Cap.9
Ed ia correndo mal se importava que poderia tropeçar e ir com tudo pro chão o cansaço que já começava a sentir só o incomodava, tinha vontade de largar no chão tudo que estava carregando, mas não podia boa parte do que carregava era pra ela. Den o guiava e ajudava a impedir que ele caísse.
Mesmo com o cansaço continuava caminhando sabia que se fosse correndo em um dia e meio seria possível chegar lá.
Não queria demorar muito pra chegar, pois não sabia se ela ainda tinha suprimentos o suficiente.
E – Esta anoitecendo...vamos descansar um pouco e depois continuamos.
Pegou um pote e uma garrafa de água e encheu-o e botou no chão ao seu lado. Tomou um pouco e logo foi ver a comida.
Dan bebia com vontade a água e o mesmo ocorreu com a comida que Ed lhe dera.
Ed permitiu-se dormir um pouco, mas a preocupação e os sons da floresta não o deixavam descansar direito.
E – Às vezes a noite parece mais barulhenta que o dia – suspirou – vamos Dan acho que deu pra descansar bastante.
Foram correndo por um bom tempo até Ed não conseguir mais manter aquele ritmo até Dan não conseguia manter o mesmo ritmo. Foram caminhando, mas ainda num ritmo apreçado depois num mais lento para recobrar o pique e voltar a correr, e repetir tudo de novo.
Por volta do que deveria se umas 4 da tarde chegaram até a caverna onde o bando de lobos estava.
Ed se sentou e esperou que o líder dos lobos viesse até ele (quem leu a minha explicação sobre lobos no cap anterior vai entender esse comportamento).
Logo após foi para dentro da caverna, mas antes mandou Dan o esperar ali.
Chegou ao local onde ela estava e a viu encostada a parede enrolada no cobertor com a cabeça caída para o lado.
Aproximou-se e notou que ela dormia.
E – Hei preguiçosa acorda.
Ela continuou sem se mexer, agachou-se e a sacudiu levemente pelo ombro.
E – Vamos acorda!
Nada.
E – Acorda Winry! – a sacudiu com mais força.
W – Hoje é feriado, me deixa dormir mais Charlene.
E – o.õ Charlene? Eu lá tenho voz de mulher?ò.ó
W- -.-zZzZzZ
E - ¬.¬''' eu mereço. ACORDAAAAAAAAAA!! – a segurou pelos dois ombros e a sacudiu fortemente.
W – hã?!O que? Tsuname?! O.O – acordou olhando para os lados.
Ed ficou com uma grande gota na cabeça.
E – É só o barulho da cachoeira.
W – Ed?
E – Quem pensou que fos...
Não conseguira terminar a frase, pois Winry o abraçara.
E – Hei o que foi?
W – Até que enfim você chegou não é legal ficar num lugar desses.
E – O que tem nesse lugar? É só um pouco frio por causa da cachoeira.
W – É um breu esse lugar sem luz não se enxerga absolutamente nada e os pensamentos não ajudam... e não tem nada pra fazer aqui.
E – Calma. Ficar no breu não é tão ruim assim... bem... para quem não ta acostumado talvez realmente não seja algo bom – deu um sorrisinho amarelo.
W – Desculpa... – apertou-o mais ainda.
E – Não precisa se desculpar. Sei como é nos primeiros momentos ficar num breu como esse – a abraçou com a mesma intensidade com que ela o abraçava – mas sempre tem alguém que mesmo no breu nos vemos "POR QUE EU FALEI ESSA MERDA????"
Winry se afastou um pouco e olhou para ele, não via perfeitamente, mas dava pra enxerga-lo.
W – Ed você enxerga alguém?
E – "Agora só o que me faltava ela desconfiar que eu a vejo, pensa numa resposta rápido" Eu enxergo as pessoas feito sombras "verdade e mentira ao mesmo tempo"
W – Não, eu quero dizer se você não vê a cores?
E – A cores?
W – Isso.
Um latido ecoou pelo local.
E – Acho que já demoramos demais. Vamos.
Winry juntou suas coisas e foi com Ed só que ele ia muito mais rápido que ela.
W – Será que da pra ir mais devagar? Eu não tenho costume de andar no escuro.
Ed parou de andar e se virou pra trás, estavam um pouco longe um do outro, suspirou.
E – Desse jeito agente só chega no outro dia.
W – Não é minha culpa não ter o costume de ficar andando no escuro. E você não chegou a responder a minha pergunta.
