Como eu disse aqui esta o capitulo, espero que gostem e espero também as opiniões de vocês!
CAPITULO NOVE
Dino havia acabado de chegar na casa de sua mãe de mais uma de suas missões longe de Londres, era cedo, não era nem mesmo 6:00 da manhã quando ele abriu a porta e seguiu direto para seu quarto, levou um susto ao ver sua mãe sentada em sua cama, ela tinha olheiras abaixo dos olhos, o que significava que ela não havia dormido.
— Mãe, o que faz aqui? Não devia estar na cama? — Perguntou Dino deixando sua mochila em um lado qualquer do quarto, ele foi até sua cama e se sentou ao lado de sua mãe, segurando as mãos da mesma.
— Sim, mas é que eu precisava falar com você urgentemente. — Falou ela.
— E sobre o que é? Deve ser muito importante para você ter me esperado chegar. — Falou Dino indo até seu guarda roupa e pegando roupas de dormir, provavelmente descansaria durante o dia inteiro.
— A algum tempo atrás eu recebi a ligação de Helena, aquela sua namorada, já faz um tempo, no máximo duas semanas, ela parecia preocupada e queria muito falar com você. — Falou ela.
— Eu devo ter esquecido algo na casa dela e assim ela quis me pedir para ir buscar, não precisava fazer tudo isso mãe, não deve ser algo tão importante assim. — Falou Dino voltando a se sentar na cama, ele observou sua mãe o olhar atentamente.
— Eu não sei filho, mas eu acho que você deve ir conversar com ela, agora.
— Mãe, eu não tenho mais nada com ela, sobre o que eu falaria com ela? — Perguntou Dino confuso, sua mãe havia gostado bastante de Helena, imaginou que ela apenas queria que ele voltasse com ela.
— Ela esta grávida meu amor, e pode ser seu, você deve ir conversar com ela agora, é algo muito importante, mesmo que não seja seu, eu não estou criando esperanças nem nada, mas isso é um dever seu, mesmo que não tenham nada mais um com o outro. — Falou ela olhando com muito atenção para Dino que estava espantado.
— Tudo bem, eu vou ir falar com ela, mas agora vá para cama, eu só vou tomar um banho e já estarei indo para a casa dela. — Falou Dino.
— Não, ela não esta mais morando com os pais, esta morando em um apartamento, eu tenho o endereço, espere um minuto que eu lhe trago aqui. — Falou ela saindo do quarto, em minutos ela voltou com um papel e o entregou logo em seguida — Aqui esta.
Dino olhou o endereço.
— Eu sei onde é, obrigado mãe, mas vai dormir vai, nessa casa já basta eu estar morrendo de sono. — Falou Dino beijando levemente a bochecha da mãe que sorriu e saiu do quarto, em pouco tempo Dino já havia tomado banho e saia de casa, no momento em que estava do lado de fora ele aparatou, em segundos estava em um beco perto do prédio, Dino foi até a portaria e ao ver o porteiro roncando em cima da bancada ele seguiu para o elevador, olhou no papel que estava marcado o andar e depois apertou o botão que indicava o andar de Helena.
Assim que o elevador chegou ao andar, ele saiu e foi para a porta que era do apartamento dela, olhou em volta esperando que alguém aparecesse e ele pudesse perguntar se era o apartamento de Helena, mas ninguém apareceu, a única coisa que ele podia fazer é apertar a campainha e foi o que ele fez, apertou algumas vezes, no máximo três e poucos minutos depois Helena apareceu na porta, ela usava apenas uma camisa grande, ele não ficou tão surpreso com aquilo, só ela mesma para dormir daquele jeito.
— Dino? O que faz aqui? — Perguntou Helena confusa.
Dino olhou para ela atentamente e percebeu que ela não parecia alguém que havia acabado de acordar, normalmente pessoas que acabavam de acordar eram sonolentas, ela estava ao contrario, seus olhos muito bem abertos e sua respiração apressada, tentando ser regulada.
— Eu precisava falar com você. — Falou Dino.
— Tudo bem, pode entrar. — Falou Helena dando passagem para que ele entrasse, depois de já estar na sala ela fechou a porta e foi até ele, se sentando ao seu lado.
— Você estava dormindo mesmo? — Perguntou Dino.
— Estava, porque? — Perguntou Helena olhando em volta, Dino percebeu que aquilo estava estranho, mas preferiu deixar de lado, o que ele precisava conversar com ela era mais importante.
— Por nada, mas vamos deixar isso de lado, eu estou aqui porque minha mãe pediu. — Falou Dino.
— Sério? — Perguntou Helena.
— É que ela soube que você esta grávida. — Falou Dino.
— Como ela soube? — Perguntou Helena com as sobrancelhas franzidas.
— Bom, as vezes o que mais tentamos deixar em segredo pode se espalhar com mais facilidade ainda, mas eu não vim aqui para isso, eu quero saber, esse filho é meu? — Perguntou Dino fazendo com que Helena arregalasse os olhos, ela soltou um longo suspiro antes de falar.
— Não Dino, ele não é seu, terminamos a quase um mês, e eu estou grávida a menos de três semanas, eu imagino que sua mãe fosse querer um neto e...
— Não, não é isso, ela não estava esperando que fosse meu, apenas queria que eu viesse aqui perguntar, porque você sabe, as coisas acontecem né. — Falou Dino para Helena que assentiu.
— É, eu sei, mas ele não é seu, ele é apenas meu, as pessoas quando descobrem que eu estou grávida sempre perguntam quem é o pai, eu não tenho medo e nem vergonha de dizer que meu filho foi gerado por uma inseminação artificial. — Falou Helena.
— Inseminação? — Perguntou Dino.
— Exatamente, eu precisava de um filho, e foi o único meio que eu achei para conseguir uma. — Falou Helena.
— Você esta brincando comigo. — Falou Dino.
— Porque eu estaria? — Perguntou Helena confusa.
— Helena, você é uma mulher linda, não precisa fazer muito esforço para ter um homem ao seu lado, é uma mulher divertida, como eu nunca achei em toda minha vida, o único problema é que nos damos melhor apenas como amigos. — Falou Dino.
— Ela não tem espelho em casa Dino, se acha feia até. — Falou Carlinhos aparecendo pelo corredor, Dino ao ouvir aquela voz ficou confuso, o que Carlinhos estaria fazendo ali?
— Eu não entendi, se você fez uma inseminação o que o Carlinhos esta fazendo aqui? Vocês estão juntos? — Perguntou Dino confuso olhando de um para o outro.
— Não, eu apenas estou acompanhando a gravidez dela de perto, para caso algo aconteça eu esteja aqui para levá-la ao medico, antes que algo aconteça ao bebê. — Falou Carlinhos.
— Pare de falar assim Carlinhos, de tanto que vocês falam vai acontecer algo mesmo. — Falou Helena se levantando com raiva e indo até a cozinha — Você que tomar café aqui, Dino? — Perguntou Helena gritando da cozinha.
— Não, eu preciso ir embora, acabei de chegar de uma missão e ainda não dormi, sabe como é as mães né, para elas tudo tem que ser feito na hora. — Falou Dino sorrindo — Até outro dia, Helena. Espero que cuide bem dela. — Falou Dino para o ruivo que assentiu.
— Até. — Falou Helena ainda da cozinha.
— O que ele queria? — Perguntou Carlinhos já na cozinha, ele observou Helena ir até a geladeira e pegar varias laranjas, enquanto ela colocava as frutas em cima da pia Carlinhos pode ver suas sobrancelhas franzidas.
— Porque quer saber? — Perguntou Helena pegando o espremedor de frutas de dentro do armário, Carlinhos olhou em volta e pode perceber que tudo o que tinha ali era novo, mas porque Helena teria uma cozinha impecável e tão nova sendo que ela nem mesmo cozinhava direito?
— Curiosidade, ele é seu ex namorado oras, normalmente quando se acontece um fim de namoro o casal não costuma se ver. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Ele veio perguntar se o filho que eu estou esperando era dele. — Respondeu Helena enquanto cortava as frutas ao meio com casca e tudo, e logo em seguida espremia a fruta.
— Teria alguma chance de ser? Se você não tivesse feito inseminação? — Perguntou Carlinhos indo até ela e tirando as mãos delicadas de perto das frutas, ele começou a fazer o que ela estava fazendo, preparar um suco natural de manhã não o iria matar.
— Quem sabe? Eu e o Dino já fizemos sexo sim, mas eu sempre me protegia, tomava a poção todas as semanas. — Falou Helena o deixando terminar de fazer o suco, ela foi novamente até o armário e pegou vários pacotes de bolacha, pegou um recipiente de vidro e misturou os vários tipos de bolachas, deixando sob da mesa.
— Entendi, mas deixando isso de lado, além do quarto, o que mais desse apartamento era da casa dos seus pais? — Perguntou Carlinhos terminando de espremer as laranjas, ele foi até onde sabia ter o açúcar e adicionou um pouco no liquido de cor laranja, misturando logo em seguida com uma colher.
— Nada mais daqui era da casa dos meus pais, só meu quarto mesmo, o apartamento já veio com os moveis, eu só precisava comprar algumas coisas, tipo a batedeira, espremedor, liquidificador e todo o resto, jogos de panelas. — Respondeu Helena.
— Sua cozinha é digna de alguém que adora cozinhar, mas você não faz isso, então eu me pergunto porque ela é tão equipada se você não cozinha. — Falou Carlinhos tirando o suco do recipiente do espremedor e o colocando em uma jarra também de vidro, o colocando em cima da mesa logo em seguida.
— Eu pretendo aprender cozinhar Carlinhos, eu acho muito bonita uma cozinha muito bem equipada, eu só sei fazer o básico. — Falou Helena indo até o balcão e pegando a batedeira.
— O que vai fazer? — Perguntou Carlinhos.
— Bolo é uma das poucas coisas que eu sei fazer, e adoro comer de manhã, farei bolo de coco. — Respondeu Helena pegando algumas coisas dentro do armário que ficava em cima da geladeira.
— Aquele tipo de bolo que só precisa colocar leite, fermento e depois só colocar no forno? Isso é fácil. — Falou Carlinhos a vendo colocar o pó do bolo e depois o leite, começando a misturá-los com a ajuda do aparelho.
— Sei fazer eles usando os ingredientes também, mas eu estarei fazendo para o café, o que significa que eu não tenho muito tempo para eu fazer o bolo completo com os ingredientes e tudo eu tenho que estar com muita paciência e tempo sobrando. — Falou Helena pegando uma forma e a untando, ela colocou a massa do bolo na mesma e logo em seguida no forno que ela havia ligado antes de começar a fazer o bolo.
— Entendo, mesmo que eu goste de bolo de manhã, eu ainda prefiro comer pão francês, a padaria que tem aqui do lado é ótima, irei comprar pão, você também vai querer? — Perguntou Carlinhos para a morena que assentiu.
— Sim, espere um minuto que eu vou pegar um dinheiro aqui, para você comprar um negocio pra mim. — Falou Helena, ela já iria sair da cozinha quando o ruivo a segurou pelo braço, a morena sentiu um calafrio no corpo ao ser virada de surpresa, afinal não era todo dia que faziam aquilo com ela, e depois da noite que eles tiveram.
— Não precisa, só diz o que você quer que eu compre, posso não ser rico, mas também não sou tão pobre assim. — Falou Carlinhos a soltando e se distanciando um pouco, ela havia ficado um pouco desconcertada com o puxão e se desequilibrado, indo parar um pouco perto demais dele.
— Tudo bem, é suco de extrato de maracujá. — Falou Helena.
— O que vai fazer com isso? — Perguntou Carlinhos confuso.
— Mousse de maracujá. — Respondeu Helena.
— Mais alguma coisa? — Perguntou Carlinhos.
— Uma barra de chocolate amargo. — Respondeu Helena para o ruivo que assentiu, ele passou por ela enquanto a mesma voltava para perto da mesa, estava morrendo de fome, pegou barras de cereal que ela sempre comprava e colocou algumas em cima da mesa, não sabia se Carlinhos gostava de café, então resolveu fazer um pouco apenas.
Não demorou muito e a mesa estava pronta, a única coisa que faltava era o pão, ela havia acabado de terminar de comer uma barra de cereal quando Carlinhos entrou na cozinha com duas sacolas, ele entregou o pão para ela, ela colocou os pães em cima da mesa enquanto Carlinhos guardava o suco de maracujá e a barra de chocolate.
— Pode começar a tomar café. — Falou Helena indicando a mesa.
— Você fez café? — Perguntou Carlinhos confuso.
— Sim, eu estou precisando tomar apenas um golinho para conseguir ficar o dia inteiro acordada, já que alguém não me deixou dormir. — Falou Helena o olhando com os olhos fulminantes.
— A culpa não foi minha, foi da sua filha que a fez desejar whisky. — Falou Carlinhos dando de ombros e se sentando — Eu também vou tomar apenas um gole, mas poderíamos estar dormindo até agora se o Dino não tivesse aparecido.
