N.A.: Hello, people! Bom..visto que amanhã cedinho tou viajando, eis que vim postar mais cedo (geeeente, tou evoluindo de atrasos para adiantos! =O ) Boa leitura! ^^

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HARRY POTTER E A DESCOBERTA DO AMOR

CAPÍTULO IX

RECEBENDO NOTÍCIAS

Harry saiu da enfermaria depois de alguns dias e muitos exames. Tentou continuar a estudar normalmente, mas não conseguia recuperar a matéria de mais de um mês e prestar atenção nas aulas dos assuntos novos enquanto Voldemort não dava as caras. Mas isso era impossível, pois além de sua consciência acusá-lo de ser culpado pelo seqüestro de Hermione por ela ser próxima a ele e a preocupação com o que estaria acontecendo a ela, as pessoas não paravam de olhar para ele com pena ou medo.

No meio de uma complicada aula de Poções, umas duas semanas depois, apareceu uma coruja negra, que pousou na carteira de Harry. Snape deslizou perigosamente até ele e falou, com sua voz mais perigosa:

- Não é permitido receber corujas durante as aulas, Potter.

Harry o ignorou. Retirou a carta que estava amarrada à perna da coruja, que levantou vôo imediatamente. Ele se levantou e se dirigiu à saída. Quando estava chegando, foi barrado por Snape que, misteriosamente, tinha conseguido chegar à porta antes do garoto. Ele falou baixo, mas de modo que todos os alunos ali presentes conseguiram escutar no silêncio da sala:

- Onde você pensa que vai, Potter?

- À sala do Prof. Dumbledore – respondeu passando por Snape e saindo da sala. O professor virou-se e o seguiu, puxando-o pelo braço e dizendo:

- Posso saber para quê?

Harry encarou o odiado professor e erguer o braço, mostrando o envelope preto. Virou o envelope e mostrou que estava selada com cera prateada, com um símbolo marcado na mesma: A Marca Negra. Dumbledore havia contado aos professores sobre a carta do Lorde das Trevas.

- Dumbledore me disse para ir até a sala dele assim que chegasse outra.

Snape encarou o envelope por um tempo e depois disse:

- Pode ir, Potter – e voltou para a sala de aula, berrando assim que entrou: - Calem-se!!!

Harry foi correndo até a sala do diretor, porém não sabia a senha. Enquanto tentava imaginar como faria para entrar, a Profª Mcgonagall apareceu no fim do corredor. Andou até ele, que estava sentado nos pés da gárgula, e perguntou:

- O que faz aqui, Sr. Potter?

- Eu preciso falar com o Alvo, mas não sei a senha.

- O diretor é um homem muito ocupado. O que você quer com ele?

- Voldemort mandou outra carta.

Ela encarou profundamente o garoto, que sustentou o olhar da professora. Então ela suspirou e disse, enquanto continuava seu caminho:

- Tente sorvete de chocolate.

Ele experimentou e subiu. Quando chegou, bateu na porta e entrou. Dumbledore estava sentado à sua mesa. Ficou surpreso ao ver o garoto diante de si, mas disse:

- Chegou outra, não foi? – Harry confirmou com a cabeça. – Sente-se, Harry – ele obedeceu. Dumbledore sentou-se próximo a ele e mandou-lhe abrir o envelope. Então ambos puderam ler:

Potter,

Chegou a hora. Daqui a um mês você irá receber um envelope como esse, só que vazio. Não o abra. Ele é uma chave de portal, que funcionará na noite do mesmo dia. Eu farei uma brincadeira com você, para resolvermos logo essa história de profecia e eu me livrar de você de uma vez, podendo assim dominar o mundo. Você passará por uma prova com vários obstáculos. Se você conseguir sobreviver, me enfrentará num duelo. Se ganhar, o que é impossível, salva sua vida e a da sua namoradinha sangue-ruim. Se perder, mato você e a garota.

Lembre-se, Potter, é daqui a exatamente um mês. Acho que estou ficando bonzinho demais... te dei até tempo para se preparar.

Ass.: Voldemort.

A carta pegou fogo, como da outra vez na Ala Hospitalar. Harry ficou paralisado. As vidas dele e de Hermione estavam em suas mãos. Na verdade, a de todas as pessoas do mundo, pois se ele perdesse, Voldemort dominaria tudo. Ele balbuciou:

- E agora, Alvo? O que vai acontecer?

- Sabe, Harry, o que vai acontecer exatamente, eu não sei, mas o que pode acontecer, tenho uma idéia.

- E qual seria?

- Na verdade são várias. Pode acontecer de você conseguir vencer Voldemort, destruindo-o de uma vez salvando a si próprio e a Hermione, assim como todo o resto do mundo, tanto bruxo quanto trouxa. Ou apenas o enfraquecendo, como fez há quinze anos atrás. Outra hipótese é ele vencer, matar você e a Hermione. Aí, Harry, não sei o que será do resto do mundo – ele fez uma pausa, suspirou e continuou: - Em ambas as hipóteses a profecia de Sibila Trelawney seria cumprida. Você se lembra dela, Harry?

- Claro... como poderia esquecer? Voldemort me marcou como seu igual. Um só poderia viver se o outro não sobrevivesse. E um deveria morrer nas mãos do outro.

