Capítulo 8 – Os Três P's.


1413, Inglaterra.

O Passado.

Kahlan olhou tudo a sua volta e aspirou com força o ar noturno, a seu lado Meldrem sorria de leve e a bruxa olhou para o único filho com carinho. A bruxa viu que ele também aspirava profundamente, piscou levemente maliciosa e disse calma:

- Você sente? – Meldrem manteve seus olhos fechados por mais dois segundos antes de responder com sua voz intensa e cheia do poder herdado da mãe.

- Sim... Eu consigo captá-la. Tem certeza que é a garota certa mãe? – os olhos de Kahlan brilharam na noite e ela concordou silenciosamente.

- Ela será perfeita para isso Meldrem, teremos todo nosso plano avançando dez passos se a pegarmos logo.

Meldrem assentiu de maneira deliberada e calma enquanto abria lentamente os olhos e olhava pela floresta a sua volta. Alisou a camisa branca e o colete elegante, olhou para a mãe e piscou malicioso enquanto falava ajeitando os cabelos.

- Estou bem? – Kahlan assentiu satisfeita observando a aparência do filho.

- Assim que ela o vir estará perdida. – a bruxa colocou um pequeno frasco na mão do filho. – Não esqueça que ela tem de beber isso antes de levá-la para cama. – Meldrem revirou os olhos enquanto guardava o pequeno frasco.

- Eu me lembro bem do plano mãe, não porei tudo a perder. – o moreno retrucou asperamente para logo suspirar arrependido e tocar de leve o rosto da mãe. – Desculpe, só estou um pouco nervoso.

Kahlan sorriu compreensiva e deu um beijo na bochecha do filho olhando o rosto dele por vários segundos em silêncio, então seus olhos brilharam de maneira astuta e ela sussurrou no ouvido dele.

- Não há razão para ficar nervoso, nosso plano sairá perfeitamente. Até o fim do dia de amanhã teremos nossa estratégia colocada em ação. Você está perfeito e não irá falhar. Eu sei que não.

Kahlan e Meldrem compunham uma imagem exótica e bela, ambos com cabelos negros como a noite, ele com olhos escuros e ela com olhos tão azuis e tão claros que eram quase cristalinos. Existia também em ambos aquele charme aristocrático, aquela arrogância e aquela consciência de poder que poucas pessoas podiam obter tão naturalmente assim.

Meldrem sorriu seu costumeiro sorriso malicioso e debochado e se pôs a andar em direção á taverna* onde sabia que a presa da vez estaria. Ele a mãe haviam percorrido boa parte do mundo em busca dessa pessoa e não seria agora que iriam falhar, principalmente quando ele sabia o quanto ganharia conseguindo realizar essa parte importante do plano. Bem simples, na verdade, dada sua aparência.

Tudo que ele tinha de fazer realmente era conseguir que a mulher selecionada pela mãe bebesse a poção, dormir com ela seria um bônus que ele requisitara e que com certeza merecia. Ele não se importava se a mulher em questão tinha marido ou filhos, tudo que ele queria saber era se ela seria bonita o suficiente para atraí-lo para que ele não tivesse dificuldades em sua parte do plano. Ele o realizaria de qualquer maneira, mas seria mais agradável ter uma companhia de equivalente beleza.

Assim que entrou na taverna Meldrem chamou a completa e total atenção de todos. Talvez fosse sua aparência sombria e sedutora, ou a alto-confiança em si mesmo. Mas o fato era que tudo e todos haviam parado ante a chegada do belo moreno, as prostitutas locais rapidamente haviam ajeitado à postura e afofado os cabelos enquanto arrumavam os vestidos de modo a mostrar mais de seus decotes.

Meldrem as observou com um leve interesse pensando em talvez voltar ali, algum dia, é claro, pois no momento seu interesse era outro. Observou todo o ambiente até sentir a forte vibração, o calor e a presença. Imediatamente soube que aquela fora a escolhida de Kahlan e ao vê-la entendeu o porquê.

Ela era espetacularmente bela e felina, de uma maneira que seduzia e também chamava a atenção, cabelos longos e vermelhos como fogo desciam em ondas pelas costas dela. O pescoço era deliciosamente pálido e a pele dela em um leve tom rosado. Os lábios pareciam cerejas maduras e os olhos... Eram um tom de azul muito semelhante ao de Kahlan, mas ao contrário dos da mãe esses eram astutos e curiosos. Olhos de uma mulher que sabia seu poder e estava pronta para usá-lo.

