Vítima do Acaso - capítulo 9
Fandon: Supernatural
Personagens principais: Sam / Dean / John
Sinopse: Com a mesma rapidez com que se apaixonara, Dean agora estava com o coração partido. E sem poder acreditar que aquele garoto de sorriso meigo e olhos pidões, pudesse ser mesmo um assassino cruel.
Nota: Sam e Dean não são irmãos, e também não são caçadores.
Assim que Juan percebeu algo de errado, apenas encarou Sam, que neste momento já estava pra lá de nervoso, e então se levantou, indo rapidamente até o banheiro. Não encontrou ninguém lá, para alívio de Sam, Dean já tinha ido embora. Então Juan voltou para a mesa e não disse nada, apenas o encarou perigosamente, e ordenou ao motorista que levasse Sam para casa.
- Não saia daquele quarto até eu chegar! - Disse furioso, apertando seu braço sem nenhuma delicadeza.
Ao chegar em casa Sam tomou um banho, se certificando de que não haveria mais nenhum vestígio do cheiro de Dean em seu corpo. Sabia o que o aguardava, não adiantaria negar ou dar explicações. Então se deitou na cama, sem se importar com o que estava por vir.
Queria apenas lembrar de Dean, do seu cheiro, do seu gosto, do seu beijo... Dos momentos maravilhosos que haviam passado juntos. Mas como tudo que é bom dura pouco, em pouco tempo Juan já entrava no quarto, batendo a porta com extrema força.
Sam sentou na cama, sentindo suas mãos e seu corpo tremerem involuntariamente.
- Então, com quem você foi dar uns amassos no banheiro do bar? - Perguntou parando de pé na frente de Sam.
- Eu não...
- Não mente pra mim, Sam! – Juan disse o agarrando pelos cabelos, e o levantando da cama.
- Com ninguém! Eu juro! – Sam disse desesperado, já chorando...
- Com ninguém? Você acha que eu sou o que? Hein? Acha que pode brincar comigo? – Juan dizia enquanto desferia um soco no rosto de Sam, que caiu em cima da cama, pela força. Então Juan o puxou novamente pelos cabelos, o fazendo ficar de pé, e deu outro soco, o derrubando no chão desta vez.
Ainda o chutou algumas vezes nas costelas e nas costas, então o fez ficar de joelhos na sua frente.
- Sabe que bater em você me deixa excitado? Agora faz o que você sabe fazer de melhor com essa sua boca imunda!
Sam já estava com sangue na boca, devido ao soco, e sentiu tanto nojo que tinha vontade de vomitar. Mas sabia que não tinha escolha, então cedeu, abrindo sua boca, que Juan fodeu com força, quase o sufocando propositalmente.
- Você podia pelo menos mostrar um pouco mais de entusiasmo! – Juan disse sarcástico, tirando o membro de sua boca. Então o ergueu do chão novamente, e arrancou suas roupas com força, as rasgando parcialmente. Em seguida jogou Sam de bruços sobre a cama, e o possuiu com extrema violência, sem nenhum preparo, sem lubrificação, tomando apenas o cuidado de colocar um preservativo.
Sam chorou baixinho, suportando a dor, e rezando para que ele terminasse logo...
- Foi bom pra você, amor? – Juan perguntou dando gargalhadas enquanto saia de cima de Sam – Espero que agora você tenha entendido o recado!
Sam ouviu a porta bater, e tentou se mexer na cama, mas a dor era tanta que acabou desistindo. Apenas rolou seu corpo para o lado e puxou algo para se cobrir. Com o movimento, pode ver o seu próprio sangue nos lençóis brancos. Só queria que tudo acabasse, queria morrer neste momento.
Não se lembrava de mais nada, quando acordou o sol brilhava na janela, olhou no relógio e já passava do meio dia. Ainda sentia muita dor, mas ao se virar percebeu que os lençóis haviam sido trocados, e também seu próprio corpo estava limpo dos vestígios de sangue, assim como havia um curativo em seu rosto.
Provavelmente Julia, a governanta, tinha cuidado dele durante a noite. Ela o tratava como a um filho, o que lhe dava certo conforto, mas ao mesmo tempo achava que não merecia, não depois do que fizera aos seus próprios pais.
Sam passou a semana inteira trancado no quarto, a pão e água. Mas isso não o incomodava. Pelo menos Juan não o tocara durante esses dias. Nem sequer o olhava. Só entrava no quarto para dormir, o que era um alívio imenso.
O que preocupava Sam era o fato de Dean estar na cidade. Depois daquele dia no banheiro do bar, Sam não sabia se Dean tinha se dado por vencido e ido embora, ou se estaria o procurando. Seu maior medo era de que ele fizesse alguma besteira. Juan não era uma pessoa que tolerava qualquer coisa, ou que deixava pra lá. Se Dean fizesse qualquer besteira que Juan sequer desconfiasse que Dean tinha lhe tocado, seu amado estaria com os dias contados.
