Lábios de Sangue
Capitulo 7 - Sonhos Esquecidos
Duo terminou de cantar e desceu do palco, ele decidiu ir até Heero, seu coração batia descompassado a cada passo que dava. Heero observou o humano descer do palco e vir em sua direção, Heero observou que Duo parava de vez em quando para falar com algumas pessoas, mas sem nunca desviar seus olhos do dele. Duo se sentia hipnotizado pelo olhar de Heero, mesmo que quisesse ele não se sentia capaz de desviar seu olhar do dele. Quando finalmente eles se encontraram frente a frente, Duo achou que o mundo ao seu redor não mais existia.
- Boa noite Maxwell.
- Boa noite Sr Yuy.
- Me chame de Heero. Pelo que vejo você terminou sua canção.
- Terminei ontem à noite, fico feliz que tenha vindo, então o que achou do lugar.
- Interessante.
- Fico feliz que tenha gostado.
Duo não sabia o que fazer a presença de Heero a maneira com que o olhava o desconcertava, ele sentia sua face queimando. Heero achou encantador a maneira como o humano ficava sem graça, na concepção de Heero Duo estava extremamente sexy, a vontade dele era tirar o humano dali para que eles pudessem ficar sozinhos, mas Heero tinham um plano para por em pratica, seus desejos deveriam ser saciados em outra oportunidade.
Em algum lugar na Itália:
- O que! Como isso foi acontecer? Eu estou cercada por incompetentes será que eu tenho que fazer tudo eu mesma.
Relena estava furiosa, ela não gostara nenhum pouco de saber que Sally havia escapado, era evidente que ela tivera ajuda, mas quem poderia tê-la ajudado a escapar. Pargan viu sua senhora andar de um lado para o outro, ele também não sabia como os dois vampiros haviam conseguido escapar, uma vez que ele e os caçadores os haviam encurralado em uma rua sem saída.
Após a ligação cair, Marco conseguira colocar uma boa distancia entre eles e seus perseguidores, mas não o suficiente, para evitarem serem atingidos pelas balas. O carro foi alvejado, furando assim os pneus, fazendo com que capotassem, como estavam em um tipo de beco, o carro acabou ficando transpassado, o que dificultava a verificar se seus ocupantes ainda estavam dentro do carro. Marco olhou para Sally e viu que ela estava ferida na altura do peito e com o braço machucado, eles tinham que sair do carro antes que ele explodisse por causa do combustível vazando.
- Você está bem?
- Vou sobreviver se é o que quer saber.
- Venha precisamos sair do carro ele pode explodir a qualquer momento e se isso acontecer morreremos queimados.
Marco arrebentou o pára-brisa do carro e puxou Sally para fora, eles podiam ver os carros de seus perseguidores se aproximando, Marco tirou uma pistola da cintura e mandou Sally correr.
- Corra o mais rápido que puder, estarei logo atrás de você.
Marco esperou Sally se distanciar e atirou no combustível que estava vazando, provocando uma faísca fazendo assim com que o carro explodisse e fosse engolido pelas chamas, dando-lhes tempo para escaparem. Sally analisou o local e viu que eles estavam em um beco sem saída, havia um murro da altura de quase 5 metros à frente dela e ela não fazia a mínima idéia do que havia do outro lado, ela ouviu o barulho do carro explodindo olhou para trás e viu Marco se aproximando.
- Acha que pode saltar?
- Eu não sei, essa parede deve ter quase cinco metros.
- Tudo bem eu te ajudo. Mas você deve fazer o que eu fizer.
Marco e Sally deram alguns passos para trás, Marco passou um dos braços ao redor da cintura de Sally.
- Corra, quando chegarmos próximo ao muro tome um impulso e deixe que sua natureza faça o resto.
- Mas o que tem do outro lado da parede?
- Provavelmente o rio Arno, não deve ser muito fundo. Esta pronta?
- Sim. Alem do mais não podemos ficar aqui para sempre, logo o sol nascerá e o fogo não ira deter nossos perseguidores por muito tempo.
Marco olhou para Sally e sorriu realmente ela era corajosa, alem de muito bonita. Eles correram e Sally fez o que Marco disse, eles tomaram impulso e saltaram o muro, realmente do outro lado havia um rio, Sally e Marco caíram no rio, segundos depois os caçadores conseguiram apagar o fogo e passar pelo carro, eles vasculharam o local e não acharam nenhum sinal de sua caça. Um deles foi a até a parede, saltou sobre ela e ficou no alto do muro, olhando ao redor.
- Onde eles estão Lacroan?
- Eles saltaram a parede, devem ter caído no rio. Devemos voltar agora ou ir atrás deles?
- Temos que encontra-los, ela não deve escapar.
- Não será possível encontra-la agora. O sol nascerá em algumas horas. Nós a acharemos não se preocupe.
- Relena não gostara de saber disso. Ela deu ordens para que a matasse e não para que a deixasse escapar.
O vampiro foi para cima de Pargan segurando seu pescoço com as mãos, seus olhos estavam vermelhos. Pargan podia sentir Lacroan apertar seu pescoço como se fosse parti-lo, os outros vampiros riam e incentivavam Lacroan a mata-lo, quando um outro vampiro o impediu.
- Solte-o Lacroan!
- Eu não receberei ordens dele, Malckaczi.
- Não... você recebe ordens minhas, e se não quiser que eu o mate agora solte-o.
Lacroan soltou Pargan jogando-o no chão e o chutando, Malckaczi se aproximou de Pargan o olhou em seus olhos e dize-lhe mentalmente.
- Volte a dar ordens a algum dos meus "homens" novamente e eu mesmo o mato. Não trabalhamos para os Peacecraft, a única razão de estarmos atrás dela e por que o clã Romefeller nos ordenou que caçássemos o próximo shuhan dos Khushrenada e apenas por isso entendeu.
- Sim... não acontecerá novamente.
- Ótimo.
- Lacroan, Vladz sigam o rio e veja se descobrem onde ele vai dar, tentem encontrar alguma pista deles. Eu e os outros iremos atrás do próximo shuhan dos Khushrenada. Assim que a matarem nos encontrem em Epyon.
Lacroan e Vladz pularam o muro e caíram no rio atrás de sua presa. Marco e Sally seguiram o rio por quase dois quilômetros e foram para a margem, faltavam pouco mais que quatro horas para o sol nascer, Marco olhou para Sally e percebeu que ela estava cansada, ela ainda não tivera tempo para se recuperar dos ferimentos e sabia que ela deveria estar sentindo dor, olhando ao redor eles avistaram algumas construções abandonadas, não eram perfeitas, mas era o suficiente para se protegerem do sol. Marco pegou a mão de Sally e a puxou para que ela o seguisse.
- Como está?
- Cansada, mas viva graças a você, obrigada.
- Não me agradeça fiz apenas o que o shuhan me pediu.
- Acha que eles estão nos seguindo?
- Provavelmente sim, melhor você fechar seus ferimentos, você já perdeu muito sangue e nós ainda não iremos parar para descansar.
- Você tem alguma idéia de como sairemos daqui.
- Existem galerias por baixo da cidade caminharemos por ela pelo menos assim estaremos abrigados do sol até chegarmos a um outro local onde estaremos seguros.
- Tudo bem.
Sally fechou os olhos se concentrou, fechando seus ferimentos, Marco e Sally descerem para um nível mais baixo do prédio onde estavam acessando ás galerias em baixo da cidade, muitos vampiros costumavam utiliza-las para se locomoverem durante o dia de um lugar a outro. Marco queria chegar assim que anoitecesse ao aeroporto, dessa forma eles poderiam seguir imediatamente para Epyon. Lacroan e Vladz chegaram a margem do rio Arno meia hora depois, eles olharam em volta havia muitos prédios ao redor era difícil saber em qual deles sua caça havia se escondido.
- O que faremos Lacroan?
- O sol nascerá em quatro horas, um dos dois estava ferido, ele devem ter parado por alguns instantes para fechar os ferimentos, temos apenas que achar o sangue e saberemos por onde seguiram.
- Aquele é o prédio mais próximo eles devem ter seguido para lá.
- Vamos então.
Na cidade de Epyon no clube Deathscythe:
Trowa estava curioso para saber como havia sido a conversa com Treize, Heero não deixava transparecer nada em seu rosto. Heero sabia que Trowa estava curioso para saber o que havia acontecido para levar Treize até Epyon, Heero achou melhor conversar com ele antes de voltarem ao castelo.
- Trowa eu preciso falar com você, existe algum lugar aqui onde possamos falar sossegadamente.
- Duo se importa se usar o camarim um instante?
- De forma alguma Trowa, fiquem a vontade.
- Quatre poderia fazer companhia a Cathrine por alguns minutos.
- Claro será um prazer.
- Heero!
Heero olhou para Cathrine falando mentalmente com ela.
- Tudo bem não se preocupe Cathrine nós já voltamos. Por que não pede uma musica para o Maxwell.
- Eu... tudo bem.
- Quando voltarmos talvez até eu peça uma canção. E veremos até onde se estende os conhecimentos musicais do Sr Maxwell.
Heero e Trowa foram à direção ao camarim para conversarem, enquanto Cathrine ficava com os humanos, ela sabia que alguma coisa estava acontecendo ou Heero não chamaria Trowa para conversarem ali. Quatre pode perceber um pouco de preocupação da jovem ao seu lado, apesar dela estar sorrindo. Quatre olhou para Duo que ainda olhava na direção para onde Heero havia seguido com Trowa. Duo olhou para Quatre e entendeu o recado.
- Muito bem Cathrine, o que a senhorita gostaria que eu cantasse?
- Não sei Duo, eu não conheço muitas canções.
- Que tal uma canção romântica, assim o Wu-Fei pode tirar você para dançar, se bem que como ele apenas treina e capaz dele pisar no seu pé, então é mais seguro se você dançar com o Quatre.
- Maxwell!
- O que eu to mentindo? Vai me dizer que você sabe como dançar com uma garota, sem pisar no pé dela?
Cathrine pode ver o humano ficar envergonhado e com as faces vermelhas, realmente não seria uma má idéia dançar um pouco, embora ela quisesse que outra pessoa dançasse com ela. Wu-Fei viu que a jovem havia rido, ela era muito bonita, apesar de ter uma sombra de tristeza nos olhos.
- Eu adoraria, mas que musica você cantaria?
- Pode deixar comigo. Bem esta na hora de voltar para o palco e Wu-Fei vê-se não pisa no pe dela.
- Saia daqui Maxwell.
- Ahá há há.
- Do que você esta rindo Quatre?
- De nada Wu-Fei.
- Bem pessoal esta música e especialmente para a bela jovem de cabelos castanhos e olhos azuis como o céu.
Perhaps love -(John Denver)
Perhaps love is like a resting place, a shelter from the storm
It exists to give you comfort, it is there to keep you warm
And in those times of trouble when you are most alone
The memory of love will bring you home
Perhaps love is like a window, perhaps an open door
It invites you to come closer, it wants to show you more
And even if you lose yourself and don't know what to do
The memory of love will see you through
Love to some is like a cloud, to some as strong as steel
For some a way of living, for some a way to feel
And some say love is holding on and some say letting go
And some say love is everything, and some say they don't know
Talvez o Amor - (John Denver)
Talvez o amor seja como um lugar de descanso, um abrigo da tempestade
Existindo para dar-lhe conforto, ele está lá para mantê-lo aquecido
E nos dias em que os problemas aparecerem e você estiver sozinho
A memória do amor trar-lhe-á o repouso
Talvez o amor seja como uma janela, talvez uma porta aberta
Convidado-o para entrar, querendo mostrar-lhe algo mais
E mesmo se você se perder e não souber o que fazer
A memória do amor lhe mostrara o caminho
O amor é algo como uma nuvem, algo tão forte quanto o aço
Algo para se viver, algo para se sentir
Alguns dizem que o amor prende e outros que o amor liberta
Alguns dizem que o amor é tudo, outros não saberiam dizer o que é o amor
Wu-Fei estendeu a mão para Cathrine a convidando a dançar, ela tomou a mão dele aceitando o convite. Wu-Fei tomou passou uma de suas mãos pela cintura dela e segurou-lhe a outra mão entre a sua, tentando não pisar nos pés dela, para Wu-Fei ela parecia flutuar em seus braços, Cathrine estava se divertindo vendo o humano tentar não pisar em seus pés, e a musica que Duo escolhera era realmente muito bonita. Duo podia ver que Cathrine estava se divertindo, ele ficará preocupado quando Quatre olhara para ele e ele perceberá que ela estava preocupada com alguma coisa, mas agora ela estava rindo e parecia mais alegre.
Perhaps love is like the ocean, full of conflict, full of pain
Like a fire when it's cold outside, thunder when it rains
If I should live forever, and all my dreams come true
My memories of love will be of you
Some say love is holding on and some say letting go
Some say love is everything and some say they don't know
Perhaps love is like the ocean, full of conflict, full of pain
Like a fire when it's cold outside, thunder when it rains
If I should live forever, and all my dreams come true
My memories of love will be of you
Talvez o amor seja como o oceano, cheio de conflito e dor
Como um fogo frio por fora e como o trovão quando chove
Se eu viver para sempre, e todo os meus sonhos se realizarem
Minhas memórias de amor serão suas
Alguns dizem que o amor prende e outros que o amor liberta
Alguns dizem que o amor é tudo, outros não saberiam dizer o que é o amor
Talvez o amor seja como o oceano, cheio de conflito e dor
Como um fogo frio por fora e como o trovão quando chove
Se eu viver para sempre, e todo os meus sonhos se realizarem
Minhas memórias de amor serão suas.
No camarim Trowa ouvia de Heero tudo que Treize havia lhe contado, a respeito de Relena, dos Romefellers, dos caçadores e o desaparecimento de Sally e Marco. Pelo que Trowa conhecia dos caçadores, eles estariam com problemas quando eles chegassem. Os caçadores eram os piores tipos de vampiros que poderiam existir de diferentes raças, matariam a qualquer um humano ou vampiro, apenas por diversão e sangue.