— Pelo que eu entendi, se o Dino não tivesse aparecido, você não teria parado. — Falou Helena se sentando e primeiramente tomando um grande gole de suco que ela havia servido para si própria.
— Eu não sou o tipo de homem que da pra trás. — Falou Carlinhos dando de ombros — Cadê o bolo? — Perguntou ele olhando todas as coisas que estavam em cima da mesa.
— Há é mesmo, eu não o tirei ainda. — Falou Helena se levantando e indo até o forno, ela o desligou e abriu a porta do mesmo, ela pegou a própria varinha que estava em cima da mesa e com um aceno da mesma o bolo flutuou até a mesa, Helena pegou um prato de fundo raso e grande, com mais um aceno de varinha ela virou a forma de bolo no prato e depois a tirou, o bolo ficou no prato e a forma vazia que foi colocada na pia enquanto esfriava.
— É, parece estar ótimo. — Falou Carlinhos vendo Helena colocar o bolo perto do pão, o ruivo com um pouco de dificuldade tirou um pedaço de bolo para si, estava difícil fazer aquilo sendo que o bolo estava quente.
— Não esquece de esfriar ele, não faz bem comer bolo muito quente. — Falou Helena pegando um pão e passando manteiga no mesmo, começando a comer logo em seguida.
— Não vai comer o bolo? — Perguntou Carlinhos comendo um pedaço com a ajuda de um garfo.
— Vou, mas daqui a pouco, ainda esta quente, tudo bem que o pão também, mas eu prefiro comer o pão quente primeiro a o bolo. — Falou Helena dando de ombros.
— Só não vai fazer a mesma coisa que fez no jantar em, encher a barriga e depois jogar tudo para fora. — Falou Carlinhos tomando um gole de suco enquanto a morena dava de ombros para o que ele havia falado.
— Essa é a rotina de mulheres grávidas, não importa que você vá vomitar, mas tem que aproveitar cada coisa nova. — Falou Helena para o ruivo que olhou confuso para ela.
— Vai dizer que você nunca comeu pão na vida? — Perguntou Carlinhos.
— Eu já comi, mas é que quando se esta grávida, as coisas que comemos parece ser mais saborosas, sabe, como descobrir o sabor de uma coisa nova. — Respondeu Helena podendo ver que o ruivo ainda estava confuso.
— Helena, é a primeira vez que você fica grávida, como pode saber todas essas coisas? — Perguntou Carlinhos.
— Bom, algumas pessoas me disseram isso, é quase a mesma coisa que perder a virgindade, as pessoas te falam varias e varias coisas que você não acredita no começo, só entende o que elas estavam falando quando se sente na pratica. — Falou Helena.
— Nossa, escutando você falar eu me lembro da ultima vez que falei sobre sexo com alguém, e foi com o Gui, a muito tempo atrás. — Falou Carlinhos rindo.
— Parece que foi bem engraçado, deixa eu adivinhar, você ainda era virgem e ele estava te explicando o que fazer? — Perguntou Helena fazendo com que o ruivo ficasse com as bochechas vermelhas.
— Gui sempre foi o irmão do tipo segundo pai, afinal coisas assim não se aprende na escola. — Falou Carlinhos.
— No mundo trouxa sim. — Falou Helena.
— Como assim? — Perguntou Carlinhos.
— Na sétima série, ou seja, quando estamos com 13 anos no mínimo a escola começa a nos ensinar sobre sexo, fala sobre os métodos de impossibilitar gravidez, sobre espermatozóide e óvulos. — Falou Helena.
— Mas isso não é tão ruim assim, eu achei que você estivesse falando que eles ensinam a fazer mesmo. — Falou Carlinhos.
— Mas eles ensinam a colocar camisinha, já usou uma? — Perguntou Helena.
— Já, e confesso que não gostei muito. — Falou Carlinhos — É estranho para nós bruxos, quer dizer, normalmente a mulher se protege tomando a poção, que é mais confiável.
— Sim, mas também existe um feitiço que produz uma proteção em volta do pênis, para caso não tenha a poção. — Falou Helena, ela estava com as bochechas vermelhas por estar falando sobre aquilo com ele.
— Eu sei, eu nunca usei. — Falou Carlinhos.
— E eu não entendo como funciona. — Falou Helena.
— É simples, esse feitiço faz com que uma proteção fique em volta do pênis, é como se ele criasse uma camisinha na hora, depois é só tirar. — Falou Carlinhos dando de ombros — Mas como sabe que ele existe? Pelo que eu sei você não o precisa usar.
— Há, é que eu já namorei alguém que usava esse método, eu quase morria de medo de engravidar, por isso acabava tomando a poção, então era uma proteção em dobro. — Falou Helena ainda com as bochechas rosadas — Mudando de assunto, você disse que um casal que terminou o namoro não costumam se ver, como pode saber de coisas assim sendo que nunca teve um relacionamento sério?
— As mulheres com quem eu costumo sair também não gostam de me ver depois que eu as dispenso. — Falou Carlinhos sorrindo amarelo.
— Eu imagino que elas fazem isso depois de vocês já tiverem dormido junto. — Falou Helena olhando para o ruivo que assentiu, ela ao ver que tinha terminado de comer o pão se serviu de um pedaço de bolo, começando a come-lo logo em seguida.
Depois de terminar de comer, Helena tomou um gole de café e logo em seguida pegou os ingredientes do mousse de dentro da geladeira, colocando em cima da mesa, ela pode ver que o ruivo a observava.
— O que vai fazer? — Perguntou Carlinhos.
— Já irei fazer o mouse, assim quando eu voltar já estará bom. — Falou Helena pegando o liquidificador e colocando em cima da pia, ela colocou os ingredientes dentro da jarra do liquidificador e bateu os mesmo, despejando o creme dentro de um refratário, o colocando na geladeira.
— Voltar de onde? — Perguntou Carlinhos.
— Eu vou almoçar fora, dar uma volta por Londres, ir ao shopping. — Falou Helena dando de ombros.
— Eu só vou me arrumar e podemos ir juntos. — Falou Carlinhos se levantando.
— Eu não me lembro de ter convidado você. — Falou Helena.
— É, eu vou fingir que você não teve essa atitude de mal educado, mas vamos deixar isso para lá, afinal eu não preciso de convite, eu mesmo me convido a ir com você. — Falou Carlinhos dando de ombros e saindo da cozinha enquanto a morena bufava.
Helena foi para seu quarto e começou a se trocar.
— ME FAZ UM FAVOR? — Perguntou Carlinhos gritando de seu próprio quarto.
— O QUE FOI? — Perguntou Helena de seu quarto.
— Usa sapatilha ou sapato baixo. — Pediu Carlinhos, pelo seu tom de voz Helena percebeu que ele já estava do outro lado da porta de seu quarto, ficou confusa com o pedido dele.
— Porque? — Perguntou Helena com as sobrancelhas arqueadas.
— Você já é alta, quer dizer, é da minha altura, se usar salto vai ficar mais alta que eu e eu serei praticamente humilhado. — Falou Carlinhos fazendo a morena gargalhar.
— Te humilhar dessa maneira não seria uma má idéia. — Falou Helena.
— Você já me humilhou me deixando daquela maneira, ou melhor, naquela situação. — Falou Carlinhos dando de ombros em meio ao corredor vazio — Não precisa ser tão ruim assim, né.
— Tudo bem. — Falou Helena voltando a se vestir, no fim ela vestiu um short que ia um palmo acima do joelho, uma blusa de cor preta e uma sapatilha da mesma cor, ela prendia o cabelo enquanto saia do quarto.
— Deixa ele solto, fica melhor. — Falou Carlinhos que estava escorado na parede, ela olhou para ele de cima abaixo, ele usava um tênis comum e baixinho, usava uma camisa branca e uma calça jeans qualquer — Então, o que iremos fazer? — Perguntou Carlinhos.
— Eu quero assistir um filme, dar uma volta pelo shopping, quem sabe passar por uma loja de roupas infantis, comprar alguns livros que podem ser bom, alugar filme pra eu assistir hoje de noite. — Falou Helena dando de ombros e seguindo pelo corredor que levava a sala do apartamento.
— Porque gosta tanto de assistir filmes? — Perguntou Carlinhos.
— É um ótimo passa tempo, é uma das poucas coisas que eu consigo fazer aqui que também fazia no Brasil. — Falou Helena pegando uma bolsa que estava em cima do sofá — Espera ai, esqueci de escovar os dentes. — Falou Helena voltando para seu quarto e indo para o banheiro do mesmo, ela levou um susto ao ver Carlinhos entrar de repente no banheiro enquanto ela escovava os dentes.
— O que você gostava de fazer no Brasil que não consegue fazer aqui na Inglaterra? — Perguntou o ruivo encostado no batente da porta.
— Eu não me lembro de ter lhe dado autorização para você entrar no meu quarto. — Falou Helena enxugando sua boca na toalha de rosto que tinha ao lado da pia.
— Você não se lembra de muita coisa, mas mesmo que não tivesse me dado autorização, lembre-se que eu passei a noite aqui, o que me dá liberdade para entrar e sair quando eu quiser. — Falou Carlinhos.
— Fique achando que você esta com essa bola toda. — Falou Helena saindo do quarto, sendo seguida mais uma vez pelo ruivo.
— Pare de me enrolar, e diga logo o que você fazia no Brasil que não pode fazer aqui? — Perguntou Carlinhos novamente.
— Usar roupas mais leves. — Falou Helena.
— Você esta usando um short que mostra 80% das suas pernas, quer roupa mais leve que isso? — Perguntou Carlinhos ironicamente, eles saíram do apartamento e se dirigiram para o elevador, Helena apertou o botão que indicava o térreo.
— Bom, hoje é um dos poucos dias em que eu posso usar. — Falou Helena.
— Me diga outra coisa. — Falou Carlinhos.
— Eu tinha uma liberdade inexplicável no Brasil, eu gostava de ir nas praias, jogar vôlei, ou apenas subir em uma prancha e observar os movimentos do mar, sentir o suave vento morno em meu rosto, poder vestir um maiô e me jogar no mar ou até mesmo em um rio que tivesse uma cachoeira. — Falou Helena — Eu amei morar aqui na Inglaterra, quer dizer, eu amo, mas eu não tenho a mesma disposição que tinha quando estava morando lá.
— Disposição para que? — Perguntou Carlinhos.
— Para tudo. — Respondeu Helena.
— Eu vi a sua disposição para o que estávamos fazendo ontem. — Falou Carlinhos não se importando que ele sempre batia na mesma tecla, a viu revirar os olhos de tédio por ele estar falando daquilo novamente.
— Quando é que você vai esquecer? — Perguntou Helena.
— Você por acaso já esqueceu? — Perguntou Carlinhos indignado.
— Quer que eu seja sincera? — Perguntou Helena olhando para ele de lado — Não, eu não me esqueci daquilo, mas é que é chato ter que ficar ouvindo você falar daquilo, afinal a idéia foi sua. — Falou Helena o vendo olhar para ela surpreso.
— A idéia foi minha? É claro que não, a idéia foi do Harry, quero dizer, do beijo, mas o fato de podermos continuar foi um pedido seu. — Falou Carlinhos.
— Você por acaso acha que eu sou de ferro? Eu nunca fui de desperdiçar o que é bom. — Falou Helena.
O ruivo ao ouvir aquilo sentiu seu ego inflar.
— Isso por acaso quer dizer que eu sou bom? — Perguntou Carlinhos sorrindo largamente.
— Convenhamos né Carlinhos, todo homem é bom. — Falou Helena dando um passo a frente para sair do elevador, antes que ela fizesse isso Carlinhos apertou o botão para fechar a porta e a puxou, a colocando contra a parede.
— Como é que é? Esta querendo dizer que eu sou como todos os homens? — Perguntou Carlinhos grudando seu corpo ao dele.
— Eu por acaso não posso dizer, agora me solta que eu tenho que sair. — Falou Helena tentando o empurrar, mas ele não saiu do lugar.
— Eu por acaso já disse que você é como todas as mulheres? — Perguntou Carlinhos.
— Não me compare com as mulheres que você já teve em sua cama. — Falou Helena estreitando os olhos.
— Você sabe e eu também que eu sou um homem diferenciado dos que você já teve. — Falou Carlinhos.
— É claro que eu sei disso, afinal você é um pouco mais baixo do que os homens que eu costumo ficar. — Falou Helena dando de ombros, ela viu a porta do elevador se abrir novamente e mais uma vez Carlinhos apertar o botão fazendo com que a mesma se fechasse.
— Eu vou te mostrar a diferença. — Falou Carlinhos a puxando para mais perto de si, antes que ela pudesse tentar se afastar ele a beijou intensamente, ela colocou suas mãos no peito dele e tentou empurrá-lo para longe, mas com rapidez e força o ruivo segurou suas mãos e a colocou contra a parede do elevador, nos primeiros momentos que o beijo começou ela tentou fugir dele, mas como ela havia dito, ela não era de ferro e por isso em poucos segundos ela já começava a corresponder ao beijo com a mesma intensidade, a morena sentiu os dedos de Carlinhos pararem de pressionar sua mão contra a parede de ferro vagarosamente e logo em seguida começar a descer os dedos pelo braço dela, até o cotovelo, ele a fez enlaçar seus braços em volta dele.
