Haverá três etapas nesse capitulo que se passa, quando a Rin recebe o presente do Sesshy, quando eles vão a uma festa no hotel da família Taishou e quando Rin manda um novo presentinho pro Sesshy.

Muitos beijos a todos, valeu pelas reviews e não esqueçam de comentar!

CAPITULO VII

Sesshoumaru pretendia surpreende-la com um beijo ardente. Ayame levantou-se ao vê-lo aproximar-se da porta do escritório, mas, diante de sua expressão determinada, a secretaria sentou-se novamente e retornou o trabalho no computador.

Sesshoumaru abriu a porta e entrou. Rin estava deitada no sofá, e havia um homem ao seu lado. Em pé, usando um avental branco, o sujeito a abanava com uma toalha.

- Você é o medico? – o homem perguntou nervoso. – Creio que ela já melhorou. Foi só um desmaio. Às vezes acontece...

- Rin? Por que desmaiou? – Sesshoumaru indagou preocupado.

Antes que pudesse se aproximar-se do sofá, uma pequenina bola de pelos colocou-se em seu caminho. Rin levantou a cabeça.

- Cuidado! Não pise em Honor!

- Honor?

- O gato que me mandou de presente. O nome correto é Honorável, mas adotei um apelido. – sorriu. – Parece apropriado, considerando quem me deu o animal.

Sesshoumaru fechou os olhos, tentando manter o controle. Talvez Rin não tivesse idéia do que o nome Honorável significava para ele. E não considerava o momento muito apropriado para explicações dessa natureza.

- Gostou do presente?

- Não poderia ter feito escolha melhor. Obrigada.

- Por nada. Antes de discutirmos o presente que você me deu, gostaria de saber por que desmaiou.

- Foi o barulho.

- Barulho?

- Quando Daniel furou minha orelha. Não sabia que o ruído seria tão... terrível.

- Estava furando as orelhas?

- Só uma. Para não deixá-lo em desvantagem. Afinal, não posso pedir que faça algo que eu mesma não havia feito. – e levou à mão a orelha furada, escondendo a dor com um sorriso corajoso. – Agora já não doe mais. E então?

Sesshoumaru olhou para Daniel.

- Será que pode nos dar licença, por favor? Minha noiva e eu temos algo a discutir antes de seguirmos com o procedimento.

- É claro.

No minuto em que ficaram sozinhos, ele olhou para Rin.

- Por que quer que eu fure a orelha? Acha que precisa disso para distinguir-me de Inuyasha?

-Não!

- Então tenho algo a confessar. Estava muito zangado quando cheguei aqui.

- Por quê? Pensou que o presente fosse um truque para ajudar-me a diferenciá-lo de seu irmão?

- Exatamente. – olhou para o brinco de ouro na orelha dela e sentiu-se emocionado. – Desculpe. Pensei que estivesse sendo lógica e racional, e durante todo o tempo você foi apenas doce e romântica.

- Não precisa me ofender! Eu não fui nada disso.

- Ah, não? E por que esta usando meio coração na orelha? Para demonstrar seu espírito pratico?

- Isso mesmo.

- E se aceitasse furar minha orelha, eu usaria a outra metade do coração?

- Não gostou da idéia, não é?

- Pelo contrario. Sua idéia é brilhante. E assim que terminar de beijá-la, chamarei Daniel para cuidar da minha orelha também.

- Oh, Sesshoumaru! É bom saber que aceita meu presente. Mas tome cuidado com o barulho... aquele pop é muito impressionante.!

- Aprecio sua preocupação.

- Quanto? – ela sussurrou.

Sesshoumaru respondeu com um beijo. A intensidade da reposta jamais deixaria de surpreendê-lo. Nunca encontrara tal generosidade em outra mulher, e queria tê-la em todos os sentidos, imprimindo sua marca de forma a nunca mais ser esquecido ou confundido com outro homem.

Rin manuseava os botões de sua camisa como se estivesse em transe. Ela afrouxou sua gravata e jogou-a por cima do encosto do sofá, e um som rouco e satisfeito ecoou na sala.

