MIL FACES
Autora: Mandyvoliveira
Sinopse: Ele era o Mil Faces, o bandido mais temido da atualidade, frio, cruel, sem escrúpulos até conhecer Jensen, um jovem doce e apaixonante, que apesar da pouca idade conheceu o lado negro da vida muito cedo. O amor do início tornou-se possessivo e perigoso. Jensen não tinha mais esperança até conhecer Jared, seu misterioso guarda-costas. Padackles.
Avisos: Essa é uma história sem fins lucrativos. Seus personagens são fictícios não tendo nenhuma real relação com Jensen, Jared, Jeffrey e outros.
Nessa história o Jensen tem 17 anos e o Jared 25. – J2, Slash.
N/A:Olá pessoal !
Não consegui postar no domingo, mas aí está mais um capítulo...
Obrigada a todos que estão acompanhando. E a campanha continua:
"A cada review que você não deixa, um autor morre!Ajude esta(e) pobre autora (autor) a continuar vivendo e deixe a sua review!Comente nas histórias, isto incentiva os autores a continuarem escrevendo..."
CAPÍTULO 9 - Começo
- Mais alguma coisa senhor?
- Não. Isso é tudo.
- Com licença "disse o garçom ao afastar-se da mesa"
- Morgan, você tem certeza do que está fazendo?
- Mark, você tem certeza que está me perguntando isso?
- Claro! Você vai começar uma guerra e quer que eu ache isso natural!
- Eu vou ensinar àquele moleque, o que o pai não ensinou. Ele quase fodeu com tudo Mark. Eu só consegui escapar do Brasil, por que não sou idiota. Se ele acha que pode me ferrar e sair ileso... Ele que me aguarde "dizia com raiva nos olhos"
Os dois homens conversavam, enquanto tomavam café em um dos mais belos e caros hotéis de Nova York. O local não estava muito cheio, visto que estavam no início da semana. Apenas alguns executivos, que bebericavam enquanto consultavam algum e-mail em seus blackberry's.
Tom Welling adentrava o salão, a procura dos dois homens mais aos fundos e quando os avistou seguiu em direção aos dois. Tom era o advogado de Morgan e cuidava da parte burocrática de sua fortuna. Além de Mark era um dos poucos que sabia a verdade sobre os negócios escusos do mais velho, mas como sempre Jeffrey falava, todo ser humano tinha um preço, e Welling não era diferente, por uma boa quantia estaria ao lado de quem quer que fosse.
- Bom dia senhores!
- Está atrasado Welling
- Bom dia Morgan, vejo que está de bom humor hoje! "ironizou, sentando-se" – Por que não trouxe o loirinho, você fica intragável quando está longe dele sabia?
- Bom dia Tom "Mark cortou" – Vamos ao que interessa " olhou de um para o outro"
- Conseguiu? "perguntou Morgan"
- É claro. A essa hora o FBI já deve estar com a pista falsa e logo chegará ao Rosenbaum.
- Ótimo. Vejo que ainda sabe fazer seu trabalho "disse de forma sarcástica"
- Vocês dois querem parar! "retrucou Mark"
- Tudo bem Mark. Eu já estou acostumado com os pitis do Morgan. E sim eu faço o meu trabalho muito bem, tanto que deveria receber um aumento pelo que vou te dizer.
- Como sempre querendo arrancar mais dinheiro de mim "revirou os olhos" – Anda Tom, fala logo...
- O FBI está te investigando Morgan. Eles já te associaram ao Mil Faces e estão esperando um deslize para te prender.
- O quê? "disseram Mark e Jeffrey juntos"
- Isso mesmo. O nosso informante ainda não tem detalhes da operação, mas já adiantou que montaram um esquema pra pegar você Morgan.
- Merda! "sussurrou"
- Jeffrey, está na hora de sairmos de Los Angeles.
- Não Mark, ainda não...É você merece um aumento Tom...Mas não se preocupem, eles não vão conseguir me pegar...
