N/A: bom, com isso a história finalmente chega no esperado rating M. sei que demorei um pouquinho a mais do que o prometido pra postar, mas o capitulo ta grande, espero que compense.. não quis dividir essa cena pra postar aos pouquinhos... então, mereço reviews? Me digam o que acharam! Vocabulário muito pesado? Cenas explicitas demais? Beijos!

Então era isso. As chaves do apartamento foram entregues. Lea se mudou no mesmo dia para um novo apartamento, mais perto do estúdio, maior, melhor. As coisas de Dianna foram deixadas provisoriamente na casa de Naya, enquanto ela fazia o check-in num apart hotel. Foi Lea quem a levou de carro até lá, quem a ajudou a procurar um quarto. De certa forma, optar por um apart hotel era a melhor maneira de adiar o momento definitivo em que oficialmente não morariam mais juntas.

Na cabeça de Dianna, aquilo era quase como uma separação. Na verdade, doía como uma. A loira forçou-se a afastar esse pensamento, respondendo a pergunta carinhosa de Lea de "O que foi?" com desculpas sobre cansaço.

Dianna dormiu aquele dia no novo apartamento da amiga. Alguns amigos do elenco foram até lá, ajudar a montar a mobília no novo espaço. Quando todos foram deixando o apartamento, Lea e Dianna se encontravam na posição tão familiar a elas, sentadas no sofá, uma de cada lado, os pés unidos no meio.

- Dorme aqui hoje?

- Claro.. não to com a menor vontade de ir praquele apart hotel..

- Você precisa achar um apartamento assim que a gente voltar, Di.. nada de ficar mais tempo em hotel..

- É, eu sei.. mas, por esse fim de semana.. fico por lá.. segunda a turnê começa e eu não vou precisar me preocupar em ter uma casa – ela abriu um grande sorriso, ansiosa pelo inicio da nova fase de Glee.

- Você podia ficar aqui até a gente viajar..

- Le, não sei.. Não quero ouvir mais esporro do Ryan.. nem do meu agente... nem da fox...

- Argh! – ela deu um pequeno grito frustrado. – Caramba, quando é que vão me deixar ficar perto da minha melhor amiga? Já ta na hora desses caras entenderem que a gente não tem nada, sabe...

- É...

Lea puxou a amiga para um abraço, mas o sentimento ruim só crescia dentro de Dianna, e ouvir Lea afirmar tão veementemente que elas não tinham nada só ajudou a piorar seu humor.

- Di! Sério, que cara é essa?

- Nada, desanimo, só, já disse..

- A gente precisa sair, espantar esse clima ruim.. ei! Di! Di, acabei de ter a ideia mais genial de todos os tempos!

- Que ideia?

- Aquele seu casal de amigos que dormiu lá em casa uma vez ainda mora em Boston?

- Victor e Gus? Sim, porque?

- Porque a gente vai precisar de companhia pra se divertir no nosso fim de semana em Boston...

Dianna ergueu a sobrancelha pra ela, sorrindo divertida.

- Que fim de semana, Lea Michele?

- Esse. Eu não vou deixar você ficar sozinha naquele apart hotel estando desse jeito! Vamos pra Boston? Só eu e você?

Dianna mordeu o lábio inferior, fingindo pensar, mas Lea já pulava no sofá, fazendo um milhão de planos.

- Por favor, Di, por favor! Vai ser genial!

- E o que eu falo pro meu agente?

- Manda seu agente tomar no cu. To de saco cheio dele. Diga a ele que você está lhe dando férias e que seus serviços só serão novamente necessários quando você começar a filmar "I am Number Four"!

- Ok. Quando vamos?

- Amanhã!

-x-

- Eu realmente achei que tudo ficaria bem, depois daquele fim de semana..

- Lea, as coisas não vão ficar bem enquanto a gente não acertar todos os problemas que nós temos.. conversar..

- Honestamente, Di? Agora eu acho que não existe mais chance pra isso.. A gente já estragou tanto as coisas.. você fez tanta coisa que me magoou..

- Você também fez! – ela cortou, irritada.

- Me deixa falar, Dianna! Você fez muita coisa que me magoou.. eu sei que eu fiz também.. e agora.. eu simplesmente não consigo esquecer tudo isso e tentar de novo.. eu nem sei o porque de estar fazendo isso, agora.. acho que é porque.. eu ainda não tive coragem de te tirar da minha vida..

