N/A: Peço mil desculpas à quem tem esperado tanto tempo por atualizações. Eu realmente andei ocupada e com a vinda das férias eu tive meus compromissos e que resolver muitos problemas. Deixo aqui todos os capítulos que eu já tenho escrito e espero reviews dos que não me abandonaram! Também vou colocar uma nova fic chamada "Never Forget" e atualizarei meu perfil com os links úteis, para quem quiser acompanhar em outros sites que eu posto.
Beijos! Aproveitem!
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O céu estava demasiadamente escurecido, por causa do repentino tempo fechado. Alice tinha visto fazer sol pela manhã, mas pelo visto não tinha visto a chuva vindo a seguir. Minhas mãos ainda sujas com a tinta da tela que acabara de pintar, estava fresca manchando meus braços e minhas mãos.
O cheiro da terra úmida do lado de fora da casa já não era o mesmo que eu costumava sentir quando humana. Eu tinha uma vaga lembrança de gostar de sentir o cheiro que ficava em dias como esse. Mesmo gostando do sol, a única coisa agradável da chuva era isso.
Em vez de seguir para o banheiro, pulei a janela e pousei os pés no chão, sentindo a terra fofa e macia embaixo dos meus pés, mais sensíveis agora. Lentamente, as gotas iam molhando meu rosto, meus cabelos e meu corpo.
A tinta que era colorida em meu corpo, foi se tornando transparente, escorrendo por meus dedos e eu me deixei levar pela sensação que percorria em meu corpo. Minha mente vagava o acontecido a tarde, a preocupação nos olhos de Edward, e o carinho pelo presente inusitado.
Agora, eu me sentia culpada por causar transtorno a todos que eu amava. Eu queria poder fazer alguma coisa. Mas machucaria muito se eu fosse sozinha. E Edward me fizera prometer. Só podíamos esperar.
Voltei pela porta da frente, que nunca era trancada, molhando um pouco o chão. Aproveitei minha velocidade extra e corri para o quarto. Entrei no banheiro direto, me enxugando e reparei que a música do piano não tocava mais. Ainda com os cabelos pingando, entrei no quarto buscando por uma roupa.
Tentei "farejar" um moletom, ou uma roupa mais confortável, mas as roupas que Alice havia comprado, não eram muito o meu tipo, comparado ao que eu usava. Então coloquei um vestidinho, de alça, branco.
Escutei alguns passos dentro de casa, e imaginei que fosse Edward, já que ninguém tinha voltado ainda. Tentei mentalizar a minha bolha física, que me dava agora, mais trabalho para remove-la, já que estava adaptada a ficar sempre a minha volta. Eu não podia mais priva-la de me ver, a família toda corria risco.
Depois de me "desprender", escutei uma respiração pesada e abri os olhos, que não tinha percebido terem sido fechados, com a concentração.
- Desculpe, eu não queria atrapalhar. – disse cordialmente.
- Não foi nada, só estava... me desprendendo, da "bolha". – expliquei.
- O quadro ficou muito bonito.
- Obrigada. – ficamos alguns segundos ainda nos olhando. Tinha curiosidade em seus olhos e eu não sabia decifrar pelo que era. – Obrigada pela tela.
- Não precisa agradecer, foi um presente. – se aproximou puxando o canto da boca em um sorriso torto.
Edward podia não ter noção de seu charme natural, ou podia e usava-o de propósito. Me peguei com a boca entre aberta, olhando para seus lábios, vermelhos e convidativos.
- Você mudou a música. – notifiquei.
- Sim... – ele continuou olhando em volta, e vendo as latas de tinta ainda abertas, e os pincéis manchando o chão.
Ele começou a guardar os pincéis com calma, e eu só conseguia observar, mordendo o meu lábio para não perguntar qualquer coisa estúpida que o tirasse dali. Minha respiração ia ficando mais rápida, conforme a ansiedade, sem eu notar.
- Pode perguntar. – ele disse rindo e colocando as tampas nas tintas.
- Achei que não lesse a minha mente.
- Não. Não leio. – ele me olhou. – Mas ainda sou bom observador, e sua respiração te trai.
- Ah... – e foi só isso que eu consegui responder. – A música nova já tem nome?
- Ainda não terminei. – respondeu desviando os olhos, um pouco mais sério. – Só... escolho... os nomes depois.
- Oh, sim.
