This Surprise – Por Luxúria Black
Capítulo 8
Mês 6
O volume da barriga aumenta consideravelmente. O bebê muda de posição frequentemente e a futura mamãe sente perfeitamente os seus movimentos. Podem começar a notar-se as denominadas contrações (não dolorosas) de Braxton Hicks, uma espécie de massagem que o útero faz ao feto para ensaiar o parto.
Estiquei-me na cama sentindo uma pequena falta de ar. Ao abrir os olhos, encarei Edward. Desde que nos casamos era assim. Todas as vezes que eu acordava, ele estava ao meu lado, assim como quando ia dormir. Era protetor, e eu havia me acostumado com essa proteção.
Suspirei e sorri, arrumei-me na cama com dificuldade. A barriga estava cada vez maior, parecia um balão de soprar prestes a explodir com apenas um soprada. Era uma judiação dormir com essa pequena bolinha na barriga. Por dois fatos:
1º: O bebê não parava de se mexer, parecia cansado de ficar numa única posição. Eu sentia ele se movimentar com uma freqüência enorme. E sempre acordava a noite para tentar me colocar numa posição melhor, mas isso o fazia se mexer cada vez mais. Não doía, apenas era um pouco incômodo. Parecia que todos os meus órgãos estavam soltos e balançando dentro de mim.
2º: A falta de ar era o pior. Parecia que eu não conseguia respirar. Quando eu me colocava de um lado, parecia que o bebê ia junto e apertada meus pulmões. A mesma coisa acontecia se eu ficava de costas. E ficar de bruços estava fora de cogitação, por causa da barriga. Então simplesmente tentava respirar lentamente e voltar a dormir sobre os olhares angustiados de Edward.
- Eu nem vou perguntar se você dormiu bem.
- Foi difícil – suspirei.
- Incomoda muito?
- Não, é só que ele não fica quieto – falei, com a voz estrangulada, pois o bebê começara a se mexer.
Parecia que ele estava se esticando, grunhi com o movimento. Sobre minha barrigada dava para perceber um pequeno aumento do lado esquerdo.
Edward se moveu e colocou as mãos sobre minha barriga, como se estivesse fazendo carinho, mas eu sabia que não era para mim, mas sim para o bebê.
- Você está machucando a mamãe – ele falou com a voz suave. – Sabia que quando você vier para cá ela que vai cuidar de você a maioria do tempo? – por mais bobo e clichê que isso pudesse parecer, isso acalmou o bebê. – Nós já amamos você, mas você esta sendo um pouco malvado não deixando a mamãe dormir. Ela vai passar mais noites em claro quando você nascer.
Ele depositou um beijo e voltou para meu lado.
- Melhor?
- Como nunca me senti na minha vida – respondi, lembrando de uma conversa em que ele respondeu isso para mim.
///
Estávamos assistindo um jogo em que Emmett torcia com fervor, o que era engraçado de ver, pois todo esse fervor era destruído por Alice e suas previsões sem cabimento. Ela falava sobre os movimentos dos jogadores e Emmett quase foi para cima dela quando disse que não aconteceria o gol.
E não aconteceu.
Jasper, ao lado da pequena, apenas riu. E Rosalie, sentada atrás de Emmett, que estava no chão, apesar revirava os olhos para os gritos do marido. Carlisle e Esme observavam todos com interesse, eram a família deles. Ninguém podia negar que, por mais estranhos e diferentes – internamente – que cada um fosse, eles se tratavam como família, o que tirava qualquer duvida.
- Ele não vai marcar novamente – ela falou, com fingida indiferença.
- Alice! – gritou Emmett.
Eu ri. Era engraçado ver Emmett sério, o que não acontecia muito. E já que ele ria de mim o tempo todo dizendo que eu estou andando como uma pata ou algo do gênero, eu poderia aproveitar a situação, da forma mais digna possível, e rir da cara dele.
Eu estava deitava, com a cabeça no colo de Edward e meus pés no braço da poltrona. Aquela forma de ficar na poltrona havia virado costume. Era impossível não ficar com os pés para cima, parecia que uma onde da gelo passava pelas minhas pernas, aliviando a dor. Carlisle falou que o inchaço de minhas pernas era menor, por que Edward não me deixava andar pela casa, já que ele sempre me pegava no colo. O que eu não reclamava, era triste andar como "uma pata" para lá e para cá.
Senti uma pontada a cima do ventre, mas nem liguei pensando ser outro chute, mas a pequena fisgada continuou persistente, até ser uma dor chata. Até que parou e veio, rapidamente, com muita força.
Foi um pouco impossível não soltar um gemido. Edward ficou alarmado. Me sentei rapidamente, segurando a barriga.
- Tá doendo – resmunguei.
- Como?! – ele exclamou.
Carlisle se aproximou e parou na minha frente, colocando as mãos na minha barriga, talvez examinado a posição do bebê, que parecia se mexer cada vez mais sob as mão geladas do médico.
