Me deixem paz, me deixem em paz! Eu entoava mentalmente enquanto corria. Eu não fiz essa bagunça!
Os passos atrás de mim continuavam cada vez mais próximos. Eu me obrigava a continuar correndo, buscando desesperadamente alguma maneira de me livrar de quem quer que fosse.
Então fez-se luz na minha cabeça. Há algum tempo atrás, conheci um clã egípcio. Havia um garoto – Benjamin – com um poder tão fascinante, que eu usava-o com tanta freqüência quanto podia.
Parei de correr e levantei as mãos, instigando o vento a seguir meus movimentos. Eu criei uma cortina de vento que bloqueava completamente quem estivesse tentando me perseguir.
-Angelina! É você? Você está fazendo isso? – perguntou alguém incrédulo. Eu congelei e a influencia que eu tinha sobre o vento se desfez.
-Alec? – devagar a névoa escura se dissipou.
Ouvi o riso dele e finalmente pude vê-lo. Estava tão lindo quanto antes, com um sorriso divertido repuxando os cantos dos lábios, e uma sobrancelha arqueada. O capuz do manto escuro ocultava parcialmente seu rosto, mas a parte que eu via me fez sorrir.
-Fugindo de mim, Cullen?
-Steiner. – corrigi – Não posso mais ser chamada de Cullen.
Ele abriu um sorriso imenso ao notar a sutil mudança na cor dos meus olhos.
-Angelina Steiner. Eu gosto – ele aprovou, divertido. – Então, fugindo de mim, Steiner?
-Sabe como é, Volturi. – encolhi os ombros e pisquei um olho.
Ele riu.
-Hum... Poderes novos?
-Gostou? – eu sorri um pouco pretensiosa, tenho que admitir. Para mostrar de que eu falava o vento se moveu fazendo barulho como acontece antes de tempestades.
-Muito – ele admitiu, parecendo admirado.
Eu sorri toda orgulhosa de mim mesma. Deixei Alec Volturi admirado com uma amostra de poder. Boa, garota!
-Então, por que está aqui?
-Vim limpar sua bagunça.
-Minha? – repeti – Eu limpo minha sujeira!
-Limpa, é?
-Sim.
Ele encolheu os ombros e resolveu mudar de assunto.
-Fica aqui por quanto tempo?
-Algum – dei de ombros. – Não tenho pressa ou rumo, sequer.
-E companhia, tem?
-Só se isso for uma proposta – eu olhei para baixo, escondendo um sorriso.
-É uma proposta se isso for um sim.
-Pode crer! – acenei com a cabeça.
Ele riu.
-Então temos somente que avisar aos outros que eu não volto com eles.
-Vai ficar por quanto tempo?
-Quando me der vontade.
-Aro não se zanga?
-Não. Preciso de ar fresco. Vamos procurá-los?
-Hum... Não pode ir sozinho?
-E te dar oportunidade de fugir? Nem pensar!
Revirei os olhos.
-É rápido!
-Tá bem... – eu meio que rosnei.
Ele me lançou um olhar demorado e depois correu. Hesitante, eu o segui.
-Eles estão ali... – ele anunciou, apontando para frente.
-Eu espero aqui. – resmunguei, já me içando para cima de uma árvore.
Enrosquei meus joelhos em um galho suficiente firme e fiquei de cabeça para baixo, tentando enxergar por entre as folhas.
Quatro mantos. Um deles era Alec. O menor era Jane. O enorme com toda certeza era Felix. O outro poderia ser Demetri, eu não tinha certeza...
Jane estava fuzilando Alec com o olhar. Por segurança coloquei o escudo de Bella ao redor dele. Eram irmãos, mas eu sabia que Jane era um pouco... Sádica.
Um dos vultos se virou na minha direção e me encarou diretamente nos olhos. Demetri.
Imediatamente voltei a me sentar na árvore de cabeça para cima, sem parecer um macaco.
-Angelina! – o ouvi dizer para Alec, como em uma acusação – Não vai voltar conosco porque ela está com você!
-A Aberração? – Jane quase gritou.
Eu não conseguia mais vê-los, por causa dos galhos. Preferia estar camuflada na árvore que tentar espreitar e ser vista mais uma vez.
-Não é da sua conta. – rebateu Alec, para Demetri.
-É Sim! Isso é jogar sujo!
-Não se trata de um jogo, Demetri. – respondeu Alec, após respirar fundo.
-Está indo por quê? – insistiu Jane.
-porque tenho vontade! – Alec respondeu contrariado. – Não sou nenhuma criança, não tenho que explicar minhas decisões para vocês.
-Tem para Aro. – rebateu Felix, falando pela primeira vez.
-Eu cuido de tudo.