- Trowa você sabe quem é o líder dos caçadores?
- Um vampiro chamado Malckaczi ele á da raça Viesczy.
- Viesczy?
- Sim eles são originários da Polônia e da Rússia. Treize disse quantos caçadores Relena mandou atrás de nós
- Ele não sabe. Não devem ser muitos, os Romefellers na iriam colocar todos os caçadores deles a disposição de Relena, acredito que devem ter mandado os melhores para acabarem conosco.
- Malckaczi é um dos melhores caçadores deles, ele é conhecido por sua frieza e astúcia.
- Precisaríamos descobrir quem são os outros e quantos são, se Sally e Marco estivessem aqui talvez eles pudessem nos dizer e assim saberíamos se precisaremos pedir ajuda.
- Quando eles deveram chegar?
- Se conseguirem escapar provavelmente amanhã á noite, droga deve ter um meio de impedirmos que eles entrem na cidade.
- Mas qual Heero?
- Eu não sei Trowa, eu não sei.
Heero não conseguia parar de pensar nos humanos da cidade, eles não teriam chance caso os caçadores chegassem, todos sem exceção se tornariam alimento, Heero sabia que Trowa pensava a mesma coisa, não havia um meio de protegerem a todos.
- Melhor voltarmos ou Cathrine ficara mais preocupada do que já está.
- Treize ficara conosco?
- Não sei Trowa, no momento ele esta no quarto de Cathrine aguardando seu retorno, parece que ele quer lhe fazer uma surpresa.
- Tenho certeza que ela vai gostar, apesar dos problemas.
- Pensaremos nisso depois, no momento temos que conseguir Yami de volta.
- Você já sabe como vai fazer para o Duo lhe entregar a espada?
- Eu tenho um plano.
Heero e Trowa saíram do camarim e voltaram para a pista, quando eles chegaram Cathrine estava dançando com o humano de cabelos negros, enquanto ela e o loiro riam, eles se aproximaram e Trowa logo ficou ao lado de Quatre. Quatre se sentia confortável ao lado do moreno alto de olhos verdes e Trowa sentia uma tranqüilidade ao lado do jovem árabe. Trowa lembrou que os caçadores logo estariam na cidade e que talvez Quatre pudesse ser ferido ou pior morto. Quatre olhou para Trowa e sentiu uma certa preocupação vinda dele, por algum motivo Quatre podia sentir o que se passava com o moreno ao seu lado, ele podia perceber seus sentimentos mais fortes, principalmente quando eles eram direcionados a Quatre. E no momento Quatre podia sentir que Trowa por algum motivo estava preocupado com sua segurança.
"Eu não posso permitir que aconteça nada a ele, sei que talvez não possamos impedir os caçadores de chegarem a cidade, mas no que depender de mim eles não tocaram nele, mesmo que eu precise morrer para que isso não aconteça."
Trowa podia sentir os pensamentos de Quatre desde aquela noite em que estabeleceu um contato mental com o jovem árabe, Trowa podia senti-lo com mais facilidade e como se o elo mental ainda existisse entre eles, mesmo depois de Trowa tê-lo cortado. Trowa sabia que Quatre também podia perceber suas emoções mais fortes, Trowa jamais havia criado um elo assim com um humano, não que ele se incomodasse com essa ligação, ele até gostava dela, todas as vezes que Trowa fechava seus olhos e se concentrava no loiro, ele podia sentir sua presença e saber o que ele estava sentindo mesmo a distancia. E o alegrava saber que Quatre sentia por ele algo mais forte que uma simples amizade e gratidão.
- Aconteceu alguma coisa Trowa.
- Não Quatre, eu estou bem por que?
- Você parece preocupado.
- Não há nada com que se preocupar. É apenas cansaço.
- Você não dormiu bem?
- Vamos dizer que algo me acordou e tirou meu sono.
- Ah!
Trowa sorriu para Quatre o deixando vermelho, Heero observava a conversa entre os dois, realmente eles estavam muito mais próximos do que Heero imagina, Heero já havia visto isso acontecer, era raro uma ligação mental entre humanos e vampiros sem a troca de sangue. Heero achava isso interessante e esperava que seu amigo soubesse como lidar com ela. Heero desviou sua atenção para o humano no palco, ele o intrigava e o sonho que ele tivera a tarde, deixara Heero ainda mais intrigado, o que o sonho poderia significar? Será que ele e o humano estavam ligados por causa das espadas?
"Tirar-me da solidão, ambos vivemos uma solidão sem fim, ele enquanto vivo e eu morto. Morto por dentro, assim como minha alma e meu coração, enquanto ele esta morrendo aos poucos negando aceitar o que o coração dele pede. Por que eu posso ouvi-lo? Ouvir seu coração. Por que ele chama meu nome? Nos conhecemos apenas há 24 horas, mas é como se eu o conhecesse há anos."
Em algum lugar na Itália nas galerias abaixo da cidade:
Marco e Sally andavam há quase uma hora, até que Marco disse que eles poderiam para um instante para descansarem.
- Vamos parar por 20 minutos e depois seguimos.
- Tudo bem.
Sally se sentou em um canto, ela não fazia a menor idéia de onde eles estavam e para onde Marco pretendia leva-los, Sally tinha que confiar nele e confiança era algo que Sally não estava acostumada a ter. Marco pretendia chegar até o hotel onde eles estiveram antes de partirem, ele e William haviam deixado algumas coisas guardadas no subsolo do hotel caso ocorresse algum problema. Eles não estavam muito longe dali. Marco olhou para Sally ele estava curioso a respeito dela, afinal ela chamara a atenção do shuhan dos Khushrenada e tinha alguma coisa nela que ele não compreendia. Sally sentia que Marco a estava observando e decidiu saber o por que.
- O que você quer saber?
- O que?
- Você fica me observando, então imagino que queira me perguntar alguma coisa.
- Estava imaginando o por que deles estarem atrás de você.
- Hum... é uma longa historia.
- Temos tempo se você quiser contar.
- Tudo bem. Você deve saber que Relena esta atrás de Heero não é.
- Sim desde de Veneza, ela está atrás dele.
- Exatamente, ela sempre odiou o clã dos Khushrenada, não sei o motivo, ela nunca me contou, mas ela sempre me dizia o quanto o shuhan dos Khushrenada era prepotente, que Treize achava que seu clã é superior aos outros, que ele não sabe o que é ser um vampiro, que trata os humanos como se fosse alguma coisa.
- O Sr Treize nunca menosprezou outros clãs, e nunca disse que somos superiores.
- Eu sei Marco, mas isso é o que ela acredita. Quando Heero desapareceu, Relena ficou louca e quando descobriu que Heero havia se unido aos Khushrenada, ela achou que Treize havia feito isso para afronta-la. Lembro-me que fiquei feliz em saber que Heero a havia deixado, Relena o estava transformando em um monstro, que matava sem distinção. Sei que nossa espécie e predadora, a natureza nos fez assim, não levando em conta o clã a que pertencemos, todos nos somos predadores, bebemos e caçamos o mesmo alimento, apenas agimos de forma diferente.
- É verdade muitos de nós alimentam-se sem matar os humanos, muitos nem se alimentam de sangue humano. Embora outros eu não poderia dizer o mesmo.
- Entre os Peacecraft é imperdoável um vampiro, poupar a vida de um humano e não se alimentar de seu sangue.
- Foi isso que você fez? Poupou a vida de um humano?
- Não de um, mas de muitos. Alem do fato de constantemente eu estar discordando dela, e isso é algo que Relena jamais suportou que desafiassem suas ordens ou discordasse de suas palavras.
- E por que não foi embora, Sally?
- E para onde eu iria? A verdade é que nunca desejei ser o que sou, um vampiro. Mas não foi me dada essa escolha, aconteceu comigo o mesmo que com Heero.
- Então foi ela quem a abraçou?
- Sim foi.
Marco podia notar a tristeza nos olhos de Sally a cada palavra, ela nunca deveria ter sido abraçada, apesar de não ter mais uma alma humana, Sally ainda tinha uma consciência humana, era isso que ela tinha de diferente, a razão de Treize a tê-la ajudado e o motivo de Heero ter pedido para encontra-la. Eram poucos os que não perdiam a sua "humanidade" após se tornarem vampiros, eles sofriam, pois seus valores humanos não podiam ser mudados, e eles viviam em meio ao sangue e a vida que um dia tiveram.
- Eu tinha tantos sonhos, planos, eu estava noiva, ia me casar construir uma família, quando tudo mudou.
- O que aconteceu?
- Ele era lindo, filho de um homem muito rico, mas não possuía um nome, e naquela época não importava o tamanho de sua fortuna, se você não tivesse um nome, jamais seria aceito pela sociedade. Minha família já foi uma das mais ricas, mas meu pai, acabou perdendo grande parte de nossa fortuna no jogo após a morte de minha mãe, mas tínhamos um nome e isso era o que bastava para que fossemos aceitos. Quando o pai de John foi até nossa casa propor uma união entre nossas famílias, meu pai aceitou a nossa união, afinal eu já havia passado da idade de me casar e meu pai precisava de dinheiro. Eu mal o conhecia ainda assim aceitei me casar com ele a pedido de meu pai.
Lacroan e Vladz chegaram até o prédio mais próximo ao rio, olharam ao redor e viram alguns mendigos, eles se aproximaram deles, para se alimentar e obter informações. Havia cinco humanos, Lacroan olhou para Vladz e sorriu, eles foram para cima de dois humanos e os mataram, mordendo com violência seus pescoços de forma que arrancam uma parte, os humanos não tiveram tempo de saber o que havia acontecido, mais seus gritos ecoaram pelo prédio abandonado e pelas galerias abaixo. Dois dos humanos conseguiram fugir correndo, o outro não teve a mesma sorte, foi impedido por Lacroan, enquanto Vladz bebia e devorava a carne de um dos humanos pegos.
- Por acaso viu uma mulher loira passar por aqui.
- Por favor, me deixe ir, eu...e..
- Hum esse cheiro de medo é delicioso, mas estou disposto a deixa-lo partir se me disser o que quero saber.
- E... ela e o homem desceram para o subsolo, devem ter descido para as galerias.
- Um homem?
- Si...sim havia um homem com ela. Deixe-me ir por..por favor.
- Vladz o que você acha?
Vladz olhou para o humano com os lábios e as presas cheias de sangue e carne, o cheiro de medo e o som do sangue fluindo mais rápido dentro do humano, misturado com o som das batidas aceleradas de seu coração eram um banquete maravilhoso para ser desprezado. Mas eles tinham um trabalho a terminar e os dois humanos que eles haviam pego eram suficientes para o momento.
- Eh eh, por que não, ele nos disse o que queríamos saber.
- Vá então antes que eu mude de idéia.
Lacroan soltou o humano, que saiu correndo, o vampiro achava um absurdo dispensar dessa forma a comida, mas eles tinham que se apressar para seguirem os outros para Epyon, antes do sol nascer. Lacroan se aproximou do outro corpo ainda quente e terminou de saborear a sua refeição.
- Você ia se casar com um homem que não amava por que seu pai lhe pediu?
- Sim, meu pai estava doente na época, estava com tuberculose e não queria que eu ficasse sozinha, não era bom uma moça ser solteira e sozinha. Eu tinha uma amiga rica, eles também tinham nome, andávamos sempre juntas e um dia eu a apresentei a John, no mesmo instante percebi os olhares entre os dois, mas não me importei, pois não o amava, mas nunca imaginei que eles tentariam me matar para ficarem juntos.
- Eles tent...
No mesmo instante Sally e Marco se olharam, eles haviam ouvido o som de alguém gritando ao longe, um som abafado ecoando pelas galerias e souberam que seus perseguidores ainda estavam atrás deles, eles se levantaram e voltaram a correr tentando colocar uma distancia maior entre eles, provavelmente logo eles estariam atrás deles novamente, assim que terminassem de se alimentar.
No castelo dos Khushrenada:
Treize caminhava pelo quarto de Cathrine, ele podia sentir o perfume dela no ar, tanto tempo sem vê-la, mas ele a amava da mesma forma de quando a viu pela primeira vez, eles haviam passado por muita coisa juntos, fora difícil para Treize se manter afastado de Cathrine, mesmo sendo informado de seus passos e sabendo que Trowa e Heero estavam com ela a todo instante, Treize sentia que ela merecia uma vida melhor, ele sabia que ela tinha sonhos que nunca seriam realizados, por que ela era não era mais humana.
- Cathrine se eu pudesse voltar e consertar as coisas jamais teria permitido que Ebro se aproximasse de você aquela noite. Sei agora que tudo era parte de um plano de Relena, um plano para destruir a mim e aos Khushrenada. Mas no que depender de mim Relena você nunca nos destruirá.
Treize saiu do quarto e caminhou até o roseiral, colheu algumas rosas e as levou para o quarto de Cathrine colocando-as em um jarro, ele se deitou e aguardou pela chegada de sua amada.
Na Cidade de Epyon:
Cathrine conversava com Wu-Fei quando sentiu alguém a chamando, alguém que ela não ouvia há muito tempo, alguém que ela ansiava encontrar novamente, alguém que era o dono de sua alma imortal e de seu amor.
- Você está bem?
- Hã? Sim me desculpe Wu-Fei é que eu tive a impressão de ouvir alguém me chamando, mas não é nada.
Heero havia se decidido a pedir uma canção a Duo Maxwell, ele então foi para mais perto do palco, pedir sua canção. Duo viu Heero se aproximando e seu coração começou novamente a bater desenfreado.
"Ele está se aproximando, será que ele vai me pedir uma música?"
