O conto de P é para Pansy. D para Draco.


As mãos de sua mãe a empurraram para frente levemente. Tinha um dedo na boca, o outro mal segurando uma boneca de pano.

- Esse é o Draco, querida. Diga oi para ele.

O menino na sua frente tinha cara azeda, braços cruzados e bolsos cheios de doces quase caindo para fora.

- Oi.

A presença alta e protetora de sua mãe foi embora. Estavam sozinhos. O quarto dela era rosa demais com uma janela grande demais. E unicórnios por todos os lados. Estava envergonhada de repente.

- Quer um doce? – o menino ofereceu tímido.

Ela sorriu, tirou o dedo da boca e foi pegar a bala quando o menino jogou o doce longe e começou a rir.

Fez o que uma menina daquela idade naquele quarto rosa com um menino estranho sendo rude só poderia fazer: começou a chorar.

Seus berros e prantos calaram o menino. A reação dele selou a opinião dela sobre quem ele era.

- Desculpa.

E ele lhe deu um beijo na bochecha.

Draco Malfoy, sempre brincando com o coração de Pansy Parkinson. E ela meio que gostava.