Oh, não! O gato havia apreciado o novo brinquedo!

Sedento por mais seda, o animal escalou suas pernas, cravando as unhas na calça e provocando uma dor aguda ao atingir a pele.

- Cara, o rapaz esta esperando lá fora – disse, segurando o gato com uma das mãos. – Por mais que aprecie o que estamos fazendo, creio que erramos mais uma vez na escolha do local e do momento.

Ela recuou relutante. Depois olhou para o peito exposto sob a camisa aberta e arregalou os olhos.

- Fui eu...? – e apontou para os botões.

- Sim.

- Uau! Preciso prestar mais atenção no que faço. Assim será mais divertido despi-lo.

Sesshoumaru riu, beijou-a rapidamente nos lábios, e abotoou a camisa, guardou os restos da gravata no bolso e foi abrir a porta.

- Estamos pronto.

O procedimento levou cerca de cinco minutos. Rin pôs as mãos sobre as orelhas no momento do disparo da máquina, e, assim que ficaram sozinhos ela correu a admirar o meio coração de ouro que adornava seu lóbulo.

Sesshoumaru riu.

-Tem certeza de que esse foi um presente pratico e racional?

- É claro que sim! Não seja ridículo!

- Cara mia, orelhas furadas implicam em uma certa... permanência. Nunca pensou nisso?

- Só se continuar usando brincos. Caso contrario, o furo logo se fechará.

- Muito simbólico.

- Não esta vendo mais nesse gesto do que realmente existe, não é? Quero dizer um gato também é um presente que sugere permanência...

- E nosso relacionamento não sugere permanência.

- Não.

- É apenas uma transação comercial.

- Nada, além disso.

- Foi o que pensei. – ele sorriu – Vou lembrá-la a respeito desse fato quando completarmos um ano de casamento.

- Não será necessário.

- Talvez, não. Mas suspeito do contrario. – e beijou a ponta do seu nariz. – Já agradeci pelo presente, cara mia? Foi muito doce de sua parte.

- Não precisa me agradecer. Você também soube escolher muito bem.

- Nesse caso que tal expressar nossa gratidão de maneira mais prática? – ele sugeriu com um sorriso sensual enquanto olhava o sofá.

- Eu a proíbo.

Rin encarou-o com ar atônito.

- Estou enganada, ou usou o termo proibir relacionado à minha pessoa?

- Você não esta enganada. O gato vai ficar aqui no meu apartamento enquanto estivermos no salão. Uma das vantagens de viver na cobertura do edifício Taishou é poder manter o animal sempre perto.

- Sim, mas...

- Uma das desvantagens é que minha família sempre sabe onde encontrar-me. O que significa que, como um dos anfitriões desta noite, tenho quinze minutos para aparecer naquele salão, ou envergonharei o nome Taishou com um atraso imperdoável.

- Pensei que aquela caixa que comprou fosse feita exatamente para eu levar Honor sempre comigo.

- Sim, da New Generation para a Taishou, do ouro lado da rua, o que já fez. Não pode levá-lo a festas, restaurantes e shoppings, como parece esta disposta a fazer. Honor esta muito confortável no meu apartamento. Esqueceu de todas as coisas que compramos para ele naquela loja especializada?

- Esta tentando dizer que tenho sido super protetora?

- De jeito nenhum. – e empurrou-a para dentro do elevador.

- Esta sendo sarcástico! – ela ajeitou os óculos que ganhara de Sesshoumaru, um modelo feminino e delicado que não combinava em nada com a imagem de empresaria competente e segura. O par fazia parte de uma coleção de meia dúzia de modelos distintos que haviam sido enviados com um bilhete: " para o caso de quebrarmos alguns deles quando fizermos amor".

O entusiasmo de sua resposta aos contatos físicos com Sesshoumaru a preocupava. Era um aviso de que podia haver algum tipo de emoção envolvida onde deveria ter apenas um acordo comercial. E isso era terrível. O relacionamento com Sesshoumaru precisava de limites bem específicos, ou as conseqüências seriam terríveis. Cometia lamentáveis erros de julgamento quando as emoções estavam envolvidas e não podia dar-se ao luxo aquela altura dos acontecimentos.