Sentou-se de frente para ela e deixou que ela lhe avaliasse, sorriu da maneira que fazia com que todas suspirassem e estendeu sua mão. Ela o olhou superior por um momento, mas logo deu um pequeno sorriso e colocou a mão pálida sobre a dele. Meldrem levou a mão dela aos lábios e ao invés de dar o costumeiro e respeitoso beijo na parte superior virou a mão dela e deu um beijo longo e demorado no pulso da bela mulher.

O sorriso dela aumentou minimamente a fazendo parecer ainda mais uma felina, talvez uma gatinha que havia acabado de ganhar leite e não queria parecer presunçosa demais.

- Eu sou Meldrem. E você... vai ser minha está noite. – sussurrou malicioso e cheio de arrogância em seu tom inegavelmente dominador.

A ruiva ergueu a elegante e arqueada sobrancelha olhando de cima a baixo o delicioso moreno que a abordara, os olhos azuis se abaixaram levemente no que muitos pensariam ser recato, mas que para ela era na verdade uma avaliação "completa" do pacote.

- Quem lhe garante isso, caro senhor? – retrucou petulante, ele simplesmente sorriu mais.

- Me chame de Meldrem. – a ruiva continuou em silencio. – Não vai me dizer seu nome milady?

- Aurora... Aurora Bloowari, milorde. – Meldrem sorriu ainda mais e parecia um gato que acabou de comer o rato, Aurora o achou terrivelmente sedutor dessa forma.

- Vamos para o seu quarto. – ele sugeriu calmamente, como se falasse de qualquer banalidade. Aurora simplesmente jogou a cabeça para trás e riu então disse dissimulada.

- Acredito que está procurando o tipo de mulher errada, caro senhor. O tipo que quer está bem ali. – apontou as prostitutas. – E parecem ansiosas por sua atenção.

Meldrem continuou mantendo seus olhos em Aurora.

- Creio que temos um problema então, Miss Bloowari. Porque eu quero você, e o que eu quero eu consigo.

Aurora sorriu de leve, então suspirou e se levantou puxando-o pela mão e subindo as escadas. Assim que entrou em seu quarto ambos perderam a compostura e logo se beijavam esfomeados, loucos de desejo e paixão. Meldrem se afastou dela enquanto a ruiva arfava e desceu os beijos para a garganta e o colo dela, soltando com prática os laços do vestido da ruiva.

- Vamos beber algo. – Meldrem sugeriu então caminhou até a jarra de vinho e serviu duas taças, colocando discretamente a poção na de Aurora, então entregou para ela. – A nós.

- Ao começo de algo. – Aurora retrucou então bebeu todo o vinho de sua taça e caminhou até ele resoluta. – Você está vestido demais. – reclamou dengosa a ruiva. Meldrem sorriu enlaçando-a pela cintura.

- Eu concordo plenamente.


Kahlan observou a janela do quarto de Aurora Bloowari e sorriu. Um sorriso lento e cruel, os olhos claros dela brilharam de uma maneira que só poderia ser descrita como maligna e ela sussurrou.

- Sim, exatamente como eu planejei.

A morena virou as costas e se afastou da taverna, sabia que Meldrem faria o que ela mandara. Afinal, o filho era a única pessoa em que a Fênix confiava e nem assim sua confiança nele era total, a bruxa sabia a necessidade de manter coisas para si e não se importava nem um pouco em como isso soava, pois sabia que era necessário se quisesse que as coisas ocorressem da sua forma.


A Promessa.

Meldrem sorriu enquanto observava Aurora em um sono leve, seus olhos brilharam vermelhos na noite e ele olhou para fora sabendo que esse era o sinal de Kahlan. Passou a mão em frente ao rosto e logo presas longas apareceram, se moveu de modo que estava completamente sobre o corpo de Aurora e começou a acariciar a ruiva, a despertando efetivamente.

Aurora não reparou nas presas no rosto do amante tão presa no prazer que ele lhe proporcionava. Gemeu e mordeu de leve o ombro dele deixando suas unhas percorrerem as costas do moreno as arranhando e deixando sua marca ali. Sentiu as mãos de Meldrem sobre seus seios e arqueou as costas disposta a ter mais, ter tudo.

