Capítulo 009 – E A Temperatura Sobe
O domingo se passou sem que Florence visse Snape. Nem no café da manhã, nem almoço ou jantar. Ela tentou ir às masmorras, bateu mas ele não respondeu.
Temia que o maldito senso de responsabilidade dele tivesse voltado. Um dia era tempo demais para que ele pudesse repensar os toques que eles trocaram na sexta à noite.
"Droga."
Segunda-feira
Aula de Poções
Para variar, Snape estava sendo um grande desgraçado, até mesmo com sonserinos. Não deu pontos para ninguém e descontou 30 pontos da Grifinória.
Florence ficou após a aula, estava preocupada com a reação dele. Pensando se o que ela temera estava acontecendo. Ela precisava ficar pra ver.
Enquanto todos os alunos saíam, Florence arrumava as bancadas. Assim que a porta foi fechada ela correu até a mesa dele.
- O que está errado, Severus?
Ele a olhou, furioso.
- É Prof. Snape, Srta. Lupin.
- Ah, não, de novo não. - Florence suspirou, pondo as mãos na cintura. - Eu sabia que devia ter insistido em te encontrar ontem... Você deve ter passado o dia pensando no que fizemos e...
- Eu não pensei nem um segundo sobre o que fizemos. - respondeu Snape, estupidamente. - Não há nada para se pensar.
Florence entendeu, pela leve hesitação nos olhos negros ao encarar os seus, que algo havia acontecido.
- Foi Dumbledore, então? O que ele lhe disse?
- É Prof. Dumbledore, Srta. Lupin. Ele é Diretor desta escola, não vou permitir que falte lhe com respeito.
- Mas que droga... - murmurou ela, aproximando-se da mesa onde Snape estava fingindo que corrigia pergaminhos. - Por que isso? Por que me evitar de novo, depois do que passamos... depois de tudo o que...?
- Chega! - sibilou ele. - Saia, Srta. Lupin, está dispensada das suas atividades como monitora de Poções.
Florence o olhou, chocada.
- Você só pode estar de brincadeira! - exclamou ela.
- A senhorita não consegue se comportar como deve, não merece a responsabilidade que lhe foi dada. - a voz dele dura, os olhos voltando aos pergaminhos.
- Não faça isso comigo. Você sabe o quanto eu... amo ser monitora de poções. Não...
- Saia, Srta. Lupin.
Florence ficou em pé o encarando, lágrimas nos olhos, lágrimas de tristeza e de fúria.
- Não! Eu não saio. - murmurou ela.
- Então eu serei obrigado e forçá-la a sair. - Snape levantou da cadeira e a pegou pelo braço, carregando-a até a porta, bruscamente.
Florence se jogou contra ele, pressionando o corpo contra o dele, os rostos próximos. Ela sentiu o corpo dele reagir à proximidade.
- Não me trate assim, eu...
- Pare, Florence. Eu só vou me meter em confusão se levarmos isso adiante. - murmurou Snape, sobre os lábios dela.
Florence levou a mão que ele não segurava até os cabelos dele, puxando-os para si. Ela passou a língua sobre os lábios dele, torturando-o.
Snape suportou o tempo que conseguiu, mas logo ele a tinha contra a parede, as pernas dela envoltas em sua cintura, os lábios grudados nos seus. Ele desceu as mãos pelas pernas dela, acariciando-a as coxas, ouvindo gemidos deliciosos ecoarem pela sala de poções.
- Jante comigo na sexta-feira, novamente. - murmurou ele, rouco, no ouvido dela, mordiscando o lóbulo, afastando-se dela lentamente, olhando os olhos verdes pesados de desejo, os lábios rosas, avermelhados de seus beijos, a respiração ofegante que fazia os seios dela se movimentarem.
Florence ajeitou a roupa e pegou a mochila na mesa que ela sentara durante a aula.
- Sobre minha monitoria...?
- Não posso continuar tendo-a como minha monitora. - disse Snape voltando a sentar.
- Certo. - ela respirou fundo. - Perdi a monitoria mas ganhei um jantar.
Snape a olhou rapidamente.
- Tchau, Prof. Snape. - murmurou ela, sorrindo, antes de sair da sala.