E – Aquela sobre 'se eu vejo core'?
W – Sim.
E – Já te falei que vejo preto e só preto talvez um cinza, mas nada muito grande. As pessoas são só sombras diferentes umas das outras.
W – Tem certeza que não tem um pingo de cor?
Winry já avia chegado na frente dele.
E – "HA! Beleza agora ela ta desconfiando ¬.¬" Sim.
Outro latido.
E – Vamos logo se não Dan não vai parar de latir.
Pegou na mão dela e começou a andar para a saída.
W – Vai com calma se não eu vou cair.
E – Só anda sem se preocupar.
W – É difícil sabia?
E – A frase vai ser estranha, mas... deixa eu ser os olhos.
W – Realmente foi estranha, mas você tem costume com o escuro e estamos num lugar assim logo você tem facilidade de se locomover.
E – E ainda conheço esses túneis.
E assim chegaram a saída exatamente na hora em que o sol sumiu.
Dan pulou em cima de Win e como ainda não havia largado a mão de Ed esse acabou caindo ao seu lado sentado.
E - Podia ter largado a minha mão.
W – Tentei não cair, mas acabei fazendo você vir junto, gomen.
Já ia se levantando quando o bando apareceu e praticamente pularam em cima de Win, todos ao mesmo tempo, fazendo ela cair novamente.
E – Pelo visto você os conquistou – ria.
W – Acho que então posso fazer eles te atacarem, não?
E – Duvido muito que eles fossem te obedecer.
W – Por que esta tão confiante?
E – Porque esses lobos me respeitam e o único que talvez conseguisse me arranhar e o líder.
W – Será que você não pode atacar o Ed? – olhando para o líder que parecia que pretendia fazer o que Win pediu.
E – Faça isso e o que um dia eu comecei ira terminar – olhou diabolicamente para ele, que ficou exatamente a onde estava.
W – O que um dia você começou?
E – Foi na primeira vez que topei com eles, eles me atacaram e eu os machuquei em defesa própria e a de Dan.
W – E você os deixou machucados?!
E – Não sou tão perverso, cuidei deles depois do estrago que eu e Dan fizemos.
W – Coitados – acariciou a cabeça do lobo.
E – Hei eram eles que queriam nos matar.
W – Não precisava ter machucado tanto os pobrezinhos só estavam com fome.
E – Mas eu iria virar o almoço se não os machucasse para deixa-los fora de combate!
W – Por que não fugiu?
E – EU NÃO SOU MAIS RAPIDO QUE ELES E SERIA MORTO!
W – Não precisa gritar ninguém é surdo aqui.
E – Mas ta parecendo ¬.¬
W – Tem comida ai?
E – Tenho, da pra ouvir daqui o seu estomago – tirou a mochila e entregou a ela – ficou muito tempo sem comida?
W – Mais ou menos – tirou um pote de dentro da mochila – acabo ontem de manha, só tinha pra comer uma vez, era praticamente migalhas, pensei em sair e tentar pegar uma refeição rápida antes de me verem, mas acabei não fazendo não sabia como as coisas andavam aqui fora e não queria ser achada – começou a devorar a comida.
Assim que terminou pegou algumas folhas secas gravetos e fez uma fogueira.
Acabaram dormindo um usando o outro de travesseiro, Win encostada no ombro de Ed e ele com a cabeça apoiada na dela, e encostados na parede.
Al estava saindo de casa pela manha quando viu Ermes voando perto da montanha, Salem estava no caminho de quem vem da caverna para onde ele estava.
A – Essa não. Mãe!!! – correu de volta para dentro da casa.
Ed e Win aviam dormido demais e tomaram o café sem nenhuma pressa.
Ajeitaram as coisas e já tomavam o caminho.
Depois de um curto período caminhando Dan começou a rosnar.
W – O que... – Ed botou a mão na boca dela e prestava atenção em alguma coisa.
E – Tem alguma águia voando em cima da gente? – sussurrou tirando a mão da boca dela.
Win olhou pra cima.
W – Sim – assim como ele sussurrou.
E – Merda! – falara baixo, mas ainda alto suficiente para ela ouvir.
Começaram a ouvir passos e Ed a puxou para traz de uns arbustos e mandou Dan ficar quieto e escondido.
