Título: The Xmas Club
Autora: Prince's Apple
Personagens: Severus Snape, Marlene Mckinnon, Alvo Dumbledore, Argus Filch. Penélope Lane (OC), Sirius Black, Remus Lupin ...
Aviso: Nenhum personagem dos livros, ou universo, me pertence. Infelizmente, devo quase tudo à JK.
Resumo: Vocês odeiam o natal? Eu odeio ter que vigiá-los no natal! Lene/Sev. Sirius/OC
The Xmas Club
(Baseado em The Breakfast Club. Em memória do grande John Hughes)
***
"E, essas crianças em que você cospe, enquanto elas tentam mudar o mundo delas, são imunes aos seus conselhos. Elas sabem muito bem o que está se passando"
(David Bowie)
Capitulo 9: O Clube
Penélope rompeu enfurecida à porta da biblioteca, ela pensava que para ali não mais voltaria, mas Sirius conseguiu forçá-la a rever certos conceitos. E, tal qual uma bala, a garota passou pelos três alunos que ali estavam, encarando cada um deles e por fim se sentando na mesma cadeira que antes havia abandonado.
Marlene e Remus ficaram surpresos com a presença dela, mas não com a expressão carregada que seu rosto ostentava — Ela sempre ta com essa cara, mesmo — um deles pensou.
Apenas Severus, que a conhecia melhor que ninguém, notou que algo não corria bem.
— Severus, aonde você vai? — McKinnon lhe perguntou, vendo-o se levantar. Em resposta, como se dissesse "espere aí", o rapaz apenas gesticulou. Marlene deu de ombros e ficou lá; esperando.
— Penélope? — ele perguntou àquela figura enterrada em sua cadeira. — Aconteceu alguma coisa?
— Estou tentando pensar. — ela mentiu, encarando o pergaminho imaculado que tinha em mãos. Nem em mil detenções, Lane saberia redigir algo sobre si mesma. — Me dê licença, por favor?
A sonserina havia pedido licença? Sem sombra de dúvidas, Penélope Lane, não estava em seu juízo perfeito. Um simples gesto dela havia se feito e Snape já sabia que as coisas definitivamente não estavam correndo bem.
O rapaz tentou continuar lhe dando atenção, mas de repente, todos os olhares se voltaram à figura que acabara de surgir à porta: Sirius Black
Ao contrário de Penélope, ele não estava enfezado ou alto do tipo. Sirius estava bem, muito bem. Não constava nenhuma mordida ou pescoço quebrado, então, ele estava bem. Na verdade, quem reparasse bem, veria que seus olhos claros até possuíam um brilho diferente. O brilho da vitória, acompanhado do sorriso de mesmo nome.
O quieto Remus, correu os olhos de Lane, prostrada na cadeira, até o seu amigo de pé. O castanho comparou os rostos de cada um deles e, sem querer, deixou-se rir. Já Marlene... Essa não entendia nada. Na verdade: ela nem tentava. Aquilo não era da sua conta, assuntos que envolvessem àquela gente (lê-se Sirius e Penélope) não eram da sua conta.
— Espera aí! — Severus exclamou inesperadamente — O quê andou acontecendo lá fora?
— Nada, Ranhoso — Black respondeu se armando pra uma briga — Por quê? Seu tivesse dado uma lição nela, o que você ia fazer? — ele provocou — Me matar com a sua redação?
Severus não respondeu. Talvez ele não tivesse uma resposta, mas Sirius também não merecia uma.
— É incrível como ele desiste fácil de mim. — Lane reclamou mentalmente.
O sonserino deu às costas ao outro e voltou a se sentar ao lado de uma Marlene inquieta.
— Da próxima vez — ela voltou-se a ele — Experimente ficar sentado. Hum!
— Vou tentar me lembrar disso.
— Você conseguiu escrever alguma coisa? — a corvinal perguntou antes de espichar o pescoço e constatar que não.
— Não to conseguindo. — Severus respondeu.
— Por causa da Lane?
— Não — ele respondeu em segredo — Por causa de você.
Ao ouvir aquelas palavras, Marlene riu intimamente. Era doce demais aos seus ouvidos ouvir alguém lhe confessar uma coisa daquelas.
— Eu também não paro de pensar em você — ela disparou amolecida — Quero dizer; em nós.
— Hum. — Severus exclamou baixando os olhos.
— Nós dois lá dentro na seção restrita e - - Quer dizer: Como nós pudemos?
— Ah, por favor, Marlene! Não lamente — ele pediu baixando mais ainda o tom de voz — Não foi bom?
A corvinal não falou nada, e, sacudiu a cabeça, rápida e positivamente.