Eu o ajudei arrumando as coisas espalhadas. Podíamos ter terminado em questão de segundos, o que levamos fazendo em longos minutos em silêncio. Sentei no chão, depois de ter guardado o último lápis que estava embaixo da mesinha, e ele fez o mesmo, de frente para mim.
Nossas pernas cruzadas, encostavam os joelhos, e mesmo esse pequeno toque, já me revirava o estômago e eu fechava meus punhos, sentindo minha unha curta, conseguir perfurar minha pele não-humana.
Nos olhávamos com intensidade, e eu não conseguia desviar de seus olhos muito claros, por conta da caçada recente. Sua boca estava rígida em uma linha reta e suas sobrancelhas quase se juntavam, por estarem franzidas.
Eu queria poder conseguir fechar os olhos e guardar aquela imagem na minha cabeça, para completar meus desenhos depois. Nunca tinha ficado tão intensamente próxima dele. Parecíamos duas estátuas, ninguém respirava ou se mexia. Até que eu senti seu dedo indicador encostar em meu joelho. Ainda sim, não desviei o olhar do dele.
Ele viu, que eu não o tinha parado e lentamente, começou a fazer mínimos círculos na região. Um calafrio, ironicamente, percorreu minha espinha. E eu não me sentia tão desumana naquele ato, muito pelo contrário. Eu queria sentir mais, eu queria me sentir mais próxima de como eu fui, e com Edward era ainda melhor.
Então parou e só ficou com o dedo pousado no local. Eu fui hesitante com a minha mão e peguei dois dedos de sua mão e acarinhei. Ele fechou os olhos, respirando pela primeira fez. Sua expressão ficou mais suave, e ele passou o polegar por cima do meu. E nesse brincar de dedos, nossas mãos se cruzaram, encaixando nos espaço entre eles.
Edward abriu os olhos novamente e me deu em leve sorriso, o qual eu retribuí. Me sentia leve, me sentia bem, com sua presença, com seu toque, com seu sorriso, sua beleza, seu carinho. Minha mão desgarrou da dele e foi passeando pelas costas de sua mão, até o ante-braço. Indo e voltando, nossos olhos nunca desgrudavam.
Ele esticou a outra mão e passou por minha bochecha, até a linha do meu queixo e voltou, passando o dedo por entre meus fios de cabelo, ainda úmidos. A sensação se sua pele macia, encostando na minha, era surreal.
Cada toque, eu sentia queimar e reviver cada célula do meu corpo morto. Ele congelou por alguns instantes e recolheu as mãos.
- Os outros estão chegando. – ele disse ficando de pé rapidamente.
Eu fiz o mesmo e me afastei, com o susto repentino. Ficamos nos olhando algum tempo, e de repente ele parecia arrependido.
- Sinto muito... por... – disse nervosamente.
- Não... – ele disse se aproximando. Me olhou nos olhos e segurou meus ombros. – Não sinta. Por favor.
- Ok. – sussurrei fraco.
Então ele colou seus lábios em minha testa, causando um choque elétrico da onde seus lábios estavam até o final da minha espinha, e se ele não estivesse com as mãos nos meus ombros, eu sentiria minhas pernas fraquejarem. Edward saiu rapidamente, me deixando sem reações no meio do quarto escuro. Como ele conseguia me deixar desse jeito, se o normal seria ele não causar nada ao corpo que não tinha vida?
Eu estava estática, ainda no meio do quarto, e já podia ouvir os outros correndo à alguns metros de casa, falando coisas desconexas. Estava tão absorta em mim, que não conseguia relaciona-los e por um momento, esqueci o porque de todos ainda estarem lá fora.
É claro que não iriam só caçar, provavelmente, estariam atrás de novos suspeitos que procuravam por mim. E foi por esse pensamento, que no segundo seguinte, em que Edward saiu por minha porta, que eu desci. Ele acendeu as luzes da sala, mesmo que desnecessariamente. Um humano normal acenderia, e estávamos acostumados a nos portar como tais.
Assim, por alguns minutos, eu afastei os últimos momentos do quarto, para lidar com um problema maior que meus sentimentos.
- O que... Alice... ? – murmurava Edward contra a porta, ainda fechada.
Então a porta se abriu e um por um, foram entrando, e se posicionando casualmente. Alice e Edward se encaravam em uma conversa muda, só deles. Para a família, era conveniente em algumas situações, com duas pessoas tão talentosas e úteis, para os curiosos, nem tanto.
- Acalme-se, Bella. – disse Jasper.