As mãos dele começaram a descer vagarosamente pela lateral de seu corpo, ela se arrepiou ao sentir os dedos dele passar bem perto de seu seio e acariciar sua barriga para logo em seguida posicionar suas mãos na cintura dela a puxando para mais perto de si, o beijo continuou intenso quando ele moveu uma de suas mãos novamente, só que dessa vez ela foi direto para sua coxa e com um pouco de força ele apertou ali a tirando do chão logo em seguida, Carlinhos separou seus lábios e desceu seu rosto até o busto dela, ela parecia petrificada, parecia esperar o próximo passo dele, ela suspirou ao sentir o ruivo a morder no seio direito por cima de sua blusa mesmo.
— Carlinhos, estamos no elevador. — Sussurrou Helena.
— Iremos apenas proporcionar um show para alguém que entrar aqui. — Sussurrou Carlinhos mordendo o outro seio dela.
— Não, já chega com isso, eu já entendi o que você quis dizer, satisfeito? — Perguntou Helena o empurrando bruscamente, ela viu o sorriso satisfeito dele, no momento em que a porta abriu ela tratou de sair do elevador, sendo seguida pelo ruivo.
— Sim, eu estou muito satisfeito, aceite o que eu fiz como um troco por ter me deixado daquela maneira. — Falou Carlinhos dando de ombros, ao passarem perto do porteiro eles ouviram o homem que cuidava da portaria chamar Helena, ela olhou fulminante para o ruivo antes de ir até o mesmo.
— Srta. Black foi deixado essa carta para você. — Falou o porteiro entregando uma carta para a morena que franziu as sobrancelhas antes de pegar o envelope.
— Sabe de quem possa ser? — Perguntou Helena.
— Eu imagino que seja algum parente seu, já que tem o mesmo sobrenome, e convenhamos que não é um sobrenome comum. — Falou o porteiro sorrindo para a morena que retribuiu o sorriso — Desculpe a intromissão, mas você esta morando com a Srta. Black? — Perguntou o porteiro para Carlinhos que assentiu.
— Sim, eu estou dividindo o apartamento, ou melhor, cuidando dela nesse momento difícil. — Falou Carlinhos sorrindo também.
— Há sim, por favor assine aqui, como sendo um morador do prédio eu preciso da sua assinatura e do seu nome completo. — Falou o porteiro entregando um caderno enorme que continha varias e varias assinaturas, Carlinhos viu que em cima de onde ele teria que assinar tinha o nome completo de Helena — É preciso a assinatura de cada morador em seu respectivo apartamento, esse é o registro do apartamento da Srta. Black, por isso o seu tem que ser junto, já que esta morando com ela.
— Me chame apenas de Helena. — Falou Helena para o porteiro que assentiu, eles observaram Carlinhos colocar seu nome completo e logo em baixo a assinatura dele.
— Sobre o que falava a carta? — Perguntou Carlinhos entregando a caneta e o caderno para o porteiro, no momento seguinte eles se despediram e seguiram para o que parecia o estacionamento — Eu não sabia que você tinha carro.
— E eu não tinha mesmo, a carta era do meu pai, ele me arrumou um carro. — Falou Helena mostrando a chave do carro que estava dentro do envelope.
— Posso dirigir? — Perguntou Carlinhos.
— Você por acaso sabe dirigir? — Perguntou Helena.
— É claro que sei, tenho até mesmo carteira de motorista, mas eu nunca cheguei a comprar um carro. — Falou Carlinhos dando de ombros enquanto a morena jogava as chaves do carro.
— Porque? Achei que você ganhasse bem na Romênia. — Falou Helena.
— E eu ganho, mas é que eu sou um bruxo né, não preciso me preocupar com namorada trouxa, ou com filhos que não podem aparatar, por isso nunca comprei, mas agora morando com você e lhe acompanhando, eu não vou mais poder aparatar, já que você não pode. — Falou Carlinhos apertando o botão que destrancava a porta dos carros, eles entraram dentro do automóvel e Carlinhos já começava a dirigir para fora do estacionamento — E então, em que shopping iremos?
— Sabe onde fica o Westfield Stratford City? — Perguntou Helena.
— Costuma freqüentar bastante o maior shopping de Londres? — Perguntou Carlinhos, a morena entendeu que com aquela pergunta ele queria dizer que conhecia sim.
— Bastante, foi um dos primeiros lugares que eu fui depois que me mudei aqui para Londres. — Respondeu Helena dando de ombros.
— Há é verdade, uma pessoa nova na cidade que não visita esse shopping não deve ser considerado um turista. — Falou Carlinhos rindo.
— Eu não sabia que sua família era de ir a lugares assim, vocês são tão simples. — Falou Helena — Não que isso seja ruim, é claro.
— As pessoas pensam que não podemos ir lá já que somos pobres, mas eu já fui lá sim, depois que comecei a trabalhar é claro, porque antes disso eu não era muito de andar por Londres, na verdade eu sempre preferi ficar na Toca. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Como todos os seus irmãos, mas afinal quem não gostaria de ficar lá para sempre, lá tem um ar que nos faz querer ficar para sempre, tem uma beleza natural, e podemos dizer que lá não existe tristeza. — Falou Helena sorrindo.
— É, bem isso mesmo, sem contar a tranqüilidade e a segurança, diferente de Londres, você não pode andar pelas ruas de Londres sozinha, a qualquer momento podem roubar sua bolsa ou qualquer outra coisa que você esteja levando que você só percebe quando o ladrão esta bem longe. — Falou Carlinhos.
— Eu me lembro que nos meus primeiros meses morando aqui eu sempre queria que meus pais fossem aos lugares comigo, eram poucas vezes que eu ia com um dos seus irmãos ou com uma das meninas. — Falou Helena.
— Sem contar que quando você chegou aqui estavam quase todos namorando, o que é horrível, já que você seguraria vela se pedisse para sair com eles. — Falou Carlinhos rindo.
— É, mas eu já andei por toda a parte na companhia do Fred e do Jorge. — Falou Helena — Sinceramente, não existe pessoas melhores para ser guia do que aqueles gêmeos.
— Me diga qual lugar mais você foi com eles. — Pediu Carlinhos enquanto prestava atenção no transito, ele parou em um sinaleiro esperando que ficasse verde e que assim ele seguisse caminho, o que não demorou muito.
— Há, eles me levaram ao relógio do Big Ben, me levaram também ao Palácio de Westminster, ao London Eye que eu amei, sinceramente aquele lugar é lindo, aquele sim é um lugar que um turista não pode perder. — Falou Helena com os olhos brilhando.
— Ainda mais você, que gosta de altura. — Falou Carlinhos sorrindo levemente.
— Com certeza, existe um ponto melhor para se conseguir ver toda a Londres? — Perguntou Helena retoricamente — Mas vamos mudar o rumo da conversa, eu quero saber da Romênia, como é lá? — Perguntou Helena se virando de lado o máximo que o cinto de segurança deixasse, para assim poder olhar para Carlinhos, ela adorava ver toda a face de uma pessoa que estava falando de um lugar que ela gostasse, que tivesse uma cultura diferente.
— Há é como se fosse o meu segundo lar, eu fui para lá a procura dos estudos de Dragões, mas acabei me apaixonando pela cultura de lá também, eles são bem mais simples que os britânicos, ao invés de lojas caras e todo o resto eles costumam ir as feiras, não tem aquelas frescuras, gostam muito de artesanais, e posso dizer que já vi pessoas de lá que tem um talento incrível com isso, lá tem uma imagem um tanto quanto antiga. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Tipo o que? — Perguntou Helena.
— Bom, até que boa parte de Londres tem essa mesma mania de deixar tudo meio antigo, mas se você for para o centro de Londres percebe que não parece ser a mesma cidade que você vê na televisão, já que na televisão se mostra imagens de prédios antigos da Inglaterra, mas se você chega no centro desse país vê que é uma cidade moderna muito comum, com prédios espelhados, telões e toda a modernidade, é um tanto parecido com New York, na Romênia também tem a modernidade é claro, mas é mais normal você ver castelos em toda parte, você se sente em uma outra época quando esta visitando os lugares turísticos. — Falou Carlinhos.
Helena se impressionou ao ver a cara que ele fazia quando estava falando do lugar em que trabalhava, ele parecia se impressionar com as próprias palavras e ao mesmo tempo parecia ter orgulho do lugar em que morava atualmente e onde trabalhava.
— Fale um dos melhores lugares de lá, um lugar turístico é claro. — Falou Helena.
— Que tipo de lugar? — Perguntou Carlinhos.
— Ué eu não sei, me diga um dos castelos mais populares de lá, que é turístico. — Falou Helena.
— Há ta, tem o Castelo de Bran, que segundo a tradição tiveram como moradores o Conde Drácula. — Falou Carlinhos rindo ao ver a cara dela de impressionada.
— Eu preciso conhecer esse lugar. — Falou Helena.
— Vá me visitar um dia. — Falou Carlinhos.
— Quem sabe. — Falou Helena sorrindo e se sentando corretamente.
— Olha, eu acabo de me lembrar que você me prometeu uma coisa e não cumpriu. — Falou Carlinhos fazendo com que a morena juntasse as sobrancelhas confusa.
— E o que seria?
— Você prometeu me ensinar a falar Português, ao menos algumas palavras. — Respondeu Carlinhos.
— Quando eu prometi isso? — Perguntou Helena.
— A uns 10 anos atrás. — Respondeu Carlinhos rindo.
— Há é mesmo, em 1995, quando a leitura estava acontecendo em Hogwarts. — Falou Helena se lembrando de todas as surpresas que ela teve naquele ano.
— Sim, quando você se perdeu no castelo disse que me ensinaria a falar Português. — Falou Carlinhos.
— É, mas depois de um tempo que a leitura acabou, você foi para a Romênia e eu fiquei sem te ver por um bom tempo, só via você algumas vezes que você podia vir para a Toca, acabei me esquecendo daquilo. — Falou Helena — Eu tenho uma idéia, vamos assistir um filme legendado? — Perguntou Helena.
— No cinema? — Perguntou Carlinhos fazendo uma careta que fez a morena rir.
— Não, eu vou alugar alguns filmes, nós podemos assistir ao menos um legendado, um filme mais leve, quem sabe comédia ou romance, mas não aquele romance meloso, algo mais comum, ai você pode ver como se pronuncia algumas palavras. — Falou Helena.
— Pode ser, mas apenas um filme legendado. — Falou Carlinhos.
— Ta bom, depois que o filme acabar eu lhe ensino algumas palavras, se você conseguir se lembrar da pronuncia de algumas dessas palavras ficará melhor para você saber como dizer. — Falou Helena.
— Você fazia isso quando estava aprendendo a falar inglês? — Perguntou Carlinhos.
— Nossa professora de inglês nos recomendava alguns filmes, alguns deles britânicos e alguns deles que foram feitas em New York. — Falou Helena.
— Eu sei porque, algumas vezes existe uma diferença entre o idioma das duas culturas. — Falou Carlinhos vendo a morena assentir em concordância.
— Exatamente. — Falou Helena.
Eles ficaram em silencio tempo suficiente para chegarem ao shopping, Carlinhos foi para o estacionamento e lá eles deixaram o carro, pegando o elevador para irem para o shopping mesmo, como era meio de semana o shopping o que menos tinha eram adultos ou crianças, estava praticamente banhado de adolescentes em grupos, a maioria das meninas carregando varias sacolas coloridas e decoradas, algumas acompanhadas dos namorados que as vezes pareciam estar mau humorados e outras na companhia apenas das amigas mesmo, alguns grupos chegavam a gargalhar em meio ao shopping, chamando a atenção de varias pessoas.
— Ainda bem que eu nunca estive no lugar dessas pobres criaturas. — Falou Carlinhos vendo um menino que estava em volta de varias sacolas, ele estava em uma mesa na praça de alimentação circulado por varias meninas, seu cotovelo escorado na mesa enquanto sua mão segurava seu rosto que mostrava todo o seu tédio.
— Mas será você que vai levar as minhas coisas. — Falou Helena rindo.
— Nem vem com essa, eu posso até carregar algumas coisinhas, mas não precisa exagerar. — Falou Carlinhos vendo a morena assentir enquanto ria.
— Vamos comprar um sorvete primeiro? — Perguntou Helena indo um dos lugares que vendia sorvete, ela foi ao Mc'Donalds, o que não surpreendeu o ruivo — Quer algum? — Perguntou Helena.
— Pode ser. — Falou Carlinhos.
