguei pra Alice.
- Bellinha! – ela gritou ao atender.
- Oi Ali! Esta tudo bem? – perguntei.
- Esta. – ela respondeu - Bella? Por que você não o atende. – ela perguntou com cautela.
- Não começa Alice, ou vou desligar! – avisei.
- Tudo bem! Não esta mais aqui quem falou! – ela disse.
Contei a ela o que tinha acontecido durante a quinta-feira e que eu tinha até conseguido pegar um sol hoje cedo em Long Beach.
- Tenho que desligar, meu vôo sai daqui a algumas horas. – eu disse a ela.
- Que horas você chega pra eu ir te buscar? – ela perguntou.
- Eu vou pra Forks Alice, mas você pode me pegar no La Guardian no domingo às 9 da noite? – perguntei.
- Claro amiga! Se cuida! – ela disse.
- Dê um beijo em Kate por mim. Tchau! – me despedi e ela também.
Me despedi da equipe da Vogue e cada um pegou um destino diferente.
Meu vôo pra Forks saiu às 3 da tarde e eu deveria chegar lá às 7 da noite.
Quando cheguei ao Tacoma, Charlie me esperava ansioso.
- Bells querida, que saudade! – ele me abraçou.
- Também estava com saudade pai! – retribui o abraço. – Cadê mamãe?
- Ficou em casa arrumando o jantar, Esme irá se juntar a nós hoje. – ele sorri.
- Que bom! Faz anos que não vejo tia Esme. – respondi.
O caminho até Forks fizemos em silêncio. Na hora que entrei naquela viatura senti uma falta imensa do meu carro. Eu detestava andar de carona na viatura do Charlie.
- Minha filha! Como você esta magrinha! – minha mãe quase me esmagou num abraço quando cheguei em casa.
- Estou bem mãe! – revirei os olhos – Como você está? – perguntei.
- Com saudade de você, mas bem! – ela fez um biquinho. – Venha me faça companhia.
Ela me puxou pra cozinha e ficamos conversando enquanto ela terminava de cozinhar o jantar.
- Convidei Esme, se importa? – ela me olhou.
Esme e minha mãe eram amigas desde o colegial e foi minha mãe que segurou a barra dela quando Carlisle a largou pra ficar com a "coisa" da Tânia.
- Claro que não mãe! Você sabe que eu a adoro! – apesar de ela ser mãe dele, pensei.
Ajudei minha mãe a colocar a mesa do jantar e alguns minutos depois a campainha tocou.
- Abre pra mim querida! – Renee gritou da cozinha.
Eu terminei de colocar as taças na mesa e fui abrir a porta.
- Bella! – Esme falou animada – Quanto tempo querida! Como você esta linda! – ela disse.
- Obrigada Esme! – corei. – Entre! – abri espaço pra ela passar e no mesmo momento ouvi uma porta de carro sendo batida.
Olhei de onde veio o barulho e não pude acreditar, era Edward.
- Acha que sua mãe vai se importar? – ele perguntou baixo o suficiente pra que só eu ouvisse.
- Claro que não! – respondi.
Mas eu vou. – pensei.
- Você lembra de Edward não é querida? – Esme me perguntou.
Ô...e como lembro! – pensei.
- Claro! – acenei pra ele e ele deu um sorriso torto.
Ele se aproximou de mim e me deu um beijo na bochecha, muito próximo dos lábios.
Ele estava ficando louco? Não tinha medo de morrer?
Esme entrou e quando Edward ia passando por mim segurei seu braço.
- O que faz aqui? – perguntei grossa.
- Vim visitar minha mãe! – ele deu de ombros.
- Aqui é Aqui na casa dos meus pais? – deixei claro.
- Minha mãe estendeu o convite a mim. – sorriu.
Ele estava me provocando.
- Você sabia que eu estava em Forks? – perguntei calmamente.
- Não! Você tem que parar com essa mania de perseguição Bella. – ele disse.
Colou seu corpo no meu e me imprensou contra a porta da entrada. Me fazendo derreter ao sentir seu hálito morno em meu rosto.
- Não vou mentir Bee. – ele esfregou a ponta do seu nariz no meu queixo. – Eu vim atrás de você.
Ehn? Acho que eu perdi uma parte da piada.
- Edward, por favor! Não brinque comigo. – o empurrei, mas ele me imprensou de novo com mais força.
- Eu te quero Bella! Quase enlouqueci essa semana. - ele tocou meus lábios com os seus.
- Edward... – o chamei ofegante de olhos fechados.
- Não diz nada, por favor! Apenas seja minha! – ele pediu.