As portas do elevador se abriram no segundo andar, onde ficava o amplo e cintilante salão de baile dos Taishou. Sesshoumaru tomou-a nos braços e beijou-a antes que pudesse sair, e quando passaram pelo corredor, Rin olhou-se no espelho sobre o console de madeira e assustou-se com sua expressão. Havia um brilho diferente em seus olhos. O batom que antes havia colorido seus lábios passara para a boca de Sesshoumaru, e agora ninguém mais poderia duvidar da existência de um romance entre os dois.

- A propósito, tenho mais um presente para você. – disse ela

- Um presente para mim? Onde esta?

- No saguão. Quer vê-lo agora ou mais tarde?

- Ainda dispomos de alguns minutos.

Uma escada de mármore levava ao hall principal do edifício, de onde algumas pessoas saiam exibindo expressões que iam do espanto a admiração.

- Gostei do bronze. – disse um homem que aproximou-se para apertar a mão de Sesshoumaru. – É um símbolo poderoso.

- Bronze? – ele murmurou no ouvido de Rin.

- Você já vai ver. –Elevou-o ao saguão onde deixara a obra. Sesshoumaru reduziu os passos ao chegar perto da peça, parando pouco antes de poder tocá-la. O silêncio a encheu de insegurança, despertando nela o temor de ter cometido um erro de julgamento. – É...dom Quixote – explicou nervosa. Luz havia autorizado à colocação da peça no saguão. – Ele é considerado um símbolo das causas perdidas.

- E eu sou uma delas? Ou luto por uma causa perdida?

- Nenhum dos dois. – segurou a mão dele e, aliviada constatou que não era repelida. – Esta lutando, porque sabe que essa é a atitude correta. A decisão de um homem honrado.

- Honrado?

- Por que sempre se espanta quando digo isso? A honra é uma de suas qualidades mais marcantes.

- Rin...

A voz rouca e emocionada provocou uma reação poderosa. Rin o enlaçou-o pela cintura e beijou-o nos lábios com ardor impressionante.

- Esta mesmo disposta a arruinar sua reputação, srta.Ozawa. – Narak anunciou atrás dela. – Que vergonha!

Sesshoumaru levantou a cabeça e encarou o concorrente com expressão furiosa.

- Não aceite provocações. – ela sussurrou. Depois olhou para o outro homem – Em eu sentido estou prejudicando minha reputação, Sr.Narak?

- Insiste em defender os Taishou, em vez de sair do caminho da inevitável destruição.

- Os riscos fazem parte da vida de um empresário, e sempre assumo minha porção deles. Neste caso, creio que a destruição não os atingirá.

- Ao contrario da ex-noiva de Sesshoumaru, é uma mulher única. – ele olhou para Sesshoumaru. – Kagura preferiu afastar-se, não é mesmo?

- Com sua ajuda.

- É verdade. No entanto, logo descobri que aquela mulher não era confiável. Ela serviu aos meus propósitos confirmando sua culpa aos olhos do mundo, e isso era tudo que me interessava. Infelizmente, livrar-me dela não foi... tão simples.

- Da próxima vez, não abandone suas mulheres em público.

- Uma das casualidades da vida – Narak comentou com tom indiferente. – Stra.Ozawa, ainda não ouvi nada de oficial sobre o noivado. Algum problema? Por acaso desistiu de vender a New Generation para os Taishou?

- Ainda não fizemos um anúncio oficial. Devia estar lisonjeado por ter sido um dos primeiros, a saber.

- Não vejo um anel de noivado.

- A celebração oficial acontecerá no aniversario de Rin, dentro de uma semana. – explicou Sesshoumaru – Então ela terá um anel.

Rin encarou Narak com ar aborrecido.

- Obrigado por ter estragado a surpresa.

O homem encolheu os ombros e olhou para a obra de arte.