— Eu já fiz o meu pedido, pede o seu que eu preciso ir ao banheiro rapidinho e não é muito longe daqui, você sabe, quando o sorvete estiver pronto você pede para a moça esperar que eu já venho pagar. — Falou Helena dando as costas ao ruivo que assentiu, em poucos minutos os dois sorvetes estavam pronto, Carlinhos havia pedido o mesmo que Helena que ainda não havia voltado, ele não se incomodava em gastar dinheiro, afinal o que ele menos fazia na Romênia era gastar, o que significava que ele tinha uma grande quantia guardada em seu banco.
Ele se sentou em um banco que tinha perto e começou a apreciar seu sorvete, o problema dos sorvetes do shopping era que não tinha muito sabor, a única coisa que fazia a diferença era a calda de chocolate e o mini bis que tinha também.
— Espera que eu vou pagar. — Falou Helena que havia acabado de parar ao seu lado, ela já estava com o dinheiro na mão, ela deu um passo em direção a moça do sorvete, mas Carlinhos a segurou pelo pulso.
— Eu já paguei sua boba. — Falou Carlinhos rindo.
— Porque? — Perguntou Helena.
— Qual é né, eu não vou morrer se gastar um pouco de dinheiro. — Falou Carlinhos rindo e entregando o copo de sorvete dela, ela o pegou e deu uma grande colherada.
— Você se acha muito engraçadinho né. — Falou Helena fazendo sinal para que ele se levantasse, enquanto chupavam o sorvete os dois andavam pelo shopping — Se a nossa família souber do que você fez, em pagar as coisas vão achar que estamos em um encontro, ou que temos algo.
— E não temos? — Perguntou Carlinhos.
— Não. — Respondeu Helena rapidamente, olhando confusa para ele.
— Mas já tivemos. — Falou Carlinhos.
— É, já tivemos, passado. — Falou Helena.
— É isso que lhe diferencia das mulheres que eu costumo achar na Romênia, nos beijamos duas vezes e para você não temos nada, em outras circunstâncias a mulher pensaria que eu já quisesse casar com ela. — Falou Carlinhos rindo.
— Então, isso foi um teste? — Perguntou Helena — Pra que?
— Sim, foi um teste, o motivo disso era para saber se você seria comigo o mesmo que era antes, e apenas com a sua resposta eu sei que será a mesma coisa, baixinha. — Falou Carlinhos rindo novamente ao ver a cara de brava que ela direcionou a ele.
— Disse o homem mais alto do mundo. — Falou Helena rindo — Vamos ver os filmes que esta em cartaz.
— Eu quero assistir um filme de ação. — Falou Carlinhos.
— Carlinhos, você conhece tanto o mundo trouxa que eu poderia imaginar que você é um trouxa. — Falou Helena para o ruivo que no momento seguinte abriu a boca para explicar.
— A questão é que eu vivi muito no mundo bruxo, e depois que eu fui para a Romênia eu me senti mais livre, livre para conhecer um mundo que eu não tinha oportunidade antes, minha mãe nunca foi de nos deixar andar pelo mundo trouxa sozinho, eu até conseguia escapar quando eu ia visitar meu pai no Ministério, e quando eu cheguei na Romênia, digamos que eu conheci tudo de uma vez, eu não conseguia parar, queria mais e mais conhecer essa cultura diferente. — Falou Carlinhos.
— Entendo, vamos ali comigo comprar uma sapatilha? — Perguntou Helena indicando uma loja de sapatos.
— Não íamos ver os filmes em cartaz? — Perguntou Carlinhos.
— Mudei de idéia, vamos primeiro comprar a minha sapatilha, eu já vi a que eu quero e só vou ver se tenho o meu numero e compro rapidinho. — Falou Helena para o ruivo que assentiu, eles seguiram para a loja, quando foram atendidos por uma das vendedoras Helena indicou a que ela queria, perguntou se tinha do numero dela e a vendedora disse que sim, saindo logo em seguida dizendo que iria pegar a sapatilha — Dessa vez você não vai pagar.
— Pode deixar, mas eu vou comprar algo mais importante que essa sua sapatilha, e não será para você. — Falou Carlinhos deixando a morena confusa.
— Pra quem vai ser? — Perguntou Helena para o ruivo que ficou calado — E porque me disse isso, por acaso acha que eu vou ficar com ciúmes? — Perguntou Helena rindo.
— Não, mas é que vou dar algo para uma pessoa que será muito importante na sua vida. — Respondeu Carlinhos enquanto Helena se sentava em um banco muito bem forrado, segundos depois a vendedora chegou com três caixas de sapato, ela as colocou no chão e foi abrindo uma de cada vez, mostrando sapatilhas de cor preta, branca e cinza — Eu gostei da cinza.
— Eu também, mas estou indecisa entre ela e a preta. — Falou Helena.
— Para que vai usá-la? — Perguntou Carlinhos.
— Pretendo usar ela no Brasil, em passeios. — Respondeu Helena.
— Se quer que notem ela, use a preta, se não use a cinza. — Falou Carlinhos.
— Desde quando entende isso? — Perguntou Helena colocando um par da preta e outra da cinza, ela foi para a frente de um espelho e observou seus pés, os erguendo brevemente.
— Suas pernas são brancas, se alguém for olhar para elas poderá observar o contraste de preto nos seus pés. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— É tipo o contraste que cabelos negros fazem com olhos claros? — Perguntou Helena.
— Exatamente, como os seus. — Falou Carlinhos.
Helena não havia falado aquilo por causa de seus olhos azuis, nem havia se lembrado disso.
— Mas meus olhos não são tão claros assim. — Falou Helena indo até o banco e se sentando, tirou os dois pares de seus pés e colocou cada um em sua respectiva caixa, ela pegou a caixa que tinha a sapatilha preta e entregou a vendedora — Irei levar essa.
— São azuis. — Falou Carlinhos.
— Os seus também, dos seus irmãos também. — Falou Helena.
— É, apenas a Gina herdou os olhos da minha mãe, que são castanhos. — Falou Carlinhos.
— O que a torna a filha mais diferente, entre todos, eu vou comprar um chinelo também. — Falou Helena indo até onde ficava os chinelos de varias cores e marcas.
— Pra que? — Perguntou Carlinhos.
— Só poderei usar a sapatilha por pouco tempo, daqui alguns meses meus pés irão inchar e eu terei que usar o chinelo né. — Explicou Helena pegando um simples, branco de detalhes pretos — Vamos pagar logo. — Falou Helena indo até o caixa, onde a vendedora a esperava — Débito. — Falou a morena entregando o cartão que em poucos minutos havia pegado da bolsa.
— É uma das poucas mulheres que eu conheço que não usam o de crédito. — Falou Carlinhos a observando enquanto ela digitava a senha do cartão.
— Pra mim isso é apenas uma forma que o banco arruma para pegar o dinheiro que nos resta, até mesmo o dinheiro que não temos. — Falou Helena pegando as duas sacolas que continha a sapatilha e o chinelo — Agora vamos para o cinema. — Falou Helena entregando as sacolas ao loiro e seguindo em direção da bilheteria do cinema, chegaram lá viram varias e varias opções de filmes.
— Um filme de ação. — Falou Carlinhos.
— Vamos assistir guerra dos mundos. — Falou Helena indicando um cartaz, pela imagem parecia mesmo ser um filme de ação.
Eles foram para a fila da bilheteria e não demorou muito chegou a vez deles, compraram as duas entradas e como iria demorar muito para a hora em que o filme fosse começar eles foram para uma loja de roupa.
— Há não, eu não vou ir ai com você. — Falou Carlinhos parando em meio a uma loja, a questão era que dentro da loja que estavam tinha outra mais ao fundo, que era de roupa intima para mulher.
— Qual o problema? — Perguntou Helena rindo.
— Helena, é de roupa intima, para mulher ainda por cima, quer que eu lhe veja comprando roupa intima? — Perguntou Carlinhos como se fosse obvio.
— Qual o problema? — Perguntou Helena ainda rindo.
— Tá bom, eu posso ir, mas você vai ter que aceitar as minhas opiniões e eu poderei lhe ver as usando. — Falou Carlinhos não se importando de falar daquele jeito.
— É claro que poderá me ver, com roupas por cima. — Falou Helena rindo.
— Assim não vale, mas mudando de assunto, vamos ao Brasil mesmo? — Perguntou Carlinhos.
— Você vai querer ir comigo? — Perguntou Helena.
— Não vejo problema. — Respondeu Carlinhos dando de ombros.
— Tudo bem, mas eu tenho que ir logo comprar minhas coisas. — Falou Helena rindo e dando as costas ao ruivo que foi em direção da sessão de roupa masculina da loja, pegou algumas bermudas e camisas de varias cores, principalmente brancas, alguns minutos depois Helena chegou perto dele com algumas peças de roupas intimas no braço, Carlinhos tentou não olhar muito — Vamos? O que comprou ai?
— Roupas de calor. — Respondeu Carlinhos dando de ombros.
— Vai precisar mesmo para quando for para o Brasil, porque eu pretendo ir para lá na época de calor, você vai virar churrasquinho no sol se não comprar protetor solar. — Falou Helena enquanto andavam até o caixa, eles pagaram pelas roupas, a morena carregou suas roupas intimas, enquanto o loiro carregou suas roupas, a sapatilha e o chinelo que ela havia comprado.
— Isso me lembra que eu tenho que comprar o protetor. — Falou Carlinhos.
— Vamos passar em uma agencia de viagem, eu preciso ver o preço da passagem e os dias. — Falou Helena — Tem uma aqui no shopping, vamos para a sala seis, esta quase na hora do filme, temos que chegar antes do ultimo trailer.
Eles estavam andando pelo shopping a caminho da sala seis quando um homem parou bruscamente na frente de Helena, ao lado dele estava uma mulher até que bonita, mas não tanto, ele olhou para Helena esperando que ela fizesse algo.
— Ola Rafael. — Falou Helena.
Carlinhos viu que ela não tinha gostado muito da aparição de Rafael, o ruivo olhou para a morena esperando que ela dissesse algo, mas ela tentava de todas as formas fugir até mesmo de seu olhar.
— Ola Helena, quanto tempo não? Eu sou Rafael. — Falou Rafael esticando a mão para Carlinhos que a apertou com força, o homem a sua frente era mais alto que Carlinhos, mas isso não o intimidava.
— Eu e o Rafael éramos amigos, até eu vir para a Inglaterra, para ficar com meu pai. — Falou Helena olhando para a mulher que estava acompanhada com Rafael — Jessica?
— Finalmente em, achei que não fosse me reconhecer. — Falou Jessica cumprimentando Helena com um beijo fraco no rosto — Quanto tempo.
— Estão juntos desde quando? — Perguntou Helena direta, seus olhos estavam estreitos.
— A dez anos. — Respondeu Jessica com a felicidade estampada em seu rosto.
— E isso começou antes ou depois de eu vir para cá? — Perguntou Helena.
— Antes de você me mandar aquela carta, terminando comigo. — Falou Rafael.
— Há sim, agora esta tudo explicado, vocês já namoraram antes, terminaram na mesma época que nos conhecemos, quando você veio morar com o Sirius. — Falou Carlinhos vendo que Helena não estava confortável em estar com Rafael e Jessica.
— Então vocês nunca responderam as minhas cartas apenas porque estavam juntos pelas minhas costas? — Perguntou Helena.
— Você que nem ao menos voltou para se despedir da gente, disse que voltaria, mas não voltou, quem sabe porque seu pai é rico. — Falou Jessica.
— Eu estava planejando voltar, na verdade eu só vim para a Inglaterra para ficar o fim de semana, mas os planos mudaram e como sabem do meu pai? — Perguntou Helena.
— Sirius Black? Primeiramente porque Sirius é o nome daquele cara que fugiu de Azkaban e segundo porque Black é o nome de uma das maiores famílias puro sangue do mundo bruxo. — Falou Rafael.
— Sem contar que foi dito o nome de todo mundo que voltou a vida naquela mesma época e em um dos nomes estava o da sua mãe. — Falou Jessica — Como pôde terminar com o Rafael por carta e ainda por cima mandar mais cartas para ele depois, como se vocês fossem apenas amigos?
— Eu queria ser amiga dele, qual o problema nisso? Também queria continuar a minha amizade com você. — Falou Helena olhando para Jessica.
— Não, você não queria, nos deixou para trás para ser amigos de puros sangues. — Falou Jessica.
— Que puros sangue? — Perguntou Helena.
— Você se tornou amigo dos Potter's, Weasley's, Longbottom e até mesmo de um tal Lovegood. — Falou Jessica.
— Como estão sabendo tanto da minha vida? — Perguntou Helena.
— Você manda noticias para a Adriana, ela fica toda feliz em dizer a todos do quão feliz você esta, e você quem é? — Perguntou Jessica para Carlinhos que apenas ouvia toda a discussão.
— Hã? Meu nome é Carlinhos, Carlinhos Weasley. — Falou Carlinhos.
— É claro, um dos Weasley. — Falou Rafael — O que são um do outro?
