Disclaimer: Bleach e seus personagens não me pertencem! Mas apenas eu e a Hallibel temos direito de maltratar o Hitsu assim! XD
N.A.: Pessoal! Muito obrigada pelas reviews, hits, tenho visto que estão acompanhando! ;__;' Que lindo! Como disse, agora que estamos indo pra reta final, estou postando mais freqüentemente! Aproveitando e fazendo merchan da minha nova fic: Entre o amor e a razão – link -
De novo, muito obrigado e continuem mandando opiniões, comentários, etc. ^^
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Capítulo 9: No way back!!!
- Rangiku-san... eu quero ajudar o Shiro-chan!
Ela dizia firmemente. Seus olhos cintilando sua determinação, mas mesmo assim transparecendo o receio de uma atitude tão impensada. A tenente do quinto esquadrão saíra ainda ao amanhecer do dia em direção a área do décimo esquadrão. Decidida a ir contra a ordem de seu taichou, daquele que agora era seu prometido, agora estava frente a frente com Matsumoto Rangiku, tenente do capitão que acusara como assassino dos membros de seu esquadrão dentre diversos crimes. Junto dela estava o substituo de shinigami, Kurosaki Ichigo e a oficial do décimo terceiro esquadrão, Kuchiki Rukia.
- Estúpida! – Matsumoto replicou. – Sua consciência está pesando agora? – rispidamente ela a atacava. - Pois saiba que agora é tarde demais! O taichou vai ser executado por sua culpa!
Estava certa. Hinamori sabia que Matsumoto tinha toda razão. Mas não podia evitar sentir a dor da angústia quando aquela dura realidade lhe era reforçada.
- Tem razão, Rangiku-san. – engolindo um contido choro ela concordou. – Mas, eu não quero que isso aconteça. Eu quero ajudar o Shiro-chan de qualquer maneira! Aliás, eu peço para que, se virei o Aizen-taichou, não falem a ele sobre eu ter vindo aqui.
Os três entreolharam-se. Aquilo estava mais estranho do que realmente parecia.
- Ei, Hinamori-fukutaichou, - Rukia chamou. – Aizen-taichou não sabe que está aqui? Veio escondida do Aizen-taichou?
A garota apenas assentiu enquanto apertava os punhos.
- Bem, e por que você viria escondida? – Ichigo indagou um tanto quanto desconfiado.
- O taichou acha que não devia tirar o depoimento contra Shiro-chan. Disse que é um desrespeito aos nossos amigos que foram mortos. E que era uma ordem que eu não fizesse isso.
- Aizen disse isso? – Matsumoto arqueou uma sobrancelha.
- Estranho demais. – Rukia comentou.
- Por que Aizen se preocuparia tanto em não querer ajudar o Toushirou? – o garoto de cabelos laranjas perguntou. – Afinal, eles não eram até próximos?
- Sim. – Hinamori assentiu. – Aizen-taichou sempre foi tão gentil e atencioso com os outros. Sempre foi muito próximo de mim e do Shiro-chan.
- Difícil não querer proteger um amigo numa situação dessas...
- Talvez ele esteja com ciúmes de Hinamori. – Matsumoto concluiu.
- Ciúmes? – os outros três perguntaram ao mesmo tempo.
- É. – ela afirmou enquanto voltava a sentar-se à mesa de seu taichou. – Afinal, todos na Seireitei sabem que Aizen pediu Hinamori em compromisso. Com a relação de Hinamori-chan e do taichou sendo tão íntima, provavelmente Aizen sentiu um peso sair das costas.
- NÃO! – Hinamori exclamou. – Aizen-taichou nunca faria algo assim!!!
- Hinamori-fukutaichou... – Rukia franziu a testa, afetada pelo sofrimento da garota.
- Ele nunca teria um sentimento ruim assim... – prosseguiu.
- Tsc, está cega de amor, Hinamori... – suspirou uma Matsumoto que parecia saber bem sobre o que a garota sentia. – Não consegue admitir que quem admira e ama pode não ser tão bonzinho quanto pensa.
- Rangiku-san! Não permito que fale assim do taichou!! – ela relutava.
- Bem, quem irá decidir se irá nos ajudar ou não, é você. Por mim, você não faz a mínima falta. – atingia a tenente do décimo esquadrão.
- Eu vou tirar a queixa contra o Shiro-chan. – afirmou.
- Se fizer isso, agradeço. – a loira agradeceu um tanto quanto indiferente.
- Vai retirar a queixa mesmo sendo contra as ordens de Aizen? – Ichigo indagou preocupado.