E todos desviaram os olhos para mim. Eu me sentia mecanicamente acalmada, uma emoção forçada e que não era bem-vinda. Dentro da minha bolha, eu não era alterada por ninguém, agora que devia ficar fora dela, me sentia uma marionete nas mãos de quem pudesse dominar.
Jasper podia não ser leitor de mentes, mas ele sentia meu estado, e possivelmente, sabia quais eram meus pensamentos perante aquela situação. Ele me olhava fixamente, ainda tentando equilibrar minha angústia e ansiedade.
- Tudo bem, não é só a Bella quem está querendo saber da situação! –reclamou Rosalie, se pronunciando pela primeira vez, ríspida.
Emmett passou o braço por sua cintura, mas sobrancelhas dela continuavam curvadas em desgosto.
- Vocês podem, por favor, nos dar um minuto? – perguntou Edward cerrando seus dentes, ainda sem tirar os olhos de Alice.
A calma foi alastrada com mais intensidade, então todas as feições pareciam indiferentes ao que realmente ocorria.
- Eles não vão vir. – ele continuou. Esperamos que continuasse. – Eles estão confundindo a Alice. Aro diz "precipitadas", "decisões precipitadas". Mas ela não consegue pegar toda a conversa.
- Não é culpa minha. – ela se defendeu.
- Nós sabemos, querida. – disse Esme passando seus braços torneados aos ombros de Alice.
- Bem, acho então que não precisamos nos preocupar, certo, Edward? – perguntou Carlisle.
Edward apenas o ficou encarando. Carlisle estava dizendo algo a mais. Mas seria só para ele ouvir, que olhou em minha direção e desviou de novo, assentindo em silêncio.
- Acho que podemos voltar aos nossos afazeres agora. – propôs Carlisle.
- Nós vamos voltar a caçar. – falou Emmett. – Não quer ir com a gente, Bella?
- Melhor não... – respondi encarando os olhos preocupados de Edward.
- Ah, vamos! Quem sabe dessa vez eu dou sorte, e luto com o vampiro que vier atrás de você?
E soltou sua risada estrondosa, ecoando pela sala e descontraindo algumas expressões cautelosas na casa. Apenas Edward permanecia sério e virou para encarar Emmett.
- Foi só uma brincadeira, Edward. – implicou, soltando mais uma de suas risadas.
- Não quer mesmo ir, Bella? – perguntou Alice dessa vez. – Você mal deve ter se alimentado.
- Tudo bem. Estou bem, de verdade. – assegurei.
Jasper rapidamente passou para o lado dela, abraçando-a pela cintura e seguindo para a porta, antes de virar novamente e sibilar um "Me desculpe, por...". E mais uma vez, eu estava grata de não poder corar. Não precisei olhar para Edward para ver sua reação, sentia seus olhos em mim.
Depois de saírem, Carlisle parecia entender a situação, o que me deixou mais constrangida.
- Eu vou me preparar para o plantão de hoje... Me acompanha, Esme?
- Oh! – disse surpresa com um sorriso nos lábios. – Claro.
E piscou para mim, que desviei. Suspirei e subi as escadas em direção ao meu quarto. Não o senti vindo atrás, mas meu corpo respondia ao seu olhar ainda, tão intenso e tão cravado em mim. Toda uma energia estática percorria meu corpo.
A sensação de um banho quente era maravilhosa contra a minha pele fria. Nada comparado a quando eu era humana. Calor era bom, e eu sentia falta disso.
O dia amanhecia cinzento, mas ainda sim, Alice não iria a escola, e era o que eu mais queria naquele momento. Algo para distrair a cabeça, e tentar não imaginar mais situações que complicariam a vida dos Cullen. Mesmo não tendo certeza da garantia feita por eles.
Ainda era cedo demais para sair de casa, mas seria bom uma caminhada até o colégio. Sem precisar correr e poder vagar meus pensamentos, era a melhor pedida. Além do mais, eu tinha recusado um carro de presente. Não haveria outra saída.
Estava amarrando meu tênis, e escutei passos próximos a porta. Virei a cabeça instantaneamente e vi a figura gloriosa de Edward me observando. Levantei e o fitei curiosa.
- Vai para a escola?
- Sim... – ele continuou me olhando, e eu não conseguia desviar. – Pensei em ir, e me distrair. Não queria ficar sem fazer nada por aqui e...
Quando notei, tinha começado a falar em disparada, tentando arranjar uma desculpa tanto para ele, quanto para mim, para não pensar do que nos aconteceu algumas horas atrás. Ele deu um sorriso quebrado, com os olhos apertados, pela expressão calorosa que emanou de seu rosto, me fazendo esquecer o que mais eu iria falar.