OoOoOoOo
Estava uma manhã bonita, com um clima agradável. Os raios de Sol tingiam o ambiente de um dourado singelo, aquecendo os corpos que vibravam ao som dos Indomáveis. Eles agitavam a multidão de jovens que dançavam embalados pelas músicas de Steve e companhia. Os alunos se divertiam com a música alta e gritavam incentivando ainda mais os componentes da banda.
Para Jared, no entanto, aquilo tinha se transformado numa cena do mais bizarro filme de terror que já assistira. Seu coração acelerava a cada rosto que encarava a procura do jovem loiro e não o encontrava. Seus olhos esquadrinharam o local em busca daqueles dois, que até poucos minutos atrás estavam conversando e rindo.
De longe avistou Chris mais a frente, agarrado a uma ruiva, em um beijo desentupidor de pia, sem um mínimo de pudor por estar em meio a tantas pessoas. Imediatamente caminhou em sua direção, não se importando com os esbarrões que dava vez ou outra em algum desavisado a sua frente. Estava fora de si e ao chegar próximo aos jovens que se beijavam, puxou bruscamente o braço do outro, indagando a única coisa que vinha a sua mente naquele momento:
- Cadê o Jensen ?
- Ei! Vai com calma aí grandão... Você é grande mais não é dois... "Disse Chris, pego de surpresa sem entender nada que ocorria a sua volta"
- Onde está o Jensen? Você não estava ao lado dele? "Disse mais irritado, não ouvindo nada do que o outro dissera"
Os jovens ainda tentavam recompor-se e olhavam atônitos para Jared.
- Jensen? Oh! Claro... Ele ficou ali atrás... Puta merda Jared, era só isso? Por quê? Aconteceu alguma coisa? "Disse ao tornar a realidade"
- Merda! "Disse Jared, passando as mãos pelos cabelos e olhando ao redor" - Ele sumiu! Não consigo encontrá-lo...
- Esquenta não Jared. Ele deve ter ido caminhar por aí... Ele não gosta dessa movimentação toda... E agora se você me der licença "indicou a ruiva que sorria em sua direção" - Eu estou meio ocupado aqui!
Jared, então se deu conta do que havia feito e tentando disfarçar sua visível preocupação, apenas desculpou-se.
- Me desculpe Chris... Eu vou caminhar por aí... Vou ver se o encontro...
"disse afastando-se"
- Quem é o pingüim? Que gato! "disse a ruivinha acompanhando Jared com os olhos"
- Ei, gatinha! Assim já vou ficar com ciúme ..." Disse segurando o queixo da ruiva"
- Não precisa... Você também é um gatinho, é que tenho uma queda pelos homens de preto... "respondeu beijando-o"
Jared caminhou pelo campus afastando-se da multidão, mas ainda conseguia ouvir a música alta. Lutava contra seus pensamentos que diziam que o garoto havia aproveitado-se de sua distração para fugir, pois se isso tivesse mesmo acontecido sabia que todo o seu disfarce iria por água baixo e o Mil Faces ainda iria querer sua cabeça numa bandeja. No entanto, sabia que essa alternativa, apesar de deixá-lo triste, pois provava sua incapacidade de conquistar a confiança do garoto, era melhor do que aquela que fazia seu coração apertar.
Seus temores foram comprovados quando ao caminhar em direção ao departamento de cinema, incrivelmente deserto devido a festa montada na direção oposta, conseguiu ouvir gritos misturados ao som alto que teimava em ecoar mesmo a metros de distância de sua origem.
- Me solta! Me larga! Fica longe de mim!
Seguindo o som dos gritos que iam ficando mais audíveis a cada passo que dava, ao dobrar a esquina de um dos prédios, viu quando Jensen era levado à força para dentro da construção, e apesar do loirinho debater-se nos braços daquele que lhe prendia, não conseguia soltar-se visto que seu agressor era muito mais alto e bem mais forte.