— Estamos... Nos conhecendo melhor. — Falou Carlinhos segurando as sacolas apenas com uma das mãos e se colocando atrás da morena e passando seu braço livre pela cintura da morena — Vamos ao Brasil, fazer uma visita, quem sabe nos vemos lá.
— Você disse que vocês estão se conhecendo melhor apenas agora, mas ela não é chegada a sua família? — Perguntou Jessica confusa, ela parecia querer desvendar algo de Helena que poderia a fazer ser humilhada.
— É que eu moro na Romênia, estou passando as férias na casa da Helena. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Apartamento. — Falou Helena o corrigindo.
— Isso, para mim é a mesma coisa. — Falou Carlinhos rindo — Bom, nós temos que ir agora, vamos assistir um filme, até mais. — Falou Carlinhos acenando para o casal antes de sair andando abraçado a morena.
— Que história é essa? — Perguntou Helena sussurrando enquanto sentia o ruivo se distanciar de seu rosto.
— É apenas uma forma de dar um troco ué, vamos assistir o filme. — Falou Carlinhos indo até a entrada da sala seis.
— Espera, eu vou pegar pipoca, refrigerante e chocolate. — Falou Helena indo até onde vendia as coisas para comer dentro do cinema, enquanto observava a morena comprar as coisas Carlinhos percebeu que o mesmo casal que perturbara Helena estava ali, eles passaram ao lado de Carlinhos e o ruivo viu os dois entrarem na mesma sala que eles iriam entrar — Vamos?
— Sim, vamos sim. — Falou Carlinhos, não diria a ela que Rafael e Jessica estariam lá, talvez eles nem ao menos os veriam — Qual é o numero das poltronas?
— 14 e 15 na fileira F. — Respondeu Helena vendo nas duas entradas, ela seguiu Carlinhos que entrou no corredor de uma fileira até que ele se sentou, ela olhou a numeração da poltrona que estava ao seu lado e viu que era a dela — Quer chocolate?
— Não, apenas o refrigerante e a pipoca. — Falou Carlinhos, ele colocou um dos copos de refrigerante no suporte da poltrona.
Enquanto o filme não começava Helena olhou em volta, não tinha muitas pessoas, no máximo quinze pessoas muito bem distribuídas pela grande sala, na fileira em que eles estavam havia mais um casal, no momento em que a tela do cinema ficou iluminada ela pode ver quem era e olhou para Carlinhos que prestava atenção no trailer que passava.
— Você sabia que eles estavam aqui. — Falou Helena não perguntando e sim afirmando, ele olhou confuso para ela, mas no momento em que ela indicou o casal e ele olhou pode entender do que ela estava falando.
— Eu sabia que eles poderiam sim estar aqui, mas não tão perto da gente. — Falou Carlinhos tomando um gole de refrigerante.
— Porque não me avisou que os viu entrando na sala? — Perguntou Helena.
— Porque acha que eu os vi? — Perguntou Carlinhos sorrindo.
— Como você poderia imaginar que eles estariam aqui se não os viu entrar? — Perguntou Helena como se fosse obvio, é claro que era uma pergunta retórica e sabendo que era uma o ruivo iria apenas começar a se explicar.
— Porque eu achei que não faria diferença alguma eles estarem aqui, afinal iremos assistir um filme e não olhar para as pessoas que estão a nossa volta. — Explicou Carlinhos encolhendo os ombros — Afinal, porque você fica tão atormentada apenas por ter dois antigos amigos próximo, só porque ele era seu ex namorado?
— O problema não é esse, e sim do modo como eles falaram de mim, sabe, como se eu não fosse mais a mesma de antes, eu sempre soube que algo aconteceu para eles nunca me responderem, perguntei aos meus outros amigos, mas ninguém me respondeu ao certo. — Tentou explicar Helena.
— Eu vou falar a minha opinião, não sei se você vai concordar comigo, mas pelo jeito que aquela menina falou parecia que ela tinha inveja de você, por ter vindo morar para cá e por ter achado pessoas legais. — Falou Carlinhos.
— Eu não sei, a Jessica nem mesmo parece ser a mesma menina que eu conhecia a 10 anos atrás. — Falou Helena.
— Você terminou com ele por carta? Sabe que você foi fria não é? — Perguntou Carlinhos.
— Eu nunca achei que ele fosse se importar, O Rafael é daquele tipo que quando estudava era o popular e galinha, foi uma surpresa quando eu comecei a namorar com ele, ai eu vim para cá e percebi que eu não fazia mais a diferença na vida dele, ele não tentou falar comigo antes de eu vir, caso ele se importasse com certeza teria arranjado um jeito de falar comigo, sem contar que eu pude perceber não gostar mais dele, não o amar mais. — Falou Helena.
— Isso foi antes ou depois de você me beijar naquele baile? — Perguntou Carlinhos.
— Eu terminei com ele antes. — Respondeu Helena — Meu pai também me disse que eu fui fria por ter terminado com ele por carta, mas eu já pensava que não voltaria para o Brasil tão cedo.
— Esta vendo, até mesmo seu pai concorda comigo. Mas você voltou ao Brasil depois que seus pais voltaram a vida, até mesmo levou meu irmão Fred. — Falou Carlinhos.
— Meu pai concorda com qualquer pessoa que ainda me ache uma criança. — Falou Helena dando de ombros — Essa viagem que fiz com eles para lá foi diferente, eu não pude vê-los, o Rafael estava trabalhando e eu nem mesmo sabia onde era que ele estava trabalhando, a única pessoa a quem eu me despedi foi o Diego;
— Eu não te acho uma criança. — Falou Carlinhos rindo.
— Me achava uma criança até ontem. — Falou Helena.
— Uma criança não poderia engravidar. — Falou Carlinhos.
— Mas isso ocorre muito no Brasil. — Falou Helena.
— Como assim? — Perguntou Carlinhos confuso.
— Não é tão anormal se ver uma garota de 15 ou 16 anos grávida no Brasil, eu já vi varias e varias. — Falou Helena.
— Nossa, eu nem poderia imaginar. — Falou Carlinhos.
— Bom, a maioria que eu conheço é do mundo trouxa, muitos meninos deixam a escola por preguiça, acha que não vai precisar, amadurece mais rápido e namora com menininhas, eles tem suas necessidades quanto a sexo e digamos que algumas meninas não sabem dizer não. — Explicou Helena.
— O que quis dizer com amadurece? — Perguntou Carlinhos.
— Eles se acham adultos e experientes, mas são apenas crianças. — Explicou Helena para o ruivo que assentiu.
— Vamos assistir o filme. — Falou Carlinhos voltando a olhar para a tela, já havia começado a aparecer cenas que era do filme mesmo.
Eles ficaram um bom tempo apenas assistindo, Helena estava se sentindo um pouco incomodada, podia perceber que Rafael e Jessica os observavam durante alguns intervalos de tempo, ela se lembrou de quando ia no cinema com a amiga, ela sempre tinha essa mania, descobria se duas pessoas estão juntas apenas observando, esperando se seriam carinhosos um com o outro, ou se ao menos fossem se beijar, se isso acontecesse Jessica não poderia dar em cima do menino acompanhado, mas Helena sabia que ela não ficava os observando apenas porque queria Carlinhos, e sim porque desconfiava que o ruivo tivesse mentido.
Helena bufou de raiva, se Carlinhos não tivesse mentido ela não precisaria fazer aquilo, ela olhou para ele que estava prestando atenção no filme, com delicadeza ela direcionou sua mão para o queixo do ruivo e o virou em sua direção.
— Depois eu te explico. — Falou Helena antes de beijá-lo, no começo foi apenas um selinho, mas Carlinhos o aprofundou colocando sua mão na nuca da morena, ele apertava ali aos poucos como sinal de que o beijo ficaria mais intenso, era rápido e Helena poderia dizer que ela no final não precisaria se explicar, já que ele pareceu gostar.
— Esta aproveitando para tirar uma casquinha enquanto fingi para eles que estamos juntos? — Perguntou Carlinhos separando seus lábios por centímetros, Helena ainda estava de olhos fechados.
— Como sabia? — Perguntou Helena.
— Eu os vi nos olhando. — Respondeu Carlinhos dando de ombros.
— Então quem na verdade esta tirando uma casquinha é você. — Falou Helena — Ninguém mandou dizer aquilo para eles, não temos nada. — Falou Helena dando de ombros olhando para o filme, pelo canto dos olhos percebeu que o ruivo a olhava e que já teria uma resposta para o que ela havia dito.
— Não temos nada, como posso dizer, fixo. — Falou Carlinhos fazendo com que a morena olhasse para ele espantada.
— Só porque você me agarra de vez em quando não quer dizer que eu considere estar tendo algo com você, fixo ou não. — Falou Helena.
— Bom, hoje em dia chamam isso de ficar, na minha época se chamava isso de se conhecer. — Falou Carlinhos.
— E o que isso tem a ver com nós? — Perguntou Helena.
— Estamos fazendo as duas coisas, é claro hoje em dia é completamente diferente, as vezes o conhecer físico vem antes de você conhecer a personalidade da pessoa, mas presta atenção, se ocorre a iniciativa de um membro do casal e o outro corresponde, significa que ele concorda com o acordo de se conhecer e de ficar. — Falou Carlinhos.
— Óh sim, agora eu estou conhecendo o verdadeiro Carlinhos Weasley, um homem que tenta não demonstrar para a família que é um verdadeiro tarado. — Falou Helena rindo.
— Não é que eu não demonstre ser, apenas mostro isso para poucas pessoas. — Falou Carlinhos.
— E eu imagino que os seus irmãos não fazem parte dessas pessoas que você mostra seu verdadeiro eu tarado. — Falou Helena o olhando que respondeu o olhar, os dois pares de olhos se fundiram um no outro, tentando achar vestígios que os entregassem e Carlinhos achou um vestígio no olhar da morena.
— Você gosta quando lhe agarro. — Falou Carlinhos sorrindo malicioso — Costuma aceitar tudo o que propõem para você sem que possa responder?
— Como assim? — Perguntou Helena.
— Se fosse um dos meus irmãos, e ele lhe agarrasse, corresponderia? — Perguntou Carlinhos, Helena por um momento ficou paralisada, aquela pergunta fazia ela se lembrar de um momento de sua vida que foi praticamente um teste que o resultado foi negativo.
— Eu não sei, acho que não. — Respondeu Helena pensando na hipótese, já acontecera algo do tipo, mas não da forma que ele tinha falado sobre um irmão dele a agarrar.
— E porque me correspondeu? — Perguntou Carlinhos.
— Primeiramente, tivemos algo na madrugada anterior, não é como se fosse a primeira vez que ficássemos daquele jeito. — Falou Helena gesticulando com as mãos — E o que queria que eu fizesse no elevador? Que te jogasse longe e que chutasse sua cara?
— Você não faria isso. — Falou Carlinhos rindo.
— Como sabe? — Perguntou Helena com os olhos estreitos.
— Helena, você pode até ser maluca, mas nem tanto para fazer algo tão agressivo. — Falou Carlinhos — Ainda mais porque mulheres que fazem isso é porque não gosta do que estão fazendo com ela, o que não foi o caso.
— Porque você se acha tanto? — Perguntou Helena.
— Bom, porque eu me sinto diferente dos caras com quem você costuma estar, você também deveria ser como eu em momentos assim. — Falou Carlinhos.
— Você acha que eu tenho motivos para me achar? E que motivo seria esse?— Perguntou Helena confusa — Você se sente diferente dos homens que eu costumo estar, mas isso não é motivo para mim.
— É motivo sim, já que eu penso em você como uma mulher diferente das que eu costumo encontrar na Romênia. — Respondeu Carlinhos sorrindo, ele pode ver o pequeno vestígio que identificava a surpresa e timidez no rosto da morena.
— Carlinhos, eu não preciso que me diga que sou diferente. — Falou Helena sorrindo.
— Com certeza que não, mas pense melhor, não acha que é gratificante saber que para um galinha você é diferente das outras? — Perguntou Carlinhos.
— Você não é o primeiro galinha que eu conheço e que já tenha tido alguma aproximação mais intima, também não é o único que já disse que sou diferente. — Falou Helena.
— Eu imagino que você esteja falando de Rafael. — Falou Carlinhos.
— Exatamente. — Falou Helena olhando para a tela, onde mostrava a cena em que um pai ia a procura da filha que havia sumido.
— Você esta apenas esquecendo de uma coisa. — Falou Carlinhos a fazendo com que olhasse para ele, deixando o filme de lado.
— E o que seria? — Perguntou Helena.
O ruivo ficou alguns segundos olhando para os olhos azuis que se iluminava com a iluminação do filme, sua mão foi para o queixo dela, tocando levemente ali antes de se direcionar para a nuca da mesma a trazendo para mais perto de si.
— Que eu sou um homem, diferente de Rafael que era apenas um garoto de sorte que a tinha em seus braços. — Sussurrou Carlinhos, a morena sentiu seu corpo inteiro se arrepiar ao ouvir aquilo.