- Eu vou também. – ele disse após alguns segundos, notando minhas palavras apressadas. – Posso... te levar?
Sua pergunta não parecia ter total segurança, e sua seriedade repentina, esperando que eu respondesse, só me deixou ainda mais surpresa com a proposta. Assenti encolhendo os ombros. Ainda era cedo demais, mas a sugestão era tentadora para ser recusada. Eu poderia perguntar o que Carlisle falou com ele, e o mais importante... poderiamos passar mais algum tempo a sós.
Não sabia ao certo que sentimento tomava meu corpo e inibia minhas reações e resposta sob seu olhar galanteador, mesmo que ele não tivesse conhecimento disso. Mas essas emoções só aumentavam, e por alguns momentos, eu me sentia humana novamente.
- Eu... vou esperar no carro. – ele disse passando a mão na nuca. – No volvo.
Depois de explicar, ele desceu rapidamente, e finalmente eu me dei conta do que iria acontecer. Os momentos anteriores tinham sido tão, ou até mais, íntimos do que um beijo. Minhas reações no corpo e na mente, me faziam buscar por ar, que nem ao menos, eu precisava.
Tratei de pegar meu material e descer as escadas, em um impulso rápido. O carro estava parado com os vidros escuros, abertos, enquanto ele encarava seriamente as mãos, em volta do volante.
Quando fechei a porta, atrás de mim, ele me olhou, forçando um sorriso nervoso. No outro segundo, ele estava no lado de fora, abrindo a porta para mim, esperando que eu me aproximasse. Andei devagar, sentindo que meus pés me trairiam a qualquer momento.
Edward esticou a mão, cavalheiro, e eu me sentei no banco do motorista, apoiando o caderno em meu colo, controlando bravamente para não hiperventilar. Nem um minuto depois, ele estava ao meu lado, fechando a própria porta e dando partida no carro.
Ao contrário do que pensei, ele não foi calmo e devagar. A primeira arrancada com o volvo, e a acelerada seguinte, nos manteve em uma velocidade a mais de cem por hora. Então comecei a desconfiar e a ficar com raiva.
Ora, se queria tanto que eu saísse do carro, não precisava estar me levando. Sem notar, minhas sobrancelhas já estavam juntas, formando um "v" carrancudo e minhas mãos cerradas, enquanto seguravam o material no meu colo.
- Algum problema, Bella? – perguntou sussurrando, ainda sem me fitar.
- Não. – ele tossiu, disfarçando uma risada.
O que me deixou ainda mais enfurecida. Em menos de dez minutos, estávamos no estacionamento do colégio. Ele desligou o carro por completo e virou em minha direção.
- O que a incomoda, Bella? – eu estremeci a forma como me chamou. O jeito com que falava meu nome, fazia meu estômago se contorcer.
- Porque dirigiu tão rápido? – despejei rapidamente, antes de pensar em não falar. Ele me olhava cauteloso, então fitei seus olhos dourados sem reação.
- É só o jeito que eu dirijo. – então soltou um riso sarcástico. – Desculpe se a incomodei. Podia ter me falado que não gosta de ir rápido.
- Não é isso. – o cortei irritada.
- Então o que seria?
- Porque quis me trazer? Quero dizer, por que se deu o trabalho?
- Só estava tentando ser gentil, já que eu também ia para a escola. Só isso.
É claro que seria só isso. Como eu poderia ter sido tão estúpido ao ponto de pensar que ele estava pensando como eu? Ele já devia ter se arrependido ou esquecido do que aconteceu e queria agir, como agia com a família toda.
Então estava realmente brava comigo, e extremamente envergonhada.
- Ótimo. – murmurei.
- Bella... o que...?
- Nada. Obrigada. A gente se vê.
Cuspi rapidamente, antes de abrir a porta do carro e me deparar com ele, já na minha frente. Alguém podia te-lo visto. O que ele pensava que estava fazendo?
- Me perdoe.
- Pelo que? – perguntei fechando a porta atrás de mim e encostando as costas ali.
- Por dar as respostas erradas.
- Você não...
- Deixe eu terminar. – ele pediu me olhando nos olhos. – Por favor.
Eu esperei, ele fechou os olhos e se aproximou, apoiando uma das mãos no carro. Muito perto. Minha mente falava.
- Devo ter te dado a impressão errada, acelerando para chegar mais rápido. – continuou. – Eu só queria mais tempo para conversar com você, a sós e sem ninguém para escutar.