- Sim... – Hinamori desviou o olhar. Era difícil imaginar que realmente fazia isso. – Sei que coloco muita coisa em risco. A confiança do Aizen-taichou. Mas eu realmente não ficaria em paz se acontecesse algo ao Shiro-chan...
Ichigo assentiu.
- Se precisar de algo, tendo algum problema... – ele oferecia ajuda, um tanto quanto desajeitado.
- Arigatou. – ela se curvou. – Sumimasen, Kuchiku-san, Kurosaki-san e Rangiku-san.
Hinamori seguiu até a porta quando foi parada pelo bater das palmas das mãos da tenente à mesa.
- Hinamori! – ela chamou.
- Hm? – a garota virou-se.
- Posso perguntar uma coisa? – Matsumoto perguntou receosa.
- Diga, Rangiku-san, onegai.
- Naquela noite... O que realmente aconteceu? O que disse ao sou-taichou, sobre o taichou, foi tudo verdade?
Um silêncio cruzou a sala do capitão da décima divisão. Todos pareciam atenciosos ao que a tenente do quinto esquadrão diria.
- Eu não acredito que seja verdade. – Matsumoto prosseguiu na tentativa de convencê-la a dizer algo.
- Eu... Rangiku-san... – desconcertada Hinamori não sabia o que dizer.
- O taichou nunca faria algo assim com você. Com ninguém, aliás.
- Infelizmente, Rangiku-san... é verdade. – ela respondeu.
- Está louca! – a loira levantou-se imediatamente.
- Calma, Rangiku-san.
- Sim, você perguntou, Matsumoto-san. – Rukia apoiou Ichigo. – Hinamori-fukutaichou apenas respondeu sua pergunta.
- Isso nunca seria verdade!!! – Matsumoto exclamou. – Se Aizen realmente está contra o taichou, Hinamori, saiba que so dois se merecem! Eu sei o que ele sente por você, e agora ele está sofrendo não porque você acabou com a vida dele, mas porque ele amava você!
- Rangiku-san... – Ichigo a chamou.
A garota apenas voltou a se curvar e deixou a sala. Não havia nada que pudesse dizer ou fazer, Matsumoto estava certa no que dizia, mas como mentir sobre o que ocorrera naquela noite? Ainda lhe doía profundamente lembrar do ocorrido. Jamais imaginaria que Hitsugaya Toushirou com quem cresceu, com quem construiu sonhos, seria capaz de ir tão longe com ela. Definitivamente, aquele não era o shiro-chan que conhecera. Não importava. Hinamori não o deixaria ser executado só por aquilo. Os anos de confiança lhe eram mais importantes do que quando cometera aquele erro.
O caminho até o primeiro esquadrão se seguiu doloroso e angustiante. Ela sentia seu coração quase sair pela boca. Se Aizen soubesse... Não. Ele saberia. Seria melhor pensar quando ele soubesse... seria destituída do posto de tenente? Ele a odiaria? Todas aquelas perguntas giravam em sua mente enquanto caminhava observando todos os lados certificando-se de que não havia ninguém que pudesse testemunhar sua traição ao seu capitão. Tudo teria que ser bem planejado.
Não demorou muito para que chegasse até o mais importante esquadrão da Gotei 13. Lá livraria Hitsugaya de sua sentença, e assumiria a sua então.
Se desse mais um passo, decidiu, não teria mais volta.
- E então? – ele perguntou com sua voz cantante. – Como está a sua princesinha?
Não respondendo de imediato, o homem alto e magro de farfalhantes e repicados cabelos prateados, cuja coloração o nomeava, parecia inquieto com o silêncio do outro.
- Ah, me desculpe. Não gosta que eu fale assim dela, não é?
- Não seja infantil, Gin... – ele recostou-se a cadeira relaxando enquanto tirava os óculos e os apoiava sobre a mesa. – Para mim tanto importa como a chama...
- Então me conte, ora! Quero saber as últimas fofocas. – venenoso ele riu. Parecia inquieto.
- Você não mudou nada em tantos anos juntos, não é? – com um sorriso nostálgico ele apoiou o queixo às costas das mãos observando-o. – Continua parecendo a mesma criancinha.
- Ah, taichou, assim o senhor me ofende... – com uma falsa expressão de desagrado disse Gin.
- Faz tempo que não me chama assim. – Aizen riu. – Acho que estou ficando esgotado já disso tudo, viu?
- Até me assusta vê-lo falar assim.
- Mas então você quer saber como está Hinamori-kun? Você não vale nada mesmo, quer apenas saber para se divertir com o sofrimento da pobrezinha. Está com ciúmes por ela ter se tornado minha tenente e tomado seu lugar? Quem quis se tornar taichou foi você... – implicava um extrovertido Aizen.