- Ora, ora se não é o símbolo do homem insensato, perdidas causas perseguidas! Que escolha mais apropriada!

- Tem razão. Diga mais alguma coisa, Narak, e juro que terá o que merece. – Sesshoumaru ameaçou furioso, pronto para agredir fisicamente o concorrente.

- Não tenho mais nada a dizer. – ele sorriu. – E para provar que não sou rancoroso, já comprei um presente de casamento para vocês. Será enviado no dia em que se casarem.

- Não se incomode – Rin respondeu nervosa. -Não precisamos desse presente.

- Eu sei que não, mas faço questão de mandá-lo. Será um prazer...para mim é claro. – e virou-se para subir ao salão.

Sesshoumaru cerrou os punhos

- E você pensou em se casar com aquele sujeito!

- Não quero nem me lembrar disso! – Ela respirou fundo. - E então? Gostou da estatua?

- Sim, muito! Ela significa muito para mim. Mais do que pode imaginar. E um dia encontrarei um jeito de retribuir seu gesto.

- Não quero retribuições.

- Eu sei que não. Aprendi a conhecer sua generosidade e, por isso, quero compensá-la. Retribuirei na mesma moeda.

E, com essas palavras enigmáticas, ele a levou de volta ao salão.

Sesshoumaru saiu do elevador disposto a invadir o escritório da noiva e beijá-la até que ela recuperasse o bom senso. Havia dado dois passos, quando viu Jenine saindo de uma sala próxima. Adoraria fingir que não o vira, mas sabia que era impossível.

- Olá. – Jenine sorria constrangido, como se não conseguisse se lembrar dele. – Já nos conhecemos, não?

- Sesshoumaru Taishou.

- O nome é familiar, mas... não consigo me lembrar de onde o conheço.

- Minha família possui uma empresa de comercio exterior do outro lado da rua.

- Sim, sim... um dos herdeiros do império Tasishou. Vocês têm a reputação de conseguirem tudo aquilo o que querem. É claro que pagam o preço, não?

- Há sempre um preço a pagar por aquilo que desejamos obter.

- Tem razão. Mas... o que faz aqui, Taishou? Posso ajudá-lo em alguma coisa?

- Vim ver sua sobrinha.

- Negócios, presumo?

- Na verdade tratar-se de uma visita social. A pequena e eu nos temos encontrado. Ela não contou nada?

- Pequena? Que apelido mais doce! Para ser franco Sesshoumaru, ela deve ter mencionado alguma coisa, mas duvido que tenha prestado a devida atenção ao assunto. É meu castigo por dar mais importância aos negócios do que a família. Estão saindo há muito tempo?

- Não muito. Creio que podemos dizer que vivemos um romance fulminante.

- Um romance fulminante? Com Rin?

- Vejo que está surpreso.

- Não imagina quanto. Bem espero que tenham toda sorte do mundo. Já deve ter notado que ela é uma mulher especial.

- Muito especial.

- Sabe onde fica o escritório de Rin?

- Sim, obrigado. – e despediu-se apressado para seguir seu caminho. Dessa vez Ayame nem tentou detê-lo. E Rin sorria como se esperasse por ele. - Me entregue aquela coisa agora mesmo!

- Não sei do que está...

Ele aproximou-se da janela e abriu as cortinas. O pôster havia desaparecido.

- O que fez com ele?

- Destruí.

- Mentira! – olhou em volta com atenção e seriedade e viu um rolo de papel meio escondido sob uma almofada do sofá. – Sabia que estava mentindo.

- Não, espere! – Rin levantou-se de um salto e tentou interceptá-lo antes que alcançasse o objetivo. – É meu Sesshoumaru. Não pode ficar com ele.

- É claro que posso. É um presente, não?

- Não. O presente era o binóculo. Aquilo foi só...

Ele a tirou do caminho e pegou o pôster enrolado.

- Uma provocação? Uma maneira de vingar-se de mim por causa daquela lingerie?

- Foi uma brincadeira. – tentou recuperar o pôster. - Por favor!

