OBRIGADA POR TODOS OS REVIEWS! ESSE É O ÚLTIMO CAPÍTULO GALERINHA! MUITO OBRIGADA POR TEREM ACOMPANHADO A MINHA PRIMEIRA FIC! ;D

PREPAREM SEUS LENCINHOS!


ALL OVER AGAIN


CAPÍTULO 9


- Nem você pode mudar isso House. – Ela disse e se levantou mas logo em seguida caiu no chão, desmaiada, House que viu a cena se apavorou e gritou no meio do refeitório.
- ENFERMEIRAS! RÁPIDO! LISA CUDDY DESMAIOU! MANDEM CHAMAR O DR. WILSON! AGORA!

Sala do Wilson

- House, vai ficar tudo bem.
- COMO VOCÊ SABE? Wilson, eu não posso perde-la, não agora que tudo estava indo tão bem!
- Eu sinto muito.
- Como ela está? – Ele ainda não tivera a coragem de entrar em seu quarto e ir ver como ela estava.
- Foi transferida para a UTI. Sem uma doação de medula óssea... Não sabemos até quando ela irá sobreviver. Talvez 2, 3 dias. E achar um doador assim de última hora, é muito difícil.
- Temos que tentar Wilson, só temos 3 dias...Ou menos.

Quarto 369 – UTI

Ela estava ligada a vários aparelhos e nem conseguia respirar por si só. House preferiria estar ali ao invés dela. Odiava o fato de ter que vê-la sofrendo e morrendo aos poucos, a mulher que antes tinha um lindo sorriso no rosto, agora, estava indebilitada e tinha talvez apenas mais 2 dias de vida. House estaria disposto a fazer o que fosse preciso para salvá-la.

Dia 1

House não conseguia dormir desde ontem, a cena de Cuddy caindo no chão no meio do refeitório o abalou. E de ela estar internada na UTI era muito pior. Eram 6:00 da manhã, House não estava com vontade de ir trabalhar, mas se arrumou, pegou suas coisas e foi mesmo assim. No meio do caminho pegou um café e seguiu para o PPTH.

Sala do Wilson

- Bom dia pra você também. – Disse Wilson ao ver House entando na sala sem ao menos dizer nada.
- Não tenho pra dar bom dia, ainda mais agora que a minha namorada... Ta internada.
- House, ela vai ficar bem.
- Você não sabe. Ela está em coma já faz um dia Wilson.
- Ela está melhorando, talvez hoje ela acorde.
- Talvez. Eu quero fazer algo para ajudá-la.
- Esteja lá, é a única coisa que pode fazer.

Quarto 369 – UTI

Cuddy ainda estava em coma, mas já havia melhorado muito, ela não precisava mais do auxílio dos aparelhos para respirar. Mas ela ainda precisava do transplante para sobreviver. Wilson e House estavam passando as noites em claro, pois estavam pesquisando doadores de medula. O que era muito difícil, porque na maioria das vezes o transplante vem de algum familiar, mas os pais de Cuddy não eram compatíveis, sua irmã era, mas ela estava com gripe, e não poderia doar. Para doar tinha que estar em perfeita saúde. Nem um nariz escorrendo.

Sala do Wilson – Dia 2

- Wilson nós precisamos de um doador! E rápido! Ela está morrendo! – Wilson podia ver o desespero nos olhos de seu amigo, queria dizer que vai ficar tudo bem, mas somente um transplante poderia proporcionar a Cuddy a vida de novo.
- House, sei que está preocupado, mas, se entrarmos em desespero não vai nos ajudar.
- Se continuarmos sem achar nenhum doador, então... Eu não sei o que será de mim.
- Como ela está Wilson?
- Melhor, mas ainda não acordou. Talvez ela acorde daqui a pouco. Por que você não vai ficar lá com ela? – Wilson tinha razão, era nessas horas que House tinha que estar lá por Cuddy.
- Você está certo. – House saiu em disparada para o quarto de Cuddy, hesitou um pouco antes de entrar, e ficou ali olhando a médica tão forte, orgulhosa e segura de si mesma, que agora estava com uma camisola de hospital e internada na UTI. Não era o que ele esperava ver. Ele se aproximou e sentou-se na poltrona ao lado, apenas esperando que ela acordasse. Depois de um tempo, ela começou a abrir os olhos, e ficou feliz por ver que House estava ali.
- Onde eu estou? – House ficou feliz por vê-la bem, e seus olhos mais azuis do que nunca.
- No hospital, internada na UTI. Porque a senhorita ficou sem comer de manhã e a tarde, e com a contribuição da leucemia, ficou mais fraca e acabou desmaiando. Acontece que... Você precisa de um doador imediatamente, senão...
- Senão eu morro. House, não tenha medo de falar isso, você fala isso pra qualquer paciente que ele vai morrer, e não se importa com isso.
- Acontece que você não é qualquer paciente. – Ele disse e lhe deu um leve beijo em sua testa.
- Mesmo assim.
- Eu não vou deixar você morrer. Você ainda tem muito pela frente.
- House, tudo o que eu queria eu já tenho. Que é uma filha e você, não preciso de mais nada.
- MAS EU SIM! Eu preciso de você. – Ele estava sofrendo mais do que ela, Cuddy era orgulhosa assim como House, mas tinha situações que um lidava melhor do que o outro.
- Eu te amo. E não vou, NÃO VOU, te perder de novo. – Ela sorriu e lhe puxou para um beijo, sem malicia, apenas amor.
- Eu também te amo.