-Alec, você é um idiota – rosnou Demetri. Parecia tão irritado! Eu não entendia. Não me lembrava de ter feito algo realmente ofensivo para ele algum dia, para que ele acarretasse tanto ódio.
Achei que aquilo já tinha ido longe demais. Soltei minhas mãos dos galhos e cai no chão silenciosamente. Em questão de segundos eu estava ao lado de Alec.
-Já resolveu? – perguntei, ignorando os outros. Eles estavam sendo maus para Alec, eu não tinha motivos para me dirigir a nenhum deles.
Ele sorriu.
-Sim. – Não era verdade e ele sabia que eu estivera ouvindo, mas decidiu usar minha aparição como ponto final para a conversa.
Demetri tinha os olhos colados em mim desde o momento em que entrei no campo de visão deles. Não me encarava com rancor, ou nenhum sentimento nocivo. Essa parte parecia estar destinada a Alec. Para mim havia somente... Não entendi bem. Mas havia uma espécie de brilho malicioso nos olhos dele. E o sorriso me deixava um pouco angustiada. Era lindo, é claro. Mas de qualquer forma, não parecia me querer bem.
-Então já podemos ir? – perguntei ansiosa. Ficar perto de Demetri não era a coisa mais excitante do mundo. Não mesmo.
-Podemos, é claro. – ele sorria sem esconder o divertimento. Parecia satisfeito ao ver que eu não tinha Demetri em alta consideração.
Ele se despediu de Jane como pode, uma vez que ela não queria falar com ela e nos viramos para sair.
Antes, porém, que eu pudesse correr senti alguém me segurar pelo braço. Era Demetri.
-Cullen, eu sei que foi você quem fez a bagunça aqui! Então não pode simplesmente me dar as costas e ir embora!
-Steiner! – rosnei. Não que eu não quisesse ser uma Cullen, mas tinha a ligeira impressão de que não seria bem vinda de volta como estava agora. – E eu vou para onde eu quiser! Não estou fugindo de vocês, uma vez que Alec está comigo e não fiz nada de errado, sequer!
-Demetri. – Alec sibilou.
A mão de Demetri no meu braço se afrouxou e eu o puxei, começando a correr logo em seguida.
-Eu sinto muito por isso. –Alec estava correndo comigo.
-Ele não gosta de mim, certo?
-Ele gosta. Esse é o problema. Bem... Na verdade não gosta. É mais um "desejo".
-Uuuurgh. – estremeci. Não conseguia me imaginar embolada com Demetri. Ainda mais porque eu era virgem. Não que Seth não tenha tentado me levar para cama, porque tentou. Mas eu nova como ainda era corria o risco de mordê-lo. E aí, Hasta la vista Seth.
-O quê? – Alec me encarou, curioso.
-Ele é que tire o cavalinho da chuva – respondi.
Alec riu.
-Ele não vai gostar disso.
-Não me importo – fiz um meio sorriso e o olhei de rabo de olho.
-Eu também não – ele concordou.
Depois disso corremos mais um pouco, ambos calados.
-Volturi? – tive que chamar depois de algum tempo.
-Sim, Steiner? – ele responde amigavelmente.
-Estamos indo para onde?
-Não faço ideia.
N/a: Olá pessoas e seres que estão lendo isso! :D E aí, povo? Tudo na boa? :D Estava com saudades já o.o E sim, eu seeeeeeei que a culpa é mesmo minha que demorei para postar o.o Desculpem! E espero que tenham gostado do capítulo!
Sofia Bitch :D : Ta aqui amor o.o Chegou o.o Demorou só um pouquinho o.o Te amo xD 3
DW: Pois é! xD Eu me empolguei quando fui reescrever, e acho que ficou bastaaaaante diferente. Mas eu prefiro assim. E você? Também espero que não suma outra vez! xD Beijos!
Hino: Aaaaaaah, que bom que você gostou! xD Fico feliz quando recebo seus reviews, são engraçados xD Adoro quando conta suas reações haha xD Beijinhos! :)
Cacap: Obrigada, obrigada mesmo! :)
Lina: Sorry :/ Agora já está! :)
CamiEvansPotter: Vou responder todos aqui em um só, tá? xD Fico mesmo feli que tenha escolhido a minha para ler como a primeira do Crepúsculo! :D Meu Deeeeeeeeeeeeeus, você gosta mesmo do Alec, como eu! xD Tanto em comum, amiga! xD Aaaah, gostou do dom? Eu achei demais! xD Eeee o Seth não sofreu! :D Aaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiii, bandida! Pensamentos Perversos, é? hahaha xD Entãããão, ainda não sei quando ela volta xD Obrigada pelos reviews, querida :) Beijos! ;
É só! :D
13-O3-2O12