Ele bufou quando a porta se fechou, largou a pena sobre a mesa e levou as mãos aos cabelos. Estava perdido. Uns beijos e ele baixava a guarda, o toque do corpo dela contra o seu era o suficiente para ele perder a postura de autoridade e se transformar em um homem louco de desejo. Ela era sua perdição. Ele estava apaixonado e Florence o tinha nas mãos.
Uma semana nunca demorou tanto tempo para passar.
Florence teve mais duas aulas de Poções antes da sexta-feira, mas não o provocou mais.
Sexta-feira
Florence nem apareceu no grande salão para jantar. Ela tomou um longo banho, se arrumou, secou os cabelos e rumou para a sala de poções.
Snape abriu a porta menos de dez segundos que ela havia batido. Ele a olhou de cima a baixo. A camisa branca, os três primeiros botões abertos, mostrando o colo, a volta dos seios, a saia azul soltinha, curta, um sapato baixo, os cachos soltos. A visão de sua perdição.
Ele se afastou da porta, indicando que ela entrasse.
Florence entrou e se virou para ele.
Snape fechou a porta e se dirigiu a ela pela primeira vez naquela noite:
- Boa noite, Florence.
- Boa noite, Severus. - respondeu ela, num sussurro, dando dois passos em sua direção.
Snape a envolveu pela cintura, tomando os lábios dela nos seus, possessivamente. Ele já estava duro. Florence era uma provocação ambulante. Os sonhos que ele tivera durante a semana apenas transformavam essa situação ainda mais torturante. Em seus sonhos, ele já a havia possuído em todos os cantos da sala de poções, no armário de ingredientes, na sua sala privativa, contra as estantes de livros, estes caindo no chão sem que ele se importasse, apenas lançar-se dentro dela importava, fazê-la gritar mais e mais era o que importava. E o beijo continuava. Eles caminharam até a sala dos aposentos privativos do Mestre de Poções, sem interromper os toques de lábios e mãos. Florence gemia em seus lábios, enlouquecendo-o, pondo mais fogo em seus pensamentos. Ela seria daquelas que gritam durante o sexo, pela forma como ela gemia e sussurrava a cada toque dele, Snape podia ter certeza disso. E ele adorava imaginar os gemidos e gritos de prazer dela. Florence gritaria seu nome a cada orgasmo que ele a proporcionasse, a cada investida dele dentro dela. Ele sentiu um arrepio passar pela espinha e a derrubou sentada na poltrona em frente a lareira.
- Nosso jantar logo estará aqui. - disse ele, a voz estranha, pesada, enquanto sentava noutra poltrona de frente a dela.
- O que teremos pra jantar, Severus?
- Frango ao molho madeira e saladas, arroz para acompanhar.
- E é isso que você gostaria de estar comendo essa noite? - perguntou Florence, o sorriso sexy dela não deixando-o desviar do duplo sentido da frase.
E, novamente, o barulho dos elfos servindo a mesa, o salvou.
Eles jantaram, conversando sobre as aulas e a nova monitora de poções que substituíra Florence.
Após o jantar, eles sentaram novamente de fronte a lareira. Vinho para ela, firewhisky para ele. Silêncio e troca de olhares. O vinho deixando-a com o rosto corado e mais desinibida. O desejo dela visível nos olhos verdes estava enlouquecendo-o. Nunca na vida ele ficara tanto tempo de pau duro sem poder fazer algo, era doloroso e estressante.
Florence imaginava o desconforto dele, e o encarava propositalmente. Ela sabia que ele estava no último do controle, só precisava de mais uns puxões e...
- Vamos jogar? - perguntou ele, indicando a mesa de xadrez.
Ela sorriu e foi até a mesa.
Eles começaram a jogar.
Florence perdeu a primeira partida e estava perdendo a segunda, indignada.
- Mas como eu posso estar perdendo duas seguidas hoje? - reclamou ela. - Da última vez que jogamos eu destruí você em poucos minutos!
- Concentração, Flor. Na outra noite eu não estava conseguindo me concentrar. Mas hoje não tem nenhuma ninfa me provocando, portanto eu estou jogando bem, enquanto você... está com a mente em outro lugar.