Heero pegou um pedaço de papel e escreveu a musica que ele queria, dobrou e entregou a humana que recebia os pedidos, deu um pequeno sorriso para Duo e voltou para junto dos outros. Maya pegou o papel, ela não acreditava que aquele rapaz com traços orientais e dono dos olhos e do corpo mais maravilhoso que já vira era dono do clube, ela entregou o papel ao Duo, notando que as mãos dele tremiam levemente e olhou para ele intrigada. Duo terminou de cantar e abriu a folha e viu o que Heero havia escrito.
"Lembra quando disse ontem que há sempre uma primeira vez para tudo, e que você talvez não tivesse a mesma sorte hoje e que alguém talvez pedisse uma musica o qual você não conhecesse, espero sinceramente que isso aconteça e que não saiba a canção que lhe pedi, assim eu poderia pedir-lhe algo em troca."
Duo olhou para o salão a procura de Heero e viu que ele e os outros haviam se sentado em uma mesa e que Heero o observava, Duo voltou os olhos para o papel e continuou a ler.
"Essa é uma canção antiga de onde venho, minha mãe costumava canta-la para mim quando pequeno, ela se chama Canção dos Sonhos. Agora me diga Maxwell, você é capaz de cantar o que eu pedi?"
Duo ficou olhando para a folha em suas mãos, olhou para a banda e voltou seus olhos para Heero, Duo nunca tinha ouvido falar dessa canção, pelas regras ele tinha cinco minutos para tentar lembrar ou descobrir a letra e canta-la senão ele teria que realizar o pedido da pessoa que solicitou a musica, ao que parecia Heero havia ido ao clube disposto a fazer-lo perder.
- Gente, eu acabo de receber um pedido, e vou ser sincero, eu não faço a mínima idéia de que musica seja. Então pelas regras eu tenho direito a cinco minutos para tentar descobrir, senão finalmente eu terei sido derrotado e terei que atender ao pedido da pessoa que solicitou a musica. Então se me dão licença eu e a banda, vamos fazer uma parada de cinco minutos.
Duo e a banda saíram do palco e foram para o camarim. Quatre ficou olhando eles se retirarem e ficou imaginando que musica Heero teria pedido a Duo. Trowa e Cathrine olharam para Heero, ele olhou para eles.
- Eu pedi uma musica chamada Canção dos Sonhos.
- Canção dos Sonhos?
- Sim era uma canção que cantam no país onde nasci.
- Onde você nasceu Heero?
- No Japão Quatre.
- Acha que Duo descobre a letra dessa canção Quatre?
- Não sei Wu-Fei. Ela é muito antiga Heero?
- Digamos que ela é antiga.
- E aí gente alguém conhece essa musica.
- Nunca ouvi falar Duo.
- Nem eu cara.
- Parece que aquele cara conseguiu Duo, o que será que ele vai pedir em?
- Não faço a mínima idéia. Quanto tempo nós ainda temos?
- Um minuto.
- E aí vai assumir a derrota?
- É o jeito, nenhum de vocês conhece e eu também nunca ouvi falar dela.
- Então vamos voltar para lá.
Duo e a banda voltaram para o palco, todos olhavam curiosos querendo saber se Duo finalmente havia sido derrotado, Duo foi até o microfone e olhou para Heero.
- Pessoal gostaria de dizer a todos que... não faço a mínima idéia de que musica seja a Canção dos Sonhos, então acho que eu perdi e devo um pedido ao solicitante.
Todo mundo olhou para Heero, afinal ele fora o único a conseguir ganhar o desafio do Deathscythe, todos queriam saber o que Duo teria que fazer para o rapaz de cabelos escuros e olhos azuis profundos. Duo olhava para Heero tentando descobrir o que ele pediria. Duo viu Heero olhar o relógio falar alguma coisa com Trowa e Cathrine.
- Trowa, Cathrine está na hora de irmos.
- Tudo bem Heero.
- Quatre foi um prazer conhece-lo, venha um dia nos visitar.
- O prazer foi meu Cathrine, e pode deixar eu irei, venha minha casa um dia, vocês são sempre bem-vindos.
- Obrigada. Wu-Fei obrigada pela dança, eu gostei muito, apareça com Quatre também.
- O prazer foi Cathrine.
- Wu-Fei foi um prazer conhece-lo.
- O prazer foi meu Barton, os amigos de Duo e Quatre também são meus amigos.
- Obrigado. Quatre eu.. gostaria de falar com você novamente, posso visitá-lo amanhã?
- Claro Trowa eu adoraria.
- Estaremos esperando no carro Heero.
- Eu já estou indo.
Trowa e Cathrine acenaram para Duo e saíram. Heero pegou um pedaço de papel escreveu alguma coisa e entregou a Quatre.
- Quatre poderia entregar isso ao Maxwell para mim.
- Claro Heero pode deixar que eu entrego a ele. Você não vai fazer o pedido ao Duo?
- Vou, esta escrito no papel o que eu quero dele. Wu-Fei foi um prazer conhece-lo.
- Eu digo o mesmo Yuy.
Heero virou-se para palco inclinou ligeiramente a cabeça em sinal de cumprimento e saiu do clube. Trowa e Cathrine aguardavam Heero do lado de fora com o Sr Yuki, Heero não estava com a menor disposição para falar com gerente, mas resolveu ser "educado" com o humano.
- Sr Yuy, o Sr já vai? Ainda são quatro horas da manhã.
- Acontece que temos alguns assuntos a resolver Sr Yuki.
- O que o Sr achou das instalações?
- Apropriadas, pretendo visitá-lo novamente sr Yuki, então se nos der licença.
- Claro.. claro ligarei para o Sr para marcarmos outra visita.
- Não é necessário, eu virei por conta própria. A propósito como ganhei o desafio e tenho direito a um pedido, Duo Maxwell terá uma folga extra amanhã, por tanto comunique a ele que estará livre para possíveis compromissos à noite.
Heero entrou no carro e eles voltaram para o castelo, Heero pensava no que havia escrito para o humano, esperando que ele aceitasse seu pedido. Duo não sabia por que Heero havia ido embora, sem antes dizer qual seria o seu pedido. Como Heero o havia vencido, Duo resolveu dar por encerrado o desafio e deixou a banda tocando, Duo desceu do palco e foi em direção a Quatre e Wu-Fei.
- É ai Quatre eles disseram por que foram embora?
- Não Duo, mas Heero me pediu para entregar-lhe isso.
Duo olhou para o pedaço de papel na mão de Quatre e o pegou, suas mãos estavam tremendo como da outra vez, ele desdobrou a folha e viu que Heero havia lhe escrito.
"Não sabe como fiquei feliz quando não conseguiu cantar a musica que pedi, pode parecer estranho, mas gostaria de vê-lo novamente. Por isso ficaria grato se aceitasse encontrar-se comigo amanhã ás 18:00 hs para um jantar no castelo."
"Um jantar? Ele quer me ver novamente, mas eu trabalho amanhã e não creio que o Sr Yuki vá me liberar, o que eu faço? Eu também quero vê-lo novamente."
Quatre e Wu-Fei olhavam para Duo querendo saber o que Heero havia escrito.
- E então Maxwell, o que o Yuy quer?
- Hã?
- O que ele pediu para você?
- Ele me convidou para jantar com ele amanhã no castelo.
- Jantar? Com ele? A sós?
- Acho que sim Wu-Fei, por que você tem algum problema quanto a isso?
- Eu? Não... você faz o que quiser da sua vida. Além do mais parece que o Quatre também tem um encontro amanhã.
- Serio loirinho com quem?
Quatre ficou com as faces vermelhas quando Wu-Fei disse que ele teria um encontro, ele apenas veria Trowa novamente e isso não podia ser considerado um encontro.
- Não é um encontro Duo, Trowa apenas perguntou se poderíamos nos ver amanhã é somente isso.
- Ver-te? Amanhã? E não é um encontro?
- Mas Duo você não trabalha amanhã? Como você vai fazer para ir ao jantar com Heero?
- Eu não sei Quatre.
- Sr Maxwell.
- Sr Yuki!
- Amanhã você não precisa vir trabalhar, terá uma folga extra a pedido do Sr Yuy.
- Serio? Obrigado Sr Yuki, o Sr não sabe como isso me alegra.
- Tudo bem.
Duo estava impressionado Heero havia feito de tudo para que eles pudessem se encontrar amanhã até arrumar um jeito dele não ter que ir trabalhar, Duo mal podia esperar para que à noite de amanhã chegasse.
Heero ficou calado durante todo o percurso para o castelo ele imaginava se o humano aceitaria seu convite, afinal ele não ficara para saber a resposta.
"Será que ele aceitará meu convite? Saberei amanhã à noite, me resta apenas esperar e preparar tudo para recebe-lo."
Enquanto isso na Itália:
Marco e Sally correram pelas galerias por quase uma hora, quando Marco parou por um instante.
- O que houve?
- Nada queria saber se eles ainda estão atrás de nós, o sol nascerá em pouco tempo.
- O que podemos fazer?
- Sally você fica aqui, eu vou voltar e bloquear a passagem por onde passamos, isso nos dará algum tempo.
- Mas como você vai fazer isso? Se por acaso se encontrar com eles, o que fará Marco? Não temos meios de nos defender deles, não agora, seria estupidez se arriscar dessa forma. Eles já devem ter voltado para onde Relena está.
- Talvez Sally, mas não acho sensato nos arriscarmos a sermos seguidos. Espere-me aqui, se por algum acaso ouvir tiros, corra por aquele túnel à esquerda e siga em frente até encontrar uma bifurcação, siga pelo túnel da direita e não olhe para trás, vai encontrar uma escada de metal suba por ela e chegará ao subsolo do hotel onde estávamos há algumas horas atrás. Se tudo der certo nos encontraremos em breve, senão você deve partir para Epyon o mais breve possível, há dinheiro dentro de um armário perto da parede é o suficiente para que você chegue até Treize.
- Marco!
- Eu ficarei bem não se preocupe.
Marco acariciou o rosto de Sally e voltou por onde eles vieram, Sally ficou olhando Marco voltar pelo túnel e torceu para que ele conseguisse bloquear a passagem antes que os caçadores o encontrasse.
Lacroan e Vladz terminaram de devorar os humanos e seguiram por onde o humano havia dito que Sally e o outro vampiro foram, eles correram sem parar uma vez que sua caça estava muito à frente deles.
Sally esperou Marco voltar, observando o local onde estava, um amontoado de lixo nos cantos, garrafas vazias, pedaços de madeira quebrada e um pedaço de metal partido. Ela pegou o pedaço de metal, passando um dos dedos pela lâmina descobriu que ele ainda parecia afiado, pelo formato Sally imaginou que aquele pedaço enferrujado de metal deveria ter sido algum tipo de facão usado por algum dos humanos que viviam pelas galerias como Marco a havia contado. Sally pensava em como ela e Marco haviam se entendido tão bem.
"Como eu fui capaz de confiar nele a ponto de contar-lhe sobre o meu passado e confiar minha segurança em suas mãos. Faz tanto tempo que não converso assim com outro vampiro, que não me abro e abaixo as minhas defesas. A vida é realmente engraçada, há poucos instantes ele e eu, éramos inimigos e agora temos os mesmos algozes."
Marco retornará pelo caminho que ele e Sally haviam passado há pouco tempo. Chegando ao local central onde havia três passagens, ele procurava uma forma de bloquear a passagem que levava ao subsolo do hotel e a Sally. Marco se sentia intrigado por ela tanto pela beleza como pela força de vontade, nenhum outro vampiro que conheceu despertou nele tamanha admiração, sua amiga Chris era valente sem duvida, mas ainda assim não poderia se comparar a Sally, Marco desejava conhece-la melhor, era verdade que a primeira impressão dele não havia sido das melhores Treize havia mandado ele e seu irmão há encontrarem a pedido de Heero, para Marco assim como para muitos outros os Peacecraft não tinham porque existir, sem leis e sem honra não eram reconhecidos pelos outros clãs, ainda assim continuavam a ser um mal a se espalhar, antes não reconhecidos agora um mal que não poderia ser ignorado.
Perdido em seus pensamentos Marco não se deu conta de que o tempo estava passando e ele não tenha tempo a perder e cada segundo desperdiçado era precioso, infelizmente o tempo não costuma parar para ninguém e seus perseguidores se encontravam muito mais perto do que Marco imaginava. Havia muito lixo nas galerias abaixo da cidade, lixo trazido pelos próprios humanos que caminhavam por ali, como também o lixo jogado no bueiro pelos humanos acima das galerias e eram levados pela chuva, papéis, garrafas, pedaços de madeira apodrecida. Marco procurava por algo com que pudesse fazer uma fogueira o suficiente para mantê-los afastados por um tempo, reunindo alguns pedaços de papel e pedaços de madeira seca o que conseguiu encontrar. Marco amontoou na entrada principal por onde havia saído, procurou entre as garrafas alguma que tivesse bebida para usar como combustível uma vez que muitos mendigos costumavam ingerir álcool, enquanto procurava Marco não notou que era observado.
Lacroan e Vladz já corriam há alguns minutos quando ouviram um barulho, diminuindo seus passos de forma a não serem percebidos eles viram um outro vampiro de cabelos ruivos procurar alguma coisa no chão, eles notaram o amontoado de lixo formado na entrada da passagem da direita e sabiam que a mulher que procuravam deveria ter seguido por ali.
Lacroan fez um sinal para Vladz para que se aproximassem para atacar o vampiro que imaginavam ser o protetor de Sally, se esgueirando pela parede, Vladz rastejou ficando no alto da parede lateral como uma aranha, enquanto Lacroan seguiu pelo outro lado. Marco encontrou o que procurava quando percebeu duas presenças a suas costas, mas ele as notou tarde de mais, Vladz saltou sobre Marco o derrubando no chão e Lacroan também veio em sua direção, Marco conseguiu acertou um pontapé em Vladz o jogando contra a parede, se levantando foi acertado por Lacroan no rosto e no estomago, os olhos de ambos tinham o vermelho do sangue que adoravam e suas presas despontavam de suas bocas, os três se estudavam, Marco sabia que não tinha chances contra os dois vampiros a sua frente, ele tinha que garantir a segurança de Sally.