- Ah, não é verdade, taichou. O senhor sabe que eu serei seu eterno fukutaichou. – ironizava. – Mas, nee, nee, me conte tudo.
- Você já viu que ela não está aqui hoje, por isso estamos podendo conversar tão abertamente. Deixei que ela ficasse descansando uns dias.
- Ohh... – suspirou Gin. – como o senhor é piedoso. Sua bondade me comove.
- Não é? – prosseguiu Aizen. – eu realmente fiquei com pena dela. A pobrezinha está tão perturbada. Às vezes dá até vontade de voltar atrás.
- Hm?!?! O senhor está bem? Do que está falando? – Gin perguntou preocupado.
- É verdade. Mas, fazer o que, faz parte dos nossos planos... – deu de ombros.
- Pelo menos o garoto já saiu do nosso caminho. – disse Gin. – Estou realmente ansioso para assistir a execução dele. Mas, enfim, taichou, se você acha que a menininha está sofrendo tanto, eu posso ajudar a evitar isso. – ofereceu-se.
- Eu sei. Por enquanto talvez ainda seja conveniente. Quando não for mais, por favor, faça isso. Acabar com o sofrimento dela de uma vez é a melhor recompensa que posso lhe dar.
- Pois é. Fez com que se apaixonasse pelo senhor e acabou com a vida do amiguinho dela. Que feio... – ele brincou. – Sem contar que ainda tirou proveito dela que eu sei!
- Ah, sim. É verdade... Bem, para todos os efeitos, ela acha que foi o... 'Shiro-chan'... – ele usou o apelido provocativamente. – Na verdade eu preferia que ela resistisse mais. Mas pensando ser o Shiro-chan ela foi um tanto quanto condescendente...
- Ora, ora, se aproveitando da pureza de uma menininha inocente...
- Olha quem fala...
- Eu não me aproveito de menininhas inocentes. – Gin riu maliciosamente. – Me aproveito de garotas bem mais maduras... – riu. – Bem, taichou, acho que está na hora de ir. Afinal, o Izuru já deve estar morto de preocupação atrás de mim. Não é bom que nos vejam assim também.
- Cada um agüentando seu fardo... – riu Aizen. – Pelo menos o Kira não dá em cima de você...
- Você é quem pensa, taichou. Eu é que não fique firme com ele... – sorriu divertido Gin. – Byebye!!!
Ele se despediu informalmente acenando enquanto saia da sala do capitão do quinto esquadrão. Saia despreocupadamente da área do esquadrão cinco distribuindo seu falso sorriso aos membros do esquadrão que, temerosos, o cumprimentavam respeitosamente. Sabiam que aquele homem tão escorregadio e com aparência misteriosa era extremamente perigoso. Os estreitos olhos de raposa não escaparam ao ver a beldade loira que se aproximava.
- Rangiku-san, ohayo! – cumprimentou.
- Gin? – indagou a mulher. – O que faz aqui?
- Só de passagem. E você? Não é muito bom andar por aqui, afinal, tudo aponta para que seu taichou assassinou os membros do gobantai. Podem, se acontecer algo, culpá-la, ou pior, sabe como existem homens maus por aqui...
- Eu não temo a nada disso. – ela disse firme.
- Aizen está aí? – perguntou.
- Não sei... – respondeu falsamente enquanto passava a mão na nuca, fazendo farfalhar os cabelos. – Mas quem sabe, talvez eu saiba algo sobre... a execução do Hitsugaya-taichou~? – cantarolou.
- Nem tente, Gin! Não cairei nessa hoje! – ela cruzou os braços insatisfeita.
- E se eu disser a você que acho que sei quem pode estar envolvido nisso tudo? – ele mentia nitidamente, mas aquilo parecia um lampejo de esperança no mundo sem seu taichou de Matsumoto.
- Pare, Gin! Já disse! – advertiu a loira.
- Ichimaru-taichou!!!
- Ah, não... – Gin pousou a mão sobre a testa quando ouviu a voz do seu tenente.
- Kira! – Matsumoto exclamou.
O loiro se aproximou ofegante, parecia assustado.
- Ichimaru-taichou! Estive muito preocupado! O senhor desapareceu do esquadrão desde cedo! – arfava um Kira que, se pudesse, abraçaria e rodopiaria seu cpaitão com tanta felicidade em revê-lo.
- Estava bem, Izuru. – riu Gin incomodado com a chegada. – Não se preocupe.
- Vamos agora ao sanbantai?! – perguntou o loiro.