Não tinha como resistir. Todo o esforço de uma semana pra não pensar nele e adormecer de novo o meu amor por ele, foi por água baixo no momento que ele me deu um beijo apaixonado.
Ele passou um dos seus braços pela minha cintura me segurando forte contra ele. Sua outra mão entrou por baixo dos meus cabelos me puxando pra mais perto.
Eu não tive outra reação a não ser jogar meus braços em volta do seu pescoço e corresponder ao beijo.
Pude sentir sua ereção contra meu abdome e meu sexo cada vez mais molhado esperando por ele.
O beijo ficou mais urgente. Ele pegou uma de minhas pernas e passou pelo seu quadril e eu levei a outra fazendo com que ele me segurasse em seu colo.
- Edward...estamos no meio da rua. – disse quando ele descolou seus lábios dos meus.
- Não me importo, eu quero você. – ele beijava e mordia meu pescoço com vontade.
- Também quero você, mas temos que entrar. – eu disse descendo do seu colo.
- Não vai sair correndo assim que eu te largar? – ele brincou.
- Não! – sorri pra ele.
Entramos e nos sentamos à mesa.
3 pares de olhos nos olhavam com curiosidade e tivemos que explicar que nos encontramos em Nova Iorque e que mantínhamos contato lá. É claro que não mencionamos nossas brigas e as noites que transávamos como loucos.
Edward sentou ao meu lado e colocou sua mão em minha coxa esquerda. Ele me alisou durante todo o jantar e eu fiz o mesmo, o acariciando e sentindo-o ficar cada vez mais duro.
- Vocês se importam se eu e Bella dermos uma volta? – Edward perguntou depois do jantar, quando todos se acomodavam na sala. Eu o olhei desconfiada.
- Não querido! – Esme disse – Você voltará pra me buscar?
- Claro mãe! – ele deu um beijo em sua testa e me puxou pra fora de casa.
- Aonde vamos? – perguntei quando entramos no carro.
- A casa da minha mãe! – ele respondeu sem me olhar.
Quando chegamos a enorme casa de Esme Edward me atacou, literalmente.
- Hey! Devagar! – o parei.
- Eu te quero Bella e muito! – colocou minha mão na sua ereção.
- Tô vendo, mas acho que deveríamos conversar! – falei.
- Não pode ser depois? – ele sorriu torto.
- Não! – o olhei séria – Eu realmente não acho uma boa ideia continuarmos nos envolvendo. – insisti.
- De novo isso Bella? – ele disse irritado.
- De novo? – ri com ironia. – Bom você falar essa palavra Edward. É por ela que não quero me envolver com você. Você não mudou, é o mesmo de quando tínhamos 19 anos e me traiu com a Lauren. – cuspi as palavras.
- Jesus Bella! 5 anos! 5 anos se passaram e você bate na mesma tecla? – ele perguntou ainda bem irritado.
- Bato Edward. Sabe por quê? – perguntei também irritada – Você foi o primeiro que amei a quem eu me entreguei, pra depois me trair e graças a você nunca namorei ninguém, porque você me fez entender que todos são iguais a você. Que um dia todos iriam me trair.
Ele ficou em silêncio.
- Me desculpe! – sua voz saiu num fio.
- Não vejo sinceridade Edward! – virei a cara.
Ele levantou furioso do seu lugar.
- O que você quer que eu faça Bella? – ele gritou - Ehn?
- Hey! Abaixe a voz comigo! – também gritei.
- Me diga o que você quer Isabella? – ele gritou jogando os braços pro ar. – Você quer que eu diga que eu estou apaixonado, é isso? – eu o olhei pasma – Pois eu estou Isabella Swan. Estou apaixonado por você mais uma vez e eu só me senti duas vezes assim e essas duas vezes foram por você. – ele falou com raiva.
Para tudo agora!
Meu queixo caiu, se eu não estivesse sentada com certeza teria caído, porque sentia minhas pernas tremerem. Tentei abrir a boca pra falar alguma coisa mais não saiu nada.
Eu só pensava em uma coisa: ele estava dizendo isso pra transar comigo, é isso!
Não, não era possível que ele seria tão manipulador e insensível. Ele podia estar falando a verdade, não podia?
- Edward...eu... – tentei falar, mas ele me cortou.
- Vamos, eu vou te levar de volta! – ele pegou a chave do carro e foi em direção a porta.
- Edward? – o chamei e ele se virou pra mim.
Dei alguns passos diminuindo a distância entre nós dois. Coloquei minhas mãos em seu peito e senti seu cheiro.
- Não preciso de caridade Bella! – ele disse tirando minhas mãos de seu peito.