Florence sorriu para ele, sexy.
- Uma ninfa, eh?
- Era o que você parecia pra mim naquela noite. - Snape se recostou na cadeira de espaldar alto, bebendo um gole do firewhisky, encarando-a, baixando o tom de voz para uma carícia: - Os cabelos soltos, os pés descalços, o vestido caindo pelo seu corpo. Uma ninfa virgem, me provocando. Eu não tinha como me concentrar num estúpido jogo de xadrez.
- Hmm. - Florence mantinha os olhos nele, um pensamento surgindo. - Então, meu temido e delicioso professor de poções ficou totalmente desconcentrado porque uma ninfa virgem estava em seus aposentos, mais do que desejosa para ser deflorada? - o tom de sedução e deboche, o olhar malicioso.
- Qualquer homem esqueceria o jogo e se concentraria apenas na ninfa. - disse Snape.
- Pra mim qualquer homem não importa. - disse Florence, levantando da cadeira, dando a volta na mesinha de xadrez, ficando de frente para ele. - Só você interessa. - ela sentou no colo dele, uma perna de cada lado, ela retirou o copo das mãos dele e estas foram automaticamente para sua cintura. - Eu afeto você, não é? - murmurou ela sobre os lábios finos, puxando os cabelos negros.
Snape não respondeu, ele a puxou para baixo, fazendo-a sentar com força sobre seu membro dolorido de desejo.
Florence gemeu:
- Ah, sim... eu te afeto...
E ele a atacou os lábios, calando-a, invadindo a boca quente com a língua, fazendo-a gemer em sua boca, os quadris mexendo em seu colo, esfregando-a sobre seu pau.
As mãos dele passavam por todo o corpo dela, levando-a ao pico do desejo. A língua serpenteando próximo à orelha. Os dedos hábeis nos botões da camisa, abrindo-os, expondo o sutiã em renda branca, os seios fartos que mal eram contidos pela peça.
Florence já não pensava racionalmente, tudo o que aparecia em sua mente envolvia ela e o delicioso professor nus e em diversas posições e situações, todas com algo em comum: ele metendo dentro dela.
Snape percebeu o quão vulnerável ela estava naquele momento e isso o excitou mais. Faria o que quisesse com ela naquela noite. Ele a atacou os lábios novamente, descendo pelo pescoço e para os seios. Lambendo e mordendo a parte que o sutiã não escondia. Florence se mexia ritmadamente em seu colo, o cheiro dela espalhado pela sala, as calças dele se tornando molhadas pela lubrificação dela.
- Deliciosa. - murmurou Snape, as mãos mantendo-se na cintura dela, ajudando-a a sentar sobre ele, na intenção de fazê-la gozar só pelo contato através das roupas.
- Severus... - Florence gemia. - Pare, eu quero... você... agora.
- Não, Flor... eu não posso te dar o que você quer. - murmurou ele, vendo-a jogar a cabeça para trás, o orgasmo se aproximando. E Snape sentiu que poderia gozar só vendo-a, suada, gemendo, semi-nua em seu colo. Ele afastou o sutiã com a boca e expôs um mamilo, pondo-o na boca.
Foi o limite para ela.
Florence gritou, agarrando-se mais em seus ombros, marcando sua pele com as unhas, tremendo em seu colo, gemendo seu nome, os olhos fechados.
Snape sentiu a pressão em suas calças se tornar insuportável, suas bolas doíam. Ele a beijou os lábios, lentamente, sentindo o calor do corpo dela pós-orgasmo, a textura da pele, o suor.
- Isso foi... - ofegou ela, abrindo os olhos verdes, brilhantes de prazer. - Incrível, Sev. Mas eu ainda preciso de você... - ela desceu a mão até o cós da calça dele, abrindo-a.
Ele a impediu, quase ouvindo seu pau gritar em revolta.
- Não, Flor. Não posso fazer algo que você pode se arrepender no futuro.
Ela não disse nada, apenas manteve o olhar nele e guiou uma mão dele ao seu meio, afastando a calcinha para o lado para que ele a sentisse.
- Ainda acha que eu posso me arrepender? - murmurou Florence, gemendo.