- Não é hoje – Alice falou.
Todos sabiam que ela falava do nascimento, mas então por que estava doendo? Gemi novamente, quando a pontada foi forte o suficiente para me fazer curva para frente.
- Provavelmente são contrações de Braxton Hicks – Carlisle falou, confiando em Alice. – São contrações do útero, não é preciso se preocupar – olhou para Edward ao falar isso. – É apenas a preparação que seu corpo está fazendo para o nascimento do bebê. É normal a partir do sexto mês.
- É constante isso? – perguntei, alarmada.
- Não, mas podem ocorrer outras vezes.
- Deus! – suspirei me encostando no sofá, relaxando quando a dor começou a desaparecer.
- Elas podem aparecer de meio em meio segundo, ou de um em um minuto, não se sabe.
- Mas o que fez isso acontecer? – perguntei emburrada. – Eu li que era preciso esforço físico, mas eu estou deitada.
- Na verdade pode ocorrer por causa da posição também. Se isso acontecer novamente mude de posição ou até mesmo ande, pode ser em circulo, em quadrado, não importa. Isso fará a dor passar.
- Ok.
- Eu sei pra quando o bebê é – sorriu Alice ao meu lado. – Quer saber?
- Não, Alice – me segurei para não revirar os olhos.
- Deixe-a em paz – resmungou Edward, a empurrando. Me abraçou pelo ombro, me trazendo para mais perto. – Está melhor?
- Sim, não precisa se preocupar. Eu só não quero que você entre em choque – ri.
- Vou tentar.
x.x.x.x
Mês 7
Podem surgir dores nas costas e dificuldades em respirar porque o coração bate agora mais depressa para bombear o sangue através do corpo materno até à placenta. O parto está perto e as preocupações sobre o que se irá passar podem refletir-se nos sonhos.
Era comum eu acordar e me ver de bruços na cama, usando o braço de Edward como travesseiro, mas dessa vez eu estava usando o estômago dele como travesseiro, o que era muito estranho.
Voltei a posição normal, usando dessa vez o travesseiro.
- Volte a dormir, ainda está de noite – falou, alisando meus cabelos.
- O que houve? – perguntei.
- Você estava sonhando e falando como sempre, nada demais.
- É? Eu não me lembro de nada – resmunguei sonolenta.
- Volte a dormir.
Logo eu fui tomada pelo cansaço e voltei a dormir, como ele havia sugerido. Quando acordei ainda estava na mesma posição. Usando o travesseiro, de bruços, com Edward ao meu lado.
Me mexi para abraça-lo, mas gemi ao sentir uma enorme pontada nas costas.
- Ele esta se mexendo novamente? – perguntou, carinhoso colocando a mão sobre minha barriga.
- Não – suspirei. – Minhas costas doem.
Resolvi não me mexer e continuei na mesma posição sem me importar. Edward riu e se moveu para me beijar.
- Você acha engraçado por que você é homem e não sente dor nenhuma.
- Eu sinto sim – ele se moveu de forma que eu pudesse olhá-lo nos olhos. – Se eu acordasse amanhã e percebesse que tudo o eu vivi e passei até agora para te encontrar foi em vão e fosse tudo um sonho, eu sofreria muito. Seria maior dor do mundo: viver sem você e achar que você foi apesar o melhor de meus sonhos.
Tentei me mexer para tocar o rosto dele num gesto de carinho humano. Ele fechou os olhos sentindo o toque.
- Em baixo de que pedra você estava escondido, Edward?
Ele me beijou e voltou a se deitar, tentado me aconchegar, junto com a enorme barriga, em seus braços.
- Você falou que eu sonhei ontem? Deve ter sido bastante intenso para eu acorda na sua barriga – ele riu.
- Você resmungou algo sobre dores muito fortes e nunca mais deixar eu te tocar.
- Tem certeza? – ri. Edward? Não me tocar mais. Só sonho mesmo, quase um pesadelo.
- Eu sonhei com mais alguma coisa?
- Não, depois você dormiu bem, apesar de ficar mudando de posição o tempo todo.
- Foi só um sonho – sorri.
Graças a Deus!
- Você nunca mais vai deixar eu te tocar? – ele perguntou manhoso. Era impossível resistir a Edward de qualquer maneira. Corei ao ouvir a voz e perceber as intenções dele.
- Se você ainda conseguir me ver como algo que não seja um balão e continuar a me desejar.
- Eu vou te desejar o tempo todo, independente de como você foi ou como você está. E para mim você continua sendo a pessoa mais perfeita do mundo.
- Você nunca viu muito do mundo, né?
- Já, sem exageros. Quando se tem a eternidade nós não sabemos o que fazer, então inventamos.
Sorri.
- Como estão suas pernas? – perguntou.
- Inchadas – falei, me apoiando nos cotovelos para examiná-las e fiz uma careta. – Como você consegue ficar com alguém que tem canelas desse tamanho?