- Me faça esquecer Edward! – pedi – Me faça esquecer o passado, me faça confiar em você novamente. – acariciei seu rosto e em resposta ele fechou os olhos.
- Bella...eu só to pedindo uma chance! – ele disse.
- Chance concedida! – brinquei.
É, eu dei o braço a torcer.
Eu o queria demais e quando o ouvi disser que estava apaixonado por mim, o amor que sentia por ele só cresceu.
Eu ia dar uma segunda chance a ele, eu tinha que confiar nele pra isso.
Colei meus lábios nos dele, num beijo calmo, cheio de carinho.
- Você vai confiar em mim de novo Bella! – ele disse me pegando no colo – Eu não vou te magoar de novo, prometo!
Senti minhas costas se chocarem contra um colchão e reparei que estávamos no seu quarto, o mesmo quarto que nos amamos inúmeras vezes há 5 anos atrás.
Ele me beijava com carinho, com veneração.
Me sentou na cama e tirou minha blusa, eu fiz o mesmo com ele.
Quando deitei de novo ele tirou meu tênis e minha calça, me deixando só de calcinha.
O ajudei a tirar sua calça e sua boxer.
Levei minha mão ao seu membro o acariciando, ouvi ele soltar um gemido baixo e me jogar de novo na cama.
Ele voltou a beijar meus lábios, sua língua invadia a minha boca sem pudor, explorando cada espaço existente na minha boca. Senti um choque de prazer quando minha língua encostava na sua, se enroscando uma na outra de forma sensual.
Ele desceu o beijo, ficando alguns minutos nos meus seios.
- Perfeitos. – ouvi ele sussurrar enquanto mordia e chupava meus mamilos.
Ele desceu sua boca, mordendo minha barriga com carinho.
Tirou minha calcinha e me invadiu com dois dedos.
- Bella... – ele lambeu os lábios.
Eu não respondi, não sairia nada coerente da minha boca, não enquanto ele me penetrava com os dedos.
Ele começou a morder a parte interna das minhas coxas e aquela barba por fazer roçando no meu sexo só estava aumentando meu prazer.
Senti sua respiração na minha entrada e logo depois sua língua morna em meu sexo.
Segurei seus cabelos com força, ele estava me levando a loucura, não conseguia nem lembrar meu nome.
Senti meu coração acelerar, meu corpo tremer com espasmos e o orgasmo me atingir.
- Sabia que nunca esqueci você? – ele perguntou ainda com seus dedos dentro de mim – Sua pele, seu cheiro, como seu sexo fica pra mim...
- Não tortura Edward! – pedi me levantando e fazendo ele sentar.
Passei a língua pelos meus lábios e abocanhei seu membro com vontade, fazendo ele se contrair e gemer alto.
- Sua boca é tão quente! – ele apertava meu quadril com força. – Você é tão gostosa!
Não tinha preço ver Edward entregue desse jeito a mim. Gemendo meu nome, me tocando com carinho, diferente de todas as formas que nos amamos nesses últimos dias.
- Pa-para...Bella! – ele me puxou – Não estraga a brincadeira. – sorriu cheio de malicia.
Ele se levantou e mexeu no criado mudo. Colocou uma camisinha e voltou pra cama.
- Vem Ed! – o chamei mordendo os lábios.
- Hoje eu quero fazer amor com você Bee. – ele riu e engatinhou por cima de mim, me invadindo, me preenchendo como só ele sabia fazer.
Ficamos um bom tempo nos amamos, até chegarmos ao ápice juntos.
- Você continua perfeita! – ele disse me puxando pra deitar no seu peito.
Não queria estragar o momento, mas eu precisava fumar.
Me levantei e peguei a cartela de cigarro que estava no bolso de trás da minha calça.
- O que foi? – ele perguntou confuso.
- Só preciso fumar! – eu disse.
Me enrolei em um lençol e fui até a pequena varanda que tinha em seu quarto.
Fumei meu cigarro lentamente pensando no que tinha acontecido.
Edward tinha se declarado pra mim, eu me rendi a ele e nós fizemos amor, sim, amor e não sexo e foi maravilhoso do mesmo jeito.
Era muita informação pra minha cabeça, que estava a mil.
Eu tinha que confiar dar outra chance! – eu repetia como um mantra na minha mente quando eu pensava em me machucar de novo.
- Tudo bem? – ouvi sua voz atrás de mim e logo depois seus braços ao meu redor.
- Tudo! – joguei o braço pra trás e fiz um carinho nos seus cabelos.
- Pensando em que? – quis saber.
- Tudo! – eu ri.