Precisava falar urgente com Dean, então pediu ajuda a única pessoa com quem podia contar. Júlia era uma pessoa que trabalhava com Juan há anos, e tinha uma certa liberdade de ir e vir. Sam a pediu que quando ela saísse dali, ligasse para Dean, o que ela aceitou de imediato.
Dean estava em casa, esparramado no sofá quando ouviu seu celular tocando.
- Alô! – Atendeu mau humorado, quando não reconheceu o número.
- Dean Winchester? – A voz de um senhora soou assustada do outro lado da linha.
- Sim, sou eu mesmo.
- Bom eu, meu nome é Julia, e eu estou ligando a pedido do Sam.
- Do Sam? Aconteceu alguma coisa? Onde ele está? – Dean perguntou apavorado.
- Ele está bem Dean, quero dizer, na medida do possível. Está na casa do Juan, impedido de sair por alguns dias. Ele só pediu que você não o procure, e que assim que puder sair, ele entra em contato.
- Que alívio, meu Deus! Mas, por que ele foi impedido de sair? Aconteceu alguma coisa?
- Você não vai gostar de saber, mas ele vai ficar bem, estava preocupado e com medo de que você fizesse alguma besteira.
- Ele está machucado?
- Ele vai ficar bem Dean, ele sempre fica.
- Sra. Júlia... Tem algo que eu possa fazer por ele? - Dean não conseguia conter a aflição em sua voz.
- Tirá-lo de perto do Juan, ou então manter-se afastado. Mas como a primeira tarefa é algo impossível, eu sugiro que você fique longe, para o bem dele.
- Eu vou dar um jeito de tirá-lo de lá, custe o que custar. – Dean sabia que era quase uma missão impossível, mas não deixaria seu amor sozinho nessa, faria o que fosse preciso para salvá-lo.
- Só não faça nenhuma besteira, garoto. Não coloque a sua vida e a dele em risco, isso seria uma tolice. Você não poderá ajudá-lo se estiver morto.
- Eu sei disso, eu vou ter cuidado, mas não vou desistir do Sam.
- É muito bom saber que ele tem alguém além de mim que o ame. Ele precisa muito disso, Dean, você não imagina o quanto.
- Muito obrigado por estar ajudando, eu vou esperar o Sam me ligar.- Precisava ter paciência e manter seus pensamentos em ordem. Não podia fazer nada precipitado, ou estaria piorando mais ainda a situação de Sam.
Quando John voltou para casa a noite, Dean pensou que ninguém melhor do que o seu pai, um detetive experiente, para lhe ajudar neste caso. Claro que se John soubesse que se tratava de Sam, provavelmente iria negar, mas poderia omitir este fato, então decidiu arriscar...
- Pai, o senhor já ouviu falar de um tal Juan Alvaréz?
- Juan Alvaréz... Sim, é a maior dor de cabeça da narcóticos por aqui.
- Mas só da narcóticos? Quero dizer, ele não cometeu nenhum outro crime?
- Teve um caso estranho, uma garota de 19 anos que viveu com ele por quase dois anos, ela caiu do 12º andar de um prédio. Ele foi investigado, mas não conseguiram provar nada. Então o caso foi encerrado como suicídio. Mas é claro que todos sabem que não foi.
- Hmm.
- Mas por que este interesse no cara?
- Digamos que tenha alguém vivendo com ele, e que corra o risco de terminar como aquela garota, tem alguma coisa que possa ser feita?
- Se esta pessoa estiver sob ameaça, pode registrar queixa, pedir proteção policial, este tipo de coisa.
- A não ser que ela também seja procurada pela polícia, não é?
- Dean, de quem nós estamos falando? É alguém que você conhece? - John perguntou desconfiado.
- Ninguém, pai. É só que... a gente ouve umas histórias por aí, eu fiquei curioso.
- É melhor se manter bem longe disso, filho. O cara é mesmo perigoso.
- É, eu sei...
Dean continuou sondando, sendo sempre muito discreto, Juan e seus comparsas estavam quase todas as noites no mesmo bar, mas durante uma semana Sam não apareceu, o que estava deixando Dean realmente preocupado...
Continua...
Maligna... sádica... psicopata... O que mais? Ah, deixa pra lá. Hoje eu posso me divertir lendo as reviews!! Podem mandar ver!! rsrs
Beijokas a quem está acompanhando!
Vicky: Que negócio é esse de acabar amando o Juan por minha culpa? Você também adora um bom vilão, não é? Bem vinda ao clube!! rsrs
Chorou mesmo? Ah, eu amo isso! Será que o Dean vai mesmo salvar o seu amor? Quem sabe, se eu estiver numa fase "boazinha"... rsrs. Beijokas!! E pode atirar as pedras agora...