- A gente nunca tentou, Lea! – lagrimas de desespero brotaram nos olhos cor de avelã ao ouvir Lea insinuar que a tiraria de sua vida. – a gente só deixou as coisas acontecerem e fomos sufocando elas...

- E agora não tem mais jeito...

- Não diz isso! – ela praticamente gritou. – Le, porque você não para de colocar todos esses impedimentos e só me deixa ficar com você? Você não quer ficar bem comigo? Que nem em Boston?

- Eu.. Não sei... – ela fechou os olhos, acompanhando a amiga nas lagrimas silenciosas.

-x-

Dianna mal pode acreditar, horas mais tarde, quando estava numa arquibancada de um estádio que ela não fazia questão de saber o nome, assistindo a um jogo que ela nem ao menos prestava atenção, se dividindo entre conversar com os dois amigos e observar o quão adorável Lea ficava torcendo e gritando, com um boné do time que ela agora xingava.

- Lea, querida. – um dos amigos de Dianna chamou sua atenção – você está na arquibancada do time da casa, xingando o mesmo. Se quiserem te bater eu não sei se nós três teremos força o suficiente pra te defender..

- Mas olha a merda que o numero 9 acabou de fazer! Meu Deus! Se fosse nos Yankees, esse cara seria demitido antes do fim do jogo!

Dianna sorriu abertamente, observando a amiga. O olhar não passou despercebido aos dois amigos.

A noite se estendeu em um pub local. Após uma longa discussão aonde o casal de rapazes insistiu que as garotas não poderiam ir para um hotel e que deveriam ir pra casa deles.

- Não é justo, Lea! Vocês nos abrigaram no apartamento de vocês quando fomos a L.A.! Agora vocês tem que ir lá pra casa! Vocês vão passar muito tempo em hotéis agora.. fiquem lá em casa só esse fim de semana. É ligeiramente afastado da cidade, tem uma piscina ótima, total privacidade..

- Mas, Gus, vocês acabaram de se casar, estão em lua de mel, a gente não quer atrapalhar, só estamos pedindo por companhia pra noite, nada mais..

- Exatamente por isso! Acabamos de montar a casa! Vocês vão ser as primeiras a conhecer.. assim como nós fomos os primeiros a conhecer o seu apartamento em Los Angeles! Fica lá em casa, Di, por favor!

E as duas finalmente relaxaram, e, deixando as malas na casa, partiram para o que prometia ser uma noite regada a álcool e sem preocupações.

Duas horas mais tarde as duas amigas já estavam alegres, e conversavam próximas. As mãos tocavam o corpo uma da outra o tempo todo sem que elas ao menos percebessem. Victor indicou as duas para o marido, com um olhar. Os dois sorriram pra cena.

- Sempre soube que isso ia acontecer..

- É, eu também..

Nesse momento uma foto foi batida, e o flash atraiu a atenção de Dianna.

- A gente pode ir embora?

- Claro.. mas porque?

- Fotos.. podem ter paparazzis.. enfim, podemos?

- Gus vai pagar a conta. A gente espera no carro. Vamos.

Os três esperavam no carro. Dianna parecia irritada e Lea tentava acalmar a amiga, segurando a mão dela com força.

- Agora, me expliquem. O que houve?

- Bom, no inicio, a Fox. A gente conversou sobre isso em L.A. – Lea tomou a iniciativa de falar, vendo Dianna ainda nervosa. – É complicado se adaptar a isso, principalmente pra gente.. Dianna veio de um meio mais alternativo e liberal, eu vim da Broadway... era tudo mais permitido, e a Fox não é assim.. Glee já é bem liberal, com Chris e Jane no elenco, completamente assumidos.. mas eles não querem mais nenhum gay no elenco, e isso você meio que já sabia..

- Sim, mas até então eu achei que vocês estivem OK com isso..

- Estávamos. – Dianna finalmente falou, sem nem ao menos perceber que se referia a ela e a Lea como se fossem um casal. – Mas recentemente eu fui chamada pra fazer um filme adolescente ai.. meio no estilo Crepúsculo.. – Lea abafou uma risada, e Dianna não pode deixar de sorrir. – Enfim, o objetivo deles é que eu seja a nova mocinha perfeita que toda garota quer ser..

- Certo..

- Mocinhas perfeitas não são lésbicas.

- Hm.. é.