- Vem...vou fazer você esquecer. – ele me puxou de novo pra cama, fazendo amor comigo mais uma vez.
Dormimos abraçados um no outro.
- Edward POV:
Música POV do Edward Need you Now – Lady Antebellum.
"Lembranças como fotos perfeitas espalhadas por todo o chão.
Procurando o telefone, porque eu não posso lutar mais.
E eu imagino se pensou alguma vez em mim.
Comigo isso acontece o tempo todo.
São uma e quinze, eu estou totalmente sozinho e preciso de você agora.
Disse que eu não viria, mas eu perdi todo o controle e eu preciso de você agora.
E eu não sei o que eu posso fazer, eu só preciso de você agora.
Outra dose de uísque, não consigo parar de olhar para a porta.
Desejando que você venha, mudando como você fez antes.
E eu imagino se pensou alguma vez em mim.
Comigo isso acontece o tempo todo.
São uma e quinze, eu estou um pouco bêbado,
E eu preciso de você agora.
Disse que eu não iria ligar, mas eu perdi todo o controle e eu preciso de você agora.
E eu não sei o que eu posso fazer, eu só preciso de você agora.
Sim, eu prefiro sentir dor a não sentir nada.
São uma e quinze, eu estou totalmente sozinho e preciso de você agora.
E eu disse que não iria ligar, mas eu estou um pouco bêbado e eu preciso de você agora.
Eu só preciso de você agora.
Oh baby, eu preciso de você agora".
Aqueles sem dúvida foram os piores dias da minha vida.
Além de ela estar me dando um gelo legal, eu descobri que estava de quarto por ela e faria de tudo pra conseguir ela de volta.
Naquela semana minha vida se resumiu a trabalho, trabalho e trabalho.
Ficava o máximo que eu podia na Yellow esfregando minha cara em contas publicitárias.
Até dos meus amigos eu tinha me afastado.
Liguei pra ela todos os dias, mas ela continuava sem me atender.
Na final da manhã de sexta-feira Alice me ligou dizendo que ela estava indo pra Forks.
Foi a desculpa que eu estava precisando pra unir o útil ao agradável, ir atrás de Bella e visitar minha mãe. Fazia quase um mês que não via a Senhora Cullen.
Assim que desliguei a ligação de Alice, liguei pra minha mãe.
- Mãe? – perguntei.
- Edward? Como você esta meu filho? – ela quis saber.
- Tô indo mãe. – respondi sem vontade.
- O que houve querido? – perguntou.
- Nada, estou te ligando pra avisar que vou te visitar. – falei tentando parecer animado.
- Que ótimo! Quando você vem? – ela perguntou.
- Estava pensando em ir hoje, tudo bem?
- Perfeito! Esteja aqui pro jantar, temos compromisso. – ela disse.
Nos despedimos e eu desliguei.
Fui até a sala do meu pai.
- Algum problema Anthony? – ele perguntou assim que eu entrei.
- Pai, não estou me sentindo bem, posso ir embora? – perguntei como se fosse uma criança que pedisse permissão pra brincar.
- Pode sim. Tínhamos uma reunião, mas não importa se você faltar. Pode ir! – ele disse. – Depois Emmett te passa o que foi discutido.
- Obrigada pai.
Sai da Yellow e fui pra casa, peguei minha mochila e coloquei algumas roupas nela.
Minha campainha tocou.
- Fala irmão! O que houve pra você sair cedo? – Jasper passou pela minha porta e seu olhar caiu sobre minha mochila. – Vai viajar?
- Vou. Por isso sai mais cedo. – respondi – Estou indo pra Forks.
- Vai atrás dela? – ele perguntou, provavelmente ele sabia que ela estaria lá.
- Vou. – falei derrotado. Era difícil admitir meus sentimentos por ela.
Afinal eu era Edward Cullen, o solteirão mais cobiçado de NY, mas agora eu não queria mais ostentar esse título.
- Te dou maior apoio cara! – ele falou.
- Valeu Jazz! – agradeci – Me leva ao aeroporto? Tenho que chegar em Forks antes do jantar.
- Claro pow! – respondeu. – Depois vou almoçar com Alice.
Saímos da minha cobertura e fomos pro aeroporto, consegui um vôo que sairia dali a meia hora, o que me faria estar em Forks às 5 da tarde.
Quando cheguei ao Tacoma aluguei um carro esporte e fui pra casa da minha mãe em Forks.
Dei duas batidas leves na porta e depois de poucos minutos ela se abriu.
- Desde quando precisa bater pra entrar na sua casa menino? – minha mãe perguntou dando um largo sorriso. – Que saudade querido! – ela me puxou pra um abraço.