Jared ao reconhecer o perseguidor do shopping, escondeu-se temendo ser visto, sacou a arma, preparando-se para entrar no prédio.
OoOoOoO
- Fica quietinho ou eu atiro.
Jensen gelou de imediato, tentou olhar para trás para ver quem o estava ameaçando, mas foi imediatamente repreendido, vendo apenas que o homem atrás de si usava máscara como os demais veteranos do departamento de artes e era bem mais alto.
- Não olha pra mim! "disse rispidamente sussurrando em seu ouvido, apertando mais forte o braço do jovem ao perceber que o garoto tentava virar para trás" - Vamos sair daqui devagarzinho, sem chamar atenção, entendeu? Ou eu vou começar a atirar e eu aposto que você não vai querer ser o culpado por um massacre na faculdade, não é mesmo? "Falou pausadamente"
- N... Não "gaguejou"
- Bom menino. Agora anda... Vamos caminhar um pouquinho...
Jensen tentava manter a calma, mas a cada passo que dava afastando-se da multidão seu coração batia mais rápido. Tentava pedir socorro com os olhos, mas os jovens em seu caminho, apenas abriam espaço para que os dois seguissem em frente, sem notar a palidez que tomara conta do jovem loiro. O homem atrás de si segurava seu braço com uma mão e na outra mantinha a arma apontada para suas costas. Como se o loirinho fosse um escudo humano, mantinha-se às suas costas, enquanto o empurrava indicando o caminho que deviam seguir.
Desde o dia que fora violentado sofrera com o medo da aproximação das pessoas e pesadelos frequentes, que ainda hoje, vez ou outra teimavam em assombrá-lo à noite. Sem confiar em mais ninguém apenas aceitava a companhia de Sam. Na época fora diagnosticado com estresse pós-traumático, mas com o passar do tempo e ajuda de uma psiquiatra contratada por Morgan, conseguiu vencer a barreira do medo e aos poucos voltou a viver normalmente.
Pensava estar curado, mas ao ser abordado pelo desconhecido, que agora o levava para longe das pessoas, fazia com que todos os seus medos voltassem de uma vez.
Com o coração acelerado, mãos trêmulas e respiração dificultada, sabia que estava prestes a ter um ataque de pânico e ao perceber que já estavam mais afastados da multidão, tomou coragem para questioná-lo.
- O que você quer de mim? Eu..E..u... Não tenho nada...Eu...
- Jensen "chamou-o pelo nome"
- Você... Você me conhece?
- Eu sei muito mais que o seu nome "abaixou-se para falar em seu ouvido" - Você pode até não ter nada, mas o seu papai "enfatizou" venderia até a alma pra não ficar longe dessa sua pelezinha macia "disse alisando o rosto do menor com a ponta do revólver"
- Fica longe de mim! "desesperou-se o garoto, tentando soltar-se, ao sentir a aproximação do outro"
- Shhh ! Não adianta gritar belezinha, porque ninguém vai te escutar...
- O Jared vai me achar... Ele vai..." disse não contendo mais as lágrimas"
- Aquele idiota "gargalhou" – Ele me impediu de te seqüestrar no shopping, mas hoje vai ser diferente... Hoje você vai conhecer o patrão... Ele tá doidinho pra te conhecer gracinha...
Jensen apesar de muito bonito ainda era um adolescente franzino, pensava em reagir, mas não era páreo para seu agressor que era imenso e muito mais forte. Cada vez mais eles se afastavam e agora caminhavam a passos rápidos. Jensen notara que seu raptor havia guardado o revólver, mas ainda o segurava com força enquanto caminhavam em direção ao departamento de cinema.