Logo os donos dos passos se mostraram e Win sabia que eram subordinados de Salem e não conseguiu evitar o nervosismo que se instalou nela e Ed sentiu ela apertar sua mão, que ainda não tinha largado dês da hora em que a puxara para traz do arbusto.
Assim que eles se distanciaram ela retirou a mochila e a ajeitou entre o arbusto para não acharem.
W – Vou voltar pra caverna, continue aqui e espere-os irem embora, estarei atrás da cachoeira – mesmo falando num fio de voz sabia que ele a ouviria e já pretendia sair dali, mas ele a segurou.
E – Eles foram para o lado da caverna vão te ver e é capas de eles notarem as pegada.
W – Também não podemos ficar parados aqui.
E – E também não podemos nos entregar de bandeja.
W – Se ficarmos aqui faremos exatamente isso
E – E quem disse que ficaremos parados? E tenta não aumentar muito o tom de voz.
? – Ouviu alguma coisa?
? – Acho que veio dali.
Congelaram ficaram imóveis mal respiravam e tiveram que se segurar pra não gritar ou se mexer devido ao susto que tomaram quando um coelho passou correndo por eles.
? – Era só um coelho.
? – Hei são marcas de pegada ali.
Se antes mal respiravam agora nem isso faziam até o coração pareceu parar por um segundo.
? – São de duas pessoas e não é nenhum dos nossos.
? – Rápido vamos avisar aos outros.
Ed tirou rapidamente a sua mochila e escondeu, mas ao olhar para o lado Win já não estava mais lá estava correndo em direção a caverna.
Iria seguir ela se não fosse por um problema eles voltaram rápido demais e Salem estava junto e ao ver Winry mais a frente correu mais rápido que os outros.
E – "DROGA!" Dan vai chamar Al.
E assim cada um começou a correr para um lado.
Ed conseguiu ficar mais no alcance de Salem que por sua vez estava no alcance de Winry.
S – Winry espera!
Se ele pensou que isso a pararia mero engano só fez ela acelerar mais.
Logo Win entrou dentro da caverna e ao olhar pra traz e ver que Salem estava a poucos passos não foi nada animador. Correu pra dentro se esquecendo completamente de ir com a mão na parede. Pegou o isqueiro, que por sorte estava no seu bolso e o acendeu a luz não era grande, mas já ajudava a ver por onde ia.
Salem antes de entrar pediu que alguém lhe tocasse um isqueiro ou qualquer outra coisa que ajudasse a iluminar lá dentro. Assim que teve o isqueiro na mão entrou correndo, achava que não era muito funda, mas novamente se enganara.
Ed vendo aquilo começou a se preocupar, sabia que ela no desespero não iria para o lugar certo então se perderia. Mas o bônus seria que Salem também ira se perder e seria fácil acha-la... se não tivesse um 'talvez' nisso tudo seria bem mais fácil e também tinha o talvez de ele consiga alcança-la.
E – "Não tenho muita escolha e ficar parado não vai dar"
Passar pelos caras que estavam ali foi fácil o difícil seria sair.
E – "Tomara que ainda tenha a outra saída"
Continuou andando e olhando em volta para ver a onde eles estavam. Não gostou muito ao ver que Salem não estava muito longe dela, mas devido aos diversos caminhos com certeza teria tempo de se aproximar.
E – "Que ela tenha a decência de pensar em não deixar o isqueiro aceso"
Feliz mente Winry pensara nisso e estava tentando mesmo no escuro olhava pra traz de vez em quando para ver se Salem estava perto chegava a ouvir os passos dele ecoando, às vezes achava que era em sua cabeça, mas realmente ecoavam pela caverna.
Uma hora quase que caiu e com isso o barulho se fez ecoar na caverna.
Olhou pra traz e viu um rastro de luz se grudou na parede para passar desapercebida ou pelo menos tentar. Viu que tinha uma bifurcação e ele estava parado, provavelmente tentando decidir que caminho seguir.
Prendeu a respiração ao ouvir ele dar os primeiros passos.
N/A: OI GENTE!!
Lika eu já te disse pra não se preocupar . , Mas se lá pelo futuro tu estiver menos ocupada (ou encrencada xp) e eu tiver uma fic que tu goste pode ter certeza que, se tu quiser, o cargo de beta é teu D.
Agora mudando de assunto... O PROCIMO CAP É O ULTIMO T-T
Vou deixar pra tagarela nele xD.
Arigato a Lika Nightmare, Aislyn Rockbell pelos comentarios.
Bjs!