- Enfim, eles pediram pra eu trocar de agente e agora eu trabalho com um deles, que basicamente define como eu devo me comportar e o que fazer.. e eu quero socar a cara dele, resumindo..

- Bom, mas é isso que ta te deixando assim? Eu to te vendo tão tristinha, tão diferente..

- É.. sei lá, ele me fez sair da minha casa, parar de freqüentar lugares que eu gosto...

- Então é por isso que vocês não vão mais morar juntas?

- Não só por isso, tá na hora da Di ter a casa dela, já que a minha vive cheia de gente.. – Lea argumentou. – mas é absurdo, ainda assim.. nós somos amigas. É ridículo eles sugerirem esse tipo de coisa..

- É..

Dianna não falou mais nada, e o olhar do amigo recaiu sobre ela. Ela não era tão difícil de se ler assim.

- BANHO DE PISCINA NOTURNO! –Gritou Gus ao atirar Lea na água. Dianna e Victor já estavam dentro da piscina e conversavam. Gus atirou-se na água em seguida, brincando com Lea, impedindo a morena de nadar até eles.

- Te incomoda ela tratar isso só como amizade, né?

- Eu não vou nem perguntar de onde você tirou isso..

- Porque você sabe que eu te conheço. É isso que ta te deixando mal? Essa história de agente não colou. Eu sei que você sempre lidou muito bem com a sua carreira e a sua sexualidade..

- Bom, na verdade, me incomoda um pouco.. ainda mais pelo fato de isso me afastar dela e tal.. mas não vou negar que a atitude dela tem me afastado muito mais.. ta chegando no limite do insuportável...

- Eu acho que ela gosta de você. Mas não do jeito que você gosta dela.. mas, não sei, eu não a conheço direito..

- É, eu também acho.. Acho que.. ela tem dúvidas, e ta vendo aonde isso vai dar.. enquanto eu tenho certeza de que estou.. você sabe.

- Apaixonada, né?

Dianna revirou os olhos, concordando com um aceno de cabeça, antes de submergir na água, querendo não pensar naquilo.

- Tirem essas roupas molhadas, vai! Fiquem a vontade que eu garanto que nem eu nem Victor vamos ficar olhando...

As duas riram, tirando as roupas e ficando apenas de lingerie na piscina, enquanto os meninos traziam mais bebidas, sem se importar em deixar champagne cair na água enquanto molhavam as duas.

- Isso, gente, relaxem! – Gus disse ao derramar o liquido direto na boca de Lea. – Esse fim de semana são só vocês duas. Sem agente, sem Fox... Só nós dois e vocês duas, sem precisar se preocupar com nada!

Enquanto dividiam a bebida, suas bocas se encontraram, no caminho já acostumado a percorrerem. Dianna de forma carinhosa, abraçando Lea por inteiro, que correspondeu com volúpia e paixão. Quando finalmente se afastaram, minutos depois, perceberam que o casal de amigos fazia a mesma coisa que elas. Rindo, Dianna foi levando Lea para o fundo da piscina, até a colocar contra borda e voltar a beijá-la.

- Sabe, se a sua pretensão é me afogar, eu preciso te dizer que eu sei nadar, Di...

- Não é pra afogar! É só pra rir que aqui dá pé pra mim e pra você não..

- Idiota.. – Lea disse, com um sorriso bobo no rosto, antes de roçar os lábios nos da amiga e iniciar um novo beijo.

As duas conversavam sobre o dia, enquanto trocavam beijos suaves. Aquilo deixava o coração de Dianna mais leve, como se, por um momento, ela pudesse realmente estar com Lea.

Perceberam, com um sorriso divertido, os dois amigos saírem da piscina aos beijos, se encaminhando em direção a casa. Dianna maneou a cabeça, rindo.

- Vamos entrar também? Tô com frio... – a loira ameaçou se afastar da borda, mas Lea a puxou de volta, a segurando perto.

- Só mais uma coisa.. – a mais baixa segurou o rosto da amiga, tomando fôlego ao olhá-la nos olhos.

- Fala..

Mas a resposta não veio. Lea vacilou na sua segurança e a única coisa que pode fazer foi puxar Dianna para um novo beijo, intenso, profundo e lento, que elas fizeram durar até o ultimo segundo possível.

- Isso? – Dianna riu brevemente, dando um ultimo selinho na amiga e se afastando novamente.