- Pra onde você tá me levando? "disse tentando conter as lágrimas ao notar que o homem olhava para os lados como se procurasse algo"
- Porra! Já era pra ele estar aqui "disse mais para si mesmo e voltando-se para o jovem continuou" – Não tem problema! Eu já sei como passar o tempo, afinal o trato é te entregar vivo, mas não disseram que eu não podia brincar um pouquinho "sorriu maliciosamente, tirando a máscara"
Jensen arregalou os olhos, não controlando mais o pavor que sentia daquele homem e ao ouvir aquelas palavras se desesperou. Conseguiu soltar-se,correndo apenas alguns metros, antes de ser agarrado novamente por trás por seu algoz. Envolvido pelos braços longos e fortes do raptor, não conseguia libertar-se do cárcere, debatia-se contra o corpo do outro, que o apertava cada vez mais, não deixando brecha para escapatórias. Apavorado gritava, enquanto era arrastado para dentro de um dos prédios do departamento de cinema.
- Pro Morgan desembolsar aquele dinheiro todo que o chefe vai pedir, você deve ser muito gostoso mesmo..." disse lambendo a face do mais jovem, que tentava se esquivar" - Hummm, eu tô doido pra provar.
- Me solta! Me larga! Fica longe de mim! "Jensen gritou"
- Cala a boca! "irritado, sacudia o menor nos seus braços" - Já disse que ninguém vai ouvir!
- Socorro! Alguém me ajuda! Me solta! "Gritava chorando cada vez mais desesperado"
- Pára de chorar, senão vai ser pior! "Esbravejou"
- Jared!
Jensen não escutava, nem via mais nada. A única coisa que sua mente processava era o medo de toda aquela situação, revivendo vividamente a noite em que fora estuprado. Ao alcançarem a entrada do edifício soltou um grito de pura agonia.
- NÃOOOOOOOOOOOOOOOOO
OoOoOoO
Jared sentia o desespero nos gritos do loirinho e a cada grito que ouvia sentia seu coração ser despedaçado. Tivera vontade de partir pra cima daquele homem assim que o vira arrastando o menor, mas contivera-se temendo que o agressor pudesse atentar contra a vida de Jensen. Sentiu seu coração balançar ainda mais quando ouviu seu nome ser pronunciado com tanto desespero por Jensen.
Sabia que não deveria envolver-se emocionalmente com as pessoas cujas vidas estivessem envolvidas em seus casos. Esse tipo de relacionamento era repudiado pela organização e comprometia todo o resultado da operação. Os agentes eram ensinados a agir friamente e a serem imparciais. Com esse pensamento caminhou em direção ao edifício com a arma em punho, tentando fazer o menor barulho possível.
Ao entrar no prédio, uma construção antiga, mas bastante conservada, esgueirou-se pelos corredores seguindo os gritos do mais novo, que ecoavam por todo o prédio vazio, como se fosse uma construção mal assombrada.
OoOoOo
Jensen gritava com toda a força de seus pulmões. O pavor que sentia era tamanho, que não sabia mais onde estava, flashes daquela noite que tentava a todo custo esquecer, voltavam com força o fazendo preferir a morte. Tinha o tronco e os braços presos num abraço de urso de seu agressor, mas não esmorecia e debatia-se ferozmente, conseguindo em dado momento soltar um braço e deferir uma cotovelada certeira no rosto do seqüestrador, quebrando seu nariz e fazendo com que o mesmo o libertasse.
- Porra! Você quebrou meu nariz "reagiu, soltando-o e levando suas mãos ao rosto que já vertia sangue"
Jensen não prestando atenção, apenas correu quando se sentiu livre dos braços dominadores.
- Desgraçado! "gritou correndo em sua direção" - eu vou quebrar esse seu rostinho...
O adolescente correu ofegante, seu coração estava tão acelerado que tinha a sensação que iria enfartar a qualquer momento. Tentava correr mais rápido do que aquele que o perseguia, mas o homem atrás de si era enorme e veloz, em pouco tempo alcançou-o derrubando-o no chão, puxando-o bruscamente contra si. Jensen, apesar do medo não se rendeu, lutava com suas últimas forças, deferindo chutes e esmurrando o maior. Este em movimentos rápidos e precisos postou-se sobre o corpo do adolescente prendendo-o com o seu peso. E com as mãos envolveu o pescoço do menor na intenção de enforcá-lo.