Dia 3 – Sala do House

- Me chamou House? – Wilson foi entrando e se ajeitando na poltrona.
- Não sabe bater na porta? – Disse House imitando seu amigo.
- É de tanto conviver com você. Mas e aí, o que queria conversar?

Quarto 369 – UTI

Cuddy estava tomando seu café da manhã, estava melhor do que ontem, havia tomado um banho e seu cabelo estava preso num rabo. House sentiu um medo tomar conta de seu corpo, só de pensar que aquele poderia ser o último dia com ela, lhe angustiava e lhe dava raiva. Porque o que ele poderia fazer? Leucemia ainda não tinha cura, e Cuddy já estava num estado crítico.
- Oi. – Ela disse com aquele sorriso, como se nada estivesse acontecendo. Como se ela estivesse ali na cama apenas por diversão.
- Tenho boas notícias. – House não era de dar boas notícias, então tinha que ser uma das boas mesmo.
- ÓTIMO! – Ah, aquele sorriso.
- Achamos um doador. – Ele realmente estava feliz. Cuddy fez um gesto para ele continuar.
- E vamos fazer a cirurgia hoje. Quanto antes melhor.
- Que bom.
- Não vai querer sabe quem vai doar? – Ele fez uma cara de duvidoso.
- Hã, mesmo que eu queira saber, é confidencial, não é? – Ela percebeu a cara de House e fez a mesma feição.
- Eu vou doar a minha medula pra você.
- O QUÊ? HOUSE! VOCÊ NÃO PODE! – Ela estava fraca, mas ela ainda tinha fôlego para gritar.
- E POR QUE NÃO CUDDY? Eu fiz o teste, sou compatível a você. Só não sei por que eu não fiz isso antes.
- House, você não pode me doar, você nem tem os requisitos.
- Claro que tenho. Sou saudável, só sinto dor constantemente, mas isso não me impede de doar. – Ela ainda não tinha certeza.
- House... Eu não sei.
- Cuddy, nós somos compatíveis, você pode viver! Não entende isso?
- Pode ser que nem de certo.
- Vai dar certo. Eu sei que vai. – Eles se beijaram por um tempo, até que o ar se fez necessário.

Sala do Wilson – Mesmo dia.

- Wilson, ela concordou. Vamos fazer o transplante agora mesmo! Não temos tempos a perder. – Cuddy só tinha mais algumas horas, e to do tempo era preciso. Wilson acenou com a cabeça e foi seguindo House para preparar a cirurgia. House e Cuddy estavam na sala de cirurgia, se preparando para serem anestesiados, mas antes, House fez questão de dizer algo.

- Por favor, vocês podem nos dar um minuto? – Assim que os médicos e assistentes saíram, Cuddy se pronunciou.
- Você tem certeza de que quer fazer isso House?
- Tenho. Cuddy, eu quero lhe falar uma coisa já faz um tempo. Ela não respondeu nada, apenas o olhou esperando uma resposta.
- Eu te amo Cuddy, e quero passar o resto da minha vida com você. Só de pensar em te perder, eu não sei o que seria de mim.
- Eu também te amo House.
- Se essa cirurgia der certo... Lisa Cuddy, quer casar comigo? – Aquela pergunta pegou Cuddy de surpresa, casamento não era uma coisa que ela esperava de House, ele que sempre acreditou que fosse uma hipocrisia e que não passava de uma tradição estúpida. Ela apenas sorriu imensamente, com um sorriso que não mostrava há dias.
- Eu aceito. – Ela disse sorrindo e ambos se beijaram por alguns instantes.
- Eu prometo que compro o anel depois. – Eles sorriram e selaram com mais um beijo antes que Wilson voltasse à sala de cirurgia.
- Ok, nós vamos começar. – Dito isso, os anestesistas os sedaram e começaram com o procedimento. O transplante foi fácil e não teve complicações para ambos.