— Hei, pessoal! — num ato inconveniente, Lupin voltou-se aos outros, pedindo atenção.
— Remus, por favor — Marlene tomou a palavra — Você já terminou a sua redação deixe que terminemos as nossas.
— Ah! Marlene, nem vem com essa história que eu vi você no maior papo com o Snape. — Em resposta; Marlene corou, recolhendo-se ao silêncio. — A questão é - - Não estou gostando do clima dessa biblioteca!
— Então, abre a janela. — Severus falou por cima do pergaminho
Marlene riu abertamente deixando seu companheiro satisfeito.
— Cala a boca, Ranhoso — o grifinório moreno se pronunciou antes de receber um olhar fulminante de Remus — Er... — Sirius se engasgou — Ou prossiga, caso o Moony queira.
— Snape, eu não estou falando desse tipo de clima. — o castanho continuou a sério — Vocês estão sempre mal humorados e sempre se achando auto-suficientes. Quero dizer... A gente não pode tentar ser, pelo menos, legal uns com os outros?
— Não, Moony — Black reclamou baixinho. Ele não conseguia se ver tentando ser legal com Snape. — Hum... O problema não é com a gente é com eles.
— Tem certeza, Sirius? — o outro perguntou em voz alta — Por que até agora nem o Snape nem a Lane se pronunciaram, só você!
— Hei! — a garota exclamou — Eu não quero ser legal com nenhum de vocês d- - — e olhou de banda pra Marlene — Três!
— Penélope...! — Snape tentou censurá-la em vão.
Como Severus, Marlene também não agüentava mais aquelas provocações imbutidas da outra. A corvinal acabou deixando-se dizer:
— Então- - — Marlene voltou-se à Lane — Se a senhorita encontrar a mim, ou ao Remus, pelos corredores vai simplesmente fingir que não nos conhece?
— Não — a outra respondeu de sua cadeira — Posso cuspir nos dois e, aí então, fingir que não os conheço. Pra mim vocês não são nada além de vermes rastejantes. Se eu pudesse, esmagaria cada um de vocês com as minhas próprias mãos.
— Ótima resposta, Penélope — Severus lamentou ironicamente — Ótima resposta. Assim você vai longe.
— Cala a boca, Severus! — a garota gritou — Estou dizendo a verdade, oras! O que você vai fazer, na terça feira, se o Remus passar por você e te cumprimentar? — e ela mesma respondeu: — VAI VIRAR O ROSTO!
—Ah! Por favor!- - — o rapaz mencionado tentou dizer, mas Snape retrucou antes:
— Isso é mentira!
— O mesmo vai acontecer com a McKinnon — ela disse voltando-se à outra — Quando você passar por ela, ela vai até te responder com um sorriso, mas depois vai rir nas suas costas.
— Cala a boca, Lane! — a corvinal deixou-se gritar. Na sua mente aquela seria última coisa que faria ao encontrar-se com Severus pelos corredores
— "Olha só como ele é ridículo, Vance" — a outra lhe imitou a voz — "E parece que nem lava os cabelos... Aquele seboso"
— CALA A BOCA! — Marlene encheu-se de fúria — Você não conhece; nem a mim nem a Emmeline. — e continuou — Então, cale a boca porque nós não somos assim!
Remus não sabia mais o que dizer. Por que ele havia começado aquela conversa? O rapaz estava profundamente arrependido. Se não fosse por ele, todos já tinham terminado suas respectivas redações e cada um já tinha seguido com o seu destino medíocre. — Como eu sou desgraçado. — ele pensou.
Já ao seu lado, Sirius tentava conter a enorme vontade defender os seus dois colegas ofendidos...
— Remus que me desculpe, mas... — o moreno disse a si mesmo. — Você é uma merda, Lane! — ele disparou, atraindo, instantaneamente, a atenção da sonserina. — Sempre batendo o recorde em estupidez e grosseria. Mas, será que você é tudo isso mesmo? — o silêncio se fez — Não! Penélope Lane não é nada, e, as coisas que você diz ou deixa de dizer, não fazem a mínima diferença!
— Fique na sua, Black — ela bradou — Desde quando você liga pro que eu digo? Eu não sou "nada", e, não "faço a mínima diferença" — a garota repetiu — Se eu não viesse mais pra Hogwarts ninguém notaria a minha falta! E quanto a você? Se abandonar às aulas é bem capaz de fecharem a escola.
— Não me compare a você!
— Eu lhe comparo com quem eu quiser — ela ratificou — Seu filhinho de papai! Sempre metendo o bedelho na vida dos outros! Se você ficasse calado talvez eu esquecesse da sua existência! — Lane gritava — Com quem aprendeu a ser tão chato? Com a mamãe querida? Eu aposto que sim!