— Garoto e homem galinha é tudo a mesma coisa. — Falou Helena também sussurrando, ela viu o ruivo negar com a cabeça pela sua afirmação.
— Eu estou com você aqui Helena, seja como amigo ou como homem, eu não estou pensando em mulher alguma, não sairei para jantar com mulher alguma a deixando de lado, o fato de eu não ser acostumado a ter relacionamento sério com mulher e também que eu tenho varias, talvez algumas por semana não significa que eu não as leve a sério, eu posso estar essa noite com você, mas apenascom você, eu te levo a sério, não é apenas uma brincadeirinha momentânea, o problema é que eu não posso decidir começar a amar alguém de uma hora para a outra, se eu não tenho sentimentos pela mulher que tive algo mais intimo a minha única opção é deixá-la. — Sussurrou Carlinhos.
— E porque esta falando isso para mim? — Perguntou Helena, a morena tinha que confessar para si mesma que ouvir tudo aquilo era melhor do que ouvir alguém falar dela como a melhor mulher do mundo, ou o quanto ela era diferente das outras, era como se pela primeira vez ela se sentisse feliz por ouvir alguém desabafar e se explicar para ela, apenas com aquelas palavras ela pode entender que ele era diferente.
— Eu não sei. — Confessou Carlinhos, ela viu ele dar de ombros antes de puxar seu rosto para mais perto do dele e a beijar, foi calmo e Helena em meio ao beijo percebeu que esse era diferente dos outros, como aqueles beijos de casais apaixonados que não precisava de motivo algum para demonstrar o quanto queriam estar se beijando, como se apenas um sorriso fosse o suficiente para que os dois desejasse a mesma coisa.
As mãos da morena pareciam coçar e antes mesmo que o beijo terminasse uma delas estavam deslizando do peito do ruivo para seu pescoço, ela acariciou aquela região antes de subir sua delicada mão para ao rosto dele, passando seus dedos pela barba dele, era o tipo de barba que seria bom sentir arranhar seu corpo, estava curta até.
— Vamos para casa. — Falou Helena quando o beijo terminou, sua mão ainda estava no rosto dele, sentia o hálito de ambos se mesclarem enquanto tentavam regular suas respirações.
— Apartamento. — Corrigiu Carlinhos rindo — Mas não vamos terminar de assistir o filme?
— Não, vamos logo já que temos que passar na agencia de viagem e na locadora de filme. — Falou Helena se levantando e pegando as coisas que estavam nas poltronas ao lado da dela, o ruivo pegou as sacolas de roupa e de sapatos da morena.
— Vamos na agencia outro dia. — Pediu Carlinhos.
— Tá bom, eu acho que tenho o numero de uma agencia em casa, qualquer coisa eu ligo e pergunto os horários e os dias. — Falou Helena vendo o ruivo assentir e a seguir para fora da sala.
— Temos que ir almoçar também, ou você vai arriscar fazer o almoço? — Perguntou Carlinhos rindo.
— Eu tenho uma idéia melhor, vamos naquele restaurante perto de casa, enquanto você volta de carro eu paço na locadora, nos encontramos no apartamento. — Falou Helena para o ruivo que franziu as sobrancelhas.
— Tem certeza que quer ir na locadora sozinha? — Perguntou Carlinhos.
— Tenho, ninguém vai me atacar, se isso acontecer eu uso magia. — Falou Helena dando de ombros, ela viu o ruivo revirar os olhos para o que ela havia dito.
— Mas eu não estou preocupado com isso, é que você esta grávida, lembra? Pode acontecer alguma coisa em meio ao caminho. — Falou Carlinhos, eles já estavam no elevador e a morena apertou o botão que indicava o estacionamento.
— Vou ficar bem ruivo, agora vamos logo que eu estou morrendo de fome e também estou com vontade de tomar um suco bem gelado. — Falou Helena rindo enquanto iam para o carro, logo que chegaram ao carro o ruivo o destrancou e assim entraram, logo já estavam fora do shopping.
— Poderíamos ter comido no shopping. — Falou Carlinhos olhando brevemente para ela.
— Na minha opinião a comida do shopping não tem gosto, é como se tudo fosse artificial, as vezes a minha única vontade é comer algo mais caseiro. — Falou Helena sorrindo.
— Eu tive uma ótima idéia, vamos almoçar e depois passamos no mercado. — Falou Carlinhos.
— Para que? Não esta faltando nada em casa. — Falou Helena confusa.
— Vamos cozinhar hoje, na hora da janta, passamos no mercado, lá com certeza tem livros de receita, aproveitamos para comprar os ingredientes. — Falou Carlinhos.
— Tem certeza que quer tentar cozinhar? Vamos acabar colocando fogo no apartamento. — Falou Helena rindo.
— Não seja tão exagerada, e vai ser divertido, tenho certeza. — Falou Carlinhos.
— Posso perguntar algo? — Perguntou Helena.
— É claro, fique a vontade. — Falou Carlinhos.
— A idéia de fazermos o jantar é apenas uma desculpa para me acompanhar até a locadora? — Perguntou Helena.
— Apenas juntei o útil ao agradável. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Se você esta falando. — Falou Helena ainda sorrindo, ela ficou observando as pessoas do lado de fora do carro, não conseguia vê-los por muito tempo, já que o carro estava em movimento.
Vários minutos depois já estavam de frente para o restaurante, assim que estacionaram o carro eles foram para dentro do restaurante e se sentaram em uma mesa vaga de apenas quatro lugares, a pegaram já que as outras mesas eram de vários lugares.
— O que vão querer? — Perguntou o garçom já com a caneta pronta para marcar seus pedidos.
— Eu quero Fish and chips (peixe e batata frita). — Falou Helena.
— O mesmo. — Falou Carlinhos entregando o cardápio que nem mesmo havia aberto direito.
— E bebida?
— Pode ser um suco de laranja com abacaxi. — Falou Carlinhos olhando para Helena que assentiu, o garçom saiu logo em seguida — Me fale mais sobre você.
— Já não falei sobre mim dentro do elevador? — Perguntou Helena rindo.
— Seja mais especifica. — Falou Carlinhos.
— Eu gosto de dançar. — Falou Helena dando de ombros.
— Como assim? Que tipo de dança? — Perguntou o ruivo agradecendo com um aceno de cabeça ao garçom que havia acabado de colocar a jarra de suco em cima da mesa com os copos, ele serviu o suco para ele e para a morena que o bebeu antes de responder.
— Qualquer tipo de musica. — Respondeu Helena.
— Isso é um tanto quando espantoso, eu nunca poderia imaginar. — Falou Carlinhos — Quem mais da família sabe sobre isso?
— Bem poucos, a Tonks e a Dorcas sabem, já que me chamaram para dar uma voltinha por ai, durante a noite. — Falou Helena sorrindo.
— Quer dizer que já foi para baladas com Tonks e Dorcas? — Perguntou Carlinhos rindo.
— Sim, mas parece que elas não imaginavam que eu começaria a dançar de uma hora para a outra, muito menos dançar bem. — Falou Helena rindo também.
— Porque nunca dançou para toda a família ver? — Perguntou Carlinhos.
— Eu já fiz alguns passos para a família toda ver, nas foi o máximo que eu pude chegar, ainda mais porque a maioria das festas que me convidam são tão tradicionais, a única coisa que tem nessas festas quanto a dança é valsa, e quem dançaria comigo? — Perguntou Helena como se fosse obvio.
— Nessa parte você tem razão, mas seria bem legal se você desse a louca em uma festa e começasse a dançar. — Falou Carlinhos rindo — E eu poderia ver ué.
— Você vai me ver dançar, só que quando estivermos no Brasil. — Falou Helena sorrindo — Me lembro até hoje de uma das coreografias do meu grupo de amigos.
— Então quer dizer que eu terei o privilegio de ver Helena Black do jeito que era no Brasil? — Perguntou Carlinhos bebendo um gole de suco.
— Quem sabe, mas pare de se achar ao menos um pouco, e outra coisa, posso escolher o que iremos fazer no jantar? — Perguntou Helena, dessa vez foi ela que agradeceu ao garçom que colocou um prato na frente de cada um dos dois.
— Foi uma ótima escolha, mas me diga, o que você tem em mente? Quanto ao jantar? — Perguntou Carlinhos enquanto cortava um pedaço de peixe e o colocava na boca, era muito bom até.
— Algo mais brasileiro, sim eu imagino a forma como você esta pensando sobre mim, já que tudo o que eu quero tem haver com o Brasil, mas é que eu estou aqui na Inglaterra a tanto tempo, olhe bem, se eu ficar indo em restaurantes comerei comidas mais britânicas, digamos que não é uma das minhas preferidas, minha mãe as vezes fazia algo mais diferenciado para mim, mas eu sempre achei que a comida daqui fosse um tanto quanto exagerada, eu pedi isso porque é mais básico. — Falou Helena.
— Me explique melhor a cultura culinária do Brasil. — Pediu Carlinhos.
— Sabe, a primeira vez que eu vim a um restaurante aqui de Londres confesso que fiquei um pouco assustada, eles fazem tanta mistura, é ovo, bacon, lingüiça, torrada, pães diferenciados, molhos diferentes. — Falou Helena gesticulando com as mãos, a cada movimento que ela fazia o garfo e a faca quase batiam em alguma coisa em cima da mesa — Já no Brasil é diferente é claro, lá se tem uma base, que é arroz e feijão, uma salada e mistura, que pode ser carne, ovo, bacon ou qualquer outra coisa.
— Eu ainda não entendi, a forma que você falou parece que esta falando da mesma coisa. — Falou Carlinhos com as sobrancelhas franzidas.
— No Brasil como eu disse tem apenas um tipo de mistura, pode ter vários pedaços de carne, mas não ocorre a mistura disso com outra coisa, por exemplo ovo, já aqui na Inglaterra eles parecem distribuir tudo o que tem na cozinha em um prato só, coloca todos os tipos de carne, na minha opinião é tudo confuso, prefiro tudo um pouco mais brasileirinho. — Falou Helena rindo.
Ele sorriu para ela e logo em seguida os dois estavam mais interessados na refeição, eles dividiram a conta e já estavam no estacionamento, Carlinhos dirigiu para a locadora mais próxima e por sorte tinham um mercado ao lado, o ruivo deixou que Helena escolhesse os filmes e logo em seguida, depois de Helena fazer seu cadastro eles foram para o mercado, encontraram o livro de receita perto do caixa.
— Segura o código ai, não perde isso. — Falou Helena rasgando o plástico que tinha em volta do livro, nele tinha o adesivo do código de barras, ela folheou o livro varias vezes, pelo que Carlinhos viu ele conheceria algo novo, poucas coisas que ele via naquele livro nunca havia provado — Será esse. — Falou Helena.
— Escondidinho de frango com batata, mas temos que ver se aqui tem tudo o que você pode comer. — Falou Carlinhos pegando o livro e olhando a lista de ingredientes — Parece que esta tudo certo, vamos comprar as coisas?
— Você não é o tipo de pessoa que se preocupa com qualquer coisa, fica até engraçado em momentos assim. — Falou Helena rindo, ela pegou o livro das mãos dele e viu o que teria que comprar, quase uma hora depois eles já haviam passado pelo caixa, não esquecendo de pagar o livro.
Não demorou muito haviam chegado ao estacionamento do prédio e logo já estavam no elevador, não estavam com vontade alguma de passar pela portaria, pouco tempo depois eles já estavam no apartamento, o ruivo ficou na sala deixando as sacolas de roupas em cima do sofá enquanto a morena ia para a cozinha levando as sacolas com os ingredientes.
— CARLINHOS, O DOCE JÁ ESTA PRONTO, VAI QUERER? — Perguntou Helena gritando da cozinha, o ruivo sorriu antes de ir para lá, tomara que ela havia entendido o que ele quis dizer no cinema.
Ele foi para a cozinha e encontrou a morena de costas para ele, havia escutado a porta da geladeira bater antes de chegar ao cômodo, então queria dizer que ela já havia pegado para si mesma o doce, em silencio ele se aproximou da morena, encostando seu corpo ao dela quase que completamente, viu que ela ficou surpresa com a aproximação dos corpos, mas que ela não rejeitaria seu toque, já que ela ficou relaxada enquanto sua mão se fixava na cintura dela.
— Já comeu? — Perguntou Carlinhos a vendo assentir.
— Porque continua fazendo isso? — Perguntou Helena comendo uma grande colherada do doce de cor amarelada, o ruivo pode sentir o cheiro do maracujá.
— Não entendeu o que eu quis dizer no cinema? — Perguntou Carlinhos apoiando sua testa no ombro dela.
— Eu entendi. — Falou Helena.
— Faça um resumo do que eu falei. — Pediu Carlinhos.
Helena respirou fundo.
— Disse que não estaria com mais ninguém por enquanto que está comigo. — Sussurrou Helena, pode ouvir ele rir levemente.