- Dianna! – Lea a puxou de volta, pra um novo beijo, similar ao primeiro, só que mais curto. Ela respirou fundo, tentando por algum tom sedutor no gesto, porque aquilo facilitaria o que ia dizer. Era melhor do que deixar a voz carregada do amor que, ela sabia, a dominava naquele momento. – Fica comigo esse fim de semana? – ela apertou o corpo da amiga contra o seu num abraço, tentando mostrar o que aquele pedido significava. – Só até segunda. Como uma despedida.

O nó na garganta de Dianna se apertou, antes de parecer sumir por completo. Ela preferiu não se questionar sobre as consequências daquilo, não naquele momento. Depositou um beijo leve nos lábios de Lea, antes de concordar com a cabeça e sorrir, puxando a morena para fora da piscina.

Entraram na casa abraçadas. Dianna tremia de frio. Lea pegou uma toalha pra ela, antes de correr pro chuveiro e ligar a água quente.

- Vem, Di, vem pro banho, pra não se resfriar...

- Não precisa..

- Você é muito teimosa! É por isso que ta sempre doente! Vem pro banho.

Lea a puxou para debaixo d'agua, praticamente dando o banho em Dianna. As duas se ensaboaram juntas, trocando olhares carinhosos. Dianna terminava de enxaguar o cabelo de Lea para saírem do banho, quando Lea a segurou firme pela cintura. Um segundo depois, Dianna estava contra o azulejo gelado da parede, com Lea a beijando com vontade. As mãos corriam pelos corpos molhados, a ausência de roupas aumentando o calor do momento. Dianna perdeu o controle sobre o que estava fazendo, sem perceber suas mãos deixando o quadril de Lea e indo em direção a bunda da morena, apertando e a trazendo mais pra perto de si. Sentiu a amiga sorrindo no meio do beijo e não conseguiu controlar o próprio sorriso. Elas se afastaram minimamente, trocando um olhar divertido e cúmplice. Lea deu uma leve mordida no ombro de Dianna, antes de se afastar completamente.

- Vou pegar uma roupa bem quentinha pra você, ta?

Dianna assentiu, corando de leve. Voltou pra debaixo d'agua, regulando a temperatura para frio aos poucos, tentando amenizar os efeitos dos beijos de Lea em seu corpo e espantar a excitação que crescia dentro dela naquele momento.

Lea voltou, minutos depois, já vestida, trazendo um pijama para ela. Um clima levemente constrangido se instaurou momentaneamente.

- Quer comer alguma coisa, Di? Gus disse pra prepararmos um lanche antes de dormirmos..

- Eu.. é, pode ser.

Lea saiu, deixando Dianna se despir sozinha, uma ligeira frustração tomando conta dela. "É isso?" Dianna se perguntou. "O que vai nos impedir agora? O que afinal nos impediu todos esses meses?" Encostou a testa contra a superfície fria da parede. "Meu Deus, eu não sei se estou pronta pra desejar ela dessa maneira." Correu a mão por entre as pernas, sentindo os efeitos da pressão no local. "Eu já desejo ela assim. Muito. Mas a partir do momento em que eu admitir isso, não tem mais volta.."

- Dianna? – Lea gritou do lado de fora, a chamando.

- Já vai! – ela ouviu a própria voz soar rouca e baixa. Pigarreou. – Já tô indo! – apressou-se em se vestir, saindo rapidamente do banheiro.

Lancharam praticamente em silencio, mas não era um silencio incomodo. Os pés se encontravam de maneira inocente por debaixo da mesa e as duas se olhavam com carinho. Escovaram os dentes rapidamente, antes de se deitarem lado a lado, no escuro, sem trocarem uma palavra.

O sentimento já familiar de batimentos acelerados tomou conta de Lea, que sentia a amiga se movimentar incomodada ao lado dela. Buscou a mão da loira com a sua. Apertou carinhosamente, a puxando quando imperceptivelmente para perto de si.

Dianna sentiu Lea a trazendo pra perto. Suspirou. Era isso. Ela simplesmente não poderia resistir aquilo. Virando-se para a amiga, cobriu o corpo dela com o seu, depositando um beijo molhado em seu pescoço.

