Minha mente parecia não conseguir processar os atuais acontecimentos. — Eu pensei que Hidan disse que ele estava em Oto. Ele deveria estar em Oto!

Sasuke murmurou uma obscena maldição e endireitou-se, nos girando até que as suas costas estava para a porta.

— Você acha que Hidan mentiu para nós? — Eu insisti.

Ele balançou a sua cabeça como se para clareá-la.

— Mantenha seus olhos nele, amor. Cabelo preto e longo, pele clara, alto. Vestindo uma camisa preta, vê ele?

Eu inclinei minha cabeça contra o ombro de Sasuke e escaneei os rostos até que encontrei um que se encaixava.

— O encontrei.

— Hidan não mentiu, — Sasuke respondeu à minha pergunta anterior sombriamente. — Isso significa que de alguma forma Orochimaru soube que ele está desaparecido. Ele sabia que Hidan estava nesta área, então ele está remexendo por aqui atrás de respostas. Ele está, sem dúvidas, preocupado com o que Hidan teria dito a quem quer que seja que o fez desaparecer.

— Bem, seja qual for o motivo, ele está aqui. Vamos atrás dele.

— Não.

A única palavra que me surpreendeu.

— Não? Por que não? Ele simplesmente caiu no nosso colo!

Sua expressão era como gelo, e ele manteve sua voz baixa.

— Porque ele é um maldito sanguinário traiçoeiro e eu não quero você perto dele. Você vai direto para casa assim que ele estiver longe da porta. Eu mesmo vou cuidar disso. — Minha cabeça clareou o suficiente para eu ficar brava.

— Sabe, para alguém que vive me dizendo para confiar nele, você com certeza não estende a mesma cortesia. Eu pensei que esta noite seria um trabalho normal, então eu tenho tudo demarcado e estou pronta para agitar. Eu dava conta de vampiros antes de você, lembra? Tudo por mim mesma e sem ninguém para segurar minha mão para isto. Agora eu tenho treinamento e apoio, e você ainda quer que eu vire as costas e corra? Não me beije como uma mulher se você vai me tratar como uma criança.

Sasuke olhou para mim com a frustração.

— Não se trata de tratá-la como uma criança. Droga, eu claramente não vejo você desta maneira! Olha, eu te disse que Orochimaru não é apenas um cara que sai e apanha uma garota quando sua barriga ronca. Ele está em outra liga, Sakura. Ele é um tipo muito ruim.

— Então pare de discutir e vamos pegá-lo, — Eu disse, suavemente mas com firmeza. — Ele simplesmente parece o tipo de pessoa que eu adoraria levar para um passeio.

Sasuke não disse nada por um momento, então ele soltou um ruído conformado.

— Eu não gosto disso, nada disso, mas... tudo bem. Nós vamos até ele. Tanta coisa para uma noite de folga. Se alguma coisa der errado, qualquer coisa, você aperta aquele botão do pânico. Agora, aqui está o que nós vamos fazer...

Ele descreveu o plano rapidamente e eu escolhi um lugar perto do bar onde Orochimaru estava sentado, me mantendo ao alcance de vista. Na verdade, eu ainda me sentia um pouco tonta, não que eu tivesse dito a Sasuke. Ele teria puxado a minha tomada com certeza se ele soubesse. Deus, fazia tanto tempo desde que eu tinha sido beijada, será que alguns poucos beijos foram suficientes para jogar fora o meu equilíbrio? Apenas por segurança, no entanto, eu pedi uma Coca em vez do meu habitual gin e tônica. Talvez minha resistência para o álcool não fosse tão forte como eu tinha pensado.

Após cerca de cinco minutos, Orochimaru deslizou até mim. Me espantava como vampiros pareciam ser atraídos por mim. Certamente, havia muitas outras garotas humanas bonitas andando por aí com veias tão grandes e suculentas quanto as minhas. Sasuke me disse uma vez que havia alguma coisa na minha pele que era atraente, algum brilho que ainda parecia humana, mas também um toque vampírico. Ele disse que era como um holofote.