— Você sabe o que eu disse, mas não entendeu. — Falou Carlinhos, sua mão que estava livre foi para a mão dela que segurava a colher que logo iria para a boca, a morena imaginou o que ele poderia fazer com aquilo, mas apenas o viu comer o doce que tinha na colher, colocando o objeto em cima da bancada novamente, ela sentiu ser virada para ficar de frente para ele, seu olhar mais uma vez parecia estar afundando nos mares que eram os olhos dele, esperando que ele dissesse algo — Se eu disse que estava com você não queria dizer que estava com você apenas no cinema, quero estar com você aqui em casa, na casa dos meus pais, no Brasil ou em qualquer lugar, quero estar com você em cada segundo que estiver cuidando de você.
— Vai contar para nossos pais que estamos tendo isso? — Perguntou Helena.
— Me diga a sua opinião quanto a isso. — Pediu Carlinhos.
— Não quero que conte. — Falou Helena — Prefiro estar com você dessa mesma maneira, teremos mais intimidade e será bem mais...
— Eu entendi, parece que concordamos em alguma coisa. — Falou Carlinhos sorrindo.
Um beijo foi iniciado, mas não foi o ruivo que o começou e sim a morena, ele a abraçou com força em volta da cintura enquanto sentia uma das mãos dela em seu peito e a outra deslizar por toda a extensão de seu pescoço até a nuca, ele foi dando passos para trás até sentir sua cintura bater na mesa, em meio ao beijo eles andavam pelo cômodo, Helena não sabia o porque, apenas o fazia porque sentia o ruivo a empurrar ou a puxar para mais perto de si, dando passos para trás, ficaram poucos segundos dando passos sem direção alguma até que ele parou e ela percebeu que estava contra uma parede.
— Porque homens costumam colocar mulheres contra parede? — Perguntou Helena sussurrando, sentiu o ruivo encostar sua testa no ombro dela e sorrir, achou que ele responderia, mas apenas começou a beijar cada centímetro de seu pescoço — Me responde.
— Sabe, não existe coisa melhor para um homem do que ter seu corpo colado ao de uma mulher, ter seu peito prensado contra os seios macios, é tão bom quanto massagear os seios de uma mulher com as mãos, é como se eu pudesse sentir a maciez de sua pele, o arrepiar de cada poro do seu corpo, como se eu pudesse sentir seus mamilos ficarem rígidos entre meus dedos. — Falou Carlinhos sussurrando e continuando os beijos, ele desceu por toda a pele dela que estava livre da blusa simples, os carinhosos beijos passaram pelos dois ombros da morena que estava imóvel — Me diga, porque uma mulher sempre quer ficar por baixo?
— Em que situação? — Perguntou Helena rindo.
— Qualquer situação que tenha um homem para ficar por cima dela. — Falou Carlinhos infiltrando suas mãos calmamente por baixo da blusa da morena, a pele dela estava quente e isso o fazia querer ficar com a mão ali para sempre, a pele daquela região era tão macia quanto ceda.
— Na minha opinião o peso de um homem é um tanto quando reconfortante, você diz que é bom sentir o peito prensado contra os seios, para mim isso também é bom. — Sussurrou Helena colocando uma de suas mãos nos cabelos ruivos, tinha cachos tão bonitos.
— Vamos. — Sussurrou Carlinhos se distanciando dela, sua mão estava junto a dela e a puxou pelo corredor dos quartos, estava quase entrando em seu próprio quarto quando ela o puxou para o quarto onde praticamente haviam passado a noite.
— Vamos para meu quarto. — Falou Helena, ele não teve tempo de dizer não, já que já estavam dentro do cômodo, ela estava de frente para ele e ao estarem parados as mãos de Carlinhos foi para a cintura dela — Vai ser como na noite passada Carlinhos, não posso fazer, ainda.
— Não tem problema nisso, mas terá que me ajudar a me aliviar. — Sussurrou Carlinhos rindo, com um pouco de força ele colocou a morena contra a porta do quarto que ele havia acabado de fechar, ele iniciou um novo beijo, um pouco mais urgente e mais intenso, com as mãos na cintura dela, ele a impulsionou para cima e a mesma enlaçou suas pernas em volta da cintura dele, os braços femininos estavam em volta dos ombros do ruivo que se virou de costas para a porta e se distanciou da mesma, indo para a cama.
— Como? — Perguntou Helena com os olhos fechados, o ruivo havia a jogado na cama e estando em cima da mesma a morena se ajeitou nela, ficando mais no centro, observou ele andar de joelhos por cima da cama e logo ficando por cima dela.
— Sabe, eu não sou muito de deixar uma mulher na mão, se você diz que não vamos fazer sexo, não vamos mesmo, mas isso não quer dizer que você e eu não possa sentir prazer. — Falou Carlinhos sorrindo.
Helena parecia estar se afogando nos olhos azuis dele e a voz grossa do mesmo parecia ser apenas o som que saia de seu coração, nem mesmo o viu mexer as pernas, apenas percebeu o que ele estava fazendo quando o sentiu pressionar sua coxa contra sua intimidade, a fazendo gemer.
— Então vamos aproveitar as... preliminares? — Perguntou a morena gemendo novamente ao sentir ele fazer a mesma coisa novamente, o porque de estar gemendo por tão pouco ela não sabia, mas sentir a pressão contra sua intimidade a fazia imaginar como era sentir o membro do ruivo naquela região novamente.
— Exatamente. — Sussurrou Carlinhos sorrindo, ele também não entendia do porque de ela estar daquele jeito, não se lembrava dela daquele jeito na noite passada, prensou sua coxa novamente no mesmo lugar e por um breve momento ele deitou por cima dela, mas logo se levantou a levando junto.
A morena sentiu a pressão aumentar ainda mais quando ela foi sentada por cima da coxa do ruivo, ele a segurou com força na cintura, uma mão de cada lado.
— Rebola. — Sussurrou Carlinhos descendo suas mãos para o quadril dela e tentando o mexer, como se assim a fizesse fazer o que ele havia pedido, as mãos da morena foram para seus ombros e logo ela fazia o que ele pedia, rebolava em sua coxa e o ruivo sabia que ela estava gostando, já que ela apertava seus ombros com as mãos entre intervalos que pareciam ser de poucos segundos.
— Eu nunca fiz isso na vida. — Sussurrou Helena continuando os movimentos.
— Já se masturbou alguma vez? — Perguntou Carlinhos não podendo deixar de sentir seu membro ganhar volume, a morena rebolava em seu colo e gemia sem parar, parecia tão inocente, como uma adolescente que pela primeira vez sentia o prazer.
— Não, eu sempre senti vergonha de fazer tal coisa, o máximo que eu já cheguei a fazer foi masturbar um homem. — Sussurrou Helena ainda fazendo os mesmos movimentos.
— Helena eu preciso que você confie em mim. — Falou Carlinhos interrompendo os movimentos dela, a fez bufar de raiva, ele encostou seu peito ao dela, a fazendo se deitar na cama e ficando por cima dela.
— O que vai fazer? — Perguntou Helena não agüentando e o tocando nos cabelos, não sabia porque, mas confiava nele.
— Quero te livrar desse seu pudor, mas terá que fazer o que eu lhe pedir. — Falou Carlinhos.
— Diga o primeiro passo e direi se concordo ou não. — Falou Helena ainda mexendo nos cabelos ruivos, o viu rir e a olhar de cima a baixo, a mão dele que estava ao lado de seu corpo ficou por cima de seu seio, foi inevitável não fechar os olhos e gemer ao sentir seu seio ser apertado com força.
— Eu quero que você conheça seu próprio corpo, na minha frente, agora. — Falou Carlinhos a observando, o carinho em seu cabelo havia acabado, os olhos azuis estavam fechados e ela respirava calmamente.
— Quer que eu me masturbe, aqui? — Perguntou Helena abrindo os olhos, o ruivo riu ao ver as bochechas dela rosadas de vergonha.
— Vamos começar do começo, se você não estiver gostando, eu prometo que irei parar. — Falou Carlinhos tirando os cachos negros dos ombros dela.
— Tudo bem, só não pega pesado. — Falou Helena com os olhos suplicantes — Por onde começamos?
— Pelas roupas é claro. — Falou Carlinhos sorrindo, antes de se levantar o ruivo a beijou levemente nos lábios.
A morena observou ele atentamente enquanto se levantava, pensou que iria babar ao vê-lo tirar a camisa, já havia visto ele sem camisa, mas o modo como ele tirará a fizera perder a razão, como naquelas cenas em filmes que o bonitão tira a camisa enquanto toma banho de mangueira. Da mesma maneira que o viu tirar a camisa o viu tirar a calça jeans e as meias, ficando apenas de cueca preta. Ele se sentou na cama e com um leve puxão a fez se sentar, segurou na barra da blusa dela.
Helena levantou os braços e o ruivo aproveitou para tirar a blusa dela, podendo ver o sutiã de cor rosa com renda preta.
— Gostei da cor. — Falou Carlinhos sorrindo a fazendo se deitar novamente, a ouviu suspirar, lentamente o ruivo se curvou por cima dela e iniciou um novo beijo, era um tanto lento quanto aos outros, em meio ao beijo a morena acariciou sua nuca enquanto ele descia sua mão pelo corpo dela, descendo o mesmo caminho com os lábios. Enquanto beijava cada canto do corpo de Helena, ele foi abrindo os botões do shorts dela e logo em seguida o tirando até seus pés, o ruivo com cuidado se colocou em cima dela.
— Venha. — Falou Carlinhos se deitando de costas na cama e indicando seu colo, sorriu ao ver as bochechas rosadas da morena ao vê-la se mover e se colocar em seu colo — Deita aqui, rapidinho. — Falou Carlinhos indicando seu peito, a morena deitou em seu peito e como ela ainda estava apoiada nos próprios joelhos imaginou que o bumbum dela estava empinado, o que o fazia imaginar como estaria a posição dela — Faremos assim, eu irei acariciar seu seio e você também.
— Como assim? — Perguntou Helena sussurrando.
O ruivo não disse nada, seus lábios estavam a centímetros de distancia e seus olhos da mesma maneira, os azuis com os azuis, colocou uma de suas mãos no ombro dela e foi descendo por seu braço até chegar em sua mão, levou a mão macia dela até seu peito e depois a virou para o lado contrario, fazendo com que a palma da mão dela ficasse por cima de seu seio, enquanto a mão dela estava em seu próprio seio ele colocou sua mão no outro seio.
— Fará os mesmos movimentos que eu. — Falou Carlinhos se sentando e a fazendo sentar em seu colo, ele soltou a mão dela e rapidamente abriu o sutiã da mesma, liberando os seios fartos.
— Como farei? — Perguntou Helena.
Carlinhos não disse nada, ele iniciou um novo beijo e com delicadeza começou a massagear o seio esquerdo de Helena, voltou a segurar uma das mãos dela e a levou novamente para o seio direito e ao mesmo tempo que apertava o seio esquerdo a fazia apertar o esquerdo direito.
— Tem que colaborar. — Falou Carlinhos parando o beijo.
— Hã? — Perguntou Helena.
— É só fazer os mesmos movimentos que eu. — Falou Carlinhos da forma mais simples que podia, ele novamente começou a acariciar os seios fartos e ficou feliz ao ver que a morena fazia os mesmos movimentos que ele com a própria mão no outro seio, o ruivo começou um novo beijo e se aconchegou melhor entre as pernas da morena, encostando seu membro na intimidade dela protegida apenas pela calcinha para que assim deixasse claro sua excitação e a fazendo gemer.
O beijo terminou enquanto os movimentos continuaram, o ruivo mordeu levemente os lábios da morena que suspirou e foi beijando cada canto do rosto dela, descendo logo em seguida pelo pescoço, distribuiu beijos rápidos e carinhosos por cada um dos ombros antes de ir até os seios, não se importou que ela continuou a acariciar o próprio seio enquanto ele chegava perto do mesmo, com gentileza ele tirou a mão dela dos seios e continuou a acariciá-los com os lábios, sentiu o mamilo endurecer em meio a sua língua que os circulava. Ele passou seu braço que estava livre em volta da cintura dela e o puxou para mais perto de seu corpo, fazendo com que suas intimidades se tocassem com intensidade.
— Faz mais. — Sussurrou Helena entrelaçando as pernas torneadas em volta do ruivo.
— Porque você não faz? — Perguntou Carlinhos ao meio aos chupões que fazia nos seio farto, ele olhou para ela a ponto de vê-la franzindo o cenho e por ver que ela ficou confusa girou seus corpos fazendo com que a mesma sentasse por completo em seu membro.
— Continua, só que mais forte. — Sussurrou Helena começando a mover o quadril em movimentos sensuais ainda por cima do membro do ruivo, o ouviu gemer quando sentou por cima dele com força.
— Você é muito exigente. — Falou Carlinhos começando a fazer o que ela pedira, chupou o mamilo com força e com um pouco de violência tirou a mão dela que acariciava o seio e começou a acariciar aquele local novamente com sua mão, só que com mais vontade, o apertando cada vez mais, com o dedão e o polegar ele apertou o mamilo a ouvindo soltar um gritinho e depois gemer.