Meldrem deixou suas mãos acariciarem urgentes o corpo de Aurora, percorrendo as deslumbrantes curvas da ruiva com maestria e prática, ela tremia de desejo e ele estava começando a sentir dificuldades para manter o controle. Lambeu o pescoço dela uma, duas, três vezes. Aurora gemia mais sem perceber o que realmente acontecia. Um sorriso satisfeito apareceu no rosto de Meldrem e ele a penetrou em um único movimento, os fazendo gemer tão alto que eram quase gritos ao sentir a maravilhosa sensação.

Moveu seu corpo rapidamente a levando ao ápice e a seguindo, não satisfeito girou-os a deixando sobre seu corpo. Aurora rebolou e remexeu os quadris cheia de prática, conseguindo enlouquecer Meldrem. Ele levou os lábios aos seios dela, sugando um deles e acariciando o outro com a mão. Mais uma vez chegaram ao máximo juntos, então Meldrem voltou a inverter as posições separando seu corpo do dela só para poder deixá-la de quatro.

Aurora gemeu alto, impaciente remexendo os quadris querendo mais de Meldrem, completamente insaciável. Meldrem correspondeu o desejo dela a penetrando por trás e começando a mexer seu corpo no ritmo tão conhecido, Aurora gritava e gemia de prazer louca de desejo.

Meldrem então sentiu seus olhos arderem vermelhos e em reflexo a isso cravou com força seus dentes no ombro da ruiva sentindo o sangue em seus lábios e Aurora gritar de dor, mas se mover mais rapidamente e mais bruscamente claramente gostando da sensação.

Ele sugou o sangue dela enquanto deixava seus movimentos mais bruscos e mais rudes, mas por momento algum Aurora deixou de acompanhá-lo. Meldrem soltou o ombro dela quando a ruiva atingiu ao orgasmo e levou as mãos novamente aos seios dela os apertando com força e acariciando a fazendo voltar a gemer enlouquecida. Então se inclinou mais sob o corpo dela e lambeu o pescoço dela várias vezes a fazendo gemer rouca.

- Mais... – ela exigiu em sua maneira mandona e arrogante de ser. Meldrem sorriu malicioso ante ela tentando controlar a ele.

- Eu vou te dar mais. – disse e logo completou ao ver o sorriso dela. – Quando eu quiser, não quando você mandar.

Aurora rosnou frustrada querendo mais, querendo tudo. Então Meldrem mexeu os quadris ainda dentro dela ficando cada vez mais duro, a ruiva choramingou frustrada querendo atingir ao ápice novamente com a fome por ele como se o moreno fosse um jantar digno de rei e ela um mendigo que não via comida há meses.

Meldrem rosnou alto enquanto se sentia próximo e logo Aurora gritou ao vir. sentindo o próprio orgasmo próximo, Meldrem cravou os dentes no pescoço dela causando um dor horrível na ruiva, gemeu sentindo o sangue dela em sua boca e teve seu orgasmo também.

Ao finalmente perceber o que acontecia Aurora que estava deitada de costas, com Meldrem ainda dentro de si, começou a lutar sentindo fraqueza no corpo e sua visão turva. Meldrem rosnou alto enquanto mantinha os lábios no pescoço dela, Aurora levou as mãos até o cabelo dele e puxou com força tentando afastá-lo de si. Meldrem puxou as mãos dela para o alto da cabeça a mantendo presa e vulnerável a ele.

Aurora chorou enquanto lutava e sentia-se cada vez mais fraca e a sonolência alcançando-a, sabia, instintivamente, que morreria aquela noite. Mas de alguma forma estranha sentia algo se revolver dentro de si, algo que queimava, ardia e lutava.

A ruiva jogou a cabeça para trás, os olhos mais vermelhos que os cabelos de fogo e gritou alto sentindo a dor atravessar seu corpo enquanto Meldrem continuava sugando seu sangue. Tremeu e estremeceu parecendo ser eletrocutada e sentiu-se novamente com forças para lutar contra Meldrem.

O moreno simplesmente aumentou o aperto e continuou bebendo o sangue dela sem se importar que a poção da mãe finalmente estava dando certo. Quando percebeu que faltava muito pouco para Aurora morrer soltou o pescoço dela e sussurrou com o sangue pingando por seu queixo e caindo nela.