Lea buscou a boca de Dianna com a sua, iniciando um beijo intenso. As línguas se misturaram e o calor acendeu no corpo das duas. As mãos se exploravam e traziam os corpos para cada vez mais perto, enquanto as duas revezavam na busca por dominância, rolando na cama. Um estado de embriagado tomava conta do corpo delas, e não tinha nada a ver com todo o álcool ingerido aquela noite. Os beijos foram se tornando cada vez mais necessitados, e logo só aquilo não era suficiente. E então vieram os beijos no pescoço, que se tornaram mordidas e chupões, e as mãos que, sem perceber, se arrastavam pelos corpos, quase levando as roupas junto, e os gemidos foram se tornando mais altos e perceptíveis, enquanto o desejo eminente daquilo tomava conta das duas.

Lea foi a primeira a se dar conta do quão longe estavam indo, ao sentir a boca de Dianna em um de seus mamilos, enquanto as mãos da amiga, que estava por cima dela, faziam o possível para manter a roupa que ela vestia longe do caminho que sua língua traçava.

- Di. – Lea gemeu, sentindo os dentes da amiga beliscarem sua pele – Hmmmm, Diii!

Lea subiu uma de suas mãos, que se ocupava em acariciar a bunda de Dianna por dentro da calça que ela usava, até o cabelo loiro, puxando com o máximo de delicadeza que conseguia, forçando a boca dela a quebrar o delicioso contato e novamente buscando os lábios da amiga com os próprios.

- Di. – ela respirou fundo, se forçando a se afastar do beijo. – Você quer mesmo fazer isso?

Lea buscou os olhos de Dianna no meio da escuridão do quarto, e os encontrou cheios de insegurança. Era aquele o momento. O ponto do qual não haveria retorno. Dianna hesitou.

- Você não.. – o resto da frase não conseguiu sair de sua garganta.

- Eu quero. Muito. – sua outra mão deslizou incontrolavelmente por entre as coxas de Dianna, sentindo pela primeira vez a umidade da amiga atravessar o material da calcinha que ela usava. – Você quer?

- Uh hum – a confirmação de Dianna veio na forma de um grunhido afirmativo, enquanto a loira se movimentava novamente contra os dedos de Lea.

E então, rapidamente as roupas foram sendo arrancadas sem o menor cuidado, com pressa. E Dianna se encontrava deitada contra a cama, com uma Lea completamente nua por cima dela.

A morena agora sorria com a dominação que havia conquistado. Dianna agora se contorcia embaixo dela, enquanto ela provocava com toques lentos por cima do tecido completamente molhado da calcinha branca que agora era a única peça de roupa restante entre elas.

Enquanto movia a mão para dentro da calcinha de Dianna, ainda apenas provocando, Lea desceu o corpo para distribuir beijos pela orelha da amiga, que aproveitou o movimento para cravar uma mordida forte na pele morena do ombro dela. Dianna subiu mais a boca, repetindo o gesto, tentando obter algum autocontrole. Mantendo Lea perto de si, buscou espaço entre os corpos, penetrando, sem aviso, dois dedos em Lea, que gemeu alto em resposta.

O movimento inesperado só aumentou a excitação do momento. Lea imediatamente começou a cavalgar sobre os dedos da amiga, empurrando-os fundo dentro de si. O olhar de Dianna, mais acostumado a escuridão agora, permitia a ela uma das visões mais excitantes de sua vida: Lea sobre ela, movendo seu corpo de encontro aos seus dedos, que desapareciam por completo dentro dela.

Em certo momento Lea perdeu o controle sobre os movimentos que fazia em Dianna, e, tirando a mão de dentro da calcinha dela, levou-as aos ombros da loira, aumentando ainda mais a intensidade do movimento que fazia contra ela. Mas Dianna não se importou. Achava que só aquela visão seria capaz de levá-la ao orgasmo. Aliada aos gemidos compartilhados e a sensação de Lea contraindo-se cada vez mais ao redor de seus dedos, enquanto estremecia-se violentamente no seu próprio gozo, então, Dianna sentiu-se tão próxima de acompanha-la que um simples toque a levaria quase ao ápice do prazer.

Respirou fundo, se controlando, ao sentir o corpo suado de Lea cair sobre o seu, ouvindo a amiga ofegar enquanto se recuperava. Deu um leve beijo no canto dos lábios dela, deslizando a mão por suas costas, ainda sentindo a morena estremecer levemente.

Dianna já havia diminuído a própria excitação, quando Lea, recuperada e com um sorriso safado nos lábios, se colocou novamente por cima dela, deslizando uma mão por sua coxa.

- Você não gozou... – ela apertou forte a coxa de Dianna com a fala.