- Onde está a mulher?
- Não sei do que fala, por que me ataca?
- Hn... o cheiro dela esta em você, ela não sairá viva da galeria, poupe-nos o trabalho de procura-la e o deixaremos viver.
- Jamais direi onde encontra-la e não a alcançaram sem passarem por mim.
- Tolo acha mesmo que pode enfrentar dois caçadores e viver. Mataremos você e a mulher e depois comeremos sua carne e beberemos seu sangue.
- Tentem se forem capazes.
Marco tirou a pistola do coldre e disparou acertando o olho direito de Vladz, o outro urrou pelo ferimento e partiu para cima de Marco em uma fúria cega. Sally havia se sentado em um canto à espera de Marco quando ouviu um tiro, no mesmo instante ela se levantou sabia o que deveria fazer, seguir pelo túnel e chegar ao hotel, mas ela não podia simplesmente ignorar o fato de que se Marco havia disparado sua arma era por que os caçadores o haviam encontrado e Marco estava lutando sozinho por ela e por sua vida. Vladz agarrou o pescoço de Marco com as mãos e o mordeu, Lacroan apenas assistia o outro beber o sangue do vampiro, ele achava que Vladz seria capaz de lidar com sua presa, Marco sentia seu sangue escorrer de seu pescoço, buscando em seu bolso direito Marco pegou uma pequena adaga e enfiou no ferimento à bala do vampiro fazendo com que ele o soltasse, no mesmo instante Lacroan foi à direção a Marco antes que ele pudesse se recuperar do ferimento no pescoço. Lacroan começou a bater em Marco o jogando contra a parede e o golpeando sem parar. Marco sabia que não sobreviveria se não pudesse fechar seus ferimentos, Lacroan havia pegou uma faca golpeava o corpo de Marco, abrindo mais e mais ferimentos em seu corpo, Marco perdia cada vez mais e mais sangue e já estava se sentindo fraco, quando Lacroan o suspendeu pelo pescoço com o braço esquerdo.
- Teria lhe poupado todo este sofrimento se tivesse nos dito onde ela esta.
- Mate-o logo Lacroan eu quero que ele pague pela dor que me causou.
- Calma Vladz... como vê meu amigo quer que eu o mate, e devo concordar com ele, você foi uma presa valente devo admitir nenhum outro durou tanto tempo quanto você, me diga apenas que você para que eu possa mata-lo.
- Marco Dufrés do clã dos Khushrenada. Vocês nunca a pegaram.
- Khushrenada eu deveria saber, mas sinto dizer-lhe que ela logo se juntará a você.
- Não conte com isso.
- Ahhhhhh....
Vladz, Lacroan e Marco não haviam notado a figura que se aproximou, somente a perceberam quando ouviram a voz suave e determinada, e no instante seguinte o braço que segurava o pescoço de Marco cair no chão cortado e Lacroan gritar devido à dor. Sally havia pegado o pedaço de metal quebrado que encontrara no chão e partido em direção de onde havia vindo o tiro, ela não poderia deixar seu mais novo amigo morrer sozinho pelas mãos de seus perseguidores, quando chegou viu um vampiro de longos cabelos loiros segurar Marco pelo pescoço enquanto o outro ferido no olho direito e de cabelos negros estar se recuperando de seus ferimentos e soube o que deveria fazer se Marco tivesse que morrer não seria sozinho. Marco retirou a mão que ainda apertava seu pescoço e a jogou no chão ele não podia acreditar que Sally havia ido atrás dele, ela pode ver a surpresa nos olhos dele.
- Eu não poderia deixa-lo enfrenta-los sozinho.
- Eu vou mata-la.
- Terá que me pegar primeiro.
Sally apontou o pedaço de metal na direção de Lacroan e ficou atenta aos movimentos do outro vampiro, Marco se levantou não havia tempo para ele fechar seus ferimentos eles precisavam sair dali primeiro, ele pegou a garrafa que queria, jogou um pouco do liquido sobre o amontoado de papeis e madeira e atirou a garrafa contra Vladz o molhando com o liquido, pegou o isqueiro e a cigarreira em seu bolso acendeu um cigarro e jogou contra Vladz que começou a queimar e a gritar partindo para cima deles, Marco deu três disparos contra Vladz que caiu no chão tentando apagar o fogo em suas roupas e corpo, Sally pegou o braço cortado de Lacroan e correu pela passagem seguida de Marco, quando Lacroan ia segui-los Marco jogou o isqueiro no amontoado de papeis que começou a queimar, eles podiam ouvir os gritos de Vladz e as imprecações de Lacroan contra eles.
- Eu vou encontra-los e vou mata-los, eu sei para onde vocês vão, não pensem que podem se esconder dos caçadores, todos dos Khushrenada vão morrer, me ouviram todos.
Sally e Marco correram até chegar ao local onde ele havia deixado Sally, ele parou um pouco e se concentrou para fechar seus ferimentos ele se sentia fraco, mas não havia tempo para perder, foi quando Sally cortou seu pulso e ofereceu um pouco de seu sangue a Marco.
- Sally?
- Beba você está fraco e não vai agüentar, mesmo tendo fechado seus ferimentos você perdeu muito sangue, eu não tenho o sangue dos Khushrenada, mas acredito que vai ajuda-lo a se recuperar senão se importa de tomar o sangue dos Peacecraft.
- Obrigado.
Marco tomou o pulso de Sally nos lábios e bebeu o sangue dela, apenas o suficiente para dar-lhe forcas para que seguissem, não ele não se importava em beber o sangue dela, pois ela havia arriscado sua vida indo de encontro a ele para ajuda-lo e isso valia muito mais que o sangue que corria nela.
- Por que você não fez o que eu falei Sally?
- Não achei justo você se divertir sozinho enquanto eu ficava aqui sem fazer nada.
- Há há. E o que pretende fazer com o braço de Lacroan?
- Não sei acho que vou acender uma fogueira com ele, não creio que ele vá precisar do braço novamente, como ele não é uma largatixa não creio que vá nascer um braço novo.
- Ah há acho que não é melhor irmos agora, ainda temos um longo caminho.
- Vamos.
Na cidade de Epyon na terra dos Khushrenada:
Heero e os outros chegaram ao castelo, Trowa desceu do carro e ajudou Cathrine a descer, assim que ela desceu olhou para o castelo e sentiu um leve arrepio. Notando sua reação Heero olhou para Trowa.
- Você está bem Cath?
- Hã? Sim não é nada Trowa, acho que é apenas frio, vamos entrar.
- Claro.
Ao entrar no castelo eles sentiram a presença de um outro vampiro, Cathrine olhou para Trowa e Heero, não reconhecendo a presença. Treize sentiu a chegada de Heero e os outros e inibiu sua presença para que Cathrine não pudesse nota-lo, deixando o quarto de Cathrine, Treize desceu para encontrar-se com sua amada.
- Esqueci-me de avisa-los que temos visitas esta noite.
- Visitas? E quem seria Heero? Não costumamos receber muitos vampiros por aqui.
- Talvez eu possa responder a sua pergunta Cathrine.
Cathrine olhava para o alto da escada, ela não podia acreditar que Treize estava ali a sua frente depois de tanto tempo, Treize olhava para Cathrine ela estava ainda mais linda que da ultima vez que eles se encontravam, os olhos dela estavam banhados pelas lágrimas, ele podia sentir a alegria e a surpresa vinda de Cathrine, descendo as escadas Treize se aproximou de Cathrine tocando seu rosto com a ponta dos dedos, fazendo com que ela fechasse seus olhos e deixando as lagrimas rolarem por seu rosto. Notando que o momento devia ser apenas para os dois amantes, Trowa e Heero se retiraram para cuidar do humano que eles prenderam pela manhã deixando os dois a sós.
- Treize!
- Sim meu amor.
- Como? Por que não me disse que viria?
- Desculpe-me não era minha intenção causar-lhe lágrimas, pelo contrario esperava que nosso reencontro lhe trouxesse alegria.
- Eu estou feliz Treize, não sabe como me alegra vê-lo novamente... eu snif... snif.
- Shhhhh tudo bem eu estou aqui agora e não vou deixa-la.
Treize enxugou as lágrimas de Cathrine e a abraçou confortando-a. Cathrine afundou o rosto no peito de Treize molhando sua roupa com suas lagrimas, ela se sentia feliz por tê-lo com ela, tanto tempo havia se passado, tanto tempo sem sentir a segurança de seus braços, o calor de seu corpo e agora ele estava ali a abraçando e passando a mão carinhosamente em suas costas para acalma-la.
- Eu pensava em tomar um banho, mas acho que não será mais necessário.
- Ah me desculpe molhei toda a sua roupa.
- Tudo bem eu não me importo.
Treize acariciava o rosto de Cathrine enquanto se inclinava para tomar os seus lábios, Cathrine fechou seus olhos em antecipação ao beijo, Treize tomou os lábios dela entre os seus a beijando suavemente, Cathrine entreabriu os lábios para que Treize aprofundasse o beijo o que ele fez prontamente a beijando com desejo e calor à medida que eles aprofundavam o beijo o desejo deles ia crescendo, Treize afastou gentilmente Cathrine e viu em seus olhos o mesmo desejo que ele sinta. A tomando nos braços Treize subiu as escadas e a levou para o quarto dela para que saciassem a saudade que sentiam do corpo um do outro.
- Kimitsu!
- Sim Sr Yuy.
- Onde esta nosso prisioneiro?
- Ele foi levado para o calabouço do castelo Sr.
- Nos temos um calabouço?
- Sim Sr Barton.
- Poderia nos levar ate lá Kimitsu?
- Claro Sr sigam-me.
Passando pelos corredores eles seguiram até uma porta no final do corredor, Kimitsu a abriu e acendeu a toca que ficava na entrada clareando assim o ambiente permitindo que visse a escada a sua frente. Eles desceram até alcançarem o nível abaixo do castelo, o lugar era escuro e úmido, havia varias celas eles foram até onde o prisioneiro fora deixado. Steven estava sentado em um canto balançando o corpo para frente e para trás seus olhos não possuíam nenhum brilho como se sua mente não estivesse ali. Heero ficou observando o humano por algum tempo tentando saber o que faria com ele, até que se decidiu.
- Kimitsu abra a cela e o traga para fora.
- O que vai fazer Heero?
- Pedirei que Chold o leve ate a estação na próxima cidade e o mande para o clã na Islândia ele não devera causar problemas por lá. Kimitsu vá com Chold e providencie para que alguém o receba Steven no aeroporto.
- Sim Sr Yuy.
- Melhor descansarmos um pouco Trowa amanhã será um dia cansativo e temos muito a conversar.
Uma hora depois:
- Então Kimitsu.
- Ele chegará ao aeroporto em quatro horas, haverá uma pessoa o aguardando para leva-lo Sr Yuy.
- Ótimo. Kimitsu!
- Sim Sr.
- Amanhã provavelmente teremos um convidado para jantar, gostaria que preparasse a torre para mim, por favor.
- Perfeitamente Sr. O que devo preparar para o jantar?
- Surpreenda-me Kimitsu, tenho certeza que Maxwell gostará do que você preparar.
- O humano vira aqui amanhã Sr?
- Sim tenho assuntos a tratar com ele. Ele virá as 18:00hs.
- Estará tudo pronto Sr.
- Obrigado. Se Treize precisar de mim estarei em meu quarto.
- Bom descanso Sr.
Treize acariciava o rosto de sua amada que repousava em seus braços, ela abriu os olhos e fitou os olhos de seu amado, eles haviam se amado como a tempos não faziam. Cathrine se sentia completa ao lado de Treize, ele beijou a testa dela e ela notou uma sombra de tristeza em seus olhos.
- O que foi Treize?
- Você é feliz Cathrine?
- Porque a pergunta?
- Eu às vezes penso que se eu não a tivesse abraçado, você...
- Não! Não pense nisso, eu te amo e você me completa como ninguém jamais o fez, minha alma e meu coração te pertencem, sempre foi e sempre será assim.
- Mas você tinha tantos sonhos, filhos, um casamento na igreja e o que eu posso te oferecer? Você se tornou um vampiro por minha causa, tivemos que nos separar para queriam me atingir através de você, você esta sempre em perigo por minha culpa.
- Você me deu uma chance Treize, uma chance para conhece-lo, uma chance para ama-lo. Filhos? Sei que nunca os poderei ter, mas eu tenho você agora e isso me basta. Um casamento na igreja? Para que se sou feliz em tê-lo como amante, se eu tiver que morrer, então morrerei feliz em tê-lo conhecido.
- Cathrine! Eu te amo e quero que seja muito mais que minha amante.
Desprendendo-se dos braços de Cathrine, Treize se levantou mostrando sua nudez e caminhou até suas roupas pegando uma pequena caixa de veludo preto, Cathrine se sentou na cama, segurando o lençol de forma a cobrir o corpo. Treize retornou para sua amada e ajoelhou-se em sua frente tomando uma de suas mãos e entregando a pequena caixa a Cathrine.
- Cathrine me daria a honra de se tornar minha esposa?
- Treize!
Treize sorriu e abriu a caixinha mostrando um lindo anel de ouro com um diamante e uma safira colocados lado a lado. Lagrimas caíam dos olhos de Cathrine e ela se jogou nos braços de Treize.
- Sim eu aceito me tornar sua esposa.
Treize colocou o anel no dedo anelar da mão direita de Cathrine e a beijou, ela seria sua esposa e ele a protegeria com sua vida, mesmo que seu destino fosse perecer pelas mãos dos caçadores ele lutaria por ela e não venderia de graça a sua derrota, havia outros a quem recorrer e ele recorreria a eles para preservar seu futuro e os dos outros.