Mordi meu lábios reprimindo uma arfada. Eu estava completamente sem palavras. As palavras me bateram em cheio, e se ainda fosse capaz, meu coração estaria ridiculamente acelerado.
- O que eu estou tentando dizer é: você é importante para mim, Bella. Todo mundo tem um ponto fraco, e você é o meu. Eu nunca sei como reagir, nem como estar próximo a você. Eu só preciso estar. Me fez quebrar séculos de postura similarmente humanas, e agora desestrutura minhas ações.
Se antes eu já não tinha reações, agora eu já não respirava ha bastante tempo. Seus olhos me fitavam com tamanha intensidade, que me prendiam e me mantinha imóvel.
- Só preciso saber o que você sente. – ele pediu delicadamente, subindo uma das mãos para o meu rosto. Descendo os dedos levemente até a base de meu pescoço. – Eu estou apaixonado por você, Bella.
Sua voz, rouca e doce, sussurraram as palavras triunfantes que minhas emoções e sentimentos tanto clamavam por escutar. Seu rosto se aproximava cada vez mais do meu, e já me sentia resfolegar, inalando seu cheiro inebriante.
Eu queria mais, meu corpo exigia mais. Sua mão subiu para o meu cabelo, apoiando em minha nuca, deixando a sensação arrepiante tomar conta de cada milímetro de mim. Nossos olhos nunca desgrudaram, dando a sensação de segurança para o que estávamos prestes a fazer.
Nossos narizes roçaram as pontas, até encaixarmos o encontro de nossos lábios. Um encontro que eu esperava tanto. Minha imaginação não fazia jus a maciez de sua boca. O encontro suave que continuou por um tempo indeterminado.
Me atrevi a abrir delicadamente meu lábio inferior, sugando o dele para dentro de minha boca. Estava receosa por uma rejeição, afinal, eu não tinha práticas no que estava fazendo, apenas reagia como meu corpo pedia.
A dele se movimentou lentamente, procurando se encaixar ao que se pedia. Logo nossas línguas se procuraram simultaneamente, causando um calor que não deveria existir em dois seres sem vida. Mas eu me sentia mais viva do que qualquer humano na terra.
Era lento, calmo, apaixonado. A língua dele contornava todo e qualquer canto da minha boca, fazendo minha cabeça girar. Minha mão foi de encontro aos fios dourados, nos juntando ainda mais.
Meus sentidos estavam mais aguçados do que nunca. E ironicamente, eu não sentia ou escutava mais nada ao meu redor, a não ser nosso beijo. A mão que estava apoiada ao meu lado no carro, desceu para a minha cintura, e eu apertei mais seu cabelo entre meus dedos.
A urgência do beijo foi aumentando, até nossos corpos também estarem colados. Ele desgrudou nossas bocas, mas eu permaneci de olhos fechados, pois Edward começou a beijar minha clavícula, meu pescoço.
Não conseguia me controlar mais. Vergonhosamente, soltei um gemido e ele parou, subiu o rosto novamente e grudou nossas testas.
- Se eu não parar agora, não sei quando vou conseguir.
- Ok.
- Abra os olhos, Bella.
Só então eu notei, que ainda os mantinha fechados. Quando o fiz, me deparei com o seu sorriso mais aberto, provocando o mesmo em mim. Foi quando eu reparei uma série de carros e algumas meninas em grupos nos encarando.
Edward olhou para o lado, vendo a mesma coisa que eu, mas em vez de se afastar, colou nossos lábios, rápido demais para mim, mas ainda me deixando sem reação. Ele se esticou pelo vidro do carro aberto e pegou meu material.
- Eu passo aqui para te buscar, ok?
- Ok.
- Boa aula.
- Ok.
Eu estava travada, enquanto ele beijava minha testa e entrava no carro. Não sei como e nem da onde, mas Anna surgiu na minha frente com um sorriso maior do que cabia em seu próprio rosto.
- Amiga! Eu vi tudo! Quem é ele? Ele é tão lindo, mas é claro que eu prefiro o Taylor...
Ela começou a tagarelar, enquanto andávamos para a sala de aula. Eu tinha me desligado de tudo e todos, só conseguia pensar nele. E o quanto eu estava perdidamente apaixonada.
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N/A: Bem, por enquanto é só! Espero que tenham gostado. Voltarei a atualizar normalmente como antes! Beijos, e dividam seu amor comigo, deixem um review! Muah! ;*