- Hm, eu estava pensando. Parece que a Hinamori-fukutaichou não está muito bem devido aos últimos acontecimentos. Pensei, não seria bom que você fosse vê-la, Izuru? Não é sua amiga?
- Taichou! – exclamou Kira, atrevendo-se a segurar Gin pelos ombros. – Posso mesmo?!!
- Claro, claro.
- Como o senhor é bom!!! Muito obrigado! Estava muito preocupado com Hinamori-kun! – Kira não se continha em felicidade. – Mais tarde voltarei.
- Não se preocupe. – Gin abanou as mãos despreocupado. – Tire todo o dia de folga...
- Arigatougozaimasu, taichou! – ele se curvou. – Com licença, taichou e Rangiku-san.
Matsumoto observou assustada aos estranhos métodos do sanbantai. Gin estava sendo caridoso demais deixando Kira ir embora. Queria mesmo era ficar a sós com ela, percebeu.
- Vamos até o meu esquadrão. – afastou-se, seguindo na frente. – Lá podemos conversar melhor.
Matsumoto pensou se realmente seria conveniente seguir Gin. Se fosse verdade, perderia a oportunidade de salvar seu taichou. Pensou uma, duas vezes... desistiu. Se fosse pelo bem de Hitsugaya, faria de tudo que pudesse ajudá-lo.
- Vamos. – assentiu a loira, tirando um largo e sorriso dos lábios do capitão do sanbantai.
Um barulho nas grades chamou a atenção do rapaz que dormia. Apertou os olhos antes que os abrisse e visse as barras de ferro se aproximando na abertura da cela. Um dos guardas viera trazer-lhe comida.
Levantou-se do chão frio, tirando um pouco do musgo provocado pela umidade do lugar, de seu rosto. Observou o pequeno prato a sua frente. Acompanhado de um pequeno recipiente com água, havia um pão cortado ao meio. Ele riu da própria situação.
- É bem diferente de quando você entra no Gotei... – ironizou.
- Disse algo? – o homem que viera trazer o alimento perguntou com estreitos olhos.
- Nada. – Hitsugaya respondeu.
- Mais tarde virei lhe trazer sua segunda refeição.
- Não se preocupe. –
Ele franziu a testa observando o lado de fora da alta janela, um raio de sol forte batia diretamente em seus olhos. Quente. O calor do sol aqueceu sua pele. Ele observou as próprias mãos sentindo-as aquecer por aquele único e solitário raio de sol que ousava invadir o lugar.
Parecia que fazia uma eternidade que estava ali. Passara apenas uma noite.
Voltou a observar o alimento trazido pelo guarda. Para que o mantinham vivo, afinal? Não era muito óbvio que iam matá-lo? Para que aquilo? Pelo menos era algo diferente que seus olhos refletiriam naquele dia.
- Sou-taichou!!!! – o tenente do primeiro esquadrão gritou ao entrar na sala.
- Mas que barulheira é essa? – incomodou-se o homem de idade.
- É algo urgente! Eu disse para ela que precisaria de uma audiência, mas ela não aceita. Exige falar com o senhor.
- Ela?! – o general perguntou. – De quem está falando?
Foi apenas virar-se para trás que ele teve a resposta de sua pergunta.
- Ora, ora... – ele pausou. – Hinamori-fukutaichou. – concluiu. – Com que direito invade a sala do primeiro esquadrão desta forma? Poderia puni-la por sua audácia. Não é por ter um posto alto que pode se comportar assim.
- Gommenasai, sou-taichou.
- Devia expulsá-la imediatamente e pedir ao seu taichou para que comparecesse aqui e dar uma explicação sobre seu comportamento. Creio que Aizen não saiba que está aqui.
As últimas palavras fizeram com que Hinamori engolisse a secura de sua garganta.
- Não. Ele não sabe, senhor.
- Diga-me suas razões para vir até aqui, então.
- Preciso tirar minha acusação quanto ao Shiro-chan! Sou-taichou, retiro tudo o que disse em meu depoimento!
As palavras de Hinamori caíram como uma bomba na sala do primeiro esquadrão. O general observou confuso à atitude da garota. Viu a determinação em seus olhos ao mesmo tempo em que sentia um imenso temor em estar ali naquela situação.
Poderia ela salvar Hitsugaya? E se o salvasse, seria ela salva depois de rejeitar e desobedecer a uma ordem de seu capitão? O arrependimento de Hinamori em tentar fazer o que achava correto e salvar aquele que amava seria maior que o arrependimento de tê-lo acusado.
Não havia mais volta. Não mais.