— Eu não vi você aqui antes, Rosinha. Posso me sentar? — Wow, maneiras. Normalmente vampiros apenas se jogavam do meu lado, pronta ou não. Após uma leve inclinação de cabeça de forma afirmativa, ele se sentou ao meu lado, me observando atentamente com encobertos olhos claros. — Posso te comprar uma bebida?

Hmmm, dois por dois em cortesia. Com um fingido pesar, eu sorri para ele.

— Desculpe, mas eu meio que estou aqui com alguém. Não queria ser rude.

— Ah, certo. — Ele se encostou na sua cadeira, mas não fez nenhum esforço para desocupá-la. — Marido, talvez? — O pensamento de ser casada com Sasuke me fez quase engasgar no meu próximo gole de refrigerante.

— Não. Primeiro encontro, na verdade. — Orochimaru sorriu e estendeu as mãos de forma inofensiva.

— Primeiros encontros. Eles podem ser bastante coisa, não é? Ou perfume ou veneno, normalmente, não um meio-termo. Diga-me, se eu puder ser tão impertinente - o que esse encontro é para você? — Com um olhar um pouco envergonhado no meu rosto, inclinei-me um centímetro.

— Se eu tivesse que responder agora, eu diria veneno. Ele é um pouco... arrogante. Cheio de si. Eu odeio isso, você não? — Meu sorriso era todo inocência enquanto que por dentro, eu ri com a chance de menosprezar o homem que ia matar o vampiro na minha frente, na primeira oportunidade.

Orochimaru acenou em concordância.

— Isso pode ser incômodo. É sempre melhor falar menos e não mais de si mesmo, você não concorda?

— Eu não poderia concordar mais. Qual você disse que era o seu nome? ― Este aqui teria que ser tratado com delicadeza, nada de grosseira boca-arrogante com ele. Cara, para alguém que Sasuke tinha descrito como já praticamente brotando chifres, Orochimaru parecia quase... encantador.

Ele sorriu. — Me chame de Orochimaru.

― Não se importe se eu te chamar, companheiro. Já faz algum tempo, não é? — Sasuke apareceu atrás de mim, inclinando-se para beijar a minha bochecha. Eu recuei em um genuíno hábito e isso foi perfeito. A imagem da síndrome do péssimo-primeiro-encontro. Pelo canto do meu olho eu vi a boca de Orochimaru contraída.

— Sasuke. Que inesperada... surpresa. Esta encantadora jovem mulher não pode estar com você. Ela é bem educada demais.

Bem, um ponto para o vilão.

Sasuke deu a Orochimaru um olhar cheio de ameaças. — Você está no meu lugar.

Sasuke, — eu o repreendi como se horrorizada, — você está sendo rude. Este gentil homem estava apenas me fazendo companhia, enquanto você estava ausente.

— Sim, — Orochimaru silvou, olhando para Sasuke com um brilho nos olhos. — Não pode esperar deixar uma coisa tão bonita sozinha por muito tempo, meu querido. Alguns monstros poderiam simplesmente... agarrá-la.

— Engraçado você dizer isso. — Havia uma terrível sugestão na sua voz que eu não tinha ouvido antes. O que quer que tenha acontecido entre eles, Sasuke realmente não gostava dele. — Ouvi dizer que é sua especialidade.

Orochimaru estreitou os olhos. A tensão entre eles aumentava. — Onde será que você ouviria alguma coisa assim?

Sasuke sorriu com frieza. — Você ficaria espantado com as coisas que as pessoas podem descobrir se elas cavarem fundo o suficiente.

Olhei para os dois. Parecia que a qualquer segundo, eles encerrariam a troca verbal e iriam direto para a garganta um do outro.

Yamato inclinou-se sobre o bar e bateu de leve na borda do meu copo esquecido. Ele, aparentemente, tinha sentido a vibração maléfica deles também. — Não aqui, senhores. Vocês conhecem as regras.

Orochimaru olhou para Yamato e acenou com uma mão graciosa. — Sim, eu sei. Irritante regulamento esse, mas é preciso respeitar as regras da casa quando se é visitante.