— Sua - -
Black engasgou, por um instante não soube o que dizer. Ele sempre se perdia quando o assunto em questão era a sua mãe. A sua gigante e dominadora mãe: Sempre querendo privar os seus passos, sempre o humilhando... Sirius dava graças à Merlin pelo dom do atrevimento que lhe foi dado. Caso contrário o rapaz seria, segundo ele próprio, apenas mais um Ranhoso no mundo.
— Vamos ser iguais aos nossos pais? — Marlene interpôs com a voz fraca. Ela tinha quase certeza que sim. — Vamos ter o mesmo fim que eles?
— Eu não. — Remus pareceu ser o único a lhe responder
— Mas é inevitável. — ela retrucou se permitindo a continuar — Se eu virar uma auror, eu serei como os meus pais, e não vou ter tempo pra viver - -
— Morrerá antes. — Penélope sibilou, novamente se armando. Marlene fingiu não lhe ouvir — Severus vai virar um enrustido, mal amado igual ao pai dele. E, isso só não vai se repetir com Black porque, antes, ele vai acabar pagando com a própria língua.
— Era só o que me faltava — o grifinório falou sem jeito.
— Vai acabar sozinho, Black, perambulando pela aquela casa horrorosa dos seus pais. — ela provocou — E o Lupin? Vai passar a vida depositando a fé nos outros. Que patético.
— Patética é você! — o castanho bradou. — Você vai desperdiçar a sua vida se preocupando em ofender as pessoas. Vai ficar louca e ninguém vai te querer por perto! — e continuou, fazendo-a provar do próprio veneno: — Snape deve ter jogado pedra na cruz, por ter que te agüentar todos os dias. Quero dizer; ainda nem são quatro horas e eu já tenho vontade de arrancar os seus olhos fora!
— Você não sabe o que diz.
— Você também não sabe! — ele exclamou — Em vinte minutos, você falou tanto que, ofendeu até o único amigo que tem.
Com o canto dos olhos, Penélope procurou por Snape, o rapaz fingia estar mergulhado no pergaminho, mas na verdade ouvia tudo e... Até concordava com o licantropo.
— Você, Lane — Remus continuou em meio ao silêncio de Penélope — Não sabe da vida de ninguém e joga os insultos mais fáceis. E... É lógico que eles colam, por que... Qualquer insulto cola!
— Lupin, por favor — Snape sentiu-se obrigado a falar por cima do papel — Você fala dela, mas parece que engoliu uma pilha. Sejamos francos! — e levantou-se da cadeira com uma imponência docente.
Marlene, ao seu lado, pensou que; se Severus um dia chegasse a ser professor, seria um dos mais temidos. Temido e chato. A corvinal não reconheceu o doce amante da seção restrita naquela roupa de mediador.
— Somos diferentes, e vivemos em mundos diferentes. Não é verdade? — ele continuou
— Sim — Sirius e Marlene suspiraram em uníssono antes de se entreolharem assustados.
— Eu tenho os meus ideais, Marlene tem os dela — o sonserino continuou — Remus gosta de ordem, Sirius age mais do que pensa, e, Penélope nem é tão ruim assim... Um dia ela vai aprender a ser uma pessoa melhor, tá legal?
— RÁ! — Black arrastava a voz — Falou o dono da verdade.
— Não se sinta ameaçado, Sirius Black. Não vou tomar o seu lugar. — o sonserino retrucou — Só quero que vocês se perguntem se não ganharam nada de bom com essa detenção.
O silêncio imperou na biblioteca, ninguém teria coragem o bastante pra assumir que havia aproveitado bem aquele castigo.
Eram cinco desconfiados: Dois se descobriram numa paixão casual, um ganhara um discreto troféu pra sua lixeira, outro se descobriu um poeta nato, e uma havia sido calada da melhor forma possível: com um beijo.
Sim, tal qual a Murta, Penélope ganhara um beijo de Sirius Black, a garota relutava consigo, mas o que mais queria naquele momento era contar a todos. Porem, só uma louca espalharia esse segredo por aí, e Penélope Lane não era louca. Era?
— OK. Vocês não ganharam nada de bom com essa detenção? — Severus insistia. Mas, porque ele também não dizia a verdade? — Então, no geral, não descobriram nada?
— Bem... — a voz nasalada da sonserina ecoou — Descobri que Sirius Black - - — ela fez uma pausa, notando o terror se fazer no rosto do grifinório — Andou bebendo uísque durante a detenção. — que alívio — E, eu vou usar isso contra ele na terça-feira, no gabinete do diretor.