- Também estava com saudades mãe! – entramos e nos sentamos na sala.
- Você não esta bem! – ela sabia, ela sempre sabia quando algo me perturbava.
- Não é nada mãe! – forcei um sorriso.
- Edward, sou sua mãe e sua amiga, sabe que não precisa me esconder nada não sabe? – eu assenti. – Se quiser desabafar estou aqui querido.
Eu precisava mesmo e ninguém melhor que minha mãe pra isso.
Esme era meu exemplo de força, de mulher, minha mãe e amiga. Pra onde eu sempre corria quando estava com problemas ou simplesmente precisava de carinho.
Contei tudo que aconteceu entre mim e Bella desde que nos reencontramos.
- Acho que estou apaixonada mãe! – fiz uma careta e em seguida meus olhos caíram.
- Isso é bom querido! – ela disse animada – Ela é de Nova Iorque?
- É...mas você a conhece! – sorri.
- Sério? Me conta logo menino! – ela disse eufórica.
- É a Bella mãe. Nós nos reencontramos em Nova Iorque, ela mora e trabalha lá também. – eu revelei.
- Bella, Bella? – ela perguntou de boca aberta – Filha da Renee? – assenti.
- Querido isso é maravilhoso! Mas por que essa carinha se você esta apaixonado? – ela perguntou beliscando minha bochecha.
- Lembra porque nos separamos há 5 anos? – ela balançou a cabeça tristemente. - Ela não confia em mim mãe, não sei mais o que eu faço pra ter ela de volta. – disse derrotado.
- Ela esta na cidade. Você sabia? – eu balancei a cabeça. – Por isso veio?
- Também queria te ver mãe. – sorri.
- Eu sei querido! – afagou meu joelho.
- Eu preciso dela mãe! – passei a mão pelos cabelos nervosamente.
- Lembra do compromisso que te falei? – ela perguntou.
- Lembro.
- É um jantar na casa dos Swan. – ela sorriu animada.
- Sério? Será que posso ir? – também me animei.
- Claro! Tenho certeza que Renee não irá se incomodar!
- Mas Bella pode se incomodar. – falei.
- Encare isso como uma oportunidade de conversar com ela. – piscou pra mim. – Vamos nos arrumar?
A hora passou voando e já era quase 8 da noite.
Nos arrumamos e fomos pra casa dos Swan.
- Vá na frente mãe! – pedi assim que parei o carro em frente à casa dos Swan.
Se Bella desse logo de cara comigo era capaz dela bater a porta na minha cara.
Fiquei olhando de dentro do carro minha mãe e Bella conversarem animadas na porta.
Resolvi sair do carro, quando bati a porta ela olhou na direção do carro e seu rosto caiu.
Merda! Eu ia estragar tudo!
Ela acenou com a cabeça pra mim e eu sorri.
Me aproximei da onde ela e minha mãe estavam.
A cumprimentei com um beijo na bochecha que por pouco não pega nos lábios dela, juro que foi sem quere.
Minha mãe entrou e eu ia segui-la, mas Bella me segurou.
- O que faz aqui? – ela estava com raiva. Dava pra ver pelos seus olhos.
- Vim visitar minha mãe! – dei de ombros.
- Aqui é Aqui na casa dos meus pais.
- Minha mãe estendeu o convite a mim. – sorri. Já imaginava que essa seria a reação dela ao me ver.
Raiva.
- Você sabia que eu estava em Forks? – perguntou mudando o tom de voz, tentando parecer calma.
- Não! Você tem que parar com essa mania de perseguição Bella. – brinquei.
Uma vontade louca de beija-la me dominou, o desejo reprimido que eu senti por ela durante essa semana. Eu precisava sentir sua pele na minha, o gosto de caramelo da sua boca...
Me aproximei dela e colei seu corpo na parede, entre o meu.
- Não vou mentir Bee. – falei cheirando seu pescoço. – Eu vim atrás de você.
Já era! Se eu a quisesse ia ter que jogar limpo. Tinha que falar a verdade, ser sincero pra ganhar a confiança dela outra vez.
- Edward, por favor! Não brinque comigo. – ela quase sussurrou.
- Eu te quero Bella! Quase enlouqueci essa semana. – dei um selinho nela.
Pensei em acrescentar que foi a pior semana da minha vida, mas me contive.
- Edward... – ela fechou os olhos.
- Não diz nada, por favor! Apenas seja minha! – a beijei com carinho.