- Filho da puta! Você quebrou meu nariz... Eu devia quebrar seu pescoço "furioso, gritava, não medindo a própria força que exercia no pescoço do mais jovem, estrangulando-o sem perceber"
Jensen apertava os pulsos do agressor cravando as unhas em tono deles, tentando, em vão, libertar-se. Sem conseguir respirar, foi perdendo as forças. Suas pálpebras começaram a pesar e suas mãos desfaleceram.
OoOoOoO
Jared seguia pelos corredores, guiado pelos gritos que ouvia. A construção era imensa, com várias salas, salões, auditórios, laboratórios, dificultando sua busca. Seu coração deu um salto quando não ouviu mais os gritos do adolescente. Os únicos sons ouvidos eram a música, embora bem mais baixa, e o bater de seu coração.
Caminhou um pouco mais, conseguindo escutar a voz grossa de alguém que não conhecia, não entendeu bem o que ele gritava, mas correu ainda mais na direção dela e encontrou o homem do shopping em cima de Jensen estrangulando-o.
A imagem provocou em Jared um misto de sentimentos, culpa por ter sido descuidado, medo de ter chegado tarde demais e raiva, muita raiva daquele ser a sua frente.
- Sai de cima dele agora, ou eu estouro seus miolos, filho da puta! "gritou, apontando a arma, correndo na direção dos dois"
Pego de surpresa, mas aproveitando a distância que ainda existia entre o agente e ele próprio, saiu rapidamente de cima do menor, puxando-o e o colocando em sua frente, como se fosse um escudo. Com facilidade envolveu o pescoço do jovem com um braço e com a outra mão sacou a arma rapidamente apontando para a cabeça de Jensen. Este, por sua vez, que estava prestes a desmaiar começou a tossir e engasgar quando sentiu o ar entrando novamente pelos seus pulmões.
- Já..red ! "disse num fio de voz, com os olhos marejados e mãos trêmulas"
- Tudo bem Jensen... Vai ficar tudo bem "disse diminuindo os passos e chegando mais perto"
- Abaixa a arma "gritou o outro" – Ou eu enfio uma bala na cabeça dele...
- Você não vai fazer isso "rebateu Jared" – Se fosse já teria feito " disse tentando manter a calma"
- Larga a porra dessa arma agora ou eu atiro! "gritou transtornado"
- Tudo bem! Tudo bem "disse Jared ao notar a falta de controle do outro" – Eu vou colocar a minha arma no chão.
Jared olhava de Jensen para o raptor, tentando transmitir segurança com o olhar para o menor. Precisava se fazer entender e numa troca de olhares, apesar de notar o desespero no olhar do adolescente, viu que foi correspondido, quando o mesmo acenou levemente com os olhos.
- Chuta pra mim "continuou o agressor quando Jared colocou a arma no chão"
- Tudo bem. Eu vou chutar ok... Chutar Jensen "enfatizou olhando para o menor"
Jensen não pensou duas vezes e ao ouvir o que Jared falara, aproveitou o momento de distração de seu algoz, deu um chute para traz acertando em cheio a canela dele, que ao sentir a dor invadir seu corpo soltou o corpo do menor. Jensen aproveitou para deferir outra cotovelada no rosto do homem às suas costas, desvencilhando-se e caindo para o lado.
Tudo ocorreu de forma muito rápida. Jared ao perceber o que estava ocorrendo avançou para cima do seqüestrador, que tinha deixado o revolver cair. Os dois foram de encontro ao chão, rolando pelo corredor, entre socos e agarrões. Jensen assistia a tudo encolhido num canto, tentava raciocinar, mas o pânico que tomava conta de si o impedia.