Continua....
Capitulo 7 - Sonhos Esquecidos
Duo terminou de cantar e desceu do palco, ele decidiu ir até Heero, seu coração batia descompassado a cada passo que dava. Heero observou o humano descer do palco e vir em sua direção, Heero observou que Duo parava de vez em quando para falar com algumas pessoas, mas sem nunca desviar seus olhos do dele. Duo se sentia hipnotizado pelo olhar de Heero, mesmo que quisesse ele não se sentia capaz de desviar seu olhar do dele. Quando finalmente eles se encontraram frente a frente, Duo achou que o mundo ao seu redor não mais existia.
- Boa noite Maxwell.
- Boa noite Sr Yuy.
- Me chame de Heero. Pelo que vejo você terminou sua canção.
- Terminei ontem à noite, fico feliz que tenha vindo, então o que achou do lugar.
- Interessante.
- Fico feliz que tenha gostado.
Duo não sabia o que fazer a presença de Heero a maneira com que o olhava o desconcertava, ele sentia sua face queimando. Heero achou encantador a maneira como o humano ficava sem graça, na concepção de Heero Duo estava extremamente sexy, a vontade dele era tirar o humano dali para que eles pudessem ficar sozinhos, mas Heero tinham um plano para por em pratica, seus desejos deveriam ser saciados em outra oportunidade.
Em algum lugar na Itália:
- O que! Como isso foi acontecer? Eu estou cercada por incompetentes será que eu tenho que fazer tudo eu mesma.
Relena estava furiosa, ela não gostara nenhum pouco de saber que Sally havia escapado, era evidente que ela tivera ajuda, mas quem poderia tê-la ajudado a escapar. Pargan viu sua senhora andar de um lado para o outro, ele também não sabia como os dois vampiros haviam conseguido escapar, uma vez que ele e os caçadores os haviam encurralado em uma rua sem saída.
Após a ligação cair, Marco conseguira colocar uma boa distancia entre eles e seus perseguidores, mas não o suficiente, para evitarem serem atingidos pelas balas. O carro foi alvejado, furando assim os pneus, fazendo com que capotassem, como estavam em um tipo de beco, o carro acabou ficando transpassado, o que dificultava a verificar se seus ocupantes ainda estavam dentro do carro. Marco olhou para Sally e viu que ela estava ferida na altura do peito e com o braço machucado, eles tinham que sair do carro antes que ele explodisse por causa do combustível vazando.
- Você está bem?
- Vou sobreviver se é o que quer saber.
- Venha precisamos sair do carro ele pode explodir a qualquer momento e se isso acontecer morreremos queimados.
Marco arrebentou o pára-brisa do carro e puxou Sally para fora, eles podiam ver os carros de seus perseguidores se aproximando, Marco tirou uma pistola da cintura e mandou Sally correr.
- Corra o mais rápido que puder, estarei logo atrás de você.
Marco esperou Sally se distanciar e atirou no combustível que estava vazando, provocando uma faísca fazendo assim com que o carro explodisse e fosse engolido pelas chamas, dando-lhes tempo para escaparem. Sally analisou o local e viu que eles estavam em um beco sem saída, havia um murro da altura de quase 5 metros à frente dela e ela não fazia a mínima idéia do que havia do outro lado, ela ouviu o barulho do carro explodindo olhou para trás e viu Marco se aproximando.
- Acha que pode saltar?
- Eu não sei, essa parede deve ter quase cinco metros.
- Tudo bem eu te ajudo. Mas você deve fazer o que eu fizer.
Marco e Sally deram alguns passos para trás, Marco passou um dos braços ao redor da cintura de Sally.
- Corra, quando chegarmos próximo ao muro tome um impulso e deixe que sua natureza faça o resto.
- Mas o que tem do outro lado da parede?
- Provavelmente o rio Arno, não deve ser muito fundo. Esta pronta?
- Sim. Alem do mais não podemos ficar aqui para sempre, logo o sol nascerá e o fogo não ira deter nossos perseguidores por muito tempo.
Marco olhou para Sally e sorriu realmente ela era corajosa, alem de muito bonita. Eles correram e Sally fez o que Marco disse, eles tomaram impulso e saltaram o muro, realmente do outro lado havia um rio, Sally e Marco caíram no rio, segundos depois os caçadores conseguiram apagar o fogo e passar pelo carro, eles vasculharam o local e não acharam nenhum sinal de sua caça. Um deles foi a até a parede, saltou sobre ela e ficou no alto do muro, olhando ao redor.
- Onde eles estão Lacroan?
- Eles saltaram a parede, devem ter caído no rio. Devemos voltar agora ou ir atrás deles?
- Temos que encontra-los, ela não deve escapar.
- Não será possível encontra-la agora. O sol nascerá em algumas horas. Nós a acharemos não se preocupe.
- Relena não gostara de saber disso. Ela deu ordens para que a matasse e não para que a deixasse escapar.
O vampiro foi para cima de Pargan segurando seu pescoço com as mãos, seus olhos estavam vermelhos. Pargan podia sentir Lacroan apertar seu pescoço como se fosse parti-lo, os outros vampiros riam e incentivavam Lacroan a mata-lo, quando um outro vampiro o impediu.
- Solte-o Lacroan!
- Eu não receberei ordens dele, Malckaczi.
- Não... você recebe ordens minhas, e se não quiser que eu o mate agora solte-o.
Lacroan soltou Pargan jogando-o no chão e o chutando, Malckaczi se aproximou de Pargan o olhou em seus olhos e dize-lhe mentalmente.
- Volte a dar ordens a algum dos meus "homens" novamente e eu mesmo o mato. Não trabalhamos para os Peacecraft, a única razão de estarmos atrás dela e por que o clã Romefeller nos ordenou que caçássemos o próximo shuhan dos Khushrenada e apenas por isso entendeu.
- Sim... não acontecerá novamente.
- Ótimo.
- Lacroan, Vladz sigam o rio e veja se descobrem onde ele vai dar, tentem encontrar alguma pista deles. Eu e os outros iremos atrás do próximo shuhan dos Khushrenada. Assim que a matarem nos encontrem em Epyon.
Lacroan e Vladz pularam o muro e caíram no rio atrás de sua presa. Marco e Sally seguiram o rio por quase dois quilômetros e foram para a margem, faltavam pouco mais que quatro horas para o sol nascer, Marco olhou para Sally e percebeu que ela estava cansada, ela ainda não tivera tempo para se recuperar dos ferimentos e sabia que ela deveria estar sentindo dor, olhando ao redor eles avistaram algumas construções abandonadas, não eram perfeitas, mas era o suficiente para se protegerem do sol. Marco pegou a mão de Sally e a puxou para que ela o seguisse.
- Como está?
- Cansada, mas viva graças a você, obrigada.
- Não me agradeça fiz apenas o que o shuhan me pediu.
- Acha que eles estão nos seguindo?
- Provavelmente sim, melhor você fechar seus ferimentos, você já perdeu muito sangue e nós ainda não iremos parar para descansar.
- Você tem alguma idéia de como sairemos daqui.
- Existem galerias por baixo da cidade caminharemos por ela pelo menos assim estaremos abrigados do sol até chegarmos a um outro local onde estaremos seguros.
- Tudo bem.
Sally fechou os olhos se concentrou, fechando seus ferimentos, Marco e Sally descerem para um nível mais baixo do prédio onde estavam acessando ás galerias em baixo da cidade, muitos vampiros costumavam utiliza-las para se locomoverem durante o dia de um lugar a outro. Marco queria chegar assim que anoitecesse ao aeroporto, dessa forma eles poderiam seguir imediatamente para Epyon. Lacroan e Vladz chegaram a margem do rio Arno meia hora depois, eles olharam em volta havia muitos prédios ao redor era difícil saber em qual deles sua caça havia se escondido.
- O que faremos Lacroan?
- O sol nascerá em quatro horas, um dos dois estava ferido, ele devem ter parado por alguns instantes para fechar os ferimentos, temos apenas que achar o sangue e saberemos por onde seguiram.
- Aquele é o prédio mais próximo eles devem ter seguido para lá.
- Vamos então.
Na cidade de Epyon no clube Deathscythe:
Trowa estava curioso para saber como havia sido a conversa com Treize, Heero não deixava transparecer nada em seu rosto. Heero sabia que Trowa estava curioso para saber o que havia acontecido para levar Treize até Epyon, Heero achou melhor conversar com ele antes de voltarem ao castelo.
- Trowa eu preciso falar com você, existe algum lugar aqui onde possamos falar sossegadamente.
- Duo se importa se usar o camarim um instante?
- De forma alguma Trowa, fiquem a vontade.
- Quatre poderia fazer companhia a Cathrine por alguns minutos.
- Claro será um prazer.
- Heero!
Heero olhou para Cathrine falando mentalmente com ela.
- Tudo bem não se preocupe Cathrine nós já voltamos. Por que não pede uma musica para o Maxwell.
- Eu... tudo bem.
- Quando voltarmos talvez até eu peça uma canção. E veremos até onde se estende os conhecimentos musicais do Sr Maxwell.
Heero e Trowa foram à direção ao camarim para conversarem, enquanto Cathrine ficava com os humanos, ela sabia que alguma coisa estava acontecendo ou Heero não chamaria Trowa para conversarem ali. Quatre pode perceber um pouco de preocupação da jovem ao seu lado, apesar dela estar sorrindo. Quatre olhou para Duo que ainda olhava na direção para onde Heero havia seguido com Trowa. Duo olhou para Quatre e entendeu o recado.
- Muito bem Cathrine, o que a senhorita gostaria que eu cantasse?
- Não sei Duo, eu não conheço muitas canções.
- Que tal uma canção romântica, assim o Wu-Fei pode tirar você para dançar, se bem que como ele apenas treina e capaz dele pisar no seu pé, então é mais seguro se você dançar com o Quatre.
- Maxwell!
- O que eu to mentindo? Vai me dizer que você sabe como dançar com uma garota, sem pisar no pé dela?
Cathrine pode ver o humano ficar envergonhado e com as faces vermelhas, realmente não seria uma má idéia dançar um pouco, embora ela quisesse que outra pessoa dançasse com ela. Wu-Fei viu que a jovem havia rido, ela era muito bonita, apesar de ter uma sombra de tristeza nos olhos.
- Eu adoraria, mas que musica você cantaria?
- Pode deixar comigo. Bem esta na hora de voltar para o palco e Wu-Fei vê-se não pisa no pe dela.
- Saia daqui Maxwell.
- Ahá há há.
- Do que você esta rindo Quatre?
- De nada Wu-Fei.
- Bem pessoal esta música e especialmente para a bela jovem de cabelos castanhos e olhos azuis como o céu.
Perhaps love -(John Denver)
Perhaps love is like a resting place, a shelter from the storm
It exists to give you comfort, it is there to keep you warm
And in those times of trouble when you are most alone
The memory of love will bring you home
Perhaps love is like a window, perhaps an open door
It invites you to come closer, it wants to show you more
And even if you lose yourself and don't know what to do
The memory of love will see you through
Love to some is like a cloud, to some as strong as steel
For some a way of living, for some a way to feel
And some say love is holding on and some say letting go
And some say love is everything, and some say they don't know
Talvez o Amor - (John Denver)
Talvez o amor seja como um lugar de descanso, um abrigo da tempestade
Existindo para dar-lhe conforto, ele está lá para mantê-lo aquecido
E nos dias em que os problemas aparecerem e você estiver sozinho
A memória do amor trar-lhe-á o repouso
Talvez o amor seja como uma janela, talvez uma porta aberta
Convidado-o para entrar, querendo mostrar-lhe algo mais
E mesmo se você se perder e não souber o que fazer
A memória do amor lhe mostrara o caminho
O amor é algo como uma nuvem, algo tão forte quanto o aço
Algo para se viver, algo para se sentir
Alguns dizem que o amor prende e outros que o amor liberta
Alguns dizem que o amor é tudo, outros não saberiam dizer o que é o amor
Wu-Fei estendeu a mão para Cathrine a convidando a dançar, ela tomou a mão dele aceitando o convite. Wu-Fei tomou passou uma de suas mãos pela cintura dela e segurou-lhe a outra mão entre a sua, tentando não pisar nos pés dela, para Wu-Fei ela parecia flutuar em seus braços, Cathrine estava se divertindo vendo o humano tentar não pisar em seus pés, e a musica que Duo escolhera era realmente muito bonita. Duo podia ver que Cathrine estava se divertindo, ele ficará preocupado quando Quatre olhara para ele e ele perceberá que ela estava preocupada com alguma coisa, mas agora ela estava rindo e parecia mais alegre.
Perhaps love is like the ocean, full of conflict, full of pain
Like a fire when it's cold outside, thunder when it rains
If I should live forever, and all my dreams come true
My memories of love will be of you
Some say love is holding on and some say letting go
Some say love is everything and some say they don't know
Perhaps love is like the ocean, full of conflict, full of pain
Like a fire when it's cold outside, thunder when it rains
If I should live forever, and all my dreams come true
My memories of love will be of you
Talvez o amor seja como o oceano, cheio de conflito e dor
Como um fogo frio por fora e como o trovão quando chove
Se eu viver para sempre, e todo os meus sonhos se realizarem
Minhas memórias de amor serão suas
Alguns dizem que o amor prende e outros que o amor liberta
Alguns dizem que o amor é tudo, outros não saberiam dizer o que é o amor
Talvez o amor seja como o oceano, cheio de conflito e dor
Como um fogo frio por fora e como o trovão quando chove
Se eu viver para sempre, e todo os meus sonhos se realizarem
Minhas memórias de amor serão suas.
No camarim Trowa ouvia de Heero tudo que Treize havia lhe contado, a respeito de Relena, dos Romefellers, dos caçadores e o desaparecimento de Sally e Marco. Pelo que Trowa conhecia dos caçadores, eles estariam com problemas quando eles chegassem. Os caçadores eram os piores tipos de vampiros que poderiam existir de diferentes raças, matariam a qualquer um humano ou vampiro, apenas por diversão e sangue.