Senti ela hesitar por uns segundos, estávamos confusos por descobrir que ainda gostávamos um do outro e ela com medo que eu a magoasse. Jamais a trairia! Desde que a reencontrei não tive vontade de "pegar" mais ninguém, nem de sair sozinho eu tinha vontade. Quando pensava em sexo só vinha uma pessoa em minha mente, um corpo...o dela.
A segurei pela cintura e a puxei mais pra perto, ela passou seus braços ao redor do meu pescoço e enroscou as mãos nos meus cabelos.
Meu jeans já estava ficando apertado. O beijo ficou faminto e eu a puxei pro meu colo, ela fazia uns movimentos suaves roçando seu sexo no meu.
- Edward...estamos no meio da rua. – ela disse quando paramos de nos beijar pra respirar. Eu não pensei duas vezes e colei meus lábios no seu pescoço.
- Não me importo, eu quero você. – falei ofegante.
Foda-se o mundo! – pensei – Ela esta nos meus braços, me beijando, me provocando...minha.
- Também quero você, mas temos que entrar. – ela desceu do meu colo e eu fiz um muxoxo.
- Não vai sair correndo assim que eu te largar? – brinquei levantei uma sobrancelha.
- Não! – ela deu meu sorriso favorito.
Entramos e nos sentamos à mesa.
Tivemos que explicar a nossos pais o motivo de nossa amizade repentina, pois Renee e Charlie nos olhavam curiosos, já que minha mãe sabia.
Ainda pude ver ela piscando o olho e me dando um sorriso maternal.
Sentei ao lado de Bella na mesa e minha vontade era jogar tudo que estava em cima daquela mesa no chão e possuí-la ali mesmo, ela praticamente me masturbando por baixo da mesa só estava fazendo aflorar minha mente pervertida.
O jantar acabou e ela parou de me acariciar.
Juro que se ela tivesse feito por mais minutos eu teria gozado na frente de todo mundo e isso não seria uma boa ideia.
Quando todos foram pra sala eu tive uma ideia pra ficar sozinho com ela.
- Vocês se importam se eu e Bella dermos uma volta? – perguntei pro nossos pais.
Charlie e Renne apenas fizeram um "não" com a cabeça.
- Não querido! – minha mãe disse – Você voltará pra me buscar?
- Claro mãe! – dei um beijo sua testa e ela murmurou um "se cuida!" pra mim.
A levei pra casa da minha mãe, que estava vazia.
No momento que eu fechei a porta a joguei contra a parede com força, beijando onde minha boca alcançava e apertando seus seios por cima da blusa.
- Hey! Devagar! – ela espalmou as mãos no meu peito pra que eu parasse.
- Eu te quero Bella e muito! – peguei sua mão e coloquei no meu membro rijo.
- Tô vendo, mas acho que deveríamos conversar! – ela se afastou.
Porra! Ela queria conversar agora? Sério mesmo? Eu estava quase explodindo de tesão e ela na maior calma querendo conversar.
Me entendam nunca fiquei tanto tempo sem sexo, 5 dias pra ser exato. Mas eu esperei porque tinha que ser com ela, só podia ser ela.
- Não pode ser depois? – sorri e passei as mãos no cabelo.
- Não! Eu realmente não acho uma boa ideia continuarmos nos envolvendo. – ela falou séria de mais pro meu gosto.
Parei irritado. O que ela estava falando? E o que foi isso tudo até agora? O beijo que ela correspondeu, ficar me provocando durante o jantar...pra chegar na hora e me dar um fora.
- De novo isso Bella? – quase gritei.
- De novo? – ela sorriu cheia de ironia – Bom você falar essa palavra Edward. É por ela que não quero me envolver com você. Você não mudou, é o mesmo de quando tínhamos 19 anos e me traiu com a Lauren.
Não de novo não! Passado! Será que as pessoas não entende que o que acontece no passado, fica no passado. Será que ela já ouviu falar em segunda chance?
- Jesus Bella! 5 anos! 5 anos se passaram e você bate na mesma tecla? – perguntei irritado.
- Bato Edward. Sabe por quê? – ela elevou a voz – Você foi o primeiro que amei a quem eu me entreguei, pra depois me trair e graças a você nunca namorei ninguém, porque você me fez entender que todos são iguais a você. Que um dia todos iriam me trair.
Aquelas palavras dela me partiram em pedaços. Só então, hoje, depois de malditos cinco anos, eu percebi o mal que fiz a ela. Como a magoei e machuquei. Ela dizia que me amava na época e eu também dizia a ela. Eu a amava. Descobrimos muitas coisas juntos, o amor, o sexo, a primeira paixão avassaladora – que me deixava como um retardado quando eu a via chegando no colégio, muitas brigas por ciúmes de ambos e por fim eu a traí. Era tão bom acordar com ela do meu lado e a primeira coisa do dia a ser dita era "eu te amo" e por uma noite regada a muita vodka eu joguei tudo fora.