- Você esqueceu um detalhe, Harry.

- Qual? – Harry perguntou esperançoso.

- Aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas terá um poder que o Lorde desconhece.

- Ah é... – ele murmurou, sentindo a esperança desvanecer-se tão rápido quanto chegou. - Mas que poder seria esse, Alvo?

- Isso, Harry, só você poderá dizer.

Um longo silêncio caiu sobre os dois. Harry pensava como ele saberia qual seria esse tal poder. Seus pensamentos foram interrompidos por Dumbledore:

- Harry, eu quero saber se você se importa de ter aulas e provas nas férias.

O garoto deu de ombros e disse:

- Se eu sobreviver... mas por quê?

- Porque eu acho que nós vamos ter que interromper suas aulas, por enquanto – Harry fitou desconfiado o diretor, que explicou: - Harry, eu pretendo fazer um treinamento intensivo com você. Você terá que aprender a duelar, desenvolver um raciocínio rápido e lógico, aguçar sua perspicácia e seus reflexos. Eu irei treiná-lo pessoalmente. Mas acho que é melhor você não contar sobre esse treinamento para ninguém. Nem mesmo para o Sr. Weasley. Só eu e você saberemos.

- Mas, Alvo, os outros professores não poderiam ajudar? – o diretor deu um sorrisinho divertido e disse:

- Você realmente acha isso, Harry? – Harry corou e mudou de assunto:

- Só mais uma coisa: Já que eu não posso contar nada pro Rony, como eu vou explicar o fato de eu não assistir mais as aulas?

- Eu acho que você vai ter que se isolar de todos, Harry. Você tem que se concentrar única e exclusivamente nesse treinamento.

Harry encarou o diretor tentando digerir o que ele tinha acabado de ouvir. Talvez ele não visse nunca mais ninguém depois que começasse esse tal treinamento.

- Você acha que consegue, Harry?

- Não. Mas acho que tenho que tentar.

- Certo. Amanhã esteja aqui bem cedo, antes de todos acordarem. Traga todas as suas coisas, inclusive sua coruja. Se esconda na capa de invisibilidade. Aproveite esta noite para se divertir um pouco com seus amigos. Mas lembre-se, Harry, em hipótese alguma fale sobre essa carta ou o seu treinamento para ninguém – Harry concordou com a cabeça. Dumbledore concluiu: - Então vá para sua torre, Harry, e até amanhã.

Harry saiu e o diretor suspirou, pensando em voz alta:

- Coitado desse garoto. Tão jovem e já com o mundo inteiro nas costas.

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Harry chegou no salão comunal calado e pensativo. Rony o recebeu e eles sentaram em suas poltronas preferidas, em frente à lareira.

- Harry, o que você tem?

- Nada.

- Tem certeza? Você tá tão calado...

- Tenho – Harry deu um sorrisinho.

- O que era aquele envelope preto?

- Nada, Rony, nada.

- Nossa, quanto mistério.

Harry deu outro sorrisinho e perguntou:

- Rony, você quer jogar alguma coisa?

- Claro!

E então eles ficaram jogando snap explosivo, xadrez de bruxo, entre outros jogos. Mais tarde, eles subiram ao dormitório. Porem, antes de dormirem, Harry disse:

- Rony, eu preciso lhe falar uma coisa.

- Pode dizer – Harry respirou fundo e então abraçou o outro garoto e disse:

- Rony, saiba que eu gosto muito de você, cara, você é o irmão que eu nunca tive.

- Oras, Harry, você também é como um irmão para mim... mas por que isso agora?

Harry suspirou enquanto o soltava e foi em direção à sua cama dizendo:

- Nada, Rony, nada.

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No dia seguinte, Harry acordou muito antes do sol nascer. Seu estômago estava roncando, já que não comera nada no jantar. Catou uns doces e os enfiou na boca, depois de fazer sua higiene pessoal. Agitou a varinha e murmurou um feitiço que aprendera para arrumar malas. Verificou a gaiola de Edwiges. Estava tudo pronto. Mas ele encontrou um problema: como faria para levar suas coisas pelo castelo sem ninguém perceber? A capa de invisibilidade não daria...

Sentou-se na beira da cama pensando... Dumbledore não dissera nada quanto a isso. "Vai ver já faz parte do treinamento... Já sei!!!". Apontou a varinha para as malas e murmurou:

- Reducio!

Elas encolheram até caberem em sua mão. Ele as pôs em seu bolso, pegou a gaiola de Edwiges, que observava tudo sem entender, e se cobriu com a capa. Achara melhor não encolher a coruja também, ele não tinha certeza se o feitiço podia ser usado em seres vivos.

Saiu do dormitório sem fazer barulho e foi até o escritório do diretor. Informou a senha, subiu e bateu na porta de carvalho, entrando em seguida.

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N.A.: É.. esse capítulo é um marco... é depois dele que eu começo a viajar loucamente... mas infelizmente vocês só vão começar a conhecer meus maiores surtos na semana que vem! :D

Bruna: Taí a continuação, mas infelizmente não foi agora que tudo se resolveu (até pq inda faltam aí alguns capítulos :D) Espero que esteja curtindo! ^^

Beijinhos a quem estiver lendo isso. o/

Evans