- Bella, você não pode falar assim de você mesma. Eu tenho certeza de que quando você olhar para a carinha do nosso bebê, você não vai se arrepender e dizer que faria tudo de novo.
- Provavelmente. Até por que fazer é a melhor parte.
Gargalhei corada junto com ele.
///
Gemi ao me sentar na cama, minhas costas doíam como se eu tivesse dormido de mau jeito, mas eu não tinha. Coloquei minhas pernas flexionadas, em posição de lótus. A barriga pesou entre as pernas, mas ficou relaxada e o bebê se moveu levemente. Acariciei, pensando que em poucos meses eu teria aquela criaturinha em meus braços.
Fiquei com um pouco de medo pelo fato do bebê ser mimado, por seu o único da família, desde séculos atrás.
Edward abriu a porta, enquanto equilibrava uma bandeja em outra. Atrás dele estava Alice. Com um enorme sorriso ela se jogou na cama ao meu lado.
- Como está?
- Estou bem – me assustei quando Edward colocou a bandeja próxima aos meus joelhos. – Eu não vou comer isso tudo, vou?
- Vai – falou Alice.
- Carlisle falou que você tem que se alimentar bem, por que esta comendo para dois.
Pequei um pedaço de maça e levei a boca, não antes de fazer uma careta para eles. Alice riu.
- Ai, eu não me agüento – ela exclamou. – Eu vou contar para você, Bella, por que Edward já sabe – falou, batendo na cabeça. Claro, ele já tinha lido na cabeça dela.
- Pode falar.
- É que a Esme vai dar um presente para vocês.
- Sério? – exclamei. – Ela não precisava gastar dinheiro com isso.
- Ela não gastou dinheiro, Bella – Alice revirou os olhos. – Como se isso fosse algum problema. Você age como se eu não soubesse dos altos e baixos da bolsa de New York.
Sabia!
- Ok. O que é?
- A família de vocês cresceu, e é obvio que vocês precisam de espaço, tanto para vocês, como para o bebê. Então, do outro lado do lago, ela pediu ajuda a Jasper e Emmett para ajudarem-na a construir uma pequena casa do outro lado do lago.
- Como? Uma casa?
- Não é bem uma casa. É uma espécie de casa do campo. Ela decorou por dentro e por fora, assim como o pequeno jardim que dá para a floresta. E eu fiz seu closet e da ... nenê – falou.
Arregalei os olhos para Alice.
- Alice! Edward, ela falou – resmunguei, com pequenas lágrimas nos meus olhos. Edward revirou os olhos para Alice, bufando. Eu nem liguei dela ter falado do closet e nem pensei nas milhares de roupas, que eu nem iria usar, que ela havia comprado.
- Ow! Bella desculpa, eu falei sem querer, eu não queria – falou, parecendo realmente arrependida. Ajoelhou-se na cama e me abraçou, - Desculpa, desculpa. Eu ... eu ...
Ela estava gaguejando. Dei de ombros respirando fundo tentando fazer as lágrimas desaparecerem, tentado não deixa-la mais arrependida.
- Tudo bem.
- Eu juro que não queria falar, mas saiu. Desculpa – se afastou me olhando.
- Tudo bem.
- Ah! Que estúpida!
- Agora, para com isso, Alice! Era bobeira eu tentar fazer disso uma surpresa.
- Não, não era. O filho é seu, eu não deveria ter aberto minha boca grande.
- Não tem problema, agora é até melhor. Eu preciso me acostumar com a idéia de ter uma filha.
Suspirou ainda triste por ter falado. Eu tinha me importado um pouco, queria que fosse surpresa, mas tudo bem. Edward acariciou minha bochecha. O olhei e logo virei para Alice.
- Você falou que fez meu closet? Eu espero que tenha calça jeans e blusa de flanela.
Vi o sorriso aliviado aparecer no rosto pequeno.
x.x.x.x
NA: Para começo de conversa, quero pedir desculpa para um erro horrível. NÃO A BELLA NÃO TEM PROBLEMA MENTAL, EU É QUE ERREI. Até por que é meio estranho ela pedir suco e tomar milkshake. *-*' Me desculpe gente, foi erro totalmente meu oo' OIEOEIOEEOEIOEIE
Minha internet deu problema ¬¬' eu iria postar no sábado e aqui estou postando no domingo, enquanto meu pai faz um churrasquinho sinistro na varanda :D OEIOEIEOIEOEIEOIEOEI Amanhã começam as aulas, fudeu – obgs. Então so vai das para postar a noite e eu nem sei quando, mas o mais rápido possível, não de preocupe. Então eu vou-me **' Beiijos nos coraçõzinhos. Luxúria Black
NB: Lindo *-* Um dos meus preferidos esse, sem dúvidas *-*.
Bebê ta chegando, falta pouquinho agora *emociona*
Beijinhos, até o próximo!
Betina Black