- Trowa você sabe quem é o líder dos caçadores?
- Um vampiro chamado Malckaczi ele á da raça Viesczy.
- Viesczy?
- Sim eles são originários da Polônia e da Rússia. Treize disse quantos caçadores Relena mandou atrás de nós
- Ele não sabe. Não devem ser muitos, os Romefellers na iriam colocar todos os caçadores deles a disposição de Relena, acredito que devem ter mandado os melhores para acabarem conosco.
- Malckaczi é um dos melhores caçadores deles, ele é conhecido por sua frieza e astúcia.
- Precisaríamos descobrir quem são os outros e quantos são, se Sally e Marco estivessem aqui talvez eles pudessem nos dizer e assim saberíamos se precisaremos pedir ajuda.
- Quando eles deveram chegar?
- Se conseguirem escapar provavelmente amanhã á noite, droga deve ter um meio de impedirmos que eles entrem na cidade.
- Mas qual Heero?
- Eu não sei Trowa, eu não sei.
Heero não conseguia parar de pensar nos humanos da cidade, eles não teriam chance caso os caçadores chegassem, todos sem exceção se tornariam alimento, Heero sabia que Trowa pensava a mesma coisa, não havia um meio de protegerem a todos.
- Melhor voltarmos ou Cathrine ficara mais preocupada do que já está.
- Treize ficara conosco?
- Não sei Trowa, no momento ele esta no quarto de Cathrine aguardando seu retorno, parece que ele quer lhe fazer uma surpresa.
- Tenho certeza que ela vai gostar, apesar dos problemas.
- Pensaremos nisso depois, no momento temos que conseguir Yami de volta.
- Você já sabe como vai fazer para o Duo lhe entregar a espada?
- Eu tenho um plano.
Heero e Trowa saíram do camarim e voltaram para a pista, quando eles chegaram Cathrine estava dançando com o humano de cabelos negros, enquanto ela e o loiro riam, eles se aproximaram e Trowa logo ficou ao lado de Quatre. Quatre se sentia confortável ao lado do moreno alto de olhos verdes e Trowa sentia uma tranqüilidade ao lado do jovem árabe. Trowa lembrou que os caçadores logo estariam na cidade e que talvez Quatre pudesse ser ferido ou pior morto. Quatre olhou para Trowa e sentiu uma certa preocupação vinda dele, por algum motivo Quatre podia sentir o que se passava com o moreno ao seu lado, ele podia perceber seus sentimentos mais fortes, principalmente quando eles eram direcionados a Quatre. E no momento Quatre podia sentir que Trowa por algum motivo estava preocupado com sua segurança.
"Eu não posso permitir que aconteça nada a ele, sei que talvez não possamos impedir os caçadores de chegarem a cidade, mas no que depender de mim eles não tocaram nele, mesmo que eu precise morrer para que isso não aconteça."
Trowa podia sentir os pensamentos de Quatre desde aquela noite em que estabeleceu um contato mental com o jovem árabe, Trowa podia senti-lo com mais facilidade e como se o elo mental ainda existisse entre eles, mesmo depois de Trowa tê-lo cortado. Trowa sabia que Quatre também podia perceber suas emoções mais fortes, Trowa jamais havia criado um elo assim com um humano, não que ele se incomodasse com essa ligação, ele até gostava dela, todas as vezes que Trowa fechava seus olhos e se concentrava no loiro, ele podia sentir sua presença e saber o que ele estava sentindo mesmo a distancia. E o alegrava saber que Quatre sentia por ele algo mais forte que uma simples amizade e gratidão.
- Aconteceu alguma coisa Trowa.
- Não Quatre, eu estou bem por que?
- Você parece preocupado.
- Não há nada com que se preocupar. É apenas cansaço.
- Você não dormiu bem?
- Vamos dizer que algo me acordou e tirou meu sono.
- Ah!
Trowa sorriu para Quatre o deixando vermelho, Heero observava a conversa entre os dois, realmente eles estavam muito mais próximos do que Heero imagina, Heero já havia visto isso acontecer, era raro uma ligação mental entre humanos e vampiros sem a troca de sangue. Heero achava isso interessante e esperava que seu amigo soubesse como lidar com ela. Heero desviou sua atenção para o humano no palco, ele o intrigava e o sonho que ele tivera a tarde, deixara Heero ainda mais intrigado, o que o sonho poderia significar? Será que ele e o humano estavam ligados por causa das espadas?
"Tirar-me da solidão, ambos vivemos uma solidão sem fim, ele enquanto vivo e eu morto. Morto por dentro, assim como minha alma e meu coração, enquanto ele esta morrendo aos poucos negando aceitar o que o coração dele pede. Por que eu posso ouvi-lo? Ouvir seu coração. Por que ele chama meu nome? Nos conhecemos apenas há 24 horas, mas é como se eu o conhecesse há anos."
Em algum lugar na Itália nas galerias abaixo da cidade:
Marco e Sally andavam há quase uma hora, até que Marco disse que eles poderiam para um instante para descansarem.
- Vamos parar por 20 minutos e depois seguimos.
- Tudo bem.
Sally se sentou em um canto, ela não fazia a menor idéia de onde eles estavam e para onde Marco pretendia leva-los, Sally tinha que confiar nele e confiança era algo que Sally não estava acostumada a ter. Marco pretendia chegar até o hotel onde eles estiveram antes de partirem, ele e William haviam deixado algumas coisas guardadas no subsolo do hotel caso ocorresse algum problema. Eles não estavam muito longe dali. Marco olhou para Sally ele estava curioso a respeito dela, afinal ela chamara a atenção do shuhan dos Khushrenada e tinha alguma coisa nela que ele não compreendia. Sally sentia que Marco a estava observando e decidiu saber o por que.
- O que você quer saber?
- O que?
- Você fica me observando, então imagino que queira me perguntar alguma coisa.
- Estava imaginando o por que deles estarem atrás de você.
- Hum... é uma longa historia.
- Temos tempo se você quiser contar.
- Tudo bem. Você deve saber que Relena esta atrás de Heero não é.
- Sim desde de Veneza, ela está atrás dele.
- Exatamente, ela sempre odiou o clã dos Khushrenada, não sei o motivo, ela nunca me contou, mas ela sempre me dizia o quanto o shuhan dos Khushrenada era prepotente, que Treize achava que seu clã é superior aos outros, que ele não sabe o que é ser um vampiro, que trata os humanos como se fosse alguma coisa.
- O Sr Treize nunca menosprezou outros clãs, e nunca disse que somos superiores.
- Eu sei Marco, mas isso é o que ela acredita. Quando Heero desapareceu, Relena ficou louca e quando descobriu que Heero havia se unido aos Khushrenada, ela achou que Treize havia feito isso para afronta-la. Lembro-me que fiquei feliz em saber que Heero a havia deixado, Relena o estava transformando em um monstro, que matava sem distinção. Sei que nossa espécie e predadora, a natureza nos fez assim, não levando em conta o clã a que pertencemos, todos nos somos predadores, bebemos e caçamos o mesmo alimento, apenas agimos de forma diferente.
- É verdade muitos de nós alimentam-se sem matar os humanos, muitos nem se alimentam de sangue humano. Embora outros eu não poderia dizer o mesmo.
- Entre os Peacecraft é imperdoável um vampiro, poupar a vida de um humano e não se alimentar de seu sangue.
- Foi isso que você fez? Poupou a vida de um humano?
- Não de um, mas de muitos. Alem do fato de constantemente eu estar discordando dela, e isso é algo que Relena jamais suportou que desafiassem suas ordens ou discordasse de suas palavras.
- E por que não foi embora, Sally?
- E para onde eu iria? A verdade é que nunca desejei ser o que sou, um vampiro. Mas não foi me dada essa escolha, aconteceu comigo o mesmo que com Heero.
- Então foi ela quem a abraçou?
- Sim foi.
Marco podia notar a tristeza nos olhos de Sally a cada palavra, ela nunca deveria ter sido abraçada, apesar de não ter mais uma alma humana, Sally ainda tinha uma consciência humana, era isso que ela tinha de diferente, a razão de Treize a tê-la ajudado e o motivo de Heero ter pedido para encontra-la. Eram poucos os que não perdiam a sua "humanidade" após se tornarem vampiros, eles sofriam, pois seus valores humanos não podiam ser mudados, e eles viviam em meio ao sangue e a vida que um dia tiveram.
- Eu tinha tantos sonhos, planos, eu estava noiva, ia me casar construir uma família, quando tudo mudou.
- O que aconteceu?
- Ele era lindo, filho de um homem muito rico, mas não possuía um nome, e naquela época não importava o tamanho de sua fortuna, se você não tivesse um nome, jamais seria aceito pela sociedade. Minha família já foi uma das mais ricas, mas meu pai, acabou perdendo grande parte de nossa fortuna no jogo após a morte de minha mãe, mas tínhamos um nome e isso era o que bastava para que fossemos aceitos. Quando o pai de John foi até nossa casa propor uma união entre nossas famílias, meu pai aceitou a nossa união, afinal eu já havia passado da idade de me casar e meu pai precisava de dinheiro. Eu mal o conhecia ainda assim aceitei me casar com ele a pedido de meu pai.
Lacroan e Vladz chegaram até o prédio mais próximo ao rio, olharam ao redor e viram alguns mendigos, eles se aproximaram deles, para se alimentar e obter informações. Havia cinco humanos, Lacroan olhou para Vladz e sorriu, eles foram para cima de dois humanos e os mataram, mordendo com violência seus pescoços de forma que arrancam uma parte, os humanos não tiveram tempo de saber o que havia acontecido, mais seus gritos ecoaram pelo prédio abandonado e pelas galerias abaixo. Dois dos humanos conseguiram fugir correndo, o outro não teve a mesma sorte, foi impedido por Lacroan, enquanto Vladz bebia e devorava a carne de um dos humanos pegos.
- Por acaso viu uma mulher loira passar por aqui.
- Por favor, me deixe ir, eu...e..
- Hum esse cheiro de medo é delicioso, mas estou disposto a deixa-lo partir se me disser o que quero saber.
- E... ela e o homem desceram para o subsolo, devem ter descido para as galerias.
- Um homem?
- Si...sim havia um homem com ela. Deixe-me ir por..por favor.
- Vladz o que você acha?
Vladz olhou para o humano com os lábios e as presas cheias de sangue e carne, o cheiro de medo e o som do sangue fluindo mais rápido dentro do humano, misturado com o som das batidas aceleradas de seu coração eram um banquete maravilhoso para ser desprezado. Mas eles tinham um trabalho a terminar e os dois humanos que eles haviam pego eram suficientes para o momento.
- Eh eh, por que não, ele nos disse o que queríamos saber.
- Vá então antes que eu mude de idéia.
Lacroan soltou o humano, que saiu correndo, o vampiro achava um absurdo dispensar dessa forma a comida, mas eles tinham que se apressar para seguirem os outros para Epyon, antes do sol nascer. Lacroan se aproximou do outro corpo ainda quente e terminou de saborear a sua refeição.
- Você ia se casar com um homem que não amava por que seu pai lhe pediu?
- Sim, meu pai estava doente na época, estava com tuberculose e não queria que eu ficasse sozinha, não era bom uma moça ser solteira e sozinha. Eu tinha uma amiga rica, eles também tinham nome, andávamos sempre juntas e um dia eu a apresentei a John, no mesmo instante percebi os olhares entre os dois, mas não me importei, pois não o amava, mas nunca imaginei que eles tentariam me matar para ficarem juntos.
- Eles tent...
No mesmo instante Sally e Marco se olharam, eles haviam ouvido o som de alguém gritando ao longe, um som abafado ecoando pelas galerias e souberam que seus perseguidores ainda estavam atrás deles, eles se levantaram e voltaram a correr tentando colocar uma distancia maior entre eles, provavelmente logo eles estariam atrás deles novamente, assim que terminassem de se alimentar.
No castelo dos Khushrenada:
Treize caminhava pelo quarto de Cathrine, ele podia sentir o perfume dela no ar, tanto tempo sem vê-la, mas ele a amava da mesma forma de quando a viu pela primeira vez, eles haviam passado por muita coisa juntos, fora difícil para Treize se manter afastado de Cathrine, mesmo sendo informado de seus passos e sabendo que Trowa e Heero estavam com ela a todo instante, Treize sentia que ela merecia uma vida melhor, ele sabia que ela tinha sonhos que nunca seriam realizados, por que ela era não era mais humana.
- Cathrine se eu pudesse voltar e consertar as coisas jamais teria permitido que Ebro se aproximasse de você aquela noite. Sei agora que tudo era parte de um plano de Relena, um plano para destruir a mim e aos Khushrenada. Mas no que depender de mim Relena você nunca nos destruirá.
Treize saiu do quarto e caminhou até o roseiral, colheu algumas rosas e as levou para o quarto de Cathrine colocando-as em um jarro, ele se deitou e aguardou pela chegada de sua amada.
Na Cidade de Epyon:
Cathrine conversava com Wu-Fei quando sentiu alguém a chamando, alguém que ela não ouvia há muito tempo, alguém que ela ansiava encontrar novamente, alguém que era o dono de sua alma imortal e de seu amor.
- Você está bem?
- Hã? Sim me desculpe Wu-Fei é que eu tive a impressão de ouvir alguém me chamando, mas não é nada.
Heero havia se decidido a pedir uma canção a Duo Maxwell, ele então foi para mais perto do palco, pedir sua canção. Duo viu Heero se aproximando e seu coração começou novamente a bater desenfreado.
"Ele está se aproximando, será que ele vai me pedir uma música?"