— Corta a conversa fiada, — Sasuke disse afiadamente. — Isso não cai bem em você. Essa é a minha cadeira e ela é o meu encontro, então se afaste.

— Com licença. — Em uma perfeita imitação de ultraje, eu levantei e encarei Sasuke. — Eu não sei como você está acostumado a falar com outras garotas, mas não vou ser referida na terceira pessoa como se eu não estivesse nem mesmo aqui! Você não é o meu dono, este é o nosso primeiro encontro. E eu não teria nem mesmo saído com você, se você não tivesse ficado me implorando. — Eu reprimi um sorriso assim que Sasuke empalideceu em indignação com isso. — Nosso encontro está acabado. Eu vou chamar um táxi. Enquanto isso, você pode desaparecer.

Orochimaru riu. — Você ouviu a senhorita. Você conhece as regras. Apenas companheiros por vontade própria aqui, e ela claramente não está por vontade própria. Como ela disse, desapareça.

Sasuke pegou isso com uma fúria fracamente dissimulada.

— Vamos ser homens quanto a isso. Por que não vamos lá fora e resolvemos isso, você e eu? Tem sido um longo tempo esperando.

Os olhos de Orochimaru brilharam. — Oh, nós vamos resolver isso, marque minhas palavras. Não agora, mas em breve. Você tem estado se metendo onde não deveria, por tempo demais.

O que isso significava? Eu me perguntei. Eu teria que perguntar mais tarde.

— Oohhh, estou tremendo na base, — Sasuke escarneceu. — Uma outra hora, um outro lugar, então. Vou esperar ansiosamente por isso.

Com essas últimas palavras ameaçadoras, ele se afastou.

Fingindo estar abalada, eu agarrei a minha bolsa e comecei a atirar dinheiro sobre a mesa. Orochimaru me parou com uma mão suplicante no meu braço. — Por favor, fique e tome uma bebida comigo. Eu me sinto responsável pelo que aconteceu, mas devo te dizer que foi melhor assim. Aquele é um homem cruel.

Como se relutante, eu me sentei de novo. ― Ok, uma bebida. Talvez eu deva isso a você de qualquer forma por se livrar daquele traste para mim. Meu nome é Sakura, a propósito. Sasuke esqueceu de nos apresentar. — Meu sorriso vacilou para dar efeito.

Ele beijou a minha mão.

― Um verdadeiro prazer, Sakura.

Orochimaru me persuadiu a voltar a pedir álcool, e então eu tinha outro gin e tônica.

Depois de mais três, eu pedi licença para ir ao banheiro e o deixei no bar. Aquele restinho de tontura ainda estava agarrado em mim. Tudo ao meu redor parecia levemente alterado, quase indistinto ao redor nas bordas. Hora de voltar para a Coca.

O banheiro ficava do outro lado do clube, e quando estava saindo dele, eu vi Sasuke numa imitação de sacada. Suas costas estavam contra a parede de vidro que nos separava. Eu queria dar a ele uma atualização enquanto eu tinha a chance, então eu acelerei meu passo e passei através das pessoas até que cheguei a porta no lado oposto da sacada em que ele estava.

Havia uma mulher na frente dele. Seus braços pendiam frouxamente nos seus lados e Sasuke segurava os seus ombros. A boca dele estava em seu pescoço, e o brilho verde vampírico brilhava dos seus olhos. Eu congelei, paralisada, e observei enquanto sua garganta trabalhava, engolindo ocasionalmente. A garota não lutava. De fato, ela estava meio curvada contra ele.

Seus olhos de repente levantaram e olharam direto para mim. Incapaz de desviar o olhar, eu olhei enquanto ele continuava a se alimentar. Depois de alguns momentos, ele tirou a sua boca do pescoço dela. Surpreendentemente, ela estava apenas um pouco vermelha. Ele deve ser um comedor caprichoso. Com seus olhos ainda presos aos meus, ele cortou seu dedo na sua presa e então o segurou no pescoço dela. Os dois buracos fecharam de uma só vez, e então desapareceram. ― Pode ir, — ele a instruiu.