- Jure agora lealdade eterna á Fênix e conseguira sobreviver, jure que todo seu legado servira eternamente a minha mãe e aos seus. Que se tornarão protetores de toda a família Minervus, que nunca ira trair a seus líderes. Que suas crianças serão treinadas e estarão sempre sob o comando de Kahlan. Jure e sua vida será poupada, não jure e morra agora mesmo da morte mais misericordiosa que irá encontrar.

Aurora estava fraca e as palavras de Meldrem se confundiam em sua mente, entretanto tudo que pode fazer ao entender partes do que ele dizia foi sussurrar:

- Eu juro.

Meldrem riu alto e levou de volta os dentes a garganta de Aurora ignorando os protestos e choramingos da ruiva que dizia que fizera o que ele dissera, bebeu o sangue dela até não haver uma gota de sangue no corpo de Aurora Bloowari.

Os olhos de Meldrem eram completamente vermelhos enquanto ele se deitava do lado do corpo da Bloowari e esperava impaciente e cheio de expectativa para ver no que Aurora se transformaria, no que a mãe realmente precisava. Que tipo de ajuda aquela fútil mulher poderia dar.

O corpo da morta de repente começou a se mover e tremer, Aurora ofegou por ar e se sentou na cama, os olhos completamente vermelhos e simplesmente diferentes. Meldrem sentiu o poder dela e estremeceu excitado, os olhos da... vampira, correram por seu corpo e no tempo que Meldrem demorou para piscar Aurora estava sob seu corpo o penetrando, ambos gemeram enquanto o prazer os tomava.

Meldrem a deixou conduzir sentindo as ondas da energia, do poder dela. Logo a ruiva levou a boca a sua garganta e Meldrem empurrou a cabeça dela sabendo que isso fazia parte do plano disse em tom de ordem.

- Beba.

E Aurora Bloowari bebeu o sangue amaldiçoado de Meldrem, condenando toda sua linhagem a servidão eterna. A ser obrigada a servir a mais poderosa bruxa do mundo e proteger seu corpo a cada uma das reencarnações da poderosa Fênix.


O Pacto.

Kahlan ficou parada na floresta esperando. Não precisou esperar muito e logo Kimihiro, o líder de todos os inccubus apareceu, junto dele estava um dos líderes humanos importantes, uma fada, um legitimo vampiro e um lobisomem. Todos os líderes de suas espécies. A bruxa escondeu seu sorriso e lambeu os lábios enquanto observava Kimihiro que também olhava a Fênix.

- Vocês sabem por que estão aqui. – começou a falar confiante, a fada, Alisa a olhou impaciente e passou a mão pelos cabelos verdes como as folhas das arvores.

- Vá direto ao ponto, Kahlan. – disse ela impaciente, exalando um odor forte de pinheiros, sua voz hipnótica causando um leve tremor no humano. Kahlan observou isso e de um leve sorriso.

- Eu estou criando uma nova arma, algo para proteger minha linhagem. Algo que será tão poderoso que somente eu terei o poder de controlar. E quero a cooperação de vocês com isso. – o lobisomem, Gregor, rosnou indignado e disse com sua voz que mais parecia um rosnado.

- Minha matilha não será parte de seus joguinhos bruxa! Já lhe disse isso! Não somos cães de estimação! – Kahlan o olhou friamente.

- Quieto, não falava com você. – então continuou ignorando os rosnados furiosos do lobisomem. – Mas essa minha arma precisa de alguns "ajustes" por assim dizer. E eu quero que eles venham de vocês. Quero a força do cachorro, seus encantos de fada, Alisa, a capacidade de beber sangue, dons dos vampiros, Alek. E de você, humano, quero a capacidade de poder misturar minha arma entre os seus.

Kimihiro olhou atentamente para Kahlan e disse com sua voz que causava tremores de prazer em todos na clareira.

- O que você quer dos inccubus Kahlan? – a bruxa olhou para ele e voltou a lamber os lábios antes de falar.

- A atração de vocês nas presas, é claro. E quero fazer um outro pacto particular com você depois, Kimihiro. – o inccubus simplesmente deu um sorriso sensual e concordou.

Alek, o vampiro, olhava curiosamente para Kahlan, os olhos vermelhos brilhando enquanto olhava o pescoço da bruxa com interesse imaginando que gosto teria o sangue da bruxa.