Por um momento Sirius pensou que aquela maluca contaria à todos como as coisas tinham terminando no banheiro feminino.
— Como você soube? — o grifinório perguntou. Afinal, Remus havia sumido com os cacos da garrafa — Como você descobriu isso, Lane?
—Quer mesmo saber?
— Claro!
— Eu senti o gosto!
— O gosto?! — um dos presentes exclamou.
Penélope voltou-se à todos com um sorriso maldoso nos lábios, e concluiu:
— Sim, senti o gosto quando ele me beijou..
— O quê?! — o mediador Snape deixou-se perguntar.
— Mentira! — Black disparou, sentindo o rosto arder — É mentira, eu nunca - -
— Aaahn... Realmente, não tinha outro jeito dela saber, Padfoot! — Remus disse, sorrindo por fim. — Que coisa, não?
— É mentira! — ele insistia, suando frio.
Porque para Black era tão fácil assumir mil garotas, mas não Penélope Lane?
— Como ela descobriu então? — McKinnon quis saber
— Ela só teve de perguntar à Murta, oras!
— E... — Remus se meteu, hesitante — Como a Murta soube?
Maldita pergunta, Moony
— Er...
— Sirius! — Marlene exclamou — Você ta ficando doido? Beijou a Murta?!
A emenda saíra pior que o soneto e todos acabaram rindo, menos Black, claro. Mas era, por demais, engraçado imaginar o garoto mais popular de Hogwarts se passando por aquilo: Sirius Black beijando o fantasma mais patético da escola.
— E como é que foi, Black? — Severus caçoou — Ela é fria ou quente?!
Sirius olhou na direção de Penélope, e viu que esta já lhe encarava. Por fim, a garota havia lhe roubado o sorriso da vitória. — A vingança tarda mais não falha — ela pensou.
Quando Lane decidiu abrir o jogo, já tinha a certeza de que o rapaz acabaria se queimando de qualquer jeito. Era certo que ninguém acreditaria nela e nem no beijo que ela afirmou ter ganhado, já que Lane tinha a terrível fama de mentirosa. Mas, ao fim, a garota acabou conseguindo o que tanto queria: teria torresmo de Sirius Black no jantar.
— Sabe... — Remus começou a falar, quando todos pararam de rir — Minha redação ta uma bosta. Parece uma poesia adolescente e - -
— Duvido, Remus! — a corvinal soltou um muxoxo, mas foi interrompida pelo barulho do papel sendo rasgado.
Mais uma bolinha foi ao chão.
— Por que você fez isso, Moony?! — Sirius perguntou incrédulo — Tava ótima!
— Vocês vão escrever a de vocês? — o rapaz perguntou ignorando a pergunta do amigo — Ninguém fez nada até agora, é isso?
— Ninguém. Inclusive você, Lupin — Severus interpôs mirando a redação do outro, amassada ao chão — O que vamos fazer, então?
Ninguém sabia o que dizer até que Sirius arriscou uma proposta:
— Escreve uma por todos nós, Moony?
Que descarado que ele era.
— Hã?! — a politicamente correta Marlene McKinnon exclamou confusa — Isso não é certo, Sir - - — ela gaguejou — Sirius! Quer dizer... Primeiro o Filch nem vai aceitar, e - -
— Por mim tudo bem. — o outro grifinório disse, para a alegria geral. — Eu faço uma por todos nós!
— Até por mim? — Penélope se pronunciou. Parecia que nunca alguém havia feito tanto por ela.
— Se você deixar!
— Pode ser — ela respondeu sem pensar duas vezes.
— "Obrigada, Lupin" — Severus voltou-se à amiga — É assim que se diz, Penny.
Lane relutou, mas... Acabou respirando fundo e dizendo, ao licantropo, por entre os dentes:
— Obrigada, mmm- - — mestiço, mestiço, mestiço — L- Lupin.
— De nada Lane. — ele respondeu cordialmente — Agora me dêem licença, e, um pergaminho em branco, por favor?
Rapidamente, a sonserina catou o que tinha na mesa e lhe estendeu um dos seus papéis. Estava intacto como se acabasse de ser impresso.
N/A
Primeiro: Mais uma vez (não me canso de repetir) Obrigadíssima pelas reviews:
Tati C. Hopkins, Nina Rickman e Coraline D. Snape
Procura-se Gutti e Kitty Pride Malfoy rs
Esse foi o penúltimo capítulo, e eu espero sinceramente que tenham gostado.
!!REVIEWS POR VEZES AJUDAM!!