- Me desculpe! – foi a única coisa que consegui falar. Esperava que ela soubesse que esse pedido de desculpas era por tudo que a fiz passar.
Sentei derrotado no sofá.
- Não vejo sinceridade Edward! – ela cuspiu as palavras em mim.
Eu precisava de uma luz! Eu queria poder saber falar ou fazer alguma coisa que a fizesse confiar em mim.
Fiquei com raiva por ela ser tão inflexível.
- O que você quer que eu faça Bella? – ele gritou quando me levantei rápido do sofá. - Ehn?
- Hey! Abaixe a voz comigo! – ela também gritou e apontou o indicador pra mim.
Então eu tive uma ideia, que talvez a amolecesse. Se eu fosse sincero e dissesse o que estava sentindo ela abriria uma brecha pra mim.
- Me diga o que você quer Isabella? – joguei meus braços pro ar. – Você quer que eu diga que eu estou apaixonado, é isso? – puxei minha coragem e me vi dizendo a ela o que eu pensei que nunca diria a uma mulher – Pois eu estou Isabella Swan. Estou apaixonado por você mais uma vez e eu só me senti duas vezes assim e essas duas vezes foram por você.
Me joguei no sofá com raiva.
Eu estava bufando de raiva. Raiva dela por ser tão cabeça dura, por estar sempre construindo um muro entre nós, por às vezes me querer e daqui a dois segundos falar "Não me procure Edward!".
Porra eu estava me humilhando, se não funcionasse eu desistiria dela.
A olhei e ela estava congelada, com os olhos arregalados e a boca meio aberta, provavelmente digerindo minhas palavras, mas e não conseguia ler sua feição.
- Edward...eu... – ela começou a falar. Eu me levantei e a interrompi.
- Vamos, eu vou te levar de volta! – peguei a chave do carro e fui em direção a porta.
- Edward? – ela me chamou e eu me virei pra olhá-la.
É agora! – pensei – Ou ela vai tentar me amar ou continuar me odiando.
Ela se encostou em mim e colocou suas palmas em meu peito.
A olhei nos olhos e só vi um sentimento ali: pena. Ela estava com pena de mim? Não acredito!
- Não preciso de caridade Bella! – eu disse afastando suas mãos de mim.
- Me faça esquecer Edward! – ela me pediu com a voz embargada – Me faça esquecer o passado, me faça confiar em você novamente.
Aquelas palavras aqueceram meu coração, ela ia tentar, ia deixar eu me aproximar dela.
- Bella...eu só to pedindo uma chance! – pedi.
- Chance concedida! – ela riu e me beijou, um beijo calmo, cheio de carinho.
- Você vai confiar em mim de novo Bella! – a peguei no colo – Eu não vou te magoar de novo, prometo!
A levei pro meu quarto e a amei.
Fizemos amor como eu só fazia com ela. A última vez que amei alguém assim foi há cinco anos atrás e coincidentemente era ela.
Beijei cada centímetro do seu corpo, eu queria que ela entendesse que eu a admirava, que eu a queria, mas não era só sexo eu a queria na minha vida.
Tiramos nossas roupas, ela me acariciava com suas mãos tão pequenas. Seus seios perfeitos pra mim, eu me perdia neles.
- Perfeitos. – sussurrei pra que ela ouvisse quando me perdia nos seus seios.
Levei minha boca ao seu sexo, tão úmido esperando por mim. Sorri ao lembrar do seu gosto na minha boca mais uma vez. Um gosto que eu nunca tinha esquecido.
Senti sua respiração ficar ofegante, seu corpo inteiro tremer e ela se derramar na minha boca.
- Sabia que nunca esqueci você? – eu disse a ela ainda a estimulando – Sua pele, seu cheiro, como seu sexo fica pra mim...
- Não tortura Edward! – ela me fez sentar na cama e num movimento rápido ela colocou todo meu comprimento na sua boca.
Era a visão do paraíso vê-la tão entregue a mim. Ela me olhava enquanto sua boca e sua língua trabalhavam em mim.
- Sua boca é tão quente! Você é tão gostosa!
Eu já estava quase lá.
- Pa-para...Bella! – a puxei – Não estraga a brincadeira. – não queria que a noite terminasse assim.
Peguei uma camisinha e a coloquei.