Com um letárgico sorriso, ela obedeceu, passando direto por mim sem piscar um olho.

― Sua mãe não te disse que é rude olhar para alguém enquanto ele come?

O casual tom da sua voz me arrancou do meu estupor.

― A garota... ela está bem? — Ela certamente não parecia mortalmente drenada, mas então de novo, eu não era nenhuma especialista.

― Claro. Ela está acostumada a isso. Isso é pelo que a maioria deles vem aqui, eu te disse isso. Eles são o menu, com pernas.

Sasuke chegou mais perto, mas eu recuei um passo. Ele viu isso e congelou.

― O que foi? Olha, a garota está bem. Não é como se você não soubesse que eu era um vampiro. Você simplesmente pensou que eu nunca me alimentava?

O pensamento era tão repulsivo para mim que eu nunca pensei muito nele de um jeito ou de outro.

Testemunhar a cena agora tinha sido o balde de água fria que eu precisava.

― Eu vim para te dizer que nós estamos combinando. Devemos sair em vinte minutos.

Distraidamente, eu comecei a esfregar a minha cabeça. Tinha começado a girar de novo.

― Você está se sentindo bem?

O absurdo da pergunta faz com que uma gargalhada escapasse de mim.

― Não, eu não estou bem. Muito longe disso, na verdade. Eu beijei você mais cedo, e agora eu simplesmente assisto você fazer um milkshake do pescoço da garota. Acrescente à isso uma dor de cabeça e isso faz com que eu não esteja, nem no mínimo, bem. — Ele se aproximou, e eu me afastei novamente. ― Não me toque.

Murmurando uma maldição, ele apertou suas mãos, mas ficou onde estava.

― Tudo bem. Nós vamos falar sobre isso mais tarde. Volte para lá, antes que ele comece a ficar ansioso.

― Nós não vamos falar sobre isso mais tarde, — eu disse friamente enquanto andava de volta em direção a porta. ― De fato, eu nunca mais quero falar sobre isso de novo.

Eu estava ainda aturdida quando me sentei ao lado de Orochimaru, mas eu coloquei um sorriso no rosto e prontamente pedi outra gin e tônica. Dane-se a Coca, eu vou é à toda velocidade!

Orochimaru estendeu a mão e pegou a minha. ― O que aconteceu, Sakura? Você parece aflita.

Eu cogitei mentir mas então pensei melhor. Ele pode ter me visto falando com Sasuke, embora ele não teria sido capaz de nos ouvir nesse barulho, então eu não quis deixá-lo desconfiado.

― Oh, nada, sério. Eu esbarrei em Sasuke no meu caminho voltando do banheiro, e ele disse algumas coisas pouco cavalheirescas. Acho que acabou me chateando, isso é tudo.

Orochimaru retirou sua mão e levantou, um perfeito sorriso cortês em seu rosto. ― Você me daria licença? Eu de repente sinto a necessidade de rever um conhecido.

― Por favor, não, — eu soltei, não querendo ter começado uma briga. Bem, não ainda.

― Será apenas alguns minutos, minha querida. Apenas vou deixá-lo saber que sua grosseria não foi apreciada. — Ele me deixou lá com a boca ainda fazendo protestos. Irritada, eu engoli o resto da minha tônica, e ia pedir outra quando Ryotaro e Setsuko aproximaram-se.

― Hey! Se lembra de nós?

Seus sorrisos eram tão genuinamente sinceros que eu senti uma relutante resposta se esforçar nos meus lábios.

― Olá, garotos.

Eles ficaram de pé em volta de mim, um de cada lado de novo.

― Aquele é o seu encontro? ― Ryotaro perguntou de olhos arregalados.

― Não. Sim. Bem, ele meio que é agora. Meu outro não deu certo, então esse cara está me fazendo companhia. ― Eu fui tão vaga quanto foi possível em qualquer detalhe que poderia de alguma coisa pôs-los em perigo mais tarde. ― Ele só saiu para uma pequena amostra de machos, provavelmente vai demorar uns dez minutos. Quando ele voltar, vocês se dispersam, ok?