- O que irá nos dar em troca de dermos o que você quer, Fênix? – Kahlan sorriu os olhos brilhando distantes enquanto via anos luz o quanto seu plano daria certo.

- Essa minha arma, será logo capaz de me dar todo um exercito. As melhores das linhagens, selecionadas com cuidado. Vocês, meus amigos, terão o passe-livre sob elas. Não serão atacados, molestados ou destruídos sob o poder delas.

O lobisomem riu alto, ignorando o olhar de advertência da bruxa e dos outros que estavam começando a se aborrecer com ele, e logo retrucou áspero.

- Ou seja, quer que obedeçamos você sem ganhar, basicamente, nada em troca. – Kahlan não se dignou a responder e o lobisomem disse furioso. – Minha matilha e eu não ajudaremos a você em nada Kahlan. Está por sua conta com seus jogos e brincadeiras.

Antes que ele pudesse se afastar Kahlan fez um gesto com sua mão e logo o lobo estava dentro de uma gaiola completamente amarrado à correntes de prata e grunhindo de dor enquanto sua pele queimava e soltava fumaça. A bruxa voltou seus olhos completamente frios para os outros.

- Irão me ajudar por bem ou por mal? – Alisa sentiu a revolta dentro de si e em resposta aos sentimentos da fada começou a ventar muito na clareira onde todos estavam. A fada balançou seus cabelos verdes e os olhos amarelos dela brilharam irritados enquanto ela retrucou com sua voz mesmo que raivosa, hipnótica.

- Não pode nos obrigar á ajudá-la Kahlan! E se tentar, eu mesma a enfrentarei! Não terá a ajuda das fadas também! – Kahlan ergueu a sobrancelha e uma gaiola logo rodeou Alisa, prendendo a fada pela garganta com fogo e fazendo a criatura gritar alto. Um grito cheio de dor, mas ao mesmo tempo completamente harmônico e belo de uma maneira macabra.

O vampiro, o humano e o inccubus olharam aos dois amarrados sofrendo e pensaram rapidamente se poderiam se juntar e assim derrotar Kahlan, logo descartaram ideia ao observar os frios olhos azuis da bruxa. O humano foi o primeiro a se mover, se curvando diante da bruxa.

- Pegue o que precisar dos humanos, poderosa senhora. – Kahlan sorriu satisfeita com a resposta e ficou observando os outros dois a espera.

- Você não nos deu muita escolha, não é? – Alek disse sorrindo enquanto observava Alisa e Gregor gritarem em suas gaiolas – Eu aceito seu trato Kahlan.

O inccubus simplesmente piscou para Kahlan e a bruxa sorriu sabendo que a lealdade dele já era sua, olhou calmamente para os três que a ajudariam de boa vontade e os outros dois que seriam forçados a ajudar. Depois de alguns minutos disse calma.

- Eu soube, Alek, que você sempre tem vontade de experimentar novos e diferentes tipos de sangue. – os olhos da bruxa brilharam enquanto olhava para Alisa que, ao entender o que Kahlan faria, começou a lutar mais freneticamente. – Assim que eu acabar com ela, Alisa é toda sua. Pode fazer o que quiser com a fadinha.

Alek deixou as presas aparecerem em antecipação observando o corpo bem formado e exótico de Alisa. A pele da fada era da cor da terra molhada, os cabelos verdes e curtos e os olhos amarelos como sol. Sorriu enquanto já podia sentir como seria subjugar a orgulhosa fada e ter o sangue dela em seu sistema.

- O que vai fazer com o lobo? – Kimihiro perguntou curioso. Kahlan pousou a mão no braço dele e sorriu maliciosa.

- Ele vai se transformar em nosso brinquedinho, Kimihiro. – o inccubus sorriu enquanto observava o forte, musculoso lobisomem, lutar contra as amarras.

Minutos depois Kahlan conjurou uma taça de bronze grande, pegou a garganta do humano cortando-a num único golpe e fazendo o sangue jorrar dentro da taça enquanto o humano caia no chão, morto. Os outros a observaram com curiosidade, alertas. A bruxa se moveu em direção ao inccubus e estendeu a mão pedindo o pulso dele, cortou a pele habilmente e o sangue negro caiu na taça borbulhando ao contato com o do humano.