Snape não pode reprimir um gemido ao sentir seus dedos na abertura encharcada e quente dela. Ele a atacou novamente, mordendo-a no pescoço:
- Você é... minha perdição, Florence. - rosnou ele, bravo em seu ouvido. Ele mergulhou uma mão nos cachos e puxou a cabeça dela, expondo a lateral do pescoço, que ele continuou a marcar.
Florence gemia alto. Ela adorava essa violência dele, era um sinal de que o controle já se esvaíra e que não havia mais volta.
Mas ela estava enganada.
Snape se levantou da cadeira e a pôs de pé no chão, afastando-se.
- Saia, Florence. Eu estou lhe dando a chance de pensar...
- Você está é me dando tempo para fugir! - riu ela. - Isso, professor, não vai acontecer. Eu não vou fugir de você. - ela voltou a colar os corpos. - Eu te quero, Sev... eu te amo.
- Não diz isso. - rosnou ele, antes de atacar os lábios dela, suas línguas lutando pelo controle. O cheiro do sexo dela estava pesado no ar, Snape estava perdido. A vontade de meter dentro dela se tornando extremamente dolorosa. - Você veio até aqui com uma intenção clara, não foi? - ele puxou os cabelos dela. - Responda!
- Sim! - ela arfou, sentindo mais lubrificação descer por suas pernas, molhando suas coxas.
Snape grunhiu. Ela viera preparada para ser deflorada, pronta para ser sua. Os cabelos soltos que ele adorava puxar, a saia curta, os pés descalços, tendo o sapato se perdido em algum lugar por ali.
- Foge enquanto é tempo, Florence. - murmurou Snape. - Depois que eu te fizer minha... não terá mais volta.
Ele a viu estremecer ao som de sua voz e levou um dedo ao meio dela, afastando a calcinha, acariciando o clitóris ritmadamente. Observando-a entreabrir os lábios e gritar, quando o segundo orgasmo daquela noite a dominou. Florence gemeu alto, os dedos nos cabelos negros, puxando-os, o corpo amolecendo como gelatina. Ela se apoiou contra ele, as pernas falhando, tremendo.
- Não era isso o que eu pretendia... - murmurou ela, contra o pescoço dele, sentindo seus sentidos se desligarem, um sono repentino tomando conta de seu corpo. E ela caiu nos braços dele.
Snape a pegou no colo, levando-a até a lareira e, com um pouco de pó de floo, ele a levou para o quarto dela, deitando-a na cama.
Snape ficou observando-a deitada, adormecida. Os dois primeiros orgasmos dela na mesma noite foram fortes demais para o corpo virgem. Mas ele não conseguira se conter. Florence era tão deliciosa, ela respondia aos seus toques com tanto fervor, tanto desejo por mais... ele rosnou. Só podia imaginar que loucura seria tê-la, dominá-la completamente, vê-la estremecer como ele vira hoje mas com o pau enfiado entre as pernas.
Ele voltou rapidamente para seus aposentos, terminou de beber seu firewhisky e durante um banho, para relaxar, ele se viu obrigado a esvair sozinho o desejo que lhe pesava as bolas.
Nota da autora: esse capítulo era pra ser triste e desolador para nossa amada Florence, mas fics tem vida própria e *abana* aqui está a prova disso. Não sei dizer da onde surgiu esse capítulo. Minha mente e meus dedos entraram em acordo – o que é raro – e em vinte minutos tudo surgiu.
Meu problema agora será fazer a primeira vez deles ser melhor do que isso daqui.
Espero que tenham gostado.
*alguém não gostou?*
Beijos para: Coraline D. Snape (Flor vai sumir e Lupin já tem problemas demais tendo que viver com a licantropia pra pensar em sair pelo mundo atrás da irmã.), Hatake KaguraLari (eu amo a Eileen desde SOAS! Sev merece uma mãe amável já que teve um pai abusivo e uma vida difícil.), Emily Farias, Lari SL e Yasmin Potter (Animadinhos? Muito mais que animadinhos... rsrs).
Desculpem-me pela demora. Provas logo acabarão e eu terminarei as fics.
* Fic termina no capítulo 11 – ou pelo menos este é meu plano, no momento.