― Com certeza, ― eles responderam em coro.

Setsuko estendeu uma bebida para mim com um tímido sorriso. ― É gin e tônica, como você tinha pedido antes. Depois que você pegou o seu, eu experimentei um. Elas são boas!

O prazer de menino no seu rosto era contagiante, e meu sorriso alargou.

― Aqui, ― ele disse importantemente. ― Acabei de pegar. Eu vou pedir ao barman uma outra.

― Ora, obrigada.

Depois de levantá-la em uma saudação, eu tomei um longo gole. Era levemente mais amarga do que as outras que eu tinha tomado. Talvez ela foi feita por um barman não tão habilidoso como Yamato.

― Deliciosa. ― Escondendo minha careta, eu dei outra golada, assim seus sentimentos não ficariam feridos.

Eles olharam ansiosamente para mim e então um para o outro.

― Você quer ver o meu carro? ― Ryotaro perguntou, seus olhos grandes e atentos. ― É um novo Porsche, totalmente equipado. É tão maneiro.

― Yeah, ― Setsuko entrou na conversa. ― Você vai ver, é realmente incrível!

Das suas calças, Ryotaro tirou algumas chaves, uma delas tinha o símbolo da Porsche. ― Eu vou deixá-la dirigir.

A alegria combinada deles com um carro me fez me sentir melancólica. Quando, na minha vida inteira, eu tinha estado tão excitada por causa de um carro? Então de novo, eu nunca tive um Porsche. Dinheiro deve ser uma coisa boa para se ter.

Com um firme sacudir de cabeça, eu coloquei meu copo na mesa. Minha mente tinha começado a girar novamente. Estava definitivamente na hora de voltar para o refrigerante.

― Desculpe, rapazes. Não posso deixar o meu encontro. Não seria apropriado.

Frases completas era uma coisa que eu aparentemente não conseguia fazer a minha mente acompanhar. Eu estava ansiosa para começar com o plano assim eu poderia ir para casa e dormir. Dormir soava maravilhoso para mim agora.

Setsuko puxou minhas mãos, e Ryotaro deu um puxão nos meus ombros. Eu pisquei para ele em confusão e me endireitei. Eu pelo menos tentei.

― Hey. Não seja insistente. Desculpe, mas eu disse não.

― Vamos lá, ― Setsuko pediu, ainda puxando as minhas mãos. ― Só por um segundo! Se apresse, antes que ele volte!

― Não!

Agora eu estava irritada. Todo mundo estava querendo que eu fizesse coisas que eu não queria fazer. Essa eu jamais deveria fazer, não importa o quão legais eles pareciam...

Eu empurrei Setsuko com força o suficiente para fazê-lo tropeçar para trás.

― Vocês tem que ir agora.

Eles trocaram olhares de novo, surpresos. Aparentemente, as garotas devem realmente gostar do Porsche.

Eles estavam chocados porque tinham sido rejeitados.

―Vão. ― Pondo mais ameaça na minha voz, eu girei no meu assento para ficar de costas para eles. ― Barman, ― eu chamei exausta, e Yamato apareceu depois de um minutos. ― Você tem algum Tylenol?

Orochimaru e eu saímos quinze minutos mais tarde. Quando ele tinha finalmente retornado, eu me sentia como uma completa merda. Tudo o que eu queria fazer era dormir, e não podia até que tivesse terminado com ele. Abruptamente, eu sugeri que nós deveríamos sair e ir para um clube diferente, dizendo que eu queria evitar um outro esbarrão em Sasuke. Ele aceitou sem hesitação e nós estávamos logo dirigindo para fora do apertado estacionamento na sua equipada Mercedes. Isso era uma coisa de vampiro, ter uma Mercedes?

Minha cabeça girava, e eu mal podia manter sua agradável conversa enquanto ele dirigia. No fundo da minha mente eu me perguntei qual era o meu problema, mas parecia difícil demais para me concentrar. Meus olhos tremularam fechando por um momento antes de eu abri-los de novo. O que havia de errado comigo?

― Bebeu demais, Sakura?