Alek rasgou o próprio pulso deixando seu sangue vermelho brilhante e mais claro que o do humano cair na taça, que pareceu ficar um pouco mais gelada. Kahlan sorriu morbidamente para a fada e cortou profundamente o pulso dela fazendo o sangue azul brilhante cair dentro da taça e um aroma de hortelã subir no ar. Se movendo em direção ao lobisomem os olhos da bruxa ficaram frios e ela rudemente e sem nenhum cuidado rasgou o pulso dele também fazendo o sangue vermelho escuro e viscoso se misturar ao sangue dos outros.

Logo a cabeça de Kahlan se inclinou e ela começou a falar rapidamente em um idioma que nenhum deles conseguiu identificar, mas segundos depois ela erguia a taça para o ar e um raio brilhava no céu. Antes que qualquer um pudesse impedir o raio caiu dentro da taça, fazendo com que toda a mistura dos sangues borbulhasse e crepitasse, misturando-se e ficando em um estranho tom entre vermelho escuro quase negro e roxo.

A bruxa colocou um dedo sobre o sangue e então começou a cantar, criando a teia do feitiço. Girou no sentido horário e anti-horário três vezes cada, por fim soprou a taça e visualizou perfeitamente o que queria: a imagem de Aurora Bloowari, a única vampira do mundo.

Um sorriso frio apareceu nos lábios da Fênix e ela quase podia escutar os gritos de Aurora enquanto o feitiço dava certo. Os olhos azuis da bruxa brilharam intensamente e ela finalmente pode se dar ao luxo de realmente sentir a vitória.

Agora que tudo já começara não iria mais parar, e com certeza ela teria as coisas exatamente como planejara. Era questão de tempo. E Kahlan sabia esperar e sabia quando seria sua hora.


- Antigamente era como os bares de hoje em dia.

N/A: Pelo espirito natalino eu ganho perdão pela demora? *saindo de fininho ao ver as varinhas apontadas para si* É...

Para minha defesa eu lembro que disse que só ia postar quando tivesse o capítulo 11 – e eu até tinha ele, mas perdi e estou reescrevendo t.t – como foi o natal de vocês queridas/os? Ahhh! Temos uma nova beta *todos comemoraram não precisar ler meus erros terríveis mais* minha Mummys Luci! Mais conhecida como Luci E. Potter o/

Deixa eu parar de tagarelar e ir direito ao que queria dizer: que acharam da forma como as Bloowari nasceram? E da relação do Meldrem e da Aurora? E quem ainda gosta da Kahlan ou a odeia ainda mais? Faalem tudo!

E deixem reviews!


Resposta das Reviews


Mammá Sana – SAHUAUHSAUSAHU Eu e dona Kahlan temos algo em comum então? HUSAHASUSAHUAH Siim, eu amo a promiscuidade desse capítulo, sim o momento da Lily foi trii fofo não acha? Eu ainda lembro como foi terrivelmente difícil escrever t.t HSAUSASAUASHUSAU Não irei prostituir o Meldrem mammá... muito. Mas lembre do nosso pacto de manter ele longe do primo o/ Beeeijos mammá, amo você =D

Mariana E. Potter – Deeesculpe pela demora! Mesmo! Mas aqui está o capítulo! Espero sinceramente que goste dele! Beeijos querida!

Luci E. Potter – Oiii Mummys! SAUAUHSAUSA Parece que seu pedido foi atendido, huh? HUSAUHASUA Lene ficou bem saidinha não? Ahh e Frank ainda vai ter um capítulo detalhado falando sobre ele e a Jackie e a Alice, tenho grandes planos pra eles. E os inccubus são demais mesmo não é? /Hoho É mal de família ter pensamentos impuros Mummys! Te garanto! Shizuo é um fofo Mummys, shausahsau eu adoro ele. Com certeza, esses iccubus *se abana* Eu lembro de te falar em uma conversa no msn, na verdade.. Mas devo ter comentado em NSM também, sim... Não falei diretamente, mas falei com quem eu sempre deixo ele! Ahh eu acho que vi umas 10 vezes nesse ultimo mês, sou completamente viciada nos filmes de Nárnia – e nas musicas, e no papai Peter, e no tio Ed, e no Caspian, enfim... – Fênix é completamente foda mesmo! Esse capítulo mostra isso também, não acha? Siim, eu também totalmente estou do lado dela. Estou esperando sua review logo mocinha! Você teve o capítulo antes! Beeeijos Mummys, amo você;