Jared era tão grande e forte quanto o homem com quem lutava, e em minutos pode perceber que as técnicas de luta aprendidas na academia valeram a pena, pois logo estava com o agressor dominado de bruços sob o seu corpo.
- Agora eu quero ver como você se sai com alguém do seu tamanho, seu desgraçado "disse com raiva na voz" - Quem mandou você? "perguntou, puxando os braços do homem sob si para trás e cruzando-os nas costas"
- Ninguém "
- Fala! Ou eu quebro o seu braço "gritou"
- Ai, ai, pega leve aí cara "choramingou", já disse que ninguém me mandou.
- Eu to perdendo a paciência... Fala! "gritou, apertando os braços do seqüestrador ainda mais.
- Aiii ! Tá bom, tá bom...Foi o Rosenbaum...o Rosenbaum..." ofegou"
- Por quê? O que o Rosenbaum quer com o Jensen?
- Eu não sei... Juro "ofegava" – O meu trabalho era levar o garoto, só isso...
Jared estava tentando extrair alguma informação do raptor e não percebeu a chegada de outro capanga armado. Só se deu conta quando ouviu-o gritar para soltar o homem que mantinha preso sob seu corpo.
- Solta ele agora "gritou o outro comparsa ao aproximar-se apontando uma arma"
O moreno, por possuir reflexos muito rápidos, apenas rolou de lado pegando sua arma que estava caída próximo ao seu corpo e disparou contra o homem que entrara gritando. Devido sua posição desfavorável, acertou-o apenas de raspão.
Os dois bandidos correram em direção a saída, cambalearam entre os corredores, sem olharem para trás. Jared não tinha intenção de matá-los, pois não queria chamar atenção da polícia para corpos no campus da faculdade. Correu atrás dos bandidos e viu quando os mesmos entraram numa Vam preta sem placa.
Voltando para dentro do prédio, correu em direção a Jensen, que estava encolhido num canto, com um olhar distante.
- Acabou... Eu estou aqui "disse Jared abaixando-se"
- Não me deixe sozinho... Eu... Eu... "disse entre lágrimas, com a voz mais rouca que o normal.
- Shhhh "interrompeu, tentando acalmar o menor" – Eu não vou te deixar sozinho... Nunca mais "disse segurando o rosto do menor entre as mãos, secando com os dedos as lágrimas que teimavam em cair.
Jensen ainda sentia-se em pânico, mas Jared conseguia trazer-lhe uma paz inexplicá o medo que estava sentindo dissipara-se à sua simples presença. Sentir o toque de suas mãos em seu rosto trazia-lhe confiança. Queria poder sentir mais desse toque. Precisava sentir-se seguro novamente senão enlouqueceria. Com esse sentimento atirou-se nos braços do mais velho que lhe acarinhava a face e aconchegou-se em seu peito, terminando de chorar seus medos no homem a sua frente.
Jared, pego de surpresa inicialmente, não demorou muito em envolver o menor em seus braços e ajeitar-se melhor para colocá-lo no colo. Passava uma das mãos por suas costas e com a outra fazia carinho em seus cabelos, não tão longos quanto os seus, mas também não tão curtos, tirando assim alguns fios que teimavam em cair na testa do loirinho.
- Você está tremendo... Não precisa ter mais medo, eu estou aqui.
- Eu tive tanto medo "disse entre lágrimas"
- Tudo bem Jensen, é normal ter medo da morte
- Eu... Eu não tive medo de morrer... Eu... Preferia que ele tivesse me matado... "disse afundando ainda mais o rosto em seu peito e segurando mais forte em seu terno"
- Jensen" falou surpreso, sentindo uma pontada no peito ao ouvir aquelas palavras. Puxando seu queixo para olhá-lo no olhos, continuou" – Por que você quer morrer?
- Alguma vez você já foi forçado a fazer uma coisa contra sua vontade Jared? "disse com lágrimas nos olhos"
- Não... Não que eu me lembre...