- Hnf. – ela arquejou em resposta a fala e ao gesto, que dispararam um novo arrepio de prazer pelo seu corpo. – Não, mas quase..

Lea riu, afastando o elástico da calcinha da amiga e penetrando um único dedo lentamente dentro dela. Dianna revirou os olhos e choramingou. Sempre soube que Lea era do tipo que gostava de provocar.

- Mais. Vai, Lea, mais. – ela deu um novo gemido contido.

Lea empurrou o dedo o mais fundo possível dentro da amiga, querendo senti-la por completo. Dianna era tão.. molhada, quente, apertada... deliciosa. Sentiu vontade de dizer aquilo pra ela, mas a vergonha não permitiu. Penetrou o segundo dedo, movimentando-os devagar, pois queria fazer aquele momento durar o máximo possível.

Manteve o ritmo lento pro vários minutos, distribuindo leves beijos pelo colo de Dianna, que gemia constantemente agora, tentando trazer Lea pra cada vez mais perto de si, puxando seu cabelo e cravando as unhas em sua cintura.

- Lea. – Dianna advertiu, com a voz grave, empurrando os quadris cada vez mais rápido contra ela. Lea sorriu, mordendo seu queixo. – Lea! – foi quase um pedido, dessa vez.

E Lea atendeu. Puxando uma das pernas de Dianna para abraçar sua própria cintura, ela iniciou um ritmo acelerado de estocadas com seus dedos, deitando todo o seu corpo sobre o de Dianna, mas sem nunca quebrar o contato visual com a amiga, que agora lutava contra o impulso de fechar os olhos para deixar o orgasmo domina-la.

- Lee.. – ela respirou fundo, finalmente sentindo as ondas de prazer dominarem seu corpo. – LEA! – ela gemeu alto, uma ultima vez, antes de contrair todo o corpo, fechando os olhos quando a imensa onda de prazer a atingiu.

Quando voltou a si, ainda respirando com dificuldade, abriu os olhos, para encontrar Lea ainda olhando pra ela. E o olhar de Lea dizia tanta coisa ao mesmo tempo. Mas naquele momento, o que ele gritava era preocupação. A intensidade do orgasmo não havia sido nada, comparado a intensidade do olhar que trocaram momentos antes. Um olhar que transmitia paixão, preocupação, desejo, amor. Sentimentos que assustavam Lea. Que ela não sabia se poderia lidar com.

- Dianna... – ela sussurou, preocupada. Dianna fechou os olhos novamente, não querendo lidar com aquilo naquele momento. Lea insistiu. – Di, ta tudo bem?

- Shhh... – ela se colocou novamente por cima de Lea, iniciando um beijo insinuante.

Lea deixou-se levar. As mãos de ambas novamente corriam pelos corpos suados. Lea tentou parar Dianna, mas a loira a forçou contra a cama, a prendendo com o próprio corpo.

- Você – controla – demais. – Dianna disse, enquanto beijava o caminho da boca ao colo de Lea. A morena riu, vencida.

Dianna tomou novamente os seios de Lea com a boca, mandando um novo fluxo de excitação pelo corpo da morena, que gemeu com o ato. E depois gemeu ainda mais alto, ao sentir os dedos da amiga novamente a penetrando. Dois, e em seguida três, rápidos, e indo cada vez mais fundo dentro dela, fazendo Lea se agarrar aos lençóis da cama e praticamente gritar de prazer, chamando o nome de Dianna enquanto gozava novamente, mais forte ainda do que na primeira vez.

Dianna rolou pro lado de Lea, tão ofegante quanto a amiga, o corpo protestando contra o esforço e a intensidade dos movimentos. Elas ficaram assim, lado a lado, uma ouvindo a respiração da outra, por algum tempo, até recuperarem o fôlego. Lea respirou fundo uma ultima vez antes de repetir a pergunta.

- Di, ta tudo bem? – ela se virou para encarar a amiga, e o que ela viu foi Dianna lambendo as pontas dos dedos, que ela sabia que estavam encharcados com seu próprio gozo. Mais uma contração de prazer percorreu seu corpo com a visão.

- Tudo perfeito. – Dianna respondeu, sorrindo, após terminar de chupar o próprio dedo.

Lea gemeu baixinho, parte por desejo, parte por alivio. E, cobrindo o corpo de Dianna com o seu, a puxou para um ultimo beijo, sentindo seu gosto na boca dela, antes de a abraçar forte e cair no sono.