- Vem Ed! – ela me chamou mordendo os lábios. Ela sabia que me deixava louco fazendo isso.
- Hoje eu quero fazer amor com você Bee. – fui sincero.
Ficamos um bom tempo nos amamos, até chegarmos ao ápice juntos.
Depois que ela fumou aquele cigarro na varanda nos amamos de novo e ela dormiu em seguida.
Olhei o relógio e já era mais de 11 da noite.
Lembrei que eu tinha que buscar minha mãe. Coloquei minha roupa, dei um beijo em sua testa e fui até a casa dos Swan.
Bati receoso na porta e Renee me atendeu.
- Olá querido! – ela tinha umas cartas nas mãos – Cadê Bella? – ela olhou por cima do meu ombro.
ME FUDI! Não tinha pensado nesse detalhe. O que eu ia falar? "Ah olha, nós transamos e agora ela esta dormindo na minha cama".
- Tudo bem querido já entendi! – ela deu um sorriso e eu a agradeci mentalmente por não me fazer falar nada.
Em poucos minutos eles acabaram de jogar, eu só pensava nela. Devia estar sorrindo igual um idiota, mas me peguei aflito. E se ela acordasse e não me visse lá?
Apressei minha mãe, nos despedimos dos Swan e fomos pra casa.
- E então? – ela perguntou – Se acertaram?
- Acho que sim mãe! – sorri como um idiota apaixonado.
- Que bom meu filho! Estou muito feliz que seja ela. Bella é uma menina extraordinária. – ela disse.
- Eu sei mãe. – segurei sua mão enquanto dirigia.
Seu rosto caiu.
- O que foi mãe? – perguntei a ela.
- É que...sinto tanta falta da sua irmã..queria que ela fosse como você. – fez um carinho na minha bochecha.
- Não gosto de você sofrendo por causa da Rose mãe, você sabe que ela sempre foi fria. A culpa não é sua! – falei sério.
Meu ódio pro Rosalie aumentava todas as vezes que vinha ver minha mãe e via como ela sofria pela ausência da filha caçula.
Ficamos em silencio o resto do caminho.
- Vou dormi! Acho que bebi vinho demais. – ela disse subindo as escadas e eu a segui.
Fui pro meu quarto e lá estava ela, dormindo como um anjo.
Corpo seminu coberto apenas por um fino lençol, os cabelos castanhos espalhados pelo travesseiro, hora ou outra ela sussurrava meu nome ou dava uns suspiros.
Sentei na poltrona e fiquei velando seu sono.
Não tinha como não se apaixonar por ela, ela era perfeita, em todos os aspectos.
Tinha vontade de sair gritando e dizendo o que eu sentia por ela.
Mas ao invés disso eu peguei meu telefone e disquei um número muito conhecido por mim.
- Alô? – ele atendeu com a voz sonolenta.
- Pai? – perguntei. – Desculpa te ligar a essa hora é que...- ele me cortou.
- Esta tudo bem Anthony? Você esta melhor? – ele me perguntou aflito.
- Estou ótimo pai! – olhei pra Bella dormindo.
- Então diga o motivo dessa ligação ás... – ele pausou – Meia noite e quinze da manhã.
Respirei fundo, mas não pensei duas vezes antes de falar o que eu queria.
- Eu quero desistir da aposta pai! – falei com convicção.
Ficamos em silêncio.
Sim, eu iria desistir de tudo por ela. Prometi não magoá-la novamente e a aposta não se encaixava naquela promessa.
Se eu precisava desistir de tudo pra ficar com ela, eu desistiria desde que ela estivesse do meu lado.
Foda-se a conta e a presidência.
- Pai? – o chamei.
- Não vou ficar satisfeito se você fizer isso Anthony! – ele disse com autoridade de patrão e não de pai. – Onde fica sua palavra?
- Mas, pai... – ele me cortou de novo.
- Não vou discutir isso por telefone! – ele falou áspero – Esteja na Yellow as 9 na segunda e conversaremos.
Desligou na minha cara. Típico de Carlisle Cullen.
Coloquei meu telefone no criado mudo e deitei ao lado de Bella.
- Que horas são? – ela murmurou ainda de olhos fechados.
- Ainda é noite! Dorme meu amor! – disse a ela.
Ele me puxou e se aninhou nos meus braços e eu podia ficar ali pra sempre.
Na segunda vou dar um fim nessa aposta! – pensei.
Já a conquistei, mas conquistei pra mim e não pra ganhar um jogo sujo por dinheiro.
Ela começou a fazer círculos com as pontas dos dedos no meu peito e eu não resisti, dormi com a sensação maravilhosa da sua pele na minha.