- Primeiro quero vê-lo de perto. – Ignorando os protestos, abriu a folha devagar. Era espantoso! Pequena, sua pratica, racional e competente Rin, vestira a lingerie que ele havia comprado para ser fotografada. Estava ajoelhada de costas para a câmera, as pernas envoltas em finíssimas meias pretas, e as nádegas reveladas por uma calcinha minúscula. Os braços estavam erguidos, e um par de óculos pendia precariamente da ponta de dois dedos. Levemente virada, ela expunha acurva de um seio. – Por que não pôs o sutiã que acompanhava a calcinha?

Ela apontou para um canto da foto. A peça de renda e seda jazia bem perto dos pés dela.

- Não consegui decidir qual delas era melhor. Esta, ou as fotos feitas com sutiã. Segui a opinião profissional de quem fazia as fotos e decidi tira-lo.

- Juro que vou matar esse fotografo!

- Fotografa.

- Menos mal. Pegou todos os negativos?

- É claro que sim! E vou queimá-los.

- Ah, não vai não!

- Só quis me vingar de você por causa daquele primeiro presente.

- E conseguiu. Mas também causou uma bela confusão.

- Do que esta falando?

- Os empregados da Taishou quase caíram das janelas do edifício para ver esta foto presa na sua janela! Alguns mantinham binóculos em seus escritórios e alugavam o equipamento pó cinqüenta dólares o minuto.

- Está inventando essa historia!

- Infelizmente não.

- Mas...ninguém conseguiu identificar-me se levantei os braços para esconder o rosto..

- Todo mundo sabe que a garota da foto é você! Se mandou os binóculos!

- E daí?

- O presente me foi entregue no meio de uma reunião. Tenho cinco irmãos, e todos logo compreenderam o que deviam fazer com aquilo.

- O que? Mas... o presente era para você, não para seus irmãos!

- O que esperava que eu fizesse?

- Devia ter lutado, resistido...

- Oh, mas eu lutei. A propósito, não terá problemas para distinguir-me de Inuyasha nos próximos dias. Ele estará exibindo um olho roxo.

- Você não fez isso!

- Oh, eu fiz. – e estendeu a mão. – Os negativos.

- Não posso entregá-los.

- Considere-os um presente de casamento.

- Ainda não nos casamos. Ainda nem ficamos noivos!

- Errado! Depois dessa brincadeira de mau gosto, vamos anunciar o noivado imediatamente e organizar uma cerimônia para o dia de seu aniversário. É a única solução para protegê-la.

- Proteger-me?

- Exatamente. O primeiro engraçadinho que disser alguma coisa na minha presença será brindado com um soco no nariz. Imagino que um anel de noivado servirá para evitar os comentários inconvenientes.

- Seria capaz de agredir alguém só por causa de um comentário inconveniente sobre mim?

- Você não imagina o que é ter a reputação atacada. Não sabe como é doloroso ver as pessoas cochichando e apontando para você. Eu sei. E farei o que puder para protegê-la disso.

- Oh, Sesshoumaru! Não quero piedade! Foi só uma foto, uma brincadeira! Minha reputação não será abalada.

-Será que não entende? O casamento comigo já será um risco. A posição da New Generation na comunidade empresarial silenciará a maioria dos comentários, mas não os evitará por completo. Especialmente se Narak decidir causar problemas. Quando nosso relacionamento acabar, quero que sua reputação permaneça intacta. E farei o que puder para impedir que seja prejudicada.

- Não acha que esta exagerando? Tanto escândalo por causa de uma foto!

- Prefiro não correr riscos desnecessários. O casamento servirá para protegê-la. As pessoas dirão que a culpa foi minha, que fui uma má influencia. E terão uma certa razão – sorriu – Não teria tido essa idéia se o noivo fosse outro.

Batidas discretas antecederam a entrada de Jenine.

-Estou interrompendo?

- Oh, não! – Rin respondeu com tom caloroso. – Entre e deixe-me fazer as apresentações.

Jenine atravessou a sala e estendeu a mão para Sesshoumaru.

- Olá – disse com um sorriso amistoso. – Já nos conhecemos?