Pela primeira vez, eu não estava fingindo quando eu o respondi com arrastadas palavras.

― V-você não entende... ― Conversar se tornou difícil, e as primeiras ânsias de advertência se atiraram através de mim. Alguma coisa estava muito errada. ― Eu consigo aguentar... aguentar beber.

Orochimaru sorriu.

― Eu discordo. Talvez nós deveríamos ir para a minha casa, onde você pode deitar e descansar. Você parece indisposta demais para ir para outro clube.

― Não... Nãããão... ― Vagamente eu sabia que isso seria ruim, mas eu estava tendo problemas para lembrar porque. Quem esse cara no carro, a propósito? Como eu tinha chegado aqui? Minha mente viajou.

― Eu acho que sim. Você vai se sentir melhor.

Me ignorando, ele estava me ignorando! Ele ia me levar para a casa dele, e alguma coisa ruim ia acontecer. O que era ruim? Onde eu estava? Tinha que fazê-lo parar, encostar. Então... eu fugiria. Sim. Fugir. E dormir.

― Você tem que parar, ― eu balbuciei, apavorada com as cores escuras avançando nas bordas da minha visão. Um abafado zumbido começou a soar nos meus ouvidos.

― Não, Sakura. Nós vamos parar em casa.

Ele continuou na mesma rota. Nós estávamos quase fora das estradas federais e logo estaríamos nas autoestradas. Alguma coisa dentro de mim sabia que tinha que impedi-lo.

― Eu vou vomitar, ― eu avisei, e essa não era uma ameaça vazia. Meu estômago se mexia perigosamente. Esforçando-me para vomitar, eu me inclinei em direção a ele.

O carro guinchou para uma parada tão rápido que os airbags deveriam ter inflados. ― No carro não! ― ele arfou, se inclinando sobre mim e abrindo a porta.

De um só vez eu espalhei tudo no chão, vomitando como prometido. Um pouco daquilo respingou no meu vestido e eu vomitei até que meu estômago se sentiu despojado do seu conteúdo. Sobre mim, eu pude ouvir Orochimaru fazer um som de nojo.

― Você tem essa coisa toda sobre você! Agora eu não posso deixar você voltar para o carro. Você arruinaria os assentos!

Isso me agradou, mas só um pouquinho, já que eu não conseguia me lembrar aonde eu estava ou porque eu não queria voltar para o carro.

De repente, eu estava me movendo, e dolorosamente. Ele me agarrou pelo cabelo e me arrastou para fora da estrada indo em direção às árvores enquanto eu tentava lutar. Isso era ruim, isso era muito ruim. Minha pernas pareciam pedras. Pesadas demais para mover. Meus braços não estavam muito melhor, mas eu inutilmente bati nele com nenhuma força. Ele finalmente parou e chegou por trás do meu pescoço para desamarrar o meu vestido. O vestido caiu até a minha cintura, deixando apenas o meu sutiã sem alças cobrindo o meu peito.

― Linda, ― ele suspirou, e abriu o fecho para descobrir os meus seios.

― Não!

Eu tentei fugir, mas minhas pernas não trabalhavam. Orochimaru se ajoelhou sobre mim, cuidadosamente para não se sujar, e puxou meu cabelo para o lado. De uma só vez seu rosto se transformou em olhos brilhantes e presas. Uma mão foi para o meu seio, apertando-o rudemente, enquanto a outra segurava a minha cabeça. Lentas lágrimas escaparam dos meus olhos assim que eu me senti presa, incapaz de me mover ou pensar. Havia alguma coisa que poderia me ajudar, alguma coisa... se eu pudesse só lembrar o que era.

Uma afiada dor no meu pescoço me fez ofegar. Oh Deus, ele me mordeu! Ele estava bebendo de mim! Minhas pernas chutavam fracamente, e meu relógio se enroscou no seu cabelo assim que eu tentei empurrá-lo. Uma turva centelha de memória permaneceu, sumindo rápido com cada puxão doloroso da sua boca. Havia alguma coisa sobre o meu relógio... Minha visão escureceu, mas antes que a escuridão me tomasse, eu apertei um botão.