Heero pegou um pedaço de papel e escreveu a musica que ele queria, dobrou e entregou a humana que recebia os pedidos, deu um pequeno sorriso para Duo e voltou para junto dos outros. Maya pegou o papel, ela não acreditava que aquele rapaz com traços orientais e dono dos olhos e do corpo mais maravilhoso que já vira era dono do clube, ela entregou o papel ao Duo, notando que as mãos dele tremiam levemente e olhou para ele intrigada. Duo terminou de cantar e abriu a folha e viu o que Heero havia escrito.
"Lembra quando disse ontem que há sempre uma primeira vez para tudo, e que você talvez não tivesse a mesma sorte hoje e que alguém talvez pedisse uma musica o qual você não conhecesse, espero sinceramente que isso aconteça e que não saiba a canção que lhe pedi, assim eu poderia pedir-lhe algo em troca."
Duo olhou para o salão a procura de Heero e viu que ele e os outros haviam se sentado em uma mesa e que Heero o observava, Duo voltou os olhos para o papel e continuou a ler.
"Essa é uma canção antiga de onde venho, minha mãe costumava canta-la para mim quando pequeno, ela se chama Canção dos Sonhos. Agora me diga Maxwell, você é capaz de cantar o que eu pedi?"
Duo ficou olhando para a folha em suas mãos, olhou para a banda e voltou seus olhos para Heero, Duo nunca tinha ouvido falar dessa canção, pelas regras ele tinha cinco minutos para tentar lembrar ou descobrir a letra e canta-la senão ele teria que realizar o pedido da pessoa que solicitou a musica, ao que parecia Heero havia ido ao clube disposto a fazer-lo perder.
- Gente, eu acabo de receber um pedido, e vou ser sincero, eu não faço a mínima idéia de que musica seja. Então pelas regras eu tenho direito a cinco minutos para tentar descobrir, senão finalmente eu terei sido derrotado e terei que atender ao pedido da pessoa que solicitou a musica. Então se me dão licença eu e a banda, vamos fazer uma parada de cinco minutos.
Duo e a banda saíram do palco e foram para o camarim. Quatre ficou olhando eles se retirarem e ficou imaginando que musica Heero teria pedido a Duo. Trowa e Cathrine olharam para Heero, ele olhou para eles.
- Eu pedi uma musica chamada Canção dos Sonhos.
- Canção dos Sonhos?
- Sim era uma canção que cantam no país onde nasci.
- Onde você nasceu Heero?
- No Japão Quatre.
- Acha que Duo descobre a letra dessa canção Quatre?
- Não sei Wu-Fei. Ela é muito antiga Heero?
- Digamos que ela é antiga.
- E aí gente alguém conhece essa musica.
- Nunca ouvi falar Duo.
- Nem eu cara.
- Parece que aquele cara conseguiu Duo, o que será que ele vai pedir em?
- Não faço a mínima idéia. Quanto tempo nós ainda temos?
- Um minuto.
- E aí vai assumir a derrota?
- É o jeito, nenhum de vocês conhece e eu também nunca ouvi falar dela.
- Então vamos voltar para lá.
Duo e a banda voltaram para o palco, todos olhavam curiosos querendo saber se Duo finalmente havia sido derrotado, Duo foi até o microfone e olhou para Heero.
- Pessoal gostaria de dizer a todos que... não faço a mínima idéia de que musica seja a Canção dos Sonhos, então acho que eu perdi e devo um pedido ao solicitante.
Todo mundo olhou para Heero, afinal ele fora o único a conseguir ganhar o desafio do Deathscythe, todos queriam saber o que Duo teria que fazer para o rapaz de cabelos escuros e olhos azuis profundos. Duo olhava para Heero tentando descobrir o que ele pediria. Duo viu Heero olhar o relógio falar alguma coisa com Trowa e Cathrine.
- Trowa, Cathrine está na hora de irmos.
- Tudo bem Heero.
- Quatre foi um prazer conhece-lo, venha um dia nos visitar.
- O prazer foi meu Cathrine, e pode deixar eu irei, venha minha casa um dia, vocês são sempre bem-vindos.
- Obrigada. Wu-Fei obrigada pela dança, eu gostei muito, apareça com Quatre também.
- O prazer foi Cathrine.
- Wu-Fei foi um prazer conhece-lo.
- O prazer foi meu Barton, os amigos de Duo e Quatre também são meus amigos.
- Obrigado. Quatre eu.. gostaria de falar com você novamente, posso visitá-lo amanhã?
- Claro Trowa eu adoraria.
- Estaremos esperando no carro Heero.
- Eu já estou indo.
Trowa e Cathrine acenaram para Duo e saíram. Heero pegou um pedaço de papel escreveu alguma coisa e entregou a Quatre.
- Quatre poderia entregar isso ao Maxwell para mim.
- Claro Heero pode deixar que eu entrego a ele. Você não vai fazer o pedido ao Duo?
- Vou, esta escrito no papel o que eu quero dele. Wu-Fei foi um prazer conhece-lo.
- Eu digo o mesmo Yuy.
Heero virou-se para palco inclinou ligeiramente a cabeça em sinal de cumprimento e saiu do clube. Trowa e Cathrine aguardavam Heero do lado de fora com o Sr Yuki, Heero não estava com a menor disposição para falar com gerente, mas resolveu ser "educado" com o humano.
- Sr Yuy, o Sr já vai? Ainda são quatro horas da manhã.
- Acontece que temos alguns assuntos a resolver Sr Yuki.
- O que o Sr achou das instalações?
- Apropriadas, pretendo visitá-lo novamente sr Yuki, então se nos der licença.
- Claro.. claro ligarei para o Sr para marcarmos outra visita.
- Não é necessário, eu virei por conta própria. A propósito como ganhei o desafio e tenho direito a um pedido, Duo Maxwell terá uma folga extra amanhã, por tanto comunique a ele que estará livre para possíveis compromissos à noite.
Heero entrou no carro e eles voltaram para o castelo, Heero pensava no que havia escrito para o humano, esperando que ele aceitasse seu pedido. Duo não sabia por que Heero havia ido embora, sem antes dizer qual seria o seu pedido. Como Heero o havia vencido, Duo resolveu dar por encerrado o desafio e deixou a banda tocando, Duo desceu do palco e foi em direção a Quatre e Wu-Fei.
- É ai Quatre eles disseram por que foram embora?
- Não Duo, mas Heero me pediu para entregar-lhe isso.
Duo olhou para o pedaço de papel na mão de Quatre e o pegou, suas mãos estavam tremendo como da outra vez, ele desdobrou a folha e viu que Heero havia lhe escrito.
"Não sabe como fiquei feliz quando não conseguiu cantar a musica que pedi, pode parecer estranho, mas gostaria de vê-lo novamente. Por isso ficaria grato se aceitasse encontrar-se comigo amanhã ás 18:00 hs para um jantar no castelo."
"Um jantar? Ele quer me ver novamente, mas eu trabalho amanhã e não creio que o Sr Yuki vá me liberar, o que eu faço? Eu também quero vê-lo novamente."
Quatre e Wu-Fei olhavam para Duo querendo saber o que Heero havia escrito.
- E então Maxwell, o que o Yuy quer?
- Hã?
- O que ele pediu para você?
- Ele me convidou para jantar com ele amanhã no castelo.
- Jantar? Com ele? A sós?
- Acho que sim Wu-Fei, por que você tem algum problema quanto a isso?
- Eu? Não... você faz o que quiser da sua vida. Além do mais parece que o Quatre também tem um encontro amanhã.
- Serio loirinho com quem?
Quatre ficou com as faces vermelhas quando Wu-Fei disse que ele teria um encontro, ele apenas veria Trowa novamente e isso não podia ser considerado um encontro.
- Não é um encontro Duo, Trowa apenas perguntou se poderíamos nos ver amanhã é somente isso.
- Ver-te? Amanhã? E não é um encontro?
- Mas Duo você não trabalha amanhã? Como você vai fazer para ir ao jantar com Heero?
- Eu não sei Quatre.
- Sr Maxwell.
- Sr Yuki!
- Amanhã você não precisa vir trabalhar, terá uma folga extra a pedido do Sr Yuy.
- Serio? Obrigado Sr Yuki, o Sr não sabe como isso me alegra.
- Tudo bem.
Duo estava impressionado Heero havia feito de tudo para que eles pudessem se encontrar amanhã até arrumar um jeito dele não ter que ir trabalhar, Duo mal podia esperar para que à noite de amanhã chegasse.
Heero ficou calado durante todo o percurso para o castelo ele imaginava se o humano aceitaria seu convite, afinal ele não ficara para saber a resposta.
"Será que ele aceitará meu convite? Saberei amanhã à noite, me resta apenas esperar e preparar tudo para recebe-lo."
Enquanto isso na Itália:
Marco e Sally correram pelas galerias por quase uma hora, quando Marco parou por um instante.
- O que houve?
- Nada queria saber se eles ainda estão atrás de nós, o sol nascerá em pouco tempo.
- O que podemos fazer?
- Sally você fica aqui, eu vou voltar e bloquear a passagem por onde passamos, isso nos dará algum tempo.
- Mas como você vai fazer isso? Se por acaso se encontrar com eles, o que fará Marco? Não temos meios de nos defender deles, não agora, seria estupidez se arriscar dessa forma. Eles já devem ter voltado para onde Relena está.
- Talvez Sally, mas não acho sensato nos arriscarmos a sermos seguidos. Espere-me aqui, se por algum acaso ouvir tiros, corra por aquele túnel à esquerda e siga em frente até encontrar uma bifurcação, siga pelo túnel da direita e não olhe para trás, vai encontrar uma escada de metal suba por ela e chegará ao subsolo do hotel onde estávamos há algumas horas atrás. Se tudo der certo nos encontraremos em breve, senão você deve partir para Epyon o mais breve possível, há dinheiro dentro de um armário perto da parede é o suficiente para que você chegue até Treize.
- Marco!
- Eu ficarei bem não se preocupe.
Marco acariciou o rosto de Sally e voltou por onde eles vieram, Sally ficou olhando Marco voltar pelo túnel e torceu para que ele conseguisse bloquear a passagem antes que os caçadores o encontrasse.
Lacroan e Vladz terminaram de devorar os humanos e seguiram por onde o humano havia dito que Sally e o outro vampiro foram, eles correram sem parar uma vez que sua caça estava muito à frente deles.
Sally esperou Marco voltar, observando o local onde estava, um amontoado de lixo nos cantos, garrafas vazias, pedaços de madeira quebrada e um pedaço de metal partido. Ela pegou o pedaço de metal, passando um dos dedos pela lâmina descobriu que ele ainda parecia afiado, pelo formato Sally imaginou que aquele pedaço enferrujado de metal deveria ter sido algum tipo de facão usado por algum dos humanos que viviam pelas galerias como Marco a havia contado. Sally pensava em como ela e Marco haviam se entendido tão bem.
"Como eu fui capaz de confiar nele a ponto de contar-lhe sobre o meu passado e confiar minha segurança em suas mãos. Faz tanto tempo que não converso assim com outro vampiro, que não me abro e abaixo as minhas defesas. A vida é realmente engraçada, há poucos instantes ele e eu, éramos inimigos e agora temos os mesmos algozes."
Marco retornará pelo caminho que ele e Sally haviam passado há pouco tempo. Chegando ao local central onde havia três passagens, ele procurava uma forma de bloquear a passagem que levava ao subsolo do hotel e a Sally. Marco se sentia intrigado por ela tanto pela beleza como pela força de vontade, nenhum outro vampiro que conheceu despertou nele tamanha admiração, sua amiga Chris era valente sem duvida, mas ainda assim não poderia se comparar a Sally, Marco desejava conhece-la melhor, era verdade que a primeira impressão dele não havia sido das melhores Treize havia mandado ele e seu irmão há encontrarem a pedido de Heero, para Marco assim como para muitos outros os Peacecraft não tinham porque existir, sem leis e sem honra não eram reconhecidos pelos outros clãs, ainda assim continuavam a ser um mal a se espalhar, antes não reconhecidos agora um mal que não poderia ser ignorado.
Perdido em seus pensamentos Marco não se deu conta de que o tempo estava passando e ele não tenha tempo a perder e cada segundo desperdiçado era precioso, infelizmente o tempo não costuma parar para ninguém e seus perseguidores se encontravam muito mais perto do que Marco imaginava. Havia muito lixo nas galerias abaixo da cidade, lixo trazido pelos próprios humanos que caminhavam por ali, como também o lixo jogado no bueiro pelos humanos acima das galerias e eram levados pela chuva, papéis, garrafas, pedaços de madeira apodrecida. Marco procurava por algo com que pudesse fazer uma fogueira o suficiente para mantê-los afastados por um tempo, reunindo alguns pedaços de papel e pedaços de madeira seca o que conseguiu encontrar. Marco amontoou na entrada principal por onde havia saído, procurou entre as garrafas alguma que tivesse bebida para usar como combustível uma vez que muitos mendigos costumavam ingerir álcool, enquanto procurava Marco não notou que era observado.
Lacroan e Vladz já corriam há alguns minutos quando ouviram um barulho, diminuindo seus passos de forma a não serem percebidos eles viram um outro vampiro de cabelos ruivos procurar alguma coisa no chão, eles notaram o amontoado de lixo formado na entrada da passagem da direita e sabiam que a mulher que procuravam deveria ter seguido por ali.
Lacroan fez um sinal para Vladz para que se aproximassem para atacar o vampiro que imaginavam ser o protetor de Sally, se esgueirando pela parede, Vladz rastejou ficando no alto da parede lateral como uma aranha, enquanto Lacroan seguiu pelo outro lado. Marco encontrou o que procurava quando percebeu duas presenças a suas costas, mas ele as notou tarde de mais, Vladz saltou sobre Marco o derrubando no chão e Lacroan também veio em sua direção, Marco conseguiu acertou um pontapé em Vladz o jogando contra a parede, se levantando foi acertado por Lacroan no rosto e no estomago, os olhos de ambos tinham o vermelho do sangue que adoravam e suas presas despontavam de suas bocas, os três se estudavam, Marco sabia que não tinha chances contra os dois vampiros a sua frente, ele tinha que garantir a segurança de Sally.
