Nota da autora: Quero muito agradecer aos reviews privados e não privados que venho recebendo. Fico muito feliz em saber que continuam acompanhando esta fic, mesmo com toda essa demora com novos capítulos. Espero que continuem curtindo esta história. Obrigada por todos os comentários e que o poder esteja com vocês!
Capítulo 9
- Está atrasada Srta. Hartie!- esbravejou Schmidt quando Kimberly entrou em seu escritório. Candance já estava lá, aparentemente bem melhor que na noite anterior.
- Me desculpe treinador Schmidt, é que tive um pouco de dificuldade para acordar, passei a noite toda com muita dor-de-cabeça.
- Pelo jeito as suas dores de cabeça andam muito freqüentes ultimamente.
- Que nada, treinador. Eu estou bem.- Kimberly respondeu sorrindo.
- Está bem, deixemos isso de lado e vamos ao que interessa. Mas onde está a Baby?- ele indagou procurando-a com os olhos pelo escritório.
- Aqui senhor.- respondeu Baby entrando no escritório, vinha comendo uma rosquinha.
- Certo, agora que estamos todos aqui, eu posso começar. Garotas, a festa da federação esportiva será ainda essa noite.
- Ainda essa noite?- surpreendeu-se Kimberly.
- Isso mesmo, Srta. Hartie. E por isso Baby irá acompanhar vocês até uma loja de aluguel de trajes finos onde as senhoritas poderão escolher um vestido e acessórios para usarem na festa desta noite. Aproveito também para reafirmar que podem levar um acompanhante cada uma.
Kimberly sorriu consigo mesma.
- E tem outra coisa também, a federação me cedeu mais quatro convites para que possam levar dois amigos de sua preferência cada uma.
Dessa vez foi Candance quem sorriu, tudo parecia maravilhoso.
- Por enquanto, é só isso. Baby dará mais instruções a vocês. Depois que resolverem o problema dos vestidos, podem tirar a tarde de folga para falar com seus acompanhantes e os amigos que irão à festa. Eu preciso ir.- ele falou já se retirando.
- E que horas será essa festa treinador?- perguntou Candance.
- Está no convite, Srta. Faith. Baby os dará a vocês. Tenham um bom dia e até a noite.
- Bem meninas, nós vamos às compras.- falou Baby empolgada assim que ele saiu.
Kimberly estava alegre, fazia muito tempo que não ia a uma festa, aliás, nem se lembrava de quando tinha ido a uma festa dessa categoria. Outra festa como essa seria somente no final do ano quando terminasse o colegial.
Baby pediu às duas que fossem tomar café e se arrumar para saírem. Candance estava inquieta, tinha uma coisa que queria pedir a Kimberly, mas não sabia como perguntar. Respirou fundo, tomou coragem e antes que entrassem em seus quartos, falou para Kimberly:
- Kim, gostaria de te pedir um favor muito importante.
Kimberly lançou-lhe um olhar curioso:
- Pode pedir, amiga.
- Você e o doutor Miller são muito amigos, não é?
Ela sorriu: - Sim, mas...
- Será que você poderia falar com ele para que fosse meu acompanhante na festa?
Kimberly ficou surpresa com a pergunta:
- Quer ir à festa com o Lucas?
- Sei que parece estranho, mas ele parece ser alguém tão interessante, eu gostaria de conhecê-lo melhor.
Candance estava vermelha como um pimentão. Kimberly tocou o ombro dela e disse, divertida:
- Não fica com essa cara, eu vou falar com ele, prometo.
- Kim, adoro você. Obrigada.- Candance falou abraçando a amiga, entusiasmada.
- Ei, não precisa ficar puxando o meu saco.- ela disse, rindo.
Em seguida despediram-se, cada uma entrando em seu quarto.
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O telefone no quarto do hotel Jardim Primavera onde Tommy estava hospedado tocava insistentemente. No banho, ele amaldiçoava o irritante barulho do aparelho, tinha certeza que não deveria ser Kimberly, se despediram não se faziam nem duas horas.
- Será que ela já está com saudades?- Tommy indagou a si mesmo, radiante.
Fechou o chuveiro, enrolou-se na toalha e correu para atender. Escutou a voz da recepcionista do outro lado da linha dizendo que um amigo o procurava.
- Que amigo?- indagou Tommy, não conhecia ninguém em Miami. – Seria o Schmidt?- pensou. – Mas se fosse ele, o que poderia estar querendo? Será que descobrira que ele passou a noite no alojamento com Kimberly? – Senhorita., eu preciso saber como ele se chama.- Tommy insistiu.
- Ele não quer dizer, disse que veio fazer uma surpresa.
Tommy franziu o cenho. Seria o Império das Máquinas querendo lhe pregar alguma peça? Um robô travestido de humano se passando por seu amigo?
- Ok, senhorita. Diga que ele pode vir.
Ele estava intrigado, não imaginava quem poderia ser. A opção do Império das Máquinas lhe parecia mais plausível, afinal ele estava alguns dias afastado de Alameda dos Anjos, talvez seus inimigos tivessem percebido sua ausência, quem sabe feito algo para seus amigos? Não, Zordon teria entrado em contato. Mas e se algo estava impedindo Zordon de fazer contato?
Batidas na porta. Tommy falou:
- Espere um momento.
Vestiu-se bem depressa e deixou o morfador à mão. Antes de abrir, perguntou:
- Quem é?
- Pensa rápido.- respondeu Billy do outro lado da porta.
Surpreso, Tommy sorriu e abriu a porta.
Continua...