Quarto 369 – 3 horas depois.

House e Cuddy estavam de recuperação no mesmo quarto, ainda sonolentos por conta da anestesia. Wilson foi adentrando no quarto com um sorriso que significava ter boas notícias.

- Bom dia. Tenho ótimas notícias. – Disse Wilson sussurrando para não acordar Cuddy.
- Fala logo Jimmy Boy.
- O transplante da medula foi um sucesso, sem complicações nem nada! Agora é só esperar que vocês se recuperem e voltem pra casa.
- Ótimo, odeio ficar internado em um hospital. E a Cuddy, como ela vai ficar?
- Bem, mas você sabe, a leucemia pode voltar. O transplante salvou a vida dela, se o câncer voltar, nós vamos conseguir lidar e não voltará tão agressivo.
- É bom ouvir isso.
- E como estão vocês dois?
- Melhor impossível. Pela primeira vez na minha vida, sinto que vou ser realmente feliz. – Ambos sorriram e viram Cuddy se espreguiçar e bocejar.
- Bom dia, meu raio de sol. – Disse o médico ranzinza após ver sua amada acordando.
- Bom dia. – Disse ela sonolenta.
- O Jimmy Boy aqui, disse que a cirurgia foi um sucesso Não houve nenhum problema.
- Mas Cuddy, devo lhe alertar que se a doença voltar, nada que uma quimioterapia não resolva. É muito provável que não volte, mas é sempre bom se prevenir.
- Obrigada James, por tudo. – Ela sorriu e abraçou House que estava deitado junto a ela.

2 Meses Depois – Casa da Cuddy.

Eles haviam organizado tudo, o casamento seria no jardim da casa de Cuddy, já que era espaçoso. As flores, toalhas, talheres, bifê, já estava tudo pronto. Conforme os convidados iam chegando, eles iam se acomodando. Cuddy estava linda, com um vestido longo, com um tomara que caia, valorizando seus seios. Os cabelos presos com alguns fios levemente soltos, uma maquiagem destacando bem os seus olhos azuis, com um batom nude. Ela estava perfeita, era o dia em que sempre sonhou e nunca achou que acabaria casando-se com o seu verdadeiro amor.

House já estava impaciente esperando pela noiva entrar. Pela primeira vez, estava de smoking e uma gravata preta. O cabelo penteado e com a barba feita, deixando a mostra seus lindos olhos azuis. Ele estava feliz por estar ali.

A música começou a tocar, ela foi entrando com um buquê de rosas vermelhas, sua flor preferida. Ela estava simplesmente perfeita. Ela tinha um sorriso lindo, que contagiava qualquer um, principalmente House. Wilson a acompanhou até o altar e depois se colocou no lugar de juiz de paz. House e Cuddy se entreolharam e lançaram um sorriso junto com um sussurro de eu te amo. Wilson que comandaria a cerimônia, enquanto ele dizia algumas palavras. House disse a Cuddy.
- Tem certeza de que quer casar com um aleijado?
- Absoluta.
- Eu os declaro agora, marido e mulher. Pode beijar a noiva. – Nem foi preciso Wilson terminar de dizer a última frase. Eles se beijaram por um longo tempo, sem se importarem com quem estava ali. O que importava era eles e só. A partir de agora, seria Greg e Lisa House.

3 Meses Depois – Casa da Cuddy

Lisa estava ansiosa para que House chegasse logo do hospital, ela tinha uma notícia que a deixara tão feliz. E esperava que seu amado sentisse o mesmo. Ele foi chegando em casa e estranhou a casa em silêncio. Rachel devia estar dormindo e Cuddy também. Entrou no quarto e foi tirando sua roupa e jogou tudo no chão, como de costume. Ficou só de boxer e foi deitando na cama. Cuddy saia do banheiro com uma expressão bem animada.
- OI – Ela realmente estava feliz.
- Oi, o que houve? Você tá toda alegre.
- House... Eu estou grávida! – Ela saiu pulando em cima de House e ele a abraçou.
- E já sabe de quantos meses?
- Já faz três meses! O que você acha? Quer dizer, você nunca quis filhos.
- Nunca quis filhos que não fossem com você. – Eles sorriram e se abraçaram, terminando por fim com um beijo.
- E se for menina, como vai chamá-la?
- Joy. – Se beijaram com mais intensidade dessa vez, mostrando que o que eles tinham, seria para sempre.

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