- Eu... Eu já! "disse baixando os olhos" Isso, é pior que a morte Jared... Muito pior "disse soluçando" - Ele ia... Ele queria... Queria me forçar... " não conseguiu concluir a frase, nem encarar o moreno a sua frente"
- Oh Meu Deus, Jensen! "disse com um aperto no peito" – Olhe pra mim, não tenha vergonha de mim Jensen "disse ao entender o que o loirinho queria dizer, fazendo o menor olhá-lo" – Ninguém mais vai te fazer mal, você está me escutando, eu não vou deixar, eu prometo!
Eles apenas se olhavam contemplando a beleza um do outro. Jared queria poder acalmar aquele coração ferido e triste. Apertava-o ainda mais em seus braços querendo protegê-lo de qualquer mal. Não admitiria que ninguém mais o fizesse sofrer. Acariciava o rosto do mais jovem querendo enxugar as lágrimas que, embora mais raras ainda caiam.
Ficaram assim, sem saber por quanto tempo. Jared então, não resistindo, começou a distribuir beijos calmos e suaves pela face de Jensen, sentindo o gosto salgado das lágrimas que ainda rolavam. O loirinho ao sentir o toque dos lábios quentes em seu rosto, apenas fechou os olhos, deixando-se beijar. O moreno depositou beijos em seus olhos fechados, para então descer para seus lábios.
Selou-os com um beijo calmo e gentil, sentindo a maciez daqueles lábios, logo sendo correspondido. Jensen beijava de volta. Era um beijo doce e cheio de sentimento. Passaram alguns minutos assim, apenas conhecendo, sentindo o gosto dos lábios um do outro. Até que Jared pediu passagem e iniciou um beijo mais profundo, segurando-o pela nuca.
Jensen permitiu, sentindo a língua de Jared movimentar-se dentro de sua boca lentamente, sentindo seu gosto, sugando sua língua. Também passou a beijá-lo com mais voracidade e desejo.
Diminuíram o ritmo e repetiam os selinhos inicias até separaram-se e apenas continuarem se contemplando numa conversa muda.
N/A: Queria agradecer ao todos que têm acompanhado e deixado seu cometários...vocês são maravilhosos !
Mas preciso do feedback de vocês...o que estão achando? adianto que muita coisa ainda vai rolar...
Até o próximo capítulo!
Anali : Oi querida ! O que importa é que você chegou, kkkk. que bom que você gostou do capítulo...Tá com saudade do Jeffrey é...Não se preocupe, ele vai aparecer mais em breve , não sei se c vai ficar com tanta saudade dele assim...mas fico feliz em saber que ele fez falta...Adoro o Steve, ele é de bem com a vida e isso é que importa...Ah e o Chris...ele realmente é uma amigo de verdade...muito raros hoje em dia...quanto ao Jen, não e preocupe o Jay é seu anjo da guarda, pelo menor por enquanto, opsss nada de spoiler...
Bjss e até o próximo!
Carol: Olá querida, que bom que tenho mais uma leitora, muito bom saber...Espero que esteja gostando e possa me presentear com a sua presença nos próximos capítulos...Obrigada !
Pérola: Oi linda ! Também adorei a troca de olhares entre eles...lindos! e o Jay sem camisa, realmente covardia, rsrsrsrs. E o conflito do Jen realmente é palpável, difícil acreditar quando já se foi traido. Quanto ao Chad, logo teremos mais explicações...E o Jared é perfeito, mas bonzinho, não sei exatamente (mente diabólica em ação), brincadeirinha. O Chris é o amigo de todas as horas, são poucos e raros. Algo de bom o loirinho tinha que ter né! Má? kkkkk, só apimentei um pouquinho...brincadeirinha... a verdade é que se eu continuasse ali o capítulo ia ficar enorme, sorry...Obrigada por acompanhar...fico muito feliz em saber que estão gostando...
Obs: Sua nova fic também está mara, parabéns!
Bjsss e até o próximo.