- Onde está a mulher?
- Não sei do que fala, por que me ataca?
- Hn... o cheiro dela esta em você, ela não sairá viva da galeria, poupe-nos o trabalho de procura-la e o deixaremos viver.
- Jamais direi onde encontra-la e não a alcançaram sem passarem por mim.
- Tolo acha mesmo que pode enfrentar dois caçadores e viver. Mataremos você e a mulher e depois comeremos sua carne e beberemos seu sangue.
- Tentem se forem capazes.
Marco tirou a pistola do coldre e disparou acertando o olho direito de Vladz, o outro urrou pelo ferimento e partiu para cima de Marco em uma fúria cega. Sally havia se sentado em um canto à espera de Marco quando ouviu um tiro, no mesmo instante ela se levantou sabia o que deveria fazer, seguir pelo túnel e chegar ao hotel, mas ela não podia simplesmente ignorar o fato de que se Marco havia disparado sua arma era por que os caçadores o haviam encontrado e Marco estava lutando sozinho por ela e por sua vida. Vladz agarrou o pescoço de Marco com as mãos e o mordeu, Lacroan apenas assistia o outro beber o sangue do vampiro, ele achava que Vladz seria capaz de lidar com sua presa, Marco sentia seu sangue escorrer de seu pescoço, buscando em seu bolso direito Marco pegou uma pequena adaga e enfiou no ferimento à bala do vampiro fazendo com que ele o soltasse, no mesmo instante Lacroan foi à direção a Marco antes que ele pudesse se recuperar do ferimento no pescoço. Lacroan começou a bater em Marco o jogando contra a parede e o golpeando sem parar. Marco sabia que não sobreviveria se não pudesse fechar seus ferimentos, Lacroan havia pegou uma faca golpeava o corpo de Marco, abrindo mais e mais ferimentos em seu corpo, Marco perdia cada vez mais e mais sangue e já estava se sentindo fraco, quando Lacroan o suspendeu pelo pescoço com o braço esquerdo.
- Teria lhe poupado todo este sofrimento se tivesse nos dito onde ela esta.
- Mate-o logo Lacroan eu quero que ele pague pela dor que me causou.
- Calma Vladz... como vê meu amigo quer que eu o mate, e devo concordar com ele, você foi uma presa valente devo admitir nenhum outro durou tanto tempo quanto você, me diga apenas que você para que eu possa mata-lo.
- Marco Dufrés do clã dos Khushrenada. Vocês nunca a pegaram.
- Khushrenada eu deveria saber, mas sinto dizer-lhe que ela logo se juntará a você.
- Não conte com isso.
- Ahhhhhh....
Vladz, Lacroan e Marco não haviam notado a figura que se aproximou, somente a perceberam quando ouviram a voz suave e determinada, e no instante seguinte o braço que segurava o pescoço de Marco cair no chão cortado e Lacroan gritar devido à dor. Sally havia pegado o pedaço de metal quebrado que encontrara no chão e partido em direção de onde havia vindo o tiro, ela não poderia deixar seu mais novo amigo morrer sozinho pelas mãos de seus perseguidores, quando chegou viu um vampiro de longos cabelos loiros segurar Marco pelo pescoço enquanto o outro ferido no olho direito e de cabelos negros estar se recuperando de seus ferimentos e soube o que deveria fazer se Marco tivesse que morrer não seria sozinho. Marco retirou a mão que ainda apertava seu pescoço e a jogou no chão ele não podia acreditar que Sally havia ido atrás dele, ela pode ver a surpresa nos olhos dele.
- Eu não poderia deixa-lo enfrenta-los sozinho.
- Eu vou mata-la.
- Terá que me pegar primeiro.
Sally apontou o pedaço de metal na direção de Lacroan e ficou atenta aos movimentos do outro vampiro, Marco se levantou não havia tempo para ele fechar seus ferimentos eles precisavam sair dali primeiro, ele pegou a garrafa que queria, jogou um pouco do liquido sobre o amontoado de papeis e madeira e atirou a garrafa contra Vladz o molhando com o liquido, pegou o isqueiro e a cigarreira em seu bolso acendeu um cigarro e jogou contra Vladz que começou a queimar e a gritar partindo para cima deles, Marco deu três disparos contra Vladz que caiu no chão tentando apagar o fogo em suas roupas e corpo, Sally pegou o braço cortado de Lacroan e correu pela passagem seguida de Marco, quando Lacroan ia segui-los Marco jogou o isqueiro no amontoado de papeis que começou a queimar, eles podiam ouvir os gritos de Vladz e as imprecações de Lacroan contra eles.
- Eu vou encontra-los e vou mata-los, eu sei para onde vocês vão, não pensem que podem se esconder dos caçadores, todos dos Khushrenada vão morrer, me ouviram todos.
Sally e Marco correram até chegar ao local onde ele havia deixado Sally, ele parou um pouco e se concentrou para fechar seus ferimentos ele se sentia fraco, mas não havia tempo para perder, foi quando Sally cortou seu pulso e ofereceu um pouco de seu sangue a Marco.
- Sally?
- Beba você está fraco e não vai agüentar, mesmo tendo fechado seus ferimentos você perdeu muito sangue, eu não tenho o sangue dos Khushrenada, mas acredito que vai ajuda-lo a se recuperar senão se importa de tomar o sangue dos Peacecraft.
- Obrigado.
Marco tomou o pulso de Sally nos lábios e bebeu o sangue dela, apenas o suficiente para dar-lhe forcas para que seguissem, não ele não se importava em beber o sangue dela, pois ela havia arriscado sua vida indo de encontro a ele para ajuda-lo e isso valia muito mais que o sangue que corria nela.
- Por que você não fez o que eu falei Sally?
- Não achei justo você se divertir sozinho enquanto eu ficava aqui sem fazer nada.
- Há há. E o que pretende fazer com o braço de Lacroan?
- Não sei acho que vou acender uma fogueira com ele, não creio que ele vá precisar do braço novamente, como ele não é uma largatixa não creio que vá nascer um braço novo.
- Ah há acho que não é melhor irmos agora, ainda temos um longo caminho.
- Vamos.
Na cidade de Epyon na terra dos Khushrenada:
Heero e os outros chegaram ao castelo, Trowa desceu do carro e ajudou Cathrine a descer, assim que ela desceu olhou para o castelo e sentiu um leve arrepio. Notando sua reação Heero olhou para Trowa.
- Você está bem Cath?
- Hã? Sim não é nada Trowa, acho que é apenas frio, vamos entrar.
- Claro.
Ao entrar no castelo eles sentiram a presença de um outro vampiro, Cathrine olhou para Trowa e Heero, não reconhecendo a presença. Treize sentiu a chegada de Heero e os outros e inibiu sua presença para que Cathrine não pudesse nota-lo, deixando o quarto de Cathrine, Treize desceu para encontrar-se com sua amada.
- Esqueci-me de avisa-los que temos visitas esta noite.
- Visitas? E quem seria Heero? Não costumamos receber muitos vampiros por aqui.
- Talvez eu possa responder a sua pergunta Cathrine.
Cathrine olhava para o alto da escada, ela não podia acreditar que Treize estava ali a sua frente depois de tanto tempo, Treize olhava para Cathrine ela estava ainda mais linda que da ultima vez que eles se encontravam, os olhos dela estavam banhados pelas lágrimas, ele podia sentir a alegria e a surpresa vinda de Cathrine, descendo as escadas Treize se aproximou de Cathrine tocando seu rosto com a ponta dos dedos, fazendo com que ela fechasse seus olhos e deixando as lagrimas rolarem por seu rosto. Notando que o momento devia ser apenas para os dois amantes, Trowa e Heero se retiraram para cuidar do humano que eles prenderam pela manhã deixando os dois a sós.
- Treize!
- Sim meu amor.
- Como? Por que não me disse que viria?
- Desculpe-me não era minha intenção causar-lhe lágrimas, pelo contrario esperava que nosso reencontro lhe trouxesse alegria.
- Eu estou feliz Treize, não sabe como me alegra vê-lo novamente... eu snif... snif.
- Shhhhh tudo bem eu estou aqui agora e não vou deixa-la.
Treize enxugou as lágrimas de Cathrine e a abraçou confortando-a. Cathrine afundou o rosto no peito de Treize molhando sua roupa com suas lagrimas, ela se sentia feliz por tê-lo com ela, tanto tempo havia se passado, tanto tempo sem sentir a segurança de seus braços, o calor de seu corpo e agora ele estava ali a abraçando e passando a mão carinhosamente em suas costas para acalma-la.
- Eu pensava em tomar um banho, mas acho que não será mais necessário.
- Ah me desculpe molhei toda a sua roupa.
- Tudo bem eu não me importo.
Treize acariciava o rosto de Cathrine enquanto se inclinava para tomar os seus lábios, Cathrine fechou seus olhos em antecipação ao beijo, Treize tomou os lábios dela entre os seus a beijando suavemente, Cathrine entreabriu os lábios para que Treize aprofundasse o beijo o que ele fez prontamente a beijando com desejo e calor à medida que eles aprofundavam o beijo o desejo deles ia crescendo, Treize afastou gentilmente Cathrine e viu em seus olhos o mesmo desejo que ele sinta. A tomando nos braços Treize subiu as escadas e a levou para o quarto dela para que saciassem a saudade que sentiam do corpo um do outro.
- Kimitsu!
- Sim Sr Yuy.
- Onde esta nosso prisioneiro?
- Ele foi levado para o calabouço do castelo Sr.
- Nos temos um calabouço?
- Sim Sr Barton.
- Poderia nos levar ate lá Kimitsu?
- Claro Sr sigam-me.
Passando pelos corredores eles seguiram até uma porta no final do corredor, Kimitsu a abriu e acendeu a toca que ficava na entrada clareando assim o ambiente permitindo que visse a escada a sua frente. Eles desceram até alcançarem o nível abaixo do castelo, o lugar era escuro e úmido, havia varias celas eles foram até onde o prisioneiro fora deixado. Steven estava sentado em um canto balançando o corpo para frente e para trás seus olhos não possuíam nenhum brilho como se sua mente não estivesse ali. Heero ficou observando o humano por algum tempo tentando saber o que faria com ele, até que se decidiu.
- Kimitsu abra a cela e o traga para fora.
- O que vai fazer Heero?
- Pedirei que Chold o leve ate a estação na próxima cidade e o mande para o clã na Islândia ele não devera causar problemas por lá. Kimitsu vá com Chold e providencie para que alguém o receba Steven no aeroporto.
- Sim Sr Yuy.
- Melhor descansarmos um pouco Trowa amanhã será um dia cansativo e temos muito a conversar.
Uma hora depois:
- Então Kimitsu.
- Ele chegará ao aeroporto em quatro horas, haverá uma pessoa o aguardando para leva-lo Sr Yuy.
- Ótimo. Kimitsu!
- Sim Sr.
- Amanhã provavelmente teremos um convidado para jantar, gostaria que preparasse a torre para mim, por favor.
- Perfeitamente Sr. O que devo preparar para o jantar?
- Surpreenda-me Kimitsu, tenho certeza que Maxwell gostará do que você preparar.
- O humano vira aqui amanhã Sr?
- Sim tenho assuntos a tratar com ele. Ele virá as 18:00hs.
- Estará tudo pronto Sr.
- Obrigado. Se Treize precisar de mim estarei em meu quarto.
- Bom descanso Sr.
Treize acariciava o rosto de sua amada que repousava em seus braços, ela abriu os olhos e fitou os olhos de seu amado, eles haviam se amado como a tempos não faziam. Cathrine se sentia completa ao lado de Treize, ele beijou a testa dela e ela notou uma sombra de tristeza em seus olhos.
- O que foi Treize?
- Você é feliz Cathrine?
- Porque a pergunta?
- Eu às vezes penso que se eu não a tivesse abraçado, você...
- Não! Não pense nisso, eu te amo e você me completa como ninguém jamais o fez, minha alma e meu coração te pertencem, sempre foi e sempre será assim.
- Mas você tinha tantos sonhos, filhos, um casamento na igreja e o que eu posso te oferecer? Você se tornou um vampiro por minha causa, tivemos que nos separar para queriam me atingir através de você, você esta sempre em perigo por minha culpa.
- Você me deu uma chance Treize, uma chance para conhece-lo, uma chance para ama-lo. Filhos? Sei que nunca os poderei ter, mas eu tenho você agora e isso me basta. Um casamento na igreja? Para que se sou feliz em tê-lo como amante, se eu tiver que morrer, então morrerei feliz em tê-lo conhecido.
- Cathrine! Eu te amo e quero que seja muito mais que minha amante.
Desprendendo-se dos braços de Cathrine, Treize se levantou mostrando sua nudez e caminhou até suas roupas pegando uma pequena caixa de veludo preto, Cathrine se sentou na cama, segurando o lençol de forma a cobrir o corpo. Treize retornou para sua amada e ajoelhou-se em sua frente tomando uma de suas mãos e entregando a pequena caixa a Cathrine.
- Cathrine me daria a honra de se tornar minha esposa?
- Treize!
Treize sorriu e abriu a caixinha mostrando um lindo anel de ouro com um diamante e uma safira colocados lado a lado. Lagrimas caíam dos olhos de Cathrine e ela se jogou nos braços de Treize.
- Sim eu aceito me tornar sua esposa.
Treize colocou o anel no dedo anelar da mão direita de Cathrine e a beijou, ela seria sua esposa e ele a protegeria com sua vida, mesmo que seu destino fosse perecer pelas mãos dos caçadores ele lutaria por ela e não venderia de graça a sua derrota, havia outros a quem recorrer e ele recorreria a eles para preservar seu futuro e os dos outros.
Continua....