Ele se sentou de repente e a segurou pela cintura com as duas mãos a fazendo rebolar em seu membro cada vez mais e ao mesmo tempo ele começou a lamber o outro seio com força.
— Carlinhos, eu vou...
Carlinhos mesmo achando estranho o fato de ela estar chegando ao seu primeiro clímax apenas com aquilo continuou os movimentos com mais intensidade até ouvi-la gemer alto e apertar seus ombros com força, curvando o corpo e colocando os seios cada vez mais perto de sua boca, ela deixou seu rosto cair sobre o ombro dele, tentando recuperar a respiração.
— Confesso que isso nunca aconteceu. — Sussurrou Carlinhos passando os braços pela cintura dela.
— O que? — Perguntou Helena.
— Ter um orgasmo apenas com isso é novidade para mim, isso costuma acontecer com freqüência com você? — Perguntou Carlinhos voltando a beijar o pescoço dela, que era o que estava mais perto de seus lábios.
— Não. — Respondeu Helena sorrindo brevemente.
— Fico lisonjeado em saber que sou o primeiro a fazer isso. — Falou Carlinhos sorrindo e afastando o corpo dela do seu, rapidamente ele a pegou no colo e se levantou, indo para o banheiro dela e se colocando debaixo do chuveiro com a mesma.
— O que vai fazer? — Perguntou Helena confusa.
— Você não achou que seria a única a chegar aos finalmentes né? Você nunca mais vai me deixar na mão, Lena. — Falou Carlinhos frisando o apelido que a muitos anos atrás ela pediu que a chamasse, mas ele sempre esquecia disso — E se for para eu me aliviar a base da punheta, que seja por outras mãos.
— Ta ai uma coisa que eu nunca vi, um britânico falando punheta, onde ouviu esse termo? — Perguntou Helena sorrindo.
— Já faz um tempo que um brasileiro chegou na Romênia, foi até engraçado ouvi-lo dizer dessa maneira pela primeira vez. — Falou Carlinhos sorrindo e tirando a cueca, ele sorriu ao ver a morena olhar para seu pênis achando que ele não havia visto.
O ruivo abriu o chuveiro e puxou a morena para perto de seu corpo, deixando com que a água descesse por seus corpos, depois de um certo momento ele recomeçou com os beijo e foi descendo cada vez mais pelo corpo dela, até chegar em sua intimidade que continuava sendo tampado pela calcinha.
— Esta encharcada. — Sussurrou Carlinhos a tocando com os dedos e tirando a peça de roupa levemente até seus pés, nem mesmo precisou pedir para ela levantar os pés para tirar a lingerie e coloca-la de lado.
— O que você vai... Carlinhos!
Helena não pode segurar o gemido forte ao sentir a boca do ruivo em sua intimidade, podia sentir a língua dele passar por seu ponto mais sensível, ela poderia não se agüentar em pé se assim continuasse e por isso se encostou na parede e o ruivo tratou de se aproximar de sua intimidade novamente, depois de um tempo com os mesmos movimentos o ruivo foi subindo os beijos até os seios, mordeu um mamilo e depois o outro, logo em seguida ele iniciou um beijo intenso que a fez suspirar, não ligou para o gosto diferente dos lábios dele.
Carlinhos desceu sua mão pelo braço direito dela e ao chegar na mão macia a direcionou ao seu membro, ao fazer aquele gesto ele se sentiu estar com uma adolescente que tinha medo de tocá-lo, mas esse pensamento sumiu logo em seguida quando a sentiu acariciá-lo devagar naquela região e aos poucos começar a fazer movimentos rápidos de cima a baixo aumentando a velocidade cada vez mais, ele ao ver que logo chegaria ao seu clímax introduziu dois dedos na intimidade dela começando a bombear já com bastante velocidade, logo colocando o terceiro dedo, não se importou que ela parou o beijo para respirar melhor, sentia o peito dela subir e descer a toda hora e em meio a alguns gemidos mais fortes ela chegou ao seu clímax, mas ele não parou, continuou a bombear com os dedos e com a outra mão livre ele apertou o seio dela.
— Aperta ele mais um pouco. — Pediu Carlinhos se referindo ao seu membro, ela o fez e com aquilo ele começou a gemer juntamente com ela até que em um momento a morena desceu sua mão com velocidade e ao chegar a parte mais baixa do pênis no ruivo o apertou com força e por não se segurar ele acabou se deixando gozar nas coxas torneadas na morena, no mesmo momento ela banhou seus dedos com seu mel.
— Eu não consigo mais... — Helena não pode terminar de falar, seus joelhos tremeram e ela estava quase caindo quando o ruivo a segurou pela cintura e a puxou para mais perto de seu corpo, colocando seus corpos bem mais abaixo do chuveiro — Foi incrível.
O ruivo não disse nada, ele pegou a esponja e colocou um pouco do sabonete liquido na mesma, ele passou a esponja pelo corpo da morena delicadamente até ela estar completamente limpa, passando as mãos por todo o corpo dela tirando a espuma e deixando exposto cada poro do corpo dela.
Helena aceitou o silencio dele, não entendeu do porque, achou que ele falaria ao menos uma coisa, mas ele não disse. Ela pegou a esponja da mão dele e o virou de costas, começou a passar a esponja pelas costas dele e depois pelo peito e pelo seu abdômen, ela o abraçou enquanto o esfregava levemente, fazendo com que seus seios se espremessem contra as costas dele, o limpou nas pernas e depois tirou as espumas da mesma forma que ele fez nela.
Antes que o ruivo pudesse fazer algo ela saiu de dentro do Box do banheiro e foi pegar uma das toalhas que tinha no banheiro, se enxugou enquanto sabia que ele a observava no mesmo lugar, já iria se enrolar na toalha quando sentiu Carlinhos atrás de si pegar a toalha de suas mãos e se enxugar, ficou irritada ao vê-lo enrolar a tolha em volta de sua cintura.
— Era minha, sabia? — Perguntou Helena não deixando de mostrar sua raiva para ele que sorriu, ficou confusa quando o viu se aproximar, ela soltou um breve grito ao senti-lo pegá-la no colo e levá-la para a cama e depositá-la na cama — Eu odeio que me peguem no colo.
— Não se importou quando a levei no colo para o banheiro. — Falou Carlinhos saindo do quarto, a morena achou aquilo confusa, pegou sua varinha que estava no criado mudo e com um aceno da mesma limpou o resultado que teve o seu clímax em cima da cama, logo em seguida ela se colocou embaixo da coberta fina que decorava a cama, se virando para o lado da janela — Acha mesmo que vai dormir sozinha?
Helena arregalou os olhos ao ouvir a voz masculina vindo da porta e se virou a ponto de ver o ruivo se deitar em sua cama e se cobrir com a fina coberta, pelos breves momentos que o viu em pé percebeu que ele usava apenas uma cueca preta boxer.
— Eu não me lembro de tê-lo convidado. — Falou Helena.
— Deixa de ser birrenta e do contra, só vamos dormir. — Falou Carlinhos se aconchegando e a fazendo se deitar em seu peito, ela não relutou ao ficar daquela forma — Me explique Lena.
— Explicar o que? — Perguntou Helena confusa, quando o ouviu a chamar daquela forma pela primeira vez se lembrou que a muito tempo atrás havia dito para ele a chamar assim, era uma das poucas pessoas a que ela havia pedido e dado a liberdade.
— Você disse que não faríamos sexo, me explique o porque. — Pediu Carlinhos novamente, sua mão que estava mais próxima dela a acariciou levemente nas costas.
— Eu não sou de fazer sexo com alguém que acabo de conhecer. — Falou Helena.
— Não esta sendo sincera, o que fizemos a pouco foi praticamente sexo, mas o caso não é que estamos tendo algo repentino e novo e por isso você não quer, o fato é que você não quer penetração, isso a faz temer alguma coisa? — Perguntou Carlinhos para ela que ficou em silencio, voltou a falar para que assim a convencesse — Você um dia me disse que se eu desabafasse com você, confiaria em mim, isso também vale para você, desabafe comigo e eu irei confiar em você.
Helena soltou um longo suspiro, estava de olhos fechados pensando em suas palavras, uma de suas mãos estava apoiada no peito do ruivo e ela colocava força na mesma a pressionando contra os músculos dele, iria fazer os movimentos novamente quando sentiu seus dedos sendo entrelaçados aos do ruivo, ele apertou suas mãos e colocou as mesmas por cima de seu próprio peito, ficou a olhar enquanto falava.
— Eu tenho medo, para eu ter algo com você preciso ter certeza que posso fazer sexo, Carlinhos... como disse a minha gravidez pode ser de risco e como eu sou solteira nem me importei em fazer perguntas a Astória quanto a sexo. — Explicou Helena olhando para suas mãos entrelaçadas.
— Entendo. — Foi a única coisa que ele disse.
— Sabe pensando no que fizemos parece que você é um completo estranho para mim. — Falou Helena sorrindo fazendo com que o ruivo ficasse confuso.
— Porque? — Perguntou ele.
— Eu não imaginava que você fosse fazer aquilo, achei que quando ouvisse que eu não fosse fazer sexo deixaria de lado a pegação, mas você nos fez fazer algo praticamente igualado a sexo, eu nunca poderia pensar que você fosse assim na cama. — Falou Helena sorrindo.
— E não sou, você foi a primeira pessoa que eu fiz algo do tipo, com outras eu sou mais direto. — Respondeu Carlinhos de olhos fechados, ele não viu a incredulidade na face da morena, afinal porque ele estava sendo diferente com ela? Ao sentir a morena separar seus dedos ele tratou de fazer o gesto novamente — Porque não gosta de ficar assim?
— Porque parece que somos apaixonados ou que existe algum sentimento entre nós, o que não é o caso. — Respondeu Helena como se fosse obvio.
— Só porque aproveitamos apenas o sexo não quer dizer que seja proibido o carinho entre a gente. — Falou Carlinhos levando sua mãos aos cabelos negros dela, com um leve movimento a fez olhar para ele e o mesmo abriu os olhos, se deparando com os azuis curiosos, o ruivo girou seus corpos ficando por cima dela, um de seus joelhos estava entre as penas dela e era isso que o sustentava para que seu peso não ficasse tão pesado em cima dela.
— Como quer que eu demonstre meu carinho por você? Com um cafuné? — Perguntou Helena rindo.
— Quem sabe em outra hora, no momento só precisamos de um gesto, que virá de mim. — Falou Carlinhos segundos antes de aproximar seus rostos e iniciar um novo beijo, mas esse era diferente, foi apenas um toque de lábios, mas a morena percebeu que esse seria diferente, no momento em que ele aprofundou o beijo o mesmo começou a fazer carinho em sua bochecha com uma das mãos e na cintura com a outra, ela ficou paralisada, ele estava sendo gentil e carinhoso, era o tipo de beijo que um marido dava a mulher depois de ter chegado de um dia cansativo de trabalho, ou o beijo que um adolescente apaixonado daria na namorada em publico em um dia ensolarado. Ele a vendo paralisada pegou uma de suas mãos e levou ao seu pescoço, no momento em que ela sentiu sua delicada mão naquela região a levou para sua nuca e ali começou a fazer um carinho leve nos poucos cabelos que alcançava, até que ele se separou por completo. Agora sim ela teve a certeza que fora carinhoso, afinal os dois estavam nus, ou melhor, ela estava e ele usava apenas uma cueca e mesmo assim ele não tentara a tocar.
— Gosto do seu cabelo. — Falou Helena.
— E eu das suas mãos. — Falou Carlinhos girando seus corpos mais uma vez, ficando na antiga posição, a morena não se conteve e por isso passou as pontas dos dedos nas cicatrizes que estavam meias apagadas no peito dele.
— Você é carente Carlinhos? — Perguntou Helena.
— Sim, mas sou carente por vontade própria, não é sempre que eu aceito carinho de mulheres, não estou querendo dizer que aceito de homens, mas eu prefiro estar sozinho, por isso rejeito o carinho que mulheres que eu tenho por uma noite tentam me dar. — Respondeu Carlinhos fechando os olhos novamente.
— Porque aceita o meu? — Perguntou Helena confusa.
— Você é diferente, é interessante. — Respondeu Carlinhos esperando que ela entendesse e por sorte isso aconteceu, já que ela sorriu, ele pode sentir o canto da boca dela se curvar sobre seu peito, fora o que ela havia dito para explicar do porque de ela ser tão curiosa quanto a ele, mesmo depois de tanto tempo ele lembrava das palavras dela da época em que havia chegado, a exatamente 10 anos atrás.
O ruivo caiu no sono ainda sentindo o carinho dela e não demorou muito para Helena também acabar dormindo, sentir o peito dele subir e descer era reconfortante, do mesmo jeito que senti-lo puxá-la para mais perto de si em meio ao sono.
